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44. Capítulo XLIV


Fic: O que vem depois do fim


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Eu não vira quando Henry Mitchell trouxera um fino colchonete dentro de um saco preto, admito. Era um daqueles colchonetes vagabundos que são vendidos no supermercado para quem pretende acampar e despreza um saco de dormir. Em resumo: pouco volume, pouco conforto. Mas quem se importa com conforto quando vai acampar? Se importasse, de fato, o conforto, provavelmente decidiria por ficar em casa.


O fato é que ele estendera o colchonete no chão e voltara-se para mim:


- Para quando quiser dormir...


Eu cerrei meus olhos para ele, sabendo que seria capaz de fuzilá-lo com os olhos se fosse possível. Eu já estava farta daquele ar falsamente preocupado. Ele não se importava comigo! Aliás, eu era a última coisa com que se importava naquele momento; o que importava era me ter sob seu poder até que fosse seguro entrar em contato com o Ministério da Magia oferecendo-me como moeda de troca para a sua liberdade.


HÁ! Que ótimo.


Eu já podia imaginar o desespero que acometeria Harry quando ele soubesse... Embora eu estivesse certa de que Ron já levantara hipóteses drasticamente sombrias sobre o meu paradeiro. Eu apostava como ele, dramático em demasia, já até cogitara a possibilidade de eu estar morta. Bem, pelo menos seria também o primeiro a imaginar que eu estaria com Henry Mitchell, e eu esperava que Harry o escutasse. E logo.


De todo modo, o colchonete me trouxera uma informação muito útil: finalmente era noite, o que poderia significar que eu estava ali há mais de 24 horas, como também poderia significar que eu estava ali há menos de 10 horas – isso, é claro, se já passasse das duas da manhã, o que eu duvidava, pois não conseguia imaginar onde conseguira comida àquela hora! A não ser que fossem rosquinhas e... mais café, dessa vez de qualidade, lê-se Starbucks ou qualquer outra cafeteria-barra-confeitaria, ou que ele tivesse invadido a casa de alguém, o que eu decididamente não duvidava.


Nunca estivera em meus planos fazer uso daquele colchonete. Eu preferia passar a noite em vigília a dormir com aquele monstro ali. Em verdade, eu esperava que ele confiasse que poderia dormir, assim eu poderia continuar a minha exploração do galpão, mais cedo interrompida pelo retorno dele.


Ele ainda demorou a dormir. Parecia bastante entretido na leitura de algo que parecia muito com um livro. Havia também jornais espalhados pelo chão e eu tinha curiosidade de ver o que eles traziam como manchete. Eu sabia que o meu desaparecimento muito provavelmente não seria divulgado à imprensa. Era o procedimento padrão. Dentro do Ministério eles abafavam esse tipo de caso pelo menos enquanto internamente trabalhavam em descobrir o paradeiro do funcionário desaparecido. Em decorrência de meu cargo – afinal eu era chefe do Departamento de Execução das Leis da Magia, cargo de maior importância abaixo do cargo do próprio ministro –, e levando em consideração que Harry estava à frente do Quartel General de Aurores, muito provavelmente ele pararia todas as atividades em que os aurores estavam concentrados até que finalmente me encontrasse. Pelo menos esse era o Harry que eu conhecia.


Quando Henry Mitchell finalmente se recostou na cadeira e a cabeça pendeu para trás, encostando-se na parede de concreto, ergui o corpo para checar se ele estava mesmo dormindo. Após a confirmação, coloquei-me de pé. Cuidadosamente, afastei-me, sem deixar que os neus olhos desviassem do homem por um segundo sequer.


Estava já muitos metros distante quando me lembrei da porta com a qual me deparara mais cedo. Ele tem as chaves, pensei. Mais do que isso, ele tinha a minha varinha. Valeria, porém, o risco? Balancei a cabeça negativamente, afastando a ideia; era melhor que procurasse outra saída.


E foi o que fiz. Por mais fraca que me sentisse – sim, porque eu sentia minhas forças irem embora segundo após segundo –, eu sabia que precisava continuar. Não havia muito tempo a perder e eu sabia que Mitchell podia acordar e dar por minha falta a qualquer momento. Eu andei o mais silenciosamente que eu pude por entre os caixotes, meus olhos esquadrinhando, atentos, cada milímetro do galpão.


Eu já havia perdido as esperanças quando achei uma porta. Caminhei até ela e, quando estava somente a um metro dela, olhei por cima do ombro. Silêncio e escuridão, a não ser pela luz bruxuleante em um ponto afastado, o meu ponto de partida.


Clic!


Estava destrancada. Por pouco não deixei escapar um murmúrio de comemoração. Talvez eu estivesse mais perto da saída do que podia imaginar. Segui por um corredor estreito e comprido, com muitas curvas. Passei por duas ou três portas, todas trancadas, então dei continuidade à minha peregrinação. Estava assustada, porém, pois o corredor parecia não ter fim e, se Mitchell me encontrasse ali, eu não teria escapatória.


Quando finalmente o corredor chegou ao fim – e eu esperava que houvesse uma porta que me levasse à liberdade –, eu me deparei com outro galpão. Neste, havia caminhões e caminhonetes estacionados. Estaria eu na transportadora? Deixei um suspiro de desgosto escapar. Se fossem necessárias e eu não tivesse as chaves para sair também dali, eu ainda estaria presa.


A não ser...


Bem, poderia haver dispositivos espalhados pelo local. Quero dizer, muitos portões são acionados por dispositivos. Decerto havia uma sala onde funcionava a central da transportadora – se é que aquela era mesmo uma transportadora, é claro. Mas vamos trabalhar com a melhor das hipóteses. Ou talvez fosse melhor trabalhar com todas as hipóteses. Não acho que em situações extremas pudéssemos deixar de lado qualquer uma delas. Valia tudo. Ou quase.


Eu não estava exatamente errada quanto à existência de uma central de controle. Havia uma... Mas ela estava mais para aterro sanitário do que para um local onde pessoas limpas e decentes trabalhavam. Franzi o nariz, ainda que eu não tivesse adentrado o local, porque, adivinha?, a porta estava trancada. Mas que diabos! Isso significava que o galpão estava ativo, e não abandonado como eu imaginara. E a pergunta que circundava a minha mente insistentemente era uma só: como aquelas pessoas não perceberam a movimentação de Henry Mitchell? Eu fora sequestrada em uma quinta-feira, afinal!


Levando em consideração que a movimentação das caixas e muitos homens gritando ordens e baixarias era barulho suficiente para abafar qualquer conversa ou arrastar de ferro sobre o concreto, sem mencionar que a espécie que trabalhava ali não era exatamente a mais civilizada, dada a bagunça da sala de controle... Tudo bem, eles não notariam. Eu era uma pessoa civilizada, e Henry Mitchell, por pior que fosse, não era descontrolado a ponto de chamar atenção para si. Ele certamente sabia do funcionamento do galpão e não faria nada que pudesse fazer notar a sua presença.


Mas voltemos à sala de controle... Eu tinha duas opções: podia tentar arrombar a porta ou quebrar a enorme vidraça que substituía metade de uma parede para que os macac... quero dizer, homens que ali trabalhavam (?) pudessem, de fato, controlar alguma coisa. Eu não estava forte o suficiente para executar qualquer que fosse das ações em mente. Burra. Burra. BURRA!, pensei e dei uma leve tapa na testa, inconformada com a minha lentidão de pensamentos. Você está em um depósito! Sim, eu estava em um depósito e em depósitos sempre há ferro e madeira de sobra para ajudar, além das próprias ferramentas de trabalho ali usadas e que poderiam ter alguma serventia. Decididamente, Hermione, os ares desse lugar de bárbaros está ameaçando seriamente a sua inteligência¸ um pensamento gritou em minha mente.


Vasculhei rapidamente o local, principalmente nas proximidades dos automóveis ali estacionados, em busca de algum bastão de ferro ou de madeira que pudesse me auxiliar. Encontrei um cano velho, daqueles de ferro, que fora deixado de lado e uma chave inglesa. Peguei os dois, somente por precaução. Talvez eles me pudessem ser úteis em um confronto corpo a corpo com Mitchell ou algo do tipo, caso as minhas ideias desesperadas me pudessem em apuros.


Torcendo para que o corredor que me trouxera ali fosse tão longo quanto parecia e que aquilo não chamasse atenção de Henry Mitchell no galpão ao lado, eu segurei firmemente o pedaço de cano e fechei os olhos ao arremessar com tudo o cano contra a vidraça, que se espatifou em milhares de vidrilhos no chão aos meus pés com um enorme estrondo.


Eu esperava que o monstro adormecido ali ao lado tivesse o sono pesado de Hugo e não acordasse, ou fosse despreocupado demais – para não dizer preguiçoso demais – quanto Ron para deixar o seu leito de sono e preferisse crer que houvera um simples acidente do lado de fora, como um espelho que a vizinha desastrada deixara cair. Ron sempre preferia virar de lado e voltar a dormir.


Retirei os poucos pedaços de vidro que sobraram presos à parede e deixei que caíssem no chão antes de finalmente pular a janela que eu acabara de criar. Aquele lugar fedia e havia larvas sobre o lixo e nos restos de comida esquecidos sobre a mesa. Um verdadeiro chiqueiro! Cobri o rosto com a manga do sweater de modo a evitar aquele odor fétido e procurei por controles em toda a sala. Para a minha infelicidade, a caixa de controles não era de vidro, e, sim, de madeira, e estava devidamente trancada com cadeado.


Eu bufei e passei a língua, desgostosa, sobre os lábios. Fechei os olhos e implorei por paciência e força, porque eu precisava dos dois bem unidos à minha coragem para conseguir enfrentar tudo aquilo e sair viva. Pensa, Hermione... pensa!, a minha mente gritava.


Olhei novamente à minha volta e vasculhei todas as gavetas que encontrei abertas, isto é, destrancadas dentro daquele antro de porcos. Não havia chave alguma de veículo disponível – Não que lhe fosse ser útil, não é? Por onde você pretendia sair com um caminhão se não tem como abrir os portões? –, mas eu encontrara dois molhos pequenos de chaves. Bem, é melhor do que nada, foi o meu pensamento imediato, claramente resignado.


Deparei-me com duas novas opções: tentar a sorte com um dos caminhões, isto é, quebrar o vidro e fazer ligação direta, provavelmente colocar o galpão a baixo – ou pelo menos uma de suas paredes – e depois ressarcir o dono por danos materiais, o que sairia muito caro, porém eu teria a minha liberdade de volta caso saísse viva; ou procurar portas que aquelas chaves pudessem abrir, o que daria muito trabalho, ocuparia muito tempo, aumentaria as chances de eu ser pega por Mitchell, porém eu sairia viva se finalmente conseguisse achar uma saída.


Péssimas opções, revirei os olhos.


Eram, porém, as opções que eu tinha e eu, obviamente, optaria pela segunda: iria atrás de uma saída segura.


E eu já estava procurando pelas saídas quando ouvi os mínimos pedaços da vidraça arranharem o chão. Péssimo sinal, arfei, os olhos e ouvidos em alerta, os pelos de todo o meu corpo arrepiados. Mitchell.


Corri para a caminhonete mais próxima e escorreguei para debaixo dela, a chave inglesa tão apertada em minha mão que os nós de meus dedos estavam brancos. Eu ainda permanecia em alerta, tentando captar qualquer movimento se aproximando do local onde eu me escondera. Não demorou até que a voz dele se fizesse presente:


- Vejo que gosta mesmo de fazer bagunça, não é, mocinha? – ele sibilou, e seu tom era pavorosamente sarcástico e sombrio ao mesmo tempo. – Vamos, saia de onde está! Saia, e eu nada farei para machucar você.


A ameaça velada chegou a mim e fez os pelos de minha nuca se eriçarem. Por um momento fechei os olhos e avaliei minhas chances... Que chances?, minha mente gritou completamente aterrorizada. Eu não tinha muito tempo, teria que arriscar. Cuidadosamente rastejei até estar completamente sob o carro ao lado e assim sucessivamente, até que estivesse próxima a uma parede e o mais distante possível da porta pela qual Mitchell saíra. Pude ver as botas dele chegando, ainda que distante de onde eu me escondera, à altura dos automóveis.


Ele caminhava devagar, sem pressa, provavelmente esquadrinhando o local. Por que haveria de ter pressa quando sabia que eu estava encurralada?


Meus pensamentos se tornaram ágeis e meus olhos buscavam por todos os cantos que ainda me eram visíveis – e, creiam, era pouco o que eu conseguia ver ali de baixo – por algo que fosse pesado o suficiente para dar continuidade à única opção que me restara.


Saí de debaixo do último caminhão e me vi entre a sua cabine e a parede do galpão. Eu sabia que talvez tivesse que denunciar o lugar em que eu estava e aí o tempo seria ainda mais curto. Talvez eu tivesse... o quê?... dez segundos? Não. Menos. Cinco, talvez sete, com muita sorte. E ainda seria pouco para a quantidade de coisas que eu tinha que fazer para que o plano desse certo.


Agora que eu estava de pé não tinha qualquer visão dele. Precisava agir. Encontrei um peso, provavelmente alguma embalagem que ficara esquecida ali durante uma das viagens de um dos carros. Carreguei-a para ter certeza de que pesava o suficiente. Quatro ou cinco quilos, no máximo, pensei. Mordi o lábio inferior. Teria de servir.


Segurei o pacote somente com uma das mãos, tendo a chave inglesa segura na outra, e voltei para a cabine. Eu respirei fundo e tomei coragem para quebrar o vidro do passageiro. Estava com o braço erguido quando eu vi... O pino... Estava levantado.


Eu quase ri da minha sorte. Fechei os olhos, torcendo para que eu estivesse certa, e coloquei a chave inglesa entre os meus joelhos, garantindo que estivesse segura e não escorregasse para não fazer barulho quando de encontro ao concreto. Levei a mão à maçaneta do carro e puxei. Clic! Estava destrancado.


Senti o meu sorriso se alargar involuntariamente quando abri a porta e adentrei o caminhão, cuidando para ficar abaixada e Mitchell não me visse.


- Estou cansando desse joguinho – ele tornou a falar. – Eu sei que está aqui. Ouvi algo abrir. Saia! Saia, Granger! – O tom de voz era verdadeiramente ameaçador.


Novamente respirei fundo para garantir que minha coragem não me abandonasse naquele momento. Ergui-me e coloquei o pé na embreagem, segurando-a firmemente. Abaixei-me e fiz a ligação direta, em seguida engatando a marcha. , minha mente fez questão de ressaltar. Mais um suspiro e soltei lentamente a embreagem, segurando o volante com uma mão, o rosto ainda abaixado e a outra mão segurando o pacote que eu encontrara e que serviria de peso. Deixei-o sobre o acelerador e torci para tudo dar certo. Abri a porta do motorista para facilitar a minha fuga. Em minha mente, o tempo corria...


Três... dois... um...

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