Ele me olhou, como se quisesse me contar o que ele queria e foi embora. Lene suspirou e fechou a porta, se virando e me vendo ali parada. Ela me observou e suspirou novamente.
– Ele pareceu bem sincero hoje de manhã também – retruquei de braços cruzados.
– Lily, e se foi um mal entendido? – perguntou ela, sentando-se no meu sofá. Eu caminhei até ela e parei atrás do mesmo.
– Preferia quando você estava xingando-o aos quatro ventos – resmunguei dando a volta e sentando-me ao seu lado enquanto Lene suspirava.
– A minha raiva já passou e agora eu penso com mais clareza – ela respondeu, pensativa. – Como advogada, eu tenho que ver, na verdade, obrigada, os dois lados da história. Por que não olhar o lado dele também?
Bufei e deitei a cabeça em seu colo. Maldito James Potter! E eu pensei que ele realmente se arrependera de ser daquele jeito... Por que eu sempre me enganava sobre ele? E, por que raios, eu ainda gostava dele? O que Severus ia pensar?
– Ele mente, Lene – falei por fim. – Ele vai sempre mentir.
– Lilian, talvez ele esteja dizendo a verdade... – replicou minha amiga, tentando me persuadir.
– Para com isso, Lene! Eu quero ficar com raiva dele e você não está deixando – disse eu, irritada.
Ela nada falou, mas eu sabia que Lene estava revirando os olhos. Ficamos em silêncio por um tempo e eu pensava. Agora que a minha vontade descontrolada de chorar havia sumido, eu podia raciocinar direito.
Ainda que fosse delicado pensar nele, eu talvez pudesse seguir o conselho de Marlene e ver o lado que Potter poderia ter – já que ele tinha tantas testemunhas. E, mesmo que seja contra os meus princípios, eu queria que ele fosse verdadeiro. Queria acreditar confiar nele.
Suspirei.
– O que vai fazer? – perguntou Lene, quebrando silêncio. Suspirei novamente. Eu já havia decidido isso há muito tempo.
– Vou continuar com a aposta – respondi simplesmente.
Lene não comentou nada de imediato, porém, eu conhecia minha amiga desde pequena e sabia que ela reprovava aquela aposta. E, eu não iria admitir isso nunca, era uma das maneiras de eu ficar mais perto de Potter. Parecia doença eu pensar desse jeito, mas era o que eu queria. E no trabalho, nós nos víamos muito pouco.
– Como foi no trabalho? – perguntei lembrando que minha amiga também tinha vida.
– Pedi demissão – respondeu Lene, um pouco tensa, fazendo-me levantar, surpresa, para encará-la.
– Por quê?! – Ela deu de ombros.
– Meu chefe era um cretino – disse em um tom decepcionado.
– Por que ele era um cretino? – pressionei, agora com os braços cruzados. Já não estava gostando desse chefe. Essa é a lei das amigas: odiar quem sua amiga odeia.
Ela demorou a responder, olhando para o outro lado. Virei seu rosto para que me encarasse e sua expressão não era lá uma das melhores. Imediatamente, fiquei preocupada.
– Diga-me – implorei. – Eu quero te ajudar. – Ela suspirou e sustentou o meu olhar exigente.
– O meu ex-chefe queria que eu... dormisse com ele para eu poder subir de cargo – eu arregalei os olhos. – Mas eu disse não me demiti – Lene terminou com um tom de voz envergonhado. – Eu não queria contar, porque eu fiquei com medo de você se decepcionar comigo.
– Marlene McKinnon, com medo? – brinquei e ela sorriu. – Escute... você fez o certo, amiga. Nunca eu ia ficar decepcionada com você. A gente arranja outro emprego para você. Você é a melhor advogada que eu conheço.
Lene sorriu mais e me abraçou. E ficamos assim por um tempo, sem falar nada, apenas deixando que o abraço falasse por nós duas. Então, nos afastamos e Lene me olhou. Dava para perceber que ela estava cansada e eu sabia que ela teve um dia puxado e triste.
Sorri para a minha amiga, afagando seu braço.
– Pode ir dormir, Lene – disse eu em tom de compreensão.
– Não sei, não... – ela parecia em dúvida, mas querendo deitar em sua cama. – Você vai ficar bem?
– Claro que vou! Você é que precisa descansar mais do que eu – sorri, encorajando-a.
Sorri para a minha amiga, afagando seu braço.
– Pode ir dormir, Lene – disse eu em tom de compreensão.
– Não sei, não... – ela parecia em dúvida, mas querendo deitar em sua cama. – Você vai ficar bem?
– Claro que vou! Você é que precisa descansar mais do que eu – sorri, encorajando-a.
– Tudo bem... mas, se sentir mal, não é para hesitar em me chamar, ligar ou gritar – avisou ela se levantando e se espreguiçando.
– Pode deixar – garanti a acompanhando até a porta. Antes de sair, ela virou-se para mim, com o aviso nos olhos. – Eu vou ligar ou gritar se eu me sentir mal, Lene.
– Acho bom. Você é muito orgulhosa, Lily – disse enquanto pegava sua bolsa e abrindo a porta. – Sempre que tem algum problema, nunca fala. Às vezes, falar, é melhor do que guardar tudo calada.
– Você dá ótimos conselhos, Lene – eu ri, segurando a porta. Um vento gelado entrava pelo locar aberto. – Mas eu lhe avisarei se eu estiver mal.
– Boa noite, Lilian – sorriu Lene.
– Boa noite, Marlene – falei sorrindo também. Ela saiu, caminhando para a casa ao lado. Suspirei e tranquei a porta e subi para o meu quarto.
Ao tocar na maçaneta, eu olhei para o quarto de hóspedes. Como se eu fosse uma criminosa, andei na ponta dos pés e abri a porta. Como eu bem sabia, as coisas dele ainda estavam ali, espalhadas pelo quarto todo e era o cheiro do perfume que ele usava que preenchia o quarto, impregnado cada objeto ali.
Cada peça de roupa, cada papel, cada coisinha dele, me fazia imaginá-lo ali dentro, como se já fizesse parte da minha casa. Mas eu tinha de esquecê-lo. Como eu podia querê-lo e ao mesmo tempo não querer? Por um lado, tinha o meu desejo de tocá-lo e por outro, ainda tinha Severus... Ele sempre foi o meu melhor amigo desde que eu tinha onze anos e a magia que eu sentia antes, agora havia evaporado. Apenas com o olhar de Potter, me fazia perder a cabeça, esquecer que eu era uma profissional e esquecer até que eu era comportada e rígida. Ele mexia com o meu humor, coisa que Severus nunca conseguira fazer.
Eu ri ao ver algumas anotações de James Potter. Mas tratei de tirar ele de meu coração; ele não merecia o meu sorriso. Então... por que eu não conseguia odiá-lo tanto quanto antes? Esse Potter ia acabar com a minha sanidade. Balancei a cabeça e, como eu tinha um problema com bagunça, comecei a arrumar o quarto, guardando tudo no lugar que eu achava pertencer.
Quando eu peguei o travesseiro para trocar de fronha, eu vi mais um papel dobrado ao meio. Deixei o travesseiro de lado e sentei na cama, pegando o papel. Sabia que não deveria ter mexido ali, mas eu queria ver o que era tão importante para que ele deixasse debaixo do travesseiro. Abri o papel e fiquei confusa. Um pequeno lírio amarelo – que parecia ter sido desenhado há muito tempo e minha flor preferida – se abria para quem quisesse ver. E era um desenho tão bonito, que chegava a retratar um lírio de verdade. Mas o que eu não entendi era o por que de ele dormir com um desenho de uma flor debaixo do travesseiro.
Balancei a cabeça, troquei a fronha e depositei o desenho de voltar ao seu lugar, pousando o travesseiro em cima.
Eu não podia querê-lo. Ele era um mulherengo e que me fez assinar um contrato de uma aposta. Mas, ao mesmo tempo, quando eu vi aquele belo lírio desenhado, me fez enxergar que poderia ter algo dentro dele... talvez um sentimento de consideração
Bati o pé com a minha parte irracional. Eu tinha que me manter firme e com raiva eterna de Potter. Mas, ainda assim, não queria ficar longe dele. E ele queria explicar... explicar o quê? Nós só estávamos juntos – e nem era juntos de verdade – por causa de uma aposta boba. Ele poderia sair com quem ele quisesse. E eu tinha que dar um jeito na minha vida amorosa. Eu não podia amar um e gostar de outro. Aquilo estava errado.
Agora, eu tinha um dilema em minhas mãos. Uma parte de mim o queria, enquanto a outra queria esquecê-lo. E acho que a parte que o quer havia ganhado. Pois, eu ia continuar a aposta...
James Potter era um idiota aproveitador, isso era verdade – sou a prova viva disso – e seu comportamento era baixo e agressivo. Implicante e irritante ao extremo, que chegava a me levar à beira da histeria; contudo, infelizmente, tudo isso fazia parte de quem ele era e por quem eu me encantara. Quer saber, eu odiava o fato de estar apaixonada por um cara tão... Potter. Mas eu não mandava no meu coração e nem na minha mente – já que ele me atormentava até nos meus pensamentos.
Eu iria falar com ele na manhã seguinte. Eu não conseguiria aguentar ficar longe dele – que droga – e a minha casa ficava muito silenciosa e vazia sem a sua presença.
Ele era o meu dilema. Mas Potter não precisava saber disso.
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Lana Sodré: Tá vendo? James Potter é um anjinho *-----* - sqn USAGHUSAG. Sim, foi por causa do Sirius Black. Ele ainda não se deu mal, mas pode deixar que nada será um mar de rosas para o nosso querido cachorro UYGASUGSAD Sinta pena da Sarah, não! Você não sabe do que ela é capaz, então vai ter de deixar esse seu gosto um pouco para trás. Que bom que gostou! Nossa eu fico super feliz. Essa essa fala é algo que James sempre fará quando se trata de Lilian Evans. E, relamente, é isso. kkkkkkkkkkk não sei o que vou fazer com o Snape. Oh, vida! UIASGDIASDG. óbvio que ele não vai tirar ponto da Grfinória, porque esta é minha fic e se ele ficar de gracinha, eu o mato! ISGAUAGSD Ainnn, assim você me deixar envergonhada *---------* obrigada pelo elogio e por comentar, hermosa *--*