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15. Srta. Susan


Fic: Harry Potter e o Prêmio de Riddle


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- Prof. Dumbledore? — Surpreendeu-se Minerva.

- Sim, minha cara Minerva, já descansei o bastante e já está na hora de voltar a ajudar na guerra.
— Respondeu Dumbledore sorridente.

- Professor, eu gostaria de fazer algumas perguntas... — Harry hesitou, olhando para Minerva.

- Eu vou sair e volto em um minuto Harry, fique a vontade para falar com Dumbledore. — Falou Minerva percebendo que Harry queria conversar em particular.

- Professor, eu primeiro gostaria de dizer que encontrei a taça e já a destruí, ou melhor, Gina a destruiu. Ela não sabe de nada, foi sem querer. —Acrescentou Harry ao perceber o olhar estranho de Dumbledore.

- Fico feliz que tenha destruído mais uma Harry, agora só faltam duas...

- Não Professor, ainda faltam três, o medalhão era falso. — Dumbledore ergueu as sobrancelhas. — O medalhão já havia sido tirado da caverna por alguém, ele deixou um bilhete assinado R.A.B. O senhor tem alguma idéia de quem seja?

- Lamento Harry, mas ninguém vem a minha cabeça, você já tem alguma pista? — Perguntou Dumbledore pensativo.

- Bem, Rony, Hermione e eu pensamos em Régulos irmão de Sirius. — Respondeu Harry esperando para ouvir o conselho sábio de Dumbledore.

- É um bom palpite, mas receio eu em dizer que seria impossível que fosse Régulos, eu mesmo o vi morrer. — Harry ergueu uma das sobrancelhas. — Ele foi morto por recuar em uma missão de invasão a Azkaban, Voldemort ordenou Belatriz que o matasse, ela fez isso sorrindo.

Harry sentiu voltar na estaca zero, quem poderia ser já que não era Régulos? Ele não tinha outro palpite, não tinha nenhuma outra pista.

- Receio que não é só isso que você veio falar comigo Harry, o que mais você tem a dividir comigo? — Perguntou Dumbledore se apoiando na moldura do quadro e girando os polegares.

- Bem, eu gostaria de saber onde fica exatamente o orfanato que Tom Riddle passou a infância, afinal o senhor mesmo me disse uma vez que refazer os passos desde o inicio, e é uma ótima maneira de começar. —Dumbledore sorriu para Harry antes de falar.

- Pois bem, o orfanato fica no centro de Londres, mas se você já souber aparatar, basta você se lembrar bem da lembrança que eu te mostrei e aparatar lá. —Harry deu um tapa na testa, como ele não pensou nisso? — Você já sabe aparatar, excelentemente, acompanhado como eu mesmo pude presenciar, então você poderá levar Hermione, Rony e Gina.

- Gina não está na missão, eu não contei nada a ninguém além de Rony e Mione como prometi ao senhor. — Dumbledore sorriu.

- Fico feliz que você mantenha a sua promessa mesmo depois que eu já tenha ido, mas eu permiti que você contasse ao Rony e a Hermione porque eles são de sua confiança, e Gina ou qualquer outro que seja de sua confiança você tem permissão para contar Harry.

- Eu não quero envolver mais ninguém nisso, professor. — Harry baixou a cabeça tristemente.

- Eu ficaria feliz em saber que há mais amor no mundo Harry, e você vai precisar de toda ajuda possível. Sozinho você não chegará a lugar algum. —Dumbledore o fitou por um momento. — Venha me informar sempre que possível Harry, agora que você vai trabalhar aqui em Hogwarts terá acesso livre a esta sala.

- Sim, senhor. Então até mais, professor. —Despediu-se Harry.

- Até mais Harry e boa sorte.

Harry saiu da sala do diretor e rumou calmamente para a cabana de Hagrid.

- Harry! E aí meu rapaz, como é que foi lá? —Perguntou o meio-gigante sorrindo.

- Acho que você já sabe como que foi... Ah, Dumbledore acordou, falei com ele. — Hagrid abriu um largo sorriso ao ouvir o que Harry disse.

- Que bom, assim que der eu irei lá falar com ele, ah, eu sinto tanta falta dele. — O gigante olhava sonhador para o nada.

- Harry, psiu. — Chamou Rony aos sussurros só para que Harry pudesse ouvir. — Nós ainda não contamos nada a Gina nem ao Hagrid, achamos que você gostaria de manter segredo.

- Fez bem, vamos fazer uma surpresinha para Gina. — Harry se sentou a mesa e recusou educadamente um dos bolinhos de Hagrid alegando que a Sra. Weasley estava preparando o jantar e não iria gostar dele comer fora de hora.

Harry, Rony, Hermione e Gina ficaram até anoitecer na casa de Hagrid, e quando já havia escurecido, eles rumaram para a antiga sala da Prof ª. McGonagall, na lareira eles usaram o pó de Flú para chegarem a cozinha do Largo Grimmauld, doze.

Os quatro jantaram e foram se deitar cedo, a Sra. Weasley, pela primeira vez, não concordou que eles fossem dormir tão cedo, ela já imaginava para onde eles iriam no dia seguinte.
E não deu outra, Harry acordou Rony às cinco e meia da manhã. Rony, sobre protesto, foi acordar Hermione para que partissem imediatamente.

Harry chegou a cozinha e foi surpreendido pela Sra. Weasley já lhes preparando o café.

- Bom dia, Sra. Weasley. — Saudou Harry sentando-se a mesa.

- Bom dia, Harry querido. Então, vocês vão a alguma missão hoje? — A Sra. Weasley fingia-se, muito mal, descontraída.

- Sim, mas não se preocupe, não é nada de perigoso. — Harry tentou confortá-la, mas já sabia que era em vão.

- Vocês voltam quando? — A Sra. Weasley serviu, desajeitada, um prato de bacon com ovos e salsicha para Harry.

- Talvez hoje ainda, não é nada perigoso, só vamos conversar com uma pessoa, um trouxa. — Harry começou a comer quando ouviu a porta da cozinha se abrir.

Hermione entrava por ela, ela estava animada e já estava pronta, por outro lado, Rony a seguia de perto, ainda estava de pijama e com os olhos quase fechados de sono. Atrás de Rony entrou uma figura pequena de cabelos tão ruivos e tão vivos quanto os do irmão.
Gina vinha com uma cara de sono e ainda estava de camisola, mas parecia mais acordada do que Rony.

- Bom dia! — Cumprimentou animadamente Hermione se sentando ao lado de Harry.

- Bom dia a todos! — Cumprimentou a Sra. Weasley servindo a todos o café.

- Dia Mione, dia Rony, dia Gina. — Cumprimentou Harry.

- Bom dia! — Respondeu Gina animadamente.

- Eu respondo quando eu acordar. — Rosnou Rony de mau humor.

- Que pena que você ainda não acordou, pois teremos de aparatar acompanhados e vai ser difícil te levar dormindo, você vai ter que ficar. — Harry parou a caminho de beber um gole de seu suco para ver Rony assimilar todas as palavras e sacudir a cabeça abrindo um largo sorriso.

- Bom dia Harry, então, nós já vamos? — Rony se levantou e sem esperar resposta, saiu pela porta da cozinha.

Após terminarem o café, Harry se dirigiu à entrada, seguido de perto por Hermione, Gina e a Sra. Weasley. Na porta de entrada já estava Rony segurando as mochilas dos três.

- Não vamos precisar disso Rony, nós só vamos fazer algumas perguntas a alguns trouxas. — Declarou Harry, Rony largou as mochilas de qualquer jeito perto da porta. — Nós vamos fazer o seguinte, eu aparato com um de vocês pra lá, não tenho certeza se consigo aparatar com os dois juntos, depois quem for comigo volta e aparata com o outro...

- Já que vocês só vão falar com trouxas, por que eu não posso ir? — Perguntou Gina chorosa.

- Se sua mãe permitir por mim tudo bem, não vamos fazer nada demais. — Harry olhou para a Sra. Weasley esperando que ela negasse.

- Por mim tudo bem, já que vocês não vão fazer nada demais. — Respondeu a Sra. Weasley indiferente.

- Bem, eu aparato primeiro com a Mione e depois nós dois voltamos para buscá-los. — Harry abriu a porta e saiu para a rua. — Voltamos já. — Harry pegou o braço de Hermione e com um estalo aparatou.

Harry e Hermione aparataram em frente a um prédio quadrado e sinistro com altas grades, com mais dois estalos Harry e Hermione aparataram e aparataram de volta ao Largo Grimmauld bem em frente a Gina, Rony e a Sra. Weasley.

- Conseguiu ver bem o local? — Perguntou Harry a Hermione. — Consegue se lembrar bem para aparatar?

- Acho que sim... — Respondeu hesitante.

- Espero que você realmente consiga, não quero perder uma sobrancelha tentando aparatar pra um lugar que eu nem conheço. — Brincou Rony.

- Mesmo que fosse um lugar que você conhece, você conseguiria perder uma sobrancelha. — Hermione pareceu extremamente ofendida, pois ela pegou o braço de Gina e com um estalo as duas sumiram.

- Ela não tem senso de humor. — Desaprovou Rony balançando a cabeça. — Então? Vamos?

-Vamos.

- Harry querido, prometa que não deixará nada acontecer a Gina. — Pediu a Sra. Weasley chorosa.

- Prometo Sra. Weasley, mas eu não entendo, já que a senhora está preocupada, por que deixou ela ir? —Perguntou Harry confuso.

- Porque ela faria qualquer coisa para te seguir aonde você fosse, e não seria correto eu tentar impedi-la de fazer algo que eu também faria. — A Sra. Weasley abraçou Harry e depois Rony e ao ver o olhar triste da mulher Harry sentiu um nó na garganta, como se algo fosse acontecer.

Antes de aparatar Harry pediu silenciosamente para que nada acontecesse, pois a Sra. Weasley já estava sofrendo demais para se preocupar com ele,
Rony e Hermione e hoje ainda tinha Gina que ele havia prometido proteger. “Espero que tudo de certo” pensou.

- Por que demoraram tanto? Cheguei a pensar que tinha errado o local. — Esbravejou Hermione.

- Não se preocupe, só estávamos ouvindo os avisos finais da mamãe. — Respondeu Rony passando um braço pelo ombro de Hermione que logo se desvencilhou.

- O que viemos fazer aqui exatamente? — Dirigiu-se a Harry.

- Vamos falar com uma tal de Sra. Cole a respeito de um antigo interno, Tom Servolo Riddle. — Harry começou a subir as pequenas escadas de pedra e bateu na porta.

A porta foi aberta por uma senhora de uns oitenta anos, desleixada que usava um avental um pouco sujo.

- Por favor, eu gostaria de falar com a Sra. Cole. — Pediu Harry.

- Sinto muito em dizer isso, mas a Sra. Cole morreu já faz alguns anos, o que você gostaria de tratar é só com ela? — Perguntou a moça educadamente e Harry sentiu que a conhecia de algum lugar.

- Bem, depende, a senhora, ou senhorita, poderia me falar sobre um dos internos que já esteve aqui há muitos anos? — perguntou Harry gentilmente.

- Bom, depende eu já estou aqui há muitos anos, e pode me chamar de Srta. Susan. — Harry sentiu Rony tremer as suas costas, provavelmente ele nunca viu alguém de aparência tão velha ser chamada de senhorita. — Vamos até o meu escritório para conversarmos melhor.

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