FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout  
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
 

(Pesquisar fics e autores/leitores)

 


 

::Menu da Fic::

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo


Capítulo muito poluído com formatação? Tente a versão clean aqui.


______________________________
Visualizando o capítulo:

3. A Carta e a Sala


Fic: The Marauders Destinos Cruzados


Fonte: 10 12 14 16 18 20
______________________________

Respostas aos Comentários (James: itálico / Sirius: negrito / Remus: sublinhado / Autora: normal)

Um rapaz de olhos castanhos-claros e olhos cor-de-mel sentava-se junto a uma rapariga baixinha, com sardas, cabelo arruivado e olhos castanhos, numa das bancadas do campo de Quidditch. Protegiam-se com cachecóis e luvas. Ela esticou as meias o máximo que pode, até chegarem aos joelhos. Entre os dois, achavam-se algumas folhas de papel e uma pena. No ar, duas figurinhas voavam em cima de uma vassoura.

- Eles já estão nisto há quanto tempo?

- Há pelo menos uns quarenta minutos…

- Meu Merlin… E ainda não congelaram? Bem, se eles não descem quem congela somos nós!

- Tudo o que eu mais queria agora era um chocolate quente…

- Ai, Remus… Não me dês ideias! Agora só vejo canecas de chocolate quente à minha frente… Espera, porque estou a falar com uma caneca de chocolate quente gigante? *risos*

- OOOIIII!!!! DESCAM DAÍ! ESTAMOS A CONGELAAAAR!!!!

Viram as duas vassouras descerem rapidamente e aterrarem suavemente junto a eles. Dois jovens de cabelos negros atraentes saltaram das vassouras, aparentemente a falar um com o outro

- Não, desculpa Sirius… Mas os Chudley Canons não valem nada desde que perderam…

- O QUÊ?? Tens noção da barbaridade que estás a dizer ao comparares o Puddlemere United à maior equipa de sempre?

- Ahm Ahm *aclarando a voz e olhar mortífero* As crianças importam-se que nos dirijamos para um local que não seja uma arca frigorífica e que respondamos aos comentários?

Todos foram rapidamente para a sala comum e lá, despindo casacos, se sentaram todos nos sofás junto à lareira, aquecendo-se.

- Vamos a isto

***JUST&KIMI***

Olaaaaa lindonas!!! Que bom encontrá-las por aqui! *recebe cotovelada de Sirius*
Peço desculpa pelo comportamento do meu colega… Ele é… um bocadinho… atrasado, estão a ver?
Idem para ti.
Ei! Assim não vale!
Vale pois.
Shut up Moony. *Vira-se para Just* Anyway, ouvi dizer que há aqui alguém que sente uma… digamos que… ENORME atracção por mim, é verdade?
Er… Desculpa Just… Mas cometi o erro de lhe dizer que gostas assim um bocadinho pequenino dele ^^ Assim como se nota no teu comentário!
Desculpa lá… Just… é assim?... Mas não tens lá muito bom gosto! Com um bonzão como estes aqui, preferes aquele… aquele… rafeiro? BLAGH! *sorriso aquafresh e mão nos cabelos* Mas se quiseres…. Ainda te posso fazer mudar de ideias… *aproxima-se*
Pensei que estivesses muito interessado na Lily…
É! Vai lá ter com a ruiva stressada! E larga a Just! Ela é minha! *pisca o olho* E quanto à Jennifer… Não te preocupes, nós somos só amigos…
*ataque de tosse*
… por enquanto. Mas eu não só rapaz de uma mulher só, e por isso… serás sempre bem-vinda, linda *sorriso sedutor*.A propósito… *sussurro* eu adoro cabelos da cor do teu
Obrigada pelas dicas Just! És a minha salvadora! A SÉRIO! *abraça Just* Sou tão lerda nestas coisas *sorri* E quando puderes sim, lê a fic, e espero que gostes! ^^
Não acredites nela. Não vale a pena leres, não está lá grande coisa.
REMUS!
Eh eh. Estava só a brincar! Calma!
Vamos lá ver vamos. Bem, muito obrigada por teres comentado!!! Beijinhoooooos! ^^ Gosto de tiii! =D
Eu também gostei muito de te conhecer, Just. Vemo-nos por aí, quem sabe o que poderá acontecer… *pisca o olho* Beijos, miúda.
E se mudares de ideias… Aqui estou eu! *sorriso* Beijões!
Beijinhos! Volta quando quiseres!
(^^,)

***VIRGINIA LUPIN***

AAh! Ainda bem que gostaste de capítulos grandes! Eu nunca sei se é muito, se é pouco… Sou muito indecisa nestas coisas…
És é muito desajeitada
Também é verdade…
Olá Virginia! Estás estonteantemente bonita hoje, já tinha comentado? *sorri sedutoramente* E sim… aquilo que eu guardo da Lily é de facto o meu tesouro particular… Aliás, a Lil é o meu tesouro mais precioso *cora*
Ai ai ai! Não vamos começar com essas conversas todas ‘nho-nho’s, pois não? Senão vou-me já embora! E estava a gostar tanto de ficar aqui com a Virginia, que é tão simpática! *pisca o olho*
Queres carinhos meus?? *cora até à raiz dos cabelos*
Ui ui!! Com um nick destes e a querer carinhos teus…. Eu diria que tens aqui uma fã, Remus!
Olha quem fala *revira os olhos*
Ei!
É verdade
De qualquer maneira… Apesar de eu não entender porque é que queres carinhos meus quando tens à tua disposição o James e o Sirius…. Sinto-me mesmo muito lisonjeado e cada vez te acho mais simpática! Eh eh! *sorri*
O Remus está a sair da casca! UUuuuuUUuuuU!
Calados, meninos!
Sim, mãe. *risos patetas*
Até que gostei da maneira como me chamaste ‘cachorrinho’!!!
Isso é só porque vem de uma rapariga.
Claro! Era preocupante era se eu gostasse que tu me chamasses cachorrinho!
E depois eu é que sou o veado!
Shut up, Prongs. *olha arregalado para a folha não acreditando no que lê* Preferes a casa cheia de lobinhoooos??? Meu Merlin, mas que falta de gosto extremaaa!
Obrigada, Padfoot. Sempre tão educado.
Oh, sabes como é… É só que comparado a mim, qualquer outro parece um verme asqueroso. E…. NA MÃO? Estás a delirar? Ai meu Merlin, ainda vou ter muito trabalho com esta rapariga… Mas eu vou conseguir! Ou não me chamo Sirius Black!
Eu não te confundo com a Lily não… Tu és muito mais simpática que a Lily! *passa as mãos no cabelo*
Olha lá James… Eu falo frequentemente com a Lil, sabias?
Er… Não sabia não! Ah Virginia, desculpa mas retiro o que disse! *sorriso amarelo* Vocês são as duas igualmente simpáticas, pronto!
Sim, gostei mesmo muito do teu nick!! *sorri* Um beijo um bocadinho mais p’ro lado??? Er…. Hmm… *cora*… Não aqui… Não estou habituado a que as raparigas me falem assim… *cora ainda mais* E posso dar um abraço demorado, sim! Não vejo mal nenhum nisso! *sorri*
Ainda bem que gostaste!! Eles só atrapalham mas…
N/S, N/J e N/R: EEEEIIIIIII!!!!!!
Pronto, pronto… Vocês até dão uma ajudinha pronto…! *sorri* Mas como eu estava a dizer… Como eu nunca tenho muitos comentários, dá para fazer umas respostas maiores e assim é mais divertido! E eu gosto desses comentários ‘malucos’!! Volta quando quiseres!
Estarei à tua espera…. Pequenos Black’s… A proposta continua de pé…. *pisca o olho* Beijos!
Até ao próximo capítulo, gata! Beijões! *passa mão nos cabelos*
Xau, Virginia! Gosto muito de falar contigo! Beijinhos! E um abraço… demorado! =D
Beijinhooooos ^^

O quê? Tão poucos comentários OUTRA VEZ??? Esta fic não deve prestar mesmo para nada!
E não presta...
Não ouças o Prongs. Às vezes dão-lhe aqueles ataques de idiotice aguda. Isso passa-lhe.
Obrigada Sirius *sorri fracamente*
Tenho a certeza que ainda vais ser das autoras mais conhecidas do F&B e tudo!
BAHAHAHAHAHA!!!! Obrigado pelo bom humor Remus! Boa piada! De qualquer maneira, se lerem este capítulo.... Não custa nada comentar! =D


**********************************************************************************


Na biblioteca escolar, dezenas de alunos encontravam-se a fazer pesquisas, ou a pôr em dia estudos. Ouviam-se os sons dos sapatos a atravessarem as várias zonas de livros, a sola a bater contra o soalho, num som metódico. Penas a arranhar pergaminhos causavam arrepios aos mais atentos, e dedos que procuravam livros e percorriam as suas lombadas estendiam-se por todo o lado. A respiração acelerada de quem tem pressa para ir a algum lado contrastava com a respiração lenta e pesada dos que passavam o dia na biblioteca, imersos nas letras e folhas antigas. Um ‘shh’ aqui, outro ‘shh’ ali, eram já o hábito. Um silêncio barulhento. Típico.

Lily, Jennifer e Diana acabavam os trabalhos de Poções. Ou melhor, Diana e Lily faziam e Jennifer copiava. A loira foi a primeira a acabar e anunciou que ia à procura de um livro que “precisava”.

Dirigiu-se à área de ‘Ficção’ e abrandou o passo quando lá chegou. Começou a inspeccionar cada lombada, dando especial atenção àqueles que passavam mais despercebidos, com cores escuras, pois a experiência ensinara-lhe que regra geral, estes eram os mais interessantes. Dava passos lentos enquanto perscrutava com o olhar todos os livros, e retirava alguns minimamente interessantes, voltando a colocá-los no local inicial. Depois de largos minutos, estava quase a desistir, quando lhe chamou à atenção uma lombada preta particularmente grossa, com letras douradas bem desenhadas. Chamava-se “O Último Uivo”. Deu uma olhadela à categoria: “Lobisomens”. Isto é capaz de ser interessante, pensou ela. Levou o dedo ao seu topo e puxou-o. No entanto, sentiu resistência. Agarrou-o com o resto da mão, com mais força, mas o livro continuava na prateleira, enquanto ela sentia algo a puxá-lo para trás. Largou-o. Viu alguns dedos rodearem a capa escura e o livro a ser puxado para trás, para o outro lado da estante, onde alguém se encontrava. Agachou-se ligeiramente de modo a conseguir ver pelo pequeno buraco aberto pelo livro e encontrou uns doces e tristes olhos cor-de-mel. Alguns fios de cabelo castanho-claro chegavam até um pouco abaixo dos olhos. Viu as bochechas do outro lado corarem.

- Desculpa, Diana. Não sabia que eras tu. Toma. – Disse Remus do outro lado, erguendo a mão para voltar a depositar o livro onde estava. No entanto, antes que o fizesse, ela antecipou-se murmurando:

- Não, não. Eu ia levar este. – Mentiu ela, pegando num livro ao acaso – E não faz mal. – Disse ela, sorrindo.

Ele suspirou baixinho. Que sorriso deslumbrante…


*******************************************************************************

Lily, Jennifer e Diana caminhavam lentamente até à Sala Comum. Lily fungava ligeiramente, ainda lembrando-se do que um rapaz de Slytherin lhe tinha chamado momentos antes. Jennifer ia a dançar ao som de uma melodia que apenas ela conseguia ouvir e parou, quando reparou que a amiga choramingava.

- Não te preocupes com isso, Lil – Disse docemente Diana, enquanto a abraçava.

- Quem ouve os estúpidos dos Slytherins, de qualquer maneira? – Perguntou Jennifer - Hey, eu também nasci muggle mas não me importo que me chamem isso. São só palavras, Lily. E nos meus 17 anos de vida, ainda estou para ver uma palavra a saltar e a morder alguém no rabo.

- Mas tu não te importas com o que os outros dizem! Tu apresentaste-te a mim como a “Artista Lunática”, por amor de Merlin!

- Alguma vez demonstrei o contrário? - Perguntou ela, fingindo um ar sério, e todas riram.

Entraram divertidas na Sala Comum e encontraram os quatro rapazes, juntamente com Maria, sentados em volta de uma mesa, aparentemente a estudar. No entanto, James e Sirius pareciam mais entretidos a tentar, através da varinha, levantar as saias de duas raparigas do sexto ano junto à lareira.

- Apesar de eu saber exactamente o que vocês estão a fazer mal… – Começou Remus – Penso que já se divertiram o suficiente. E se não param vou ser obrigado a dar-vos uma detenção.

Eles olharam indignados para Remus.

- Hey, Moony! Às vezes nem pareces um Marauder! Mas tu és um homem, não és? Não estás interessado em ver que segredos se escondem debaixo daquelas roupas desnecessárias? – Perguntou James marotamente

- Estou mais interessado em passar a Defesa Contra a Magia Negra, muito obrigado. – Chutou Lupin.

- Se o Remus não tem mão em vocês, aviso já que eu tenho. – Avisou Lily, sentando-se à mesa com eles.

- Ora, ora Lil… Com ciúmes? – Perguntou maliciosamente James

- Evans! E é claro, não se está mesmo a ver? “Oh, por favor, Jay-Jay! Dá-me o prazer de me levantares a saia!!” – Zombou Lily, juntando as mãos como se implorasse, e imitando a vozinha esganiçada das fãs dos Marauders quando passavam por eles.

- Com todo o prazer… - Disse ele, começando a estender as mãos para a saia da ruiva.

- NÃO TE ATREVAS, POTTER! - Berrou ela, dando-lhe uma palmada na mão.

Um pequeno aluno ruivo do primeiro ano, que se sentava na mesma mesa que eles algumas cadeiras à frente, derramou o tinteiro em cima do seu pergaminho, assustando-se com o grito. Como todos viraram a cabeça para olhar para ele, o rapaz pareceu ainda mais assustado, e começou a desculpar-se.

- Oh, não precisas de te desculpar! Nós é que pedimos desculpa! Não é, pessoal? – Perguntou Lily, enquanto lançava um olhar significativo aos amigos e se chegava ao pé do pequeno.

- É, sim – Disseram os outros

- Dá-me cá isso que eu arranjo-te num instante – Disse carinhosamente a ruiva, pegando no pergaminho do ruivo. Agitou a varinha rapidamente e bateu no pergaminho. A mancha de tinta desapareceu e deixou aparecer o início de um trabalho para Herbologia. – Pronto. Está melhor? – Perguntou ela, ao que o rapaz acenou afirmativamente. – Como te chamas?

- Bill Weasley – murmurou ele timidamente.

- Bill Weasley, podes-me pedir ajuda sempre que quiseres, ok? Afinal, quantas vezes é que eu tenho o prazer de encontrar um rapazinho com a mesma cor de cabelo que eu tão simpático? – Perguntou ela, sorrindo docemente. O rapaz sorriu, pegou nas coisas e subiu para os dormitórios.

- Então Lily? Agora também já te interessas por alunos do primeiro ano? – Perguntou James, fingindo estar muito interessado na pena, que passava entre os dedos.

Lily olhou-o incrédula.

- Qual é o teu problema Potter? És mentalmente instável, ou algo do género? – Questionou ela.

- Não, mas pelos vistos tu és, a seduzires putos do 1º ano!

- PRONGS! Estás a passar das marcas! - Ralhou Remus.

- Não te metas nisto, Moony. – Avisou James, olhando de lado para Remus

- Meto sim, a partir do momento em que começas a ser mal-educado para uma rapariga e sem razão! – Insistiu Lupin. Diana olhou-o com adoração. Remus devia ser o último cavalheiro à face da terra.

- É Jay… Qual é a tua? – Sirius entrara na discussão. – A Lily só estava a ser simpática com o miúdo! É o primeiro ano dele cá! Morre de medo dos finalistas!

James reprimiu a resposta pronta que tinha na ponta da língua. Ele sabia que estava a ser um cretino, mas não o conseguia evitar. Lily era tão bonita e encantadora que ele tinha ciúmes até da coruja dela.

- Têm… Er… Razão. Desculpem. – James ergueu rapidamente o olhar para Lily e voltou a baixá-lo. – Desculpa, Lil.

- Só por teres engolido o teu orgulho uma vez na vida, estou até disposta a perdoar o teu momentâneo lapso de sanidade ao chamares-me Lil. – Rematou ela, com um olhar de desdém.

Ficaram mais algum tempo assim, alguns a estudar, outros a fazer trabalhos-de-casa. Jennifer insistia para que todos se calassem para que ela pudesse terminar os tpc’s de Runas Antigas, mas todos sabiam que ela estava na verdade concentradíssima a desenhar, e odiava ouvir barulho enquanto o fazia.

- Hey, Diana? – Chamou Sirius

- Hum?

- O que se faz quando uma loira nos manda uma granada? – Ele sorria divertido

- Puxa-se o gatilho e manda-se de volta! – Exclamou ela revirando os olhos – Ao menos diz umas mais originais, sim? – Disse ela rindo

Entretanto, na outra ponta da mesa…

- Já te disse como ficas linda enquanto estudas? – Perguntou James, apoiando o queixo numa mão, com ar sonhador, a olhar para a ruiva.

- Já te disse como ficas com cara de idiota quando dizes isso? – Respondeu prontamente Lily, sem tirar os olhos do pergaminho em que escrevia

- Como sabes, se nem sequer olhaste para mim, ruivinha? – Insistiu ele, com um sorriso maroto

Lily bateu com os punhos na mesa.

- Bolas, Potter! Quantas vezes tenho que te dizer que é EVAAANS??? – Bufou a ruiva – E, respondendo à tua pergunta, tu já és idiota, logo é bastante fácil fazeres figura de parvo, mais ainda quando a expressão é acompanhada por bocas desnecessárias.

- Desnecessárias, mas que tu gostas... – Rematou ele, tocando com o seu joelho no de Lily, por baixo da mesa.

Lily sentiu-se corar levemente e esperou para que o seu cabelo tivesse tapado as suas bochechas, de modo a James não ter percebido. Mas logo se endireitou, e levantou-se da cadeira, indo aterrar no sofá em frente à lareira, onde já estavam Peter e Maria. Não demorou muito para que os outros se lhes viessem juntar.

- E hoje, Peter? Adormeceste com a cabeça dentro do caldeirão, na aula de Poções! – Maria ria divertida. Ele corou e começou a mexer muito nas mãos. Ele fazia isso quando ficava envergonhado. Ela sorriu, achava uma gracinha.

- Eu dormi mal esta noite! O Remus nunca mais apagava o candeeiro, passou a noite quase toda a ler! E o James e o Sirius a jogarem às cartas explosivas até às tantas da madrugada… - Tentava desculpar-se ele.

- Não têm respeito por ninguém… - Brincou Maria.

- Concordo! – Disse, contente, Peter.

- Sim, mas tu concordas com tudo. – Brincou Sirius. Todos riram, menos Peter que fez uma careta.

Diana tinha sobre as pernas um livro bastante mais grosso que o costume de lombada verde e parecia bastante concentrada. Remus, curioso e não resistindo a um livro desconhecido, foi ter à poltrona onde ela estava sentada e inclinou-se sobre as costas do cadeirão, apoiando o queixo no ombro direito dela.

- O que é que estás a ler? – Sussurrou ele.

Diana sentiu um arrepio percorrer-lhe a espinha e virou a cabeça para a direita, para ver quem era. Encontrou os olhos expressivos de Remus e sentiu tudo à sua volta desfocado. Ela não conseguia resistir àqueles olhos, por vezes tão tristes.

E ali estavam eles, com os narizes praticamente a tocarem-se quando Remus percebeu o que estava a fazer e se levantou. Voltou a sentar-se na almofada no chão ao pé da lareira, onde estava anteriormente, completamente vermelho.

Todos tinham parado o que estavam a fazer para olhar para eles. “Moony, seu cretino! Não foste capaz de nos contar?” Pensou, com um sorriso, James.

- Er… É uma história. Sobre um feiticeiro que se apaixona por uma muggle. – Ao reparar nos revirares de olhos da parte dos rapazes, Diana acrescentou – É bastante interessante, até! Lá por ser um romance, não quer dizer que se deva pôr de parte, seus insensíveis! – Sorriu ela.

- Tens razão. Já li romances muito bem escritos. – Disse Remus. E no momento em que acabou a frase desejou ter um buraco para se enterrar. Não acreditava que tinha dito isto em voz alta.

- Oh, o Moony tem um coração de manteiga! – Exclamou Sirius, juntando as duas mãos e entrelaçando os dedos uns nos outros – Que amor!

- O Remus é um romântico incurável! – James riu e levantou-se, indo apertar as bochechas vermelhas de Lupin – Que fofura!!

- Oh, parem com isso, vocês os dois! – Ralhou Diana – Eu acho amoroso. – Acrescentou ela olhando para Remus, e sorrindo.

James e Sirius trocaram olhares cúmplices e começaram a rir à gargalhada.

- AH! Acho que há aqui alguém que tem um fraquinho por outro alguém – Disse Sirius maliciosamente. Espetou um dedo na testa de Diana e com o outro apontou para Remus. De seguida, juntou os dois indicadores e esfregou-os. Todos, excepto a loira e Lupin, irromperam novamente em gargalhadas.

- Deixem de ser parvos e cresçam! – Ordenou, zangada, Diana.

- Oh Di, não fiques zangadita. É só que é completamente óbvio, minha loirinha! – Exclamou Sirius, sentando-se no braço da poltrona em que esta se encontrava e depositando um braço por cima do ombro da rapariga, começando a acariciá-lo.

- LARGA-A! – Gritou Remus. Só faltava ter escrito ‘Ketchup’ na testa para completar o quadro de vermelho intenso que era Remus, mas desta vez, não de vergonha mas de fúria.

Sirius, soltando uma gargalhada sonora, retirou o braço e levantou ambos indicando que se rendia.

- Tem calma, Moony! – Disse ele num tom ilusoriamente angelical – Mas devo dizer que este teu repentino ataque de ciúmes não vem lá muito a favor de toda a coisa do ‘somos só amigos’. – Avisou, levantando as sobrancelhas.

- Yeah! Padfoot um! Moony zero! – Anunciou Peter, agitando uma bandeira imaginária.

- Peter, não te mexas! Essa expressão é preciosa! É mesmo o que eu andava à procura! – Exclamou Jennifer, que tinha estado calada rabiscando no seu inseparável caderno de esboços. Retirou o seu lápis de grafite da bolsa feita à mão por si mesma com pedaços de vários tecidos e rendas, e começou um desenho rápido, alternando o olhar entre a folha de papel e Peter, que estava imobilizado numa posição bastante engraçada.

- É mais Padfoot cem, Moony menos mil! – Exclamou Sirius, voltando ao seu lugar no sofá – Sou mesmo bom a descobrir coisas, admitam lá!

- Grande descoberta, Sherlock. – Bufou James, revirando os olhos – Era mais que óbvio.

- Hey! – Remus tinha-se levantado e gesticulava agora bastante – Eu e a Diana não confirmámos nada do que vocês estão para aí a insinuar! E penso que falo pelos dois quando digo que isto é simplesmente faltar ao respeito! – Dizia Remus, enquanto Diana acenava afirmativamente com a cabeça. Olhou para James – E tu… - Apontou-lhe um dedo – Tens muita moral para falar! Não és tu o ser mais evidente e menos subtil à face da Terra? O nome Lily Evans não te diz nada?? – Acusava ele.

Todos olharam instintivamente para Lily, que parecia distraída a olhar para James, e enrolava uma ponta do cabelo com o indicador, definindo um dos seus caracóis. Passados alguns segundos, deu-se conta do silêncio abrupto e olhou para os colegas, com um ar confuso, e ligeiramente irritada por ter sido interrompida de pensamentos longínquos.

- O que é que foi?

Sirius, Maria e Peter, começaram-se a rir. Jennifer deu um gritinho de frustração e ralhou com Peter por se ter mexido, pôs a folha e o lápis de lado e recostou-se no sofá. James também parecia confuso, e Remus e Diana reviravam os olhos.

- Antes que isto azede mais, eu vou dar uma volta. – Dirigiu-se à porta, mas a poucos metros virou-se para trás e perguntou, sorrindo – Diana… Queres vir? Não me parece que eles te deixem em paz.

Ela, ligeiramente desconcertada, sorriu e assentiu com a cabeça. Enquanto se levantava, ouviu James dizer por trás de si:

- Não cheguem tarde, meninos!

- Não,mãe. – Ironizou Remus. E com um sorriso acrescentou - Eu sou Prefeito, chego à hora que quiser. - Saiu pela moldura um pouco antes de Diana se voltar para trás.

- James Potter e Sirius Black… Vocês estão na minha lista negra! – Sibilou ela, semicerrando os grandes olhos cinzentos. Rodou nas pontas dos pés e desapareceu.

- E o que é que nós vamos fazer, meninos? – Perguntou Sirius, pondo o braço por cima do ombro de Jennifer.

- Vocês podiam po… - Começou Jennifer.

- Nem penses que eu vou posar para ti outra vez, Jen! – Exclamou Lily ameaçadoramente.

- Wow… Não me podes dar um desses desenhos da minha ruivinha? – James perguntou. No entanto levou uma forte pisadela propositada de Lily e disse, com os olhos a lacrimejar – Lily… EVANS, digo! Credo Lily… ups… Evans, pára quieta com o pé! Estás a magoar o meu pezinho! – Ele olhou-a fingindo indignação, e fazendo beicinho. Lily não conseguiu reprimir um sorriso. Ele ficava tão fofo quando fazia aquela cara…!

- Está tudo bem, James. Também acho que já é altura de nos tratar-mos pelo nome próprio. – Disse ela, esboçando um ligeiro sorriso.

James sorriu de orelha a orelha e sentou-se colado a ela, pondo uma mão na sua cintura . No entanto, a mão foi enxotada pela ruiva e ela afastou-se ligeiramente dele murmurando um ‘Não abuses, Potter! Ou voltamos à estaca zero!’

- Bem, não sei quanto a vocês, mas eu vou dormir… - Anunciou Peter, bocejando. Maria concordou com ele e subiram os dois cada um para o seu dormitório.

- Jenny, vamos para cima? – Perguntou Sirius. Ele e Jennifer tinham o hábito de passar os serões juntos no dormitório dos rapazes. Era incrível como o tempo passava a voar, por se estarem a divertir. Ela levantou-se.

- Eu também v… - Começou a ruiva. No entanto, foi novamente forçada a sentar-se e viu a amiga com os lábios cerrados e uma expressão ameaçadora no rosto, deitando um olhar rápido a James para que a ruiva percebesse.

- Não Lil… Tu, ficas aqui. – Virou-se para Sirius - ‘Bora! – Exclamou, e começou a dirigir-se aos dormitórios. Sirius ia atrás dela, mas acrescentou:

- Ah, mas não combinem nada para amanhã. Pijama Partyyy!!! – Exclamou ele, dando uma volta com os braços no ar, ao que todos riram. Os dois subiram e um silêncio constrangedor instalou-se entre Lily e James.

- Hey, Lily… - Chamou James. Ela olhou-o.

- Sim?

- Er… Amigos? – Perguntou ele, com um sorriso forçado, devido ao receio da reacção da ruiva.

- Vamos com calma. – Disse, simplesmente, ela, a olhar para a lareira.


*****************************************************************************

Remus e Diana tinham-se sentado do lado de fora do parapeito de uma das grandes janelas de Hogwarts, e olhavam os intermináveis jardins do castelo e a forma como caminhos e labirintos se desenhavam por entre as montanhas. Diana, que parecia um pouco corada, olhava fixamente o lago, embora estivesse com os pensamentos muito longe dali. Remus sorria levemente. Por nenhuma razão em especial. Apenas porque estava com ela.

Olhou-a. A brisa nocturna batia na cara de Diana, e os seus cabelos esvoaçavam levemente, ficando por vezes presos nos seus lábios. Quando isso acontecia, ela levava os dedos compridos e finos à boca e retirava-os delicadamente. E sorria. E Remus perdia-se naquele sorriso. Merlin, era tão bom vê-la sorrir. Só sorrir.

O que eu não daria para ficar eternamente assim... a observá-la, pensou ele.

Ela sentiu o olhar de Remus a queimá-la e virou a cabeça lentamente, dando-lhe tempo para disfarçar e fingir estar a observar atentamente a manga direita do seu manto. De seguida, porque lhe pareceu estúpido estar tanto tempo a olhar para uma costura, ergueu o olhar para o céu.

Foi a vez de Diana o observar. A luz da lua iluminava o seu perfil, dando-lhe um tom prateado. Os seus cabelos castanhos-claros, cor-de-areia, estavam levemente despenteados pelo vento suave que corria. Os seus olhos mais brilhantes que nunca. E por baixo deles, Diana reparou, profundas olheiras. E alguns arranhões junto ao nariz.

Não perguntou nada porque não queria estragar a perfeição do silêncio, mas não deixou de reparar que a expressão dele era um pouco ansiosa e preocupada.

- Para a semana é lua cheia. – Disse, finalmente, ele.

- Eu sei. É a fase mais bonita da lua, não é? – Perguntou ela, olhando sonhadoramente para o astro. – Eu perco-me a olhá-la. É tão bonita.

- Hum hum. – Disse ele engolindo em seco. Subitamente, uma ideia atingiu-o. Voltou a entrar no castelo e pegou na mão de Diana – Vem. Quero mostrar-te uma coisa.

Ela aceitou a mão dele e entrou também ela no castelo. E começaram a correr. Não sabia onde ia, não sabia porquê, mas sabia que ia com ele e por isso qualquer sítio seria perfeito. Davam risinhos de ansiedade e felicidade, enquanto dobravam esquinas e subiam escadas. Chegaram a um corredor aparentemente igual a tantos outros e Remus obrigou-a a parar e virou-a para uma parede.

- Esta… - Começou o rapaz – É a Sala das Necessidades – Completou. No entanto, Diana não via qualquer porta, apenas a habitual parede fria e envelhecida.


**********************************************************************************

Jennifer entrou à frente de Sirius e fechou a porta com cuidado, com receio de acordar Peter. No entanto, ao olharem para a cama habitual de Wormtail, constataram que esta estava vazia.

- Estranho… Onde está o Peter? – Perguntou Jennifer com a testa franzida, ainda fixando com o olhar a cama perfeitamente feita.

- Não me perguntes a mim… Não sou eu o namorado dele! – Exclamou rapidamente Sirius.

A rapariga encolheu os ombros, afastando os longos cabelos da cara com um movimento de cabeça, e deixou-se cair em cima da cama de Sirius, de barriga para baixo. O colchão fofo deixou Jen afundar-se, e a macia colcha vermelha deu-lhe conforto. Virou-se de barriga para cima e levantou os cabelos negros que lhe davam pela cintura para que ficassem por cima da almofada. Sirius sentou-se num dos lados da cama e inclinou-se para trás pousando a cabeça na barriga dela. Ela começou a trautear a música que tantas vezes trauteava. Sirius acompanhou-a, apanhando rapidamente o ritmo e o tom. Jennifer calou-se imediatamente e olhou-o espantada.

- Canto isso tantas vezes assim, huh?

- Não faz mal, Jenny. A culpa não é tua que tenhas um problema mental e que faças coisas das quais não te lembras mais tarde. – Disse ele jovialmente. A morena soltou uma sonora gargalhada. Sirius acrescentou, num tom mais sério – Até tens uma voz bonita. Por mim podias só cantar que eu não me importava.

Sirius nunca lhe tinha dito isto antes, mas a voz de Jennifer era sem dúvida a voz mais melodiosa que ele alguma vez tinha ouvido. Não quando falava, claro. Especialmente quando falava com pessoas que não lhe agradavam, como o Black Júnior: Regulus. Nessas alturas a sua voz atingia sons graves bastante intensos, que intimidavam quem não a conhecia. Mas quando ela cantava… Sirius sentia a cabeça mais leve, sentia-se em paz com o mundo, sentia-se em paz consigo mesmo. A voz dela era clara, afinada e com uma ligeira rouquidão quando atingia as notas mais graves, que lhe dava um ar extremamente sexy. Se fechasse os olhos enquanto ela cantarolava, podia jurar que era um anjo que lhe entoava um doce cântico ao ouvido. Mas era só Jennifer.

Olhou para o lado e viu o rosto harmonioso da rapariga. Ela sorria. As duas covinhas de cada lado da face convidando uma carícia. Os seus olhos pareciam mais azuis que nunca, e tinham um brilho diferente. Aquele sorriso e aquelas covinhas faziam-na parecer uma menina indefesa e envergonhada. As aparências iludem…pensou ele. De facto, se haviam coisas que Jennifer não era, eram indefesa e envergonhada. Ele nunca tinha conhecido uma rapariga que soubesse cuidar de si mesma tão bem quanto ela.

- Como foi o dia de hoje com o clube de fãs, Six? – Perguntou ela, finalmente interrompendo o silêncio e tentando fazer conversa. – Muita bajulação e beijos nos pés?

- Oh… o costume – Disse ele sinceramente – Elas são tão chatas. É do género “Eu já captei a ideia, meninas! Se eu precisar de alguém em quem me esfregar já percebi que vocês dariam tudo para serem as escolhidas!!” Quer dizer, eu sei que sou tudo o que uma mulher quer num homem… - Jen bufou – Mas elas são tão óbvias! Acho até que já vou na segunda volta! Tenho impressão que há umas que já são repetidas! Até a Lily eu já beijei, por amor de Merlin!

- O que vamos manter em segredo, senão… - Jen passou um dedo pela garganta – Era uma vez um Black, narrado por James Potter.

- Olha quem fala! Tu também tens um segredo para guardar, Senhora “Eu-Fui-O-Primeiro-Beijo-Do…” - Começou ele, acusando a morena.

- Hey! – Interrompeu ela - És só tu que tens o direito de te divertires um bocado?

- Não! Não estou a dizer isso! É só que… - Sirius foi interrompido pelo som de algo a bater na janela. Os dois viraram instantaneamente as cabeças e deram de caras com uma coruja castanha a bater com o bico, que segurava um envelope, na janela.

O coração de Jennifer começou a bater descompassadamente. Quase que podia adivinhar do que aquilo se tratava. E quase que poderia também jurar que já tinha visto aquela coruja em Hogwarts, na torre das coruhas. Levantou-se rapidamente, depois de Sirius a ter libertado, e correu para abrir a janela, deixando a imponente ave entrar. Ela voou para uma das secretárias e pousou a carta. Jennifer, com as mãos a tremer ligeiramente, rasgou o envelope e retirou de lá de dentro o pergaminho dobrado.

Sirius observava a amiga, com um ar curioso, enquanto os olhos dela percorriam cada palavra cuidadosamente. Viu a enigmática expressão dela. Era uma coisa que lhe metia confusão em Jen. A forma como ela conseguia não dizer absolutamente nada através da expressão, e como noutras ocasiões conseguia dizer tudo. Era desconcertante o facto de ela conseguir de facto controlar isso. Era misteriosa, e só mostrava os seus sentimentos e emoções a quem ela queria. Poucos o mereceram.

Os olhos azuis da rapariga detiveram-se numa certa frase. Leu-a várias vezes. Teve vontade de gritar, de chorar, de partir tudo o que estivesse à sua frente e de estar sozinha. Em vez disso, com um ar despreocupado, deu um pequeno toque à coruja para que esta regressasse sem resposta e esta voou janela fora. Virou-se para Sirius depois de fechar a janela e disse, indiferente:

- Notícias de casa. Os meus pais arranjaram um cão.

Sorriu.

Mas Sirius não sentiu a confiança que o sorriso dela costumava transmitir. E aquela história parecia-lhe uma desculpa esfarrapada inventada à pressão.


**********************************************************************************


- Pára… James… Pára!! – Lily já chorava de tanto rir. Estava agarrada à barriga, deitada no sofá, com os olhos cheios de lágrimas e as bochechas muito vermelhas.

James tinha levantado a camisa e atado em cima do umbigo, arregaçado as calças para cima e atado o seu manto à cintura, parecendo que usava uma saia. Andava pela sala abanando as ancas e com as mãos na cintura, sacudindo de vez em quando a cabeça. Desfilava em bicos dos pés para trás e para a frente. Parecia um pouco desajeitado, o que lhe dava um ar pateta e querido.

- Olá! Sou a Narcissa Black, venho de uma família puro-sangue e não há loira oxigenada mais irritante e convencida que eu! – Exclamou James, imitando uma voz exageradamente aguda.

- Olha quem fala! – Disse, entre gargalhadas, Lily.

James limitou-se a lançar-lhe um olhar “Não-penses-que-te-safas-assim-senhorita-Evans” e continuou. Desta vez, pegou num caixote do lixo vazio que estava ao lado do sofá e enfiou-o na cabeça, servindo de chapéu. Tapou novamente a barriga e desceu o manto, tapando-lhe todas as pernas. Começou a andar apressadamente com passos apertados do sofá à lareira, com um pergaminho na mão. Soltou uma voz extremamente afectada e com um sotaque muito british.

- Oh em nome de Merlin, o que é que… Senhor Potter! Senhorita Evans! Detenção amanhã após a minha aula de Transfiguração! Como se atrevem a fazer troça do meu carrapito? – Exclamou ele, numa perfeita imitação da professora, ajeitando a parte de trás do cabelo.

- BAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA!!!!! Isso… foi… brilhante…!!! – Exclamava ela, as lágrimas a escorrerem-lhe pela face e quase sem conseguir respirar. Tinha que admitir que James Potter dava uma óptima McGonagall.

- E por último… mas não menos importante… - Começou ele enigmaticamente. - Pour la piéce de résitance…- Livrou-se do caixote do lixo, voltou a subir o manto até aos joelhos, puxou as meias para cima o mais que pôde e desabotoou os primeiros botões da camisa. - Imagina que eu tenho cabelos cor de fogo

Lily levantou uma sobrancelha, fingindo estar chateada mas encontrava-se na verdade extremamente divertida… Ela já sabia o que é que aí vinha…

Ele pegou em dois livros, juntou-os ao corpo, e endireitou-se. Começou a andar decididamente para lá e para cá, com a cabeça levantada e abanando exageradamente a cabeça, de modo a que, se tivesse cabelos compridos, eles balançassem bastante. De repente parou, posou os livros e prendeu o cabelo atrás das orelhas, levando de seguida as mãos à cintura e olhando-o desafiadoramente, numa cópia exacta de Lily Evans.

- Potter, porque é que estás a olhar para mim? Não, eu NUNCA vou sair contigo! E não é Lil! É EVANS! – Gritou James. Desta feita, a voz variava entre o calmo e o completamente histérico, provavelmente fazendo paródia das súbitas mudanças de humor da ruiva. Lily, que tinha tentado reprimir o riso comprimindo a mão direita nos lábios, tinha soltado uma gargalhada tão espontânea e sonora, que o próprio James tinha dado um saltinho. Rindo também ele por perceber que estava a divertir a jovem, continuou – Devíamos estar todos a estudar para os nossos exames, ou vamos acabar a varrer ruas! E isso só é suposto acontecer ao Potter, não a nós! O Potter, com aquela snitch sempre atrás, pensa que é o maior! – Bufou ele, revirando o olhos, o que fez Lily dar um risinho agudo. Voltou à sua voz normal e rematou – Só para que conste, Lily, eu não penso que sou o maior. Eu sei que sou o maior.

Ela revirou os olhos, e apercebendo-se de que tinha acabado de fazer uma das coisas de que James fez troça, recomeçou a rir, desta vez acompanhada pelo moreno. Ele recompôs as roupas e voltou a andar mais masculamente, murmurando um “Se alguém me tivesse visto…” enquanto se sentava ao lado de Lil, que ainda ostentava um enorme sorriso, mostrando os dentes perfeitamente alinhados e brancos.

Ele olhou-a. Tudo nela o encantava. Hipnotizava, quase. O modo gracioso como os seus cabelos lhe caíam sobre os ombros, o conjunto amoroso de sardas que se espalhavam pelo nariz, que por sua vez se enrugava delicadamente quando ela ria, o deslumbrante par de olhos verde-esmeralda que agora o olhavam, brilhando.


**********************************************************************************

N/A: MUAHAHAHAHAHA!!!

E mais um capítulo foi postado! :D

Mais uma vez cumpri a minha promessa, disse que iam haver mais mistérios e acontecimentos emocionantes… Pois bem, meus queridos (poucos) leitores, vão ter que esperar pelo próximo capítulo, ou por outros, para saber coisas como… O que é que o Remus e a Diana vão fazer à Sala das Necessidades?? O que estava escrito na carta que Jen recebeu e quem a enviou??? O James e a Lily vão fazer mais alguma coisa nessa noite…? A Jenny foi o primeiro beijo de quem???

DUM DUM DUUUUMMMMMMM (por favor interpretar como música maquiavélica)

Ah, e não se esqueçam! Próximo capítulo Festa do Pijamaaaaa! Conseguem imaginar melhor festa do Pijama do que uma com os Marauders??? NÃO! Porque não existe! xD

Por favor comentem! Assim fico triste, e não vale a pena continuar… 

De qualquer maneira, obrigado especial a todos os que já comentaram e que me apoiam! E continuem a comentar! =D

Beijinhoooos e até ao próximo capítulo ^^

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo

Menu da Fic

Adicionar Fic aos Favoritos :: Adicionar Autor aos Favoritos

 

_____________________________________________


Comentários: 0

Nenhum comentário para este capítulo!

_____________________________________________

______________________________


Potterish.com / FeB V.4.1 (Ano 17) - Copyright 2002-2023
Contato: clique aqui

Moderadores:



Created by: Júlio e Marcelo

Layout: Carmem Cardoso

Creative Commons Licence
Potterish Content by Marcelo Neves / Potterish.com is licensed under a Creative Commons
Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
Based on a work at potterish.com.