CAPITULO 13
O CONFRONTO FINAL
Finalmente, chegaram ao fundo da caverna, que na verdade se revelara ser uma antiga mina de ouro. Bem no fundo, havia uma iluminação vasta, que os permitia, escondidos como estavam observar o ambiente.
Haviam, realmente muitos comensais, que formavam uma espécie de circulo em volta de seu mestre.
Deitada sobre uma manta no chão, Aeli, a mesma mulher que Harry vira no seu sonho, se contorcia e respirava com dificuldades. Hermione limpava seu rosto com um pano úmido, enquanto de pé a sua frente, Voldemort as observava. Nagine estava trepada sobre uma viga de madeira, aparentemente adormecida.
Harry cutucou Rony para que ele olhasse melhor cada comensal. Na verdade todos pareciam letárgicos e prestes a adormecerem, sua varinhas seguras precariamente em suas mãos.
Malfoy andou até Voldemort e estendeu a ele uma pequena jarra e um punhal.
Foi então que a voz gélida dele ecoou por cada pedra da mina.
-É chegada a hora.
Foi possível notar a troca de olhares entre Hermione e Aeli, e ela ergueu-se e se aproximou. Retirou o casaco e ficou mais perto dele. Estendeu a mão em sua direção. Malfoy ergueu o punhal em sua direção, sua nova mão, enegrecida, porem firme. Mas havia algo em seu olhar que dava medo.
-Suma daqui, Malfoy! - ela disse petulante. - Eu mesma farei isso!
Estendeu a mão e apanhou o punhal. Com um movimento preciso cortou a palma de sua mão esquerda, até que pingasse sangue. Voldemort aproximou-se ainda mais, mantendo a jarra de forma que colhesse todo o liquido.
Um grito particularmente condoído de Aeli fez Hermione arfar.
-Eu não agüento mais! Está doendo muito!
Seu rosto estava todo suado, os longos cabelos úmidos e a roupa sempre impecável um emaranhado de tecido amassado.
Hermione afastou-se de Voldemort, quando o sangue foi o bastante. Sem importar-se em fechar o machucado, deu um passo na direção de Aeli. Foi quando a mão de Voldemort segurou seu braço, fazendo-a olhar para ele assustada.
Ele ergueu sua mão e com um toque de sua varinha a ferida fechou-se.
-O-Obrigada... - ela sussurrou muito baixo, muito suave.
Lupim e Harry entreolharam-se. Era obvio que Lord Voldemort não era entregue a gestos de carinho.
Hermione voltou a ficar perto de sua amiga, enquanto a jarra era entregue a Rabicho que tratou de colocar o liquido numa taça de metal nobre.
Voldemort aproximou-se de onde as duas estavam, mas era obvio que sua fraqueza , devido a falta das hercrux, o fizera depender de Malfoy para ficar de pé.
-Não irá demorar - Hermione começou a dizer, mais para Harry e os outros do que para Voldemort - Já posso ver a cabeça, mestre! - gritou um toque de medo em sua voz - É agora! Não dá mais para esperar! - posicionou-se de forma a fazer o parto.
Voldemort pegou a taça em suas mãos e a levou aos lábios. Engolindo tudo com certa dificuldade.
-Vamos.... - sussurrou Harry, depois de observar Lupim mover sua varinha em direção aos comensais quase adormecidos, causando numa redoma transparente a mantê-los presos.
-Voldemort! - Harry gritou, correndo e posicionando-se frente a ele. Rony a seu lado, apontando sua varinha para Malfoy, Lupim para Rabicho. E Tonks para Matus.
-Harry Potter! - ele disse com desprezo - Vejo que veio presenciar meu momento de glória! - empurrou Malfoy para longe, sua varinha sendo apontada para Harry.
-Acabou! Hoje, você estará morto!
-Ameaças, Potter, ameaças que nunca se cumprem. - ele debochou.
Harry abriu o pingente e o estendeu de frente a Voldemort.
-Você conhece isso? - sorriu vendo sua expressão de descrença.
Voldemort olhou diretamente para Hermione que se ergueu de perto de Aeli e sacou sua varinha andando na direção de Harry. Parou a seu lado.
-Você! Você me enganou! - havia uma expressão de surpresa tão grande na sua face que Harry sorriu.
-O que você esperava? - harry o provocou - Devoção???
-Eu o traí em nome da minha família, dos meus amigos! - Hermione gritou para ele - Dos meus ideais! Jamais permitiria que vencesse! Jamais!
-Sua menina tola! - ele riu, jogando a taça que estava em suas mãos longe - Deu-me seu sangue para que eu fosse vitorioso! E o que falta agora? Nada! Mesmo que me matem - abriu os braços como se esperasse que assim o fizessem, - Mesmo que me enfraqueça com a imagem de Sâmara, ou com a traição dos meus. Ainda assim eu nascerei novamente! E tudo por quê? Porque meu deu seu sangue! - apontou para ela - Seu doce sangue de virgem! A glória da pureza eterna a permitir que minha alma habite um corpo sem pecados! Está feito!
Hermione deu um passo à frente e Rony sorriu um pouco. Harry olhou para ele achando que ele sabia alguma coisa que ele não sabia. Foi quando Hermione disse, pausadamente cada uma das palavras, como se as saboreasse:
-E. quem. Lhe. Disse. Que. sou. virgem?
A expressão dele foi tão absolutamente incrédula que Hermione riu de novo.
-Achou realmente que eu o ajudaria a voltar a destruir a paz do mundo bruxo? Que o deixaria destruir o mundo trouxa? O mundo dos meus pais? Acha mesmo, que eu sou assim???? -aproximou-se mais um passo. - O seu erro, Lord Voldemort, foi achar que eu era Sâmara. Talvez, eu até seja um pouco como ela, incondicional, mas não em relação a você. Mas a Harry Potter!
Suas palavras fizeram finalmente o efeito desejado, ele a atacou. Sua varinha diretamente nela.
-Cruciatus! - ele gritou, e olhou em volta, não vendo movimento de nenhum de seus comensais.
Hermione saltou para longe, num movimento que deixou Harry surpreso.
-Cruciatus! - ela gritou acertando diretamente nele.
Fraco como estava, ele cambaleou para a esquerda e caiu.
Foi então que Malfoy atacou e Rabicho também. Tonks e Lupim começaram a se defender.
Harry, rony e Hermione aproximaram-se do corpo sem forças que tentava se erguer. Rony abaixou-se e pegou sua varinha, que estava alguns metros dali.
-Acabou, Tom Ridle. - disse Harry - E dessa vez você não poderá retornar, nunca mais!
Harry ergueu sua varinha na direção dele.
-Não! - ouviram um grito agoniado e olharam para Aeli - Hermione! Não o deixe nascer! Por favor! - se contorceu em dor e Hermione correu até ela - Mate-o! agora! Mate-o! - a mulher jogou o punhal que tinha entre as vestes na sua direção. Hermione aproximou-se dela, e estendeu o punhal em direção a barriga de Aeli.
Mas não pode.
-Eu não posso...Aeli, eu não posso feri-la...me perdoe... - deixou o punhal cair e baixou a cabeça.
-Não importa que nasça. - disse Harry - Agora que esse demônio morrera! Avada Ke....- começou a gritar a maldição da morte quando alguém segurou sua varinha.
Era Rony. Ele o afastou, atônito, tomando seu lugar. Hermione se aproximou e os dois se entreolharam. Ergueram suas varinhas e sobre o olhar assustado e incrédulo de Voldemort, gritaram:
-Avada Kevadra!
Uma luz inundou toda a caverna.
Lupim que havia sido estuporado, depois de fazer Malfoy desmaiar, protegeu os olhos contra a luz. Tonks, que mesmo atrapalhada havia conseguido imobilizar Matus e Nagine, olhava tudo com ansiedade.
Harry protegeu os olhos da luz e quando pode olhar novamente, a primeira coisa que notou foi o corpo mole e sem vida do homem, com aparecia de cobra. Havia uma agoniante expressão de dor e medo em sua face. Seus olhos sem cor, agora revirados. Seus lábios escancarados num grito que nunca chegou a ser proferido.
Ele estava morto.
-E..ele está morto? Morto mesmo? - Tonkis aproximou-se como se ela mesma não pudesse crer.
-Sim. - disse Rony. - Finalmente. - olhou para Hermione que tinha uma expressão de dor na face terrível - Hermione?
Mas ela não olhava para eles, ou para o corpo sem vida, olhava para trás, onde o corpo de Aeli jazia no chão. Ela mesma esfaqueara-se com o punhal. Sangue corria pelo chão. Molhava suas vestes e a fazia uma cena dolorosa de se ver.
Desabando finalmente, Hermione correu até ela, com Tonks a ajuda-la.
Harry ainda fitava o corpo de Voldemort estático.
-Ele esta morto, Harry - rony tocou seu ombro. - Acabou.
-Eu queria tê-lo matado, rony! - afastou-se dele indignado.
-Eu sei. Por isso que eu e Hermione havíamos decidido há muito tempo atrás, ainda em Hogwarts, que se no dia que ele fosse morto, houvesse como impedi-lo e fazer por você, nos faríamos.
-Por quê? Eu queria ter vingado meus pais! - ele gritou, com expressão de dor.
-Sim! E fizemos isso! Harry! - Rony o fez parar e olhar para ele - O próprio Dumbledore contou que muito do poder de Voldemort foi passado para você, quando sua mãe o salvou da morte. Acha que desejamos que a raiva e o ódio o torne outro Voldemort? Acha que poderíamos permitir que esse sentimento de vingança o tomasse e o fizesse querer sempre mais, como aconteceu com Tom Ribller???
Ter essa verdade gritada na sua cara, o fez acordar daquele transe de raiva e olhar para o amigo. Alivio grudou na expressão de rony ao ver o amigo de volta.
-Acabou, então. - disse Harry.
-Isso mesmo, acabou Harry!
Os dois olharam em volta, contando os feridos.
Hermione ainda chorava perto de Aeli segurando sua mão quase sem vida. Tonks falava algo no espelho-portal, chamando a Ordem e os outros comensais.
Como rony dissera, estava tudo acabado.
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