Capítulo X - A segunda vez.
Tom saiu de sua casa às pressas. Sim, tudo daria certo. Olhava o relógio e aparatava de um lado para outro de Londres. Depois de 20 min nessa tarefa, ele voltou para o famoso beco perto da casa da Alissa. Apressou-se para chegar logo. Tinha que segurar-se para não correr. Subiu as escadas de dois em dois degraus. Bateu na porta de Alissa e esperou. Logo ela abriu a porta e ele entrou.
- Desculpe, espero não ter demorado muito. – Disse para a garota, enquanto puxava-a para um abraço. Ela beijou-o.
- Não foi nada. O almoço está quase pronto. Se quiser esperar aqui...
- Sim, só tenho que fazer uma coisinha antes. – Bejou a boca da namorada apaixonadamente. Ela deixou-se ficar ali, perdida entre os braços de Tom,, sentindo o cheiro que emanava dele, o calor do corpo, a maciez dos lábios, a força com que os braços dele envolviam seu corpo. De repente, tudo parou. Ele soltou-a e dirigiu-se decididamente até o banheiro. Alissa ficou olhando as costas dele sumir na curva do apartamento, com cara de espanto.
Tom entrou no banheiro e baixou atampa do vaso. Apoiou a sacola com as compras que havia feito em cima do vaso, usando-o como uma mesa improvisada. Sacou a varinha e torceu para que suas magias não chamassem a atenção de Alissa. Começou a sacudir a varinha e a pronunciar feitiços, de vez em quando parava e observava os resultados, resmungava consigo mesmo e fazia outro feitiço. Dez minutos depois, saiu do banheiro e se reuniu a Alissa, que estava na cozinha.
- Nossa, acho que estas namorando comigo só pelo meu banheiro. – Falou a jovem, com um tom de voz ligeiramente magoado.
Ele aproximou-se dela e abraçou-a. Ela apoiou a cabeça no ombro dele e fechou os olhos. Tom começou a embalá-la suavemente, beijando a cabeça de Alissa, acariciando-lhe os cabelos que cascateavam até a metade das costas dela.
-Eu te amo. – Sussurrou ele, com a voz ligeiramente rouca. “Estou dando muita Poção do Amor pra ela.” pensou.
Como resposta, percebeu que ela havia apertado um pouco mais o abraço, um claro sinal de que ela havia ouvido e também o amava. Soltaram-se ao mesmo tempo.
- O almoço está pronto. – Anunciou uma Alissa feliz.
Ele sorriu para ela e ela guiou-o até uma mesa pequena, já preparada para o almoço. Ela mostrou-lhe em qual cadeira sentar e voltou-se para o fogão, de onde trouxe uma panela.
- Purê de batatas e bifes. Está bom para você?
- Huuuum
Ela abriu um daqueles sorrisos que fascinavam Tom. Ele retribuiu o sorriso. Sabia que logo teria que dar a dose da Poção do Amor para ela, mas não era bem isso que ele queria. Sacudiu levemente a cabeça para afastar esse pensamento agourento da cabeça.
Almoçaram e conversaram sobre assuntos amenos. Alisa tinha lido o jornal, algo que ela nunca havia feito. O máximo que chegara a ler, quando criança, foram livrinhos infantis que seus pais haviam lhe dado. Quando terminaram de almoçar, Tom decidiu mostrar o seu poder e, com um movimento de varinha, toda a louça foi para a pia. Outro movimento, e a louça começou a se lavar com água e sabão. Alissa ficou encantada e observou por alguns minutos. Tom admirava Alissa. Como ela ficava linda daquela forma, com os lábios vermelhos e carnudos abertos em um sorriso, os cabelos levemente desgrenhados. Tranqüilizava-o a idéia de que ela lhe pertencia, ela era dele, só dele, nunca havia sido tocada por nenhum outro homem, apenas por ele. Era pura, totalmente dele. Sorriu com a idéia. Aproximou-se dela e tirou-a do transe com um beijo. Sim, ele podia perceber que ela lhe pertencia. Sentia isso por causa da respiração dela, que no momento estava entrecortada e ofegante, como se ela tivesse corrido o equivalente a três maratonas seguidas, por causa das batidas aceleradas do coração dela, que ele podia sentir através das roupas, da pele, da carne, dos seios. Ele sentia a pulsação dela como se fosse a dele mesmo. Sentiu-se parte dela, sentiu que ambos eram um só. Apertou-a mais em seus braços, queria fundir-se nela definitivamente, de forma irreversível e completa. Passou sua mão pelas costsa dela, enquanto a outra mão acariciava os cabelos claros e sedosos dela. Carícias delicadas. Ela passou uma de suas mãos pelo peito definido de Tom, ao mesmo tempo em que sua boca tornava-se mais e mais ávidas pela boca dele, sua língua fazia explorações pelos lábios, massageava a outra língua, pressionava seu corpo contra o corpo dele. Foi a vez de Tom ficar sem folego. Eles começaram a se puxar um contra o outro, caminhavam trópegos, aos beijos, arrancando suas roupas pelo caminho, até o quarto. Quando chegarm na cama dela, encontravam-se apenas com roupa de baixo, e logo encontravam-se totalmente nus. Tom jogou-a por cima de seu corpo e deslizava suas mãos pelas costas dela. Ela beijava-lhe a boca, o pescoço os ombros, qualquer parte do corpo dele que estivesse ao alcance da boca dela. Ele estava muito excitado, mas dessa vez ele não cometeria o mesmo erro. Pensou em uma coisa totalmente desestimulante e logo pode concentrar-se no que queria fazer.
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