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18. ENTRE OS REIS E OS IMPÉRIOS


Fic: HARRY POTTER E A ARENA DAS ALMAS PERDIDAS - FINALIZADA!


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Uma salva de palmas percorreu os campos e assim que Dumbledore extendeu sua mão todos se calaram novamente.
_O Torneio do Olheiro como todos vocês devem saber, será ao decorrer do ano realizado em quatro, quatro extremas e grandiosas tarefas muito bem estudadas e trabalhadas. Cada escola participante teria o direito de escolher até quatro campeões, cada uma para uma das tarefas, como fui informado, somente Hogwarts optou por essa opção, então teremos ao todo sete campeões.
Para abrirmos oficialmente o Torneio do Olheiro peço neste momento que todos fiquem de pé para o hino do Instituto Educacional Bounstouns.
No momento seguinte todos se puseram de pé e uns vinte alunos deixaram a tenda de Bounstouns formando uma meia lua em meio ao piso de mármore e juntos chegando a um coral para a canção do hino.

Tigre à espreita, pele listrada
Olhos brilham de terror na noite
Òdio e amor, emoção igualada
Quem poderia domar seu coração selvagem?
Só mesmo a Instituição Educacional Bounstouns!

Uma surra de palmas saudou o hino enquanto que Laverne de Wenlock diante dos olhares trocados de todos disse.
_BRAVO! MAGNIFICO!
Mais olhares foram trocados enquanto os alunos de Bounstouns deixavam o centro do piso e voltavam para a tenda de sua escola.
_É ridiculo – Harry falou para Rony e Hermione que sorriram em consenso.

_Peço ainda mais palmas para o selecionado de Bounstouns, o Sr.L.P Chasez!
Bem ao canto esquerdo, na primeira fileira de alunos um rapaz que aparentava ter mais que dezoito anos se levantou, trajava veste negras e tinha um brasão dourado na altura do peito, tinha olhos negros e seu cabelo era um moicano muito baixo, quase inperceptivel, aonde na ponta da testa havia um topete.
L.P Chasez ao lado de Tolkien e Lynch Quigley Ivanova iria ao longo do ano com toda a certeza disputar as garotas de todas as escolas que pareciam babar somente ao olhá-los.
_Tá vendo a melação Harry – Rony falou mostrando com uma das suas mãos as garotas de Beauxbatons que olhavam para L.P e enquanto davam risadinhas comentavam com as colegas ao lado. - Não quero nem ver quando estivermos chegando perto do baile, elas vão fazer fila...
Assim que se L.P sentou novamente Dumbledore voltou a palavra.
_Muito bem! Muito bem! Agora ouviremos o excelente hino da Acadêmia de Beauxbatons!
As mesmas garotas sairam em uma coreografia da tenda de Beauxbatons e Harry pode ver liderando as garotas Fleur Delacour que parecia mais bonita que nunca.
Logo que elas formaram uma meia-lua iniciaram o hino.

Os guerreiros alcançaram o apogeu
de sua perfeição durante a renascença
O trabalho de coração puro só eram
disponiveis aos mais importantes membros
das grandes vitórias, muito sangue inocente
em nossas mãos escorreu, porém nem todos nobres!

No momento seguinte várias palmas bastante fortes surgiram e o rosto satisfeito de Madame Maxime ficou vizivel à todos.
_Bravo! Bravo! - ela parabenizava batendo palmas enquanto todos já haviam parado.
_Para campeã de Beauxbatons, Catherine Leblanc!
Uma bela garota de cabelos flamejantes lisos, pele clara como as nuvens, brilhantes olhos azuis e corpo fantástico se pôs de pé e uma onda de assovios vindo principalmente dos rapazes de Durmstrang a fez se envergonhar e parecendo ofendida se acomodar novamente.
_Ainda temos como escola concorrente a prestigiosa Agatston, com vocês o hino!
Cinco garotos e cinco garotas de vestes negras e vermelhas foram até o centro do piso de mármore e com suas varinhas fizeram um círculo de fogo ganhando vários ´´oooooh`` de todos, assim que adentraram a figura circular suas vozes em um coro realmente bonito mostrou o hino à todos.

Das florestas mais distantes
Das montanhas mais altas
Das regras mais rigidas
Alunos de mente sábia e consciência gelada
Os maiores bruxos formaram
Fugindo das guerras e ganhando os impérios
Agatston se faz!

O círculo de fogo se desfez e sob uma surra de palmas que demorou a se fortalecer Dumbledore se adiantou antes que os cochichos dominassem a situação ao invés dos aplausos.
_Realmente bom! Como campeã de Agatston teremos em nosso torneio, Anne Karkonicova!
Uma garota de estatura média, cabelos loiros lisos, olhos verdes claros e corpo coberto por casacos de pele se pôs de pé e fez uma reverência ganhando muitos, mas muitos mais assovios que Catherine Leblanc.
_Essa dai hein Harry! - Rony com um olhar que já dizia tudo falou para Harry que sorriu e concordando plenamente balançou sua cabeça em sinal positivo.
_Ainda este ano, para fecharmos as escolas selecionadas para o Torneio teremos a maior Delegação Búlgara da atualidade, falo de Durmstrang!
Vários rapazes de casacos se adiantaram em frente a tenda de Durmstrang e sob o olhar de todos, iniciou um coro forte e alto.

O triunfo dos homens perante o medo
Liberando a glória do homem contra a natureza
Experimentando a emoção.
Sentindo o medo. Trazendo o calor
das grandes planícies guerreiras para dentro de sua mente,
para dentro de seu coração!

Uma tempestade de aplausos carregou o ar no mesmo instante que dois fogos dourados de artificio cruzaram o ar e formaram BOUNSTOUNS com o símbolo da escola ao fundo.
Em seguida foram dois vermelhos e AGATSTON se fez.
Ainda sob as palmas, mais dois fogos, dessa vez azuis, tomaram o lugar antes vermelho e formaram DURMSTRANG em meio a um dragão que rugia. Por último quatro jatos, um amarelo, um vermelho, um verde e um azul cobriram a maior parte do céu e foram se transformando em um leão, texugo, serpente e águia fechando todos seguidamente em HOGWARTS.
Sob mais aplausos fortalecidos, uns vinte jatos para a surpresa de todos riscou o ar e formaram ´´SEJAM BEM VINDOS AO TORNEIO DO OLHEIRO MÁGICO``.
Os fogos foram se dissipando enquanto iam se transformando nos símbolos das escolas e mostrando o céu negro, sumiram.
_Magnifico! - Lorde Blade exclamava.
_Que bonito... - Madame Maxime com os olhos brilhando falou.

_Agora meus companheiros – Dumbledore disse usando o feitiço sonorus. - Entremos para festejar!

_Que bom, estou morrendo de fome. - Rony com sua habitual fome avassaladora comentou enquanto ele, Harry e Hermione rumavam em meio aos alunos de Grifinória para o salão principal.
Assim que todos chegaram, os fantasmas fizeram suas reverências e dois ao fundo com varinhas projetaram um grande e brilhante cartaz feito com uma espécie de chuva prateada aonde podia-se ler em vermelho ´´Sejam bem vindos Beauxbatons, Agatston, Durmstrang e Bounstouns``
As árvores de natal para os alunos de Agatston pareciam motivo de delirio, enquanto que as chamas na lareira flamejavam, os castiçais polidos deixaram um animado Laverne de Wenlock maravilhado.
_Estes castiçais vitorianos foram feitos das mais puras pratas bolivianas e estão entre os mais finos exemplos de luminárias já conhecidas. Inacreditavelmente essas belíssimas peças foram encontradas intactas em 1870 e hoje são uma verdadeira raridade em nosso mundo...
_Acho que ele gosta de castiçais – Harry disse à Rony enquanto que a Profa.Sprout dizia a Laverne de Wenlock aonde se acomodar.
Os alunos de todas as escolas juntamente com os de Hogwarts assumiram as mesas das casas em que estariam convivendo ao longo do ano e Dumbledore atrás das mesa dos professores tomou a palavra novamente.
_Primeiramente peço que o Sr.Flich vá buscar o troféu do Torneio do Olheiro e assim poderei lhes mostrar os campeões de Hogwarts...
O estômago de Harry gelou, sem querer pode trocar um olhar rápido com Mirella Delagnha na mesa de Corvinal que parecia muito mais nervosa que ele.
Filch deixou o salão e Dumbledore em um sorriso prosseguiu.
_Como ainda não cantamos nosso hino, chamo os fantasmas de meu castelo que tanto nos marcam história para realizarem essa tarefa.

Vários fantasmas sobrevoaram até o topo do teto do salão e formaram uma lua cheia aonde começaram a cantar.

Dos mais fiéis guerreiros
Dos mais fortes bruxos
os sedentos por fortes emoções
Hogwarts é o seu lar,
Preencha nossas cabeças vazias
com algo que nos faça perder tempo
complete nossa vida, dome
nossos corações abalados e
faça com que nossas
cabeças explodam de tanto estudar!

No instante seguinte, Madame Norberta, que era a fantasma residente de Corvinal, saiu de dentro da lua cheia e voou até a chuva de prata que os fantasmas havia feito e com um toque de sua varinha cinco ampulhetas se projetaram, uma para cada escola.
Os fantasmas soltaram uma espécie de pó sob as mesas e e elas se preencheram de pratos deliciosos.
_Comida! - Rony exclamou em tom bobo olhando para os pratos como se nunca tivesse visto comida.
Todos se serviram ao longo de uma hora e meia e assim que todos haviam acabado Filch trouxera o velho banquinho que sempre era usado para a seleção dos alunos novos no inicio do ano e sob ele algo escondido por um véu branco com estrelas douradas.
_Aquelas quatro ampulhetas... - Dumbledore falou e extendendo suas mãos fez com que os pratos sumissem das mesas. - Lhes diram a pontuação de cada escola ao longo do ano.
Antes que minha fraca memória me deixe esquecer, irei antes de lhes mostrar a taça do Torneio, os quatro campeões de Hogwarts...para a nossa primeira tarefa teremos o campeão da casa de Sonserina, falo de Richard Flint!
O aluno de Sonserina, primo do capitão do time da casa, Marcos Flint, se pôs de pé e sob gritinhos finos das garotas de Agatston se sentou novamente enquanto ainda abanava a mão em cumprimento.
_Em nossa segunda tarefa teremos a campeã de Corvinal, Mirella Delagnha!
Mirella trocou um novo olhar com Harry e ficou de pé ganhando assovios dos garotos de todas as casas e escolas.
_Interessante... - Dumbledore em voz falou sorrindo. - Para terceira tarefa, campeão de Lufa-Lufa e irmão da jogadora do time internacional da Búlgaria, Ivanova, Lynch Quigley!
A mesa de Lufa-Lufa explodiu em palmas porém mesmo assim foi abafada pelas de Beauxbatons que pareciam aquela noite particularmente animadas com os campeões.
_E nossa quarta tarefa e naturalmente nada menos importante, Harry Potter!
Não houve palmas com excessão dos alunos de Hogwarts, todos pareciam muito aparvalhados para baterem palmas, somente a idéia de ter alguém de fama tão grandiosa participando do torneio já era motivo de espanto.
_Bom... - Dumbledore um pouco sem jeito de ver a má recepção de Harry disse. - A taça do Torneio do Olheiro, o prêmio ao lado de dois mil galeões e excelentes cargos no ministério, ai estão senhoras e senhores...
Dumbledore com sua varinha fez um movimento longo e o véu se tornou invisivel mostrando a todos uma grande taça de vidro com uma espécie de água que mudava de cor correndo por dentro de duas fênix quase que fusionadas aonde ao centro havia uma esfera com uma chama azul que em intervalos de tempo preenchia com o fogo toda a estátua, deixando-a completamente azulada e brilhante.
Os cochichos dominaram o salão, os olhares fitados na taça pareciam que jamais seriam desviados.
_A chama... - Dumbledore falou. - Foi retirada do Cálice de Fogo e permanecera na taça por toda a eternidade, porém, se em algum caso a chama se apagar, será um sinal mágico para que as trevas vem se aproximando, isto porque a chama do cálice somente se ascende de cem em cem anos ou quando invocada com grande poder do bem, algo que tive a felicidade de conseguir durante esta tarde.
Ao calar da noite, a chama do cálice de fogo se apagara, mas a da taça, somente se as trevas finalmente estiverem prontas para lutar, esse será o nosso sinal...
Ninguém nem ao menos comentava, somente olhavam da taça para Dumbledore estupefatos com a revelação.

_Deverei me retirar neste momento pois tenho alguns assuntos muito importantes para resolver, fiquem a vontade, tenho certeza de que meus monitores teram o imenso prazer de mostrar aos que quiserem as dependências do castelo, uma boa noite a todos.
Dumbledore deixou a mesa dos professores no mesmo momento que Minerva vinha se dirigindo pela mesa de Grifinória rumo a Harry.
_Sr.Potter – ela disse dando um aceno rápido para uns garotos de Agatston que estavam mais a ponta da mesa.
Harry se levantou pronto para deixar o salão quando a professora o alcançou.
_Potter!
Harry se virou e foi rumo a ela. Hermione e Rony aguardaram.
_Pode falar professora.
_O Prof.Dumbledore o aguarda em seu gabinete, disse que não deve se demorar pois terão uma longa noite...
Hermione olhou de Harry para Rony e se adiantando até Minerva indagou.
_Ele não disse do que se tratava professora?
_Infelizmente Srta.Granger, ele me pareceu apressado demais para se detalhar e receio dizer que Potter deve ir sozinho...
Rony e Hermione se entreolharam e acenando para Harry deixaram o salão.
Harry seguiu sozinho para o gabinete do diretor na esperança de encontrá-lo no meio do caminho para saber o mais rápido o possivel o assunto da conversa. O fato de ter dito que teriam uma longa noite não lhe parecia algo bom.
_Pensativo Harry? - uma voz lhe perguntou assim que a escada lhe deixou no sétimo andar.
Harry se virou e ficou defronte ao diretor que através de seus oclinhos meia-lua olhava para tudo com atenção.
_Imagino que esteja pensante, venha comigo, hoje penso que seremos surpresos com algumas revelações, logo entendera...venha, venha...
Dumbledore passou sua mão sob o ombro de Harry e os dois juntos seguiram para a gárgula de pedra em silêncio.
Somente quando estavam subindo a escada circular para o gabinete que Harry não soube aguentar a ansiedade e indagou.
_Professor, o que o senhor quis dizer com teremos uma noite longa?
_Longa Harry – Dumbledore disse em um tom de voz muito alto e forte, como se propositalmente quisesse que alguém o ouvisse.
_O senhor está bem?
_Não sei Harry, estou um pouco surpreso devo admitir.
_Surpreso? - Harry repetiu. - Com o que?
_Logo sabera Harry, entremos primeiro...
Dumbledore com sua varinha em mãos fez um movimento simples e a porta de carvalho se abriu revelando o escuro escritório somente iluminado por um feixe de luz que vinha um pouco ofuscado pelas altas janelas do cômodo.
O diretor fez novamente um movimento e a lareira se irrompeu em chamas iluminando com perfeição o cômodo frio.
_Sente-se Harry, lhe direi o necessário e partiremos...
Harry olhou para Dumbledore e enquanto via o bruxo se sentar perguntou, pensando que não ouvira bem.
_Partiremos?
_Ah sim, partiremos, para eu lhe mostrar algo...sente-se e entendera tudo...
Harry se sentou e Dumbledore o olhando retirou seus óculos colocando-os sob sua mesa.
_Esta noite, antes de partir para os terrenos, recebi resultados de uma busca que venho fazendo desde o final do ano passado, uma busca que acho que seria necessária a você, que merecia antes de lutarmos esta noite...fiquei feliz que os resultados tenham chegado no momento certo...
_Busca, luta, lutaremos, que busca? - Harry o interrompeu não sabendo o que perguntar primeiro.
_Estive a procura das lápides de seus pais Harry e partiremos para vê-las esta noite...
O estômago de Harry congelou, ver as lápides de seus pais não era uma noticia que esperava receber de uma hora para outra como naquele momento.
_Você está bem Harry? - Dumbledore vendo que Harry palidara o perguntou.
_S...sim, acho...
_Já tinha a certeza de que reagiria dessa forma, mas pensei que gostaria...
_Não! - Harry exclamou em voz alta do nada. - Eu gostei, gostei, mas não sei se esperava...
_Desde que você viu seus pais no cemitério de Little Hangleton vem se sentindo muito sensível sobre esse assunto Harry, mas penso que será necessário...
_Necessário – Harry repetiu em voz baixa. - Mas porque?
Dumbledore se aproximou de sua mesa e após pensar um pouco respondeu.
_Está noite Harry, eu e você infiltraremos a área do exército de Lorde Voldemort e a destruiremos...
Harry se pôs de pé e recuando alguns passos encarou Dumbledore com imediata surpresa, seu coração acelerado com a noticia.
_Infil...o que, mas, o exército, professor, o que o senhor quer dizer com isso?
Dumbledore elevou sua mão até apoiar seu cotovelo sob as mesas e apontando para o anel de Voldemort em sua mão respondeu.
_Primeiro, devo saber se você se lembra quando lhe disse há pouco tempo lá fora que venho usando o anel para evitar algumas atitudes de Voldemort e que atualmente, evitei duas...
Harry ainda de pé balançou sua cabeça positivamente.
_Pois bem, a primeira atitude que impedi foi que ele conseguisse levar os gigantes para seu lado, a segunda atitude foi que ele não desse jamais anéis a mais nenhum fiel comensal...
_Há nenhum, como o senhor poderia tê-lo impedido?
Dumbledore se pôs de pé e se dirigiu até um armário preso com três encantamentos diferentes retirando no minuto seguinte o Cálice de Fogo que flamejou em chamas azuis dançantes.
O diretor apagou com um estralar de dedos a lareira e a escuridão se fez novamente.
Os olhos do bruxo foram iluminados pelas chamas azuis e após colocar o cálice sob sua mesa, enunciou um encantamento inaudivel e balançou a varinha com os olhos fechados.
De dentro do cálice surgiu um pequeno embrulho como o qual fora feito para guardar a pedra filosofal.
_Aqui Harry – Dumbledore disse apanhando o embrulho – Há os únicos anéis fora os já dados por Voldemort em todo o mundo, além dos cartoze comensais presenteados, ninguém jamais será. Estão guardados pela maior magia já feita, como disse no salão, a chama do cálice se apagara no calar da noite e somente daqui cem anos se ascendera novamente, podendo somente nessa única vez alguém possuir estes anéis...eles estarão guardados pelos próximos cem anos...
Dumbledore jogou o embrulho nas chamas que rapidamente se tornaram vermelhas e guardando o cálice novamente olhou o objeto como se fosse a última vez a vê-lo.
_Devemos ir ver as lápides Harry, receio que o exército de Voldemort esteja crescendo de forma muito rápida, não conseguiremos chegar a tempo de impedi-lo na sua última tentativa, devemos partir...
_Mas como destruiremos o exército, o senhor pode ser o bruxo que é, mas mesmo assim...
Harry parou de falar, não queria chegar a ofender Dumbledore que naquela escuridão já nem mais o via.
_O orvalho de Midna Harry – o diretor em um sussurro disse. - Na conversa com o Prof.Lupin, ele lhe explicou os poderes do orvalho de Midna e tenho certeza de que é através desse orvalho tão sagrado que o exército de Voldemort é sustentado...
_Mas mesmo assim, o que faremos?
_ESTÁ CLARO! - Dumbledore bradou assustando a Harry e com um feixe de chamas a lareira novamente se ascendeu, porém não por completo, dando um ar de penumbra ao cômodo. - Roubaremos o orvalho, tiraremos o poder do exército...
_E porque não destruimos?
_Vejo que não se lembra muito da conversa Harry, devo lembrá-lo que a lenda de Midna é algo sagrado que jamais poderia ser destruido, somente o roubaremos e o entregarei à Aragone Midna, a única sobrevivente da familia Midna que poderia colocar o orvalho de volta com um encantamento que nem mesmo Voldemort poderia desfazer...
Harry olhou de esguelha para Fawkes e ao ouvir um pio triste da ave disse.
_Então teremos de roubar o orvalho e dá-lo a essa bruxa, assim acabaremos com o exército de Voldemort? È isso?
_Nada é eterno Harry, Voldemort tem meios de manter seu exército, porém nenhum chegaria a majestade de Midna, teria um exército extremamente enfraquecido perto do que vejo hoje...
_Então devemos sim partir professor.
_Realmente o que esperava Harry, sim, partiremos...
Dumbledore apanhou um livro muito surrado sob sua mesa e dando um toque com sua varinha murmurou.
_Portus!
O livro brilhou demonstrando que se tornara uma chave do portal.
_Quando disser três o tocaremos Harry...
Harry se aproximou da mesa e ao lado de Dumbledore o esperou contar.
_Um...dois...TRÊS!
Harry levou sua mão ao livro e fechou seus olhos, seu corpo foi puxado em um solavando doloroso e quando percebeu após muitas voltas caiu em um campo que se perdia na escuridão. Muitas árvores secas estavam cobertas de neve e as paredes de pedra encardidas, o portão de entrada enferrujado e muitas folhas voando com o vento. Não havia nada no local além de uma rua que ligava a uma cidade cheia de luzes amarelinhas muito distante, quase impossivel de ser vista.
_É aqui Harry.
Dumbledore com sua varinha abriu o portão de ferro com um rugido ensurdecedor que ele pouco se importou e adentrou o cemitério.
Harry seguiu logo atrás, as lápides se perdiam nas montanhas brancas, o terreno com um gramado ralo tinha muitas flores e folhas secas que estavam sendo levadas pela forte corrente de ar.
_Logo chegaremos Harry – Dumbledore lhe disse prosseguindo com agilidade.
Assim que passou por uma série de lápides muito altas parou e se virou para duas também altas, com uma estátua de anjo ao meio, na ponta das asas, estavam os nomes Lilian Potter e Tiago Potter.
Harry parou olhando para a estátua de anjo e passando suas mãos pelos nomes dos seus pais sentiu como se eles pudessem logo estar de volta, como se fosse somente uma questão de tempo.
Sentindo-se gelado olhou para o chão e viu um buquê de flores muito murchas com um cartão acima, muito bem pregado.
Harry apanhou a carta e olhando para a estátua de anjo mais uma vez observou a letra, uma letra que reconhecia.

Por Potter e mim minha irmã deixo-lhes este buquê em nome dele, sinto dizer que penso que jamais poderá vê-los, com muitas saudades, me despeço.
Petúnia

Harry releu o último nome várias vezes e antes mesmo que pudesse perguntar a Dumbledore, ele já o respondeu.
_Sim Harry, ela vem vindo aqui regularmente...
_Então quer dizer que a cidade lá embaixo é...é...
_Surrey, correto, é a cidade de Surrey.
Harry releu a carta novamente e colocando-a de volta no buquê olhou para os lados na busca há flores, sem muita demora se desanimou, jamais conseguiria achar uma flor viva em meio a tantas mortas.
_Aqui Harry – Dumbledore murmurou e assim que Harry se virou o bruxo lhe extendeu um belo e grandioso buquê.
_Não professor... - Harry negou apanhando somente duas rosas das muitas. - Foi com magia que meus pais morreram e trazer-lhes flores vindas da mesma natureza não seria certo...o senhor pode ver que todas as flores estão voando dos túmulos, mas a enviada por tia Petúnia não, porque são flores diferentes...
Harry pegou as duas rosas que havia apanhado do buquê e olhando para os nomes de seu pai e sua mãe na estátua de anjo soltou as rosas e o ar as levou para o infinito.
_Eu vou voltar e tenho certeza de que quando fizer, essas rosas também o faram, me esperem, eu voltarei.
_Tenho certeza de que voltara Harry, tenho certeza – Dumbledore lhe disse. - Agora devemos ir, teremos de fazer muitas coisas...
Harry deu uma última olhada para os nomes de seus pais e seguiu Dumbledore pelo cemitério gélido, pode ver com muita dificuldade duas rosas vermelhas sumirem rumo a cidade de luzinhas amarelas.
_ALVO! AQUI, DUMBLEDORE!
Harry e Dumbledore ouviram a voz vir da entrada do cemitério e sem se olharem sairam a correr.
_VENHAM LOGO!
Assim que passaram pelos portões enferrujados encontraram Lupin procurando-os.
_O que houve Remo? - Dumbledore lhe perguntou apressado.
Lupin respirou fundo e com um corte fundo no rosto disse, um pouco ofegante.
_Hogwarts...
_O que tem Hogwarts?! - Dumbledore lhe indagou alteando sua voz.
_Invadida, dominada pelos comensais, Hogwarts está em guerra, em guerra!
Dumbledore apanhou as mãos de Harry e Lupin e tocou no mesmo instante uma estátua quebrada que ficava em frente a entrada do cemitério transformando-a em uma chave do portal.
Harry sentiu novamente o solavanco e rodando mais que a primeira vez ouviu Dumbledore enunciar algumas palavras em outra língua para poderem entrar no castelo protegido contra chaves do portal.
Com uma pancada Harry caiu ao chão do gabinete e enquanto se levantava pode ver Lupin e Dumbledore sairem correndo porta abaixo.
Sem pensar duas vezes apanhou sua varinha e rumou a descer, já no corredor do sétimo andar pode ouvir berros vindos de todos os lados.
_Excutsempra! - uma voz berrou e três jatos ferozes vieram em sua direção
_Protego! - de supetão enunciou e uma barreira branca dissipou os feitiços com dificuldade.
Harry continuou a descer até chegar ao salão principal aonde toda Hogwarts, Beauxbatons, Bounstouns, Durmstrang e Bounstouns lutavam com voracidade contra não somente comensais damorte mas também contra seres encapuzados.
_Pro chão Potter! - a voz de John O´Donell bradou e Harry se jogou no chão no mesmo instante que cinco feitiços estuporantes cruzaram centimetros de sua cabeça e atingiram o campeão de Durmstrang fazendo-o num berro, cair derrotado.
Harry se virou para ver quem conjurara os raios e viu cinco criaturas encapuzadas altas rumando em sua direção.
_AVEDA KEDAVRA! - a criatura frontal vociferou.
Harry rolou alguns metros e o feitiço explodiu no chão. Levantando-se assustado apontou sua varinha para os seres e berrou.
_RICTUSEMPRA! - um raio roxo foi até o primeiro ser que rodopiou no ar enquanto que os outros quatros lançavam mais jatos mortais.
_PROTEGO! - a voz de Laverne de Wenlock trovejou e um raio prateado se fez diante de Harry dissipando os quatro jatos da Maldição Imperdoável.
_HARRY! - a voz de Hermione berrou.
Harry se virou e viu que ela acabara de atingir um comensal que cambaleava para trás.
Harry olhou para trás novamente e um jato vermelho riscou o ar rumo a sua direção. Sem pensar pulou sob a mesa de Grifinória e se jogou do outro lado fazendo o jato vermelho atingir o comensal que Hemrione lutava.
_ESTUPEFAÇA! - uma voz forte enunciou e um jato vermelho voou pelo ar rumo a Lynch Ivanova.
Harry pode ver o queixo do comensal daonde estava abaixado.
_EXPELLIARMUS! - berrou e o jato disparou de sua varinha em direção ao rosto do bruxo que tombou para trás e caiu abatido.
_CRUCIO! - a voz de Mcnair, o carrasco de bicuço vociferou e Mirella Delaghna caiu ao chão se contorcendo.
Harry parou por um instante para olhar a cena e viu milhares e milhares de bruxo lutando brutalmente,saem piedade, de forma monstruosa.
_HARRY SAIA, SAIA DAI, NÃO FIQUE AI! - a voz forte de Madame Maxime berrou.
_EXPELLIARMUS! - a voz de Lorde Balde urrou parecendo furioso.
_AVEDA KEDAVRA! - a voz de Sir Helvetius bradou enquanto um raio verde coriscou o ar e explodu no peito de um dos comensais.
_DESNERIUS! - a voz de Richard Flint enunciou.
_CRUCIO! - Três comensais conjuraram.
_CRUCIO! - Mais uma sequência de comensais conjuraram e vários bruxos cairam ao chão sendo torturados.
_DIFARNIUS! - a voz de Sir Helvetius se repetiu e um raio negro atravessou o salão e atingiu um comensal alto muito ágil fazendo em um berro de dor cair morto.
_SAIA POTTER, SAIA POTTER! - Laverne ordenou e no mesmo instante usou um feitiço colloportus para tirar Harry da reta central do salão, aonde somente os comensais vinham ficando.
_PROFESSOR, ESTÁ PRONTO!
Harry se virou e viu Dumbledore subir na mesa dos professores com uma agilidade impressionante, sua varinha empunhada as mãos, seu rosto furioso.
_O que ele vai fazer? - Harry indagou à uma Madame Maxime que lutava bravamente.
Não houve nem ao menos tempo para que a diretora respondesse somente os olhos de Harry se pregaram no momento em que Dumbledore fez um movimento longo e reto com a sua varinha e assim que o diretor fechou seus olhos, brutais raios de fogo explodiram da ponta de sua varinha e cruzaram o salão.
_SAIAM DO MEU CAAAASTELO! - a voz de Dumbledore que agora estava forte e autoritária bradou e os raios de fogo se mutiplicaram acertando os comensais e os seres encapuzados com extraodrinária força.
Harry sentiu seu corpo ser puxado novamente e quando percebeu estava aos pés do diretor.
_AVEDA KEDAVRA!
_AVEDA KEDAVRA!
_AVEDA KEDAVRA!
_AVEDA KEDAVRA!
Quatro raios cruzaram o salão rumo a Harry.
Dumbledore sacudiu sua varinha e quatro jatos negros, provavelmente Difarnius dispararam pelo ar e dissipando as maldições atingiram os comensais que cairam no chão e morreram enquanto se contorciam de dor.
_Vamos Harry, entraremos no exército de Voldemort e explodiremos aquilo nem que seja a última coisa que eu faça!

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