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21. Uma excursão fatídica


Fic: The Bet


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Quando chegamos em casa, eu quase me joguei no sofá, exausta. Não sabia que bater em alguém e ir para cadeira do shopping cansava. Isso não era nada legal.


 


– Evans, dá um espaço aí – disse Potter, tirando-me de meus devaneios sobre os contras de entrar uma briga.


 


Fechei os olhos.


 


– Deita no chão – respondi ainda de olhos fechados.


Eu o ouvi resmungar e afastar a mesa de centro para um lado deitar-se no tapete, perto do sofá. Não falamos nada por um tempo, isso era um recorde, que eu até pensei que ele havia dormido. Até que eu ouvi sua voz.


 


– O que tanto conversava com Sirius? – perguntou ele e eu sorri internamente.


 


– O que tanto conversou com Dorcas? – retruquei com outra pergunta. Ele pareceu pensar por alguns segundos.



– Justo. Mas saiba que eu não gostei – informou e eu ri.


 


– Se está pensando fazer que eu diga o mesmo, pode tirar o seu cervo da chuva – falei, abrindo os olhos, fazendo-o rir também.


 


– Cervo da chuva... – Ele fez uma pausa. – Posso lhe fazer uma coisa? – Eu abaixei a cabeça para olhá-lo, vendo que ele estava deitado no chão, com os braços atrás da cabeça. Bonito. Que drogaa!




– Fale – respondi fazendo-o me olhar.


 


– Seu sutiã está aparecendo – eu olhei para minha blusa e vi que realmente estava aparecendo.


 


Bufei e voltei a me deitar no sofá, ajeitando a blusa.



– Isso não foi uma pergunta.


 


– Não mesmo... – Potter ficou de joelhos, com rosto tão próximo do meu, que eu pude contar os pontos verdes em seus olhos castanhos. Subitamente, meu coração começou a bater forte contra as minhas costelas. – Eu queria saber por que você estava chorando naquele dia.



Não respondi. Apenas fiquei imersa naqueles olhos castanhos esverdeados, não querendo admitir que tudo fora por causa dele. Então me concentrei em sentir seu perfume e tentando me lembrar da sensação dos seus braços me envolvendo protetoramente.


 


Não sei como isso aconteceu, mas, quando eu vi, o rosto de Potter a, apenas, dois centímetros de distância do meu; seus olhos desviaram dos meus e foram para os meus lábios, sem piscar. Eu havia perdido o fôlego, então eu não consegui proferir nem uma palavra para impedi-lo. O meu estômagos dava voltas, com aquele frio que só a pessoa que você gosta pode causar.



Ele ainda olhava para os meus lábios, passando uma das mãos pela minha nuca para levantar a minha cabeça e me fez olhar para sua boca também. Eu nunca desejei tanto um homem, como eu desejava Potter. Eu podia sentir seu hálito fazendo cócegas em meus lábios. Potter respirava com dificuldade e eu não estava tão diferente.


 


– Você é tão linda – ele sussurrou.


 


Potter fechou os olhos. Logo, seus lábios roçaram os meus. Eu os abri para ele aprofundar, mas, antes que ele conseguisse, eu me afastei, recobrando a minha consciência.



Ele me olhou surpreso, pore´m deixou que eu me retirasse apressadamente dali. Eu o vi passar as mãos pelo cabelo, nervoso. Antes de subir as escadas, eu olhei.


 


– Você nunca vai saber – respondi a sua pergunta e fui para o meu quarto, com as pernas trêmulas. – Boa noite, James.


 


(…)



No dia seguinte, eu e Potter preferimos ignorar o acontecido da noite passada, nos tratando da forma que sempre nos tratamos. Mas não vou negar que eu quase – eu dissequase – quis que ele me beijasse ali na cozinha mesmo.


 


Hoje teria uma reunião com a diretora para resolver algumas coisas e haveria um sorteio para saber quais dos dois professores iriam levar a turma de quarta série ao museu. Eu esperava que eu fosse sorteada. Eu amava museus e era uma das melhores maneiras de ensinar Histórias. Além de ser bem interessante.



Para James Potter, aquilo era uma chatisse e esperava que ele não fosse o outro professor sorteado, se eu fosse. Ele era daquele tipo de pessoa que preferia ir à um jogo de futebol e coisas relacionadas a esportes.


 


Quando entramos em seu carro, ele notou que eue estava animada com o sorteio, mas não disse nada. Sorriu de forma marota e deu partida. Por todo o caminho, eu praticamente não me aguentava de ansiedade e parecia que Potter se divertia com isso. Para não me estressar, preferi ignorá-lo.



Assim que ele estacionou co carro, eu quase corri para sair do veículo, embolando o cinto de segurança à minha volta. Potter viu que eu estava presa e se inclinou para soltar o cinto. Sua cabeça estava tão próxima ao meu peito, que eu não sabia como ele não conseguia ouvi o meu coração bater aceleradamente.


 


– Eu sei me soltar sozinha – bufei, assim que ele tirou cinto que me prendia e sai do carro, fazendo-o rir.



– Com certeza – ele ainda sorria. Eu revirei os olhos, saindo em sua frente.


 


Eu queria esquecer a noite de ontem, mas não conseguia. O pior – ou o melhor, eu não sabia –, era que eu não conseguia parar de imaginar o que poderia ter acontecido. Sério, quando se tratava de James Potter, não importava o que ele fizesse ou fosse, era inesquecível. Mas voltando... eu ainda queria beijá-lo.



Segui para a sala dos professores antes de ir ao encontro de Alice, com Potter em meu encalço. Poderia deixar minhas coisas lá e ficar livre do peso de minha bolsa – por enquanto.


 


Não fiquei surpresa ao ver Sirius – sim, porque quando alguém faz algo de bom na vida, merece ser chamado pelo primeiro nome – e Remus perto da cafeteira. Pela cara de nojo de Remus, tinha alguma coisa errada.



– Credo em cruz – reclamou Sirius estalando a língua no céu da boca, causando um barulho estranho. – Isso tem gosto da meia do Pontas.


 


– Eu falei para não beber – disse Remus entre o nojo e a vontade de rir. Sirius o encarou.


 


– Eu estava querendo beber café! – defendeu-se ele.



– Quer dizer que você já coou as meias do Potter, Sirius? – perguntei rindo. Eles se viraram, surpresos. Potter estava estranhamente calado ao meu lado.


 


Sirius sorriu. Parecia um cachorro mesmo.



– Ah, minha querida, Lily... sabe como é, Pontas nunca compra nada, então... – Sirius deu de ombros e eu ri mais ainda, com uma pontada de nojo.


 


– Gente – Remus chamou nossa atenção –, acho que o James vai hiperventilar.


 


Eu e Sirius olhamos para o quatro olhos ao meu lado. Potter estava estático no mesmo lugar, olhando para nenhum lugar específico. Meu Deus, será que ele estava morrendo ou algo do tipo?



– Pontas, solta o ar, cara. Morre, não. – Sirius chegou mais perto do amigo. – Por favor, James, não nos deixe... quero ver meus afilhados veadinhos nascerem! – Sirius Black, o rei da dramatização. E depois eu que sou dramática.


 


Bufei e me virei para ele, e passei as mãos em seu peitoral forte, fazendo-o tremer e me olhar. Eu senti medi daquele brilho nos olhos dele e me afastei.


 


– Se continuar assim, Evans, eu te agarrar – era o que eu mais queria. – Mas... O QUE DIABOS FOI AQUILO?



Tanto eu quanto Remus e Sirius, demos um passo para trás.


 


– O quê, seu louco? – perguntei de olhos arregalados.


 


– Vocês se chamando pelo primeiro nome! Como assim? – Potter passava as mãos compulsivamente pelos cabelos. – Por que eu não posso te chamar assim?



Eu e Sirius trocamos olhares, cúmplices.


 


– Isso é segredo – respondi, deixando minhas coisas no armário e me virando para eles. Sirius e James se olhavam e eu balancei a cabeça. – Vamos, a diretora está nos esperando.


 


(…)



Era engraçado como eu só conhecia, naquela escola toda, cinco pessoas. Sério, como eu conseguia ver apenas James Potter, Sirius Black, Remus e Alice Potter? A diretora não contava tanto assim. Então já viu como eu fiquei enrubescida ao ver tantos professores naquele auditório.


 


Eu nunca tinha visto Frank Longbottom; apenas sabia que Alice era sua esposa – ela tinha o mesmo sobrenome – e qu agora ela estava falando sobre o passeio que iria acontecer no dia seguinte. Olhei para os lados. Foi impressão minha, ou eu era a única animada com esse passeio?



Prestei atenção no que Alice dizia.


 


– Como a maioria de vocês já sabem, todo ano realizamos alguns passeios – ao meu lado, Sirius suspirou baixinho. – E, como sabem também, fazemos sorteio para saber qual dos dois professores irão acompanhar os alunos até o museu de História Natural.



Levantei a mão. Nossa, nostalgia me abateu agora; lembrei-me da época em que eu sempre levantava a mão para responder ou tirar dúvidas com o professores. Alice me olhou.


 


– Sim, Lily?


 


– É sempre para o museu? – indaguei e escutei risinhos em algum ponto atrás de mim. Não me virei para ver quem foi o engraçadinho. Isso já era normal.



– Não, os passeios são diversificados – respondeu ela. – Mais alguma dúvida?


 


– Não, senhora.


 


– Podemos começar o sorteio, então? – Alice olhou para todos e houve aquele burburinho de concordância ntre os professores. – Certo.



Alice se virou para a irmã de Potter e pegou uma urna, onde estaria os nossos nomes. Enquanto ela mexia a caixa, eu pensava: “Tomara que saia o meu nome, tomara que saia o meu nome...”. Quando Alice tirou o primeiro nome, meu coração disparou pela ansiedade.


 


Tomara que seja eu, tomara que seja eu, tomara...


 


– James Potter!



Olhei para trás, pela primeira vez, furiosa de verdade com o Potter. Como conseguira tal feito? Era para ser o meu nome! Ele encarou todos e suspirou, indo para o lado de Alice – a irmã dele. A outra Alice já estava mexendo a urna novamente e eu tentava controlar a minha respiração.


 


– Lílian Evans! – gritou ela e eu dei um gritinho de empolgação.



Fui para o lado de Potter com um sorriso nos lábios. Alice recomeçou a falar, mas eu não prestei atenção, pois Potter sussurrou em meu ouvido:


 


– Ainda quero suas mãos novamente, gata.


 


(…)



Quando o sol nasceu, eu já estava acordada. Afinal, eu tinha de me arrumar e arrumar a bagunça de Potter. Bati na porta – quase tire-a das dobradiças – do quarto de hóspedes ao passar pela quinta vez naquele corredor e desci novamente.


 


Ao chegar à cozinha, gritei. Olhamos para a porta da cozinha, onde Potter dizia:


 


– Acalme-se, Lil's, eu fiz karatê!



– É Evans, Potter – continuei a encará-lo enquanto ele ajeitava a camisa e o óculos, que estava torto. – E você esqueceu suas calças – reparei nas belas pernas torneadas dele.


 


Potter bufou, revirando os olhos.


 


– Eu tento salvá-la e ela me mandar ir vestir as calças... – E saiu de lá para se vestir direito.



Eu olhei para Lene, que ria silenciosamente. Rolei os olhos e fui pegar o café que ela havia preparado.


 


– Se fosse um ladrão de verdade, teria parado o assalto para rir da situação. – Disse minha amiga, ainda rindo.


 


– Você me deu um susto, Marlene – reclamei e ela deu de ombros. Revirei os olhos, mas logo me animei. – E como foi a entrevista?



– Foi ótima... agora só esperar a ligação – respondeu Lene feliz.


 


– Isso é bom! Algo me diz que você vai se dar bem nessa – sorri e ela ergueu uma das sobrancelhas, mas nada falou, pois Potter apareceu correndo na cozinha e roubando uma torrada do meu prato.


 


– Já viu a hora, dona Evans? – Ele parou para me encarar.



– Já viu a hora que você acordou, Potter? Eu já estou pronta – ele fez uma careta e eu balancei a cabeça. – Eu adoraria ficar, mas se eu não apressar essa coisa, nós nãos saímos daqui. – Lene tinha um sorriso nos lábios.


 


– Pode deixar que eu cuido bem da sua casa – respondeu ela e eu ri.


 


– Eu sei que sim – peguei as minhas coisas e gritei: – Vamos logo, James Potter! Você demora mais do que uma mulher!



Potter apareceu nas escadas e eu quase perdi o fôlego. Ele não usava aquele conjunto de moletom e sim uma calça jeans, sapato social, uma blusa azul social também e uma gravata; seus cabelos nunca seriam domados nem por gel.


 


– Eu tenho que ser mais lindo do que já sou, né, Evans – Potter desceu as escadas.



– Não sabia que você tinha outras roupas, além daquele moletom... achei que ele era sua segunda pele – provoquei para não dizer o quanto ele estava lindo.


 


– Tá aprendendo com seu novo amigo, Sirius Pulguento Black?


 


– Isso é ciúmes, Potter – ergui uma das sobrancelhas.



– E se for?


 


– Vamos logo, Potter. – Virei-me para a cozinha. – Tchau, Lene!


 


– Até mais tarde, ruiva! Tchau, cabeção... A propósito, bela cueca, Jamesito – nós a ouvimos rir da cozinha.


– Tem que ver o que tem por baixo dela.! É mais bonito ainda – gente, eu estava cercada por um energúmeno. – Tchau, Leninha! – estávamos na porta quando a ouvimos responder:


 


– Deixe para a minha amiga ver! E amei o apelido.



Puxei Potter para o carro antes que ele falasse mais alguma coisa estúpida. Ele dirigia rapidamente, pois tíanhamos de estar na escola antes do ônibus de excursão chegar. Alice já havia nos dado instruções de como funcionava os passeios e eu tinha gravado na memória tudo o que eu faria ara não perder ninguém de vista.


 


Quando chegamos, não demorou nem dez minutos e o ônibus estava virando a esquina. Eu e Potter nos olhamos aliviados. Pelo menos estávamos no horário.



Alice Potter nos viu na entrada, mas não veio falar com a gente e sim com o motorista. Eu sabia que ela desaprovava aquela união esquisita entre eu e o irmão dela. Para falar a verdade, até eu desaprovava. Mas vou fazer o quê se eu me apaixonei por um idiota e irmão dela?


 


Os alunos começaram a chegar às nove da manhã e, conforme eles entravam no ônibus eu fazia uma lista de chamada. Ao todo, eram quarenta alunos – não sabia que seriam tantos assim – e separei-os. Um grupo de vinte ficaria com o Potter e o outro grupo ficaria comigo.



Como sempre, Potter ignorou o que eu tentava lhe instruir e iniciou um coro com os alunos. Sabe aquelas músicas que se cantam enquanto estão em um ônibus à passeio? Pois é, os alunos adoravam aquilo e me incluíram na cantoria.


 


– James roubou pão na casa do João – entoaram as crianças. Potter riu.


 


– Quem, eu? – cantou ele.



– Tu, sim! – responderam as crianças no ritmo.


 


– Eu, não!


 


– Então quem foi?


 


Potter me lançou um olhar malicioso.



– Foi a Lily!


 


Por eu estar distraída, quase que eu o corrigi. Levantei o rosto e as crianças sorriram.


 


– A Lily roubou pão na casa do João!



Eu não tive outra opção a não ser responder e cantar junto com eles.


 


(…)


 


Finalmente chegamos ao museu. Eu sou uma pessoa muito esquisita; prefiro o silêncio do museu do que a cantoria do ônibus – mesmo que eu tenha me divertido um pouco. Só um pouco.



Pedi para Potter ir pegar nossos passes enquanto eu fazia a chamada e separava os alunos. Potter voltou alguns minutos depois, com dois crachás e os adesivos para os alunos, para identificá-los como estudantes. Olhei para ele e o vi colocar o crachá na blusa; nunca o vi tão bem vestido. Ele percebeu que eu o olhava e sorriu, piscando um olho. Revirei os olhos.


 


– Só quero o meu crachá, Potter.


 


Ele me deu o crachá e eu me virei para os alunos depois de colocar a identificação em minha blusa.



– Muito bem, turma. Como somos um grupo grande e há muito o que se ver, vamos nos separar. – Comecei. – Entregarei uma lista ao senhor Potter e ele chamará os nomes desta. Os nomes que ele chamar, deverá segui-lo, está bem?


 


Eles assentiram e eu entreguei uma folha para Potter, que a pegou a contra-gosto. O museu estava enchendo e eu estava empolgada. Amava ver as exposições e história de quem os havia feito.



Depois que Potter chamou os alunos, nós adentramos o museu. Era tão bonito! O teto era tão grande, que eu ficava perdida com sua ornamentação no próprio teto branco e vi que Potter me olhava de um jeito estranho... quase como admiração.


 


Afastei esse pensamento e pigarreei, olhando para todos ali presentes.


 


– Nos encontramos aqui às 13:00h. – Comuniquei e logo nos afastamos.



Enquanto nós andávamos, os alunos faziam perguntas e eu ficava mais do que lisonjeada em responder. Era gratificante saber que eles se interessavam pela minha matéria e que todos não achavam minhas explicações chatas. Toma essa, Potter!


 


Quando deu a hora de nos encontrarmos, eu fui para o nosso ponto de referência... e nada de Potter aparecer. O que aquele ser estava fazendo? Juto, nunca vi uma pessoa tão impontual como ele.



Depois do que pareceu meia hora, vi a figura desvairada de James Potter vindo em minha direção suspirei aliviada quanto este postou-se ao meu lado. Eu já ia começar a tagarelar novamente para dar novas instruções, quando eu vi acara de desespero de Potter. Franzi a esta e me inclinei em sua direção... eu já disse que o perfume dele é maravilhoso?


 


Balancei a cabeça e esperei que ele me dissesse o que estava acontecendo.



– Eu perdi... – Ele estava nervoso e parecia não conseguir completar a frase.


 


– O quê, Potter? Sua vergonha na cara? Isso você já perdeu há muito tempo – voltei a me concentrar nas crianças, mas suas mãos fortes agarraram meus ombros, me fazendo ficar de frente para ele.


 


E, então, ele me sacudiu.



– Eu perdi um...


 


– Para... de me... sacudir! – coloquei minhas mãos sobre as dele. – O que foi?


 


– Eu perdi um... aluno! – Ele finalmente tirou as mãos do meu ombro. Eu o encarei, boquiaberta.



– Você o QUÊ? – Eu gritei e um pequeno grupo de visitantes nos olhou. – Quem foi, Potter?


 


– Matt Valentim.


 


Como eu fui me apaixonar por um imbecil?! Precisei de alguns minutos para raciocinar; o que eu iria fazer?



– Ok, vamos fazer assim...


 


(…)


 


Depois que Potter deu um jeito de segurar o motorista do ônibus (não fazia ideia de como ele conseguira fazer tal feito), fomos à procura de Matt. Deus, como eu iria explicar para o pai dele? Todos sabiam que Florencio Valentim não era tão amigável assim. Se ele ficara daquele jeito taciturno ao perder a esposa, imagina quando soubesse que perdemos o seu filho em um museu gigante?



Potter e eu voltamos para dentro do museu para procurar Matt. Ele era tão idiota! Mas, ao olhá-lo, ele nunca parecera tão pálido e nervoso. Reprimi a vontade de apertar sua mão e voltei a prestar atenção a minha volta. Ok, para onde uma criança iria se se perdesse?


 


Eu e ele paramos no meio de um grupo de turistas; ambos tão perdidos quanto Matt. Potter colocou as mãos na cabeça, desesperado.



– Meu Deus, vou ser demitido! – Ele pareceu à beira de um colapso. Eu respirei fundo, tentando pensar.


 


Então uma luz se acendeu acima de minha cabeça – figurativamente falando.


 


– Não vai perder nada – garanti e o olhei. – Se eu fosse uma criança perdida bem na hora do almoço, onde iria morrendo de fome?



Ele me olhou com os olhos castanhos esverdeados brilhando. Deus, ele era tão lindo!


 


– À lanchonete! – exclamou Potter e eu assenti.



Nós dois corremos por entre as pessoas que pareciam surgir do nada. Viramos mais alguns corredores, empurrando quem quer que entrasse em nosso caminho, até que chegamos à lanchonete. Também estava cheia; parecíamos que estávamos em sincronia, pois respiramos ao mesmo tempo. Afastei aquele pensamento da cabeça.


 


Olhamos para a lanchonete lotada e nada de avistar Matt. Meu coração já estava batendo contra as minhas costelas.


 


– Já sei – disse Potter, atraindo minha atenção. – Eu vou te colocar nos meus ombros e você terá uma visão melhor e, então, o acharemos – e bateu palmas.



– Esse foi o plano mais... idiota que eu já ouvi – balancei a cabeça e olhei para a direita, para um dos quiosques, onde vendia comida italiana. E lá, sentado no banco, eu garoto comia um pedaço de pizza. – ACHEI!


 


Potter levou um susto e olhou para direção que eu apontava. Nos olhamos antes de desembestarmos pela lanchonete, passando pelos famintos e chegando onde Matt Valentim estava, mais rápido do que era possível. Acho que era o desespero.


Matt nos olhou com inocência e eu fechei os olhos, aliviava. Quando eu os abri, vi que Potter segurava o garoto no colo, enterrando o rosto nos cabelos de Matt, que me olhava assustado. Sério, eu nunca vi James Potter agindo como um... pai. Cada vez mais Potter me surpreendia. Ele o colocou no chão e olhou de forma dura.


 


– Nunca, jamis, faça isso de novo, Matt Valentim – ralhou Potter; ele não se parecia com um professor. – Não sabe o quanto eu fiquei preocupado.


 


– O senhor falou que íamos lanchar... só vim aqui primiero – justificou Matt olhando para Potter e depois para mim, como se quisesse que nós acreditássemos.



Depois de olhar feio para Potter, abaixei-me para ficar a sua altura e passei as mãos em seus cabelos.


 


– Eu sei, querido. Mas isso nos deixou preocupados... a culpa é do Potter – falei. – Tem que prestar atenção aonde nós vamos, entendeu? – Ele assentiu. – Só não faça mais isso.



– Tudo bem – disse Matt.


 


Nós voltamos para o ônibus e, quando Matt entrou no veículo, Potter me olhou.


 


– Sério, se isso aconteceu novamente, não há cueca que aguente.


Eu tive que rir. Mas só porque eu estava aliviada por ter encontrado Matt e, talvez, porque tenha sido realmente engraçado.

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Lana Sodré: Ah, agora a culpa é minha? Você está fazendo pior, ok? Cadê TS? Cadê 3CPA? Hein, hein? Até hoje não vi a cor das letras das fanfics u.u Sou foca nas pegadinhas, não é? Cara, amo isso. Um dia eu dei feijão para a minha irmã, fingindo que era brigadeiro. Mas e o meu frágil coração? Você não se importa? Dorquitas vai ARRASAR nessa fic hahaha. Ela é louca, não se deixe enganar por essa pose de duroa, não YGSAYGSDUY. Até que eu não perco muitas coisas não... mas detesto quando a pessoa fica com as minhas coisas e diz que perdeu ¬¬ vontade de socar :) Que bom que gostou, Lana. Fico muito feliz! E obrigada por comentar, hermosa *--*


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 

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Comentários: 1

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Enviado por Lana Silva em 20/07/2013

KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK Tu (como diria minha prima, afinal eu raramente uso o 'tu' - é maléfica... TS virá... 3CPA virá... E não fuja do assunto. Estamos falando de TB e da pegadinha da senhorita! Eu teria um troço com isso KKKKKKKKKKKKKKK Brigadeiro é brigadeiro...  Dorcas é louca até quando não é louca \o/ isso é maravilhoso... As vezes eu me identifico com a Dorquinhas *-* Ahhh minha filha eu perco as coisas que é uma beleza... O pior é que outro dia achei que tinha perdido meu chaveiro da Ariel e foi minha prima que viu na casa dela e resolveu usar... Vê se pode isso ? Meu chaveiro da ARIEL! Eu em... Eu adorei o capitulo, primeiro lugar teve essa excursão que me fez rir horrores, depois James super carinhoso com o Matt que é um fofo e a Lily mais caidinha por ele que nunca... E é claro essa coisa de Sirius e Lily virando AMIGOS! Só amigos *-* Amei \o/ Necessito de mais *-*

Beijoos! 

Nota: 5

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