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10. O Último Conflito


Fic: A Cegonha da Discórdia - uma comédia romântica


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Naquela manhã o sol nasceu devagar, preguiçoso. Parecia não ter pressa de subir ao céu e, assim, despertar aquele casal que há muito desejava estar junto e em paz. Aconchegados um ao outros eles dormiam tranqüilos e despreocupados.

Depois de tantos meses, a noite compartilhada foi bem mais plena do que eles poderiam ter imaginado. Havia muito mais que paixão em cada beijo, carícia ou suspiro. Era um misto de cumplicidade, amor, respeito e, selando tudo isso, perdão.

A claridade começou aos poucos a passar pela fresta da cortina e Hermione, sentindo os primeiros raios de sol lhe tocarem os dedos, retirou a mão da parte já ensolarada da cama e procurou as mãos do marido.

Não foi surpresa notar que Rony adormecera abraçando-a por trás e deixando as mãos suavemente sobre sua barriga. Juntou suas mãos as dele e murmurou baixinho:

- Bom dia!

Ouviu o ruivo dar um longo suspiro, espreguiçar-se e responder ao cumprimento.

- Ótimo dia! Que horas são?

- Não sei, umas oito talvez.

- Humm, oito? Então a gente não dormiu quase nada. Você já precisa ir trabalhar?

- Na verdade há duas semanas que eu não preciso trabalhar. Só vou porque não tenho nada melhor para fazer.

- Ah bom! Então eu tenho idéias maravilhosas que você pode fazer comigo hoje – comentou no ouvido da esposa, arrancando uma risada divertida de Hermione e a abraçando ainda mais forte.

Ficaram na cama por mais uma meia hora e só então a mulher se levantou, calçou os chinelos de Rony e foi ao banheiro. O auror jogou as cobertas de lado sem se importar de ainda estar sem pijama. Deixou-se ficar deitado mais alguns minutinhos, enquanto se espreguiçava novamente, e só criou coragem de se levantar quando ouviu um clique vindo da porta do banheiro.

Encostada na porta, Hermione segurava uma máquina fotográfica trouxa e sorria de um jeito muito provocador.

- Mione, você... Você fez mesmo isso? – perguntou espantado, puxando uma ponta da coberta para se cobrir.

- Claro! Tem certos momentos que a gente precisa registrar.

- Mas... mas e quando for revelar? O que os trouxas lá daquela loja vão dizer? – seu tom de voz parecia dividido entre o desesperado e o divertido.

- Vão dizer que tenho muita sorte – respondeu a mulher com uma piscadinha para o lado dele.

Rony jogou a coberta de lado e foi até a esposa, segurou-a pela cintura e lhe deu um beijo. Ela empurrou o marido carinhosamente e, antes que ele pudesse protestar, falou:

- Vem comigo. Agora sou eu quem tem uma surpresa para você. E nem adianta fazer essa cara de safado, o que eu vou te mostrar é bem inocente.

Ele fingiu uma careta de decepção e riu em seguida, entrando no banheiro atrás da esposa. Pensava o que poderia haver de inocente ou mesmo interessante no banheiro da suíte.

A banheira estava cheia de água morna e ele estranhou quando ela despiu a camisola e entrou no banho, dando a mão para que ele também entrasse na banheira. Definitivamente, não havia nada de inocente naquilo, pensou se lembrando do que sempre acontecia todas as vezes que eles decidiam tomar banho juntos.

Ele encostou as costas na banheira e Hermione se recostou nele sem dizer uma palavra. Rony não sabia como reagir e esperou que ela falasse. O que não demorou muito a acontecer.

- Olha! – disse feliz apontando para a própria barriga, que exibia um calombo engraçado do lado direito.

Os olhos de Rony se arregalaram e encheram de água. Uma lágrima teimosa insistiu em escorrer, mas ele correu a limpar e perguntou, fingindo não sentir o nó que lhe apertava a garganta:

- Ela está mexendo? Digo, aí dentro, ela tem espaço para mexer?

- Tem sim. Não é muito e por isso minha barriga fica assim, meio torta.

- Mas como você sabia que ela ia mexer?

- Todo dia de manhã, na hora do banho, ela mexe. É sagrado – a bebê mudou de posição e Hermione completou. – Mas hoje ela está mais animada que de costume. Acho que ela sabe que você está aqui.

Os olhos de Rony brilharam com o comentário de Hermione. Ficou um tempo acariciando a barriga e rindo dos movimentos da criança, até que perguntou algo que eles ainda não haviam discutido:

- Mione, você já pensou num nome para ela?

- Já pensei em alguns. Mas isso é tão difícil! Eu não quero ter uma filha Elisa com cara de Rachel. Mas também não quero esperar ela nascer, pois queria que as coisinhas dela já tivessem nome.

- E não tem nenhum nome que você goste? Assim, desde pequena? A Gina sempre disse que quando tivesse uma filha ela ia se chamar Louise.

- Acho que eu nunca pensei nisso. Passei a infância lendo um livro atrás do outro e não me lembro de pensar em filhos e família. A única vez que dei um palpite nisso foi quando minha madrinha ficou grávida e eu disse que queria uma priminha chamada Julie – confessou Hermione, e revidou a pergunta – E você? Não tem nenhum nome que goste?

- Eu gosto de Anne. É pequeno, fácil e não dá apelidos – justificou-se.

Hermione ficou quieta alguns instantes e depois pronunciou:

- Julianne. O que acha? O nome que eu gosto e o que você gosta.

- Acho lindo, amor. É perfeito! E você, florzinha? – perguntou passando a mão na barriga de Hermione mais uma vez. – Gosta desse nome, Julianne?

Um calombo ainda maior se formou e Rony riu, dizendo para a esposa:

- Acho que isso é um sim.

Eles saíram da banheira algum tempo depois e Hermione se lembrou que não tinha roupas em casa. Todas as suas vestes de gestante haviam ficado na casa de seus pais.

- Vista a camisola, Mione. Eu busco suas roupas depois do café, pode ser? – propôs Rony.

- Tudo bem, mas eu preciso ir junto. Coloco o vestido de ontem à noite e vou com você. Afinal, preciso me explicar com meus pais. Não posso simplesmente desaparecer de lá assim, de uma hora para outra.

- Combinado então. O que você quer de café?

- Ainda tem tortinha de abóbora? - perguntou se aproximando do marido apoiado ao balcão da cozinha.

- Tem sim, a Gina... – ia explicar que a irmã havia feito comida para uma semana, mas a campainha tocou e ele lançou um olhar engraçado para a esposa.

- Deve ser o carteiro ou qualquer coisa do gênero. Você pega as tortinhas para mim e eu abro a porta, pode ser? – propôs com um selinho rápido e já se dirigiu para a sala.

Ajeitando a camisola para parecer mais comportada, ela destrancou a chave, rodou a maçaneta e abriu a porta com a mesma simpatia que sempre dispensou ao Sr. Stout, o leiteiro, ou ao Sr. Hoover, o carteiro.

O espanto de Hermione ao ver quem estava diante de si foi ainda maior quando, além da presença indesejada, a lareira da sala começou a emitir uma fumaça esverdeada.

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- Bom dia!- falou Gina se espreguiçando na cama e vendo o marido já vestido. – Você tem mesmo que ir para o departamento hoje?

- Tenho sim – respondeu Harry abaixando-se e dando um beijo estalado na testa da ruiva. – Mas eu juro que já falei com o Kingsley e a partir da semana que vem tiro minhas férias e emendo com a licença paternidade.

Ela sentou na cama, recostando-se aos travesseiros, e deu um muxoxo aborrecido. Harry sentou ao lado dela e, pegando suas mãos, informou carinhoso:

- Mas eu só preciso trabalhar hoje de manhã. Vou estar livre para almoçarmos juntos num restaurante ou na casa dos seus pais se você preferir.

- E qual é a missão “maravilhosa” que você precisa resolver hoje?

- Ah, nada demais. As mesmas coisas de sempre, você sabe.

Gina puxou as mãos com força. O jeito de Harry falar indicava que ele estava mentindo. Nunca fora bom nisso. Ela encarou o marido com um olhar inquiridor e falou:

- As mesmas coisas de sempre? Tem certeza, querido? Por que será então que eu tenho a sensação de que você está escondendo alguma coisa?

- Eu só quero te deixar tranqüila, amor.

- Me deixar tranqüila mentindo assim, descaradamente? – o tom de voz da bruxa já começava a se elevar.

- Querida, por favor. Gina, meu bem, eu juro...

- Não precisa me jurar nada, Harry. Apenas me diga a verdade!

O moreno encarou a esposa ali, sentada, com as mãos na cintura e uma expressão zangada no rosto. Não pode deixar de pensar que ela se parecia muito com a própria mãe. Suspirou irritado por nunca conseguir ganhar uma discussão com ela e falou, escolhendo bem as palavras:

- Olha só, eu vou te contar o que é. Mas você precisa se acalmar, não é bom para o Sev. – fingiu não ver o olhar impaciente que ela lhe dirigiu e continuou. – Eu fui chamado para... Bem, eu vou ter que explicar como... Quero dizer...

- Harry, chega de enrolação e fale de uma vez!

- Tudo bem, amor, eu vou ter que levar a Gusman comigo numa inspeção para ela conhecer os métodos da Academia de Aurores Britânica.

Harry falou tudo de uma vez e muito rápido, enquanto a boca de Gina se abria involuntariamente. Ela balançou a cabeça numa tentativa de tirar do ouvido as palavras que Harry lhe disse e pela primeira vez durante toda sua vida ao lado dele, pensou que seria melhor se ele não fizesse todas as suas vontades.

- Você vai passar a manhã inteira com aquela fulaninha? – a pergunta saiu num tom de voz assustadoramente baixo.

- Eu juro que não tive escolha, amor! Ainda mais depois de ganhar do Kingsley dois meses de licença extra para...

Um barulho surdo estalou na janela do quarto. Harry abriu as cortinas e notou uma coruja parada no parapeito. Abriu o vidro e retirou o bilhete que estava preso à pata da ave. Ela levantou vôo e deixou Harry com um pergaminho selado com o símbolo do Departamento.

Ele rompeu o lacre e, à medida que lia o bilhete, empalidecia. A letra miúda e precisa de Franz, seu colega de trabalho, deixava bem claro que a missão de acompanhamento com a auror intercambista havia sido suspensa. O motivo: ela havia conseguido uma autorização do ministro para ir até a casa de Ronald Weasley e discutir com ele alguns pontos que deveriam ser apresentados dali três dias, quando ele voltasse de licença.

- Harry, está tudo bem? – chamou Gina puxando o braço do marido e o fazendo sentar na cama novamente.

- Não, quero dizer, não vai ficar nada bem. A missão de hoje foi cancelada porque a Gusman foi atrás do Rony.

Foi a vez de Gina empalidecer. Pensava que se os planos de Rony tivessem dado certo, Hermione teria dormido na casa deles. E ainda estaria lá àquela hora. Qual seria a reação da cunhada ao ser despertada pela presença insuportável da bisca espanhola?

Antes que Harry conseguisse colocar os pensamentos em ordem, Gina já havia se levantado, calçado as sandálias e ido até o quarto de James. O menininho ainda dormia tranqüilo e, sem acordá-lo, ela o levantou do berço, enrolou numa manta leve e voltou para onde Harry estava, passando a criança para o colo do pai.

- O que é isso? – perguntou o auror assustado com a atitude da esposa.

- Isso é o seu filho e você vai aparatar com ele na casa da minha mãe agora. Eu vou acabar de me arrumar e vou para a casa de Rony pela Rede-de-Flu. Você explica para mamãe que tivemos umas compras de última hora para fazer e me encontra lá.

- Você está louca? O que pensa em fazer indo até lá?

- Olha, Harry, eu não estou louca, mas vou ficar se mais uma confusão qualquer estragar a família do meu irmão, da minha melhor amiga e da minha afilhada. E sobre o que fazer para resolver isso, eu penso quando chegar lá. Agora ande, não temos a manhã inteira.

Sem ter como fazer Gina mudar de idéia, Harry aparatou levando o filho para a casa da sogra. Deu a desculpa mais convincente que conseguiu imaginar, mesmo diante do olhar inquisidor da Sra. Weasley, e aparatou em seguida no jardim da casa dos amigos. Gina penteou os cabelos, prendeu-os num rabo, trocou de roupa e também foi para a casa do irmão.

Ambos chegaram no exato momento em que Hermione abria a porta. De onde estava, Gina não pôde ver o que causava o maior silêncio na sala. Mas do lado de fora, observando tudo do Jardim, Harry entendeu perfeitamente. E pensou se a auror espanhola não teria petrificado sua amiga, pois ela não se mexia. Apenas olhava a cena com uma expressão indecifrável.

Julia havia aparatado no jardim da casa alguns minutos antes de Harry. Notando que o bairro residencial era calmo e não havia previsão das pessoas saírem de casa tão cedo, tirou a capa que vestia, exibindo assim uma bela lingerie azul, combinando com a gravata que Rony esqueceu no quarto da auror após a festa, e que ela fazia questão de usar.

Quando Hermione abriu a porta, a auror não se intimidou. Deu um sorriso cínico e perguntou, agindo como se Hermione fosse a empregada da casa:

- Por favor, Ronald está? Eu preciso devolver essa gravata para ele. Sabe, ele a esqueceu no meu quarto em Paris.

Harry já estava na escada que dava para a pequena varanda da casa colonial e ouviu o que a mulher falou. Teria lançado uma azaração imediatamente se não ouvisse a resposta de Hermione em seguida:

- Ah sim, essa é a gravata que ele mais detesta. Faz tempo que ele queria se livrar dela, sabe? Ele odeia azul.

Ela deu um olhar divertido para a auror, examinando a moça, em trajes mínimos, parada diante da sua porta. Achou aquilo tão ridículo e apelativo que não se irritou. Ao contrário, teve pena da auror. Sabia desde sempre que mulheres atiradas sufocavam seu marido, como havia sido com Lilá Brown nos tempos de Hogwarts.

- Querida, quem está aí? – perguntou Rony vindo da cozinha com uma bandeja com o café que serviria para a esposa. Vendo de quem se tratava, estancou bruscamente e deixou a bandeja cair com um estrondo, louça e comida rolando para todos os lados.

- É visita para você, amor! – respondeu Hermione e se sentou no sofá, observando a feição da auror que começava a se sentir constrangida pela primeira vez naquela manhã. A reação de Hermione a desarmou por completo.

Rony ia começar a falar alguma coisa, mas Gina irrompeu pela lareira. Desculpando-se rapidamente com Hermione pela sujeira no tapete, partiu para cima de Julia com o dedo em riste e desatou a falar:

- Escute aqui, moça! É bom dar meia volta e sair da casa do meu irmão, ok?

- Gina! – chamou Harry entrando pela porta da frente, que a auror espanhola havia liberado quando Hermione abriu passagem para que ela entrasse na casa.

- Fica fora disso, Harry. Eu já lhe disse que não vou deixar que uma qualquer, uma mulherzinha desclassificada que tem a falta de respeito de aparecer quase pelada na casa dos outros as nove da manhã estrague a vida do meu irmão e da minha melhor amiga – virando-se para Julia completou: - Então, se você ainda tem um mínimo de inteligência nessa sua cabeça, é bom dar o fora daqui.

Mas Julia não se movimentou. Não iria embora agora que tinha alguém com quem discutir. Examinou Gina com cuidado e respondeu:

- Eu não vim fazer nada demais, querida! Apenas terminar uma coisa que começamos em Paris, quando Rony me disse que o casamento dele havia acabado e que a mulher o estava traindo.

- Ah, sim, muito justo! – retrucou a ruiva. – Mas agora que ele já sabe que foi tudo um grande mal entendido, não tem mais nada para terminar aqui, a não ser a sua insistência infantil.

Julia fechou a cara e cerrou os punhos. Se tinha algo que ela não admitia era que a tratassem com desdém. Rapidamente alcançou a varinha que estava no bolso interno do casaco que ela segurava e apontou para o peito de Gina, falando entre dentes:

- Não me provoque ruivinha, você não sabe do que eu sou capaz.

Harry sacou a varinha ao mesmo tempo em que Rony e ambos apontaram para Julia. Ela parecia nem notar a presença dos dois, e Gina não se preocupou em continuar falando, a irritação pontuando cada palavra:

- Ah, o que vai fazer? Me estuporar só porque eu falei a verdade que estava entalada na minha garganta desde que você se ofereceu para o meu irmão naquela maldita festa? Tenha dó, mulher! Já enfrentei bruxos muito mais poderosos do que você jamais imaginou e não vai ser uma fulaninha qualquer vestida como uma vadia que vai me botar medo.

O ar na sala ficava cada vez mais tenso. Durante a discussão, Gina sentiu o bebê chutar várias vezes e imaginou que o filho, assim como ela, não seria do tipo que leva desaforo para casa.

Como Julia não abaixava a mão e Gina percebeu que ela poderia lhe lançar um feitiço silencioso, levantou a própria varinha, apontou para a auror e provocou:

- Se você não acredita na minha capacidade, pode me azarar. Anda. Vai ser bem legal ver você respondendo um inquérito por estuporar uma mulher em estágio avançado de gravidez. Como é mesmo o número da lei que me protege, Mione?

- Lei 7.827 de proteção e integridade física às gestantes e lactantes no mundo mágico – respondeu Hermione pausadamente, como se estivesse achando graça de toda aquela situação.

A mão de Julia pareceu oscilar, mas ela ainda sustentava um olhar muito ofendido. Abaixou a varinha com força e, no instante seguinte, Gina deu um gemido forte e agachou com a mão direita pressionando o baixo ventre.

- O que você fez? – perguntou Harry desesperado tentando chegar até a esposa.

Rony atravessou a sala saltando por cima do sofá e, com a varinha apontada para o pescoço da auror, empurrou-a para um canto, os olhos cheios de raiva e indignação. Afinal, que espécie de mulher era aquela capaz de atacar uma mulher grávida? Onde ele estava com a cabeça quando deixou que Julia se aproximasse dele? E agora, se Gina estivesse ferida, a culpa seria exclusivamente dele. A voz de Julia, aguda e amedrontada, diferente de todas as vezes que ele já a tinha ouvido, o despertou de suas preocupações enquanto ela protestava:

- Eu não fiz nada. Eu juro! Não foi culpa minha...

- Rony! - chamou Hermione em voz baixa.

O ruivo soltou Julia e correu para o sofá no qual Hermione estava sentada. Pegou a mão dela e perguntou aflito:

- Você também? Você também foi atingida pelo feitiço?

- Não teve feitiço nenhum – explicou a mulher, apontando para o tapete da sala que agora estava ensopado de um líquido viscoso. – A Gina está em trabalho de parto, só isso. Ela precisa é ir para o St, Mungus e o mais rápido possível.

Harry olhou ainda mais assustado para Hermione e depois novamente para sua esposa. Aquilo estava errado. Albus Severo só deveria nascer dali seis semanas.

- Querido, por favor... – pediu Gina com uma careta de dor.

Ele apenas concordou com a cabeça e ergueu-a no colo, aparatando no hospital.

- Acho que você devia ir ver se ele precisa de ajuda, Rony – sugeriu Hermione, que já havia buscado a varinha na bolsa sobre a mesa de centro. – E não se preocupe, eu estou bem e sua amiga já vai sair daqui.

Rony apenas concordou com a cabeça, deu um beijo apaixonado na esposa e aparatou sem sequer dizer adeus à Julia.

A bruxa de cabelos castanhos e fofos encarou a outra, vestida em um indecente espartilho azul turquesa. As duas ficaram num silêncio surreal. Até que Hermione desviou os olhos e percebeu a bagunça que sua sala estava.

- Obrigada – falou Julia com a cabeça baixa. – Por um momento eu achei que...

- Se importa de me ajudar com a limpeza? – interrompeu Hermione de um jeito tão natural que a auror não conseguiu negar. E vendo-a aceitar sua proposta, emendou: - Mas vista seu casaco primeiro. Acho que não tem mais motivo para você continuar assim, tão à vontade.

Elas executaram um feitiço simples e logo todo o tapete estava limpo, inclusive do pó que saiu da lareira por ocasião da entrada intempestiva de Gina.

- Olha, Hermione... – começou Julia, mas foi interrompida pela morena.

- Não, olhe você, Julia. Você quase se envolveu com o MEU marido numa época em que ele acreditava que nosso casamento estivesse falido. Mas como você pôde constatar esse casamento não só vai muito bem como nossa filha nasce daqui dois meses e eu quero essa família em paz quando ela chegar.

Sem graça com a sinceridade fria de Hermione, Julia abotoou o casaco e foi para a varanda. Já descia o primeiro degrau quando a mulher de Rony a alcançou.

- Ah, pode levar essa gravata com você. Eu não menti quando disse que era a que ele menos gostava – e lançou a peça de roupa para a auror, fechando a porta imediatamente.

Observando a sala arrumada e pensando em tudo o que havia presenciado, Hermione soltou uma gargalhada. Realmente, havia sido tudo tão ridículo que ela não conseguiria jamais ficar brava com aquilo.

Não importava o que a auror dissesse. Depois de tudo que Rony fez desde que voltou da convenção, depois da noite perfeita que tiveram juntos, nada poderia estragar o relacionamento deles outra vez.

Satisfeita consigo e com o grau de amadurecimento que reconheceu ter alcançado, pegou a bolsa, guardou a varinha e saiu de casa. Pegaria um táxi até o St. Mungus para poder ver o mais novo potterzinho, como diria seu marido.

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Comentários: 2

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Enviado por Andye em 12/03/2012

Hermione é super sensata mesmo... sou fã.

Nota: 5

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Enviado por Lana Silva em 23/11/2011

Nossa Hermione me surpreendeu nesse capitulo...Pra falar a verdade todos me surpreenderam *----*

Nota: 5

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