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22. OUÇA A VOZ DO CORAÇÃO


Fic: AVENTURAS EM HOGWARTS- Rony e Mione- Cap 59 e 60 ATUALIZADA!


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capitulo 22
Ouça a voz do coração.


Rony bateu a porta da casa de Hagrid e Harry olhou em volta.
-Ele não voltou ainda. – deduziu Rony, uma vez que ninguém abria a porta.
-E se nós... – Harry ergueu a varinha e com um toque a porta abriu-se. – Aqui estamos nós...Agora, o que estamos procurando?
-Não tenho nem idéia. – concluiu rony.
Nada parecia fora do lugar ou estranho. Até mesmo canino dormia tranqüilamente e não os ouviu mover-se pela casa.
-Harry!
Rony estava parado perto da cama de Hagrid e tinha um pedaço de pergaminho nas mãos.
-O que é isso?
-Acho que é o destino da viagem de Hagrid. Raio do Tuudol.
Era um rabisco, de quem escreverá com muita pressa. Era a letra de prof.Minerva. no canto do quarto havia uma coruja adormecida..
-Espere aí! Porque a coruja ainda estaria aqui?
-Porque está esperando uma resposta? – sugeriu Rony.
-Sabe o que eu acho? As meninas viram Hagrid sair da sala da prof.Minerva a noite passada. Porque ela lhe enviaria uma coruja se falou com ele pessoalmente? – Rony o olhou sem compreender – Porque ela não falou com ele. Alguém se fez passar pela prof.Minerva, falou com Hagrid, e enviou-o para um destino diferente do que deveria Ter sido!
-Mas como a professora ainda não saberia disso? Ou Dumbledore?
-Todos estiveram muito ocupados com a chegada de Heldor e a festa.
-O que vamos fazer com isso? – Rony apontou o pedaço de pergaminho nas mãos de Harry.
-Vamos mandar de volta a prof.Minerva. ela vai entender que ele não recebeu. E nos vamos tentar descobrir que lugar é esse que ele deveria Ter ido, e porque é tão importante ir lá nesse momento de crise!
-Mas como vamos descobrir isso?
-Vamos olhar na biblioteca. Deve te algo lá.
Harry colocou o pergaminho nas patas da coruja e a acordou. Saíram da cabana e Harry a soltou.
Depois voltaram correndo para o castelo.


Varias horas depois, saíram da biblioteca frustrados. Não haviam encontrado nada. Rony sugeriu que fossem a enfermaria, primeiro para saber de Hermione e depois para ver se ela não sabia nada sobre esse Raio de tuudol. Entraram na enfermaria, mas pararam ao ouvir gritos:
-Não me interessa! Depender de uma sangue sujo é demais para qualquer bruxo!
De trás de uma das cortinas, os dois viram a cena a frente com raiva. Hermione estava sentada na cama, os pés firmemente colocados no chão. Encarava Lucios Malfoy nos olhos sem pesar algum e prof.Minerva tentava mediar a situação.
-Lucios essa situação é incomum e sei que você pode entender isso! A Srta.Granger não está no domínio de suas emoções. Culpa essa, atribuída a seu filho!
Malfoy a olhou como se tivesse nojo de estar ali. Virou de costas, olhando fixo para o corpo inerte do filho. Draco tinha os olhos abertos e esbranquiçados, sua mente e alma perdidos em outra dimensão.
-Buscarei Manon. Ele é o maior animago que existe. Sei que pode vencer um monstro de tor. Não irei esperar nem mais um minuto.
-Lucios. – o tom de voz de Minerva, o fez parar e virar-se para ela. Ela tocou seu braço e disse olhando para seus olhos. – Não é uma história que deva ser espalhada, sei que entende. Mago Manon está morto a mais de uma década.
Irritado ele puxou o braço com força.
-E o que devo fazer? Esperar que essa... – Hermione ergueu o queixo orgulhosa a espera da ofensa – quer que eu acredite que uma sangue ruim possa tomar o lugar de um mago tão poderoso? Quer que engane quanto ao limite dos poderes de aberrações como ela?
Rony e Harry se entreolharam surpresos.
-Tivemos sorte em tê-la aqui, Lucios. Behl tohr está bem graças a essa especialidade da srta.Granger. você pode ir até o ministério e denunciar a todos nós, mas com certeza, o ministério absolverá tamanha habilidade. Esperamos por muito tempo para encontrar outra pessoa com esse poder. Não apenas um animago gato, com sua essência. Mas também um bruxo capaz de canalizar as energias da mente de um monstro de tor. É impossível que não compreenda isso?
Vendo o silêncio do homem orgulhoso a sua frente,continuou.
-São tempos que nos ameação a voltar ao passado de guerra que tão bem conhecemos, Lucios. E sei também qual será o lado escolhido por você. Sei também que irá contar a quem não deve saber do poder dessa menina. E sei também o ódio que ele sentirá por essa mesma menina estar do lado de Harry Potter. Mas nós dois também sabemos que não é só. Harry atraiu a si todos os quatro poderes que salvarão o mundo bruxo quando a guerra vier. Descobrimos um deles, mas a outros. Ainda a tempo de calar-se Lucios. Mesmo que tome o lado errado, mesmo que não tenha escolha quanto a isso, como tantos outros não tiveram, mesmo assim, cale-se quanto a isso.
-Quer que esconda que hogwarts esconde as quatro armas contra Voldemort? Ou quer que eu esconda que quatro serão as mortes em nome de Harry Potter? – riu.
De trás da cortina, Harry reteve a respiração.
-Por favor, Lucios, não é momento para especulações ou ameaças. Você melhor do que ninguém sabe, que ao tornar-se imortal, Voldemort cometeu os cinco erros que o condenarão a derrota, não sabe? Foi escolha dele. E todos que o seguirem, não serão perdoados. Não dessa vez.
-Uma ameaça?
-Uma verdade.
-Então devo me calar para salvar meu filho?
-Não é uma chantagem, se é o que está pensando.
-Então o que é? – sorriu irônico.
-Uma precaução? – sorriu, sentando-se ao lado e Hermione – Nossos erros cairão sobre os nossos filhos e todos os descendentes serão condenados por eles. É isso que deseja? – segurou a mão da menina.
Ele calou-se. Sua postura tornou-se mais fria que de costume.
-Quando ela estará pronta para ajuda-lo?
-Em alguns dias no máximo.
-então faça de uma vez! – disse retornando a sua postura arrogante de sempre.
Prof.Minerva levantou-se e estendeu a varinha na direção dele.
-Esqueça e entotença!
Por um segundo nada pareceu acontecer. Então Lucios olhou novamente em volta, como se não soubesse o que fazia ali dentro e saiu da sala.


-O que foi isso? – Rony sussurrou para Harry.
-Eu não sei...
estava confuso com o que Lucios Malfoy dissera. Haveria quatro mortes em seu nome? Como assim?
-Tente dormir mais um pouco, Hermione. Mais tarde Heldor virá vê-la. Talvez ele consiga afastar o nevoeiro de seu coração, querida?
-Não quero dormir. – respondeu sempre neutra – Quero sair daqui e ir pro meu quarto. Não posso ajuda-lo de qualquer forma.
-Você não pode sair daqui agora. Desculpe. – Prof.Minerva levantou-se irritada. Mesmo não sendo culpa dela toda a indiferença, ainda assim, era altamente exasperante.
Saiu apressada da enfermaria, sem notar os intrusos.
-Mione? – Harry e rony se aproximaram e ela os olhou indiferente.
-Oi.
-Como você está? – Harry sentou-se a seu lado.
-Acho que bem.
-Bem? Hermione! – rony sentou-se do outro lado, fazendo-a olhar pra ele de um jeito diferente. – O que foi? Porque está me olhando assim?
-Estava pensando. – disse depois de um momento.
-Em que?
-Eu deveria Ter ficado com Behl.
Rony saltou da cama, irritado.
-O que isso tem a ver com a situação, Mione? – até mesmo Harry ficou desconcertado com seu comentário.
-Nada provavelmente. Mas é que desde que Malfoy me acertou com aqueles espinhos eu tenho podido ver tudo sobre um novo angulo. Sabe, sem sentimentos que nos deixam cegos para a realidade.
-E chegou a conclusão que gosta de Behl???
-Não, Rony. Nesse momento eu não tenho como medir sentimentos – deu de ombros – Mas logicamente falando, eu deveria estar com ele.
-E sobre o Malfoy? O que você pensa sobre isso? – Harry interrompeu sua linha de raciocínio.
-Penso que ele não merece que eu o ajude. Nem ele, nem sua família. Ele é mau e só espalha a discórdia. Porque ajuda-lo, se ele nunca faria o mesmo por ninguém?
-Mione. – Rony sentou a seu lado e disse com os olhos baixos – Nem sempre a lógica pode ser o melhor meio de se julgar algo. Por um lado você tem razão: Malfoy não merece. Mas se formos julgar todos assim, que tipo de pessoa seremos? Piores que ele?
-Possivelmente – concordou.
-E isso não é desprezível? Seguindo a sua lógica, claro.
-Sim, é desprezível.
-A mesma coisa sobre Behil. Se você não gostar dele e ficar com ele. Isso poderá faze-la feliz?
-Provavelmente. Ele é tudo que posso querer em uma pessoa.
Rony estava avermelhando mas não parou. Madame Polfrey apareceu junto a mesa mas apenas observou, calada.
-Sim, mas ele é a pessoa que você quer?
-Não.
-Então que tipo de pessoa você será se usar os sentimentos dele em nome de seu conforto próprio? Que tipo de pessoa você será se julgar as pessoas, negar ajuda e viver por conveniência com aqueles que a cercam?
-Um Lucios Malfoy. Definitivamente uma pessoa ruim.
-Seus pais são ruins?
-Não.
-Eu ou Harry somos ruins?
-Não, Rony. – respondeu com uma expressão de “e daí?”
-Quanto tempo acha que agüentaríamos viver com um Malfoy?
Ela nada disse.
-Como seria ser ele por um dia? Por um ano? Sem carinho, sem amizades, sem amor de uma família? Você já esteve lá em casa, Mione. Na Toca. E você acabou de ver uma amostra do que é a vida familiar de Malfoy. O que você prefere?
-A Toca.
-Porque?
-Rony! É obvio! Porque eu gosto de estar lá!
-Então você não quer ser como os Malfoy!
-É claro que não!
-Então... o que você está esperando pra fazer esse idiota acordar, e poder voltar pra sala comunal com a gente?
Uma pergunta sem respostas. Harry olhou pra rony surpreso. Ele vencera a lógica de Hermione Granger. Era surpreendente.

Harry e Rony foram expulsos da enfermaria tão logo Hermione concordou em ajudar o pálido Malfoy.
Rony protestou pois queria ver exatamente como aconteceria. Já Harry estava muito ocupado pensando nas palavras que ouvira escondido. Haveria mais mortes. Novamente pessoas ligadas a ele morreriam para salva-lo. Mas porque? Segundo o que ouvira, Voldemort cometera cinco erros que garantiriam sua morte. Mas quais e porque?
Se prof.Minerva sabia, porque não revelava e salvava a todos da ameaça que ele significava. Porque?
Rony viu sua preocupação e colocou uma mão sobre seu ombro. Harry virou-se para ele e o amigo maneou a cabeça.
-Não pense nisso agora. Vamos esperar a Mione melhorar e então ela com certeza vai achar algum jeito de sabermos mais. Ela é sempre a força pensante do nosso trio, não é? – brincou.
Harry concordou mais não tinha total certeza de que deveria esperar. Pensou em Sirius. Fazia tempo que não se lembrava do padrinho. Desde que ele fugira dos dementadores e com Bicuço, que Harry não falara, pensara ou procurara por ele. Segundo o próprio Sirius, era melhor assim. Quando ele estivesse totalmente seguro ele entraria em contato.
Mas agora...bem, era um caso realmente importante. Se alguém poderia ajuda-lo esse alguém era Sirius.
Mais animado com essa probabilidade voltou a sala comunal junto a Rony, ambos buscaram suas vassouras e foram para o treino de quadribol.








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