Por Marlene McKinnon
Eu estava chocada. E tocava, com pressa, a campainha da casa da Lily; até tinha me esquecido que eu sabia onde ficava a chave reserva. Nem me importava se ela e o Potter estavam dormindo, se beijando ou fazendo nada, eu precisava contar a ela e para Potter, se ele quisesse ouvir.
Escutei a porta sendo destrancada e uma voz de homem – voz do James Potter – gritando enquanto escancarava a porta. Se eu não gostasse de outro e minha melhor amiga não a amasse, eu teria babado em cima de Potter. Ele usava uma calça listrada larga, estava sem camisa e os cabelos apontando para todos os lados. Não era à toa que Lily o mandava colocar a camisa toda hora.
Ele me olhou e se virou para dentro de casa:
– É a sua amiga, louca!
– Lene?! – gritou Lily lá de dentro. Potter revirou os olhos.
–Não! É o ET – devolveu ele no mesmo tom. – Entra, Marlene – Potter me deixou passar. Se eu não estivesse tão eufórica, teria rido e brincado da situação.
Potter fechou a porta e Lily apareceu, vindo da cozinha, com o rosto vermelho.
– Você é tão engraçado! – ironizou Lily. – Devia fazer um programa de comédia com suas piadinhas imbecis.
– Você é tão amorosa, Lily. Acho que vou comprar um mar de rosas para você mergulhar– ele revirou os olhos.
– Vai colocar uma camisa!
– Eu ia colocar uma camisa, mas você me mandou atender a porta – rebateu Potter. Esses dois iam se casar e eu tinha uma ligeira impressão de que o meu afilhado Harry ia ter cabelos negros.
– Não importa, vai colocar. – Lily apontou para as escadas. Potter passou por mim e Lily virou-se para me olhar. – Bom dia, Lene. Por que tocou a campainha?
Eu a segui até a cozinha e sentei-me em uma das cadeiras enquanto ela mexia na parte onde ficava seus doces. Talvez estivesse verificando se Potter não havia comido nenhum.
– Eu recebi uma ligação – respondi com a voz carregada de emoção.
– Que ligação? – Lily me olhou, com duas xícaras de chá na mão.
– De emprego! – Quase gritei de tamanha era a minha felicidade. Eu estava procurando emprego havia semanas e não conseguia nada. E hoje, fui acordada pelo meu telefone.
Mas Lily não pareceu gostar muito da minha empolgação, comprimia os lábios de um jeito esquisito e suas bochechas ficaram vermelhas. Eu falei alguma coisa errada?
– Solta o ar, Evans. Está ficando roxa – disse Potter às minhas costas e Lily o fuzilou com o olhar, mas soltou o ar que prendia.
Balancei a cabeça; só não havia entendido a expressão dela.
– O que foi, Lily? – perguntei.
– E... era de onde? – Ela me ignorou e sentou-se longe de Potter.
– Advocacia Creevey...
– Creevey? – Potter se meteu e eu assenti. – Eu o conheço! Calton é um ótimo advogado e amigo. Eu, Sirius e Remus crescemos juntos. Mas como descobriu você? Mandou currículo?
– Não... – respondei, ficando com medo. E se alguém estivesse tentando me enganar? – Ai, meu Deus! Eu posso estar sendo enganada! Eu não vou aceitar a fazer essa entrevista.
– Não! – Lily gritou, fazendo com que eu e Potter a olhássemos de olhos arregalados. O que deu nela? Ela percebeu o erro e eu juro que ela estava querendo sorrir. – Quero dizer, pode ser verdade.
Potter olhava para Lily, desconfiado, mas quando ele falou, era para que ele se dirigia.
– A Li... Evans tem razão. Calton pode ter ouvido sobre você; ele não ligaria se não soubesse quem você é – respondeu ele, agora, olhando para mim.
Eu nunca ficava indecisa. Só que esses projetos de marido e mulher me confundiam. Não que eu não confiasse no julgamento de Lily e, embora eu tivesse meus motivos, Potter parecia sincero. Mas, tinha alguma coisa estranha e era isso que me fazia ficar em dúvida.
E parecia que Potter sentia a mesma coisa, mesmo que não fosse pelo mesmo motivo.
– Você está escondendo alguma coisa – ele a acusou, com os olhos em fendas.
– Para de roubar as minhas falas? – perdi, irritada. Que ideia; eu era a melhor amiga e irmã, e já parecia que ele a conhecia melhor do que eu? Ele deu de ombros e continuou a olhá-la.
– Ei, você não é meu marido – Lily apontou para Potter primeiro e depois para mim. – E, não, não estou escondendo nada.
– Você é péssima mentindo – eu e Potter dissemos em uníssono. Eu e ele nos olhamos enquanto Lily cruzava os braços.
– Não estou mentindo! – Às vezes, Lily ficava muito na defensiva... ou acho que era sempre. – Só estou dizendo para aceitar.
Se ela estava dizendo isso com tanta firmeza, por que raios eu me sentia insegura? Mas que saco. Eu odiava me sentir assim! Era uma sensação horrorosa. Eu me sentia...fraca e eu nunca fui fraca. Ser humano não é fácil.
Eu a olhei e ela tentava, mais uma vez, esconder aquele sorrisinho bobo, que ela reservava para quando Potter não estava por perto. Esses dois não me enganavam... mas eu não ia dizer uma palavra.
– Você está me deixando confusa, Lilian – falei, ficando irritada. Potter olhou para mim.
– A mim também – concordou ele voltando seu olhar para Lily. Se eu não o conhecesse, pensaria que ele morria de amores por minha amiga. E talvez morresse mesmo.
Lily o olhou irritada, cruzando os braços. Aquele olhar queria dizer “Não se meta”, que ele enfrentou com um sorriso que eu havia chamado de “O Sorriso Potter”. Lily não ficou feliz quando eu falei aquilo.
– Aceite, Lene – disse ela, ignorando Potter. Seus olhos verdes brilharam intensamente ao me olhar, um brilho que até Potter percebeu. – Confie em mim. Sou sua melhor amiga.
Potter me olhou com expectativa. Parecia que ele estava começando a gostar daquilo e me lembrava uma criança assistindo a luta e esperava ansiosamente o perdedor render-se. Ele me pagava!
Voltei meu rosto para Lily, que aguardava minha resposta. Mas que droga! Marlene McKinnon nunca ficava confusa ou indecisa!
– Mas eu não sei quem falou de mim para essa advocacia – ponderei quase me rendendo. Lily bufou com impaciência.
– Alguma vez na vida eu estivesse errada? – perguntou.
– Não – respondi.
– Alguma vez eu te deixei na mão?
– Não – eu estava começando a me sentir péssima. Lily tinha esse dom.
– Alguma vez eu disse para fazer algo que não valesse a pena?
– Ai, não, Llily! – Quase gritei; aquilo não estava sendo justo. Lily tinha poder e ela estava usando para me persuadir... apesar de ela estar sempre certa e nunca me colocava numa furada.
– Então aceita essa entrevista! – Ela gritou e Potter se assustou. – Confie em mim.
Eu a olhei por um longo tempo, sustentando aquele olhar persistente dela. Mas que droga! Eu olhei para Potter e ele me olhava de um jeito esquisito. Aqueles dois eram bons.
– Está bem! Eu vou nessa entrevista – eu me rendi. Lily me olhou com admiração. Ela balancçou a cabeça, com um sorriso descrente no rosto. – O que foi? – perguntei ao mesmo tempo que Potter. Nós nos olhamos.
– Ele tinha razão, aquele engraçadinho – murmurou Lily. – Eu, com certeza, vou amá-lo agora.
De quem ela estava falando? Já estava se declarando para o Potter? Eu o olhei e ele também tinha a mesma expressão que eu.
– Lily... – comecei, mas Potter me interrompeu.
– Quem é esse idiota, Lílian Evans? – Ele parecia surpreso. – Eu vou quebrar o pescoço dele. Diga quem é!
Lily o encarou de cara fechada. Ambos se encaravam de um jeito teimoso e decidido. Eles eram perfeitos um para o outro!
– Não é da sua conta, Potter – respondeu ela de modo firme e depois me olhou, sorrindo. – Vamos fazer algo que você ama.
– Se não fosse da minha conta, eu não estaria perguntando – retrucou Potter ainda emburrado. Lily o ignorou.
– Compras! – Ela gritou sorrindo... ou ela realmente amava aquele “cara” ou era uma ótima atriz. Mesmo assim, eu dei o meu melhor sorriso. Porque eu, agora, via que queria aceitar aquela entrevista.
– Amiga, agora você está falando a minha língua. Vamos ao shopping.
– Vão me ignorar? – Potter perguntou.
– Vamos – respondeu Lily depressa e se levantou. – Vamos às compras!
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Lana Sodré: kkkkkkkkkkkkkk geralmente eu não me sinto culpada... não faço nada de errado. Isso é raro kkkkk. Sirius é tão pilantra que sente culpa a toa UAGDUASG. James Potter é muito do macho u.u ele só está confuso ASGUASG NÃO! A tia Jo não o faria gay. Já basta o tio Dumby kkkkkkkk. Você precisa do Sirius e eu preciso de um James kkkk fato. Ele ama a Lene; não tem como negar... ou tem? Vai demorar até a Lene descobrir, até lá, vai rolar mil tretas - tô com uma mania de falar isso kkkkk. Que bom que você gostou! Fico muuito feliz! E obrigada por comentar, hermosa *--*