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5. Será pedir muito?


Fic: Ação e reação


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Não foi nada difícil encontrar a fonte. Ela continuava lá, intocada, exatamente como antes, e ainda sem água. Caminhei até ela com a cabeça fervendo. Meus olhos ainda ardiam por causa do esforço para não chorar. A imagem de Gina chorando pelo Malfoy ainda perturbava minha mente.
Contornei a fonte desesperado, procurando o maldito gnomo que havia me levado ao passado da primeira vez. Meu primeiro impulso foi falar: ‘Quero voltar no tempo!’, mas aí pensei melhor. O que eu havia conseguido mudar com o meu retorno? Meus pais estavam salvos e eu tinha uma família, mas os Weasley estavam mortos, Hogwarts fechada, Hermione não era bruxa e ainda por cima casara-se com um estúpido e não era nem um pouco feliz. É... Com certeza eu havia feito mais mal do que bem...
Voltei a olhar a fonte com mais cuidado e encontrei a criatura. Fiquei parado em frente a ele por um tempo, refletindo.
_Ok... – falei. – Quero voltar ao ano em que Hogwarts foi destruída. Quero voltar a tempo de salvá-la!
No mesmo instante a fonte se iluminou e voltou a jorrar. Agora eu sabia o que deveria fazer. Enfiei logo o braço inteiro em baixo da água. Fui entrando nela aos poucos, estava realmente muito gelada. Logo me senti afundar cada vez mais, a pressão aumentando até que parou. Abri os olhos e me vi caído num chão macio de areia. Estava em Hogwarts, no meio do campo de quadribol.
Levantei-me e tirei a areia da minha roupa, limpei meus óculos e comecei a andar. Sabia que não poderia ser visto, mas desta vez me lembrei logo de me transformar em coruja e fui explorar o castelo. Ainda era exatamente como eu me lembrava. Confesso que perdi um pouco de tempo passeando por ali, relembrando os bons tempos.
Logo cheguei ao salão principal. Vi a multidão de alunos em suas mesas, comendo e conversando. Pousei num archote apagado e olhei em volta, tentando reconhecer alguém. Lá estavam todos os professores que eu conhecia, Dumbledore ao centro, Hagrid, completamente destoante dos demais, no canto.
Passei os olhos pelas mesas. Reconheci alguns alunos mais velhos. Cho Chang já estava lá! Aos 11 anos. Já era muito bonita. Então olhei para mesa da Grifinória. Impossível não reconhecer os gêmeos Weasley, 12 anos, ao lado de Lino Jordan. Estavam cochichando e rindo, na certa aprontando alguma. Percy estava um pouco mais afastado, muito sério. Comendo em silêncio, muito educado como sempre. Fiquei em dúvida quanto ao que fazer com ele. Eu não havia descoberto quando foi que ele passou para o lado das trevas, provavelmente depois de entrar para o ministério, portanto ainda havia uma chance de salvá-lo.
Foi então que os gêmeos riram muito alto. Percy olhou para eles, grave. Levantou-se e foi ter com os irmãos. Apurei os ouvidos. Qualquer coisa ajudaria.
_O que vocês estão aprontando? – perguntou severo.
_Nada! – responderam ao mesmo tempo, tentando parecer inocentes.
_Pois eu sei o que é! Vocês querem dar um jeito de ir a Hogsmead depois de amanhã, não é? Pois vocês não vão! Nem eu vou! Vou ficar de olho em vocês!
_Ah Percy! Não seja chato! – um deles reclamou.
_Ninguém vai saber! – o outro falou.
_Não tem conversa! O professor Dumbledore já sabe que vocês deram um jeito de ir da outra vez! Não vai acontecer de novo!
Então o passeio seria em dois dias! Não tive muito trabalho para terminar o que tinha que fazer. Voei para fora do castelo e entrei na sala de Dumbledore pela janela aberta. Transformei-me e escrevi um bilhete, mas antes de voltar a forma de coruja a porta se abriu.
_Então você voltou? – Dumbledore me surpreendeu com um sorriso amigável.
_Professor eu...
_Então não deu certo da primeira vez?
_Não totalmente...
_Que pena... Mas eu avisei que seria perigoso...
_E eu preferi arriscar... Como sempre...
Ele veio até sua mesa, onde eu havia deixado o bilhete. Leu-o.
“CANCELE O PASSEIO. HAVERÁ UM ATAQUE DE COMENSAIS, MUITOS MORRERÃO. HOGWARTS SERÁ ATACADA DOIS DIAS DEPOIS. SERÁ O FIM. FIQUE DE OLHO NO PERCY. ELE PODE FICAR MEIO CONFUSO...”
_Com certeza afirmações preocupantes, senhor Potter...
_Eu sei... O senhor vai fazer alguma coisa?
_Vou tentar... Afinal Hogwarts e meus alunos são minha vida! Se tenho a chance de salvá-los preciso fazê-lo! Mas reafirmo que é perigoso mudar o passado...
_Eu assumo o risco... – falei triste. – Nada pode ser pior do que aconteceu antes...
_Se você acha... Te espero o ano que vem, Harry Potter!
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AURORES IMPEDEM ATAQUE A HOGSMEAD E SALVAM ALUNOS DE HOGWARTS.
O povoado de Hogsmead, único vilarejo completamente bruxo da Inglaterra, foi atacado no último domingo por um bando de comensais da morte. Eles pretendiam atacar os alunos da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, com o intuito de causar pânico a população. A empreitada não foi bem sucedida já que o diretor da escola, Alvo Dumbledore, suspendeu o passeio no último minuto, salvando assim a vida de centenas de jovens bruxos.
Infelizmente a emboscada causou grande prejuízo ao Ministério da Magia que, além de ter que pagar indenização aos moradores e comerciantes do local, perdeu um bom número de combatentes do crime, o que ajudou a reduzir ainda mais o contingente, já insuficiente, de bruxos capacitados para enfrentar os temidos comensais da morte.
Segue a lista dos mortos no ataque: Arnold Carter, Arthur Weasley, Carlton Murray...
Meu pai chegou bem na hora e tirou o jornal das minhas mãos. Disse que aquilo não era coisa para crianças lerem e que eu fosse brincar. No fundo eu sabia que ele tinha medo que Rita Skeeter tivesse escrito o meu nome e me culpado, mais uma vez, por aquelas mortes.
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A estação de King’s Cross. Sempre movimentada. Eu, aos 11 anos, empurrava meu carrinho com um malão enorme por entre os trouxas que passavam apressados, mas não havia Edwiges.
_Harry, querido! Por aqui! – minha mãe falou.
Eu sorri e corri para alcançá-la. Chegamos até uma pilastra com duas placas, uma de cada lado: PLATAFORMA 9, PLATAFORMA 10.
_Não to vendo nenhuma plataforma 9/2, mãe! – Nicolle afirmou.
_Claro que não querida, senão os trouxas também veriam! Ela fica escondida! –mamãe explicou.
_Ah...
Eu observava tudo com ansiedade. Estava tenso. Seria a primeira vez que ficaria longe dos meus pais. Estava com um pouco de medo, mas eles me garantiram que eu estaria seguro em Hogwarts!
_Tudo bem, Harry? – papai perguntou sorridente.
_Tudo... – respondi nervoso.
_Olha, mãe! São todos ruivos! – Natty apontou.
_Não aponte que é feio! – minha mãe ralhou. – Qual o problema de serem todos ruivos? Você também é!
Não demos mais atenção àquela família curiosa. Nos dirigimos até a pilastra e a atravessamos correndo. Do outro lado estava o famoso Expresso de Hogwarts. Vermelho e imponente!
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Mais um dia cheio de tédio na Ordem da Fênix. Eu não me lembrava exatamente como havia parado ali, mas imaginava que havia sido efeito do meu retorno ao passado. Descobri em pouco tempo que comensais haviam atacado um bairro trouxa e eu, como sempre, havia sido poupado, por isso esperava ansiosamente a volta dos meus companheiros de treinamento que haviam sido escalados.
Finalmente minha angustia terminou quando ouvi a algazarra deles chegando. Alguns feridos, outros não, mas todos satisfeitos. Haviam vencido. No fim da fila estava Rony. Mal acreditei. Ele estava salvo! Fui até ele feliz por vê-lo bem.
_Rony? – chamei. Ele pareceu não me ouvir, então chamei de novo, enquanto o seguia. – Rony?
_Que foi, Potter?
Assustei-me com o tratamento. Não me lembrava de termos brigado. – Co... Como foi?
_Como sempre! – ele respondeu ríspido. – Demos o nosso pescoço de bandeja enquanto você guarda o seu a salvo aqui na Ordem!
_Nossa! Que foi que eu fiz?! – perguntei realmente chocado.
_O que você fez?! Nada! Como sempre! Essa guerra toda é por sua causa, mas você não fez nada! Tem que ser poupado para enfrentar o grande Lorde! Ainda não está preparado! Enquanto isso aurores morrem para salvar o seu pescoço! – ele falou de uma vez só. Senti-me completamente perdido.
_Me desculpe... – falei apenas. – Eu não tinha a intensão... Eu queria ter ido, mas... Eles não me deixam! – falei. – Eu não tenho culpa de uma louca ter feito uma profecia sobre mim! Você acha que é muito fácil estar no centro de tudo isso?! – gritei no final. Ele me lembrou o Rony do quarto ano, durante o Torneio Tribruxo. Uma vontade louca de socar a cara dele.
_Sei... – cruzou os braços em total indiferença. – Mais alguma coisa, Potter?
Queria mandá-lo para o inferno, mas resolvi sanar uma dúvida antes: - Você sabe da Hermione? – com certeza ela me ouviria. Aposto como ficaria do meu lado, como sempre, me fazendo acreditar que tudo daria certo.
_Que Hermione?! – ele perguntou de volta, com desdém.
_ “Não deu certo!” – pensei. – “Hermione não veio para Hogwarts!” – resolvi tentar de novo. – Hermione Granger...
_Granger... – ele começou a pensar. – Era uma garota chata, que vivia carregada de livros e tinha o cabelo bem cheio, meio dentuça!
_É... – respondi meio inseguro devido ao tom com que ele a descrevia.
_Morta!
_Como assim morta? – levei mais um baque.
_Qual é Potter? Já faz um tempão! Morreu em Hogwarts, lembra? Nosso segundo ano! Por causa do basilisco!
_ “O basilisco! Então essa parte realmente aconteceu...” Mas o que houve? O basilisco não foi destruído?
_Ah, foi! Depois que ele finalmente pegou um sangue-puro, minha irmã, aliás! Mas antes disso ele matou a Granger, o Colin, Finch-Fletchley! Você não se lembra?!
_Não... – falei confuso, começando a sentir dor de cabeça.
_Claro que não! Você-Sabe-Quem invade Hogwarts através de um livro idiota, mata alguns alunos, seqüestra minha irmã, tudo isso para tentar matar Harry Potter, mas ele fica por fora da história! Porque ainda não está pronto! - ele ironizou.
_Desde quando tudo é culpa minha Weasley?! – explodi.
_Desde que você nasceu, Potter! – ele me encarou. – Estou cansado de viver em função de você! Estou cansado de perder parentes por sua causa!
_Sua irmã também morreu? – perguntei com medo.
_Você só pode estar brincando! – ele riu na minha cara. Fiquei sem entender. Ele continuou me encarando, mas acho que se convenceu de que eu não me lembrava de nada porque me explicou: - Ela não morreu! – fiquei aliviado. – Mas nunca mais foi a mesma! Aí se envolveu com o Malfoy e passou para o lado deles! Você destruiu minha família, Potter! Eu só continuo aqui por causa da minha mãe, mas...
_Ronald Weasley! – uma mulher gritou e eu me assustei. – Pare de atormentá-lo com as suas lamentações! – ela veio até nós. Era a sra Weasley. Bem mais magra do que eu me lembrava, e com o rosto bem mais severo.
_Não ligue para ele, Harry... – ela sorriu, meio forçosamente. – Seu pai e seus irmãos morreram fazendo o que achavam certo! E sua irmã se voltou para o lado de Você-Sabe-Quem porque quis! Ela já era bem grandinha e sabia exatamente o que estava fazendo! O Harry não tem culpa de nada disso, ouviu bem?
Ele não respondia nada. Olhava para o rosto da mãe como se quisesse esmurrar alguma coisa. Duvido que estivesse pensando em esmurrá-la, acho que eu seria o alvo ideal naquele caso.
_Me desculpe, sra Weasley. Eu sinto muito pelo seu marido e seus filhos... Eu nunca quis causar transtorno para ninguém... – falei me sentindo péssimo.
_Não pense nisso, meu querido! Todos nós sabemos que não é culpa sua... O Roniquinho só está nervoso, não é? – ela sorriu carinhosa para ele. – Você está machucado, Rony?
_Não mãe! Eu to legal! – ele se afastou das mãos dela como se tivesse vergonha de ser afagado pela mãe na frente dos amigos. Eu ri na hora. O Rony que eu conhecia tinha mesmo essa vergonha, só que agora eu não era mais amigo dele, então a vergonha era pior.
_Harry você está aí! – Nicolle veio até nós. – Mamãe está louca atrás de você! Achou que você tivesse fugido para acompanhar alguma missão! – ela chegou até nós. – Oi sra Weasley, oi Rony... – ela sorriu.
_Oi... – eles responderam, as orelhas de Rony ficaram vermelhas.
Era só o que me faltava! Meu ex-melhor amigo e minha irmã mais nova? Essa era muito boa! Não sei que tipo de sentimento me tomou naquele momento. Tudo que eu fiz foi tirá-la de lá de uma vez.
Caminhamos um pouco, muito silenciosos. Eu ainda estava pensando em tudo que ele havia me dito. Ele achava que tudo aquilo era culpa minha. Achava que eu não estava sofrendo com tudo que andava acontecendo? Como poderia? Como foi que as coisas haviam mudado tanto? Eu não sabia dizer... Não tinha respostas para nada. Só me sentia fracassado mais uma vez...
_O que há entre você e o Rony, hein? – perguntei.
_Nada! – ela me respondeu, mas sem me olhar.
_Sei... – ignorei. – E qual é o problema dele comigo, então? Não é possível que ele acredite mesmo que tudo isso seja culpa minha! – desabafei.
_Ele não acha, realmente... Ninguém acha... Você é uma vítima de tudo isso. Todos somos... O problema dele de verdade é por causa da irmã...
_E o que eu tenho a ver com isso?!
_Você está brincando né? – ela parou e me encarou. Eu fiquei apenas esperando a explicação. – Ok! – ela resolveu. – A mãe dele nunca achou que a culpa havia sido sua, mas sabe como são os irmãos mais velhos... – ela me olhou acusadora. – Todos sabiam que ela tinha uma paixonite por você, mas você nem ligava...
Tive que admitir que isso era verdade. Eu nunca tinha visto a Gina como mulher antes. Ela sempre havia sido a irmã mais nova do meu melhor amigo, portanto, guardadas as devidas proporções, minha irmã mais nova também.
_O fato é que depois que ela foi levada para a câmara secreta ela nunca mais foi a mesma. Andava sempre sozinha, nunca falava com ninguém, não ia para Hogsmead. Acho que ela se sentia culpada por todas as mortes que aconteceram e que, de certo modo, foram culpa dela por ter acreditado no diário... A única pessoa que conseguia despertar alguma coisa nela era você, mas você só tinha olhos para a japonesinha...
_Chinesa! – corrigi. – Cho Chang era chinesa!
_Que seja! É essa a história, mas eu achei que você tivesse chegado a essa conclusão sozinho! Você nunca fez questão de falar com ele, mesmo quando estudavam juntos! Vivia dizendo que ele te dava azar! Que toda vez que ele estava por perto alguma coisa ruim acontecia!
_Eu dizia isso?!
_Dizia!
_Certo... Eu estou um pouco cansado, ok? Acho que vou para o meu quarto, se precisarem de mim...
_Ok... Só não vai sumir, hein? Não faça nenhuma bobagem!
_Não vou fazer! – reclamei.
Fui para o meu quarto pensar um pouco. Descobri que o dividia agora com Simas e Dino, mas e o Neville? Dei uma olhada ao redor antes de me acomodar para pensar. Havia muitas fotos espalhadas pelo dormitório, alguns recortes de jornal também. Num deles descobri o que acontecera a Neville.
FAMÍLIA DE AURORES ATACADA NO MEIO DA MADRUGADA.
A família do conhecido auror Frank Longbotton foi atacada na manhã do dia 24/12, véspera de Natal. Todos os indícios apontavam para uma retaliação por parte dos comensais devido ao excelente trabalho que Frank desenvolvia, tendo mandado para Azkaban uma boa dezena de bruxos das trevas. Entretanto, Alvo Dumbledore, diretor da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, tem uma nova e extraordinária versão para o crime:
“A casa foi atacada por ninguém menos que o próprio Lorde Voldemort. Todos sabem que Voldemort persegue a família Potter há anos por causa de uma profecia. O que ninguém sabe é que Neville Longbotton, filho único de Frank e Alice, também poderia ser alvo da profecia. Voldemort cansou de perseguir Harry Potter e resolveu arriscar os Longbotton para variar. Infelizmente ele foi bem sucedido matando pai, mãe e filho enquanto dormiam. Anos atrás eu consegui evitar que os Potter tivessem o mesmo fim, mas nunca imaginei que Voldemort seria ousado o suficiente para atacar durante o feriado de Natal...”
_Triste, não é? – alguém me surpreendeu. – Nós deixamos aí para nunca nos esquecermos da nossa missão! Foi muita covardia atacá-lo enquanto dormia... – Dino me dizia com os olhos tristes. – Longbotton era boa pessoa! Foi muita covardia tê-lo atacado durante o feriado de Natal. Você se lembra? Foi no nosso quinto ano! Você ficou na escola no feriado porque as coisas andavam perigosas, mas ele foi passar o Natal em casa, aproveitar que a avó estaria na cidade...
_Há dez anos, então?
_Nem parece que já faz tanto tempo... Quando será que isso vai acabar, hein Harry?
_Não sei... – respondi. – Você também acha que a culpa disso tudo é minha?
_Quem disse essa besteira?! – ele se espantou. – Ah, nem me fale! O Weasley, não é? Não liga para ele! É um amargurado!
_Harry! Que bom que eu te achei! – Natty estava na porta do quarto, completamente esbaforida.
_O que foi? – perguntei preocupado.
_Uma comensal! Entregou-se! Disse que só fala com você!
Saímos correndo os três. Essa eu queria realmente ver. No fundo tinha esperanças de que pudesse ser a Gina, mas não era.
_Parkinson? – perguntei com nojo. Rony estava na sala, de guarda. Foi inevitável relacionar as lembranças. – O que você quer aqui?
_Quero falar com você! A sós! – ela olhou para Rony rancorosa.
_Nem pensar, minha filha! – minha irmã falou.
_O que eu posso contra ele, pirralha? Amarrada e sem uma varinha? Não se preocupe! Não vim aqui para liquidar o precioso Potter! Vim para ajudar, em benefício próprio, lógico! – ela sorriu sarcástica. Tive certo receio de ouvir o que ela tinha a dizer.
_Me deixem sozinho com ela! – pedi.
_Mas Harry! – Natty tentou.
_Não vai acontecer nada... Vão logo! Parece ser importante. - muito a contra gosto, a não ser Rony, todos saíram. – Diga! – falei quando o último saiu e a porta se fechou.
_Eu sei onde está a horcruxe, sei como pegá-la e como desfazer os feitiços que a protegem...
_E por que você me diria tudo isso? – sentei-me em frente a ela, duvidoso.
_Porque eu me cansei disso tudo! Só quero que isso acabe. Eu não estou ganhando nada com essa porcaria! Pelo contrário! A cada dia eu perco mais! – os olhos dela marejaram. No começo parecia ser por tristeza, no fim tenho certeza que era de raiva.
_Então me diga!
_O Lorde confiou a horcruxe a sua serva mais fiel: Weasley! – meu coração pulou, ela percebeu minha reação. – Surpreso? Era essa mesma a idéia! O Lorde achou que vocês jamais procurariam com ela, então a fez fiel do segredo dele, só que eu descobri tudo! Eu deveria ser a fiel do segredo, mas ele a preferiu! – disse espumando de raiva. – Ela carrega a horcruxe para onde vai no dedo, é um anel que está magicamente ligado a mão dela e não pode ser destruído por um feitiço normal, a não ser por aquele que vocês nunca pensariam em usar...
_Qual?
_O feitiço do Patrono! – ela riu maléfica.
_O Patrono! Mas...
_Fácil demais, não é? Era exatamente o que ele queria, algo tão óbvio que ninguém pensaria em usar! Atinja a Weasley com o feitiço do Patrono e tire o anel dela! Aí é só destruí-lo!
_Como eu posso saber que isso não é uma armadilha sua? – sondei.
_Vocês devem ter Veritasserum por aí, não?
Parecia fácil demais. Fiquei desconfiado, mas resolvi averiguar. Ela também nos informou que Gina estaria em Bristol no dia seguinte junto com outros comensais para mais um ataque. Eles não sabiam onde era a Ordem, mas estavam chegando cada vez mais perto fazendo ataques aleatórios a construções que pudessem abrigar uma base de oposição. Contei o que ela me disse aos aurores responsáveis e eles usaram Veritasserum nela. Era tudo verdade.
Um grupo sairia no dia seguinte para combater e prender o maior número possível de comensais. Fiz questão de ir junto! Queria rever Gina, tentar persuadi-la a voltar, já que eu tinha parcela de culpa na traição dela. Depois de um bom tempo de discussão eles permitiram que eu fosse, mas cercado com um contingente muito maior que o necessário para uma missão daquele tipo. Rony não foi. Acharam que o parentesco dele com Gina poderia atrapalhar as coisas. Saímos logo pela manhã.
Ficamos espalhados pelo povoado por um tempo, vestidos como trouxas, tomando chás, vendo as manchetes numa banca, usando o telefone público e nada. Nem sinal de comensal nenhum.
_Estou achando que ela nos enrolou! – Luna sentou-se ao meu lado.
_Mas e o Veritasserum? – perguntei esperançoso.
_E se eles já descobriram um antídoto para ele?!
_E por que ela se arriscaria tanto?
Ela ia responder, mas aí escutamos uma explosão ao longe, gente gritando. Eram eles! Saímos correndo já com as varinhas em punho. Havia, pelo menos, dois aurores para cada comensal, mas não havia nem sinal da Gina. Aproveitei que todos estavam muito ocupados e saí pelo lugar procurando por ela. Havia muita gente ferida graças aos feitiços proferidos, um tumulto e logo a polícia chegou, o que só pioraria tudo.
_Você não deveria sair sozinho por aí, Potter! – meu sangue gelou. Com certeza foi imprudente, mas pior ainda seria encontrar logo com ele.
_Malfoy! – falei antes de me virar, só para ter um choque maior ainda. – Gina! – ela estava parada ao lado dele. Os cabelos muito curtos, o olhar vazio e um sorriso debochado no rosto.
_Deixa ele comigo Draco! – ela disse.
_Como quiser! – ele falou. Encostou-se numa mureta, cruzou os braços e ficou olhando-a se aproximar.
_Por que, Gina? – perguntei.
_Você não sabe? – ela riu, cada vez mais perto.
_Talvez saiba, mas não entenda! – meu coração batendo cada vez mais rápido.
_Anda, Gina! Não podemos demorar muito! – Malfoy falou.
_A varinha, Potter! – ela me falou firme apontando a própria varinha para mim.
_Você não vai me matar! – arrisquei.
_Por que não? – ela debochou. A varinha agora apontada para o meu peito.
_Porque você me ama! – disse, mesmo sabendo que naquela situação eu pareceria um bobo.
Malfoy riu com gosto, ela permaneceu séria: - A varinha, Potter! Não dificulte as coisas.
Peguei a varinha lentamente, para não assustá-la, percebi Malfoy ficar muito atento aos meus movimentos: - Se não me ama por que tanto empenho em acabar comigo? Por que deixar a sua família e se juntar a eles?
_Cala a boca, Potter! – ela apertou mais a varinha em meu peito. Pegou a minha e colocou no bolso da calça jeans. – A única coisa que eu sinto por você é...
_Despeito! – falei. – Mas você não precisa mais se sentir assim. Eu sei que demorou, mas eu percebi que te amo! Volta para a Ordem Gina. Vamos ficar juntos!
_Mentiroso! – os olhos dela marejaram. Ela levou uma das mãos a testa, pareceu cambalear.
_Anda logo, Gina! – Malfoy falou.
_Vem aqui, Draco! – ela pediu com a voz fraca, a pressão da varinha em meu peito diminuindo.
_Droga, Gina! – ele falou se aproximando com a varinha em riste. – Eu te falei para não vir nesse estado!
_Que estado?! – perguntei atordoado.
_Cala boca, Potter! – ele apontou a varinha pronto para atirar, mas Gina desfaleceu bem na hora, distraindo-o.
Aproveitei para pegar a varinha do bolso dela, com o outro braço impedi que ela caísse. Apontei minha varinha para Malfoy, mas não atirei.
_Ela está grávida? – perguntei incrédulo.
_Está! – ele respondeu. – De mim, Potter! O que você acha? – ele sorria debochado.
_A pior coisa que poderia acontecer para ela! – apontei a varinha e o estuporei. Como sempre, apesar de estar mais preparado, Malfoy se distraía quando queria me provocar, por isso não conseguiu se defender.
Tentei reanimá-la, mas não consegui. Não sabia se haveria problemas em usar o Enervate em uma mulher grávida, por isso não o fiz. Resolvi levá-la para a Ordem, mas percebi que ela estava despertando.
_Gina... – chamei.
Ela abriu os olhos: - Me larga, Potter! – gritou na mesma hora.
Assustei-me porque não esperava aquela reação tão rápida. Ela se afastou num pulo e apontou a varinha para mim, mas errou. Notei o anel que Pansy havia mencionado, exatamente como ela havia descrito. Não pensei duas vezes:
_Expecto Patronum! – me assustei quando vi que agora o meu patrono era um unicórnio não um cervo, mas o motivo era óbvio, meu pai ainda estava vivo.
Ela se assustou, mas não conseguiu desviar. O unicórnio passou direto pelo corpo dela, a princípio achei que nada tivesse acontecido, mas então a vi esfregando um dos dedos. O anel parecia queimar o dedo dela. Desesperada ela tentava tirá-lo, eu fiquei apenas esperando. Ela usou tanta força que o anel escapou da mão dela quando conseguiu tirá-lo. Ele voou e eu o peguei no ar, como se fosse um pomo de ouro. Ela percebeu o que eu ia fazer, tentou me impedir, mas eu fui mais rápido.
_Reducto! – gritei, e o anel virou pó em minha mão.
_O que você fez?! – ela me perguntava desesperada. – O que você fez, Potter?!
_Fiz o que tinha que fazer! – respondi. – Agora faça o mesmo! Venha comigo! Volte para sua família!
_Idiota! – ela se afastou de mim, agachou-se ao lado de Malfoy, segurou seu braço e aparatou.
_Potter! Tudo bem?! – Oliver Spin correu ao meu encontro. – O que houve?
_Eu consegui! Destruí a horcruxe, mas a Gina escapou!
_Dane-se a Weasley! Vamos embora daqui, cara! – ele me falou sorrindo. – A guerra está acabando, Potter! Finalmente! Agora não há mais nada que te impeça de matar o desgraçado!
Era incrível a tranqüilidade com que as pessoas diziam que tudo que eu precisava fazer era ‘matar o desgraçado’. Como se o fato de me tornar um assassino não fosse nada de mais. Voltamos para casa vitoriosos. Gina e Draco foram os únicos que conseguiram escapar. Houve muita comemoração, mas para mim ainda restava a parte chata de dizer a sra Weasley e ao Rony que Gina não queria voltar. Não mencionei o relacionamento dela com o Malfoy, muito menos da gravidez, isso só pioraria a reação deles. Achei que seria menos pior se eles continuassem achando que ela estava lá por falta de opção.
Eu não conseguia parar de pensar nela. No jeito com que ela me olhava, no ódio que emanava do olhar dela, e de Malfoy debochando por tê-la engravidado. Mas isso não havia sido nada comparado ao que aconteceria no dia seguinte.
Acordei com os olhos cansados. Ainda era cedo e eu sentia-me como se tivesse acabado de me deitar. Não havia mais ninguém no quarto, então resolvi me levantar também. Já me bastava o fato de acharem que eu era sempre o protegido da história, não queria que achassem que eu tinha regalias. Saí do quarto ainda esfregando os olhos, mal tinha chegado ao corredor que levava ao refeitório quando senti a gola da minha camisa ser puxada bruscamente e eu ser empurrado contra uma parede.
_DESGRAÇADO! ESTÁ CONTENTE AGORA?! VIU O QUE VOCÊ FEZ?! ENTREGOU-A PARA ELE NOVAMENTE!
Só consegui entender o que estava acontecendo segundos depois, quando a dor por ter batido a cabeça na parede passou. Rony agarrava meu pescoço com toda força. Parecia que realmente seria capaz de me matar. Alguns aurores tentavam afastá-lo de mim, mas a força que ele fazia para se livrar deles acabava aumentando a força com que ele apertava meu pescoço.
_Ronald! Não faça isso! – ouvi a voz esganiçada da sra Weasley. Deu para perceber que ela estava chorando.
_ “Gina!” – pensei. O que será que havia acontecido com ela?
_Estupefaça! – ouvi meu pai gritar. Minha mãe veio me socorrer.
_Harry?! Harry, querido você está bem?!
Caí de joelhos no chão massageando meu pescoço e tentando respirar.
_Me desculpe, Molly, mas eu tive... – meu pai se explicava a uma sra Weasley abraçada ao corpo inerte do filho.
_O que aconteceu? – perguntei rouco.
_Nada fi...
_É melhor ele saber logo, Lily! – meu pai a interrompeu. – Olhe filho!
Ele me estendeu um exemplar do Profeta Diário. Logo na capa a foto de uma mulher, estava morta. Acima dela a manchete e ao lado a reprodução de um bilhete. Focalizei na foto apenas para confirmar o que eu já imaginava: era Gina. A manchete: VOCÊ-SABE-QUEM NÃO POUPA NEM SEUS ALIADOS. O bilhete reproduzido: “VOCÊ A QUERIA DE VOLTA, POTTER? POIS PODE PEGAR! ELA NÃO ME SERVE PARA MAIS NADA! LORDE VOLDEMORT.”
_ “De novo não!” – pensei.
Deixei o jornal de lado e escondi o rosto nas mãos. Eu não agüentava mais. Mais uma vez meu retorno havia sido em vão. Meu coração parecia que iria explodir de tanta dor e raiva. Ninguém disse nada, nem ao menos Rony que já havia sido reanimado. Tudo que ouvíamos era o choro dolorido da sra Weasley pela perda de mais um filho. Agora só lhe restava o Rony, que estava cada dia pior, perdido em seu rancor.
_Obrigada, Potter! – alguém falou. Eu levantei a cabeça para ver Pansy amarrada e escoltada por dois aurores. – Agora o Draco está livre! Obrigada! – ela sorria e me olhava feito louca.
_Para onde a estão levando? – perguntei aos aurores.
_Para uma cela separada. Os outros comensais quase a mataram! – um deles respondeu.
_Pois é o que ela merece! – Rony gritou ainda nos braços da mãe.
_Weasley! – um dos aurores falou. – Bem o mal ela nos ajudou.
_O Rony está certo! – eu interferi. – Ela sabia do risco de trair os comensais! Todos temos que assumir as conseqüências dos nossos atos!
_Mas Harry! – o outro falou.
_Ela que pague pela traição que cometeu! – eu me levantei do chão arrasado.
Queria ficar sozinho, queria sumir, queira morrer! Então saí da casa, pouco me importando com os apelos dos outros para que eu não saísse sozinho. Atravessei os portões do Largo Grimmauld e fiquei parado bem no meio da rua. Não era uma rua muito movimentada, mas eu tinha esperanças que algum carro passasse por cima de mim e acabasse logo com todo aquele sofrimento.

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