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19. Perdido


Fic: SAVE ME - CONCLUÍDA


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Keane - She Has No Time



You think your days are uneventful

And no one ever thinks about you

She goes her own way

She goes her own way

You think your days are ordinary

And no one ever thinks about you

But we're all the same

And she can hardly breathe without you

She says she has no time

For you now

She says she has no time

Think about the lonely people

Then think about the day she found you

Or lie to yourself

And see it all dissolve around you

She says she has no time

For you now

She says she has no time

For you now

She says she has no time


Lonely people tumble downwards

My heart opens up to you

When she says

She has no time

For you now

She says she has no time

For you now

She says she has no time


Keane - She Has No Time (tradução)


Você pensa que seus dias são insignificantes

E ninguém nunca pensa em você

Ela vai pelo seu próprio caminho

Ela vai pelo seu próprio caminho

Você diz que seus dias são comuns

E ninguém nunca pensa em você

Mas nós todos somos iguais

E ela mal pode respirar sem você


Ela diz que não tem tempo

Para você agora

Ela diz que não tem tempo


Penso nas pessoas solitárias

Então penso no dia em que ela encontrou você

Ou mentiu para si mesma

E viu tudo se dissolver ao seu redor


Ela diz que não tem tempo

Para você agora

Ela diz que não tem tempo

Para você agora

Ela diz que não tem tempo

Pessoas solitárias tropeçam e caem

Meu coração está aberto para você

Quando ela diz


Ela diz que não tem tempo

Para você agora

Ela diz que não tem tempo

Para você agora

Ela diz que não tem tempo


*****************************************************


Capítulo 19


Perdido


Convidar Gina para jantar estava se tornando uma tarefa frustrante.

Harry mudou de idéia sobre as flores que tinha comprado pelo menos umas treze vezes. Ele as pegaria e então se sentiria estúpido em segura-las. Então, ele as colocaria de volta em sua cama e as fitaria por muitos momentos antes de pega-las novamente.

Com um suspiro alto, ele devolveu as tulipas à sua cama e afastou-se para pondera-las. Gina ficaria encabulada se ele aparecesse no Caldeirão Furado carregando flores para ela? Ela riria dele?

Decidindo rapidamente que estava agindo como um imbecil, Harry deixou as flores na cama e rumou pelo corredor, para as escadas. Ele poderia dar as flores a ela depois do jantar, se tudo corresse bem.

Ele encontrou Sirius na sala, pegando suas vestes no gancho ao lado da porta. Sirius encarou Harry por um momento antes de virar-se para colocar sua varinha na mesa.

- Vai sair?

Harry encolheu os ombros e parou no último degrau:

- Eu estava pensando em dar uma volta no Caldeirão Furado e ver se Gina quer comer alguma coisa...

- Você começa seu treinamento de Auror amanhã cedo. - Sirius lembrou-lhe sem encara-lo. - Não fique fora até tarde.

- São só nove horas... E aonde você vai? Você não tem que estar cedo no trabalho para supervisionar?

Sirius finalmente olhou para Harry, fechando as vestes:

- Eu vou visitar o Remo.

- Oh. - Aprumando-se, Harry sentiu a familiar pontada dentro dele. - Se você vir a Tonks lá... Diga a ela que peço desculpas por ter saído tão rápido ontem...

Sirius assentiu:

- Com certeza a verei. Te vejo amanhã de manhã. Muito cedo.

- Muito cedo. - Harry repetiu, balançando a cabeça quando Sirius saiu. Segurando sua varinha, Harry dividiu-se entre as flores mais uma vez antes de ralhar baixinho consigo mesmo e caminhar para a noite. Estava uma noite abafada, uma bela mudança da chuva interminável.

O pensamento lembrou Harry da noite anterior e o que acontecera. Rony tinha ido embora antes de Harry acordar. Quando ele chegou à Toca aquela manhã, a Sra. Weasley lhe disse que Rony tinha desmaiado em sua cama e ainda não acordara. Ele poderia dizer que a Sra. Weasley estava tentando ignorar isso, mas ele pôde ver a angústia nos olhos dela por causa da situação. Isso só fez Harry se sentir mais miserável sobre o que estava acontecendo.

Ele visitara Hermione, que se atirara no trabalho no Ministério e não quisera falar muito sobre o que tinha ocorrido. Sua voz tremeu e ela casualmente pedira que se retirasse antes de voltar a escrever outro relatório. Ele sabia que este era o jeito dela de lidar com aquilo. E estava matando Harry.

Ele precisava sair. Ele precisava respirar um pouco de ar fresco e pensar em qualquer outra coisa que não fosse a confusão que eram Rony e Hermione.

Ele precisava de Gina.

Enquanto caminhava para o Beco Diagonal, Harry refletiu sobre quando Sirius iria começar a trata-lo como um adulto. Ele constantemente tinha aquele olhar quando Harry ia ter um chilique a qualquer momento. Harry estava ansioso para começar as sessões de treinamento no Ministério. Não apenas por si mesmo, mas para provar para Sirius que ele era um adulto, perfeitamente capaz de levar sua própria vida e tomar suas decisões.

Uma parte dele sentia a necessidade e provar isso para Gina também. Ele ferrara com tudo muitas vezes quando a procurara. Ele estava determinado a mudar.

Harry veio pela clareira de três árvores, onde as ruas do Beco Diagonal começavam. As ruas estavam menos cheias com as crianças e adolescentes agora que Hogwarts começara, mas ele ainda sentia os olhos de muitas bruxas e bruxos enquanto passava diante de muitas lojas, e seguia para o Caldeirão Furado. Ele resistiu à tentação de assentar o cabelo sobre a cicatriz. Ele queria começar a noite livre de quaisquer ressentimentos ou más lembranças.

Sabendo que Gina estaria terminando seu expediente naquela hora, Harry passou as mãos pelos cabelos antes de ir para a entrada do Caldeirão Furado.

Ele sorriu quando a viu ao longe, do lado de fora da taberna, falando sozinha. Mas seus passos diminuíram e seu sorriso morreu quando percebeu que ela não estava falando sozinha, mas sim com Olívio, que estava atrás dela.

Harry parou onde estava e observou enquanto Olívio trazia Gina para perto, inclinando-se para roçar seus lábios sobre os dela. Sentindo seu estômago revirar, Harry baixou os olhos para as mãos de Olívio, que tinham pendido para descansarem confortavelmente sobre os quadris dela.

Algo dentro dele explodiu quando a viu aconchegar-se nele. Sua postura era confortável e íntima.

Eles eram amantes.

Com sua garganta fechando, Harry sentiu-se preso ao chão. Seus punhos se fecharam apertados quando Olívio inclinou-se para murmurar alguma coisa no ouvido dela antes de beija-la rapidamente na bochecha. Quando Olívio afastou-se para outra direção, Harry finalmente se mexeu.

Gina voltou-se para entrar de novo no Caldeirão Furado quando sua pele arrepiou-se em antecipação. Curiosa, ela ergueu os olhos e viu Harry caminhando até ela.

Ela não conseguiu evitar de pensar em quão lindo ele era. Seu cabelo estava bagunçado, seus olhos verdes queimando. Sua camisa branca de botão era um profundo contraste com a noite que começava a cair. Ela não ousou deixar seus olhos passearem pela calça escura que ele usava. Mas quando ele chegou até ela, ela percebeu o rosto pálido e a boca formando uma linha firme.

- Harry, o que faz aqui? - Ela nem terminou de falar quando Harry a agarrou pelo braço e a arrastou para um canto da taberna. – Está tudo bem?

Ele soltou seu braço para o lado e a encarou, como se ela compreendesse a pergunta que estava prestes a fazer:

- Você... Você dormiu com ele?

- O quê? - O bem-estar em sua voz desvaneceu-se, e apesar de estar tentando manter o tom de voz, suas bochechas ruborizaram, denunciando seu embaraço.

Harry sentiu a bola rançosa de dor crescer em seu peito e socou as mãos nos bolsos antes que fizesse algo que pudesse se arrepender.

- Você dormiu com ele. – Ele sussurrou, seus olhos cheios de angústia.

Ela sentiu a culpa começar a deslizar dentro dela:

- Eu dormi.

Harry pôde apenas encara-la, as palavras que queria dizer entaladas em sua garganta.

- Olha, Harry, você e eu... Somos amigos. - Ela disse firmemente. – Não estamos juntos. Você não pode honestamente esperar que eu...

- Ainda me ame? – Ele disse baixinho, balançando a cabeça. - Tem razão. Minha culpa.

- O que você quer de mim, Harry? - Ela perguntou, seu tom beirando a raiva.- Estou farta desses joguinhos. Um minuto você me quer, no outro você me rejeita. Olívio... Ele me quer.

- Você o ama?

O olhar de Gina nunca vacilou tanto do dele:

- Sim.

Ela viu os olhos dele escurecerem e ela tentou preparar a si mesma para o quer que ele fosse perguntar depois. Uma parte dela queria chorar e enfurecer-se por ele não ama-la. A outra parte dela queria passar por ele e dizer-lhe para ir para o Inferno, ela estava mudando sua vida. As duas travaram uma guerra intensa dentro de seu coração, a fazendo estacar e olha-lo nos olhos.

- Então ele dormiu com você porque ele te amava. - Harry disse, seus olhos a perfurando. - Qual o seu motivo? Conforto? Solidão? Com certeza não foi o maldito amor.

- Eu realmente acho que isso não é da sua conta. - Olívio disse, aparecendo atrás de Harry e desviando para o lado dela antes que ela tivesse tempo para responder. - Eu acho que devemos ir agora.

Harry riu amargamente:

- Sabe, eu acho que o Semanário das Bruxas citou algo sobre o casal de ouro...

Gina voltou-se para encarar Harry, sua voz baixa:

- Harry...

- Na verdade não... Vocês são tão perfeitos juntos. – Harry disse, seu sorriso se alargando, seus olhos cheios de dor. - Aposto que ele pergunta se foi bom sempre que vocês transam, não é?

Quando Olívio deu um passo a frente, Gina agarrou seu braço em pânico.

- Olívio, por favor, só me deixe falar com ele...

- NÃO! – Olívio replicou, seu tom cheio de surpresa. - Gina, nosso relacionamento não tem nada a ver com ele.

- Talvez não, Olívio. - Harry disse – Mas o relacionamento dela comigo pode te interessar...

- Harry, não...

- Ao menos, é claro, que ela já tenha lhe dito que ela me deixa trepar com ela enquanto está com você...

Gina fechou os olhos brevemente, sussurrando seu nome em descrença. Ela ouviu Olívio bufar enquanto olhava para ela.

- Gina, vá para dentro e pegue suas coisas para irmos.- Olívio disse, soltando seu braço.

Ela sacudiu a cabeça rapidamente, tentando aliviar a secura em sua garganta.

– Eu só preciso...

- Gina. Vá. - Olívio interrompeu firmemente, seus olhos voltando para os de Harry.

Ela assentiu devagar e, de alguma forma, passou por Harry com suas pernas trêmulas.

Quando ela desapareceu pela taberna, Olívio aproximou-se de Harry, que manteve seu olhar no dele, mas não se moveu.

- Harry, eu sei que você e Gina tiveram algo antes... Eu seria completamente cego se não visse. E é um pouco evidente que você ainda tem sentimentos por ela...

- Você não sabe nada sobre mim e Gina. – Harry disse entre dentes.

- Eu sei que acabou .- Olívio encolheu os ombros casualmente. - Ela está comigo agora e realmente penso que você deva simplesmente aceitar ao invés de tentar magoa-la.

- Sabe, Wood, de todas as coisas que já pensei de você... Ingênuo nunca foi uma delas. - Harry disse com um pequeno sorriso.- Em quem você acha que está pensando quando você transa com ela?

Os olhos de Olívio brilharam, a calma em seu rosto desaparecendo:

- Você realmente se acha, não é, Potter?

-Gina e eu compartilhamos algo que você nunca entenderá. - Harry jogou a cabeça para o lado para analisa-lo. - Algo que vocês nunca terão.

Olívio encolheu os ombros e enterrou as mãos nos bolsos:

- Talvez não. Mas eu não me importo em me esforçar mais um pouco para ter certeza que será meu nome que ele gritará quando eu estiver trepando com ela hoje à noite.

Uma raiva cega o sufocou, e, antes que Harry percebesse o que queria fazer, seu punho estava voando à frente, batendo com força na mandíbula de Olívio. Isso fez tudo mais perfeito quando Gina apareceu naquele exato momento.

Ela gritou em surpresa enquanto Olívio cambaleava, levando a mão à mandíbula antes de avançar para Harry. Os dois se encararam por um momento, ambos esperando uma briga.

- Parem! - Gina ordenou, correndo e agarrando a manga da camisa de Olívio.

- Fique fora disso, Gina. - Olívio disse, a empurrando.

- Não encoste nela. – Harry rugiu, movendo-se e empurrando Olívio rudemente.

Ela levou a mão à boca, omitindo um soluço enquanto os dois homens se enfrentavam. Punhos e sangue voaram. Ela berrou para que eles parassem, e pensou em separa-los sozinha, mas percebeu que não poderia interferir. Ao invés disso, ela deu as costas, afundando na multidão assustada que começava a se formar ao redor de Harry e Olívio.

Prestes a chamar por Simas, Gina esbarrou em uma massa de cabelos ruivos.

- Rony! - Ela gritou, correndo para ele e agarrando-lhe o braço.

- O que? Merda, Gina, você está me beliscando! - Mas deixou que ela o puxasse, suas sobrancelhas franzidas em confusão sobre a multidão. - O que as pessoas estão olhando?

- Harry... - Gina soluçou, puxando-o pela multidão para onde dois homens tinham caído no chão, o som de ossos estalando misturado aos odiosos urros da multidão.

Gina ouviu Rony prender a respiração antes empurra-la para trás.

- Fique aqui. - Ele ordenou antes de correr para Harry e Olívio. Ela podia ver o sangue gotejando de ambos e deu um gritinho quando o punho de Olívio acertou o nariz de Harry.

Eles se levantaram e de repente Harry pulou em Olívio, sangue escorrendo de seu nariz e seu lábio, seu punho socando o rosto de Olívio com toda a ênfase dos pensamentos que invadiam sua mente.

Esse era o otário que tinha a beijado. Esse era o otário que tinha transado com ela. Esse era o otário que estava... A.... Afastando... Dele.

Rony agarrou o punho de Harry no ar, pronto a atacar. Passando os braços pelo peito de Harry, deu um puxão e o afastou rudemente de Olívio, que ainda estava tossindo no chão. O sangue que os cobria parecia preto e mórbido à luz do luar.

- Caralho! Harry, o que pensa que está fazendo?

Harry parou de se debater e deixou que Rony o afastasse.Os nós de seus dedos começaram a latejar e ele podia sentir o gosto do sangue escorrendo em sua boca. Sua visão estava embaçada, mas ele não podia dizer se era por causa dos punhos de Olívio ou pelo fato de seus óculos estarem quebrados.

Gina apressou-se para Olívio,que estava tentando levantar e levava uma ao lábio que sangrava.Ela ajoelhou-se e o ajudou antes de olhar para Harry.

- Você não tinha o direito...

- Cala a boca. - Harry disse, feroz, saindo de perto de Rony. Ele golpeou a mão de Rony enquanto dava um passo adiante e apontava para Gina. – Fique longe de mim.

- Harry... - Rony começou, a confusão evidente em sua voz.

- Fique longe de mim. - Harry disse a ela novamente, ignorando Rony enquanto virava-se e começava a andar, mancando levemente, saindo da taberna e indo para a casa de Sirius.

A multidão começou a se dispersar na noite, conversando agitada. Alguns suspirando desapontados pelo show ter aparentemente acabado.


Gina observou as costas curvadas de Harry, ignorando a dor dentro de seu peito. Ela viu Rony dar um passo adiante, mas ela o parou com um aceno trêmulo de cabeça.

- Vá atrás dele, Rony. Por favor.

Ele ficou em silêncio por um momento, antes de assentir e virar-se, desaparecendo na escuridão atrás de Harry.

As mãos dela estavam tremendo terrivelmente enquanto ajudavam Olívio. Ele ignorou quando ela lhe ofereceu a mão e ficou de pé, limpando o sangue de seu lábio com a manga.

- Olívio... - Ela disse baixinho. - Sinto tanto...

- Eu provavelmente deveria ir para casa e seguir em frente... - Ele disse, examinando as condições dos nós de seus dedos.

Ela assentiu, engolindo em seco. Esperando que ele se virasse e fosse embora, ela ficou surpresa quando ele pegou em sua mão.

- Você vem?

- C-claro... Sim... - Imaginando o por quê ela não se sentia aliviada com o tom casual dele, ela pegou sua mão e o deixou guia-la para o apartamento dele. Eles caminharam em silêncio, o que era um pouco irritante para Gina porque a fazia pensar sobre o que tinha acontecido.

Ela continuou a imaginar a expressão de Harry quando ele percebeu que ela estivera com Olívio. Ela não deveria se sentir culpada. Não era como se ela o tivesse traído... Ou o enganado. Então por que parecia isso?

Gina suspirou baixo e tentou se concentrar em Olívio quando ele tirou sua varinha e abriu a porta do apartamento. Ele soltou sua mão e rumou para a cozinha, abrindo a torneira e colocando seu punho debaixo da água corrente.

Ela tirou sua varinha e colocou suas vestes sobre as dele enquanto entrava na cozinha. O punho dele ainda estava debaixo da água corrente e Gina postou-se perto dele e cautelosamente pegou sua mão na dela.

- Deixe-me curar isso. - Ela disse, erguendo seu olhar quando ele não disse nada. – Por favor?

Ele assentiu e ela tomou sua mão, observando os cortes e escoriações cicatrizarem devagar.

- Obrigado... Isso não levou muito tempo, não é mesmo?

Ela deixou sua varinha sobre o balcão e pegou a mão dele para checar se havia algum osso quebrado:

- Eu cresci com seis irmãos que achavam que a melhor forma de resolverem suas diferenças era socar uns aos outros. Mamãe poderia sempre dar um sermão neles se encontrasse alguns ossos quebrados, então eles sempre vinham até mim para cura-los... Fiquei muito boa nisso.

Olívio estudou sua mão e deu-lhe um pequeno sorriso:

- Você já pensou em se tornar uma Curandeira?

Ela encolheu os ombros e deu-lhe um pequeno sorriso:

- Às vezes... Está sempre em um canto da minha mente. Talvez um dia...

- O bastardo tem um bom gancho de direita. – Olívio comentou e pegou uma toalha para secar a mão.

Gina afastou-se quando ele passou por ela e seguiu para o corredor. Ela suspirou e enfiou sua varinha de volta nas vestes antes de segui-lo para o quarto. Ele tinha tirado a camisa e estava tirando outra de seu guarda-roupa.

- Sinto muito pelo que aconteceu. – Ela começou.

- Deixa para lá. – Ele disse brevemente, abotoando a camisa. – Você me disse que já tinha estado com alguém antes. Eu também.

Gina franziu o cenho enquanto o observava se vestir:

- Você vai sair?

- Vou ao jogo dos Wasps contra os Portee com alguns caras do time. Vamos ao Três Vassouras depois para comemorar.

- Eu pensei que fôssemos sair para jantar. - Ela disse, o seguindo para a sala, onde ele foi trocar os sapatos.

- Era isso o que eu queria conversar com você antes do Harry. - Olívio ergueu o olhar para o dela com um pequeno sorriso. - Eu precisava cancelar o jantar, mas eu estava esperando que você aparecesse antes de ir para casa.

Ela ficou em silêncio por um momento, mudando o peso de um pé
para outro:

– Eu só pensei que pudéssemos conversar sobre isso...

- Olha, Gina, o que você quer? Você quer que eu fique furioso por que você teve um relacionamento com o Harry antes? Não estou furioso. - Olívio deu-lhe um olhar significativo. - Você continua dormindo com ele?

Ela parou por um momento, imaginando por quê estava relutante em responder:

- Não. Não continuo.

- Então não há nada de verdade para conversar, não é mesmo?

- Eu suponho que não. – Ela disse baixinho. - Eu só queria me desculpar pelo Harry. Ele não tinha o direito de te bater.

- Essas coisas acontecem. – Olívio disse, atravessando o quarto para onde ela estava. - É um pouco decepcionante o tipo de pessoa que ele se tornou.

- Ele passou por muitos...- Gina começou.

- Talvez se ele tivesse jogado Quadribol ele pudesse ter desafiado a si mesmo. - Olívio interrompeu. - Ser um Auror não vai fazer nada para ele além de dar-lhe desculpas para ser violento com as pessoas.

- E o que o Quadribol poderia fazer por ele? - Gina perguntou, começando a sentir-se nervosa. - Tornar-se um Auror poderia centra-lo. Ele está concentrado agora...

- Que seja. - Olívio replicou casualmente, seus dedos deslizando pelos cabelos dela. - Tudo o que estou dizendo é que se ele jogasse Quadribol para mim, ele poderia facilmente recuperar toda a glória e fama que ele tinha.

- Você acredita honestamente que ele ia querer isso? - Gina perguntou em descrença.

- Bem, ele nunca pareceu se cansar de bancar o herói em Hogwarts. - Olívio mencionou. – De qualquer forma, por que estamos falando sobre o Harry? Fique se quiser, volto depois da “decisão”.- Ele beijou- a rapidamente na bochecha e ela o observou virar-se e sair, fechando lentamente a porta, a deixando observar por um longo tempo.


Harry irrompeu pela porta, a adrenalina furiosa ainda latejando por causa da briga com Olívio. Seu corpo estava dolorido, seus punhos esfolados e sangrando. Ele praticamente podia sentir os hematomas se formando. Harry tirou seus óculos, que estavam trincados e os atirou furiosamente no sofá antes de irromper para o bar à procura de álcool.

Ele abriu-o violentamente e num piscar de olhos, tentando ler os rótulos. Ele viu Rony entrar cautelosamente enquanto pegava uma garrafa da prateleira.

- Dá para acreditar nela? - Harry perguntou, tirando a tampa com movimentos rápidos e trêmulos.

- Não tenho certeza. – Rony observou Harry tomar um gole rápido antes de fazer uma careta e colocar a garrafa de volta na prateleira, ainda aberta.

Harry o ignorou e pegou outra garrafa e a abriu, do mesmo jeito que a última. Quando tomou um gole, ficou satisfeito em encontrar a bebida deslizando facilmente por sua garganta e aquecendo seu estômago.

- Harry, droga, você precisa parar de beber. Sirius vai...

- Sirius? - Harry berrou, atento a qualquer sinal ou movimento ao redor deles. Ele tomou outro gole e encolheu os ombros.- Vê? Ele não está. Ele nunca está aqui.

Rony cruzou o recinto e arrancou a garrafa das mãos de Harry. Os olhos de Harry escureceram enquanto ele erguia a mão para toma-la novamente. A mão livre de Rony curvou-se ao redor do pulso de Harry:

- Não me faça socar um pouco de bom senso em você novamente. - Rony avisou, empurrando Harry para longe dele. – Agora, qual é o maldito problema?

- Sua irmã! Ela é o maldito problema. - Harry olhou-o fixamente antes de passar rudemente por ele para a sala. Rony colocou a tampa de volta na garrafa de Uísque de Fogo e a recolocou na prateleira, fechando as portas de vidro antes de virar-se para Harry.

- O que ela fez?

- É só algum tipo de vingança que ela está armando para cima de mim.

- Harry, você precisa parar um pouco. - Rony o interrompeu com um ar de irritação. - O que ela fez?

Harry parou e sentou-se rapidamente no sofá antes de enterrar o rosto nas mãos:

- Você sabe por que ela está fazendo isso? Eu te direi por quê!

Rony suspirou e sentou-se perto de Harry. Era aparente que ele ia guardar um pedaço da situação para si mesmo.

- Ela só quer demais de mim... E porque eu não posso dar a ela, ela saiu com ele. - Harry continuou, olhando para Rony.

Rony engoliu em seco lentamente, não querendo realmente saber os detalhes sobre quaisquer relacionamentos de sua irmã. Mas ele viu a palidez no rosto de Harry, e a mágoa por trás de seus olhos:

- Bem... O que ela... Digo, o que eles...

- Merda, Rony, não seja estúpido! - Harry exclamou.- Gina deixou aquele panaca transar com ela. - O leve rubor em seu rosto foi substituído por um embrulho no estômago. Machucava fisicamente até mesmo pensar nisso.

- Oh. – Rony cruzou as mãos nervosamente, lutando para encontrar as palavras certas. - Harry, tenho certeza...

-Eu não quero falar sobre isso. - Harry disse baixinho, olhando para a lareira vazia.

Alívio fluiu em Rony:

- Certo.

Harry ficou em silêncio por um minuto antes de gemer:

- Ela o deixou toca-la.

Rony gemeu também, apesar de ser mais em frustração:

- Harry...

- Ela o deixou beija-la e... – Seu estômago revirou dolorosamente. - Eu me sinto mal...

Rony afastou-se enquanto Harry levantava-se de um salto e apressava-se para o banheiro atrás da casa. Harry arreganhou a porta e ficou de joelhos, suor rolando por seu rosto. Depois do que pareceu uma eternidade, Harry saiu, deslizando e caindo para trás em um canto do banheiro. Ele levantou uma mão trêmula para limpar o suor em sua testa e respirou lentamente, esperando melhorar o buraco em seu estômago. Uma imagem fresca de Olívio e Gina nus e entrelaçados atravessou sua mente e ele pressionou as palmas das mãos nos olhos. Era como se seu subconsciente tivesse descoberto uma nova tortura. Ele só tinha que parar de pensar nela.

Gemendo, Harry apoiou a cabeça contra a parede, deixando seus braços caírem nos joelhos.Ele se sentia furioso e magoado. E o pior de tudo...traído. Ela não parecera se importar em magoa-lo. Ele a estava perdendo.

A batida na porta chamou a atenção de Harry.

- Harry?

Harry fechou os olhos para a voz abafada de Rony e limpou a garganta seca.

- Sim?

- Você está bem, cara?

Ele estava bem? Gina tinha dormido com outro homem. Ela amara outro alguém. Não. Ele não estava bem.

- E- eu estou bem, Rony... Vou sair em um minuto. - Ele disse pela porta. Ele encarou a parede branca, esperando até os passos de Rony desaparecerem antes de descansar a cabeça nos braços cruzados. Suas bochechas estavam subitamente úmidas, lágrimas salgadas caíam de suas bochechas para o chão. Ele as deixou cair até estar vazio e não sentir nada além do familiar entorpecimento.



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