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9. Horcrux


Fic: Mensageiro das Trevas: Portal do Tempo - ATT 03-04, cap.13!


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Mantenha seus amigos perto e seus inimigos mais ainda.


SUN TZU – A ARTE DA GUERRA
 



8 HORCRUX


Gina seguia Harry a alguns passos de distância, quieta e com as mãos nos bolsos. Tinha uma expressão no rosto que misturava receio, admiração e confusão – ainda achava um pouco estranho que estivesse 30 anos no passado, andando como se nada tivesse acontecido. O rapaz passara diversas instruções a ela, mas ela não conseguia se lembrar de tudo; estava, para dizer o mínimo, extremamente confusa.


Não entendia como poderia existir algo como um portal do tempo, ou pedras da memória, ou alguém com tanta força e conhecimento como Harry. Vê-lo abrindo o portal foi prova mais que suficiente de seu crescimento como bruxo. Ela fitou seus cabelos desgrenhados que balançavam a sua frente e deu um sorriso fraco. Tinha tantas dúvidas.


— Harry. — Ela chamou, ainda fitando seus cabelos. Ele fez um som como se pedisse para continuar mas não olhou para trás. — Se conseguimos parar aqui por conta de uma memória do professor Dumbledore… Onde está o professor Dumbledore? — Indagou. O rapaz deixou uma risada escapar.


— Você lembra de um casebre velho e despedaçado que vimos perto do lugar onde aparecemos?


A ruiva fechou os olhos tentando se lembrar. Com um arrepio, pareceu sentir a dor da viagem novamente, mas tudo o que viu era o chão de pedras a algumas poucas casas. Abriu os olhos e olhou para as nuvens, se esforçando mais. Demorou alguns segundos para que visse o casebre mencionado por Harry.


Era praticamente do tamanho de um banheiro antigo dos trouxas, que ficava para o lado de fora da casa. Era feito de madeira e parecia estar caindo aos pedaços, com enormes manchas de mofo e sinais de fraqueza nas tábuas puídas – era uma fácil demais de ignorar. Ela franziu o cenho, um pouco chocada.


— Dumbledore está naquilo?


— Não exatamente… — Riu Harry. — Está enfeitiçado, é claro – e muito bem protegido, também. Funciona como a base da Ordem da Fênix, lembra? A diferença é que o local foi encantado por dentro e tem uma aparência um pouco mais agradável que por fora.


— Mas como nós conseguimos vê-lo, então? — Perguntou novamente. Quanto a ser enfeitiçado por dentro, era fácil de entender – funcionava como a barraca enfeitiçada que pegaram emprestada para ir à copa mundial de quadribol há alguns anos.


— Nós estamos numa memória dele, não é mesmo? E se ele sabe onde fica, nós também sabemos. É uma das razões pelas quais eu precisava de Dumbledore para vir para cá.


Ela assentiu compreendendo e não fez mais perguntas. Continuaram andando até um vale rochoso, num local claramente afastado do que antes fora uma cidade. Havia apenas uma casa ali, numa ladeira íngreme coberta por árvores – era suja, empoeirada e o musgo já cobria grande parte das paredes. Estavam faltando algumas telhas também, e Gina teve a impressão de que era como se a natureza estivesse engolindo a antiga construção, mas de uma maneira um tanto quanto mórbida.


Quando se aproximaram mais, puderam ver uma cobra pregada na porta de entrada. O musgo e os ramos que engoliam a casa estranhamente evitavam o adorno. Gina estudava a cobra com curiosidade quando Harry tirou-a de seus pensamentos com uma frase seca.


— Não toque em nada.


Ela assentiu e deu mais um passo em direção a ele quando entraram. Teve a impressão que Harry tinha o local completamente memorizado – era pequena, com três cômodos que poderia muito bem classificar como imundos e miseráveis; todos com algumas partes destruídas, como se fossem ruínas de uma antiga casa. Dentro do local, a atmosfera era pesada e assustadora; não era necessário passar muito tempo ali para começar a sentir o aroma da morte e entender que nada seria bem-vindo. Os calafrios na espinha de Gina pareciam cada vez mais intensos, e sua vontade era sair dali o mais rápido possível – esse sentimento, contudo, não aparentava ser compartilhado pelo amigo.


Harry entrou no que ela pensou ter sido o quarto principal da casa e aproximou-se de uma das paredes que se encontrava parcialmente destruída e com alguns escombros em cima de móveis e outros objetos. Posicionou suas mãos em cima dos escombros e pôde contar menos de 10 segundos para que Gina deixasse o corpo mole sentar-se no chão com a respiração fraca.


Uma onda de poder inundou o cômodo, e não parecia ser nada melhor que a antiga atmosfera. Ela sentiu uma pressão na cabeça quase forçando-a a deitar-se e desmaiar. Por mais que tentasse, não tinha força o suficiente para se mover e muito menos para levantar. Apoiou também as mãos no chão e tentou manter-se consciente. Conseguiu abrir os olhos por alguns segundos suficientes para ver o rapaz de pé no mesmo local de antes, como se nada tivesse acontecido. Murmurava algumas palavras baixas e tinha os olhos bem abertos. Era Harry quem estava fazendo aquilo? Ela ofegou, fechando os olhos novamente.


E tão rápido começou, o peso sobre seu corpo que parecia também esmaga-la por dentro desapareceu. Puxou o ar pela boca finalmente conseguindo respirar. Seus braços tremiam e os olhos estavam arregalados de espanto. O que foi isso? Perguntou-se mentalmente.


Novamente fitando Harry, assistiu sem conseguir se movimentar o rapaz abrir uma caixa de madeira entalhada repleta de detalhes – ela supôs que na tampa da caixa havia uma serpente igual à que estava na porta de entrada. Pelo que havia entendido, aquela magia toda era para aquela caixa; tentou perguntar para confirmar mas constatou que ainda não era capaz de falar.


Harry pegou um pedaço de algum tecido de dentro de um dos bolsos que parecia semelhante ao sobretudo que vestia. Com cautela e sempre utilizando o tecido, ele retirou um anel dourado da caixa e o enrolou no pano, enfiando-o novamente no bolso; de lá, tirou outro anel idêntico ao que acabara de guardar. Girou os calcanhares na direção da ruiva e estendeu uma mão para ela para ajudá-la a se levantar; ela engoliu em seco antes de aceitar a ajuda.


O rapaz não se demorou dentro da antiga casa. Assim que a garota se pôs em seus pés, caminhou para a saída e assim que ambos saíram, posicionou a mão sobre a cobra na porta e murmurou algumas palavras em ofidioglossia. Gina imaginou ter visto a cobra sibilar de volta, em resposta.


Sem dizer uma palavra, Harry fez o trajeto de volta à cidade e de lá encaminhou-se para uma nova trilha para o lado oposto do que haviam acabado de voltar. Ela voltou a acompanha-lo a alguns metros de distância, sentindo-se como um peso para ele.


— O que foi aquilo? — Perguntou a ruiva referindo-se à onda de poder mais cedo.


— Fui buscar uma Horcrux, Gina. — Respondeu seco, sem se mover. — Sabe do que se trata?


Seu rosto ficou da cor dos cabelos. Harry mencionara a palavra anteriormente, algo sobre divisão de alma, mas ela não entendeu realmente o que era aquilo e estava muito chocada para que pudesse perguntar mais sobre o assunto.


— Divisão de alma? — Disse baixo, só para que não pensasse que não prestara atenção em seu discurso antes de voltarem no tempo. Ela não pôde ver, mas Harry deixou que escapasse um meio sorriso em seus lábios.


— Para Voldemort, só o poder nunca foi suficiente. A perspectiva de morrer algum dia por conta de sua forma mortal sempre o assustou. — Começou a explicar. — Quando ainda estudava em Hogwarts, sob o nome de Tom Riddle que você já conhece, ele buscou mais informações sobre algo que poderia torna-lo… imortal.


— Por isso ele dividiu a alma… — Murmurou a ruiva.


— Exatamente. — Concordou o rapaz. — Matando, foi capaz de transferir pedaços de sua alma para objetos diversos. No nosso tempo, Gina, ele já foi capaz de criar…


— Sete! Ele dividiu a alma sete vezes! — Exclamou. Viu Harry acenar.


— Mas isso é somente daqui a 30 anos. No tempo atual, Voldemort ainda está na terceira Horcrux – ainda em seus anos de escola, fez do diário de Slytherin sua primeira Horcrux. Depois, na casa dos descendentes do fundador, deixou esse anel que acabei de pegar. E por fim, deixou o medalhão numa caverna próxima ao orfanato onde foi criado.


Depois de terminar a frase, o rapaz ajoelhou-se em frente a um muro que também parecia perder para a natureza em seu entorno. Ela abaixou-se também, procurando o interesse dele – e não precisou se esforçar muito; ao longe via-se uma gigante mansão a beira do abismo. Dentro, podia ver algumas figuras encapuzadas movendo-se de um lado para o outro. Comensais, ela pensou.


— Não é simples roubar uma horcrux. É uma alma, afinal de contas — Começou ele. — A única forma de destruir uma horcrux com magia é com a maldição da morte: isso porque você precisa, de fato, enviar a alma que se aloja ali para o próximo plano. É por essa razão que não posso destruí-la agora mesmo: Voldemort sentiria em seu corpo.


— É por isso que usou toda aquela magia? — Indagou a ruiva, desviando o olhar da mansão.


— Exatamente. Fiz aquilo para selar a magia a impedir Voldemort de sentir que algo está errado e enrolei o anel num pedaço de couro de um dos dragões mais perigosos para garantir que a saída de qualquer magia seja impedida. — Ele explicou calmo, esquadrinhando o cenário com os olhos. — Depois, é claro, deixei uma cópia idêntica no mesmo lugar, e aproveitando a magia que fiz para selar, transferi um pouco da magia negra do anel para a caixa. A questão é que como nesse tempo não há ninguém que tenha conhecimento de suas Horcruxes, Voldemort não espera por um ataque: isso será o suficiente para enganá-lo.


Gina encarou Harry por mais alguns instantes antes de voltar o olhar para a mansão. Franziu o cenho, tentando imaginar o que fariam a seguir. Lembrou-se do rapaz dizendo que iriam confirmar a presença de Voldemort ali e arregalou os olhos: então aquela era a base do Lorde das Trevas.


— Nós vamos entrar? — Ela perguntou baixo, como se pudessem ouvi-la no alto da montanha. Harry sorriu.


— Não. Só preciso encontrar o diário, mas de uma forma que ele não saiba que estamos aqui. — Ele disse. Ela franziu o cenho imaginando como ele faria aquilo sem entrar no local.


Sem mais palavras, Harry sentou-se sobre a mureta na qual se escondiam numa posição que fez com que ela imaginasse que ele estava meditando. Achou estranho que estivesse observando escondido e de repente subisse em cima do muro, ficando completamente exposto.


Ele respirou fundo, unindo as pontas dos dedos sobre as pernas cruzadas. Gina esperou por sentir o mesmo peso de antes, mas tudo o que veio foi a mais completa serenidade. Sentou-se ao lado dele de olhos fechados, apenas aproveitando a sensação. Será que era assim que se sentia quando meditava?


A resposta era não. Não pelo sentimento durante a meditação, mas pelo fato de que Harry não estava meditando: estava tentando localizar Voldemort. Com muito treino, conseguira invadir a mente do Lord das Trevas com sucesso durante seus anos de treinamento. Depois de incontáveis tentativas mal sucedidas e outras percebidas por ele, aos poucos aperfeiçoou sua técnica e passou a entender mais a conexão que havia entre eles – ao invés diferenciar por completo o Lord dele mesmo, passou a pensar nele próprio como uma extensão de Voldemort. Desde então, o sucesso nas suas tentativas de compreende-lo foram muito maiores.


Contudo, ainda não estava certo de que isso funcionaria numa época em que Harry Potter não existia ainda: como poderia haver uma ligação se Voldemort não havia tentado mata-lo ainda? Mesmo assim, o garoto respirou fundo, concentrando-se na parte de sua alma que fora tomada pelas trevas. Tentou encontrar a essência de todo aquele poder – por mais que estivessem em tempos diferentes, era possível que suas almas continuassem de certa forma entrelaçadas. Como ele mesmo dissera antes, o tempo é algo muito mais complexo do que poderia entender, além de existir todo um infinito além do horizonte que é conhecido.


Imerso em sua própria consciência, a escuridão tomou forma de um amplo salão de aspecto sombrio. Harry estava dentro. Viu, através de olhos que agora também eram dele, a mesa repleta de fiéis comensais da morte. Ouviu-se pronunciando palavras de incentivo e discursos sobre aumentar seu exército com seus filhos e amigos. Quando mencionou sua imortalidade com prazer nos lábios, as memórias que Harry tanto queria puderam ser acessadas: viu o diário, o anel e o medalhão. Focando-se no diário, o salão de comensais deu lugar a uma sala que se assemelhava em muitos aspectos à sala precisa, onde estava escondido o diadema de Ravenclaw.


A sala ficava abaixo da terra como um porão. Era, na realidade, um conjunto de salas repletas dos mais diversos objetos: uma sala construída para que nada pudesse ser achado, a não ser que você soubesse exatamente onde havia guardado o que desejava. Voldemort tinha total consciência de onde estava o diário. Harry pôde sentir o diário dentro da gaveta esquerda de uma mesa de madeira maciça. Era como se pudesse escutar seu chamado.


Abriu os olhos com uma expressão séria no rosto. Aquela deveria ser a última Horcrux a ser destruída – roubá-la seria o mesmo que avisá-lo que seu segredo não estava mais seguro; seria o mesmo que pedir que Voldemort estivesse com os sentidos mais aguçados o possível. Ele se levantou, fazendo o caminho de volta para a cidade. Ouviu a ruiva apressar-se atrás dele e previu sua pergunta.


— Está lá. O diário. — Constatou. — Mas não é hora ainda… A mansão é a base de Voldemort, será a última Horcrux a ser destruída.


Ela não perguntou mais nada, apenas continuou o acompanhando, incerta de sua função naquela missão. Por um instante, imaginou que Harry ficaria melhor sozinho. Não conseguia entender como seria capaz de trazer equilíbrio a ele sendo que sequer podia manter-se de pé na presença de sua magia. Depois de alguns minutos de caminhada, chegaram ao casebre em que Dumbledore estava. Pararam em frente a ele e viu o rapaz bater três vezes na porta.


Houve hesitação antes que a porta fosse aberta. O rapaz bateu novamente na porta e Gina temeu que fossem recebidos com feitiços não muito amigáveis – Dumbledore já possuía um poder impressionante naquela época.


Dito e feito: deu um salto e puxou a varinha no reflexo assim que viu o clarão vindo em sua direção. Não teve, entretanto, tempo algum para reagir – o clarão sumiu assim que se aproximou de Harry. Ele não havia falado nada, sequer se movera. Outro clarão o atacou, e depois mais alguns. Viu Dumbledore alguns anos mais novo parar surpreso, a varinha em punho e os lábios entreabertos.


— Bom dia para você também. — Cumprimentou Harry com um aceno de cabeça e a expressão apática ainda em seu rosto. — Vai nos oferecer uma xícara de chá?


O diretor recuou dois passos deixando-os passar, ainda sem se pronunciar. Gina se sentou depois de Harry numa mesa colocada ao centro da sala – o casebre era muito maior do que aparentava, mas ainda pequeno. Era apenas um cômodo pequeno com uma mesa, cadeiras, uma cama do lado direito e uma bancada com uma pia e um fogão ao lado. Tudo parecia muito velho.


Dumbledore mantinha a varinha em punho, fitando-os desconfiado sob os óculos de meia lua que já conheciam bem. Harry apontou para fogão com a mão e com um aceno, acendeu-o, fazendo uma chaleira cheia d’água flutuar até ele. Com outro aceno, montou a mesa com três xícaras.


— Não vai se sentar? — Perguntou ele. — Não sei se já percebeu, mas não adianta tentar nos atacar. Além do quê… temos muito o que conversar.


— Como encontraram esse lugar? — Dumbledore indagou, finalmente se sentando. Sua desconfiança era visível, mas o tom de voz era calmo e sereno.


— Você nos contou. — Disse Harry. O diretor ergueu as sobrancelhas duvidando e observou quando a chaleira levitou até eles e serviu os três presentes.


— Geralmente tenho recordações das escolhas que faço.


— Claro que sim. — Afirmou o rapaz tomando um gole de seu chá. — A única razão pela qual o senhor não tem essa recordação em específico é porque ela não aconteceu ainda. Mas pode ficar tranquilo – não oferecemos perigo algum.


— Quem são os senhores, afinal de contas? — O diretor perguntou finalmente.


— Esta é Gina Weasley. — Apontou para a ruiva. — E eu sou Harry Potter.


O diretor parou com a xícara nos lábios, as pupilas levemente dilatadas em surpresa. Gina observou os olhares de ambos se cruzando numa estranha serenidade. Viu Dumbledore deixar a xícara de volta na mesa e abrir os lábios para questionar a afirmação, mas Harry o interrompeu.


— É natural que o senhor não confie em mim. Contudo… — Começou, alcançando algo dentro de seu sobretudo. — Imagino que será mais fácil confiar em si mesmo.


Retirou uma carta e uma pequena caixa de um dos bolsos e deixou-os na frente do diretor. Sob os óculos de meia lua, viu o brasão de Hogwarts e franziu o cenho, confuso. O envelope dizia em sua própria letra:


 


Para Alvo Percival Wulfrico Brian Dumbledore


O casebre enfeitiçado, Little Hangleton


1973


 


Ele abriu a carta, curioso e receoso com seu conteúdo. Abriu-a com seus dedos finos, encontrando duas páginas de pergaminho que detalhavam a missão dos jovens que se encontravam a sua frente. A cada linha que seus olhos acompanhavam, os lábios se entreabriam num espanto ainda maior. Harry deixou que lesse toda a carta, ao final assinada por ele próprio e marcada com o brasão de sua família. Assistiu a carta queimar ainda em suas mãos junto ao envelope. Ele suspirou e voltou seus olhos para o frasco com fios prateados dentro.


— Presumo que sejam memórias do que acabei de ler?


Harry confirmou e terminou de tomar seu chá. Suspirou e cruzou as pernas, aprontando-se para mais uma discussão – já estava ficando cansado daquilo.


— Como dito na carta, devemos buscar suas horcruxes, mas não destruí-las. Já peguei o anel, a primeira delas, na antiga casa dos Gaunt. O diário se encontra na mansão dos Riddle, que também funciona como base para Voldemort e seus comensais. Essa será nossa última. Por fim, temos que pegar o medalhão perto do orfanato em que foi criado.


Dumbledore pareceu surpreso com a afirmação.


— Mas antes que comece a perguntar sobre isso, — Interrompeu Harry antes que o diretor se pronunciasse. — Lembre-se que estamos na cidade que Voldemort utiliza como base. Ele está na mansão dos Riddle. Sugiro que mudemos o local de encontro para Londres, assim podemos discutir como daremos prosseguimento na missão.


Dumbledore e Harry trocaram mais algumas poucas palavras antes de se dirigirem, acompanhados por Gina, até os limites da cidade. De lá, aparataram em frente ao Caldeirão Furado, onde se estabeleceram num quarto para terminarem a conversa que haviam iniciado em Little Hangleton.


Gina se perguntou o que Dumbledore fazia na cidade de Voldemort, mas decidiu perguntar a Harry noutro momento. Por hora, decidiam como fariam para entrarem como estudantes transferidos no início do ano letivo de Hogwarts e se aproximarem de Lílian para que pudessem protege-la. O ano letivo começaria dali a duas semanas, e Dumbledore os informou que os pais de Harry iriam ao Beco Diagonal para a compra dos materiais naquele sábado – poderiam começar sua ambientação naquela mesma semana.


— Posso arrumar uma cama para você no dormitório de Lílian — Disse Dumbledore apontando para Gina, que acenou em concordância. — E uma para você no dormitório de Tiago.


— Não. — Negou Harry, atraindo olhares dos dois. — Quero ir para a Sonserina. — Gina o fitou com os lábios entreabertos de surpresa.


— Mas o chapéu seletor… — Começou ela.


— O chapéu seletor quis me colocar na Sonserina quando entrei em Hogwarts pela primeira vez. — Dumbledore e Gina o fitaram surpresos. — Eu pedi pela Grifinória; mas nossos inimigos estão na Sonserina, e como vocês bem sabem… mantenham seus amigos próximos, e os inimigos ainda mais. Só assim poderemos saber exatamente o momento que Voldemort chegar a esse tempo e como ele planeja chegar até Lílian.


— De fato… parece ser a melhor ideia. Deixamos a amizade para Gina e os inimigos para você. — Confirmou o diretor pensativo. Ter um aliado infiltrado em meio aos comensais de Voldemort era tão útil quanto perigoso.


Harry andou até a janela, fitando o muro que levava ao Beco Diagonal. Cruzou os braços nas costas e respirou fundo, tentando preparar-se para o que viria a seguir. Engoliu em seco, um arrepio percorrendo por sua espinha. Não por conta de Voldemort, ou até mesmo da missão. Mas em duas semanas, estaria de volta a Hogwarts como um estudante comum. Não - em menos de uma semana… estaria frente a frente com seus pais. E era muito provável que eles o odiassem.


Merda. Não havia como se preparar como uma missão como essa.


Mas era hora de começar.


Ele virou-se para Gina, do outro lado do quarto.


— Está pronta? — Perguntou ele.


— Pode apostar que sim!


 




N/A: E aí, gente?! De boa? :)


Até que estou postando numa frequência legal, não é mesmo? hahahaha! Finalmente!


Mas enfim... É isso aí, agora que o negócio está começando a engrenar mesmo :) Resolvi fazer a parte com o Dumbledore mais rapidinho pra não ficar todo aquele blá-blá-blá de novo. Achei melhor assim. Daí, no próximo capítulo... Hogwarts, finalmente! Ufaaa... hahaha


Bom, acho que é isso aí só! Muito obrigada MatheusMDAtthus Arthur Lacerda pelos comentários. Agradeço de verdade :) Espero que gostem e muito provavelmente o próximo capítulo eu vou postar já amanhã! Eu queria escrever agora, mas meu namorado tá um pé no cu aqui pra assistir Arrow no meu PC HUAEHEUHAEHA. É a vida, né. Fazer o quê. Aliás, eu ia postar ontem, mas foi meu aniversário e acabamos saindo pra beber. Mas nem demorou, né?


De qualquer forma, espero que gostem e até o próximo capítulo!


Continuem lendo! Um beijo!!

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Comentários: 3

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Enviado por Atthus em 04/07/2015

Ótima escolha em ir para Sonseria. Imagina ele indo pra Grifinoria e tento que pagar de good boy por lar? Até séria divertido, mas tenso, não acho que ele aguentaria ter os pais tão proximos. "Mantenha seus amigos por perto e o seus inimigos mais perto ainda" adoro essa frase. qq
Ansioso pelo proximo! 

Nota: 5

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Enviado por Arthur lacerda em 27/06/2015

Excelente.

Vai ser difícil para o Harry ter que lidar com a, provável, rejeição dos pais.

Parabéns mesmo e contando os dias para o próximo.

Nota: 1

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Enviado por Ana Marisa Potter em 23/06/2015

Olha antes de mais os meus parabens pelo teu aniversário. O capitulo ficou otimo espero anciosamente pelo proximo.

Nota: 1

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