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33. MINHA PEQUENA IRMÃ


Fic: AVENTURAS EM HOGWARTS- Rony e Mione- Cap 59 e 60 ATUALIZADA!


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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33
Minha pequena irmã

A grande chance chegou no dia seguinte. Um roteiro de passeios pela cidadezinha, que incluía conhecer O Jardim. Era meio da tarde quando atravessaram uma pequena ponte entre a estrada e a entrada do jardim e surpreenderam-se com os campos e prados. Inúmeras plantas, flores exóticas, pássaros e outros.
Obviamente encantado o jardim expandia-se além dos olhos encantados de todos os alunos.
Como previsto, Gina sumiu com Harry assim que chegara. Hermione e Luna trocaram olhares significativos entre elas. Era hora de separarem-se.
Mas não foi preciso nenhum plano elaborado, porque para sua surpresa completa, Rony a levou até uma ruela atrás do parque Dos Jardins. O coração de Hermione acelerado e prestes a sair pela boca. Ansiosa.
-Rony! O que você tem pra falar que não pode ser na frente dos outros?
Corada não apenas pela corrida até ali, Hermione apoiou-se contra a parede sólida de uma casinha vermelha que se destacava entre todas as árvores e plantas. Provavelmente a residência do caseiro do lugar.
-Eu não queria que Gina ou Harry ouvisse. Muito menos a avuada da Luna! – olhou para os lados – É um assunto delicado.
-Pode falar, estou ouvindo. – sua voz era mais doce que o pretendido.
Rony parecia dividido entre a vontade de falar e a duvida se valia a pena. Por fim, optou por desabafar.
-É algo que venho pensando a bastante tempo, desde que sai da Ala Hospitalar. Sei que deveria Ter falado logo que cheguei a essa conclusão, mas tive medo de ser apenas bobagem da minha cabeça. Mas acho que se tem alguém que pode entender, nem que seja para dizer que sou um idiota, esse alguém é você.
-Você sempre poderá falar comigo sobre tudo, Rony! Vamos, diga.
Suas mãos tremiam. Finalmente, pensou, sorrindo. Um sorriso meio bobo que Rony não notou. Estava compenetrado demais em clarear seus pensamentos.
-Conversei com prof.Minerva, quando vocês estavam almoçando, logo depois que me recuperei.
Mione franziu as sobrancelhas, sem compreender onde isso se encaixava com a confissão que ele deveria estar fazendo ali, sozinho com ela, entre as árvores, no meio daquele cheiro de flores e cantar dos passarinhos...
-Eu precisava saber mais sobre esses poderes, Hermione. Todos me disseram para não me preocupar que estava tudo bem. Mas se eles existem, é para alguma coisa, não é? Tem uma razão, e se é assim, como pode estar tudo bem? – Hermione abriu a boca para argumentar, mas ele não deixou – Apenas escute, Mione. Sou sempre eu quem escuta, mas dessa vez, quero falar. Mesmo que não seja importante.
Hermione pretendia critica-lo por essa observação. Todos sempre quiseram ouvir o que ele dizia, mas muitas vezes sua baixa auto-estima o impedia de manifestar-se. Mas optou por entrar nesse assunto outra hora.
-Segundo prof.Minerva, há quinze anos atrás, quando Voldemort pretendia exterminar toda a raça dos Potter que ainda vivia, ou seja, Lílian, Tiago e Harry, ele envolveu-se tamanhamente com essa meta, que relegou seu segundo segredo aos cuidados de seu servo, Nagine, sua cobra. Esse segredo, era um elixir da vida eterna que roubou de um alquimista morto por ele Ellur Ttrevor. Ellus embora fosse jovem, com apenas vinte e sete anos na época, era de uma rara inteligência e dominava a ciência trouxa e a usava para suas bruxarias. Esse elixir foi entregue aos cuidados de Nagine, onde se alguém se aproximasse ela mataria sem dó ou piedade. Então Voldemort atacou Harry e ele o derrotou. Mesmo sem forças ele ainda poderia ser imortal. E um corpo seria questão de tempo para alguém que possuía a eternidade. Mas, quando procurou seu leal servo teve uma surpresa nada agradável para ele naquele momento. – Rony afastou-se alguns passos olhando para a paisagem. Estava bastante sério. Hermione não quis interrompe-lo, mesmo porque ela própria não conhecia essa história. – Nagine poderia defender o elixir contra qualquer pessoa que tentasse rouba-lo. Mas não contra quem foi enviado para apossar-se dele.
-A Fênix de Dumbledore?
-Ela mesma. – Virou-se para ela novamente – Ambos eram iguais em instinto e sentidos. Seria impossível para Nagine prever seus movimentos ou conseguir vence-lo. Mesmo feriada, a Fênix voou para longe. Mas sabendo que talvez não pudesse cumprir sua missão antes de morrer, e sabendo da importância do elixir, e seguindo ordens expressas de seu dono, voou sobre as terras mais longínquas que pode e lançou-o sobre a terra firme, para que de alguma maneira ele pudesse sobreviver, mesmo que em outra essência, seja planta ou animal, pois seu poder era tamanho que geraria magia onde quer que pousasse. O que Dumbledore nunca soube, assim como ninguém é onde exatamente a Fênix lançou-o. ou não sabiam, até Heldor reconhecer em você parte desse elixir. Uma espécie de mutação, assim como em mim. Duas partes de um todo. – passou a mão pelo cabelo e a fitou exasperado – Ninguém parece realmente se importar com as duas partes que faltam, Hermione. Mas eu sei que se a encontrarmos, podemos ter uma chance maior contra Voldemort. Não é justo que essa responsabilidade recaia apenas sobre Harry! Um garoto contra a arte das trevas. E mesmo que possamos ajuda-lo, ainda assim, falta a segurança de ter os quatro poderes. Eu afasto as trevas, você a domina. E o resto?
-Eu não sei, rony. Pensei muito sobre isso também. – revelou. – Heldor partiu em uma missão. Ele disse que tentaria encontrar as respostas que falta para esse enigma. E não sei o que pode ser feito além de esperar sua volta. Mas se houver algo...eu farei!
-Eu acho que sei onde esta uma terceira parte. – ele quase sussurrou.
-Sabe? – Rony baixou a cabeça e Hermione segurou seu braço, para dar-lhe coragem.
-É difícil, Hermione. Se eu estiver certo, essa pessoa correra um perigo ainda maior que todos os outros. Não quero que tenha essa responsabilidade.
-Quem Rony? É importante que saibamos.
Ele a olhou fundo nos olhos, como se não quisesse realmente contar aquilo.
-Prof.Minerva disse que o elixir só poderia criar algo novo, uma vez dividido em partes. Só poderia misturar-se a almas novas. Crianças até um ano. Se minhas contas estão certas...- engoliu em cedo – Eu tinha onze meses quando os pais de Harry morreram. Ele dez meses e você, Hermione, a mesma idade, não era?
-Sim... O que isso quer dizer, Rony?
-O elixir caiu sobre minha casa, a Toca. Eu tinha onze meses e minha mãe...estava grávida. Da Gina.
Hermione demorou a entender. Então levou a mão a boca e seus olhos encheram-se de lágrimas.
-Não. A Gina não...
-entende o que estou sentindo? Ela é muito nova, Hermione. Inocente demais para carregar isso. Ela precisa estudar, casar e ter filhos. Cuidar da carreira dela. Se alguém tiver que morrer nessa luta que seja eu, ou o Harry. Mas não ela.
Com um nó na garganta, notando que ele também omitira seu nome, aproximou-se e num gesto bem contrário ao que normalmente aconteceria, abraçou-o pelo pescoço bem apertado, lágrimas correndo de seus olhos e molhando seu pescoço. Meio sem jeito, Rony retribuiu o abraço.
-Ninguém vai morrer...Vou falar com Heldor quando ele voltar e...vamos achar um jeito de tudo dar certo...eu sei que vamos...
ele não respondeu. Sentia-se confortado. Uma sensação gostosa de estar em casa mas ao mesmo tempo lhe provocava arrepios pelo corpo e deixava seu coração acelerado.

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