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7. O casamento mais que esperado


Fic: SENTIMENTOS


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-Brinde aos noivos! – gritaram todos que estavam presentes.
Harry riu. Gina se emocionou. Finalmente ele conseguira pedir ela em casamento. Não fora nada como o planejado. Ele simplesmente se levantou da sua cama num dia que não estava trabalhando e sabia que Gina estava dormindo naquela hora da manhã em casa. Harry pensou uma única vez, quando olhou para a janela e viu os flocos de neve caindo. Era hoje o dia.
Deu um pulo da sua cama, se vestiu com um moletom e uma calça jeans. Lavou seu rosto,escovou os dentes, fez a barba e desceu as escadas correndo.
-Aonde você vai com tanta pressa Harry? – perguntou Sirius, quando ele passou pela porta da cozinha correndo.
-Vou correr atrás do meu sonho. Tchau.
-Como?
Harry não ouviu. Seu coração batia em disparada. Ele só queria uma coisa naquela vida e pro resto dela, se casar com Gina. Nem lembrou de aparatar, correu até a Toca mesmo nevando. Como era perto, não demorou a chegar. Transpirando um pouco, bateu na porta da cozinha. Molly com um sorriso abriu, mas mal viu Harry passar. Ele apenas pediu licença ofegando e subiu as escadas correndo. Chegou no corredor, e abriu a porta de Gina. Ela dormia. Ele sentou na cama e chegou no ouvido dela.
-Gina, quer casar comigo? – perguntou ele sussurrando.
-Hum? – resmungou ela, ainda de olhos fechados. Harry sorriu. Ela era a mulher da vida dele. Ele começou a acariciar seus cabelos e seu rosto, quando ela abriu os olhos e ficou surpresa com a presença dele. Se sentou rapidamente na cama.
-O que você está fazendo aqui? Eu sonhei que você me pe... – Ela arregalou os olhos. – Espera ai! Você está aqui. Não foi um sonho?
A cara de espanto dela era fantástica. Ele se levantou da cama.
-Não foi um sonho. – Ele colocou a mão no bolso da calça jeans. A caixinha estava lá desde a noite anterior. Ele tinha colocado para ver se surgiria uma oportunidade no dia seguinte. Mas decidiu ele mesmo criar sua própria oportunidade. A neve que caia era um sinal. Após tirar a caixinha azul, ele se ajoelhou e encostou-se na cama de Gina. Abriu a palma da mão. Gina deixava lágrimas de emoção caírem.
-Eu Harry, peço você, Gina, que seja minha mulher para o resto de nossas vidas. – Ele abriu a caixinha com todo o cuidado, enquanto Gina colocava a mão na boca, e chorava silenciosamente de emoção. – Você aceita? – perguntou ele já engolindo um seco.
-Que pergunta! Claro que eu aceito meu amor. – Harry se levantou e sentou novamente na cama, roubando um beijo da amada.
-Deixa eu colocar o anel de noivado.
-Ele é lindo. O símbolo do infinito. Oh Harry! Eu pensava que você não me pediria nunca em casamento.
-Como se eu te amo?
-Você me pegou assim, levantando. – Ela ria.
-Você é linda de qualquer jeito, e você sabe disso.
-Vou me vestir, você espera lá embaixo?
-Temos que contar a novidade aos outros.
-Então me espera na cozinha e nós dois contamos juntos.
-Está bem.
E foi assim que eles contaram a todos, e se fez uma festa ao anoitecer na Toca onde compareceram todos os amigos mais íntimos.
-Mais um viva – disse Rony.
-Viva aos noivos! – gritaram todos. Eles brindaram com champagne.
-O Deivid já dormiu. – Disse Hermione. – Acho que enfim posso curtir um pouco a festa. Oh não! Rony, ele está chorando de novo. Vai ver o que houve.
-Está bem Mione.
-Vocês dois se dão muito bem, quero ver se Harry vai aceitar cuidar de nosso filho também.
Harry que estava abraçado na noiva se fez de rogado.
-Claro que sim Gina.
-Você diz isso agora, quero ver quando realmente tiver que ajudar.
-Quando vão se casar? – perguntou Hermione.
-Daqui um mês – respondeu Harry.
-Por que tanta pressa?
-Eu e Gina não agüentamos mais ficar longe um do outro.
-Eu vou ir morar com Harry, quando nos casarmos. Mamãe tá tendo um treco. Os filhos todos indo embora de casa.
Os três riram. Quando a festa acabou, já era bem tarde. Harry se despediu de Gina e foi pra casa. Enfim conseguira uma paz nova em seu coração.
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Ele estava mais que nervoso. Suas mãos tremiam sem parar. A hora se aproximava. Um mês já tinha passado. Harry podia jurar que esse mês tinha passado muito devagar. Ele quase não agüentou esperar. “Uma eternidade”! Gritava ele no ouvido de Rony, a cada dia que se passava. Rony apenas ria do seu melhor amigo e cunhado. E agora ele estava ali. Na Toca. Mais precisamente no Altar, com o mago já em posição. Com os padrinhos dele e com os padrinhos de Gina: Neville e Luna, Rony e Hermione, respectivamente.
Tudo estava perfeitamente decorado. Havia pétalas de rosas azuladas por todo o chão. A grama tinha sido feita com magia. O tapete que se estendia das cadeiras até o Altar era branco. As cadeiras eram todas de madeira na cor marfim e estavam com laços azuis claros. No altar buquês de tulipas azuis, um em cada ponta. Harry chegou a pensar na possibilidade de Gina ter escolhido um vestido azul claro, sua cor preferida, mas com a ajuda de Rony descobriu que ele era branco. Não pode ver o vestido, porque Fleur não deixou Gina mostrar. Ele bem que tentou espiar, dizendo que só queria um beijo de sua noiva. Mas ouviu tudo que não queria. Pareciam mulheres histéricas, gritando nos ouvidos dele.
Era o momento mais importante de sua vida, pensou Harry. Ele ia ter a mulher mais fascinante de todas que conhecera, e na opinião dele a mais bonita. Sua ruivinha mais que amada, respeitada. Agora seriam um só. Uma união oficial. Os dois iriam trocar alianças, fazer votos definitivos e mostrar a todos os amigos mais íntimos que se amavam e eram felizes.
Harry foi plenamente contra todos os repórteres que queriam gravar o casamento, e entrevistar os convidados sobre o famoso “menino da cicatriz”. Teve que bater o pé e pedir ajuda de Hermione para aquela celebração não virar um noticiário de fofocas. Hermione colocou alguns feitiços em volta da Toca, e da casa de Harry, onde ele e Gina iriam passar a noite de núpcias, para que não houvesse incomodação com intrusos. Sirius fora convidado para posar aquela noite na Toca. Harry riu ao lembrar do estranho convite de Molly.
Ela convidou Sirius para passar a noite lá por causa da festa Mas o padrinho de Harry não se fragou do que ela estava falando. Como Harry tomava café na cozinha, ela piscou para ele, sem conseguir disfarçar direito. Depois teve um “repentino acesso de tosse” e pediu para que Sirius fosse com ela tomar um ar. Harry se matou rindo na cozinha. Ela estava querendo deixar ele e Gina sozinhos.
De repente ele sentiu uma mão lhe apertando a gravata cor de prata. Rapidamente voltou ao presente. Era Hermione, que tremia e quase chorava de emoção.
-Meu melhor amigo vai se casar, e ainda por cima com minha melhor amiga. Isso não é demais? – perguntou ela com a voz chorosa.
-Claro que sim Hermione – respondeu Rony puxando a esposa para perto dele – Gina está prestes a entrar, e você vai ficar na frente do noivo?
Hermione rapidamente se recompôs. Mas foi a vez de Harry se desesperar. Ele arregalou os olhos na procura de Gina, olhou para os convidados que começaram a se virar para trás para ver a noiva. Mas ela estava demorando!
-Que demora... – sussurrou Harry.
Rony tentou acalmá-lo.
-Calma cara. Você esperou o mês todo. Mais uns minutos não vão fazer diferença, vão?
Harry apenas concordou com a cabeça. Suas mãos já tinham parado com a tremedeira. Seu coração batia mais devagar que o normal. Será que ele ia ter um enfarto? Ele riu da própria bobagem que pensara. Seu terno branco estava perfeito, seu sapato branco também estava. Tudo em ordem. Só faltava a noiva! E lá vinha ela...
Com seu pai do lado e com as flores, que ela pegara no casamento de Hermione, nas mãos. “Era pra dar sorte”. Dissera ela uma vez. Seu vestido era tomara que caia, um corpete na parte de cima que brilhava muito, como as estrelas. A cauda era enorme, pensou Harry. Ela estava mais linda que antes. A grinalda era toda traçada, e de trás dela saía um véu muito delicado e comprido, seus cabelos ruivos estavam ondulados e soltos. Ela sorria e chorava de emoção.
Harry não agüentou e desceu os três degraus rapidamente. Seu sorriso devia ser o maior de todos presentes naquele lugar. De repente seus olhos começaram a arder. Ele se aproximou de seu Arthur e de Gina. Arthur o abraçou e chorou.
-Eu lhe entrego minha única filha, rapaz. Espero que cuide bem dela.
-Eu cuidarei. Pode deixar – disse Harry com firmeza na voz.
Arthur beijou a mão de Gina, e depois uniu as mãos dela e de Harry. E as beijou.
-Vocês merecem serem muito felizes. Te considero meu filho agora, Harry.
Harry apenas agradeceu com um gesto de cabeça. Entrelaçou os dedos dele com os de Gina, e beijou a mão dela. Os dois caminharam em direção ao Altar.
O mago, que vestia uma túnica azul marinho fez sua primeira pergunta aos presentes:
-Gina Molly Weasley, o que você acha de Harry James Potter?
-Ele é o cara mais corajoso que já conheci. Ele enfrenta tudo com muita garra. É determinado. E ao mesmo tempo carinhoso com os amigos e comigo – respondeu Gina com a voz embargada.
-E você Harry James Potter, o que você acha de Gina Molly Weasley?
-Ela é a mulher mais doce que passou pela minha vida. Me ajudou esquecer os meus momentos mais difíceis com um simples sorriso. É uma mulher determinada e brincalhona. Tem um espírito jovem admirável. Eu a amo.
Ele conseguiu ouvir suspiros de algumas convidadas, uma delas, a mais espontânea, era Luna.
O mago anotou tudo com uma pena mágica num pergaminho.
-Agora eu os abençôo em nome de todos os Deuses aqui presentes, e em nome de todos os astros. Que vocês sejam muito felizes. Vamos agora ao feitiço.
O mago pegou sua varinha, e a colocou sobre as cabeças de Harry e Gina. Logo se formou uma luz dourada em cima deles. Harry sentiu uma sensação de paz inexplicável.
-Agora vocês estão juntos até que a morte os separe. Pode beijar a noiva Harry Potter.
Harry não pensou duas vezes. Segurou Gina pelos cabelos delicadamente e a beijou. Foi o beijo mais doce, coberto por lágrimas dos dois.
Assim a cerimônia-ritual se deu fim. E a festa apenas começava. Harry e Gina desceram os degraus do Altar e caminharam pelo tapete branco. Serpentinas “gemilidades Weasley” Eram jogadas por todos. Inclusive por Fred e Jorge, cada qual com suas namoradas. Eles estavam pensando em fazer um casamento duplo em breve. Só estavam aguardando o momento certo, pois várias filiais de suas lojas estavam cheias de trabalho.
Depois de eles passarem todo o corredor, com um simples feitiço Lupin, Sirius e Arthur tiraram as cadeiras dali. E o espaço ficou muito maior.
As pessoas começaram a cumprimentar Harry e Gina. Harry nunca ganhou tantos abraços de uma vez só. Agora era só curtir a festa.

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