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3. Nasce Uma Nova Bruxa


Fic: Harry Potter e o Segredo de Corvinal


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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O despertar foi suave, como se estivesse deitada sobre nuvens. Espreguiçou-se lentamente, sentindo com satisfação os lençóis macios que a cobriam. Um sorriso delineou-se em seus lábios, ante a sensação de que era a mulher mais feliz do mundo.

Estendeu o braço em busca da "fonte" de sua felicidade, mas o lugar ao seu lado no leito estava vazio. Contrariada, abriu os olhos e esquadrinhou ao redor, encontrando o ambiente tão silencioso quanto deveria ser as aulas de Poções quando Severus Snape era professor em Hogwarts.

Teve que admitir que a visão da tenda sob a qual eles estavam vivendo nos últimos dias era de tirar o fôlego. Simples, mas projetada para dar o máximo de conforto a seus ocupantes, e com uma decoração que não deixaria nada a desejar ao próprio Laurence da Arábia. Por falar em conforto, como se não bastasse o colchão sob o qual dormiam ser para lá de macio, ele estava... Flutuando a cinqüenta centímetros do chão! Isso explicava a sensação de estar em uma nuvem quando acordara.

Mas era estranho não ver o marido por ali, Ana ponderou. Acostumara-se a acordar todas as manhãs e dar com o ruivo, já desperto, a observá-la. Aquilo lhe dava uma certa sensação de poder feminino, e isso meio que "compensava" o poder que "ele" tinha de fazer seu coração parar.

Resolveu levantar-se e vestir um dos leves vestidos típicos da região, que adotara desde que tinham chegado ali há uma semana. Saiu da tenda, maravilhando-se mais uma vez com a paisagem à sua frente.

Se uma imagem pudesse traduzir a palavra "paraíso", com toda a certeza seria aquele oásis.

Carlinhos e Ana tinham escolhido o Egito para a sua viajem de lua de mel. Como Ana havia descoberto, o país era o destino favorito dos turistas bruxos. Os locais afastados dos grandes conglomerados das cidades trouxas, somados à amplitude do deserto, eram perfeitos para "resorts", com feitiços protegendo-os do olhar dos trouxas. Os oásis se constituíam, portanto, no refúgio perfeito para bruxos em férias... Ou em lua de mel, como eles.

Ana não era muito de seguir modas. Gostava de ter opinião própria e fazer suas escolhas baseada em prós e contras muito bem definidos, e o marido era de mesma opinião. No entanto, verdade seja dita, ela ainda era a mesma Ana criada no mundo trouxa, e para quem, lógico, o Egito não tinha nada de "comum".

Mas a simplicidade do local a agradara muito. Observando-o agora, ele bem que poderia ser confundido com um oásis ocupado por caravanas de pessoas não-mágicas. Havia tendas, camelos, pessoas vestindo roupas típicas andando para lá e para cá e fazendo os ruídos costumeiros de um acampamento acordando. É claro que, para tanto, deveria se excluir as pessoas chegando em tapetes voadores, objetos sendo conjurados o tempo todo e a presença de comerciantes de artefatos mágicos...

Por falar em comerciantes, acabara de visualizar o marido conversando com um deles. Se não estava enganada, era um dos que vendiam tapetes voadores. O homem, vestido com roupas e turbante brancos, gesticulava muito enquanto respondia aos questionamentos de Carlinhos. Ana balançou a cabeça, sorrindo. Seria possível que o ruivo estivesse pensando em adquirir um tapete voador? E o que eles fariam com um na Inglaterra, se eles eram proibidos por lá? Às vezes, seu marido se comportava como um menino trouxa encantado com as histórias das "Mil e Uma Noites".

Resolveu fazer uma surpresa para ele. Voltou-se para dentro da tenda, e se ocupou com a cesta de frutas e pães que sempre aparecia pela manhã nos "aposentos" dos hóspedes. Com um movimento de varinha, fez com que as frutas se descascassem sozinhas e começassem a serem cortadas em fatias apetitosas. Em seguida foi a vez do pão, que, coberto com porções generosas de mel, ficariam irresistíveis. Finalizando, com mais um movimento de varinha, conjurou leite e suco de abóbora, e o café da manhã estava pronto. Não eram as salsichas com bacon da senhora Weasley, nem o típico café colonial do Brasil... Mas Carlinhos havia demonstrado gostar daquela refeição (e Ana também). Portanto, não havia nada a reclamar e, mesmo havendo a possibilidade de ir à tenda maior, onde os hóspedes em geral poderiam fazer suas refeições e com mais opções, eles vinham preferindo tomar o desjejum na própria tenda.

Enquanto a comida se "acomodava" sozinha nos pratos e bandejas, ela pensou que ser bruxa, afinal, era muito divertido!

Carlinhos chegou naquele momento, dando com a esposa cantando uma música em português que ele não conhecia, toda alegre, e fazendo o café da manhã de ambos. Ana parecia totalmente parte do lugar, como se fosse uma das mulheres do deserto, apenas os olhos azuis denunciando a ascendência européia. Tinha se adaptado rápido e se mostrava à vontade ali, além de ter conquistado com o seu jeito simples e alegre o casal de meia-idade que administrava o local.

Ana usava um cáftã azul, com os cabelos soltos caindo em cascatas de cachos negros sobre os ombros. A pele dourada contrastando com o azul do vestido, cujo tecido insinuava o corpo tentador por baixo dele. Seu coração disparou e sorriu com o pensamento que aquela mulher incrível era SUA esposa.

Não resistindo à tentação, abraçou-a pela cintura e puxou-a para si. Ainda de costas para o marido, ela riu ao sentir um beijo em seu pescoço.

- Ah, então meu ilustríssimo esposo resolveu vir falar comigo. – disse brincalhona. – O que houve? Resolveu aventurar-se esta manhã pelo fascinante mundo da venda dos tapetes mágicos?

- Você gosta de me provocar, não é mesmo?

- O quê? Ainda não tinha notado? – ela riu, maliciosa.

- Esposa ingrata! – ele fingiu indignação. – Saiba que eu fui comprar um presente com Omar.

- Um presente?

Ana fez menção de se virar, mas ele a impediu, bem-humorado:

- Não senhora! Fique assim mesmo. – ele a segurou pelos ombros, instigando-a a ficar de costas. – Achei que isto iria combinar com você.

Ana viu uma fina corrente de ouro ser posta ao redor de seu pescoço. Nela, um pingente em forma de triângulo, com um olho aberto gravado ao centro.

- O Olho Que Tudo Vê! – Ana exclamara.

- Conhece? – Carlinhos levantou uma sobrancelha, enquanto ela se voltava para ele.

Às vezes ela o surpreendia ao revelar ter conhecimento de certas coisas do mundo mágico, mas nunca sabia o que vinha do encantamento do bracelete de Helga ou não.

- Sim! – ela confirmou, empolgada. – Esse símbolo foi usado pelas principais sociedades secretas trouxas: templários, iluminatis, maçons... – ela sorriu mais amplamente ao completar: - Eu adorei o presente!

Carlinhos compreendia que o significado dos objetos tinha mais valor para Ana do que seu preço. E que artefatos ligados a mistérios antigos a fascinavam. Aliás, ambos se entendiam quase que intuitivamente.

O incrível é que o casal tinha se conhecido por umas poucas semanas antes de se descobrirem irremediavelmente apaixonados. Depois, Carlinhos teve que passar oito anos longe dela. Mesmo admitindo-se que o tempo mudava as pessoas, as mudanças pelas quais ele passou não afetaram o que ele sentia por ela. E eles pareciam se entender cada vez melhor. Isso era evidente mesmo quando discutiam por não concordar em algo e amaldiçoavam um ao outro pela teimosia que atribuíam existir exclusivamente no consorte.

As mesmas qualidades que faziam de Carlinhos um tratador de dragões tão bom, como força, observação e instinto apurado, encantavam Ana e a prendiam cada vez mais a ele. E ele precisava da leveza com que ela tratava de tudo, sempre intervindo nas horas certas e o mandando relaxar, com aquela autoridade suave, mas persistente, que só Ana conseguia imprimir.

Ela o beijou, como forma de agradecer por ter dado mais uma prova de entendê-la tão bem (mesmo Carlinhos afirmando, mais de cem vezes, que ela sempre o surpreendia). Ana planejava um beijo rápido e terno quando inclinou a cabeça para trás e, pondo-se na ponta dos pés, tocou os lábios dele com os seus. No entanto, Carlinhos não concordou com este “rápido”. Puxou-a para si, prendendo-a em seu abraço e prolongando a carícia.

- Carlinhos... – ela sussurrou, tentando impor certo tom de zombaria na voz, mas que saiu totalmente ofegante: - Você não está com fome?

- Faminto... – ele respondeu, a voz rouca, arrancando um riso compreensivo de Ana.

Naquele momento, uma coruja entrou afobada pela abertura da tenda, vindo a cair nas inúmeras almofadas do divã, em um dos cantos. Mesmo surpreso, o casal não perdeu tempo em ir ver o que sua inesperada visitante lhes trouxera.

Enquanto Ana tratava de dar água à pobre coruja ressequida da viagem pelo deserto, Carlinhos pegou a carta que ela carregava. Era uma carta de Agatha, e o carimbo que cobria boa parte do envelope, exibindo letras garrafais, provocou uma ruga de preocupação na testa do ruivo:

- “Urgente”?

Ele abriu-a depressa. Correu os olhos pelas linhas escritas e, ao chegar ao fim delas, passou a carta para Ana e disse, com espanto na voz:

- Merlim! Temos que voltar ao Brasil!


***

[Alguns dias antes...]

Agatha e Moody tinham acabado de se despedir dos Weasleys, que haviam ficado alguns dias a mais no Brasil depois da partida dos noivos. A família Anhanguera ainda estava ocupada com os parentes que haviam vindo de várias partes do país, de forma que não foi difícil “leva-los de volta ao aeroporto” sem que nenhum deles insistisse em acompanhá-los.

Exceto por Mel e Felipe, naturalmente. As crianças tinham sido maravilhosas naqueles dias, ajudando em tudo que podiam. E tentando não deixar transparecer muito a empolgação por terem tanta gente de Harry Potter por perto.

Agora eles estavam no carro, retornando para a casa dos tios de Ana. Mel estava pensando que tinham sido os dias mais maravilhosos de sua vida.

Mas agora tinha acabado.

Todos foram embora, sua tia Ana iria morar longe e até mesmo Agatha partiria no dia seguinte (se a menina já gostava daquela senhora, agora, então, que soubera que ela era bruxa e tinha ninguém menos que Olho-Tonto Moody como marido...). No entanto, Mel teria que ficar longe de toda esta magia, junto com os outros “trouxas”.

Não que não gostasse do mundo em que vivia. Mas... Magia! Gostaria de passar mais algum tempo com eles, poder perguntar-lhes sobre tantas coisas que ainda tinha dúvidas! Era, literalmente, um mundo novo, e Mel queria explorá-lo.

Aliás, talvez por isso mesmo a menina tenha se dado tão bem com Lupin. O ex-professor tinha uma paciência de Jó com ela, respondendo tranquilamente aos questionamentos e até mesmo apreciando tanta sede de conhecimento em alguém tão jovem. Tonks simplesmente caiu de amores pela menina, que era uma gracinha quando sorria e fazia uma covinha na bochecha direita, lembrando a Auror de uma boneca que tinha ganhado do pai quando era criança. Alguns dias com eles e pronto: Mel venerava Lupin, a quem achava o mais inteligente e bondoso dos homens, e queria ser tão carismática quanto Tonks – que era o máximo com aquele jeitão atrapalhado, mas sempre sabendo a coisa certa a fazer.

Mel deu um sorriso triste ao pensar que, pelo menos, seus novos amigos tinham se divertido muito no Brasil (e tinha certa nota de orgulho ao pensar neles como “seus amigos”). Fora muito bom ver seu herói, Harry Potter, descontraindo-se em sua visita ao país: onde não havia nem lembrança de Voldemort e, apesar do nome do Menino-Que-Sobreviveu também ser conhecido ali, os bruxos brasileiros não tinham estado tão perto de tudo a ponto de poderem reconhecê-lo na rua, o que demonstrou que os cuidados do Ministério da Magia brasileiro tinham sido exagerados.

A garota quase gargalhou ao lembrar dos gêmeos tendo mil e uma idéias para incrementar os itens da “Gemialidades Weasleys”. Eles disseram que a visita ao Brasil estava sendo profundamente produtiva, porque a cada segundo percebiam mais coisas originais e criativas que os brasileiros inventaram. “Esse país é uma mina de criatividade”, disseram, certa vez.

“É...”, pensava a menina, “Agora o jeito é voltar à rotina casa-escola-casa”.

A idéia não teve o efeito de animá-la, como Mel esperava. Ela apoiou a cabeça no vidro da janela do carro, triste. Tinha conhecido Harry Potter... E daí? A sua vida continuava a mesma. Isso não alterava o fato de ser a mesma CDF com dificuldades de fazer amigos... As lágrimas ameaçaram cair pelo rostinho infantil, e ela deu graças a Deus por ninguém dentro do carro poder ver seu rosto agora.

No mesmo instante que um nó se formara em sua garganta, o apoio no qual estava sua cabeça sumiu. Em um momento tinha a solidez do vidro como suporte e, de repente, sua cabeça estava para fora do carro, e por milímetros não foi decepada pelos carros que passavam no sentido contrário.

- Menina maluca! – alguns dos motoristas gritaram.

- Fecha o vidro! Quer morrer?

Com a confusão, Agatha estacionou o carro rapidamente no acostamento, sem saber direito o que estava acontecendo. Os outros três ocupantes do carro estavam olhando a garota, que se encolhia no banco, assustada.

- O vidro... Sumiu! – a menina balbuciou, tentando explicar que não fora culpa dela. No fundo, imaginava que os dois bruxos sentados nos bancos da frente pudessem ter uma explicação.

Mas foi Felipe quem primeiro matou a charada:

- Como aconteceu com Harry no zoológico!

- Merlim... – Agatha sussurrou, encarando estupefata a menina e compreendendo o que aquilo significava.


***

[Hoje]:

Na sala da casa dos tios de Ana, estavam os pais de Mel, os tios, as crianças, mais Ana e Carlinhos. Ela estava à meia hora dando voltas e mais voltas no assunto, na tentativa de não ser muito “traumatizante” em sua revelação. No entanto, não obtivera resultado nenhum além de deixar os adultos impacientes. Finalmente, Carlinhos resolveu interrompe-la, sugerindo que ela fosse mais direta no assunto.

Ana fuzilou o marido com o olhar, recebendo em troca um calmo dar de ombros dele, e uma expressão de “é o jeito”.

“Mais direita? Di-re-ta?”, pensou. Ora, ele não sabia como era ter uma família trouxa a quem revelar que toda uma série de coisas que eles consideram contos de fadas existe!

Mas teve que dar o braço a torcer. Quem sabe, se ela fosse rápida, também seria indolor? Assim, pôs-se a contar tudo. Eles a ouviam com as expressões mudando à medida que a narrativa avançava. Primeiro, fizeram um ar de riso, achando que era piada. Depois, começaram a ficar assustados, certamente pensando que Ana enlouquecera. Daí, perceberam que Carlinhos ficava quieto, em um mudo consentimento à esposa. Os dois estavam loucos ou... Bem, a certa altura, quando Ana disse que Mel também era uma bruxa, Patrícia levantou-se indignada, perguntando se ela tinha se convertido à Wicca e tinha levado a filha junto.

Ana suspirou, e recomeçou a contar tudo. Não ajudou muito na defesa de sua própria sanidade mencionar Harry Potter. Ainda mais quando revelou que o Harry, o cunhado de Carlinhos que eles conheceram, era o personagem sobre o qual eles ouviam as crianças falarem tanto, mas cuja história nunca tinham se interessado em conhecer.

Marcos, a princípio tão incrédulo quanto os outros, foi ficando cada vez mais taciturno à medida que Ana falava. Quando ela explicou que Mel tinha feito o vidro do carro desaparecer, ele fitou a filha, pensativo, como se tivesse compreendido algo.

Ana já tinha se cansado de rebater tantas objeções ao que ela estava falando, e mandou a idéia de ser cuidadosa às favas. Resolveu que um “tratamento de choque” daria fim àquela agonia. E o “choque” seria ela fazer uma mágica.

Mas um “crack” foi ouvido e Ana percebeu que Agatha tinha acabado de fazer esse favor para ela. A senhora havia aparatado no meio da sala, provocando gritos assustados nos trouxas.

- Desculpe... – Agatha lançou um olhar culpado à Ana quando percebeu o que fizera. – Achei que a esta altura você já tivesse contado...

- Eu contei. – Ana suspirou, cansada. - O problema é que eles não acreditam!

- O que... Foi isso? – Bianca perguntou, em um fio de voz. – Você... É uma bruxa! – afirmou totalmente perplexa para Agatha.

- Eureca! Finalmente! – Felipe exclamou, irônico. Durante toda a conversa Mel e ele tinham tentado se juntar à tia, sempre sendo mandados ficar quietos pelos adultos.

- Espere um pouco! – Antônio ainda se recusava a acreditar. – Meu barbeiro, o Alfredo, também sabe fazer mágica e não se autodenomina “bruxo”. – concluiu com ironia: - Isso pode ter sido um truque!

- Os trouxas mais trouxas que eu já vi... – Agatha resmungou.

- Do que você nos chamou? – Bianca perguntou bem devagar, a voz entre a perplexidade - réstia do choque frente ao que tinha visto - e a indignação.

Ignorando as animosidades entre as duas, Ana explicou ao tio:

- Sim tio, isso mesmo: Alfredo faz truques. Ele faz uma moeda aparecer atrás de sua orelha. Mas é só isso mesmo: um truque. Não é magia de verdade.

- Lógico! – Patrícia, exclamou. Tinha balançado com a aparição de Agatha, mas a intervenção do pai reanimou sua incredulidade: - Porque magia de verdade NÃO EXITE!

Mel e Felipe se olharam e resmungaram, imitando a frase de Valter Dursley:

- “Não existe esta coisa de magia...”.

- Er... – Marcos pigarreou, manifestando-se pela primeira vez. – Eu tenho que concordar com Ana... – e sentenciou, um tanto incomodado em fazê-lo: - Bruxos existem.

- Eu não acredito... Que você acredita! – Patrícia estava chocada e um tanto indignada com o marido. – De onde tirou esta certeza?

- É... De onde? – Mel repetiu, refletindo a perplexidade de todos após a afirmação de Marcos.

- Querida... – ele começou, dirigindo-se à Patrícia: - Lembra-se da vovó Gertrude?

- Claro! Como poderia esquecer? Ela vivia chamando os filhos de abortos! – diante do grito surpreso das crianças, ela apressou-se a explicar: - Não se preocupem, lindinhos, ela nunca aprendeu o português direito, devia fazer confusão...

- Não, mãe! – Lipe a interrompeu – Essa é uma expressão que os bruxos usam para chamar quem não tem magia!

- Trouxa para quem não tem magia, e aborto para quem nasceu de pais bruxos, mas não é um deles. – Mel corrigiu o irmão, retomando a sua costumeira precisão nas coisas.

- Exato. – Marcos concordou. – E vovó Gertrude... Era uma bruxa.

A revelação deixou todos boquiabertos. Marcos pôs-se a explicar que Gertrude Hammer, mais tarde Gertrude Warmlling, havia se apaixonado por um simples operário trouxa ainda na Alemanha (o próprio Marcos estranhou usar a expressão “trouxa”). Os dois se casaram e imigraram para o Brasil no início do século XX. Como nenhum dos filhos ou netos havia apresentado esta... “particularidade”... Bem, a família praticamente nem se lembravam do fato, a não ser quando uma coruja com alguma carta dos parentes de Gertrude chegava, ou quando a avó, brava com alguma coisa, os chamava de “abortos” (se arrependendo imediatamente depois, mas a velhinha não era fácil...).

- Pai... Então, você sabia sobre o Harry? Sobre os outros que estavam aqui? – Mel perguntou.

- Não eu... Querida, para falar a verdade eu nunca assisti aos filmes, você sabe... Eu pensei que fosse apenas mais uma história sobre bruxos. E durante o casamento, tinha tanta coisa a fazer, tanta coisa acontecendo... Confesso que não prestei atenção e, como sei apenas de fragmentos do mundo bruxo, duvido que tivesse percebido, mesmo em outras circunstâncias.

- Bah! – Antônio desdenhou. – Vocês se juntaram para me pregar uma peça!

- Tio, porque eu e Carlinhos sairíamos de nossa lua de mel para aplicar uma peça? – Ana perguntou, tentando ser paciente.

- Não sei! Deve haver uma explicação mais sensata do que essa que vocês estão querendo me fazer engolir! – ele olhou para uma caixinha de papelão que estava em cima do armário, e resmungou: - Alguém passe o meu remédio, quase que vocês me fizeram esquecer com esta bobagem...

Era hora de acabar de vez com aquilo, Ana pensou. Sacou sua varinha, fazendo a caixa com comprimidos flutuar até o tio.

Ele estendeu o braço, impaciente, e enquanto botava as mãos ao redor dela, dizia:

- Truques! Cordas ultrafinas e... – parou subitamente, ao perceber que não havia nada a sustentando.

- Quer um copo de água? – Ana perguntou, séria, enquanto um copo com água conjurado por ela aparecia na frente do tio.

- Meu... Deus! – Antônio empalidecera, AGORA acreditando. Definitivamente.

Diante da capitulação do pai, Patrícia acabou por se render também. Ela já estava praticamente convencida depois que o marido contara tudo aquilo. Marcos nunca foi bom em mentir. Conhecia o marido o suficiente para saber que ele acreditava em cada palavra do que dissera. Pondo as mãos no rosto, aceitou a realidade de que bruxos existiam. E que Ana, Agatha e Carlinhos o eram. Que sua filhinha era!

Bianca perguntou, magoada, se a sobrinha contaria tudo isso a eles se não tivesse acontecido o que aconteceu com Mel. Com uma pontada de culpa, Ana respondeu que estava esperando o momento certo, e que talvez só contasse para os tios... Já com as crianças não tivera jeito, tivera que contar: elas iriam desconfiar, de qualquer forma, sabendo tanto sobre Harry Potter e os Weasleys.

Vendo a expressão desolada da prima, forçou-se a terminar o que tinha começado, por mais duro que fosse:

- Patrícia... Marcos... – Ana pegou as mãos da prima, tentando dizer aquilo da melhor forma possível: - Não foi só para dar esta notícia a vocês que viemos aqui. É importante que você e Marcos entendam uma coisa... Agora, Mel PRECISA de uma educação adequada.

Foi uma nova luta fazer a prima entender que a “educação adequada” para a garota era uma escola de magia. Patrícia insurgiu-se contra a idéia, ainda mais ao saber que o currículo de uma escola assim não tinha nada em comum com o que os trouxas achavam fundamental ser aprendido. E a situação piorou quando ela soube que, em virtude da quantidade de coisas a serem aprendidas e pela necessidade de ficarem em locais isolados, as escolas bruxas funcionavam em regime de internato.

Marcos também pensava que a filha precisava ir para uma escola bruxa. Até mesmo porque ele tinha ouvido certas histórias da avó sobre como é o despertar da magia nas crianças bruxas. Mas lhe custava se separar da filha, queria ter certeza de que era o melhor para ela. Ele disse tudo isso a esposa, e finalizou falando que a decisão tinha que ser dos dois.

Bianca e Antônio faziam intervenções aqui e ali, mas mantinham-se no geral calados, apenas absorvendo todas aquelas informações novas.

Mel permanecia quieta e ansiosa, como se uma palavra sua fosse estragar a chance que estava surgindo na sua vida. Assustada, permaneceu apenas escutando os adultos.

Carlinhos, que até então tinha se mantido calado, achando que o palpite de quem tinha acabado de entrar para a família iria piorar as coisas, resolveu intervir e esclarecer uma coisa muito importante para a mãe de Mel:

- Patrícia... É perigoso para ela ficar sem saber como controlar e usar seus poderes. Quando as habilidades mágicas de Mel foram descobertas, ela havia feito o vidro da janela do carro desaparecer. Felizmente não aconteceu nada naquela ocasião. Mas coisas assim vão voltar a acontecer: objetos se quebrando, ou sumindo, ou pegando fogo... Se o jovem bruxo não for treinado, a menor mudança de humor pode causar um desastre.

Ana percebeu um certo “drama” nas palavras do marido, seguramente no intuito de convencer Patrícia. Mas o que ele falara não tinha nem uma nota de mentira: aquelas coisas realmente iriam acontecer.

- Mãe... – Mel disse com voz suplicante. – A senhora não quer que eu vire uma “Carie: a estranha”, quer?

- Não, claro que não, querida. – Patrícia mordeu os lábios, parecendo balançada. – Mas... Existe uma escola bruxa por aqui?

Ana e Agatha explicaram que havia somente uma no Brasil, apesar do tamanho de nosso país exigir pelo menos três. O “Centro de Excelência em Educação e Pesquisas Mágicas do Rio Negro” ficava na região Amazônica, e sua localização exata, lógico, ninguém estava autorizado a dar a pessoas não-mágicas (tia Bianca tinha ficado especialmente sensível com o termo “trouxas”, ainda mais se usado por Agatha, de forma que eles estavam evitando pronunciá-lo). O local era perfeito para uma grande escola de magia, porque era isolado e a floresta fechada ajudava muito nos feitiços que mantinham as pessoas não-bruxas a uma distância segura. Devido às características da população bruxa do país, o Centro Rio Negro, como era conhecido, funcionava tanto como uma escola para crianças e adolescentes (que despertassem suas características mágicas por volta dos onze anos, como na Europa), quanto um centro de treinamento para aqueles cujos poderes emergissem somente mais tarde. Ao mesmo tempo, desenvolvia pesquisas dentro das Artes Mágicas, funcionando como uma “universidade” bruxa. Em todo o mundo, dizia-se que o Centro Rio Negro realmente merecia a palavra “Excelência” no nome.

- Vocês poderiam mandar Mel para lá. Como brasileira, ela tem vaga garantida, conforme eu me informei com o Diretor do Centro Rio Negro. Nesse caso, ela estaria na segunda melhor escola de magia do mundo. – Ana fez uma pausa ansiosa antes de completar: - Ou, então... Poderiam mandá-la para a “melhor” escola de magia do mundo...

Antes que Patrícia pudesse questionar qual seria essa escola, Lipe e Mel falaram, extasiados, os olhos muito abertos:

- Hogwarts!

- Sim. – Ana disse, sorrindo. – A Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, na Grã-Bretanha. A princípio, eles selecionam apenas britânicos para estudarem lá, mas... Bem, tia Agatha e eu somos descendentes de uma das fundadoras da escola. Não gostamos de usar isso como forma de influência, mas desta vez é por uma boa causa. E a Diretora McGonnagal concordou em matricular Mel em setembro. Se vocês concordarem, é claro.

- Mas, qual seria a vantagem? - Marcos perguntou. – Ela estaria ainda mais longe de nós...

- Pensem bem: não vão poder acompanhar Mel até a Amazônia. E ela vai ficar em regime de internato. Só vai poder sair de lá nos feriados e nas férias. Já em Hogwarts, ela vai estar mais perto de mim e de Carlinhos. Como bruxos, podemos acompanhá-la melhor. E Agatha mora em Hogsmeade, um vilarejo bruxo perto de Hogwarts. Mel teria sempre alguém por perto, para auxiliá-la no que fosse preciso. – Ana tinha a voz terna quando completou: - Patrícia, eu te considero minha irmã. Preocupo-me com você e com sua família e, você sabe, faço qualquer coisa para vê-los bem. E, se faço esta sugestão é por pensar no que é melhor para vocês e para Mel. No Centro Rio Negro ela estaria em boas mãos, pois é uma escola muito boa. No entanto, estaria longe de seus familiares. Em Hogwarts, ela teria a nós.

- Mãe... – Mel disse com a voz cheia de esperança, os olhos brilhando como nunca: - Eu... Eu realmente gostaria de ir para Hogwarts. De verdade.

Patrícia respirou fundo, fazendo um sinal de concordância com a cabeça, finalmente capitulando. Mel soltou um gritinho de alegria e beijou os pais.

- Bem... Então acho que agora vocês têm um bom motivo para conhecer o universo harrypotteriano. – Ana comentou. – Sugiro que comecem vendo o primeiro filme...

- Eu vou até a locadora alugar o Pedra Filosofal... – Lipe disse, levando-se e caminhando com a cabeça baixa e passos arrastados.

- Certo. – Ana concordou, não passando despercebido o jeito triste do menino. – E nós vamos dar uma volta enquanto isso.

- Espere! – Patrícia chamou. – Por que não assistem com a gente e explicam o que não entendermos?

- Os bruxos que sabem da existência dos livros e dos filmes não podem lê-los ou assisti-los. Proibição dos Ministérios da Magia do mundo todo. Quer dizer, os governos dos bruxos. – Ana respondeu. – Nem mesmo eu, depois de ter desenvolvido minhas habilidades. Acredito que isso deixaria o mundo bruxo muito... Irrequieto.

- Mas quem vai saber, se vocês assistirem? – Antônio perguntou, falando algo que, para ele, era evidente.

Ana imaginou a casa dos tios sendo invadida por um batalhão de corujas portando cartas do Ministério da Magia do Brasil, informando-os que tiram infringido um decreto mágico. A cena seria hilária, pensou.

- Acredite, tio. O Ministério VAI saber...


***

Maio se fora, junho também, e as férias de julho chegaram (férias de inverno no Brasil). Um dia, uma das corujas de Hogwarts aparecera na casa de Mel, portanto a já tão sonhada carta de admissão.

A garota rodopiara pela sala com o papel, enquanto os pais olhavam um tanto apreensivos para a ave empoleirada na janela. Eles já sabiam desta forma de comunicação dos bruxos, é claro. Assistiram a todos os filmes e leram os livros também. À medida que Patrícia foi tomando conhecimento das aventuras de Harry Potter na escola de Hogwarts, também foi escrevendo cartas cada vez mais apreensivas à Ana. A Auror as respondia tranqüilizando a prima, dizendo que os perigos pelos quais Harry havia passado já não existiam mais, e o máximo que poderia acontecer com Mel seria ela desmaiar no segundo ano, caso ela não pusesse corretamente seus protetores de ouvido ao lidar com mandrágoras nas aulas de Herbologia.

Claro que Ana evitara, estrategicamente, falar sobre os “bichinhos” de Hagrid...

Quando agosto finalmente veio, Mel se preparou para embarcar na maior aventura de sua vida. Isto porque os tios, Ana e Carlinhos, iriam buscá-la para que ela passasse um mês no mundo bruxo com eles, acostumando-se a ele antes de ir para Hogwarts.

Ela estava arrumando as malas quando viu Felipe passar pela milionésima vez pelo corredor, com cara de enterro. Pela primeira vez naqueles meses todos, a menina se deu conta do porquê do irmão estar daquele jeito. Mel não acreditava como pudera ser tão insensível e egoísta! Estava tão absorta na sua própria felicidade, sonhando acordada pelos cantos, que simplesmente “desligara” para tudo ao seu redor.

- Lipe! – Mel o chamou. O menino apareceu na porta do quarto da irmã, totalmente desanimado. – Vem cá. – ela sentou-se na beirada da cama e indicou o lugar ao seu lado.

Felipe, a contragosto, sentou-se ao lado dela, como Mel queria.

- Maninho... Por favor, não fica assim. – pela primeira vez na vida, ela não sabia como colocar em palavras o que queria dizer.

- Assim como? Chateado por ser um simples trouxa? – Lipe respondeu, magoado.

- Não! E trouxas não são simples!

- Você vai aprender um monte de coisas legais...

- E você também. – Mel retrucou. – Não pense só no que eu vou aprender, Lipe. Lembre-se das coisas que eu NÃO VOU aprender também. Ou acha que o conhecimento trouxa não é importante?

- Não é isso é que...

- Lembra do que a gente falava? Que os trouxas eram mais inteligentes, que sabiam se virar melhor do que os bruxos, porque eles não tinham magia para consertar tudo sempre?

- Lembro...

- Então, maninho! Já imaginou o que poderemos alcançar, nós dois juntos? A magia que vou aprender a usar junto com o conhecimento que você vai conseguir? Quando formos adultos, ninguém vai nos segurar!

Lipe deu um meio-sorriso, e Mel continuou:

- E eu vou precisar de você, Lipe. Eu vou para um mundo diferente do que papai e mamãe vivem. Eles não vão entender muitas coisas que vão acontecer comigo de agora em diante. Preciso... Preciso de alguém que me ajude a segurar a barra.

Desta vez, Felipe sorriu amplamente. Agora ele tinha compreendido o quanto seria importante para a irmã.

- Pode deixar, eu cuido dos velhos. Eu detestaria ser uma espécie de “tia Petúnia”. Arg, Deus me livre!

- Isso inclui não por meus filhos vivendo em armários, lembre-se disso! – Mel acrescentou, sorrindo.

- Sem armários – Lipe levantou os dedos indicador e médio, em sinal de jura: - Prometo!

Os dois riram e se abraçaram. Aqueles irmãos implicavam um com o outro, fingiam se odiar... Mas a verdade é que se protegiam constantemente e comprovavam briga com qualquer um que se atrevesse a falar mal do outro.

Ana e Carlinhos chegaram para buscar Mel. Seus pais e os avós os acompanharam até aquele mesmo lugar de onde os bruxos usavam chaves de portal. Só então eles tinham sabido onde ficava o verdadeiro “aeroporto” para onde Ana e Agatha iam.

No caminho, Mel ia pensando nas coisas que iriam lhe acontecer. Relera “Harry Potter e a Pedra Filosofal” mil vezes (enquanto podia, porque depois de passar pelo Ministério da Magia na Inglaterra, ficaria oficialmente proibida disso). Então sabia de cor o que a esperava: Hagrid os buscaria na estação em Hogsmeade. Depois, seria a seleção para as Casas (mal podia esperar!) e então... O ano letivo em Hogwarts começaria.

Será que iria fazer muitos amigos? Amigos como Harry fizera ao conhecer Rony e Hermione? Tentou se lembrar se haveria alguém “conhecido” freqüentando Hogwarts. Recordou-se que Lupin havia dito que Tonks e ele tinham um filho.

- Ah, vocês têm um filhinho? – Mel perguntara, encantada, imaginando um menininho mais ou menos da idade de Chantal. – Quantos aninhos ele tem?

- Onze. Quer dizer, doze em 16 de agosto. – Remo riu, diante da perplexidade da menina. – Infelizmente ele não pôde vir por causa da escola. Está terminando o primeiro ano em Hogwarts.

Mel sabia que a idade do garoto não batia com nada que ela lera sobre o casal Lupin. Eles se casaram em 1997 e, pelo menos até ali não tinham tido filhos – isto estava muito claro em “Harry Potter e o Enigma do Príncipe”. A não ser que tivessem criado um menino... Mas não tivera oportunidade de questioná-los, porque já estava na hora de partirem.

Bem... Quem sabe não encontrava o tal menino?

Despediu-se dos pais e dos avós, em lágrimas. Garantiu-lhes que tudo iria ficar bem e até brincou com a mãe que se ela não parasse de chorar iria ficar com olheiras (coisa que sabia que Patrícia detestava). Abraçou o irmão, prometendo escrever-lhe contando tudo.

Quando chegou a hora, seguiu com os tios até a chave de portal. O homem que cuidava do local, Roberval de Freitas, iria levar os “trouxas” de volta até a entrada. Ana apertou a mão da sobrinha, dando-lhe coragem, e a menina sorriu para ela, agradecida.

Os três tocaram no objeto enfeitiçado, e foram tragados por ele.

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(N/A): Bem... Tá, eu demorei para postar, realmente... Desculpem! Mas é que minha vida anda uma loucura ultimamente, não tive tempo de postar antes. Mas não desisti. Fiquei firme, fazendo um pouquinho de cada vez.

Este capítulo “arruma” as coisas para entrarmos na história propriamente dita (o tal Segredo de Corvinal) e, aos poucos, novos personagens vão aparecendo, ou então velhos personagens sob um novo ponto de vista. (Sim, vão imaginando um monte de personagens harrypotterianos que apareceram na fic anterior...).

Gostaria de fazer outro agradecimento especial à Drusilla por ter me dado a idéia da escola de magia do Brasil ficar na Amazônia.

Darla: Ai, que bom que gostou! Percebi também que deu para viajar legal no meu capítulo, né? Pois é, festa animada. Tinha que ser, né? Afinal, era o casamento da Ana e do Carlinhos! Olha, se você está ficando esquizofrênica, eu JÁ estou! Hehe! Ah, sim, Mione também me disse que adorou conversar com você e com a Sally (viu o que eu disse sobre a esquizofrenia?).

Kika: Sim, você foi convidada, mas não seja má com os outros leitores! A propósito, Fred me perguntou se você tinha gostado das orelhas extensíveis que o Jorge e ele lhe deram de presente. (Belzinha totalmente surtada!). Que bom que gostou da capa – quero dizer que pretendo ainda dar uma melhorada nela, porque as imagens ficaram um tanto borradas...

Carolzinha *: Casamento do ano? Valeu! É verdade, eu também acho que as crianças foram ótimas. No lugar delas também daria altos vexames “secando” a turma toda do Harry Potter. Que bom que você riu com o casamento (simplesmente AMO quando consigo fazer isso). Acredito que a família de todo mundo tem um pouquinho de Anhangueras, não é mesmo? Eu, pelo menos, me inspirei na minha e deu este resultado que você viu...

Sally: Minha co-autora mais inspirada! Concordo com você: os Weasleys são mesmo todos fofos! Até mesmo o Percy (he, he!) *Muito bem, Belzinha, agora os leitores têm certeza que você surtou*. Muuuuuuuuuuito obrigada pelos elogios. Valeu mesmo! Também te adoro! Ah, em tempo: o Rony me perguntou se você não viu uma chupeta do Siriusinho na mesa onde vocês estavam (ele acha que esqueceu por lá).

Morgana: Gente, eu não sei mais o que faço com seus elogios! Não sei mais o que responder. Sei sim: você mereceu ser posta aqui, pela fic maravilhosa que escreve. Isso mesmo: o Hector estava na escola, por isso não foi ao casamento, como pode perceber. O Lupin é uma gracinha de pessoa, né? Não é à toa que todo mundo caiu de amores pelo ex-professor de DCAT. Imaginei que iria gostar de ficar perto dele e da Tonks (aliás, eu nem vou repetir para ela o seu comentário sobre ser a Sra. Lupin se ela não tivesse chegado primeiro: eu tenho amor pela minha vida! He, he!). Outro motivo, como você mesma disse, é que eu temia que você atacasse de mimos e mordidas o pobre Siriusinho caso ficasse na mesa do Rony e da Hermione!

Trinity Skywalker: Puxa, percebi que um monte de gente gostou da família da Ana (isso me deixa ainda mais feliz quando eu penso que tirei um pouco da inspiração da minha própria família – no “jeitão” em geral, ninguém em particular). Ah... A bolinha de cabelos vermelhos (outra parceria muito “fofa” com a Sally, hehe!). Quer saber de uma coisa? Eu também falaria a mesma coisa que a Mel: Eu não gostava da Cho Chang! Só um lembrete pessoal: a Trinity atualizou a fic dela e ficou o máximo! (bem, eu deixei um comentário “mostro” lá... Pelo tamanho dele vcs podem avaliar como ficou bom).

Bernardo: Antes de mais nada: menino, que fic fantástica a sua! Você está no topo dos meus escritores de fics favoritos! Que trama, que forma de escrever! UAU! (Desculpe o momento “fã-babando”...). Respondendo sua pergunta: sim, agora esta fic e a da Sally, “Harry Potter e o Retorno das Trevas” vão ter mais ligação.

Bruninha: Sim, muito chique! A Tonks me disse que quem sabe já passar umas férias aí no nordeste na próxima vez. Ela me disse que ficou muito interessada pelo que você falou com ela! (Não me olhem assim, eu não estou maluca!). Espero que os quarenta minutos de leitura tenham valido a pena (não consigo fazer capítulos menores...).

Grazy DSM: Pode “roubar” os nomes das fics que eu menciono aqui à vontade. Aliás, eu e os autores delas é que agradecemos. Aqui vai, finalmente, o capítulo 3.

Aldo Flitiwick: Fiquei super-contente quando soube que você tinha lido o Segredo de Sonserina e que está acompanhando esta continuação. Obrigada, e espero que continue gostando!

None: Oi, amiguinho! Que bom te ver por aqui de novo! Pode contar com a minha ajuda para a sua fic quando quiser.

Carolshimi: Pedido realizado – atualizei a fic. E obrigada por ler e comentar! Brigadão mesmo!

Aisha: Que bom que gostou deste começo da fic. Melhor ainda se gosta de crianças que se metem nas histórias, porque esta fic vai está cheia delas (e a da Sally já está, como você já deve ter visto, he, he). Menina, sua fic está adicionada nas minhas favoritas há séculos! Como o tempo é curto, eu estou fazendo que nem o Jack (o estripador): indo por partes. Logo, logo passo por lá.

Carline Potter: A sumida apareceu, como pode perceber! Ando correndo muito, mas consegui postar! Beijos!

Valeu por terem chegado até mais este capítulo, gente. Obrigado por estarem acompanhando. Beijos!

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