Por favor, leiam as notas finais, tudo será explicado lá.
Os corredores do Ministério da Magia não mudara em nada desde 1995, o piso escuro só deixava o lugar com uma aparência ainda mais sombria, o ecoar dos passos da mulher que passava pelas portas de varias departamentos só a fazia pensar que alguém além dela estava andando por aquele lugar. Sua aparência era tão sombria quanto aquele lugar, ela usava uma calça jeans tão escura quanto a jaqueta de coro que era tão colada ao corpo que o volume de seu busto avantajado que ficava visível o tamanho para qualquer um que quisesse olhar. O barulho dos passos era produzido pelas botas pretas que iam ate um pouco abaixo de seus joelhos e em seus ombros uma capa preta estava presa, a capa era bem parecida com as capas dos estudantes de Hogwarts.
Os cabelos negros formavam uma trança que ia ate um pouco acima da cintura, o penteado da moça estava preso por uma lamina em forma de estrela, a pele branca só podia ser vista em suas mãos e em seu rosto. Em seu peito do lado direito tinha um crachá escrito seu nome: Nanda Prince.
Após andar alguns metros depois de ter saído do elevador, Nanda chegou a uma porta escura que ficava no fim daquele imenso corredor, na porta de cor também escura tinha uma placa dourada escrita: “Departamento Auror,” e abaixo continha o nome Harry J. Potter.
Ao entrar no escritório Nanda caminhou até a mesa do dono da sala e começou a procurar os documentos que haviam lhe pedido, nunca parara para observar melhor a decoração do lugar, era muito diferente do local onde seu pai trabalhara, ao invés de varias poções em prateleiras grudadas a parede ela só podia ver uma parede lisa com um único quadro na parede, a pintura estava vazia e ao vê-lo mais uma vez daquele jeito, se lembrou que ainda não sabia quem habitava aquela pintura. Em uma outra parede continha algumas poucas prateleiras com livros que ela sabia não ter titulo, pelo que tinham falado aquele era os famosos e sagrados livros do grande Harry Potter.
Após mexer em algumas pastas Nanda encontrou um grande envelope de cor preta, na beirada da parte de baixo continha o nome do Ministro da Magia e isso não a ajudou em nada, apenas fez com que sua curiosidade apenas aumentasse.
Aproveitando que o envelope ainda não tinha sido lacrado Nanda pegou as folhas dentro do mesmo, não se surpreendeu ao ver que era um relatório impresso em folha sulfite branca, com a tecnologia trouxa crescendo cada vez mais, os bruxos acabavam por deixar de lado pergaminhos, tintas e penas para usarem canetas e computadores no trabalho, foram feitas algumas mudanças para que os bruxos pudessem usar tecnologia trouxa no território protegido por magia.
No começo Nanda ficou confusa com o que estava lendo, pelo que sabia não era possível viajar no tempo, mas conforme continuava a ler foi ligando os pontos, a preocupação de Kingsley, as faltas de Harry Potter, Rony Weasley e Hermione Weasley no trabalho, a tal viagem da maioria dos netos de Molly e Arthur Weasley, sem contar o sumiço da família Malfoy e Black.
Deixando de lado toda a ética profissional que criara com o decorrer dos anos trabalhando para o Ministério da Magia, Nanda guardou aqueles papeis de volta no envelope e com o mesmo nas mãos saiu do escritório fechando a porta atrás de si, enquanto caminhava pensava em o que faria, precisava conversar com “ele”, mas só tinha duas formas de fazer isso, ou ia a Hogwarts ou ia até a mansão dos Potter.
Nanda andou por alguns minutos até que optou por ir a mansão Potter, olhando rapidamente em volta a moça de cabelos escuros sacou a varinha e com um rápido movimento atingiu a parede com um feitiço de cor azul, ao invés da mesma se desfazer em pedaços ela continuou intacta, com passos largos Nanda caminhou em direção da parede e sem pensar duas vezes atravessou o local, no instante em que a moça atravessou a parede a mesma voltou a ser sólida.
OoOoOoOoO
No instante em que a moça atravessou uma parede no Ministério da magia a mesma mulher apareceu em um escritório na mansão Potter, não era a primeira vez que ela estivera naquele lugar, já havia sido convocada por Harry Potter para ir a aquele lugar de aparência bem diferente do escritório do Ministério da Magia, ali também continha prateleiras de livros antigos e novos, a mesa estava cheia de vários papeis do mesmo jeito que no escritório que estivera minutos atrás, havia um sofá no canto e o que não faltava naquele cômodo eram fotos da família Weasley. Após olhar alguns minutos o lugar viu o que procurava, na parede tinha um quadro, mas como se fosse o mesmo do outro escritório ele estava vazio.
Ela se aproximou vagarosamente, ao se lembrar que naquela casa tinha elfos domésticos ativou o feitiço Abaffiato, havia rumores que em todos os cômodos daquela casa tinha o tal feitiço silenciador, mas Nanda não poderia arriscar ser pega, queria descobrir mais sobre a aventura atual do grande trio de ouro e apenas uma pessoa, ou melhor, quadro contaria a verdade, se fosse preciso usaria sua magia o mais forte possível contra algum elfo se eles tentassem interrompê-la.
Quando já estava bem próximo podia ver a pequena plaquinha dourada na moldura da pintura e nela estava escrito em letras caprichadas: Severo Snape.
Nanda se lembrou de quando levara um susto em ver Severo Snape pela primeira vez naquela pintura a olhando atentamente, naquele instante ela percebeu que tinha um talento incrível que era conseguir mentir e conseguir trancar a mente na frente de Harry Potter, coisa que algumas pessoas não conseguiam fazer.
— Pai? — Chamou Nanda olhando pro quadro de uma extremidade a outra esperando que a qualquer momento o professor “morcego” aparecesse para tirar suas duvidas. Após chamar algumas vezes Nanda estava desistindo e pensando em ir para Hogwarts quando finalmente viu Severo Snape aparecer no quadro, o professor de poções parecia espantado por vê-la ali.
— O que faz aqui Nanda? — Perguntou Snape como sempre fazia quando queria lhe dar uma bronca, seu olhar estava claro, era o olhar que ele usava para repreendê-la e que dizia claramente que ela estava fazendo coisa errada.
— Eu vim falar com você. — Respondeu Nanda dando de ombros, era sempre a mesma coisa, ele brigava com ela que dava de ombros deixando claro que não ligava para regras.
— Não poderia esperar? Ou ir atrás de mim em Hogwarts? — Perguntou Snape estranhando o jeito da filha, conhecia-a suficiente para saber que alguma coisa tinha acontecido para ela estar daquele jeito, algo muito polemico.
— Eu quero saber que história é essa de viagem ao passado, ou melhor, viagem a 1995. — Falou Nanda tentando evitar a briga que teria com o pai por ter praticamente invadido a casa da família Potter. Ao ir direto ao assunto pode ver o espanto estampado no rosto de Snape.
Após alguns momentos olhando espantado para a filha, Snape suspirou por saber que uma hora ou outra Nanda iria descobrir, mas preferia que fosse após a missão de ir ao passado já tivesse sido encerrada.
O ano de 1995 não foi um dos melhores para Snape do mesmo jeito que os outros anos não foi, seja quando era um simples aluno ou quando foi professor, mas 1995 aconteceu mudanças na vida do professor, mudanças essas que ele se arrependia por não ter aceitado completamente em sua vida, Alexis.
Naquele ano sua vida ficou dividida entre cuidar de um garoto que era filho do homem que mais odiara e ter que cuidar de uma mulher que o fazia ser um homem diferente do que era quando estava a serviço de Dumbledore.
— Vai deixar de me responder? Do mesmo jeito que largou a minha mãe com duas crianças por um adolescente de 15 anos? — Perguntou Nanda se controlando para não chorar, já podia sentir seus olhos queimarem, prontos para deixar algumas lagrimas descer por seu delicado e triste rosto. Nanda muitas vezes deixava de conversar com o pai por que sempre acabava chorando por alguma briga que tivera com ele.
— Nanda, não fala isso porque você sabe que é injusto o que você fala, não quero brigar novamente por um motivo que não vale a pena. — Falou Snape com a voz calma, não conseguia ser frio com a própria filha.
— Quero que me diga porque não contou que estavam viajando para o passado. Isso seria ótimo pra eu conseguir mudar o que aconteceu com a minha mãe e...
— Era isso que eu temia Nanda, mudar o futuro não é uma coisa fácil e qualquer erro pode ser trágico, filha, eu não queria que você fosse porque sei que ficaria péssima com sigo mesma se fizesse alguma coisa errada. — Falou Snape da forma mais cautelosa possível — Nanda pense bem, aquela tragédia que aconteceu com sua mãe não tem nada a ver com o mundo da magia, mesmo que você impedisse de fazer aquilo com ela, aquele homem poderia tentar em um futuro próximo ou distante e se isso acontecer pode ser pior do que foi quando eu estava lá.
— Eu darei um jeito naquilo, agora eu sei que o pior não foi você ter escondido isso de mim e sim você não confiar em mim e ainda por cima não acreditar que posso cuidar da minha própria mãe. — Falou Nanda tentando ao máximo segurar o choro, mas não conseguiu conter a lagrima que desceu por seu rosto fazendo com que Snape voltasse a se sentir o pior homem do mundo ou o pior pai do mundo.
— Filha, não estou dizendo nada disso, mas sei em que confusão o Potter esta se metendo e não quero você se metendo nessas coisas. — Falou Snape.
— Pai, não posso prometer a você que não vou me meter nessa confusão, não posso simplesmente ignorar o fato de que posso impedir o que aconteceu com a minha mãe. — Falou Nanda com um olhar confiante que fazia Snape pensar nas varias coisas que a morena a sua frente poderia fazer.
— Filha, eu me preocupo com você não por achar que não sabe se proteger e sim por conhecer o mundo de 1995, aquela época é bem diferente da que você foi criada. — Falou Snape tentando fazer a filha mudar de idéia.
— Pai, me desculpe, mas não posso viver aceitando a idéia que deixei minha mãe de lado. — Falou Nanda ficando de costas para o quadro de Snape.
— Nanda, converse com o Jason e ele vai te explicar porque não quero que vá. — Falou Snape entrando em desespero — Não quero que vá porque sei que verá uma coisa que não vai gostar.
— O que mais você esta escondendo de mim? — Perguntou Nanda olhando para um canto qualquer, sempre desconfiara que seu pai lhe escondia algo junto com sua mãe e seu irmão.
— Não é um segredo meu. — Falou Snape simplesmente.
Nanda ficou em silencio por um bom tempo pensando no que faria para ir até 1995, ao olhar para a janela viu que o céu já estava quase que completamente escuro e que a lua já começara a se destacar entre as poucas estrelas que brilhavam no céu, o cômodo em que estava já começava a ficar escuro a ponto de quase não conseguir ver o rosto de Snape na pintura.
Com poucos movimentos de mão Nanda pegou a própria varinha que ficava preso na coxa por um pequeno cinto que dava a volta em sua perna.
A bruxa já iria começar a falar algo quando um portal se abriu as suas costas iluminando quase todo o cômodo.
— Nanda, por favor me escuta, pensa o que vai fazer, ou melhor, pense nas consequências. — Pediu Snape já sabendo que a filha iria fazer alguma coisa quanto a aquele portal.
— Desculpe pai.
OoOoOoOoOo
Dumbledore sempre soube que em algum momento aquela hora iria chegar, pensou que quando chegasse estaria pronto pata dizer adeus aos seus alunos, mas se enganara e teve certeza disso ao ver o olhar de tristeza de Lily. De longe observava os adolescentes se despedirem dos amigos.
Molly já estava com os olhos cheios de lagrimas por estar abraçando seus futuros netos e os amigos deles, a ruiva até mesmo se despediu de Scorpius e Cath com abraços e beijos.
— Filha, temos que ir. — Falou Harry (adulto) para a filha ao perceber que a ruiva estava tendo dificuldades em ter que deixar de abraçar a versão adolescente do próprio pai — Lily, isso não é o fim do mundo.
— Isso é ciúmes? — Perguntou Gina (adulta) sorrindo marota na direção do marido que revirou os olhos — Porque não vai abrindo o portal?
— Eu disse a você que teria sido mais fácil se tivéssemos ido na hora do café da manhã ou na hora do almoço. — Falou o patriarca da família Potter enquanto fazia um movimento com a varinha e assim o portal se abriu em frente as portas do salão que estavam fechadas.
— Seria a mesma coisa se tivéssemos deixado para fazer outra hora, do mesmo jeito que se deixássemos para o ano que vem ou sei lá. — Falou Gina (adulta) dando de ombros.
— Já podemos ir pai. — Falou Lily após finalmente colocar um fim no abraço que estava dando em Harry, ao ver que seu pai não tinha dito nada e estranhou vê-lo olhando para o portal, suas sobrancelhas estavam franzidas e sua expressão deixava claro que ele percebeu que algo estava errado — Pai? Esta tudo bem?
— Fica quietinha filha. — Falou Harry (adulto) fazendo um gesto com a mão.
Lily (neta) temeu o que poderia acontecer, seu pai poucas vezes errava em perceber se algo estava errado, ele tinha o talento de perceber que alguma confusão iria acontecer, por isso se aproximou do adolescente que ainda estava ao seu lado e o mesmo por perceber seu medo a abraçou.
— É impressão minha ou parece que tem alguém atravessando o portal? Onde o abriu Potter? — Perguntou Draco (adulto), tinha estudado esse método de viagem no tempo antes de ter que ir ao passado por causa de seu filho e sabia que quando alguém entrava por algum dos lados as laterais do portal se iluminava ainda mais e que pequenos raios coloridos apareciam na parte de cima, como estava acontecendo naquele exato minuto.
— O outro lado do portal esta na minha casa. — Respondeu Harry (adulto) uma das perguntas do pai de Scorpius, não tinha certeza exata de alguém estivesse atravessando o portal.
— Não me lembro de alguém ter dito que ia em casa. — Falou Gina (adulta).
— Me desculpe se não avisei, Sra. Potter. — Falou Nanda finalmente aparecendo para que todos soubessem se alguém estava mesmo atravessando o portal e todos do futuro ficaram aliviados por ser só ela.
— O que faz aqui Nanda? — Perguntou Draco (adulto) já percebendo que a mulher iria aprontar alguma.
— Primeiramente me responde como soube que estávamos aqui, não teria atravessado o portal se não soubesse que estávamos aqui, no mínimo teria medo de onde ele a levaria. — Falou Harry (adulto) não gostando muito da situação.
— Respondendo a sua pergunta, eu achei isso em sua sala. — Falou Nanda jogando o envelope para Harry (adulto) que o pegou e ao perceber o que era bufou por ter sido tão idiota por ter deixado aquilo em um lugar qualquer.
— E o que foi fazer na minha casa? Isso não estava lá. — Falou Harry (adulto).
— Eu precisava saber se você estava mesmo fazendo viagem no tempo, eu só poderia conseguir respostas com uma única pessoa e sei que o encontraria lá. — Respondeu Nanda dando de ombros e olhando para Draco (adulto), depois de seu irmão ele foi a primeira pessoa que ela conheceu no mundo bruxo, não recebeu carta de Hogwarts por algum professor ou pelo correio, fora Draco que levara para ela e foi ele que contou toda a história de seu pai e a partir daquele dia Nanda começou aceitar Severo Snape como seu pai — Tem algo que preciso fazer.
— Nanda, vamos conversar primeiro, sabe que tudo que fazer vai ter uma consequência. — Falou Draco (adulto) temendo o que poderia acontecer.
— Sabe, foi a mesma coisa que meu pai me disse. — Falou Nanda tentando ir para trás do portal, mas ele se expandiu e ficou ainda mais próximo das grandes portas, não deixando espaço para que ela passasse por trás. Ao olhar novamente para o pessoal do futuro não precisou olhar para todos, sabia que o único que podia fazer aquilo era Harry.
— Quem é o pai dela? — Perguntou Harry (adulto) olhando para Draco (adulto), nunca soubera da história de Nanda, quando ela estava pronta para sair de Hogwarts recebeu um chamado de McGonagall, a diretora da escola pedira que confiasse em Nanda, ao receber a fica da menina viu que seu nome esta incompleto, sem sobrenome algum, o nome da mãe trouxa estava completo de acordo com as normas do Ministério e o nome do pai estava em branco.
Fizera uma grande investigação a procura de mais informações sobre ela e o irmão que também era bruxo, mas não descobrira nada, parecia que ela e o irmão viviam nas sombras quando estavam fora do Ministério da Magia, Teddy sempre dissera que tinha algo de errado com Jason – o irmão de Nanda –, mas não sabia o que era.
— Deveria ter cuidado deles. — Falou Nanda olhando para além de Harry e o mesmo ao se virar viu apenas Snape que tinha se levantado, o que o deixou ainda mais confuso já que sabia que Nanda nascera pouco tempo antes de Snape morrer.
— Cuidar de quem? — Perguntou Snape com as sobrancelhas franzidas.
— Chame o Jason, agora! — Falou Draco (adulta) sabendo que apenas o irmão de Nanda a faria mudar de idéia, os dois tinham o mesmo problema quanto a magia, os dois irmãos tinham o lado emocional frágil, ainda mais quando se tratava de sua mãe e por isso acabavam por perder o controle do uso de magia e ao tentarem se defender ou atacar acabavam por liberar magia demais.
Com o canto dos olhos Draco (adulto) pôde ver Helena (adulta) mexer em seu celular digital para logo em seguida colocar na orelha, não demorou muito e ela já estava falando com a pessoa do outro lado da linha.
— Alexis vai me esganar se algo acontecer com essa garota. — Falou Draco (adulta) não vendo a hora de ir embora definitivamente para o futuro, sua cota de confusão já tinha se enchido completamente.
— Você disse Alexis? — Perguntou Snape ficando cada vez mais confuso, quais as chances de ele ouvir esse nome duas vezes em tão pouco tempo?
E foi quando tudo se encaixou em sua cabeça, aquela menina se parecia muito com a mulher que provavelmente estaria em sua casa naquele exato momento, seu rosto era tão bonito quanto o da mãe daquele garoto, mas seus cabelos ao invés de ser castanho era um negro intenso, mas continuava a aparentar ser tão sedoso quanto a mais delicada seda.
Lily (avó) quase podia ouvir e ver as engrenagens di cérebro de Snape enquanto o via pensando, mas sua atenção foi para Harry (adulto) ao vê-lo passar em sua frente a passos cautelosos.
— Por favor, não faça isso. — Falou Harry (adulto) sussurrando torcendo para que Nanda não fizesse o que ele estava pensando que ela iria fazer, sabia que a mulher estava sabendo de algo que ele não e que ela iria fazer algo que envolvesse isso, e também pelo pouco que sabia sobre ela entendia e temia que ela saísse da escola já que não a encontraria com facilidade se ela sumisse.
Mas foi tarde demais, quando a ultima palavra saiu de sua boca em baixo volume Nanda olhou em sua direção no instante em que daria o próximo passo.
— Quem sabe você consegue na próxima, Potter. — Falou Nanda antes de começar a correr em direção da mesa da Sonserina, enquanto observavam a moça correr em um milésimo de segundo viram algo estralar e algo quase se prender nos pés de Nanda.
Draco (adulto) estava com a varinha apontada para onde Nanda tinha passado, havia usado a flexibilidade de sua varinha para tentar segurar a moça, mas por conhecê-lo muito bem Nanda conseguiu escapar. Helena (adulta) tentara fazer a mesma coisa, uma linha de prata saia de seu pulso e aparentava ser bem flexível.
Alguns alunos do primeiro ano gritaram ao ver Nanda atingir a parede e a atravessar como se soubesse que não teria batida nenhuma.
Após a moça sumir todos do salão ficaram olhando para a parede de forma estática e.
— Eu não acredito. — Falou Dumbledore espantado.
— Ela “simplesmente” atravessou a parede e isso é novidade até mesmo pra mim, isso é magia nunca divulgada antes. — Falou Harry (adulto) olhando para aquele mesmo ponto, pela primeira vez em sua vida não sabia o que fazer para deter alguém, nem mesmo Voldemort o deixara tão perdido.
— Como ela sabe disso? Não tem como ela saber a não ser que ela já tenha ido a minha casa. — Falou Snape ultrapassando todos que estavam a sua frente e chegando até a parede onde Nanda havia sumido. O professor pegou a varinha e enquanto a apontava para a parede passava o dedo indicador da outra mão sob a parede podendo sentir a textura da mesma, o professor apenas pareceu formar símbolos ou letras invisíveis sob a parede para logo em seguida voltar para perto dos outros — Quem ficou responsável pela minha casa após eu ter morrido? — Perguntou Snape olhando para os adultos do futuro esperando uma resposta.
— Porque acha que sabemos? — Perguntou Rony (adulto) olhando confuso para o professor e depois para a esposa que como ele não tinha a resposta que o mestre de poções queria.
— Não tenho herdeiros e muito menos parentes, é claro que a minha casa foi jogada pra cima do responsável de Hogwarts e a escola não é do tipo que cuida desses problemas, por isso tenho certeza que passaram a casa para algum de vocês, ao menos para resolverem o que fazer com o lugar. — Falou Snape olhando especificamente para Harry (adulto) que tinha o olhar longe, parecia estar relembrando de algo relacionado as palavras do professor — E então? Não vão me responder?
— Harry J...
— Eu não fiquei com nada dele, só tenho aquele quadro porque Lily pediu, quando eu disse a Minerva que não poderia cuidar da casa, mencionei a ela sobre a idéia de Draco ficar com a casa. — Falou Harry (adulto) rapidamente ao ver que a esposa começaria a pressioná-lo para que ele respondesse.
O olhar de Snape voo para Draco (adulto) que suspirou.
— Você não mora em apartamento não é? — Perguntou Cath para o professor que negou com a cabeça — Ufa, já ia começar a achar que aqueles barulhos estranhos fosse o espírito de Snape. — Falou Cath para a mãe enquanto a mesma olhava de lado para Scorpius que sorria amarelo.
— Quando cheguei lá a casa já estava ocupada e a deixei para a moça depois de ter tido uma breve conversa com seu quadro em Hogwarts. — Falou Draco (adulto).
— Uma moça? Acompanhada de um menino? — Perguntou Snape já sabendo a resposta.
— Tinha uma bebê também. — Falou Draco (adulto) fazendo com que Snape se espantasse de uma forma que nem mesmo Lily (avó) da época em que conhecera nunca o vira ficar — Era pequena, não devia ter mais que três anos.
— Eu preciso ir. — Falou Snape se virando e caminhando para fora do salão, mas antes de poder sair alguém lhe chamou e se virou podendo ver Helena (adulta) à frente de todos.
Carlinhos (mais velho) a segurava pelo braço como se tentasse impedi-la.
— O que você tanto esconde na sua casa? — Perguntou Helena (adulta) enquanto o marido a soltava vagarosamente.
— Eu poderia jurar que ao invés de dizer casa você iria falar a minha casa de toca de morcego, seu pai adorava dizer isso e quanto a sua pergunta, não escondo nada na minha casa, na verdade ultimamente estão preferindo se esconder lá. — Falou Snape antes de sair do grande salão.
— Nem pense em ir atrás dele Lily, não vai adiantar em nada. — Falou Dumbledore ao ver Lily (avó) dar dois passos na direção de onde Snape havia ido.
— Mas ele sabe de alguma coisa. — Tentou contestar Lily (avó).
— Ele não vai dizer o que sabe se o assunto tem a ver apenas com ele, pode ter certeza que ele sabe alguma coisa sobre aquilo que a menina fez. — Falou Dumbledore para a ruiva que apenas suspirou de frustração.
— E o que vamos fazer? — Perguntou Hermione (adulta).
— Só podemos esperar e talvez seja bom que todos os alunos subam, incluindo vocês, acho que não irão embora tão cedo. — Falou Minerva olhando para os monitores de cada casa e os adolescentes do futuro que olharam para Harry (adulto) que suspirou e assentiu.
Um grande sorriso já iria aparecer no rosto de Lily (neta) quando alguém ultrapassou o portal que ainda estava aberto, há passos rápidos o homem se aproximou de Harry (adulto) e ficou o encarando por alguns minutos.
— Ótimo Potter, onde esta a minha irmã? — Perguntou o homem parecendo estar sem paciência e ao mesmo tempo preocupado.
— Engraçado, ele parece o Snape te chamando pelo sobrenome, não tem nenhum Sr. na frente que demonstre respeito, ele fala na ignorância mesmo. — Falou James (adolescente) sem se importar com o olhar duto de seus pais e do homem.
— Eu não sou chefe do Jason, nossos departamentos as vezes são vinculados e é apenas isso que nos liga, ele não é obrigado a demonstrar respeito. — Explicou Harry (adulto) correspondendo ao olhar de Jason.
— Vai demorar pra responder? — Perguntou Jason.
— Eu não sei onde sua irmã esta, na verdade ela sumiu de uma forma que eu nem mesma conseguiria, atravessando a parede, pode me explicar como ela fez isso? — Perguntou Harry (adulto).
— Você não é o único que tem segredos, onde esta o Snape? Ele não deveria estar aqui com vocês? — Perguntou Jason olhando em volta e estranhando não ver o professor com suas roupas escuras e estranhas.
— O que você e sua irmã tem haver com Severo? — Perguntou Dumbledore dando um passo a frente para que Jason pudesse vê-lo.
— Não é nada. — Falou Jason se virando e olhando em volta, todos os alunos do salão olhavam para ele de forma curiosa.
— Quero todos em seus quartos, agora! O aluno que estiver fora da cama recebera detenção e sua casa perdera pontos. Monitores, essa noite a vigia será feita pelos professores. — Comunicou Dumbledore com a voz severa para que todos pudessem ouvir e em milésimos de segundos os alunos estavam de pé.
— Você também. — Falaram Gina (adulta), Molly e Lily (avó) para Harry (adolescente) que parou no meio do caminho querendo ficar.
— Não adianta discutir, se eu que sou malandro perco uma discussão para duas ruivas imagine você contra essas três. — Falou Jason (neto) passando ao lado do adolescente que o seguira com o olhar.
— Mas...
— Não adianta argumentar dizendo sobre sua ligação com Voldemort, isso já não tem mais importância, de agora em diante você é um garoto comum, do jeito que sempre quis. — Falou Al indo junto com os outros alunos, o moreno carregava a própria mochila e a da namorada.
Após escutar as palavras dos dois jovens, Harry decidiu seguir para o salão comunal da Grifinória, o moreno foi o ultimo a sair do grande salão e ficou observando as portas do salão se fecharem e assim impedi-lo de olhar a expressão preocupada de sua mãe.
OoOoOoOoOoO
Enquanto as portas do salão se fechavam Jason se aproximou da parede por onde Nanda havia sumido.
— Aquilo é um portal temporário, normalmente ele é desativado depois que a pessoa que o fez o atravessa, fica aberto por poucos instantes e esse é o motivo por quase ninguém conseguir atravessar para ir atrás de outra pessoa. — Falou Jason para Harry que assentiu enquanto escutava atentamente.
— Mas isso não explica como é feito, de onde veio e quem o fez. — Falou Harry para o irmão de Nanda que negou com a cabeça diante de suas tantas perguntas.
— O que eu disse é o máximo que posso dizer. — Falou Jason olhando em volta, mais especificamente para as janelas e para o teto, como se esperasse que algo acontecesse.
— Ao menos sabe para onde sua irmã foi? — Perguntou Astória para o moço que estava bem preocupado com a irmã, conhecia ele desde quando o mesmo tinha 12 anos.
— Posso imaginar. — Respondeu Jason.
Antes que Dumbledore pudesse se aproximar de Jason e fazer ainda mais perguntas dois corpos caíram sob o chão duro do grande salão, os cabelos negros e molhados caiam sob o corpo de uma criança que aparentava ter no mínimo nove anos, era um garoto e sua pele estava pálido enquanto duas linhas de sangue escorria por seu pescoço.
— Meu Deus, o que aconteceu com ele? — Perguntou Astória se ajoelhando e tentando sentir a pulsação do garoto — Nanda, me responde, precisamos tirá-lo daqui.
— Ele foi mordido. — Respondeu Nanda, seus olhos estavam cheios d’águas e suas mãos tremiam.
— Mordido pelo quê? — Perguntou Remo se aproximando enquanto Astória executava feitiços no menino que continuava desacordado.
OoOoOoOoOoOo
Pouco tempo antes!
Há passos largos Nanda chegou a casa que queria, era o lugar em que fora criada por sua mãe e seu irmão, mas o lugar parecia sombrio e ver a porta caída no chão enquanto a sala permanecia escura deixava o lugar um pouco sombrio, não pretendia encontrar o lugar daquele jeito estranho, com a varinha em punho entrou na residência e encontrou pilhas de livros e frascos de vidros jogados no chão.
Em um canto havia um corpo e pedaços de cadeira estava na escada e isso foi a dica que precisava para poder subir. Não temendo o que encontraria lá subiu para o andar acima e alguns quadros tinham caído da parede.
— Ela não pode nos ajudar, sequer é bruxa. — Falou uma voz feminina e enjoativa.
— Eu já me diverti o suficiente. — Falou um homem, a voz dele fazia Nanda ter um arrepio pelo corpo todo.
— Mas eu não. — Falou a voz feminina antes de rir de forma má.
— Por favor, deixe-me ir embora com meu filho, já fizeram mal a ele, eu tenho que cuida dele, por favor...
Nanda ao escutar aquela voz chorosa sentiu seu coração se apertar, conhecia muito bem aquela voz e só de ouvir sua mão que segurava a varinha começava a tremer e o pânico a atingi-la de uma forma e força que nunca sentira antes, seus olhos temiam o que poderia ver naquele ultimo cômodo do corredor da casa onde fora criada.
— É bom que cuide dele porque talvez um dia ele seja útil. — Falou a voz masculina que Nanda ouvira antes.
— Por favor, não o levem. — Implorou aquela voz conhecida e Nanda sabia que a dona da voz já estava em prantos.
O barulho de algo pesado batendo na parede e depois no chão foi o suficiente para fazer Nanda entrar no quarto e avistar três pessoas no cômodo e ao vê-los os reconhecera.
Desde quando nascera ouvira falar daquelas duas pessoas e foram elas que a fizera ter medo de ir para a Sonserina nos seus 11 anos. Jason sempre lhe dizia: “Se alguém disser pra você sobre uma pessoa que seja como Greyback, fique longe dela.”
E Bellatrix sempre fora o motivo por não confiar muito em puros-sangues, na adolescência lera um livro sobre as antigas famílias mais tradicionais bruxas e ao ler o livro que em todas as famílias tinha alguém ruim ou sádico e esse era o motivo por se orgulhar por não ser e não ter uma família de puros-sangues.
— Olhe, talvez essa jovem bruxa possa nos ajudar, onde esta Snape? — Perguntou Bellatrix deixando de lado a mulher caída e desmaiada no chão.
No canto contrario ao dela estava um menino também desmaiado e de seu pescoço escorria sangue.
— Se fossem espertos o suficiente saberiam que ele esta no castelo. — Falou Nanda executando um feitiço contra a Lestrange que se defendeu rapidamente, já ouvira falar sobre como ela duela e não se surpreendeu por vê-la se defender tão rapidamente, sabia o quanto ela era boa.
— Essa vai dar trabalho. — Falou Bellatrix iniciando um duelo com seu comparsa contra Nanda que se defendia com agilidade.
Após poucos instantes Nanda percebeu que teria dificuldades para ganhar se ficasse apenas frente à frente com eles, precisava se arriscar para tentar ser mais rápida e assim conseguir mais alguns segundos para ter tempo de derrubar algum dos dois.
Em um certo instante os dois comensais se olharam e Nanda soube que eles produziriam feitiços ao mesmo tempo contra ela e assim a potencia seria tão grande que ela duvidava que iria conseguir fugir e muito menos se proteger.
A moça do futuro movimentou em volta do próprio corpo a mão que segurava a varinha e um manto negro de fumaça se fez em sua volta de cima a baixo, ao abrir os braços o feitiço se expandiu no instante em que os feitiços dos comensais estavam a menos de dois metros de seu corpo. Os feitiços bateram contra o manto e ricochetearam em seus donos que se protegeram, mas os dois não conseguiram fugir a tempo do manto que os atingiu como se fosse uma parede de concreto e os jogou violentamente contra a parede do quarto.
Nanda sentiu suas pernas enfraquecerem e deixou-se cair no chão, ao olhar para os dois que foram atingidos viu Bellatrix se levantar vagarosamente e em seu olhar viu a ira que algumas pessoas do futuro dizia ver nos olhos de Voldemort, a Lestrange já estava movendo a boca quando Nanda com um movimento de varinha a levantou do chão e sem dó ou piedade a jogou pela janela estilhaçada pelo seu feitiço anterior.
Nanda se deixou ficar no chão enquanto esperava sua respiração e seu coração voltar ao normal, o coração parecia estar batendo a mil, sabia que aquilo seria a consequência de produzir aquele feitiço.
Após se recuperar se levantou e estava indo na direção da mulher desmaiada quando se lembrou que o garoto estava pior por estar sangrando e ao se agachar ai lado da criança ouviu um barulho atrás de si e sem pegar a varinha que deixara de lado olhou para trás a ponto de conseguir ver Greyback em pé com a varinha apontada em sua direção, já estava esperando o impacto do feitiço quando ouviram um som na porta e avistaram Snape parado na porta.
Greyback pareceu desistir da idéia e se transformou em uma nuvem negra que desapareceu janela a fora.
— O que aconteceu? — Perguntou Snape se aproximando da mulher e tentando sentir a pulsação da mesma.
— Vieram atrás de você, o que acha? — Perguntou Nanda começando a sentir o impacto dos fatos a atingindo fortemente, estava vendo sua mãe caída no chão e o pescoço do seu irmão sangrava em grande quantidade.
— Consegue aparatar? — Perguntou Snape pegando a mulher no colo e a colocando sob a cama macia, a viu assentiu diante de sua pergunta — Não posso cuidar dele devidamente, leve-o para o castelo que Astória cuidara melhor dele.
— Você cuida de Bellatrix? Ela precisa ser entregue ao Ministério da Magia. — Falou Nanda se levantando com um pouco de dificuldade.
— Greyback tratou de levá-la embora, logo chegarei no castelo e quero falar com você, garota. — Falou Snape antes de Nanda aparatar.
OoOoOoOo
No castelo Draco (adulto) pegara o menino ensanguentado e o colocara deitado em uma das mesas do grande salão para assim a esposa poder cuidar dele melhor.
— Pode nos explicar o que aconteceu? — Perguntou Rony (adulto) se aproximando de Jason que abraçava a irmã fortemente, nos olhos negros da moça só podia se ver medo enquanto ela olhava para o menino que recebia cuidados.
— Eu não sei, quando cheguei lá ele estava desse jeito, minha mã... — No momento em que Nanda ia terminar de falar seus olhos encontraram o do irmão que parecia querer avisa-la de algo e ela sabia o que era — Quando cheguei ao quarto encontrei Alexis caída no chão e os dois comensais.
— Quais comensais? — Perguntou Rony (adulto).
— Bellatrix e Greyback. — Respondeu Nanda.
— Weasley, dá um tempo viu. — Pediu Jason no momento em que viu que Rony (adulto) começaria a fazer um interrogatório como se estivesse no Ministério da Magia.
— Me dê um minuto Weasley. — Falou Draco (adulto) se aproximando dos dois irmãos que continuaram abraçados, o Malfoy ficou olhando duro para Nanda enquanto o sogro de seu filho se afastava — Vão ter que contar toda a verdade.
— O que? Nem pensar. — Falou Nanda se afastando do irmão para se colocar de frente para Draco.
— Tivesse pensado isso antes de fazer essa loucura e outra coisa, vocês não devem nada pra ninguém e se fossem inteligentes não ficariam escondendo o sobrenome de seu pai. — Falou Draco enquanto os dois mexiam a boca nas tentativas de argumentar sobre sua idéia.
— Tecnicamente ele não é meu pai, eu nem tenho um. — Falou Jason fazendo pouco caso, mas sabia que no fundo estava sendo injusto por dizer aquilo.
— Irei fingir que você não disse isso e quando aquele garoto estiver melhor pedirei para todos irem a sala precisa e lá vocês vão se explicar. — Falou Draco de forma autoritária, como se eles estivessem no Ministério e por isso eram obrigados a aceitar as ordens de seus superiores.
— O que aconteceu com ele a final? — Perguntou Nanda dando um passo a frente quando viu Draco se virar e dar um passo pata ir junto de Astória.
— Não sabemos, mas Astória disse que ele perdeu muito sangue, sabem quem é ele? — Perguntou Draco olhando para cada um dos dois, é claro que sua pergunta fora um teste.
— Talvez. — Respondeu Nanda dando de ombros.
Draco já estava conversando com todos da família Potter e Black quando as portas do grande salão se abriram revelando Severo Snape.
— Algo a nos contar? — Perguntou Dumbledore após o mestre de poções se juntar aos outros professores que observavam Astória e Madame Pomfrey cuidar do garoto ainda desmaiado.
— Minha casa estava destruída e não dei nem dois passos e já encontrei um corpo caído no chão e uma mulher desmaiada no quarto. — Falou Snape dando de ombros e olhando para o nada, logo que viu que os professores o encaravam franziu as sobrancelhas confuso — O que foi?
— Onde esta a moça? — Perguntou Minerva.
— Em casa, não podia traze-la pra cá então cuidei dela lá, estava um pouco machucada e pensei que seria bom se ela se recuperasse enquanto estivesse desacordada, verifiquei se tinha algum ferimento e apliquei uma poção nela para que os machucados internos fossem curados mais rapidamente, dei um jeito na casa e quando voltei para a sala o corpo do homem já não estava mais lá, na verdade vi ele sair cambaleando e foi embora, coloquei alguns feitiços em volta da casa e voltei pra cá. — Falou Snape se sentando onde os alunos se sentavam na hora das refeições.
— E quanto ao garoto? — Perguntou Lily (avó).
— É o filho dela. — Respondeu Snape simplesmente e olhando para o lado contrario que Lily estava — Não adianta verificar mordidas ou algo assim para saber o que o mordeu, foi Greyback.
— Espere, Greyback foi o lobo que mordeu o Remo e...
O grito assustador escapou dos lábios de Nanda ao entender o que aquilo significava, não havia entendido o quão ruim significava a aparição de Greyback até ouvir a palavra lobo e juntar os pontos com a situação em que Remo Lupin vivia desde os oito anos de idade.
— Nanda, se acalme por favor, se acalme. — Falava Jason se agachando e segurando a irmã pelos ombros, ela havia caído após assimilar toda a situação.
— A culpa foi minha, é tudo culpa minha. — Dizia Nanda com lagrimas descendo pelo rosto e pela primeira vez as pessoas que a conheciam a via triste e sua postura que expressava que ninguém a abalaria havia desabado — Como vou dar essa noticia a mamãe, ela vai me matar.
— Nanda, talvez esteja na hora de todos saberem a verdade, inclusive você. — Falou Jason para a moça que mesmo soluçando o olhou intensamente — Vamos para a sala precisa. — Falou ele pegando Nanda no colo e seguindo em direção da saída do grande salão — Dopem o garoto, a noite dele vai ser melhor assim.
Todos ficaram confusos enquanto seguiam para fora da sala precisa, enquanto todos iam para a sala precisa Madame Pomfrey e Astória levaram a criança para a enfermaria e o doparam como Jason havia dito e seguiram para a sala precisa onde encontraram todos espalhados pela sala e os dois irmãos misteriosos estavam em um canto, ele tentava acalmá-la.
— E então, vão demorar ai? — Perguntou Draco (adulto) para os dois que sorriram um para o outro.
— Acho que a Sra. Weasley errou ao dizer que o insensível é o marido dela. — Falou Nanda se sentando em uma poltrona enquanto abandonava o irmão sozinho em pé na frente de todos — O que foi? Fique a vontade pra contar tudo.
— Mas o pai é seu. — Tentou contestar Jason que ainda não estava muito confortado em estar junto com aquelas pessoas, na sua opinião estar com sua mãe e sua irmã era o suficiente para sua alegria.
— Mas você conviveu com ele mais que eu. — Falou Nanda dando de ombros.
— Draco, não estou gostando dessa idéia, quer dizer, ele vai ter um ataque, quando foi que ele pensou que iria ter uma filha? — Perguntou Jason olhando para o patriarca da família Malfoy que balançava os ombros como resposta.
— Comece pelo começo, explicando como você foi parar naquela casa. — Falou Astória na tentativa de ajudar.
— Bom, eu não sei quem é meu pai e espero que ele não saiba que tenha um filho, minha mãe diz que quando jovem foi seduzida ou algo assim por um homem e após uma breve relação com ele acabou engravidando de mim, após um tempo estando grávida o meu avô arrumou um homem para minha mãe, seria difícil já que ela estava grávida e depois que arrumou a primeira opção ele simplesmente a jogou pra cima dele. Esse homem não fazia bem pra minha mãe, na verdade ele batia nela e foi em um desses momentos que a minha magia reagiu instintivamente e após minha mãe perceber que não tinha muito controle saímos de casa e fomos para o único lugar que alguém responsável poderia levar uma criança de quase dez anos de idade. — Começou Jason após se sentar no chão.
— Achei que o começo começasse quando eu nasci. — Falou Nanda confusa.
— Não, morávamos na rua da fiação e...
— É o que? — Perguntou Lily interrompendo o rapaz — Eu e o Se...
— Invadimos a casa de Severo Snape em 1995 e pouco tempo depois ele nos encontrou lá e apenas nos deixou ficar por lá porque sabia que meu padrasto me batia e batia na minha mãe e foi quando que um tempo depois Greyback me encontrou e...
— Você nunca me contou sobre isso. — Falou Nanda com o olhar surpreso.
— Era algo sem importância e por isso guardei esse segredo por toda a minha vida, achei que se soubesse teria medo de mim, mesmo eu não chegando a transformação completa, ninguém sabia e Snape me ajudou a esconder isso de todos incluindo dos diretores de Hogwarts, do Ministério da magia e de todo o resto. — Falou Jason.
— Como conseguiu esconder isso? Quer dizer, eu sempre soube que tinha algo de errado com você e ainda mais a forma como você me olhava, mas eu nunca poderia imaginar que fosse isso. — Falou Teddy se perguntando como nunca havia reparado nele, em como ele ficava estranho na lua cheia, os sintomas e todo o resto, já havia participado de missões que aconteceram na lua cheia com aquele rapaz e ele não demonstrava nenhum sintoma.
— Snape era muito bom com experiências e conseguiu implantar células de Metamorfo no meu sangue, foi difícil no inicio, eu sentia tudo quanto é dor para poder me acostumar com essa coisa dentro de mim, foram longos meses de experiência para me ajudarem a me sentir confortável para ir a Hogwarts até que ele conseguiu, entrei na escola no ano em que ele morreu. — Explicou Jason suspirando brevemente enquanto olhava para a irmã e via o espanto em seu rosto.
— Como pôde esconder isso de mim? Eu nunca teria medo de você, é meu irmão e...
— Eu não sei Nanda, estava tão acostumada a me esconder de todos que acabei nem me lembrando de como sou verdadeiramente. — Falou Jason tentando gesticular com as mãos.
— O que quer dizer quando fala sobre ser como você verdadeiramente é? — Perguntou Victoire com as sobrancelhas franzidas na direção do rapaz que suspirou e ficou em silencio enquanto algumas marcas apareciam em seu pescoço, Astória e Madame Pomfrey se olharam no instante em que perceberam que aquelas marcas eram as mesmas que o menino que estava na enfermaria tinha.
— Esta bem, talvez o fato de você ser metamorfo me responde do porque de nunca ter percebido você. — Falou Teddy — Mas nos explica sobre essa história dele ter colocado células de metamorfo em você, quer dizer, achei que isso fosse impossível.
— Só porque ninguém nunca tentou não quer dizer que não dê certo, a questão era que a pessoa precisa nascer com esse talento e não pegá-lo porque dizem que é uma coisa forte demais e foi por isso que ele diminuiu a potencia e é por isso que só consigo esconder marcas no meu corpo. — Explicou Teddy.
— E onde foi que ele conseguiu um pouco de células de metamorfo? — Perguntou Remo não querendo estar certo.
— De onde acha? Do metamorfo mais próximo dele. — Respondeu Jason dando de ombros.
— Roubou células da Tonks? Ficou louco? — Perguntou Remo para Snape que estava no canto e deu de ombros diante da questão.
— Bom, eu não sei exatamente se ele roubou, pegou emprestado ou simplesmente pediu um pouco, só sei que ele me ajudou e isso foi o suficiente. — Falou Jason simplesmente.
— Tudo bem, então a história acabou? — Perguntou Helena confusa.
— Não, enquanto ainda era vivo Snape cuidou da gente, ou melhor, ele ajudou minha mãe a cuidar de mim, quando viu que a casa dele não era mais segura por ter que aceitar Rabicho na casa dele nos mandou para a cidade grande e só retornamos quando já era seguro, voltamos para a casa em 1997 e foi nesse ano mesmo que entrei pra escola. — Falou Jason parando e olhando para Nanda como se tentasse avisá-la que a hora estava chegando e que logo todos saberiam — Com o tempo minha mãe quis começar a ser independente e precisava de algo e foi quando ela recebeu o sobrenome de Snape.
— Sua mãe não tem o sobrenome de Snape, o sobrenome dela é Prince e...
— Harry, você é muito burro, porque nunca percebeu? — Perguntou Hermione olhando para melhor amigo que suspirou por saber que tinha mesmo sido burro ou ingênuo, nunca achou que veria alguém com o mesmo sobrenome de Snape e por saber que ele não tinha parentes nunca ligou os dois pontos.
— Você que é mais burra, foi a pessoa que descobriu o sobrenome da mãe de Snape e mesmo assim não percebeu que seria o mesmo que Nanda, esta sempre recebendo relatórios dela. — Falou Harry para a amiga que bufou por ter sido chamada de burra.
— Ta, então Snape casou com sua mãe? — Perguntou Lily tão espantada quanto o mestre de poções que estava surpreso no canto.
— Não, apenas passou o nome dele para ela e pra mim e para que não achassem que éramos parentes passou o sobrenome da mãe dele ao invés do pai dele. — Explicou Jason.
— Isso não explica a sua irmã ter atravessado a parede. — Relembrou Carlinhos.
— Morar na minha casa tem suas vantagens, revistaram os livros não foi? — Perguntou Snape com um péssimo sorriso no rosto.
— Eu não tinha o que fazer. — Respondeu Jason dando de ombros.
— De onde apareceu a sua irmã? — Perguntou Snape temendo a resposta.
— Ela é sua filha, não me pergunte como você fez isso com a minha mãe que eu não sei, na verdade ela nunca nos disse como aconteceu de vocês acabarem por fazer uma filha, eu não me lembro de já ter visto vocês dois juntos, pelo menos não desse jeito. — Falou Jason dando de ombros.
— Mas isso é ótimo. — Falou Lily sorrindo largamente enquanto todos os outros olhavam de Nanda para Snape buscando alguma semelhança, a ruiva foi a única que aceitou a idéia.
— Ótimo? Como pode ser ótimo? — Perguntou Snape que também estava espantado — Acabei de descobrir que tive uma filha com uma mulher que só vi uma vez na vida e que nem sei se posso confiar.
— Não fala da minha mãe desse jeito. — Falou Nanda com a ira em seus olhos.
— O que quer que eu diga? Não a conheço, não sei nada sobre ela, não sei se ela é mesmo uma mulher trouxa, daqui pra frente o que não vai faltar são pessoas que querem me matar e não posso me dar ao luxo de confiar em todo mundo. — Falou Snape para a menina que fechava os punhos com fúria e antes que alguém pudesse fazer algo o professor de poções foi empurrado contra a parede e a lamina no cabelo da moça estava perto do pescoço dele a ponto de cortá-lo um pouco e fazer uma gota de sangue escorrer lentamente.
— Não fale assim da minha mãe, você não tem direito de desconfiar dela. — Falou Nanda ameaçando cortá-lo ainda mais.
— Já chega Nanda. — Falou Jason se aproximando da irmã e tirando a lamina das mãos dela e a deixando cair e ficar preso apenas pelos cabelos escuros da morena — Ele é retardado, mamãe sempre diz isso.
— Eu gostaria de saber o que mamãe vê nesses homens, primeiro o seu padrasto e depois ele. — Falou Nanda apontando para Snape que não pareceu ficar ofendido.
— Sabe que mamãe não teve escolha quanto ao meu padrasto e talvez ela nunca tenha dito do porque de ter gostado de Snape porque nunca a entenderíamos, do mesmo jeito que a vizinhança não a entende. — Falou Jason — Mas sabe que esse homem que você quase matou agora não é seu pai, o Snape que conhecemos não é assim.
— Então me explica porque ele só se tornou alguém melhor depois de morrer. — Pediu Nanda.
— Eu não sei, nunca morri e espero que você mude antes de morrer. — Falou Jason para a irmã que bufou de raiva — Sabe que é igualzinha a ele, o jeito estranho de se vestir, a forma estranha de sumir e até mesmo a arrogância.
— Sabe que não gosto de ser comparada a ele. — Falou Nanda puxando o braço que o irmão segurava na tentativa de fazê-la prestar atenção em suas palavras.
— Mas usar feitiços que ele inventou você gosta né. — Falou Jason rindo.
— Ótimo, agora todo mundo sabe do porque de ficarmos nas sombras, do porque de nos escondermos de todo mundo. — Falou Nanda jogando os braços para cima.
— Nossa, dá pra ver o quanto você gosta de mim. — Falou Snape como se falasse de um assunto qualquer e sem sequer olhar pra trás o professor de poções saiu da sala precisa sendo observado por todos, principalmente por Jason que queria muito poder conversar com ele em particular.
— Talvez seja hora de irmos dormir, você vai ficar por aqui com Jason até amanhã de manhã, Nanda. — Falou Harry (adulto) surpreendendo a morena que já iria reclamar quanto sentiu seu irmão apertar seu braço como se chamasse sua atenção.
— Vai dormir Nanda, pense em um quarto para nós dois, volto logo. — Falou Jason indicando as escadas que levavam para os quartos enquanto também se dirigia para fora da sala — Agora, Nanda. — Repetiu Jason ao ver que a irmã o observava sair da sala.
— Não se meta em confusão, Jason. — Falou Draco para o moreno que saia da sala que sem nem mesmo olhar pra trás assentiu diante de suas palavras, o patriarca da família Malfoy sabia que entre todos da nova família Prince o único que parecia pensar de forma correta e de acordo com as regras do Ministério da Magia era Jason e por isso confiava nele, não precisava nem mesmo perguntar para onde ele estava indo, após sua mãe a única pessoa que importava para Jason era Snape.
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Após um tempo andando pelos corredores escuros de Hogwarts, Jason finalmente chegou a porta do escritório de Snape e resolveu entrar sem bater porque sabia que se fizesse aquilo com educação levaria uma patada do professor e ele não daria a mínima chance para ele poder falar.
— O que quer? — Perguntou Snape no instante em que a porta se abriu e por ela entrou Jason, mas ele não respondeu até fechar a porta atrás de si e se sentar de frente para o professor de poções.
— Vai me tratar mal só porque minha irmã o tratou daquele jeito? — Perguntou Jason para Snape que ficou em silencio esperando sua resposta, fazia muito tempo que Jason não o via daquela forma, ele apenas o tratou daquele jeito nos primeiros dias de convivência — Bom, vim apenas conversar com o Sr.
— Imagino que essa conversa seja um pouco mais agradável do que a que tive com a sua irmã, mal educada ela, não é? — Falou Snape sem pensar nas palavras ditas e só após dize-las se lembrou que Lily odiava quando ele falava mal de Petúnia, até depois que elas desfizeram a "amizade" de irmã que tinham a ruiva ainda o pedia para se referir a ela com educação.
— Por favor, não fale da minha irmã dessa maneira, mas é que ela não confia muito nas pessoas, sempre foi muito sozinha e desde pequena só teve eu em sua companhia, acabou se apegando demais a uma única pessoa e deixando o resto do mundo de lado, ainda mais pelo fato de que o pai dela passou a vida inteira protegendo quem nem era filho dele, e o fato de você ter morrido não muito tempo depois dela ter nascido não ajudou muito. — Tentou explicar Jason da forma mais fácil possível, após a escola Nanda concordou em ir a um psicólogo e tudo mais e a profissional apenas disse que aquilo fazia parte da personalidade dela e que ela não mudaria com facilidade, apenas com o tempo e se quisesse, nem mesmo a influencia das pessoas ajudaria nisso já que ela criou uma personalidade independente da opinião das pessoas a sua volta e isso era bom, em certos casos.
— Sua irmã não tem que ficar dando opinião ao que eu faço ou não. — Falou Snape de forma rígida e grosseira, era como quando ele repreendia Nanda por fazer alguma coisa ou até mesmo quando ela com sua atitude banhada de independência respondia Alexis de forma arrogante e Jason nunca esquecera das palavras que ele sempre dizia.
"Não fale assim com sua mãe, Nanda."
E isso sempre fora o suficiente para faze-la ficar em silencio e pedir desculpas para Alexis, a mais velha repreendia Snape mesmo assim, mesmo que fosse apenas um quadro Alexis achava que Snape não precisava falar daquele jeito com a filha.
— Minha irmã nunca vai admitir, mas ela sente falta de um carinho paterno, eu nem tanto porque convivi com você o suficiente para adquirir uma educação e respeito quando se fala de você, mas ela é diferente e minha mãe não ajuda muito, ainda mais porque sempre quando a via chorando por causa de você nunca explicava a história completamente, apenas dizia que o pai dela fazia parte da guerra e que ele foi o herói que fez a diferença e não Harry Potter. Acho que a primeira vez que ela ouviu isso fez com que suas lagrimas sumissem e um sorriso aparecesse em seu rosto, imagine a situação, um simples e arrogante professor de poções sendo o herói de uma das guerras bruxas. — Falou Jason e enquanto falava viu Snape mudar de posição, antes ele estava apenas sentado olhando para os papeis, mas agora, estava de costas para ele e usava a mesa como encosto.
Snape não queria que ele visse, mas seu rosto tinha um pequeno sorriso no rosto, era pequeno, mas fazia completamente a diferença quando se falava de Severo Snape.
— Qual é a teoria de sua mãe quanto a mim? — Perguntou Snape fazendo Jason sair um pouco de seus pensamentos que incluíam apenas a infância de Nanda.
— Ela não fala muito de você, apenas o suficiente para percebermos que ela sente a sua falta, mesmo que você vá em casa quase todos os dias ou pelo menos quase todas as semanas, de forma discreta é claro. — Falou Jason dando de ombros.
E Snape não se aguentou, por alguns instantes deixou de pensar naquela mulher que conhecera como a moça que invadira sua casa como a hipótese dela ser sua mulher, mesmo que fosse estranho não pode deixar de negar que poderia sentir uma atração por ela agora que sabia que já tivera algo com ela, ou pelo menos, o pai de Nanda. Mas ainda tinha uma questão em seus pensamentos.
— E quanto a Lily? Quer dizer, sempre deixei claro que a única pessoa que eu amaria fosse ela e ninguém mais, ou sua mãe nunca soube dela? — Perguntou Snape achando que ideia de Alexis nunca ter ouvido falar de Lily era quase que completamente nula, não sabia como de uma hora pra outra deixou a ruiva de lado, mas sabia que nunca teria algo verdadeiramente amoroso com uma mulher que não amava, diferente do que algumas pessoas pensavam, sentimentos era algo importante para Snape, mesmo que ele não expressasse nem mesmo os seus, mas costumava levar isso a sério e tinha certeza que nunca em sua vida conseguiria fazer o mesmo que James Potter fazia, que era fingir ter algo por alguém com quem ele nem mesmo se importava.
— Quanto a isso eu não sei ao certo, minha mãe nunca foi de dizer isso pra gente porque dizia que era algo muito intimo seu e caso alguém tivesse que nos contar, teria que ser você, no caso, seu quadro. — Respondeu Jason dando de ombros mesmo sabendo que o professor não veria sua reação.
— Sei. — Falou Snape por fim, aquela história o estava deixando confuso — Quer falar mais alguma coisa?
— Não sei, acho que sim, você foi muito importante para eu aguentar vir para Hogwarts, na verdade acho que eu era tão antissocial quanto você e a sua "companhia" me ajudou bastante e acho que também ajudaria a Nanda, mas fazer o que né e por saber como foi acho que devo pedir que não seja tão agressivo com o menino que no caso sou eu e que esta desacordado, se for brusco com ele, pode esperar que ele também vai ser brusco com você. — Falou Jason para o professor que após suspirou brevemente se virou e o olhou atentamente.
— Quer que eu banque a babá agora? — Perguntou Snape incrédulo.
— Não, eu sou... Quer saber, esquece, confesso que sou muito paciente com você e chega uma hora que isso passa, achei que você pudesse entender já que também sofreu do pai ou padrasto quando criança, mas espero que você se resolva apenas com minha mãe, só ela mesma para aguentar você. — Falou Jason se levantando bruscamente e deixando a sala sem nem mesmo olhar pra trás, na verdade aquilo era um de seus defeitos, quando ele se irritava com alguém e não queria mais conversar não tinha nada que esse alguém pudesse fazer para faze-lo se virar, olhar pra trás para ele era praticamente assassinar seu próprio orgulho.
O professor ficou estático no mesmo lugar enquanto observava o moço sair de sua sala sem nem mesmo olhar pra trás, em toda sua vida ninguém fizera aquilo com ele, a não ser Lily quando decidiu desfazer completamente a amizade que tinham.
Após ficar um bom tempo pensando não sabia com quem se preocupar mais, se era com a mulher que naquele exato momento estava dormindo em sua cama na casa onde ia para passar as férias, ou era o garoto com a mordida no pescoço que estava em uma maca na enfermaria da escola.
Por fim decidiu o que iria fazer, como sabia que o garoto dormiria bastante por causa da poção injetada em seu organismo para facilitá-lo das dores da mordida, iria para sua casa na manhã seguinte e decidiu definitivamente que manteria Alexis fora do Mundo da Magia e cuidaria da moça ele mesmo e é claro lhe explicaria tudo, desde as "anormalidades" de Jason ao ataque que sofrera.
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No instante em que chegou ao corredor onde ficava o quarto que dormiria aquela noite, ficou um pouco confuso por ver tantas portas, nem mesmo havia pedido para sua irmã deixar algo que o fizesse saber que aquele seria o que iriam dividir, já estava indo ao quarto no final do corredor quando passou por um onde a porta estava aberta e ao ver quem estava dentro percebeu que seria sua irmã só por ver que tinha mais uma cama no cômodo.
Mas sua irmã não era burra e também não gostava de dormir com a possibilidade de que alguém pudesse observá-la e por isso deixara sua cama num canto quase que completamente escuro, tinha o teto um pouco mais baixo e era quase que ao lado da janela e por isso a luz que vinha lá de fora iluminava apenas o chão da cama. Já que a noite não estava tão fria ela não apelou para muitas cobertas.
Fechou a porta atrás de si e executou o feitiço Lumus em sua varinha para poder ir até a irmã e beijá-la levemente no rosto antes de se virar e tirar o casaco, camisa, calça e sapatos para assim se jogar na cama e poder dormir, sentiu um arrepio passar por todo seu corpo no instante em que a temperatura gelada encostou por toda parte de seu corpo, mas estava acostumado com isso e sua irmã também estava acostumada com o fato dele dormir apenas de cueca, o pior que poderia acontecer era Draco vir acordá-lo.
Pouco tempo depois o único barulho que podia ser ouvido eram das criaturas que viviam na floresta proibida. Eles também eram muito cautelosos, só podiam ser ouvidos pelo barulho de seu andar ou arrastar.
Bom, sei que devem ter ficado muito bravos comigo e que provavelmente desistiram da fic ou pensam que eu desisti, mas como eu mesma havia dito, isso não é verdade, apenas estou com dificuldades para escrever e o fato de ter muitos livros de literatura pra ler aqui em casa não esta ajudando muito kkkk‘.
Não sei dizer ao certo o motivo da minha demora, só posso dizer que meu animo não está muito bom, ainda mais depois de perder o Microsoft Office do meu pc, ou seja, estou sem Word e no momento estou tendo que usar o WordPad e isso explica os erros de gramática e a falta de acentos. Por favor me desculpem mesmo e podem ficar tranquilos, não desisti da fic e se alguém ai lê Plano B, saibam que estou tentando me focar mais em Reescrevendo a História e por isso ela ficou um pouco de lado, mas logo ela estará de volta.