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28. O SIM


Fic: AVENTURAS EM HOGWARTS- Rony e Mione- Cap 59 e 60 ATUALIZADA!


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capitulo 28
O Sim

A prof.Anelette entrou apresada na sala comunal. Todos os alunos estavam encurralados ali dentro a umas duas horas.
-Estão todos aqui? – perguntou, sua voz insuportável quebrando o silencio dos alunos.
-Achamos que sim.... – disse Neville, mais perto dela que os outros alunos.
Os olhos astutos da professora varreram o lugar analisando cada rosto.
-Onde está a srta.Luna e o sr.Rony?
-Rony foi dormir cedo – disse Harry, sentando com gina no sofá.
-Luna está no dormitório. Disse que queria ler a revista semanal do pai dela... – emendou Gina.
-Bem...se todos estão aqui...- empinou o nariz arrogantemente – Não tentem sair pois acabei de conjurar um feitiço nessa sala. Ninguém entra. Ninguém sai.
Dizendo isso, deu as costas aos alunos.
-Será que houve outro ataque? – perguntou gina a Harry.
-Acho que estão com medo que aconteça... – Harry levantou – Vou chamar o Rony.
-Pra que? – Gina indignou-se – Deixe esse idiota onde está que é o que ele merece! – sua voz transbordava rancor.
-Só nós sabemos o que está acontecendo, Gina. Com Mione longe, se houver outro ataque temos que saber antes de todos.
Harry sumiu para dentro do dormitório e quando voltou estava pálido.
-Rony não está no dormitório!
-Como?? – Gina deu um salto do sofá – Onde Rony pode Ter se metido???
Fred que estava conversando animadamente com Angelina, ao ouvir isso levantou a cabeça na direção deles.
-Rony foi até a casa de Hagrid. Vi quando ele saiu. Porque? Ele não voltou ainda.
-Não. – Gina engoliu a própria voz. Lágrimas se formando nos olhos.- Harry, será que...?
-Não. – disse confiante. – Não deve Ter acontecido nada! Nada...


As horas se arrastaram e a noite passou, sem que Rony voltasse. Harry ficou repetindo pra si mesmo que era porque a prof.Anelette enfeitiçara o salão e ninguém podia entrar. Mas nem ele nem Gina acreditavam nisso.
Assim que amanheceu, as portas se abriram e prof.Anelette e prof.Minerva entraram apresadas.
-Sr.Potter. – disse Minerva surpresa em vê-lo ali sentado no sofá acordado.
-Aconteceu alguma coisa, não é professora? – levantou com o coração não mão.
-Sim. Aconteceu outro ataque. Vá ao dormitório e traga Percy, Fred e Jorge Wesley. Preciso deles na enfermaria.
-Professora, foi alguma coisa com o rony?
-Vá logo, sr.Potter! – disse prof.Anelette sem paciência.
Resignado Harry correu para o dormitório dos gêmeos.


Harry esperava do lado de fora da enfermaria. Tinha os braços cruzados e a preocupação evidente no rosto. A quase uma hora, a sra.Wesley chegara apressada com o sr.Wesley logo atrás. Ela parecia frenética demais para chorar ou gritar. Pouco depois prof.Minerva entrara na sala com Gina nos calcanhares. Ela apenas o olhou como quem pedia desculpas e não teve como explicar nada.
E desta forma, ele estava ali, parado sem saber para onde ir, com o coração saltando na boca. Seu melhor amigo estava lá dentro e ele não podia fazer nada para ajudar.
O som inconfundível da chave rodando na fechadura o fez saltar. O rosto cansando do sr.Wesley apareceu e sua voz estava muito cansada também.
-Pode entrar, Harry. Apenas não faça barulho, está bem?
Concordando com um aceno, Harry entrou.
Percy estava de pé em frente a cama de Rony, abraçando a irmã pelos ombros. Jorge e Fred sentados na cama ao lado. A sra.Wesley estava de braços cruzados junto ao peito. Era obvio que havia chorado e sua expressão ainda guardava um misto de desespero que ele não pode entender.
Na cama, Rony parecia imóvel, sua respiração calma e sua face serena. Parecia apenas dormir calmamente. Lembrou-se de Behl e Malfoy. Das expressões de pânico que tinham.
Harry achou melhor não perguntar nada. Foi então que percebeu, Hermione estava sentada numa das camas, do lado oposto a de Rony. Seus olhos se encontraram mas não disseram nada. Harry queria saber como ela chegara ali, se não a vira entrar.
Prof.Minerva aproximou-se dele.
-Está tudo bem com Rony. Não se preocupe, Harry.
-O que aconteceu a ele? – perguntou e o sr.Wesley aproximou-se, segundo seus ombros.
-Você já sabe dos monstros que rondam hogwarts, não é? Hermione contou que vocês possuem teorias sobre isso. Isso – apontou Rony – é uma conseqüência deles. Isso é o que acontece a um grifinólia atacado por um monstro de Tor.
-Não é o mesmo que aconteceu ao Behl e Malfoy?
-Não. Os sonhos de grifinolianos interessam muito mais aos Tors do que os demais. Por pouco não perdemos Rony.
Harry não conseguiu dizer nada. Mione baixou a cabeça, e Harry pode apostar que ela queria chorar, mas estava envergonhada.
-Como o curaram? – olhou novamente para Hermione.
-Oh, não foi tão difícil. – intrometeu-se prof.Anelette com sua costumeira frieza. – Srta.Granger os neutralizou e pudemos afugenta-lo.
-Com Malfoy e Behl demorou mais, não foi?
-Oh sim. Mas seu amigo aqui nos deu uma grata surpresa, sr.Potter. – deu uma palmadinha irritante no braço imóvel de Rony.
Isso fez o sangue da mãe deles ferver.
-Não fale assim do meu filho, Anelette! Nem toque nele dessa forma provocadora! Rony quase morreu! Não é necessário tornar tudo mais difícil com seu pouco caso!
Anelette abriu a boca para responder, uma vez que jamais permitiria ser tratada daquela forma na frente de seus alunos.
-Molly. – o sr.Wesley segurou o braço da mulher.
-Me desculpe, querido, pode não ser a hora certa, mas essa mulher precisa ouvir umas verdades! Desde que chegamos tem feito de tudo para atrapalhar o tratamento de Rony!
-Não é verdade! – Anelette guinchou.
-É claro que é! Onde está Heldor, pra começar?
-Eu já disse que ele teve que se ausentar, e não sei onde foi!
-Verdade? – aproximou-se encarando-a olho a olho– Ou será que você apenas não quer nos dizer para onde ele foi? Aposto como foi você quem trouxe esse monstro pra cá!
-Você é louca! Me acusar dessa forma! – empinou ainda mais o nariz.
-Vocês duas. – a voz de Minerva as fez calar – Parem com essa decepção na frente das crianças. – Fred e Jorge abriram a boca para protestar mas pararam com medo da mãe deles que de antemão os olhou feio. – Vamos todos sair e deixar Rony e Hermione descansarem. Vamos! Vocês – apontou os gêmeos, Percy e Gina, - voltem ao dormitório. Molly volte pra casa e descanse. Ele estará bem cuidado. E Anelette....me acompanhe a minha sala, precisamos conversar.
Cabisbaixos a quantidade surpreendente de cabelos vermelhos foram saindo pela porta. Harry pensou se deveria sair também.
-Harry. – chamou-o baixinho, Hermione.
Como todos saíram sem o mandarem ir pra cama também, Harry achou que poderia ficar.
-Está tudo bem agora? – sentou perto dela na cama.
-Está... – sua voz tremeu. – você não imagina o que aconteceu...
-Me conta. – segurou sua mão.
-Heldor sumiu logo agora e...- soluçou e antes que ele previsse desmanchou-se em lagrimas jogando-se em seus braços. Sem saber o que fazer a abraçou, confortando-a.
-Hermione?
-Eu tive que fazer tudo sozinha, Harry! Eu tive tanto medo de não conseguir – outro soluço.
-É claro que conseguiria! – disse confiante, afastando-se dele mais confiante – Como veio parar aqui, Mione?
-Eu estava na casa do Rony com a mãe dele. Fiquei lá desde que sai daqui. – confessou. – Molly não sabia o que havia acontecido nem com quem, quando foram chamados. Daí, quando soube que precisaria de mim, ela usou um portal que Prof.Minerva lhe emprestou e me buscou.
-Então você viajou com ela? – estava surpreso.
-Não foi uma experiência agradável, acredite, - tentou sorrir. – Eu...não sabia bem o que fazer quando cheguei...sempre foi Heldor quem conduziu tudo.
-tudo bem, Mione. Deu tudo certo. Rony vai ficar bem ,não vai?
-Ele só esta dormindo agora. – ela levantou e andou até a cama. Quando olhou para ele seus olhos brilhavam intensamente – Você não tem idéia, Harry do que aconteceu. Quando virei gato e entrei na mente do rony...não foi como das outras vezes...foi diferente. No começo achei que era porque ele era da grifinólia, e Minerva me avisou que Tors preferem grifinolianos. Mas não era. Tinha uma coisa estranha e...era como se Rony estivesse alimentando-se desse monstro e não vice e versa. Você entende?
Harry maneou a cabeça confuso.
-Eu não posso descrever o que acontece quando estou na mente de alguém como gato, porque nem sempre lembro tudo. Mas só posso dizer que foi muito diferente e...eu o neutralizei e quando sai de sua mente, prof.Minerva deu-lhe uma poção e ele expeliu o monstro.
-Expeliu?
-Pela boca – complementou – não é nada agradável de se ver. – apanhou ao lado da cama um vidro transparente onde havia uma espécie de nevoa. Hermione chacoalhou e ele pode ver olhos amarelos que o olhavam de volta. –Não é bonito é?
-Nem um pouquinho. – fez cara de nojo.
-Prof.Minerva enfeitiçou o vidro. Ele não pode sair. Temos que esperar Heldor para o destruir. – recolocou sobre a mesinha. –Sabe o que houve de estranho em relação ao rony?
-Vai me dizer?
-É claro...tenho que confirmar com Heldor, mas...Acho que Rony é um dos Quatro, Harry.
-Tem certeza? – estava com o queixo no chão.
-Tenho. O que estava matando o monstro era sua mente, eu apenas o obriguei a sair. Não sei o que teria acontecido se não fizéssemos nada, mas Heldor me falou que um dos Quatro poderia Ter esse poder. Sugar todas as forças de um ser próximo a ele, nesse caso, dentro dele. Se eu estiver certa, Rony é O Sim, Harry.
Silencio. A cabeça de Harry deu voltas. Levantou assustado com essa idéia.
-Harry, está tudo bem. Isso é algo bom. Precisamos achar apenas os outros dois. E isso pode ser a diferença entre a vitória e a derrota de Voldemort. Com você, e os quatro poderes do lado do bem, ele não vai Ter chances!
-Hermione, você ouviu Lucios Malfoy! Vocês iram morrer!
-Ele disse muitas coisas, Harry. – disse paciente, pegando sua mão e o fazendo sentar novamente – Ele acredita em voldemort. É natural que ache que vamos morrer lutando contra ele. Mas numa luta sempre há um vencedor e um perdedor, e ninguém pode prever o resultado antes que ele aconteça. Lembra o que falamos outro dia, na sala comunal? Iremos lutar, Harry, ao lado daqueles que querem o bem, e aqueles que sobreviverem, esperemos que sejam muitos, - sorriu confiante – aqueles que ficarem iram reconstruir o que for destruído e cultivar a memória dos mortos. Mas sem dor ou sofrimento, pois serão mortes honradas e dignas.
-Eu não quero que ninguém morra, Hermione – disse com os olhos cheios de lagrimas.
-Nem eu, Harry. Nem eu... – emocionada, ela o abraçou.
Se afastaram enxugando as lagrimas um pouco envergonhados. Na cama, Rony falou algo dormindo e ambos riram.
Ia ficar tudo bem.














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