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ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

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Visualizando o capítulo:

42. Capitulo 41: Voltando ao eixo


Fic: Pintura Intima


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capitulo 41: Voltando ao eixo


N/A: Oi oi gente. Voltei, e antes que me crucifiquem quero falar uma coisa muito séria com vocês. Podem não achar, mas cada vez que deixam de comentar numa estória, uma fic morre um pouco. Sabiam? Pois é, o Nyah, o FF e a F&B  estão carecas de informar o quanto é importante para o autor receber um sinal de vida dos leitores. Esse mês eu fiquei muito desanimada de ver o tanto de visualizações que os caps tiverem e o pouco de resposta que tive. Eu, e quase todos os ficwriter são pessoas que fazem a coisa com a maior dedicação e esperam, ao publicar uma estória que aconteça uma interação entre os membros do fandon. Eu tive outros motivos para não postar anteriormente, mas garanto que se houvesse comentários de quem pelo menos deu Follow na fic já  seria um incentivo a mais para postar. 


Quero dizer que esses caps saíram graças ao incentivo da fofa da Carly. Ela me procurou para saber da fic, me deixando muito feliz, afinal, se ela se deu ao trabalho de mandar uma mensagem para saber da estória é sinal de que não estou fazendo um trabalho de merda como pensei.  E é claro, as pessoas que comentaram. Adorei cada incentivo.


Bem, isso foi um desabafo. A fic está chegando à reta final. Espero que curtam e aproveitem o Dubble Cap. Bjs


P.S: Sem betagem, mas relido. Kisses


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Estranho seria se eu não me apaixonasse por você. O sal viria doce para os novos lábios. Colombo procurou as índias, mas a terra avistou em você. O som que eu ouço são as gírias do seu vocabulário...- All Star, Nando Reis


Sirius sentiu a mão de Mellani procurar a sua. O assento lhe incomodava as costas, odiava aquele sofá duro e frio da sala de lazer. Sua casa parecia um mausoléu. Seus dedos afundaram entre os dela e sentiu  pequenos calos da mão da garota, fruto do quadribol*. Sua mãe os encarava com gelo nos olhos e parecia extremamente frustrada


-Eu vou repetir mais uma vez. Onde vocês passaram essas duas semanas? E onde se meteram hoje?- O casal continuou encarando-a em silêncio. Mellani sentia ganas de estraçalhar a sogra com as duas mãos, da maneira mais trouxa possível, para contrariar a velha.- Vocês perderão o trem se continuarem com essa história


A loira levantou e encarou a mulher de igual para igual. Walburga era mais alta que ela, mas isso não a intimidou


-Estávamos na casa de Alphard fazendo o que você exigiu no seu contrato.- O deboche da jovem era perceptível


-Parece...-Walburga era fria e controlada, de um jeito que causava calafrios a Mellani- Que não entendeu muito bem o risco que a sua querida tia corre caso seja insubordinada. Ou se esqueceu da clausula que explica muito bem as conseqüências caso sejam desobedientes aos meus critérios?


-Você não teria coragem.


-Não preciso, o contrato passa a agir dois dias após o ato de insubordinação. A não ser que o contratante interceda diretamente, o que só pode ser feito uma vez. –Mellani sentiu os olhos marejarem e engoliu a raiva e o orgulho- Agora, onde vocês estavam?


-Com meu primo e minha tia.- Ela murmurou- Estava com saudades.


-Oh querida.- Colocou a mão no rosto dela e Mellani se afastou com nojo- É tão arriscado o que fez. Claro que não os deixaria arriscar o pescoço por gente que não presta.- A loira fechou a mão e suas unhas machucaram a palma- Agora...-Olhou nos olhos da garota- Você será boazinha e fará o que estou pedindo. Caso contrário sua titia conhecerá o inferno. Você já esteve lá não é? Sabe como é terrível.- Mellani começou a respirar com dificuldade- Muito bem, já está bem mais controlada. Será uma Black perfeita em alguns meses.- Beijou-lhe a testa- Ah, e debaixo do meu teto usará roupas que meninas puro sangue usam. Não quero minha nova filha feito uma trouxa e nem uma trouxa de bons modos, uma vadia trouxa. Seu novo guarda roupa já está no armário.- Se afastou e saiu da sala. Mellani já desconfiava que isso fosse acontecer devido aos olhares de reprovação que levava e escondeu suas roupas nas coisas de Sirius. A jovem ficou parada por alguns minutos, sentindo a raiva envenenar seu corpo. A maneira como Walburga sabia sutilmente atingi-la machucava de mais. As lágrimas começaram a escorrer lentamente. Soluçou de maneira silenciosa e andou cegamente até o sofá. Sirius ainda estava calado. Ele a viu levar a mão aos lábios enquanto soluçava sem parar num choro doído. O coração dele apertou vendo tamanho sofrimento. Ele estava quase enlouquecendo com tantas imposições. Nunca em todos os anos que morou ali sua mãe  conseguiu controlá-lo, agora ditava tudo que eles tinham de fazer. Num movimento delicado a puxou pra si. A garota deitou o rosto no peito dele e o rapaz a escondeu do mundo com seus braços. Ficaram sentindo um ao outro de maneira fraternal. Sentia ódio de sua mãe por ter levado Mellani de volta as lembranças daquele natal horrível. O rapaz não conseguia sentir carinho por sua família de sangue e a pessoa que mais desprezava ironicamente era a que tinha lhe dado a coisa pela qual mais era apaixonado, a vida.


-Hey.- Ele chamou baixinho- Se acalma boneca.- Ela sorriu entre o choro e seu coração acelerou com as palavras carinhosas dele. –Nós vamos...


-Dar um jeito nisso.- Sussurrou agarrando-se mais a ele. O rapaz beijou-lhe o topo da cabeça. Estava agarrando-se a essa possibilidade, se verem livres do contrato antes e precisarem gerar um filho.


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-Aí uma música impressionante começou a tocar enquanto várias imagens históricas passavam pela tela. Aí um cara começou a falar e falar e foi... Foi a coisa mais incrível que eu já vi na minha vida.- Marie murmurava para Cortney. Tinham acabado de deixar o bagageiro e seguiam em direção ao trem. A loira estava impressionada com a história da amiga- Você devia ter participado.


-Ano que vem eu vou com vocês.


-Quanto mais pessoas souberem melhor. Precisamos lotar a frente do Ministério.


-Você não acha que... Pode ter sido facilmente manipulada?


-Não acho, eles foram bem convincentes e...


-É melhor pesquisar antes.


-Você tem razão, mas... MEU MERLIM.- Marie gritou e olhou desacreditada num ponto mais a frente. Cortney também deixou a boca quase cair ao chão


-O-o que aconteceu com eles?- Piscou sem acreditar


-São mesmo Grant e Sirius?


-Acho que sim.


-Céus.- Não conseguiam parar de olhar, como mais da metade dos alunos. Era a primeira vez desde o terceiro ano que Mellani aparecia com roupas bruxas e o mais chocante, roupas de uma senhora respeitada, os cabelos presos num coque bem trabalhado e Sirius ao seu lado exatamente como mandavam os costumes. Não era algo anormal já que a maioria dos alunos se vestia daquele jeito quando junto dos pais, mas Mellani e Sirius nunca foram vistos com roupas bruxas depois dos 12 anos. Cortney se aproximou sem conseguir conter o impulso. Ela mediu Mellani de cima abaixo, o vestido de cores sóbrias, rodado com pouco decote e saltos altos contrastavam com a pessoa que vestia. Não tinha uma alma viva que não os olhasse, ainda mais com Walburga e Orion a  acompanhá-los.  Cortney e Marie piscaram aturdidas. O casal mais velho se despediu dos jovens e Mellani saiu de braços dados com Sirius para dentro do trem.


-Eu não posso perder essa.- Cortney saiu atrás dos dois- Hey Grant. O que aconteceu? Bateu a cabeça e perdeu a memória é? - Sirius, irritado com todos os olhares que recebeu encarou Cortney com tédio


-Por que não cuida da sua vida?- A garota revirou os olhos


-Sirius querido, estou falando com a Grant.


- Se não sabe, o que eu duvido muito porque estava na cerimônia, ela não responde mais por esse nome


-Será que pode parar?- Mellani resmungou irritada. Sirius sorriu de canto e provocando-a pediu


-Vamos minha senhora?- Ela se limitou a colocar a mão em volta do braço dele e saíram. Cortney tinha um sorriso incrédulo no rosto.


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-James!- Mellani correu até o primo abraçando-o e depois pulou em Lílian- Que saudades de vocês.- Lílian mal conseguiu comentar sobre o exagero, já que tinham se visto no dia anterior. Estava chocada com o que via


-O que te aconteceu? Está tão... Tão... Puro sangue. E você também.- Falou assim que Sirius entrou na cabine


-A piranha.- Ele respondeu e James assentiu compreendendo


-Quem?


-A mãe dele.- Remus respondeu e Dorcas soltou um barulho debochado com a boca. Sirius jogou-se no banco ao lado do loiro e Mellani ficou de frente para ele ao lado de Lílian


-Ela está me enlouquecendo. Descobriu que não estávamos na casa do tio dele e hoje passamos por um interrogatório.-  A loira estava visivelmente cansada e triste. Lílian a abraçou


-Vai poder descansar em Hogwarts.- Mellani notou que a ruiva parecia brava com alguma coisa


-O que houve?- James gemeu diante a pergunta e Lílian bufou


-Nada.- O moreno respondeu


-Nada, nada... É, ele simplesmente é nomeado monitor chefe e não me diz nada. Ele e eu, monitores chefes e ele não me diz nem que tipo de suborno usou.


-O que?- Sirius parecia traído com aquela informação- Monitor chefe? O que Dumbeldore usou? Cara, no mínimo, tinha que ser o Remus, que já era monitor.


-Na verdade...-Remus parecia culpado- Isso é culpa minha.- James arregalou os olhos ofendido


-Como assim culpa sua?


-Dumbledore queria me nomear monitor chefe, mas estou muito ocupado com o grupo de treinamento e a lua cheia então... Eu te indiquei e ele achou ótimo.


-Me indicou, me indicou? Não perguntou se eu queria esse estúpido cargo e simplesmente me indicou?


-Estupido? Hey, eu  gosto do cargo e você pode renunciar se...- James suspirou


-Desculpa ruiva, eu só não queria dividir com as responsabilidades do time. Já imaginou? Por isso não disse nada estava realmente pensando em passar adiante.


-E não ia me contar absolutamente nada?


-Eu...-James bufou- Eu não quero ser monitor chefe quando tenho um time quase afundando nas mãos. Quero meu tempo só pra isso.


-Você podia tentar. Vai ser ótimo pra sua carreira ser monitor chefe e... Podemos passar mais tempo sozinhos.- O rosto de James se iluminou num sorriso


-Eu realmente não tinha pensado por esse lado...-Fez uma carranca como se lembrasse de algo- Mas não quero deixar de me dedicar tanto quanto posso ao time...


-Por falar em time....-Mellani olhou para James- Gostaria de saber se a vaga para goleiro ainda está de pé.- James arregalou os olhos e a piscou surpreso


-Sério?-Ela assentiu. Ele se jogou por cima de Lílian e abraçou a prima fazendo as garotas gritarem entre risos. Mellani estava presa em muito de James e quase comia os cabelos dele- Vai voltar? Vai nos devolver a dignidade? EM? Vamos ganhar esse ano?- Ela riu


-É nosso último ano, o que acha? E não me diga que esse time só funciona comigo?- James levantou para logo depois se jogar no colo de Lílian. A ruiva levantou as mãos em sinal de confusão


-Ah, funcionar funciona, mas perdendo. Além do mais, não temos mais o Johnson, o Sirius estava perdidinho por sua culpa e eu... Preocupado com tudo que aconteceu. Foi normal perder.- Mellani assentiu


-Então vamos voltar com tudo.


-OBRIGADO SENHOR.- O rapaz gritou e em seguida segurou o rosto de Lílian beijando-a efusivamente. A cena foi engraçada porque ele estava no colo dela e esticou as pernas balançando-as. Lílian abriu os braços como se fosse sufocada por algo. Os amigos começaram a rir e Sirius puxou James pelos colarinhos fazendo o rapaz cair sentado em seu colo. Em menos de um segundo estavam os dois em pé rindo


-Hey Sirius, se você quiser tirar uma casquinha do meu namorado é só pedir. Ele vai sem pensar duas vezes.


-JAMISIE VEM CÁ.- Sirius se aproximou e James correu para a janela e abriu-a


-Se você chegar perto eu me jogo do trem em movimento.


-Não se reprima Jamisie.- Remus tirou sarro- Todos sabemos que você gosta dele.


-Vem cá meu amor.- Sirius abraçou James e começou a beijar-lhe o rosto, o rapaz gritava implorando socorro. As garotas gargalhavam e Remus incentivava cantando uma musica infantil sobre amor. James empurrou Sirius e correu na direção de Lílian


-NEM VEM JAMES.- Gritou entre o riso. Ele a puxou e a garota levantou na forçada servindo de escudo. Sirius se jogou em cima dela fazendo-os cair no banco e logo estavam os três no chão um por cima do outro morrendo de rir


-Poxa Jamisie, só queria dar vazão ao nosso amor depois de todos esses meses de relacionamentos de fachada.


-Depois eu que sou o veado. Como é idiota Sirius.- James estava completamente sem credibilidade já que ao falar tentava conter um ataque de riso. Lílian ainda estava jogada no chão com os dois garotos por cima de si


-Será que vocês podem me deixar respirar?- Ela questionou limpando as lágrimas provocadas pelo riso. Mellani e Dorcas tinham um ataque de riso nos bancos.-


-Eu acho que está muito agradável aqui para sair. - E balançou as sobrancelhas.- Só o Almofadinhas tirar esse pinto mucho das minhas costas.- Outro  ataque de riso iniciou no recinto- SAÍ DAÍ CACHORRO.- E começou a balançar as pernas sem parar como se fosse esmagado por algo mais pesado que Sirius. Mellani sentia dores na barriga de tanto rir. A porta da cabine fez um barulho grande


-E aí galera...- Peter parou de falar e todos ficaram em silencio. Matilda olhava aquela cena estranha com as sobrancelhas arqueadas. Sirius levantou, pulando para o banco ao lado de Mellani e James ajudou Lílian a sair do chão


-Ahhhhh então o sumidinho resolveu dar noticias.-James murmurou meio ressentido


-Estou morando fora da Inglaterra. Meus pais me mandaram pra casa dos meus avós e eles me proibiram de escrever.- Ele explicou. Matilda ainda os olhava com desaprovação


-Seus amigos são... Estranhos.- Ela sussurrou relutante em sentar ao lado de James. Mesmo um pouco apertados todos ficaram na cabine


-Hum então você não vai tomar um partido por seu país?- Sirius perguntou com certa brutalidade


-Minha mãe me mataria antes que eu me metesse em algo perigoso. E não escrevi porque vovó me poria de castigo. São tempos perigosos.


-Eu sei.- James disse um pouco irritado- Mas que bom que tem a oportunidade de se esconder fora do país. Assim não precisa ver o que estamos vendo.


-É...- O clima pesou. Dorcas suspirou chateada. Ela queria, ao menos em Hogwarts, tirar um pouco do peso da guerra e de seu pai morto


-O pai do Remus morreu.- Sirius disse sem rodeios e Peter o encarou com surpresa. A todo instante suas reações eram observadas por Mellani


-Sirius.- Remus reclamou torcendo o nariz


-Eu sinto muito Aluado. Como foi isso?- Mellani olhava atentamente para Peter enquanto todos tinham sua atenção em Remus


-Só... Sou mestiço e as coisas não estão fáceis para mim.- Algo captou a atenção da mais nova Black, Matilda pareceu olhar com nojo para Remus. Naquele instante e a loira passou a observar a namorada do Maroto enquanto a conversa se desenvolvia


-Mas como foi? Exatamente.


-Bem, estava em casa e eles apareceram. Só isso.


-Assim do nada, sem um motivo certo?- Mellani franziu o cenho- Que absurdo!- O que parecia preocupação para os amigos, aos olhos atentos da jovem foi algo digno de se perder alguns minutos. O comportamento de Peter, desde a festa de Halloween, era algo que para Mellani merecia ser analisado com cuidado, um terreno lamacento que a colocaria e maus lençóis se não fosse esperta o suficiente. Sentiu o braço de Sirius dar a volta em seu ombro e o Maroto a puxou para si. A boca dele parou em sua têmpora


-Também achou Matilda uma esnobe?


-Peter está estranho. Mais do que o normal- Sussurrou sentindo-se bem com o gesto tão atípico entre os dois. O rapaz fez aquilo como se fossem um casal unido, o que não era verdade, podiam estar casados, mas não eram um casal, mesmo que ela quisesse, mesmo que ambos quisessem, não ficariam juntos, porque eram orgulhosos e terríveis com sentimentos. Enquanto negava dar vazão a seus sentimentos, mais que confirmados pela ligação involuntária, aproveitava, secretamente, o semi-abraço do rapaz e dormiu em paz até a escola.


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-Boa noite a todos, alunos novos sejam muito bem vindos.- Dumbledore começou seu discurso. Mellani deu graças a Merlim por vestir o uniforme se livrando daquela roupa de moça comportada puro-sangue. Ela sentiu a mão de Sirius buscar a sua por baixo da mesa e embora estranhando não questionou, gostou da sensação- ...Não é esse nome a toa. É proibida a todos e quem se aventurar por lá, pode sofrer conseqüências não tão boas.- E olhou diretamente para os Marotos. James sorriu mostrando todos os dentes ao diretor e Lílian o cutucou. O olhar divertido do mais velho não deixou dúvidas de que simpatizava com o grupo


- Hoje, gostaria da atenção de vocês por mais alguns minutos antes de iniciarmos o delicioso banquete. Quero, por favor, que me escutem. O mundo que conhecemos entrou num momento difícil. Pessoas estão desconfiadas umas das outras, famílias estão se desfazendo e uma grande mudança política está ocorrendo. Eu entendo que a maioria de vocês não tem ideia do que está acontecendo aí fora porque ficam protegidos aqui e as informações não chegam direito. Sei também que a maioria de vocês ao sair daqui são enviados para fazendas no interior, ou em outros países. Seus pais estão visivelmente preocupados. –Um burburinho se formou, Dumbledore esperou que todos ficassem calados-


-Nada é à toa. Estamos vivendo uma guerra, antes silenciosa e astuta, agora os encara feito uma fera sem controle. Por que estou dizendo tudo isso? Porque todos precisam se informar e entender o que está acontecendo. Vocês são o futuro da nação e tem o direito de entender o cenário que vivem. Aqui deixo minhas palavras para que reflitam, vocês querem fazer o certo ou o que a maioria anda fazendo? Porque se escolherem a primeira opção, será duro, complicado e despenderá tempo e energia, além de colocá-los em perigo, mas vai livrá-los de algo pior, que vem com o caminho mais fácil. Vocês precisam pensar por si mesmos e definir o rumo que querem para suas vidas. Sejam a mudança que querem ver no mundo.- Olhou para os rostos dos alunos e parou em Regulus mais tempo do que o necessário- Boa noite.-


Assim que terminou de falar estalou os dedos e o jantar apareceu. Era de se esperar um grande falatório, mas os alunos estavam calados. Os calouros não entendiam e respeitavam o silêncio dos demais. Era verdade, ninguém ficava mais na comunidade bruxa. Eram separados de seus pais que tinham de ir diariamente ao Ministério trabalhar num regime abusivo e se abandonassem o cargo  algo ruim aconteceria. Quase todos estavam com suas vidas modificadas, mas ninguém parecia ter envelhecido tanto em meses quanto James, Sirius e seu grupo mais próximo. Estavam mais sombrios e o apanhador da Grifinória, conhecido por seu bom humor e leveza, agora parecia um adulto preocupado e triste. A guerra estava mutilando aquelas crianças e com dor no coração Dumbledore observava seus alunos sendo jogados na vida adulta precocemente.


James observou Lílian comer a torta de chocolate com apetite quase voraz e sorriu


-Que foi?- Ela perguntou e ele estendeu a mão limpando-lhe o canto da boca. Ela sorriu de lábios fechados e o rapaz tomou aquilo como um ato extremamente fofo. Inclinou-se e deu um beijo casto nos lábios rosados. A garota piscou e fechou os olhos aproveitando o contato.- Hum, alguém está romântico.


-Sempre sou romântico. Você que despreza meus atos.- Murmurou com os lábios contra os dela.


-O melaçooo.- Sirius comentou jogando um guardanapo amassado neles. Lílian separou-se de James e sorriu


-Por que ao invés de ficar enchendo nosso saco você não faz o mesmo? Não precisa se reprimir, já que ficar de mãos dadas com a Mel não está sendo o suficiente...- No mesmo instante o Maroto soltou a mão da loira e ambos coraram, se olharam com a boca aberta e viraram o rosto para lados opostos. Remus sorriu de canto enquanto levava uma tortinha de abóbora à boca, Dorcas balançou as sobrancelhas para o casal. Camila soltou um “aunnnn” e James resolveu provocar mais


-Qual problema? Todo mundo sabe que estão juntos mesmo...- James continuaria falando se o sorriso de Sirius não tivesse lhe dado calafrios


-Verdade, verdade Pontas.- Encarou o amigo com um sorriso quase demoníaco nos lábios- Se bem me lembro, no ano passado você me fez uma propostinha indecente.


-Hey, seja o que for ele estava solteiro Sirius, não poderá te satisfazer agora.- Lílian debochou e James corou arrancando risos do Black


-Do que estão falando?- Mellani desconfiou de algo com ela


-É James, explique do que estamos falando.- Sirius apoiou o queixo na mão e sorriu olhando para o amigo


-Bem, eu conto se a Mellani assinar um termo prometendo não se vingar de maneira alguma de mim.


-Já assinei termos de mais James.- Apontou para a aliança no dedo- Estou legal. Agora fala.- Peter juntou-se a eles naquele instante e James suspirou aliviado


-Onde estava rato?


-Na mesa da Corvinal ué.


-Hum... Estava legal por lá?


-James para de puxar assunto. Você vai me falar agora ou tá difícil?- Mellani estava impaciente


-Vai James, afinal, eu faço minhas experiências, e você as suas.- Lílian jogou na cara com um risinho debochado


-É dia de caça ao cervo?- Questionou levantando os braços dramaticamente.


-Pontassss.- Sirius chamou olhando-o com divertimento


-Ok.- Bufou- Mas segura sua mulher.- Apontou para Mellani, ela corou e Sirius ficou sem jeito, ainda não estavam acostumados com aquela nomenclatura- Quando eu soube que você e ele estavam naquele não-relacionamento escondido eu... Desafiei o Sirius a te assumir. Ou melhor, a fazer você deixar que o relacionamento dos dois fosse público. Um namoro de verdade, com encontros, mãos dadas e tudo...


-Você o que?- Mellani começou a ficar vermelha


-Calma, calma...- James suplicou de um jeito cômico e Camila segurou o riso. Remus não estava achando engraçado, aquilo feriu seu ego parcialmente porque na época ele ainda estava doído por Mellani- Aí...Ele não aceitou, disse que não via vantagem e saiu fora. Eu fiquei enchendo o saco dele e bem, os Marotos adoram apostas. Um empurrãozinho do destino me ajudou ele aceitou. Eu nunca pensei que ele... Que ele fosse conseguir.


-Vocês... Vocês dois...-Mellani apertou o garfo com força- Vocês...-Rosnou seus olhos encheram-se de raiva- Como a minha vida passou a ser objeto de especulação entre vocês? Como... Eu vou matá-los.- Rosnou com mais raiva e sentiu o corpo formigar, um pouco depois o copo de James explodiu e ele ficou petrificado no assento olhando a prima com medo. Ela puxou Sirius pela gola e murmurou


-É bom arrumar um castigo terrível para ele.- Soltou-o e ele caiu na cadeira  aturdido. Ficou observando o balanço dos quadris dela enquanto a garota se afastava, não conseguiu se conter e deixou a boca abrir enquanto cerrava os olhos. Ele a seguiu com o olhar até que ela saiu salão. Quando virou todos o encaravam com expressões sugestivas e James, de cara amarrada, se limpava com o guardanapo


-É... Até que a reação dela foi menor do que o esperado.- O Black comentou sorrindo sem jeito. Lílian soltou um riso com a boca e não parou por aí, um ataque de risadas a dominou e logo todos a acompanharam, menos James, que estava preocupado com o castigo - Pode deixar Jamisie, eu prometo que penso em algo bemmmm legal até o fim das aulas.


-Posso dar sugestões?- Lílian implorou


-Por favor, nos deixe ajudar.- Peter continuou limpando as lágrimas de risos- Sabe, poção polissuco e um pouco de criatividade podem fazer tanto.


-Acho que o Sirius vai saber exatamente o que fazer. E não vai nos decepcionar.- Remus concluiu com um sorriso sacana. James encolheu-se mais e mais na cadeira.


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-Albus?- Minerva entrou no escritório do diretor e o homem a recebeu com um sorriso acolhedor


-Sente-se Minerva. – Ela se acomodou e encarou o diretor


-Albus, acredito que devemos um olhar mais atento aos nossos alunos. Principalmente os grupos que sofreram grandes traumas.


-Refere-se a James e sua turma?


-Sim, principalmente a eles, mas acredito que todos os alunos estão passando por momentos difíceis, separados dos pais, com medo que alguém da família morra e sofrendo todo o terror que vem com uma guerra.


-Hum, sim. Claro, e qual sua sugestão?


-Bem, tem uma ala no St Mungus que atende famílias com problemas. Tem psicólogos capacitados, podemos contratar alguém, para ficar aqui e deixar em aberto para os alunos que quiserem fazer sessões. No caso de Potter, Evans e principalmente no quase da Grant, já podemos pedir uma ficha especial, pelo menos as primeiras sessões seriam obrigatórias, depois eles podem decidir se continuam ou não.


-Acha que vai adiantar?


-Pode aliviar, não sabemos como eles se sentem em relação ao que houve naquele natal, nem mesmo o que mudou na cabeça deles de lá pra cá. Eles precisam de um auxílio profissional. Olha só a vida da senhorita Grant... Ela perdeu a mãe, foi abandonada pelo pai, depois viu o tio morrer, foi atacada, torturada e violentada! E nada me tira da cabeça que ela e Black foram obrigados a se casar. Ela já tinha problemas de comportamento, se não tiver um acompanhamento pode fazer uma besteira grande. E a senhorita Evans? Foi seqüestrada para servir de sacrifício no meio de uma chacina em Southhampton, depois houve aquela briga judicial com a irmã e quando se estabeleceu na casa dos Potter teve o problema no natal. Só o fato dela ser nascida trouxa já seria motivo para ter um acompanhamento, mas... Tudo que passaram. Isso para não mencionar a Senhorita Meadowes e o senhor Lupin. – Sentiu os olhos lacrimejarem- Eu... Eles são alunos da minha casa, os vi crescer, estou acompanhando isso e céus, é tão terrível que passem por isso ainda tão jovens. E você ainda os inicia na ordem. Como pode?


-Estou preparando-os para o pior e virá, eles já estão envolvidos, infelizmente estão e não foi minha culpa, ou deles, foi dessa guerra. Eles têm decência Minerva e escolheram o caminho certo.


-Eles são crianças.


-Mas são caçados como adultos. Precisaram se preparar como adultos.- Minerva fungou


-Slughorn me procurou antes das aulas.  Ele comentou que muitos alunos se mostraram mais taciturnos e calados nessa primeira semana de aula, principalmente os do sétimo ano. O que não é o perfil dos formandos, muito menos dessa turma. Se olhar bem para Potter verá  isso nitidamente. O olhar dele é de quem viu de mais... Ele nem parece mais um menino.- Dumbledore sentiu o costumeiro nó na garganta


-Você está correta. Mas o que podemos fazer além de prepará-los e tentar fazer o mundo melhor? O que eles podem fazer se está acontecendo na vida deles? Abandonar tudo?- Ficaram em silêncio encarando-se. Minerva suspirou e engoliu o choro


-Nossas crianças estão morrendo Albus.



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Dorcas acordou arfando e sentou na cama abruptamente. Tinha sonhado com o ataque mais recente, novamente. Ela sempre voltava para a casa de Carter e via seu pai ser morto. Às vezes voltava para a casa dos Potter e via algo pior. As lembranças do natal foram jogadas para outro canto de sua mente e ficaram lá, bloqueadas. Mas agora elas apareciam aos poucos, junto com o trauma da última perseguição. Seus pesadelos mudavam hora ela era capturada, hora Remus morria, hora Voldemort aparecia sorrindo a sua frente e lhe lançava um feitiço da morte. Aquilo era tão angustiante que tinha medo de voltar a dormir. Olhou em volta e puxou a varinha num reflexo rápido quando viu um vulto na janela. Apertou os olhos e identificou Mellani.


-Mel?


-Pesadelos?


-Sim.


-Bem vinda ao clube.- E continuou olhando para a janela


-Está tudo bem?


-Nada está bem.- Sussurrou- Eu só quero que essa guerra acabe logo.- Dorcas percebeu a garota limpar uma lágrima e levantou. Andou até a amiga e tocou seu ombro num gesto de consolação. Mellani aceitou de bom grado.


-Nós vamos dar um jeito nisso.


-Eu estou ouvindo muito essa frase.


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O vento soprou levando o calor para longe e pintando a paisagem de laranja e dourado. A calmaria assustava aqueles que se acostumaram a ataques eminentes e a loucura da guerra. Uns dormiam tranquilamente na segurança do castelo, enquanto outros, já vacinados, perdiam o sono, ficavam planejando, coletando e analisando informações, sendo assombrados por pesadelos e chorando escondido. Não houve entre os alunos mais velhos um que tenha dormido da mesma maneira que há dois anos. Estavam todos bem cientes do terror que os perseguia, e entre os formandos daquele ano, a ansiedade de começar a vida fora do castelo dava as caras.


Mellani bufou e deitou a cabeça no livro:


-Por que temos que estudar tanto pro NIEM?- Camila sorriu de canto e cutucou a loira


-Faça uma forcinha, você precisa saber o básico para se formar.


-Aí que está. Pra que se formar em algo que está preso ao Ministério? Vocês sabem...-Cochichou. Lílian e Dorcas deram de ombros e metamorfoga encarou Mellani com divertimento. As quatro estavam na sala de estudos, o lugar estava em seu movimento normal para uma quarta feira, com apenas as mesas mais centrais, e expostas, vazias.


-Eu sei que você não é a maior fã de transfiguração, mas não precisa ficar usando nossos discursos para fugir dos deveres.


-Eu não...-Mellani deu de ombros- Que seja. Preciso realmente aprender as formulas desse capitulo ou vou me ferrar.- Bufou- Como é mesmo?


-Por que não anota no espelho? Assim vai treinando e se lembrando, quando ver terá mudado toda sua aparência. Fazer em outra pessoa vai ser mais fácil depois.- Mellani continuou maldizendo transfiguração enquanto Camila tentava ensiná-la. Lílian meneou a cabeça negativamente enquanto voltava sua atenção para os movimentos de duelo. Estavam aprendendo aquilo em aula e ela não era tão boa em DCAT quanto James. Ela precisava se esforçar para ser boa, não era um dom natural como poções.  Suspirou:


-Nossa. Eu não sei se vou lembrar todos esses movimentos.


-São só alegorias.- Dorcas murmurou desanimada


-Que precisaremos lembrar no teste prático.- A loira afundou na cadeira levando o livro a frente tapando a visão de Camila e Mellani.


-Besteira. Você sempre se saí bem nos testes.- Murmurou com os olhos brilhosos e expressão triste.


-Dorcas...-A ruiva segurou o pulso da amiga com carinho e também afundou na cadeira se escondendo atrás do livro da loira- Vai passar. Eu sei, porque já passei por isso. Vai restar um sentimento de saudade bom.  Não está sozinha. Tem seus amigos e Remus...-A loira engasgou e Lílian ficou sem jeito-Aconteceu alguma coisa entre vocês?


-Me ajuda a procurar aquele livro?- Disse em voz alta e Lílian assentiu


-Já voltamos.- Murmurou. Mellani e Camila assentiram e as duas saíram da sala de estudos. Pararam no corredor, que estava vazio e Dorcas suspirou triste:


-Ontem...-Ela suspirou- Ontem eu flagrei o Remus no salão comunal com a Camila, eles estavam se abraçando e ele sorria... Daquele jeito sabe? De quem está se sentindo bem.- Baixou os olhos- Eu sei que... Sei que pro laço ter acontecido era preciso ter um sentimento primeiro, mas... O jeito que ele olha pra ela.- Sussurrou- É como... Como se ainda se gostassem.  A lenda do... Do laço.- Suspirou. A ruiva percebeu como era difícil para ela contar aquilo- Diz sobre sentimento mutuo, mas não... Não romanticamente. Podíamos nos amar, muito, como amigos e isso acontecer. Pelo menos é o que eu acho.- Baixou os olhos- No nosso caso seria mais fácil ainda já que estava apaixonada por ele... Então pode ser que, ele tenha tido um sentimento forte de amizade por mim e esse laço aconteceu, mas... Não estava apaixonado.- Suspirou e sentiu algumas lágrimas escorrerem


-Isso é loucura. Esse laço só prova o que sentem um pelo outro. Ele e Camila também eram amigos e seu relacionamento não os afastou. Podia ser qualquer coisa.


-Tá... Mas eu conheço o Remus. Aquele sorriso... Foi... Me machucou o jeito que ele estava curtindo aquele abraço. Me machucou muito. E agora eu fico pensando. Se não fosse esse laço. Se não fosse isso ter acontecido, ele teria se tocado? Ele teria cruzado a linha? Teria? Ou ele estaria num relacionamento concreto com a Camila e eu ficaria, ficaria como estava antes? Eu não queria que isso acontecesse.- Começou a chorar- Me machuca, porque se eu deixa-lo agora vou sofrer e ele muito mais, mas não consigo deixar de pensar que toda a dor e tudo que ele sente pode ser fruto desse laço estupido.- Lílian enxugou  as lágrimas de Dorcas. Algumas pessoas que passaram olharam curiosas. A loira fungou


-Dorcas. Hey. Você já falou isso pra ele? Já?


-Não e nem quero. Ele vai dizer que é bobeira, vai dizer que se isso aconteceu era porque a gente se gostava antes, mas se era, porque ele fica olhando pra Camila como se tivesse perdido a oportunidade da vida dele? Em?- A ruiva suspirou


-Eu nunca o vi olhando-a assim. Na verdade já o vi olhando-a com culpa. Mas vocês precisam conversar. Ele é uma pessoa sincera Dorcas.  Se acalme e converse com ele. Sem acusar.


-Mas... Mas... Como vou ficar calma com o que estou sentindo? É tudo intenso. Eu sinto a dor de perder meus pais e sinto a dor dele de perder o pai... E aí sinto a dor dele por sentir o meu sofrimento e tudo se mistura e fico... Fico sufocada.- Suspirou


-Você precisa aprender a bloquear isso, a sentir apenas o que te compete e o mesmo com ele.


-E isso é possível?


-Ao menos amenizar, ao menos isso.- Ela enxugou a lágrima


-Saco, ele está vindo com a trupe.- Remus sorriu de um jeito empolgado e quase infantil quando avistou Dorcas. Ela sentiu o coração disparar e suspirou sentindo-se mais abalada ainda. Ele vinha com os Marotos e quando se aproximaram o rapaz a segurou pelos ombros preocupadamente


-O que houve? Por que está chorando? É seu pai? Alguém te fez algo?- Beijou-lhe a testa de maneira carinhosa- Hum?


-E-eu... Eu... Só estou triste com tudo que houve. – Sorriu fracamente- Podemos conversar mais tarde?


-Ihhhh.- Sirius murmurou e levou um cutucão de Peter.- O que? Verdade mundial, a mulher fala “Vamos conversar” ou é pra dizer que está grávida ou pra te dar um pé na bunda.


-Nenhum desses é possível no nosso caso.- Dorcas murmurou cansada. Sirius balançou as sobrancelhas para Remus e o loiro corou- Estamos na sala de estudos. Nos acompanham?- James ergueu o livro de poções e sorriu


-Sirius está precisando de ajuda.


-Você vai ajudá-lo com poções? Logo você?- Lílian debochou


-É por isso que estávamos te procurando ruivinha.- Sorriu puxando-a com força. A garota riu


-Acho que vou cobrar um imposto.- Se aproximou tocando o lábio inferior do rapaz com a ponta do dedo. James sentiu um arrepio


-Cobra ele mais tarde, de preferencia sem ninguém pra ver.- Sirius comentou entediado. – E a Mel?


-Hum, querendo saber da mulher então.- Peter debochou recebendo um olhar gelado


-Está na sala de estudos. Deixei um lugar vago ao lado dela pra você.- Lílian tirou sarro e Sirius revirou os olhos.


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-Vamos lá TIMEEEEE- James gritou empolgado. O treino estava saindo de maneira perfeita, ele tinha Sirius com a cabeça no jogo ao invés de ficar pensando em Mellani e Mellani no seu lugar de direito, os aros. Sorriu enquanto observava o desempenho dos novatos, ele estava treinando um garoto do terceiro ano, cheio de gana e coragem, pra substituí-lo, o rapazinho estava se dando bem e precisava apenas pegar boas técnicas. Tinha um talento natural. Colocou Sirius e Mellani em combate, ele mandando todas as goles possíveis pra cima dela e a garota tendo que defender. Ambos estavam um pouco fora de forma, mas nada que os treinos até janeiro não ajudassem. Os jogos começavam em fevereiro e ele precisava do seu time em plena forma.  O moreno gritava num canto, apitava noutro, dava dicas e estava se saindo perfeitamente. Ao final do treino todos desceram cansados e alguns até irritados com sua tirania.  Todos foram para o, vestiário, cansados, e James enfiou-se em seu box de costume. Mesmo sem Mellani no time ele manteve a mania de se lavar no penúltimo box. Ele não viu a loira em lugar nenhum.


-Sirius.


-Oi?- O Black estava enrolando a toalha na cintura enquanto caminhava em direção a um chuveiro livre.


-E a Mel?


-Estava voando lá fora.


-Acho que ela estava sentindo muita falta de tudo.- Sirius deu de ombros e entrou dois box depois de James. Os outros rapazes do time não disfarçavam e encaravam o Black sem parar


-O que foi?- Ele questionou irritado


-Estão querendo saber.- Lucas Flatch murmurou sem jeito- Sobre o casamento.


-Ué. Achei que vocês estivessem lá.


-Eles querem saber como é ser casado.


-Vocês querem saber sobre o sexo?


-Ela é mesmo tudo isso Sirius?- Um dos caras perguntou e logo um alvoroço se formou ele ignorou todas as perguntas e continuou tomando banho


-Vamos cara, fala aí.- Lucas pediu rindo


-Não.


-Você costumava falar das meninas que andava em.- Outro deles debochou e Sirius passou a mão pelos cabelos tirando os fios molhados da testa


-Alguma delas era minha mulher?- Murmurou num fio de voz- Então calem a boca.- Todos ficaram calados, não pelo pedido dele, mas porque o assunto da conversa chegou e passou por todos eles enrolada numa toalha. Os rapazes foram saindo aos poucos e Sirius continuou no chuveiro. Quando restaram apenas os dois,  com 4 box de diferença entre eles o rapaz apoiou os braços na divisão e a encarou. Ela estava de olhos fechados aproveitando a sensação da água cair na cabeça.


 


James não achou sua gravata e voltou à parte dos chuveiros para perguntar a Sirius sobre a peça. Parou escondido entre as colunas quando viu o amigo olhando admirado para a prima. Sorriu discretamente e saiu de fininho. Dispensou os caras do time sem muita discrição e ao sair fechou a porta do vestiário.


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Sirius sorriu de canto quando ouviu a porta bater e um silêncio mortal invadir o recinto. Mellani pareceu perceber porque abriu os olhos e  corou quando o viu olhando-a. Ela pegou o shampoo e começou  a massagear a cabeça formando espuma. O rapaz aproveitou e desligou seu chuveiro, saindo de fininho. Ela enxaguava o cabelo quando ele entrou em sua cabine. A loira arfou quando sentiu a mão dele em seu rosto e abriu os olhos. O garoto mordeu o canto do lábio, confuso sobre o que deveria fazer e se aproximou. Ela suspirou encostando a testa na dele e fechando os olhos. O rapaz passou as mãos pelas costas dela puxando-a para si e sentiu cada centímetro do corpo dela colado ao seu. Ficaram calados, sentindo a água cair entre eles.


Sirius sentiu o coração tão acelerado que quase podia ouvi-lo. Ele respirava quase com dificuldade tamanho era o que sentia no momento. Sentiu os lábios dela tocarem os seus e gemeu de leve. Soltou uma exclamação, que foi abafada pela língua dela em sua boca. O moreno deleitou-se com a sensação do beijo e moveu-se  empurrando-a contra a parede fria. Ela arfou e suas mãos pararam na nuca dele. Sirius gemeu e tomou mais iniciativa tocando-a na barriga e logo depois nos seios. Sentiu os mamilos contra a palma de suas mãos e entre seus dedos. Aquilo foi mais do que suficiente para finalizar sua ereção já presente. O corpo dela estava macio e quente, chamando pelo seu de maneira tentadora. Ele mordeu seus lábios lentamente e a loira gemeu baixo. Sua mão direita correu até a nuca e ele segurou com força, queria tanto dela, tudo que ela pudesse ter ele queria dominar. Desceu os beijos até o ombro e mordeu. Mellani arfou puxando-o para mais perto. A despeito do desejo que sentia o rapaz tornava seus movimentos suaves e pensados, com medo dela se afastar como da última vez. Deslizou a mão pela perna dela puxando para cima e a garota arfou, dessa vez não era de desejo. Ele levantou a cabeça e a encarou, ela parecia nervosa.


-Mel...- Ela o olhou com os olhos marejados. O jovem segurou o rosto da loira com delicadeza- Sou eu... O Sirius.- Ela mordeu o lábio inferior com insegurança- Em? Está tudo bem. Eu não vou te machucar... Só quero...- Beijou-lhe- Te proporcionar algo bom ok? Algo tão incrível que você vai acabar se esquecendo de toda a parte ruim.- Ela ainda arfava assustada- Hey...- Chamou carinhosamente e beijou-lhe os lábios com ternura- Está tudo bem. Não vou fazer nada se não quiser. – Ela o olhou nos olhos


-O que sente por mim?- Ele engoliu em seco- O que sente? Por que eu não posso, sinceramente, não posso confiar em você sem saber o que se passa na sua cabeça.


-Eu...- A encarou, ela estava ali, com toda sua fragilidade a mostra e ele se sentiu muito mais velho do que era por ter essa responsabilidade em mãos- Eu quero ficar com você.


-Por quê?- Ela tinha os olhos mergulhados nos dele


-Porque vale a pena.- Ele sussurrou como se arrancasse um peso do peito. Ela o puxou para um beijo, parecia mais os beijos de Mellani, com mais fogo. Ele suspirou e bateu a mão no registro do chuveiro fechando-o. Puxou-a num abraço para fora no box e caminhou cegamente até o banquinho estreito que mais parecia um muro separando uma parte do vestiário. Ela suspirou ao sentir que ele a sentava ali. Os beijos dele tornaram-se desesperados enquanto descia os lábios entre as coxas dela. O rapaz sentia ganas de beijar até a sombra de Mellani se isso significasse que ela voltaria a ser sua. Desceu a língua atrevidamente até a entrada dela e a sentiu arfar quando beijou-lhe com paixão. Sentiu-se no pico da excitação ao constatar que sua garota estava úmida e pegando fogo por causa dele.


Mellani mordeu o lábio inferior ao quando a língua de Sirius provocou-a num lugar que, no momento, necessitava de mais e mais. Ela deslizou a mão até os cabelos dele e puxava-o mais contra si murmurando seu nome como um mantra, como se dizer o nome dele aliviasse o desejo que sentia. Ela estava chegando num estágio que apenas Sirius foi capaz de deixa-la. Sentiu espasmos quando ele lhe segurou com os dedos, mas por mais que fosse deliciosamente tentador ela precisava dele, ouvir os gemidos dele e estar com ele quando chegasse. Puxou-o para cima cegamente e ele a forçou para baixo.


Caíram no chão e se  beijarem com saudades. Ela moveu-se contra ele e sentiu os gemidos baixos dentro de sua boca. As mãos dele estavam em todos os lugares, de maneira fogosa e desesperadora. A garota levantou um pouco os quadris e segurou-o na mão. O jovem suspirou em antecipação e quase chegou ao clímax quando ela envolveu-o com sua entrada. Sirius engasgou quando ela desceu, lentamente, para enlouquecê-lo. Jogou a cabeça para trás e segurou a lateral dos quadris dela com força. Mellani suspirou quando viu a boca do rapaz abrir num “oh” mudo. Ele abriu levemente os olhos e a viu entre os cílios. Era a visão mais encantadora do mundo. As bochechas vermelhas, a boca levemente aberta em extasie e os seios subindo e descendo sem parar. O rapaz a fez mexer em cima dele e segurou mais um gemido quando sentiu os movimentos pressionando seu membro. Sentou completamente zonzo e gemeu o nome dela quando a sentiu afundar mais ainda nele. A loira enrolou as pernas nas costas dele e com força ele levantou.


 Quase caíram, mas não se importaram. O rapaz apertava o traseiro dela com força enquanto andava cegamente. Ela ainda o beijava, dessa vez de maneira voraz, como se descontasse todo o tempo que ficou sem ele. O jovem a jogou contra os armários arrancando um gemido manhoso dela. Ele investiu contra seu corpo de maneira desesperada e ela o aceitou com volúpia. Empurrou-se mais contra ela, sem parar, curtindo a pressão que aquele ato lhe proporcionava. Queria ir mais longe, fazer do jeito que eram acostumados, mas estava com medo de despertar sentimentos ruins nela. A garota lhe segurou bruscamente o cabelo e sussurrou na orelha


-Não se controla.- Ele não precisou de um segundo aviso para dar vazão ao seu desejo. Apertou-a com agressividade enquanto mordia o côncavo entre ombro e pescoço. Mellani começou a arfar dando sinais que estava chegando num limite. Ele ficou satisfeito ao notar isso, queria fazê-la esquecer o próprio nome. Desceu a boca de maneira safada até os seios e mordeu. Conforme aumentava suas investidas mais ele mordia os seios dela. Mellani se contorcia sentindo mais e mais desejo com o jeito brusco que ele a tomava. Ela o olhou por um instante, não se lembrava de nada ruim, de nenhuma coisa que viveu, apenas do rapaz a sua frente que lhe proporcionava sensações incríveis. Ele aumentou o ritmo e a pressão fazendo-a buscar desesperadamente por satisfação. Ela chegou a sentir certa dor, mas essa linha fina entre a dor e o extasie a deixam mais molhada ainda. Eles não diziam nada um ao outro, mas seus corpos estavam sintonizados, de maneira invejável. Ele conseguia entender o que ela precisava apenas pelo jeito que arqueava o corpo. –Siri...-Ela parou o ofego no meio, atingindo o orgasmo e tremendo contra ele. O jeito que ela envolveu seu membro enquanto tinha um orgasmo foi o suficiente para ele chegar ao topo. Com mais dois ou três movimentos se despejou dentro dela, mordendo o ombro enquanto sentia a glória que dominava seu corpo. Eles caíram no chão, ralando alguma parte que não importou muito e ele saiu de dentro dela. Logo o rapaz se aconchegou perto dela e deitou o rosto em seus seios. Respiravam de maneira descompassada e ambos perdidos em pensamentos. Ele estava feliz por ter sua garota de volta.


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-Arghhh.- James resmungou enfiando o pergaminho no rosto tentando se esconder de Lílian. Camila deu uma risadinha e se aconchegou mais a poltrona. O casal Potter estava no sofá em frente à lareira- Esse é meu cronograma?


-Você se atrasou para a reunião hoje, se atrasou para o treino ontem então eu resolvi fazer. Tenho um também.


-O que eu faria se sua pro atividade?- Lílian revirou os olhos- Meu, eu vou enlouquecer, levando o time, monitoria, grupo de treinamento os NIEM’s e um namoro!


-Vai nada. Você é perfeitamente capaz.- Lílian incentivou e ele sorriu quando sentiu os lábios dela em sua bochecha. Ele retirou o pergaminho do rosto e murmurou


-Sou perfeitamente capaz de tantas coisas.- Balançou as sobrancelhas e ela riu empurrando-o pelo ombro.


- Agora vamos para poções, onde está Sirius? Já era pra ele estar aqui.- James mordeu o lábio inferior- Qual é, você chegou faz uma hora.- Ele suspirou


-Deixei ele e a Mel sozinhos no vestiário.- A ruiva abriu a boca e iria fazer algum comentário, mas foi interrompida por Sirius. Ele sentou ao lado dela lhe abraçando fortemente e esfregando a cabeça em seu braço


-Ruivaaaaaaaaa.- Ela pode ouvir a risada de Mellani, mas estava concentrada de mais tentando tirar Sirius de perto dela.


-Para com isso Almofadinhas!- Ela gritou tentando empurrá-lo. O rapaz lhe lambeu a bochecha e ela gritou indignada. Ele a soltou e correu quando ela lhe jogou almofadas


-Cachorro mau.- A ruiva gritou limpando a bochecha com nojo- Cachorro muito mal. Senta agora!- Ele se jogou no tapete ao lado de Mellani e Lílian lhe arremessou o material de estudo- Eu vou mandar castrá-lo se fizer isso toda a vez que der umazinha.- Sirius abriu a boca em descrença, Camila ficou com os cabelos cor de rosa. Mellani e James caíram numa gargalhada.


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*Essa é a única alteração corporal fisicamente possível para o quadribol. Desculpa se alguém usa “Músculos desenvolvidos por causa do quadribol”, mas amor, ISSO NON ECZISTE. Como alguém desenvolve músculos se o único esforço que faz é em cima de uma vassoura? Purfa né? Bom, corram para próximo cap NOW!


 


MBlack - Reviews gigantes?  Magina, adoro toda que manda, que bom que sentiu minha falta, espero que tenha curtido os caps. Muito obrigada por comentar e vamo q vamo.


 

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Comentários: 1

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Enviado por MP__Potter em 11/01/2014

oie! Estou de volta! Adorei seu retorno, o capítulo mto bem escrito e menos trágico dessa vez, né? Vc é mto boa escritora, e, por mais que crie alguns personagens (tipo a mel), vc mantém a coerência (tpo essa história de músculos por quadribol, sempre achei isso meio tosco)!!!! Acho que sua história é mto legal, original e envolvente! Espero que vc escreva sempre e sempre mais. Não desanime pela falta de comentários, pois seus fãs existem e vão te seguir. beijos e vou parar de escrever pq preciso ler o próximo cap.
 

Nota: 5

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