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23. Adeus


Fic: Im Back


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POV ROSE


No dia seguinte, tudo correu bem.


A cerimónia de entrega dos diplomas foi rápida, a diretora fez um discurso sobre o quanto tinha aprendido connosco e como iria sentir saudades. Eu apostava que ela dizia o mesmo todos os anos.


Durante o almoço, foi anunciada a casa vencedora deste ano. Em primeiro lugar, com 540 pontos, Slytherin. Toda a mesa bateu palmas, entusiasmada.


Quando entramos no comboio, Scorpius puxou-me pelo braço, impedindo-me de entrar na cabide onde os meus amigas já estavam sentados.


- Precisamos de falar sobre…


- Sabes, esta é a minha ultima viagem neste comboio – interrompi-o. – Eu gostava de a aproveitar com os meus amigos.


Ele olhou para mim, analisando-me.


- Tu estás a evitar-me – não era uma pergunta.


- Como eu disse, eu gostava de aproveitar a viagem com os meus amigos! – Virei costas e entrei na cabine.


Sentei-me no lugar ao lado da janela, e pela visão periférica pude ver Scorpius sentado á minha frente.


A viagem passou lentamente, comigo sempre a apreciar a paisagem. Os meus amigos tentaram incluir-me na conversa, mas ao fim de algumas tentativas falhadas desistiram.


Eu continuei a evitar Scorpius sempre que nos víamos. E, ao fim de 2 semanas, ele parou de tentar falar comigo.


Havia passado um mês desde que tinha acabado o meu 7º e ultimo ano de escola, e as coisas só pioravam.


Parker parecia querer seguir as pisadas de Voldmort. Ela tinha cometido vários homicídios, tanto de muggles como de bruxos. O tio Harry andava com os cabelos em pé por não a conseguir apanhar. Ele e todos os aurores do ministério haviam feito buscas por toda a Londres, e nem sinal de Jéssica.


Para ajudar nas buscas, a minha mãe reuniu os antigos membros da Ordem de Fénix, ou melhor, os membros que ainda estavam vivos. Alexis, Albus, Luke, Rachel, Scorpius e eu juntamos nos á ordem. E para surpresa de alguns, Draco Malfoy também.


O meu primo James e o meu tio Charlie conduziam uma operação na Roménia, uma vez que ambos trabalhavam lá.


Todos andavam ocupados á procura de Parker, e eu não devia ser exceção, principalmente depois de jurar que a iria matar pelo que fez ao meu pai. No entanto, há alguns dias para cá, eu andava impossibilitada de fazer algumas coisas.


De manha, vomitava sem razão aparente. Á hora de almoço, era invadida por uma fome excessiva, e depois vinha o sono que, quase, não me deixava ter os olhos abertos.


Tudo isso estava a dar a volta á cabeça de Lexi e da minha mãe. As duas andavam preocupadas comigo, o suficiente para não me deixarem em paz um minuto.


- Estás melhor? – Perguntou Lexi depois de eu sair da casa de banho.


- Estou ótima – menti. Ainda me sentia enjoada.


- Não parece – ironizou ela.


- Acho que devíamos ir ao médico – disse a minha mãe.


Sentei-me na cama.


- Estou ótima – repeti.


Lexi sentou-se á minha frente.


- Sabes, Rose, se tu não fosses virgem eu diria que tu estás gravida – afirmou.


Olhei para ela, com os olhos arregalados.


- Tu és virgem, certo? – Procurou confirmar.


Eu mantive-me calada e baixei a cabeça.


Não podia ser verdade! Eu não estava grávida! Tinha sido só uma vez! Eu não podia estar grávida! Não de Scorpius!


A minha mãe suspirou.


- Com quem foi, Rose? – Eu podia ouvir a desilusão na sua voz. – E quando?


As lágrimas vieram-me aos olhos.


- Quando? – Repetiu.


- F-f-foi só u-uma v-vez – afirmei. – N-não p-posso estar g-g-grávida!


Lexi abraçou-me tentando acalmar-me.


- Só há uma maneira de termos a certeza – disse ela, saindo do quarto.


Fiquei em silêncio, de cabeça baixa até ela voltar, receando olhar para a minha mãe.


Lexi voltou com a varinha na mão.


- Levanta-se –pediu. Apontou a varinha á minha barriga e murmurou um feitiço. Da varinha saíram faíscas vermelhas. Ela olhou para mim e eu soube antes de ela dizer. – Estás grávida de uma menina! Se fosse rapaz, as faíscas eram azuis.


Comecei a chorar. Eu não podia estar grávida! Não podia!


- Rose – chamou a minha mãe. Eu ignorei. – Rose!


Olhei para ela, com medo da sua reação.


Para minha surpresa, não vi desilusão na sua cara, mas sim compaixão.


- Querida, o que está feito está feito – disse. – Não podemos voltar a trás. Apenas vais ter de ter alguns cuidados daqui para a frente. – Assenti. – Mas, para começar podes dizer nos quem é o pai.


Olhei para Lexi e depois de novo para a minha mãe.


- É o Scorpius – disse abaixo. Mas alto o suficiente para que elas ouvissem.


- O quê? – Lexi estava chocada.


Suspirei.


- Na noite do baile de finalistas – disse. – Nós bebemos demais e acabamos por fazer o que não devíamos – admiti.


- Vais ter de lhe contar – afirmou a minha mãe.


- Eu sei, mas tenho medo.


Algumas horas mais tarde, eu estava sentada no mesmo sítio mas com uma companhia diferente. Scorpius encontrava-se encostado á porta do meu quarto, a olhar para mim.


- O que queres? – Perguntou frio. Olhei para ele, surpresa. Ele estava a ser frio comigo?!


- Eu quero falar contigo sobre o que se passou na noite do Baile- afirmei.


- Agora queres falar? – Perguntou sarcasticamente. – Quando eu andei atrás de ti como um cachorrinho, tu não me ligaste nenhuma!


- Scorpius, eu não…


- Sabes que mais Rose, eu não quero saber – afirmou ele. – Tu vais dizer-me que foi um erro, certo? – Ele não esperou pela minha resposta. – Eu já sei que foi um erro, não preciso que me digas! Mas sabes que mais, foi um erro que eu voltava a cometer. E tu agora vens com coisas! – Scorpius estava a gritar comigo. Eu admito que não o devia ter evitado todo este tempo, mas ele estava a assustar-me. Ele tinha de me ouvir! – Talvez devesses ter pensado nisso antes de estares na minha cama, e não depois!


Quando ele acabou, eu não consegui falar. Os meus olhos estavam com lágrimas, que eu não iria soltar na frente dele.


- O que estas a dizer, mesmo? – Perguntei, ao fim de algum tempo.


Tudo bem que estou grávida e ele é o pai, mas eu ainda tenho o meu orgulho. E não é pequeno!


- Estou a dizer que não quero ouvir as tuas coisas – afirmou. – Se tu estas com tantos problemas, talvez devesses ter pensado nisso antes!


Uma lágrima escorreu pela minha cara e eu repreendi-me por isso. Eu não iria mostrar a minha fraqueza na frente de Scorpius. Não depois do que ele me disse!


- Tu tens mesmo a certeza que não queres ouvir o que eu tenho a dizer? – Perguntei.


- Tenho – afirmou convicto.


- Muito bem – disse. – Eu não vou dizer nada do que tinha para te dizer, mas espero que saibas que um dia te vais arrepender disso.


Sai do meu quarto a correr.


Eu odiava-o! Odiava-o tanto!


Como é que ele foi capaz? Eu ia dizer-lhe que iria ser pai e ele diz aquilo sobre mim?


Lexi encontrou-me a chorar nos jardins, passadas umas horas.


- Rose, nós precisamos ir – informou. – Temos outra reunião.


Limpei o rosto e segui-a até a sala, onde já estavam todos á nossa espera.


- Já todos chegaram, podemos começar – informou o tio Harry. – Chegou uma carta hoje para a Rose! – Todos olharam para mim. – Toma.


Estiquei-me para pegar a carta que o meu tio me dava.


Abri-a, sob os olhos de todos. Li em voz alta.


Pequena Weasley,


Agora que acabaste os teus estudos, talvez possamos resolver os nossos assuntos. O que achas?


Tu sabes que eu não vou desistir de ter aquilo que quero. A minha vingança. O teu sangue!


Com ódio,


Jéssica Parker”


Acabei de ler, assustada. Instintivamente, a minha mão foi de encontro ao meu ventre.


Jessica não iria parar de me perseguir até conseguir a minha morte. E eu não a podia deixar chegar perto da minha filha.


Não! Da minha filha não!


Horror passou por mim, só de imaginar a Parker perto da minha pequena, que ainda nem tinha nascido.


A minha mãe e Lexi perceberam o meu medo e viram ter comigo.


- Não te preocupes Rose, nós protegemos-vos – assegurou Lexi.


- Ela não vai parar – afirmei. Olhei para a minha mãe. Ela sabia o que era ser mãe, sabia o que eu estava a sentir ao ter a minha própria filha em perigo. Ela sabia o que eu precisava.


- Tu vais ter que te ir embora, Rose – disse ela.


Eu acenei. Já havia tomado essa decisão antes dela a ter dito.


- O quê? – Scorpius perguntou espantado. – Tu não te vais embora! Não por causa da Parker!


Todos estavam calados, á espera da minha resposta.


- Lamento, Malfoy, mas esta não é uma decisão que te cabe a ti tomar – disse.


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Este foi o final da primeira temporada...
A segunda chama-se Revenge e só estará disponivel no nyah
http://fanfiction.com.br/historia/437002/Revenge/

Beijos e foi um prazer escrever para vocês 

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