Oiie gente :D, primeiramente peço desculpas por ter demorado tanto mas é que uma praga mexeu tanto comigo que acabou me afetando na criatividade para escrever, não estou feliz por ter ficado tanto tempo sem postar, mas verdade já estava ficando angustiada com isso e digamos que a fic esta em um daqueles momentos um pouco meio tedioso e isso só piora a situação, não vejo a hora de chegar na parte de ação, espero que gostem do capitulo que não ficou MUITO interessante. Leiam as notas finais, por favor!
Faltava menos de um dia para o grande baile que toda Hogwarts esperava, as meninas seja do futuro ou presente passaram a semana para arranjar seus vestidos e sapatos, Dumbledore havia dito que ter um par não era necessário o que fez com que todas meninas e meninos ficassem ainda mais sossegados.
Helena tentava ao máximo possível ensinar a Remo tudo o que sabia e disse ao professor que seu amigo Diego era alguém melhor para o ajudar nisso, ela disse que ele adotava crianças de vários lugares do mundo e brincara dizendo que quando ela e Carlinhos faziam festas a família do amigo se tornava quase que todos os convidados de tão grande que era.
— Mas você ao menos não sabe me dizer o que os filhos dele pode fazer de diferente? — Perguntou Remo ao ouvi-la mencionar que cada uma das crianças fazia algo diferente, ou que eles tinham especialidade em alguma área especifica.
— Eu não sei, será que Dumbledore acharia ruim que eu os trouxesse para a festa? Ai você poderia conversar com o Diego, ele sim pode explicar essa história melhor. — Falou Helena para o professor que ficou um pouco pensativo.
— Não poderia ao menos me arranjar um encontro apenas com esse tal Diego? — Perguntou Remo não sabendo responder quanto a Dumbledore deixar trazer mais gente.
— Pior que não, como eu disse ele tem MUITOS filhos adotivos e ultimamente teve problemas com a esposa e os dois se separaram e por isso ele não pode desgrudar dos filhos, mesmo depois de muito tempo com as crianças algumas assistentes sociais ficam de olho acham que a qualquer momento vai acontecer alguma coisa e assim pegar os filhos dele e se por acaso isso acontecesse por minha causa ele seria capaz de me matar. — Falou Helena para o professor que mais uma vez estava sério — Eu vou conversar com o diretor e ai vou ver se consigo dar um jeito de trazê-los pra cá ou levar você pra lá.
— Como assim me levar pra lá? — Perguntou Remo petrificado.
— Bom, levar você para o futuro ao menos para se encontrarem. — Falou Helena.
— Não estou muito confiante disso. — Falou Remo.
— Do que? De ir ao futuro? Não tem problema você ir. — Falou Helena confiante e colocando um ponto final no assunto.
Atualmente Helena se olhava no enorme espelho que tinha em seu quarto na sala precisa, se sentia um pouco estranha tão arrumada daquela forma, não era porque não gostava, mas era algo um pouco desconfortável para ela estar usando tanta maquiagem no rosto e sentia seus cabelos pesados por causa do laquê, preferia estar usando uma calça jeans e tênis a aquele vestido, mas como teria que usar um pegou o que mais gostou, mesmo que ele a apertava nos seios.
— Vendo você usando esse vestido começo a pensar o que esta usando por baixo. — Falou Carlinhos entrando no quarto vestindo um smoking preto, Helena o viu pelo espelho e não pode deixar de rir ao perceber que ele tinha tentado pentear os cabelos, coisa que ela não gostara.
— O que fizeram com seu cabelo? — Perguntou Helena.
— Minha mãe. — Respondeu Carlinhos fechando a porta atrás de si e se aproximando da morena colando seu corpo ao dela em um abraço por trás — Esta linda.
— Você também esta muito bonito, mas nessa família já basta eu estar com os cabelos duros. — Falou Helena sorrindo e indo até a cama e o fazendo se sentar no móvel, ela ainda o vendo confuso pegou uma toalha e foi até o banheiro para molhá-la e assim voltar para entre as pernas do marido, com gentileza passou a toalha pelos cabelos dele deixando um pouco mais natural — É estranho ver você mudar seu cabelo quando sua mãe pede, achei que não fizesse isso.
— Tento ao máximo não irritar minha mãe em dias de festas. — Falou Carlinhos fechando os olhos enquanto sentia a toalha passar por seus cabelos um pouco de violência.
— E porque esta deixando que eu mude isso? — Perguntou Helena.
— É um pouco difícil de agradar as duas mulheres da minha vida, mas acho que minha mãe pode me perder de vista com os outros filhos e até esquecer um pouco meu cabelo, mas você não. — Explicou Carlinhos para a morena que mais uma vez sorriu com as palavras do ruivo, era sempre assim, ela se distanciava um pouco da felicidade e ele a trazia de volta.
— Isso por acaso foi um agrado? — Perguntou Helena sorrindo.
— Foi, não acha que estou merecendo um agrado também? — Perguntou Carlinhos sorrindo quando ela tirou a toalha de seus cabelos e foi até uma mesinha que continha um creme de pentear, passou um pouco na palma da mão e depois espalhou pelas duas mãos passando pelos cabelos de Carlinhos.
— O fato de eu não estar usando salto para não ficar mais alta que você já não é um agrado? — Perguntou Helena como se fosse obvio, mais uma vez ela estava usando uma sapatilha junto com o vestido longo que tampava seus pés e assim ninguém veria, não que achasse vergonhoso, mas normalmente se usava vestido com sapato alto.
— Isso foi um acordo feito no casamento, você é obrigada a fazer isso e não fazer apenas para me agradar. — Constatou Carlinhos.
— Eu não me lembro desse acordo. — Falou Helena fazendo com que o ruivo se deitasse na cama e logo sentando-se sobre o corpo do mesmo com cuidado para que o vestido não rasgasse, antes mesmo que ele pudesse colocar as próprias mãos na cintura dela, a morena iniciou um beijo avassalador, forte, desejoso e excitante.
O tipo de beijo que deixava claro que a continuidade seria quente e prazerosa, mas isso não aconteceu já que ao ouvirem a porta ser aberta o beijo terminou e os dois olharam para a porta se deparando com Felipe que não parecia nada feliz, o loiro ao invés de estar usando smoking vestia uma simples calça jeans e uma camisa preta de manga longa que estavam presa um pouco abaixo do cotovelo, o tênis nos pés era de marca, do tipo que se via homens usando em filmes de dança.
— Não é legal começarem a fazer isso com a porta destrancada, eu tive sorte por ter chegado antes que as roupas fossem jogadas para os lados. — Falou Felipe mal humorado.
— Eu bem que gostaria de estar no seu lugar para poder ver sua mãe sem roupa. — Falou Carlinhos rindo enquanto observava a esposa sair de cima de seu corpo.
— Eu não gostaria de ter que ver minha mãe nua. — Afirmou Felipe.
— E você não sabe como eu fico feliz por saber disso. — Falou Carlinhos enquanto se levantava e arrumava a roupa que tinha amassado um pouco — Mas nos diga, o que fez com que você nos atrapalhasse? O que me lembra que eu já falei mil vezes para bater na porta.
— Desculpe, só vim avisar a vocês que o tio Diego chegou com a turminha dele. — Falou Felipe um pouco emburrado e olhando para os lados e apenas por essa mania do loiro Helena soube que seu filho não estava muito bem, ainda mais porque ele nunca fora de deixar seu desconforto escondido dos outros.
— O que aconteceu? — Perguntou Helena para o adolescente que cruzou os braços em frente ao peito e bufou antes de começar a falar.
— Apenas me irritei com o Louis. — Respondeu Felipe dando de ombros.
— Mas o Louis é cunhado do Fernando e não sei, a não ser que eu esteja confundindo você com o seu irmão. — Falou Carlinhos olhando confuso para o filho que suspirou e revirou os olhos — E não me venha com aquela piada do Fred e do Jorge que um finge ser o outro que ela não funciona mais. — Se adiantou Carlinhos ao ver um sorriso zombeteiro aparecer no rosto do adolescente.
— Eu sei que o Louis é cunhado do Fernando e não meu, mas é que os dois estavam brigando ai eu fui me meter no meio e você viu né? — Perguntou Felipe como se fosse obvio.
— É por isso que não me meto nas confusões do Rony e do Harry, porque sei que só vou me irritar com eles dois. — Falou Carlinhos sorrindo brevemente — Mas porque não vai procurar a sua namorada? Tenho certeza que o seu mau humor vai se acabar no momento em que o primeiro beijo acontecer.
— Até que você tem razão, mas o tio Diego ainda esta esperando por vocês lá embaixo. — Falou Felipe apontando em direção a sala de estar e fechando a porta do quarto antes de dar um leve tchau para os pais.
— Diga que eu vou terminar de me arrumar e já desço. — Falou Helena se olhando no espelho, analisando seu penteado e maquiagem enquanto Carlinhos suspirava sentado na cama e olhando para a porta ao mesmo tempo que pensava.
— Encontro você lá em baixo, não se esqueça de se arrumar pra mim. — Falou Carlinhos sorrindo enquanto se levantava e ia em direção da porta, já iria abri-la quando escutou a risada da esposa e por isso se virou na direção da mesma.
— Já estou me arrumando para você, Carlinhos. — Falou Helena sorrindo e passando um pouco de perfume no pescoço.
— Não, você esta se arrumando para as pessoas que estarão no baile, se estivesse se arrumando para mim estaria usando menos quantidade de roupas. — Falou Carlinhos sorrindo de uma forma maliciosa enquanto a olhava de cima a baixo da forma como sabia que ela gostava e se arrepiava por isso.
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Carlinhos franziu as sobrancelhas quando saiu do quarto que estava com a esposa e ouviu uma das portas do corredor ser fechada com brutalidade, só por ter escutado aquele som sabia que algo estava errado e precisava saber quem havia feito aquilo, mas não descobriria nada estando ali parado e por isso foi para a sala de estar da sala precisa para assim poder conversar com alguém. Ao chegar em seu destino encontrou todos muito bem vestidos, as mulheres com vestidos longos que acentuavam muito bem suas cinturas, seus cabelos cheios de laquê e poções que elas usavam para que o penteado continuasse firme até o fim da festa.
Apenas Hermione (adulta) parecia não ter nada em seus cabelos recém cortados, a cunhada estava usando um salto como costumava usar em festas e por isso estava quase tão alta quanto o marido.
— Estava tentando se esconder de mim? — Perguntou Diego se aproximando de Carlinhos que estava um pouco distraído.
— Não tenho medo de você, Diego. — Falou Carlinhos sorrindo para o amigo/irmão de sua esposa, com um leve cumprimento os dois ficaram observando todos — Por acaso, aconteceu alguma coisa aqui? Uma briga, desentendimento ou alguma coisa assim?
— Não, a única coisa que aconteceu foi que a Helena chegou do Rio, ela me pareceu um pouco triste e subiu. — Falou Diego apontando para as escadas.
— Foi ela que subiu agora? Espera, a Helena chegou? Quando? — Perguntou Carlinhos um pouco assustado, tinha se esquecido da adolescente, na verdade até mesmo pensara que ela não chegaria a tempo da festa.
— Você não acha que já basta ter uma das Helena, já esta pensando em outra? — Perguntou Diego sabendo que precisava responder a nenhuma das perguntas do ruivo.
— Sem graça, não é disso que estou falando. — Falou Carlinhos revirando os olhos para o loiro antes de virar as costas a ele e subir as escadas, passou pelas primeiras portas do corredor, mas apenas encontrou quartos vazios e em um deles quase entrara no quarto de Astória (adulta) que estava se encontrando, quer dizer, não tinha certeza disso já que apenas escutara o grito da mulher e logo em seguida a porta foi fechada com brutalidade e ele posto para fora.
Por sorte, ao tentar em mais um dos quartos encontrou Helena (adolescente) sentada na cama de costas para a porta, ela olhava para um ponto qualquer da janela que estava fechada e parecia estar um pouco aérea já que nem mesmo percebera que ele havia entrado no cômodo.
Suspirando levemente fechou a porta atrás de si e se aproximou da cama para logo em seguida se sentar ao lado dela, acabou por se esquecer completamente do porque de ter ido ali ao ver a tristeza nos olhos azuis da menina.
— Não vai se arrumar pra ir pra festa? — Perguntou Carlinhos a vendo direcionar os olhos em sua direção sem interesse algum e isso piorou muito a situação.
— Quem sabe na próxima festa eu vou, não estou com animo nenhum hoje. — Responder Helena dando de ombros e como se quisesse amenizar a situação ela deixou que um breve sorriso aparecesse em seu rosto, mas ela teria que fazer muito mais para conseguir enganar Carlinhos.
— Ei, me diga a verdade vai, posso te garantir que vai ser mais fácil se conversar comigo a ter que conversar com Sirius ou Lene. — Falou Carlinhos sorrindo.
— Acabei me esquecendo completamente dessa festa e agora não tenho roupa para vestir, como sou idiota! — Falou Helena bufando e se jogando na cama com as mãos em frente do rosto enquanto Carlinhos expressava sua confusão.
— Lena, você nunca foi do tipo de se importar com roupa, não me venha dizer que não quer que as pessoas lhe vejam como uma louca por essas roupas que não são TÃO adequadas para o momento porque sei que você não é do tipo que se importa com isso. — Falou Carlinhos fazendo com que Helena tirasse as mãos de frente do rosto por estar espantada com tufo que ele falará, mas seu rosto suavizou ao se lembrar que ele era o marido de uma mulher que na verdade era seu futuro.
— Você pode não me entender, mas eu gostaria de aparecer bonita pelo menos hoje, quer dizer, é minha primeira festa em Hogwarts e por isso eu queria chegar chegando, entende? Eu imagino a família Black sendo o tipo de família que chega chamando atenção e eu gostaria de fazer o mesmo, só que no bom sentido, entendeu? — Perguntou Helena para o ruivo que entendeu e se levantou sem dizer uma única palavra.
Helena ficou observando confusa o ruivo sair, até ficou feliz que alguém tinha percebido que ela não estava bem, mas achou que ele seria mais insistente, que tentaria fazê-la sorrir e que tentaria convencê-la de que ela deveria ir. Quando já estava quase imaginando sua noite ali, naquele quarto enquanto todos se divertiam a porta se abriu e Carlinhos entrou carregando duas caixas, uma um pouco mais larga até mesmo que os ombros do Weasley e a outra um pouco menor, parecida com uma caixa de sapato, a maior tinha uma cor clara enquanto a outra era preta com a tampa branca.
— Talvez tenham contado a você que fomos nós que compramos as roupas dos Weasley da sua época, sabe, os smoking e os sapatos. — Falou Carlinhos colocando as duas caixas sob a cama, uma ao lado da outra, ele se sentou e ficou olhando para Helena como se esperasse que ela fizesse algo — Não vai abrir?
— É pra eu abrir? — Perguntou Helena que nem havia se sentado ainda — Eu percebi que os Weasley estão muito bem vestido hoje, não que vocês não se vistam bem, até ia perguntar para o Jorge o porque, mas acabei me esquecendo.
No momento em que abriu a maior das caixas soube que seus olhos provavelmente estavam brilhando, dentro da caixa tinha um lindo vestido preto, por baixo do mesmo havia um tecido delicado branco, mas sabia que aquilo era apenas de enfeite, sua curiosidade quanto a outra caixa apenas aumentou e ao abrir a mesma sentiu seu coração disparar ao ver um lindo par de sapato também de cor preta.
Sempre gostara de usar um tênis qualquer com short jeans curto e uma blusinha simples, mas só de ver um salto daquele deixava de lado um de seus tênis para poder usá-lo, mas só de pensar que Carlinhos provavelmente queria apenas sua opinião e que daria aquilo para outra pessoa sentiu seu coração parar e estava triste mais uma vez.
— É bem bonito, pra quem é? — Perguntou Helena tentando não mostrar sua tristeza, tentava deixar o brilho em seu olhar, mas soube que ele sumiu ao ver Carlinhos piscar os olhos algumas vezes parecendo um pouco confuso.
— Deixa de ser tonta Helena, é pra você, a minha esposa pediu para mim comprar o seu vestido já que ela comprou o smoking do Carlinhos, mas então, você gostou mesmo? — Perguntou Carlinhos.
— É bem bonito e eu já disse isso, mas não sei se devo aceitar. — Falou Helena passando as pontas dos dedos pelo tecido negro do vestido.
— Você já aceitou depois de ter dito que é bonito, acho que eu sabia que você ia se esquecer de comprar o vestido, eu sei como você fica um pouco esquecida quando volta pra casa, mas vamos deixar essa conversa para depois, vai se arrumar e acho que seu cabelo fica mais bonito quando esta solto, até depois. — Falou Carlinhos se levantando e indo para a saída do cômodo.
— Mas sua esposa não vai ficar brava se souber que você me deu um vestido e um sapato? — Perguntou Helena no instante em que a mão de Carlinhos girou a maçaneta, mas antes de abrir a porta ele sorriu brevemente em sua direção.
— Quem você acha que me passou as medidas? — Perguntou Carlinhos como se a resposta fosse obvia e Helena não precisou pensar muito para saber de quem ele estava falando, mas antes de poder sorrir como uma forma de dizer obrigado Carlinhos já não estava mais lá e a porta estava fechada, as únicas coisas que provavam que ele esteve ali eram os presentes sob a cama.
Com os olhos brilhando maus uma vez Helena se levantou com o vestido nas mãos e não precisou pensar por muito tempo para que um grande espelho aparecesse grudado a parede, não demorou muito e ela estava de frente para o espelho com o vestido colado a parte da frente de seu corpo e ao ver seu reflexo quase levou um susto, ele era curto, mas Helena não se abalou por muito tempo, iria com ele sem se importar de ter que mostrar as pernas.
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Carlinhos (mais novo) estava já há um bom tempo debaixo do chuveiro, era relaxante poder sentir a água descer por todo seu corpo, se estivesse na Romênia provavelmente estaria acompanhado no banho, talvez aquela fosse a parte ruim de ser um solteiro galinha, não tinha uma mulher que ele pudesse apresentar para sua família e por isso não te-la também não tinha companheira para estar com ele em um daqueles momentos em que ficava longe dos irmãos e dos pais.
E só de pensar que seus irmãos poderiam estar tomando banho muito bem acompanhado enquanto ele estava sozinho ali o deixava desanimado. Bom, pelo menos seus irmãos do presente provavelmente estavam sofrendo tanto quanto ele.
Após estar devidamente limpo para aquela tal festa de despedida Carlinhos saiu do banheiro de seu quarto com apenas a toalha enrolada em sua cintura, seu peito, abdômen e suas pernas ainda estavam molhadas, gostava de sair do banho daquela maneira. Com a ajuda de uma outra toalha que estava no banheiro ele secou os cabelos ruivos, os deixando bagunçados do jeito que preferia, mas sabia que logo logo sua mãe estaria ali para tentar arrumar seus cabelos.
Acabara de jogar a toalha que enxugava seus cabelos na cama de qualquer jeito quando percebeu que as vestes que estavam sob o móvel não era as mesmas que tinha deixado antes de entrar no banho, nem mesmo escutara o som da porta do quarto se abrir ou fechar.
E ao se aproximar da cama percebeu que não eram vestes de bruxas, não tinha nada contra vestes trouxas, mas não era o tipo que costumava usar roupas formais, sejam elas bruxas ou trouxas e a ultima vez que usara foi na formatura de seu curso sobre dragões.
A veste era completamente preta e ao lado continha um envelope branco sem nenhuma escrita, ao abrir encontrou um pedaço de pergaminho e nele estava escrito:
“Espero que use e saiba que se não usar terá conseqüências.”
Ass: Helena Mckinnon Black Weasley.
Ps: Sua mãe passou as medidas.
Junto ao pergaminho continha uma foto de Helena (adulta), a foto provavelmente foi tirada enquanto ela estava distraída com papeis sobre uma mesa em um escritório e pelas paredes do lugar Carlinhos reconheceu que deveria ser algum escritório no Ministério da Magia.
A mulher na foto tinha uma expressão séria e ela estava concentrada de um jeito que para ele era um tanto sexy demais e a forma como ela mexia no cabelo enquanto seguia os olhos por uma trilha de letras não ajudava muito.
Por fim Carlinhos decidiu que iria mesmo usando o presente que ganhara, não demorou muito e já estava perfeitamente vestido, sua mãe talvez dera as medidas erradas e por isso a roupa ficou um pouco apertada, talvez no bom sentido já que ele delineava muito bem seu corpo e o tamanho não estava lhe incomodando.
No instante em que olhou seu reflexo no espelho Molly entrou no quarto da forma que Carlinhos mais odiava, sem bater.
— Mãe, toda vez que eu estou de férias peço para você não entrar no meu quarto sem bater e quando peço isso não me refiro apenas ao meu quarto na Toca. — Falou Carlinhos observando sua mãe pegar as toalhas que estavam jogadas na cama e as estendendo na cabeceira da cama, ali no quarto não tinha muitos lugares onde ela poderia as estender.
— Esta fazendo uma tempestade em copo d’água, agora venha cá que eu vou dar um jeito nesse seu cabelo. — Falou Molly se posicionando em pé ao lado da cama enquanto Carlinhos a observava teve uma conclusão obvia.
“Não importa o quanto eu envelheça, ela nunca vai me ver como um homem, apenas como o garotinho da mamãe.”
Carlinhos se lembrou de uma conversa que tivera com o pai sobre isso e Arthur apenas dissera que era melhor fazer as vontades da mãe a ter que discutir com ela.
— Mas então, o que acha de cortarmos um pouco desse cabelo, de todos os meus filhos você e o Rony são os que mais sofre com o crescimento do cabelo. — Falou Molly passando os dedos pelos cachos ruivos, em uma de suas mãos continha um pente que Hermione (adolescente) havia lhe arrumado.
— Não mãe, você pode até pentear o meu cabelo, mas nem pense em tirar um fio daí. — Falou Carlinhos podendo ouvir a risada de sua mãe.
— Tá bom, hoje você escapa da minha varinha, mas mudando de assunto, a roupa que a Helena escolheu pra você ficou muito bonita, não acha? — Perguntou Molly enquanto começava a dar um jeito naquele monte de cabelo.
— Bom, pelo menos da pro gasto, prefiro usar um pouco menos de roupa e acho que ela concorda com a idéia. — Falou Carlinhos rindo enquanto sua mãe dava um tapa em sua cabeça.
— Acho que ela prefere ver o marido dela sem roupas. — Falou Molly sorrindo.
— A única coisa que temos de diferente é a idade e o fato de que ele deve ter bem mais cicatrizes do que eu. — Falou Carlinhos dando de ombros.
— Pelo amor de Merlin não diga uma coisa dessas, já esta pronto, o que achou? — Perguntou Molly virando o rosto de Carlinhos na direção do espelho.
— Até que você não exagerou muito dessa vez, mas continuo achando que estava melhor do jeito que estava antes. — Falou Carlinhos mexendo a cabeça de um lado para o outro na tentativa de deixar os cabelos um pouco mais bagunçado.
— Carlinhos, você não tem nada pra me contar? — Perguntou Molly de repente fazendo Carlinhos olhar em sua direção com as sobrancelhas franzidas.
— Eu não fiz nada com a garota. — Falou Carlinhos rapidamente ao pensar que Fred poderia ter inventado algo para tirar uma com sua cara.
— Quê? Que garota? — Perguntou Molly confuso.
— Não, nada não mãe e não tenho nada para contar pra você e nem pra ninguém. — Falou Carlinhos suspirando por quase ter se metido em uma confusão sendo que nem mesmo fizera nada.
— Carlinhos, me diz sobre essa garota. — Pediu Molly colocando as mãos na cintura em uma tentativa de fazê-lo falar.
— Não é nada mãe, sério mesmo é que achei que o Fred tinha inventado alguma coisa, é que ele parece torcer para eu ter algo com a Helena, a mais nova. — Confessou Carlinhos.
— Eu também torço por isso mas vamos deixar pra lá, tenho que me arrumar. — Falou Molly saindo do quarto.
Carlinhos ficou um bom tempo ali parado até que após passar um pouco de perfume desceu para a sala onde encontrou alguns de seus irmãos.
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Após a refeição as mesas se afastaram formando um circulo onde os casais iriam dançar, Helena rapidamente foi para onde estava as coisas que trouxera e com a ajuda de Fernando e Felipe colocou uma musica lenta para tocar, é claro que como uma mulher que gosta de festas e acima de tudo gosta de dançar até sentir os pes doerem ela havia selecionado musicas que nem precisava de coreografia, algumas a única coisa que era preciso fazer para expressar a alegria de escutar a musica era pular, mas por já ter freqüentado bailes de adolescentes sabia que também era preciso musicas lentas para os casais dançarem, pelo menos a primeira musica deveria ser assim e ela não se surpreendeu nenhum pouco ao ver algumas pessoas se levantando na companhia de suas parceiras.
Quando as musicas já estavam prontas ela voltou para o seu lugar, seu marido acabara de abrir uma garrafa de Whisky e estava servindo aos adultos da família e ao mesmo tempo olhando a outra garrafa que estava fechada sob a mesa, sabia que precisava ficar de olho para caso algum dos adolescentes quisesse inventar a idéia de querer beber coisas fortes, antes da festa começar conversara com Dumbledore sobre a idéia que tivera para os adultos poderem beber sem se preocupar dos adolescentes beberem também, assegurara ao diretor que colocara um feitiço nas garrafas de whisky que faria a garrafa sumir caso algum adolescente tentasse bebê-lo ou pegar e dissera que o feitiço era muito usado no futuro em festas que as grandes famílias costumava fazer.
— E não é que você tem um bom gosto mesmo. — Falou Helena (adulta) sentando-se ao lado do marido e olhando para a entrada do grande salão, ela na companhia dos adultos do futuro e do presente estavam sentados em uma grande mesa circular no fundo do salão onde poderiam ver qualquer pessoa que estavam entrando já que os adolescentes estavam indo se sentar nas mesas da frente com seus grupos de amigos.
Entre as grandes portas do salão que estavam abertas estava Helena (adolescente) vestindo o vestido que Carlinhos (mais velho) comprara para ela no futuro, é claro que não ligara por seu marido ter comprado um vestido para uma adolescente, já que ela também comprara um smoking para a versão mais nova do marido que já estava entre eles usando a veste que ela tinha lhe dado de presente.
— Quando é que você vai começar a confiar completamente no meu gosto? — Perguntou Carlinhos (mais velho) para a esposa que sorriu e deu de ombros como resposta — Vou chamá-la para dançar, o que acha?
— Pode ir lá, eu chamo o Carlinhos ali. — Falou Helena (adulta) apontando para o homem que acabara de virar o resto do whisky que estava bebendo, o ruivo já estava tão acostumado com a bebida que nem fazia mais careta ao sentir o liquido descer queimando goela a baixo.
Enquanto cada um ia atrás de seu par para dançar Molly observava a cena um pouco confuso, poderia jurar que se alguma de suas outras noras fizesse aquela proposta para o marido, ele teria um ataque de ciúmes, principalmente se fosse Rony, mas com Helena e Carlinhos era diferente, como se eles confiassem um no outro a ponto de saber que para se divertir não precisava ser apenas um com o outro, que Helena poderia muito bem se divertir um pouco com outra pessoa e o mesmo acontecer com Carlinhos, sem que um desconfiasse do outro.
— Não se espante, é muito normal isso acontecer com os dois e pode saber que se eles estão fazendo isso é porque estão tramando alguma coisa e já dá pra saber quem é a vitima deles, ou melhor, as vitimas. — Falou Hermione (adulta) sorrindo enquanto passava a mão levemente pelos cabelos que agora estavam bem curtos.
— Esta estranhando não conseguir mais sentir os cachos? — Perguntou Rose chegando acompanhada de Scorpius.
— Um pouco, mas é muito bom acordar cedo e só passar a mão para arrumar, não preciso mais ficar perdendo tempo para fazer aquele rabo de cavalo perfeito ou ter que ficar meia hora na frente do espelho para acertar na trança. — Falou Hermione (adulta) se levantando e se aproximando da filha a fazendo dar uma volta para poder ver o vestido da adolescente — Você esta muito bonita, não acha Scorpius?
— Acho sim. — Falou Scorpius sorrindo para a namorada que quase suspirou ao ver um brilho diferente no olhar do loiro.
— Mas você ficava muito tempo na frente do espelho porque queria, na minha opinião aquelas tranças que você fazia não poderia ficar mais alinhada, você que tem essa mania de ver erros onde não tem. — Falou Rony (adulto) se levantando e abraçando a filha que correspondeu como sempre fazia, para cumprimentar Scorpius, Rony apenas apertou a mão do loiro que fez o mesmo passando confiança com um simples e forte aperto de mão.
— Como posso confiar em alguém que não consegue achar um objeto que esta quase no seu nariz? — Perguntou Hermione (adulta) rindo do marido que fez uma careta e ficou em silencio.
— Essa é a coisa mais estranha que eu já vi. — Falou Scorpius olhando para a pista de dança e observando Carlinhos (mais velho) dançar com Helena (adolescente) que ria ao ouvir o que ele falava enquanto Helena (adulta) dançava com Carlinhos (mais novo) de uma forma calma, mesmo estando distante dava para perceber que os dois tinham uma conversa calma e que o ruivo não era muito bom em dançar já que estava sempre olhando para os próprios pés, como se temesse pisar nos pés da mulher que se divertia com a situação.
— Só podemos afirmar que eles estão aprontando, como sempre, me dá um pouquinho? — Perguntou Felipe se aproximando da mesa e apontando para a mesa de whisky, o adolescente olhava para Diego, o amigo de sua mãe esperando que ele desse um pouquinho da bebida, mas não foi ele que respondeu ao seu pedido.
— Quando sua mãe voltar você pede pra ela, duvido que ela queira que você beba até mesmo um único pingo da bebida, já espere pela resposta negativa dela. — Falou Harry (adulto) pegando a bebida e colocando onde estavam os outros adultos, incluindo James (avô).
— Onde esta a Cath? — Perguntou Draco (adulto) não sendo nada discreto ao se sentar em uma cadeira e colocar a esposa sentada em uma de suas pernas, ele estava parecendo um adolescente que queria mostrar a todos que aquela mulher ali era apenas dele e ela parecia não se importar, mas riu ao ver sua versão mais nova entrar acompanhada de Draco (adolescente), a menina estava com as bochechas vermelhas, só não dava para saber se era porque viu sua versão mais velha sentada no colo de Draco (adulto) ou se era por estar entrando no salão acompanhada da versão adolescente do mesmo.
— Ela me pediu para vir descendo na frente já que ia demorar mais um pouquinho. — Falou Felipe suspirando enquanto se jogava em uma cadeira qualquer, ele era um dos poucos que se vestia de uma maneira um tanto quanto diferente dos outros.
— Provavelmente esta querendo fazer uma surpresa. — Falou Astória que conhecia muito bem a filha, ainda mais quando se tratava de Felipe, desde quando os dois eram apenas amigos Cath ainda o tratava de uma forma diferenciada, estava sempre querendo fazer surpresas a ela, estava sempre falando dele e sempre quando marcavam alguma coisa a loira se remoia de ansiedade.
— Eu sei, mas porque mulher tem que demorar tanto. — Falou Felipe suspirando e servindo um pouco de cerveja amanteigada para si mesmo para logo em seguida tomar em um único gole.
— Cuidado, cerveja amanteigada é fraca e muito bom, mas em grande quantidade ainda pode deixar uma pessoa em um estado alto. — Avisou Draco ao namorado de sua filha, sabia que ele nunca iria querer fazer algo de ruim com sua filha, mas quando a bebida subia a cabeça de alguém fica difícil de se raciocinar se é certo ou errado — E não se preocupe com a demora de mulher, se preocupe mesmo quando for casar.
— Nem comecei a namorar direito e você já esta falando em casamento? — Perguntou Felipe arregalando os olhos enquanto tossia um pouco já que estava bebendo mais um gole da bebida quando Draco falou aquilo.
— Não estou falando como se desejasse que você já se casasse com a minha filha amanhã, foi só uma dica garoto dramático. — Falou Draco revirando os olhos.
— Pelo menos eu sei que sua esposa não demora muito para se arrumar, já que a versão dela já esta aqui e esta muito bonita, não acha? — Perguntou Felipe sorrindo e largando o copo de bebida de vez em cima da mesa enquanto se virava para olhar o casal de adolescentes gargalhando em um canto do salão, mas Draco (adolescente) parecia ter um grande talento para perceber quando estava sendo observado já que em poucos instantes seu olhar já estava direcionado na direção daqueles que o observavam de uma forma um tanto quanto atenta demais.
— É, ela esta muito bonita mesmo, mas é melhor que outra pessoa a observe. — Falou Draco (adulto) deixando de olhar para a menina e virando seu olhar na direção da esposa que tinha um lindo sorriso no rosto, os olhos da esposa do Malfoy tinham um brilho diferenciado naquela noite, ou melhor, naquele exato momento — Estou ocupado admirando uma outra coisa.
Astória deixou que toda a atenção de seu olhar caísse sobre o marido depois dele ter lhe dito aquilo e antes de voltar a dar atenção a conversa dos adultos que estavam ali a morena não pode deixar de dar um leve selinho no marido que pareceu gostar, mesmo sendo algo tão rápido comparado aos beijos que costumavam produzir quando estavam inspirados ou sozinhos.
— Mas será possível que o cabelo do Carlinhos não fica arrumado de jeito nenhum, se não me engano eu o arrumei antes de descermos. — Falou Molly olhando para a versão mais velha de seu filho, o cabelo dele estava desarrumado comparado ao outro que na opinião dela estava aceitável.
— Fica observando e veja do porque do cabelo dele não ficar arrumado, olhe só quem o bagunça. — Falou Fernando apontando para a versão mais nova de seu pai para que todos vissem que quem bagunçava o cabelo dos ruivos era Helena (adulta) que passava a mão direita de uma forma um tanto quanto agressiva pelos cabelos ruivos.
— Então agora esta explicado. — Falou Molly não se agüentando e rindo com o marido que fazia o mesmo.
— Pois é, mamãe nunca foi do tipo que gosta das coisas arrumadinhas, acho que ela gosta um pouco da bagunça. — Falou Felipe sorrindo.
— Menos quando o assunto é a casa. — Falou Elliz se aproximando vestindo seu belo vestido, a morena estava com uma das mãos entrelaçadas com Al que sorria brilhantemente ao olhar para a namorada de cima a baixo.
— Sabe, nunca achei que fosse ver esse mesmo olhar no Al, também nunca achei que ele fosse ficar cada vez mais parecido com você. — Falou Gina (adulta) sussurrando para o marido que assentiu — Vocês não vão dançar?
— Não sou muito fã de dançar, mas quem sabe uma outra hora, não é Al? — Perguntou Elliz sorrindo para o namorado que ficou sério por alguns instantes enquanto olhava a sogra dançar no salão, a adolescente sabia que o namorado não era muito fã de dançar e que as poucas vezes que fizera isso fora quando acompanhara a mãe e os dois sempre acabavam por dançar de um jeito um pouco desengonçado afinal Gina sempre arrumava um jeito de fazer o filho se sentir mais a vontade.
— É, talvez. Mas vamos sentar? — Perguntou Al mudando de assunto e isso quase fez Elliz rir.
— Acho melhor irem para uma outra mesa, uma que tenha apenas adolescentes e ai vão poder conversar sobre o que quiser sem chocar seus pais. — Falou Jorge (adulto) olhando especificamente para o filho que assentiu.
— É, vamos procurar uma mesa Rô? — Perguntou Fred II para a irmã que após suspirar assentiu em concordância e assim os dois sumiram entre os outros adolescentes que estavam no castelo e atrás deles foram os outros casais sejam do futuro ou do presente.
OoOoOoOoOoOoO
— Ei, vai com calma. — Falou Helena (adulta) para seu parceiro de dança ao sentir o pé dele sob o seu por alguns breves instantes e ao chamar a atenção do ruivo viu suas bochechas ficarem um pouco vermelhas de vergonha da mesma forma que Rony (adulto) ficava quando adolescente tinha que dançar com a namorada.
— Desculpe, mas eu te avisei que não sabia dançar. — Falou Carlinhos (mais novo) olhando de relance com os olhos para baixo na tentativa de impedir que pisasse no pé da mulher novamente.
— Estou vendo que vou ter que ensinar outro Carlinhos a dançar, vamos um pouco mais devagar. — Falou Helena diminuindo o ritmo dos passos, não se importava de estar o conduzindo na dança já que fizera isso com o seu marido quando se conheceram, de acordo com algumas pessoas o homem que tinha que conduzir a mulher, mas para Helena não havia problema nenhum a mulher tomar uma atitude com o homem — Tente se acalmar que caso você pise no meu pé eu não vou te dar um soco.
— Tem certeza que não vai me bater mesmo? — Perguntou Carlinhos sorrindo um pouco de lado.
— Tenho, agora chegue um pouco mais perto e segure a minha cintura com um pouco mais de firmeza, tente compreender os meus passos sem ter que olhar para os meus pés, logo você vai se acostumar. — Falou Helena levantando o rosto de Carlinhos na altura dos seus com o auxilio de uma de suas mãos.
— Você já disse que não vai me bater se eu pisar no seu pé, mas seu marido sim quando nos ver dançar desse jeito. — Falou Carlinhos olhando por cima do ombro e conseguindo ver sua copia dançar com a filha de Sirius Black.
— Carlinhos é ciumento sim e eu sei disso, mas depois de um tempo eu cansei do ciúme dele e com algumas palavras ditas por mim, ele começou a confiar no próprio taco. — Falou Helena rindo enquanto sentia os ombros do ruivo relaxar um pouco após a conversa ter inicio.
— Então você fez ele entender que não deve sentir ciúme porque não o trocaria por ninguém, foi isso que disse a ele? — Perguntou Carlinhos sorrindo para ela que encolheu os ombros e balançou a cabeça de um lado para o outro como se dissesse que havia mesmo dito aquilo.
— Sim, eu disse isso, mas coloquei mais algumas palavras no meio da frase. — Falou Helena sorrindo largamente — Mas olhe só, você parou de pisar no meu pé e isso já é um certo desenvolvimento.
— Pois é, eu mereço um premio não mereço? — Perguntou Carlinhos sorrindo largamente e Helena fez o mesmo por ser divertir com a situação, ele parecia ter esquecido que ela era casada com sua versão do futuro e já estava a xavecando de um jeito um pouco baixo na opinião dela.
— É, mas seu premio esta vindo ai. — Falou Helena se separando do ruivo e olhando para as costas do mesmo que se virou e deu de cara com Carlinhos (adulto) que vinha acompanhado de Helena (adolescente).
— O que acha de trocarmos de par? — Perguntou Carlinhos (adulto) nem mesmo esperando uma resposta e puxando a esposa para dançarem em um outro canto e os outros dois que apenas observavam tiveram que virar os olhos para outro canto ao ver que os dois já estavam se beijando enquanto dançavam de um jeito apaixonado demais.
— Quer dançar? — Perguntou Helena (adolescente) após ficar quieta naquele mesmo lugar enquanto o ruivo estava ao seu lado, ele parecia estar esperando que algo caísse do céu ou que alguém lesse sua mente para poder ajudá-lo a sair da confusão que talvez se metera.
— Eu não sei dançar muito bem. — Falou Carlinhos (mais novo).
— Eu estava vendo você pisar no pé da Helena, vem não vou morrer se pisar no meu pé uma ou duas vezes. — Falou Helena (adolescente) pegando na mão do ruivo e o puxando para um outro lado, um pouco mais distante da mesa onde seus pais estavam sentados, ele sorriu de diversão pela atitude dela — Vamos começar um pouco mais lentamente.
— Acho que consigo dançar sem pisar no seu pé, meu único problema era que eu estava um pouco enferrujado demais, mas acho que dou um jeito nos meus pés. — Falou Carlinhos (mais novo) sorrindo enquanto voltavam a dançar.
— Só acredito vendo. — Falou Helena sorrindo e após isso eles ficaram se olhando por alguns minutos enquanto a musica lenta e romântica continuava, em um certo momento a mão do ruivo passou por sua cintura e seus corpos se colaram um pouco mais.
Após alguns instantes seus olhos ficaram vidrados de uma forma intensa demais e sem querer Helena aproximou seu rosto de uma forma vagarosa e já estava achando que era algo errado a se fazer quando viu que Carlinhos estava um pouco paralisado demais e iria recuar quando sentiu a mão do ruivo pressionar seu corpo contra o dela e seus lábios estavam bem próximos quando ele piscou algumas vezes e pigarreou.
— A musica acabou acho melhor eu ir. — Falou Carlinhos (mais novo) se distanciando e saindo andando entre as pessoas que prestavam atenção na nova musicas que era bem mais agitada e Helena só pode pensar em ir para a mesa onde estavam seus amigos.
OoOoOoOoO
E pela segunda vez em sua vida Helena (adolescente) estava perdida em meio aos milhares de corredores da escola de magia de Hogwarts, não sabia do porque de estar indo atrás de Carlinhos depois do que aconteceu no baile enquanto dançavam, mas queria conversar com ele, mesmo que para isso tivesse que fingir que nada tinha acontecido, fingir que ele desistira de beijá-la quando estava com seus lábios quase que grudados com os dela.
É claro que aquilo era um tanto quanto deprimente, afinal para muitas meninas de 15 anos seria ótimo poder dançar com Carlinhos e melhor ainda seria se rolasse um beijo e por ter meio que quase chegado lá para no final não acontecer era triste, não estava entendendo a si mesma, afinal o ruivo era quase dez anos mais velha que ela, mas aquilo não importava e muito menos o fato de ela ter perdido completamente a chance de beijá-lo.
Estava um pouco preocupada com o que acontecera com ele, em um momento os olhos dele estavam quase que se fechando por completo com a proximidade entre seus rostos e quando estavam quase fechados ele os abre assustado e da as costas a ela, sem mais nem mesmo a deixando completamente confusa entre varias pessoas que dançavam junto com eles e o pior é que vira que sua mãe também os observava enquanto dançavam e que ela viu quando o beijo quase aconteceu.
E ali estava ela, procurando um HOMEM porque estava mais preocupada com o que poderia ter acontecido a ter que estar procurando ele por tê-la deixado na vontade em meio a tantas pessoas, é claro que a coisa mais comum do mundo era uma mulher desistir de beijar um homem, mas o contrario não poderia acontecer, era quase uma humilhação.
Enquanto caminhava entre os corredores Helena com a ajuda de uma varinha abria as portas de todas as salas que encontrava fechada pelo caminho e muitas das vezes que as portas se escancarara havia se deparado com casais se pegando de uma forma um tanto quanto intensa demais, achou ate que suas bochechas iriam ficar vermelhas de vergonha por ter que estar vendo cenas como aquela e tentava as deixar longe de seus pensamentos de todas as maneiras e isso funcionou quando uma porta se abriu ao receber um impulso de magia e lá dentro estava Carlinhos.
O ruivo estava escorado em uma das mesas que tinha na sala de aula, seus pés estavam pra frente enquanto sua cintura estava encostada na carteira, suas mãos estavam na quina da mesa como apoio e sua cabeça estava para baixo e por um breve instante viu o peito dele subir e descer rapidamente, como um suspiro, estava claro que algo perturbava seus pensamentos.
— Ei, Sr. Mal Educado, esta tudo bem? — Perguntou Helena entrando na sala e fechando a porta atrás de si, enquanto esperava uma resposta do ruivo produziu um feitiço que iluminasse a sala, usou o que aprendera em Hogwarts, já que os bruxos brasileiros produziria uma chama para iluminar algum local.
— Estou bem sim, mas porque sou mal educado? — Perguntou Carlinhos fazendo uma careta de confusão e isso fez com que Helena sorrisse.
— Me deixou lá sem falar nada, ate achei que eu tivesse feito algo errado e te assustado ou alguma coisa assim. — Falou Helena ficando na mesma posição que ele, só que na mesa de frente pra ele.
— Me desculpe, eu só me assustei um pouco, mas não foi com você, se bem que não seria legal nos beijarmos na frente de tanta gente. — Falou Carlinhos sorrindo e passando as mãos nos cabelos ruivos e em meio a esse gesto ele direcionou seu olhar para cima e puxou o cabelo — Meu cabelo já esta tão grande.
— Dizem que tudo é melhor quando se é escondido, mas dá ate vontade de rir ao imaginar a cara das pessoas ao ver eu beijando um homem de 24 anos. — Falou Helena sorrindo enquanto fazia uma expressão que indicava que ela estava imaginando alguma coisa.
— Mas então, eu nem disse a você, mas seu vestido é lindo, um pouco curto demais, mas continua sendo bonito. — Falou Carlinhos olhando para o corpo da adolescente de cima a baixo e ao vê-lo fazer isso Helena sentiu suas bochechas queimarem um pouco.
— Obrigado, ganhei de você. — Falou Helena sorrindo e tentando abaixar o vestido um pouco mais com o auxilio de uma das mãos, ao vê-lo olhar confuso para ela tratou de explicar — Eu ganhei do marido da Helena, que no caso é você.
— Mas você é a Helena. — Falou Carlinhos rindo e a vendo fazer o mesmo após pensar um pouquinho — Pelo jeito ele tem um bom gosto.
— Seu smoking também é muito bonito. — Falou Helena o olhando de cima a baixo.
— Foi a Helena que me deu, mesmo eu tendo dito que já tinha roupa para usar ela me encheu o saco para usar esse aqui. — Falou Carlinhos sorrindo da conversa que estavam tendo, era divertido saber que naquele instante um homem igual a ele, com a mesma personalidade e tudo estava no grande salão provavelmente dançando com a esposa que era uma copia mais velha da adolescente que estava a sua frente.
— Vejo que ela tem um bom gosto. — Falou Helena sorrindo.
— Mas então, o que acha de terminar aquela dança? — Perguntou Carlinhos mudando completamente de assunto e estendendo a mão esperando que Helena aceitasse sua proposta.
— Achei ter escutado alguém dizer que não sabia dançar. — Falou Helena sorrindo enquanto colocava sua mão um tanto quanto delicada sob a do ruivo que era forte e parecia transmitir segurança e por sentir essa certa segurança esqueceu o medo de cair com aquele salto em frente ao ruivo.
Com um breve impulso os dois corpos estavam colados.
— Na verdade não gosto, se sei apenas você pode dizer isso, mas acho que consigo fazer uns passinhos sem pisar no seu pé. — Falou Carlinhos sorrindo enquanto um de seus braços passava por volta do corpo de Helena — Mas teremos que ficar em silencio para podermos escutar a musica.
Só quando ele falou da musica Helena percebeu que de onde estavam não podiam escutar muito bem a musica, mas como toda musica para se dançar daquele jeito, não era preciso entender a musica e muito menos ouvi-la por muito tempo para ficarem penetrados na dança, até mesmo sem musica daria para dançar.
— Não vai mesmo me contar o que aconteceu para você sair daquele jeito? — Perguntou Helena sussurrando enquanto ainda dançavam de uma forma ainda mais lenta do que tinham dançado no grande salão.
— Não é nada importante. — Falou Carlinhos no mesmo tom de voz que a adolescente.
Helena sabia e entendia Carlinhos, muitas vezes em sua vida algo a fez ficar para baixo, mas para ela era melhor não falar o assunto, apenas esquecer o que aconteceu ou o que viu e como o entendia não iria pressioná-lo quanto aquele assunto, deixaria de lado como ele.
— Mas então, isso será uma despedida. — Falou Carlinhos após ficarem em silencio por poucos instantes.
Helena no mesmo instante parou e separou seu corpo do ruivo e olhou diretamente nos olhos azuis dele, achou não ter escutado direito, mas o olhar sério dele dizia que sim e isso a fez se sentir um pouco estranha, tinha até se esquecido que em alguma hora Carlinhos iria embora para a Romênia, não sabia ao certo do porque se sentia estranha ao imaginar ele tão longe, talvez seja porque ele era um Weasley e como todos os outros em pouco tempo já se transformava em uma pessoa importante na vida das pessoas, um bom amigo talvez, alguém que a ajudasse e a fizesse rir nos momentos mais estranhos.
— Há, vai amanhã de manhã? — Perguntou Helena se recompondo e voltando a abraçá-lo enquanto era correspondida os dois voltaram a dançar aquela musica lenta que ainda não acabara.
— Sim, já que eu duvido que vou conseguir ver você amanhã já que provavelmente é capaz de acordar só depois das 11:00 e irei embora bem mais cedo que isso podemos nos despedir agora. — Falou Carlinhos enquanto girava seu corpo junto ao dela no pequeno espaço que tinha entre as mesas da sala de aula.
— Despedidas deveriam ser alegres não é? Algo marcante? — Perguntou Helena franzindo as sobrancelhas afinal aquela estava sendo a pior despedida que estava tendo com alguém.
— Bom, só porque estamos dançando uma musica lenta não quer dizer que não seja alegre ou que não se transforme em algo marcante, estamos apenas nos despedindo de uma forma um tanto quanto diferente. — Falou Carlinhos dando de ombros.
— A musica acabou. — Falou Helena só agora percebendo que a musica mudara de lenta para agitada, dava ate pra imaginar como estariam todos no grande salão pulando para tudo quanto era lado, com largos sorrisos enfeitando seus rostos que eram direcionados aos seus amigos ou até mesmo aquela pessoa em especial.
Ele separou seu corpo do dela e por não saberem o que dizer ficaram se olhando intensamente, como se esperassem que algum dos dois fosse ter iniciativa e Helena ao pensar que ele poderia desistir do que iria fazer se aproximou de uma forma um tanto quanto perigosa demais, mas o que mais a incentivou foi o fato de que ele não tentou se distanciar e sim aproximou seu rosto em alguns poucos centímetros.
Talvez estivesse sendo ainda mais desejoso do que quando quase aconteceu no grande salão e sentir a respiração dele bater em seu rosto não ajudou em nada. Poucos instantes depois seus olhos se fecharam no momento em que seus lábios se tocaram com os dele e sentiu a mão masculina em sua cintura.
No instante em que estava quase o beijando sabia que não seria a mesma coisa que foi com Fred, ela o queria e não para fazer um teste, não precisava beijá-lo para saber que o via como um garoto/homem, que o beijaria como um garoto/homem ao invés de beijá-lo como um irmão.
O beijo iniciado por Helena foi simples e um pouco gentil demais até que Carlinhos finalmente tomou uma iniciativa abrindo passagem com a língua para dentro da boca da adolescente e com esse simples gesto o beijo se tornou algo selvagem.
Helena nunca beijara ninguém daquele jeito, é claro que Rafael já tinha tentado intensificar o beijo varias e varias vezes para poder ir um pouquinho além, mas ela não se sentia muito bem quando o namorado queria algo assim, diferente de atualmente, sua mente parecia confiar tanto em Carlinhos que seus pensamentos foram formando idéias, idéias essas que poderia fazer com o ruivo, seu corpo parecia necessitar ser tocado pelas mãos de Carlinhos e isso a estava deixando confusa, como em tão POUCO tempo poderia querer desejar aquilo com uma pessoa que acabara de beijar?
Ao sentir seu corpo pedir por mais Helena direcionou suas mãos para as costas do Weasley e o trouxe ainda mais perto para seu corpo e no instante seguinte sentir sua cintura ser comprimida para mais perto do corpo do ruivo, não soube o que aconteceu, a única coisa que pode fazer foi suspirar quando sentiu suas costas bater na parede fria da sala, em suas costas a temperatura estava quente e na frente sentia o corpo quente de Carlinhos grudado ao seu, suas unhas expressava sua vontade toda vez que tentava arranhá-lo por cima do smoking.
No momento em que os beijos de Carlinhos foram descendo por seu pescoço ela pode sentir as mãos fortes dele descer por sua cintura até chegar um pouco acima de suas coxas, ele apertou ali e um suspiro escapou de sua boca no mesmo instante em que ele mordeu levemente seu pescoço, logo sentiu um aperto em seu bumbum e isso fez com que gemesse um pouco mais forte do que esperava gemer.
— Acho melhor... Parar. — Falou Helena surpreendendo até mesmo Carlinhos.
O Weasley se esquecera completamente que estava beijando uma adolescente de 15 anos e ao ouvi-la pedir para parar sua consciência pareceu voltar ao normal.
— Me desculpe, foi...
— Não diga que foi sem querer que será pior. — Falou Helena colocando a mão em frente a boca do ruivo o impedindo de falar — Acho melhor eu ir indo embora, espero que tenha uma boa viagem.
— Acho que se eu te abraçar não vai acontecer de novo, pode ficar tranqüila. — Falou Carlinhos a abraçando fortemente como uma despedida, ela o correspondeu rapidamente.
— Eu que deveria dizer para você ficar tranqüilo, poderemos guardar esse segredo não acha? Se alguém souber que já nos beijamos vão pensar que você tentou quase me estuprar, sendo que na verdade eu que te beijei. — Falou Helena sorrindo enquanto descansava sua cabeça no ombro do Weasley.
— Foi uma surpresa pra eu ver você tomando iniciativa. — Falou Carlinhos não se agüentando e rindo o que resultou em um tapa em suas costas.
— Sem graça, vou indo, mais uma vez lhe desejo uma boa viagem. — Falou Helena se distanciando e antes de virar as costas e sair da sala ela voltou e beijou Carlinhos no rosto antes de sair completamente da sala de aula.
— Até a próxima, Helena. — Falou Carlinhos mesmo sabendo que ela não o escutaria.
OoOoOoOoOoOo
Lorcan olhava o salão de festas de um lado para o outro como se a qualquer momento algo fosse acontecer para impedir o que ele estava pensando em fazer, era a segunda festa que participava e ainda estava relutante em colocar em colocar em pratica sua idéia.
— Você esta bem? — Perguntou Luna (adulta) que já a um bom tempo observava o filho olhar para o nada, ela se preocupava com ele temendo por sua personalidade quieta e um pouco solitária, o menino não era muito de falar e também ela não sabia o que ele fazia quando estava longe de sua vista.
— Só estou pensando. — Respondeu Lorcan sorrindo levemente para a mãe.
— Você me preocupa Lorcan, é tão quieto quanto seu pai e seria bom saber o que você pensa fazer. — Falou Luna para o filho que suspirou e baixou a cabeça — O que você fazia nessa época? — Perguntou Luna ao marido, quem sabe assim poderia imaginar o que se passava pela cabeça do garoto.
— Eu costumava ter garotas, me relacionar com elas, mas gostava também de guardar as coisas apenas para mim, você por acaso já beijou alguma menina? — Perguntou Rolf para o filho que estava calmo diante das perguntas dos pais.
— Pai, não precisa se preocupar porque eu não sou gay, só estou pensando em uma forma de chegar em uma menina sem o irmão dela perceber. — Falou Lorcan olhando para Roxanne que sorria na companhia dos primos.
— Estamos em 1995, então você já sabe que não pode ter nada com nenhuma menina dessa época ou teremos que fazer você se lembrar? — Perguntou Rolf para o filho que sorriu de lado, sorriso esse que não era bom, não significava coisa boa.
— Ela é do futuro. — Revelou Lorcan surpreendendo os pais que se olharam e entenderam que o menino de cabelos loiros não diria quem era.
— Porque você esta mais preocupado com o irmão dela? Você nem mesmo sabe se ela vai aceitar ficar com você. — Afirmou Luna (adulta) para o filho que sorriu convencido.
— Posso não ser o famoso James Potter, mas eu me garanto. — Falou Lorcan ainda com aquele sorriso em seu rosto.
— Eu tenho que ir ali conversar com o Fred II e já volto. — Falou Jorge (adulto) se levantando da cadeira, todas as pessoas do futuro decidiram dividir uma mesma mesa, a maioria dos mais velhos estavam sentados com suas companheiras enquanto os adolescentes estavam no centro do salão se divertindo.
— Eu vou dar uma volta. — Falou Lorcan percebendo que aquela seria sua melhor chance e talvez única, ele estava indo até a rodinha de amigos quando viu Roxanne sair de perto de todos, mesmo estando confuso ele seguiu a garota até a mesa de bebidas.
— Esta me seguindo Lorcan? — Perguntou Roxanne ao ver o loiro parar ao seu lado, sorriu para ele enquanto servia um pouco de suco e saboreava um pouco do mesmo.
— Na verdade sim, vem comigo antes que seu irmão apareça por aqui. — Falou Lorcan pegando o corpo de suco das mãos dela e bebendo todo o liquido que restava.
Roxanne ficou observando perplexa o loiro virar as costas e ir para longe de onde estava antes, não esperou que ele chegasse as portas do salão, o seguiu para longe de todos e vários minutos depois os dois estavam no dormitório masculino no qual seu irmão também dormia, o cômodo estava impecável comparado ao dormitório feminino que por causa da arrumação das meninas para o baile tinha roupas para tudo quanto é canto.
— Eu não estou entendendo você, porque me trouxe aqui Lorcan? — Perguntou Roxanne para o loiro que ao chegar encostou-se a uma parede e agora fechava a porta as suas costas — Vai dizer que arrumou alguém pra mim? Quem será a pessoa que pode ter a idade para ser meu pai?
— Você não entendeu ainda? — Perguntou Lorcan sorrindo e se aproximando da morena, conforme ele chegava mais perto a mesma dava um passo pra trás até que bateu as costas em uma parede e ficou esperando a reação do loiro — Você por acaso sabe como é difícil falar com você sem ter que ser observado por seu irmão ou seu pai?
— Para com isso, qual seria o problema deles nos ver juntos? — Perguntou Roxanne rindo e dando de ombros.
— Talvez seu pai não ache que essa seja a melhor cena a ser vista. — Respondeu Lorcan e com uma velocidade incrível ele enlaçou os braços por volta da cintura da morena e a puxou com força para perto de si e juntou seus lábios.
Não teve momento para que ela pensasse no que estava fazendo com Lorcan já que no mesmo instante em que seus lábios se tocaram o loiro pediu passagem com a língua e em instantes ela estava viciada em um beijo forte, rápido e intenso, mesmo que tivesse sido uma surpresa inesperada ela não pode sequer empurrá-lo já que o que estava acontecendo era exatamente o que ela dissera que queria a ele, estava tendo algo com um garoto dois anos mais velho e que ninguém imaginaria estar tendo algo com ela.
Era loucura estar fazendo aquilo com ele, mas pela primeira vez se sentiu um pouco mais velha e mais mulher por sentir ser beijada com tanta vontade e sentir seu corpo ser acariciado por ele e abraçado com força, suas mãos como que por um instinto estavam nos cabelos dele e os bagunçava como um ato para corresponder ao beijo delicioso que estavam tendo um com o outro.
— Não acha que é loucura? — Perguntou Roxanne após o beijo terminar e ele ficar apenas a abraçando.
— Loucura seria você fazer isso com qualquer um, não achou que eu arrumaria alguém pra você não é? — Perguntou Lorcan rindo enquanto a abraçava com um pouco mais força a fazendo ficar nas pontas dos pés.
— Também não achei que fosse se aproveitar do meu desejo para fazer isso. — Falou Roxanne o empurrando no peito fazendo com que seus corpos se afastassem, ele a olhou nos olhos e depois se distanciou sentando-se na própria cama enquanto ainda não tirava os olhos dela.
— Eu queria fazer isso de qualquer jeito, até mesmo antes de você falar aquelas coisas, mas estava difícil de fazer isso com seu irmão sempre por perto. — Falou Lorcan dando de ombros.
— Mas porque eu? — Perguntou Roxanne confusa.
— Se olhe no espelho e veja do porque, você é uma garota muito bonita Rô. — Respondeu Lorcan para a morena que desviou os olhos do loiro, dando toda sua atenção a uma parede qualquer — Eu dei a você o inicio do que queria, a decisão é sua se quiser continuar.
Após dizer aquelas palavras Lorcan se levantou e foi até a porta a abrindo e estava pronto para sair quando Roxanne o segurou pela mão e o fez voltar para o quarto. Ela ficou o olhando alguns instantes antes de perguntar.
— Porque não uma menina da sua idade? — Perguntou Roxanne.
— Provavelmente porque eu não quero uma menina que me queira apenas para saber do meu lado privado, não quero alguém que vá sair por ai espalhando as minhas privacidades. — Respondeu Lorcan dando de ombros.
Após escutar as palavras do menino a sua frente Roxanne não soube o que fazer, queria logo que continuassem, mas como faria isso se ainda não se sentisse a vontade a ponto de chegar perto dele e beija-lo? Apenas o que pôde fazer foi corresponder ao olhar dele.
Roxanne sentiu seu corpo paralisar ao ver Lorcan a olhando intensamente, mas tentou dar um passo para trás mesmo não querendo sair dali e meio que ficou feliz em saber que a porta fechada as suas costas a impedia de fugir do dormitório. Ela não soube quanto tempo ficou esperando que ele fizesse algo, seus olhos estavam penetrados nele e só saiu desse transe quando com o canto dos olhos o viu dar um passo em sua direção, percebeu que ele antes de fazer qualquer coisa iria analisar sua reação já que ele estava se aproximando de uma forma um pouco cautelosa demais, provavelmente estava pensando que ela poderia empurrá-lo novamente.
Lorcan a passos mais vagarosos do que ele queria se aproximou da morena a ponto de conseguir ver que a respiração dela estava mais acelerada do que as outras vezes que havia se aproximado seja quando Fred II estava por perto ou quando estavam sozinhos, saber que a respiração dela estava aumentando era apenas uma forma de faze-lo continuar há que isso significava que ela estava tão ansiosa quanto ele para que tudo acontecesse novamente. O corpo do adolescente parecia reagir sozinho e ele só foi perceber agora que seus braços encurralavam Roxanne.
Ao ver que Roxanne olhava para seus lábios Lorcan não se agüentou e curvou o canto da boca em um fraco sorriso e por fazer isso a direção do olhar da menina saiu de seus lábios e foi para seus olhos.
Com pequenos milímetros de distancia entre seus lábios Lorcan pode ver os olhos castanhos de Roxanne se fechar cada vez mais até estarem quase que completamente fechados e ao ver a cena Lorcan não se agüentou e logo seus olhos se fecharam e como que por instinto o loiro deslizou seu nariz pelo da morena e soube que ela tinha sorrido ao sentir uma lufada de ar ser jogado em seu rosto.
Ela correspondeu ao carinho fazendo o mesmo que ele e após alguns segundos os dois viraram seus rostos em direções diferentes e por fazer isso seus lábios finalmente se encostaram em um toque simples e sensível, completamente diferente do primeiro beijo entre os dois.
Em toda sua vida Roxanne nunca sentira algo tão bom quanto ter seus lábios juntos dos macios de Lorcan, é claro que já tinha beijado alguns garotos, mas em nenhuma das outras vezes se sentira tão bem quanto estava agora.
Antes que o beijo se intensificasse mais uma vez as mãos de Lorcan foram para a cintura de Roxanne e com elas ali aproximou seu corpo do dela. A adolescente estava sendo prensada entre o corpo do loiro e a porta fechada atrás de si e em toda sua vida nunca quis estar tão colada a Lorcan como naquele momento.
O beijo era calmo até que as mãos de Roxanne foram para cima dos ombros de Lorcan e o abraçou com força enquanto deixava o beijo ainda mais intenso e desejoso e por essa ação ter vindo dela o loiro ficou surpreso e a trouxe para mais perto de seu corpo a ponto de faze-la mais uma vez ficar na ponta dos pés.
Pouco tempo depois de ainda estarem se beijando poder sentir o corpo de Lorcan por cima do smoking não era mais o suficiente para Roxanne e isso ficou claro para ele quando sentiu a mão dela o apertar nas costas antes de apertar o tecido de suas vestes para logo em seguida o puxar para cima para assim possibilitar que a mão feminina adentrasse por baixo das vestes em sua cintura.
Lorcan já não conseguia mais se agüentar, na primeira vez que a beijou foi um pouco rápido demais e por isso tentou ser mais calmo agora, por um bom tempo desejava beijar Roxanne, mas por causa das pessoas pensar que eram apenas “amigos” não poderia simplesmente chegar nela e beija-la do nada, ainda mais por não saber se ela o corresponderia. E estar ali com ela, tendo o corpo de curvas simples entre os braços e ainda por cima a beijando daquele jeito não estava ajudando muito, muito menos a mão dela em sua barriga.
Os pensamentos de Roxanne mudavam a cada instante que sentia sua língua se encostar na de Lorcan, os pensamentos de Roxanne girava em meio a vontade de sentir as mãos do loiro passear por seu corpo, mas ele não fazia isso, pelo contrario, toda vez que as mãos dele descia por seu corpo as mesmas subiam para a cintura.
No instante em que Roxanne mais uma vês apertou a lateral do corpo de Lorcan podendo assim sentir a carne do loiro entre os dedos os dois ouviram passos do lado de fora do dormitório.
— Vem comigo. — Falou Lorcan segurando o pulso da morena e a puxando para perto de si enquanto dava passos para trás.
Roxanne estava confusa com a decisão que logo iria tomar, não queria ser pega em um quarto acompanhada de Lorcan por ainda estar confusa com o que acabara de acontecer entre eles e ao mesmo tempo não queria sair de perto do Scamander, queria are mesmo que o que estavam fazendo tivesse continuação.
Antes que a porta se abrisse Lorcan e Roxanne estavam sob a cama dele e com uma velocidade que assustou até mesmo a menina, o loiro fechou a cortina da cama e assim um ficou olhando para o outro enquanto escutavam a pessoa que entrara no cômodo andar de um lado para o outro a passos pesados.
A filha de Jorge Weasley sentia seu rosto queimar ao ficar olhando para o loiro após o que tinha feito antes de serem interrompidos. Não se agüentando de vergonha Roxanne desviava seus olhos para as suas próprias pernas e como se fosse uma distração começou a mexer na barra de seu vestido.
— Miguel, você esta bem? — Perguntou uma pessoa que também estava no dormitório e Roxanne pode reconhecer a voz sendo de Helena (adolescente).
Se Roxanne não tivesse escutado Helena dizer o nome de Miguel nunca pensaria que fosse ele que tinha entrado e os interrompido, a irmã de Fred II teve que segurar o riso ao ver Lorcan olhar em direção de onde estava vindo as vozes, ele parecia um senhor de idade que estava querendo escutar a briga dos vizinhos.
Lorcan olhou para Roxanne com as sobrancelhas franzidas, sua face deixava bem clara que ele estava perguntando do porque dela estar com a mão em frente a boca enquanto segurava o riso.
— Oi Helena, estou bem sim, apenas um pouco confuso com algumas coisas que fiz. — Falou Miguel e após escutarem um suspiro de frustração vindo do moreno escutaram um ranger de cama que significava que ele tinha se sentado ou deitado em uma das camas do dormitório.
— E o que você fez? É algo tão ruim assim? — Perguntou Helena e após suas perguntas escutaram o ranger da cama e isso significava que ela também tinha se sentado na cama.
— Não é que seja ruim, mas não é certo. — Falou Miguel frisando a ultima palavra dita e apenas por estar ouvindo Lorcan soube que o menino do outro lado da cortina tinha feito um gesto com as mãos que dramatizaria ainda mais sua forma de se expressar.
— Na sua família o que menos acontece são coisas certas, estou dizendo no bom sentido, mas você tem que pensar que se é bom pra você é certo e não errado, se é algo que acontece na sua vida você não tem que ligar para o fato das pessoas acharem que é certo ou que é errado. — Falou Helena que mesmo sendo uma adolescente parecia falar como uma adulta que vivera muitas coisas sejam elas boas ou ruins.
— Estranho ouvir isso de você. — Falou Miguel.
— Porque? — Perguntou Helena e sua voz expressava confusão.
— Porque quando ouço você falar parece que estou recebendo um conselho de uma amiga, já se eu ver você enquanto fala vejo você como minha mãe. — Explicou Miguel com a voz bem mais serena do que quando tinha chegado, pelo jeito Helena o acalmara.
— Bom, se for assim não olhe pra mim porque prefiro ser sua amiga a ter que ser sua mãe, pelo menos por enquanto. — Falou Helena e após isso escutaram mais um ranger da cama.
— Você já fez algo com alguma pessoa, algo que talvez seja errado? — Perguntou Miguel após poucos instantes de silencio.
— Já, já fiz sim e não me arrependo do que fiz. Na verdade, eu não hesitaria em fazer novamente se eu pudesse voltar ao passado. — Falou Helena antes de causar um silencio completo no quarto.
Não muito tempo depois o casal que estava escondido entre as cortinas de uma das camas pode escutar o barulho de uma das portas bater e após esperar escutar algum barulho Lorcan segurou a mão de Roxanne e a puxou para mais perto de si e só falou quando seus lábios chegaram bem perto da orelha dela, ficou feliz em ver que ela se arrepiou ao sentir sua respiração bater no pescoço feminino, mas o momento havia passado e com certeza não conseguiria dar continuidade ao beijo anterior após serem interrompidos tão bruscamente.
— Eu vou verificar se o Miguel saiu, pode acontecer de ele ter ido ao banheiro do quarto, me espera aqui e fica quietinha. — Falou Lorcan sussurrando no ouvido dela antes de sair de seu “esconderijo” sem abrir muito as cortinas.
Roxanne só pode assentir enquanto o via sumir, só pode escutar alguns passos por toda parte do quarto enquanto esperava ainda estando em silencio, como o loiro havia pedido.
— Pelo jeito ele foi embora, já pode sair. — Falou Lorcan abrindo as cortinas completamente de um jeito um tanto quanto repentino demais, a morena que ainda estava em silencio levou um levou susto.
— O Miguel esta estranho né? O que será que aconteceu com ele? — Perguntou Roxanne olhando para a saída do quarto e ao observá-la imaginou Miguel saindo pro ali, bem mais relaxado do que quando entrou.
— Estou mais curioso para saber o que aconteceu para ele chegar daquele jeito aqui ou o que vai acontecer agora que ele provavelmente já resolveu o conflito interno que estava tendo. — Falou Lorcan a observando se levantar da cama e ficar a menos de dois passos de distancia de si.
— Eu vou descer antes que o próximo a subir seja o Fred, boa noite Lorcan. — Falou Roxanne sorrindo brevemente enquanto se aproximava cautelosamente de Lorcan e virava o rosto do loiro de forma gentil com a mão direita e depositava um breve beijo na bochecha dele antes de virar as costas e sair do quarto enquanto o adolescente ficava paralisado no mesmo lugar.
Ele jurou a si mesmo que no dia seguinte daria continuidade as suas idéias e é claro que daria uma proposta a Roxanne.
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Miguel perambulava a passos apressados pelos corredores de Hogwarts a procura da ruiva que deixara pra trás por estar tão confuso com o que fazia as costas de todos, ao analisar alguns exemplos em sua família como Fernando e Dominique, Alvo e Elliz pensava que no final não era totalmente errado o que fazia, mas ai vinha a tona o fato de que Fernando e Elliz não tinham compatibilidade sanguínea com Dominique e Alvo e isso o fazia desanimar um pouco.
Mas o que poderia fazer? Até o momento o certo ou errado tinham ficado para ultimo plano, quando ela chegava perto a única coisa que importava era retirar suas duvidas, saciar suas vontades e fazê-la esquecer qualquer curiosidade que tivesse perturbando seus pensamentos.
E pela segunda vez na noite estava com a mão direita na maçaneta daquela porta, era uma porta qualquer de uma sala tão comum quanto qualquer uma entre as milhares do castelo de Hogwarts.
Ao entrar na sala e fechar a porta atrás de si achou que a “amiga” não estará mais ali, que ela provavelmente achou que ele não fosse voltar e por isso tinha cansado de esperar e assim foi embora, mas ao verificar cada uma das janelas de vidro conseguiu vê-la encolhida em uma das janelas, ao ver a cena começou a pensar em como ela tinha chegado ali já que ficava a mais ou menos dois metros de altura do chão.
— Como chegou ai? — Perguntou Miguel olhando para sua prima/ficante que com uma expressão um tanto séria levantou a varinha que segurava em um lugar onde a luz do luar poderia iluminar — Você esta bem? — Perguntou Miguel ao estranhar que ela não tinha esboçado nenhum sorriso desde quando entrara ali novamente, nem depois dele ter feito a primeira pergunta enquanto sorria.
— Eu que deveria perguntar se você esta bem. — Falou Lily deixando de olha-lo nos olhos para olhar o vidro em que estava encostada, não era possível olhar através do vidro por ele não ser de uma textura lisa — Porque falou aquilo? Porque foi embora daquele jeito? O que esta se passando em seus pensamentos para você estar tão perturbado assim Miguel?
— Vem aqui comigo Lily, desce daí. — Falou Miguel se aproximando da parede onde acima tinha a janela e levantando os braços para poder ajuda-la a descer.
— Sabe, sinto uma certa raiva de você. — Falou Lily colocando primeiro as pernas fora do pequeno espaço onde estava sentada, se curvando um pouco pata deixar as palmas das mãos o mais próximo dos ombros dele que logo serviriam de apoio.
Mesmo que não fosse muito algo estava com medo de cair diretamente no chão, respirando profundamente ela se jogou e no instante em que sentiu as mãos de Miguel se prender em sua cintura ela se lembrou de soltar todo o ar como forma de expressar todo seu alivio, com as mãos nos ombros do moreno ela foi colocada no chão.
— Porque tem raiva de mim? — Perguntou Miguel sorrindo brevemente esperando que ela fizesse o mesmo, mas ela não fez.
— Me responda primeiro. — Pediu Lily retirando as mãos dos ombros dele e as deixando cair ao lado do próprio corpo, pode escutar Miguel bufar de frustração e também sentir o ar bater contra sua franja ruiva.
— Sabe que vendo você assim não vejo uma menina de 13 anos, se fosse para chutar uma idade falaria que no mínimo você tem 16. — Falou Miguel com a voz um tanto serena comparada a de Lily, a adolescente sabia que ele só estava falando aquilo porque estava pensando em quais palavras usar para responder a sua pergunta — Tudo bem. Lily, você não sabe como é difícil estar com você de um jeito aqui e depois de outro jeito na frente da nossa família, na frente do Hugo, eu me sinto horrível, ainda mais por ele ser meu melhor amigo e nem imaginar que tenhamos algo... Assim.
— E se eu já tivesse beijado o Hugo? Qual seria sua reação? — Perguntou Lily olhando para o nada.
— Não me diga que esta ficando com nós dois ao mesmo tempo. — Pediu Miguel espantado com a idéia de saber que Lily poderia estar fazendo aquilo, sua raiva não era por saber que Hugo também estaria tendo algo com a ruiva, mas por saber que “ela” estava tendo algo com o ruivo e com ele ao mesmo tempo.
— Não, mas propus ao Hugo o mesmo que fiz com você, mas depois do primeiro beijo percebemos que não daria certo, foi como se eu estivesse beijando um dos meus irmãos. — Respondeu Lily causando um alivio em Miguel e nem percebendo isso.
— A primeira vez que nos beijamos também foi diferente e mesmo assim continuamos. — Falou Miguel tirando as mãos da cintura da ruiva e espalmando sua mão contra a parede, antes que ela pudesse começar a falar deu um pequeno passo para frente colando seu corpo magro ainda mais ao dela.
— Beijar você foi como beijar um garoto, independente se você é meu primo ou não te vejo como um garoto, em alguns momentos vejo mais um garoto do que um primo. — Explicou Lily enquanto sentia a região de seu busto se aproximar mais ainda toda vez que respirava.
— Acho que entendi, mas ainda não me disse porque tem raiva de mim. — Falou Miguel fazendo o que sempre fazia toda vez que estavam daquele mesmo jeito ou quando estavam conversando, aproximou seus lábios da orelha dela e a mordeu ali.
— Porque se fosse o Hugo que estivesse me enchendo o saco pra descer da janela eu não teria descido, eu discutiria com ele e ganharia facilmente e ficaria ali pelo tempo que eu quisesse. — Falou Lily dando de ombros — Mas então, o que decidiu? — Perguntou Lily com a seriedade na voz, o moreno ao ver a cena da adolescente evitar seu olhar ao fazer aquela pergunta sentiu seu coração se apertar só de imaginar como ela ficaria se ele terminasse tudo o que tinham, mesmo sabendo que ela não olharia diretamente em seus olhos ele a observava, esperando que o medo e o orgulho dela sumisse e assim seus olhares se encontrariam.
— Eu não tinha o que decidir, só precisava conversar com alguém e Helena foi a pessoa certa pra me ajudar com a confusão em meus pensamentos. — Falou Miguel dando de ombros brevemente e ao terminar de falar o que queria achou que ela finalmente olharia em seus olhos, e isso aconteceu, mas não da forma que queria, pensou que pudesse ver de tudo no olhar de Lily como tristeza, carinho ou algo do tipo, entre tanto seus olhos castanhos demonstravam espanto — Não Lily, eu não disse a ela que tínhamos alguma coisa, na verdade pareceu uma conversa por códigos.
Lily se deixou suspirar por saber que sua “relação” com Miguel continuaria em segredo.
— Se importa tanto assim que alguém saiba sobre nós? — Perguntou Miguel a vendo negar com a cabeça como resposta.
— Apenas prefiro que fique como esta, acho que não nos daríamos bem tendo algo publico, afinal dizem que o escondido é bem melhor. — Explicou Lily rindo mentalmente ao pensar que a algum tempo atrás nunca pensaria em ter algo escondido com Miguel.
— É, até que você tem razão. — Falou Miguel.
O casal ficou em silencio por alguns instantes, o suficiente para que Lily finalmente correspondesse ao abraço de Miguel, mas aquilo não estava sendo o suficiente para ele, já não agüentava mais aquele silencio, nas vezes em que estava com Lily não usava muitas palavras, quando não estavam se beijando ficavam em silencio, mas por ficarem aproveitando o tempo que tinham um com o outro e não por estarem com algum problema.
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Dumbledore gostava de poder ver seus alunos se divertirem daquela maneira, em apenas uma noite vira Draco Malfoy cumprimentar Neville ao encontrar a namorada conversando com o Grifinório, os dois não foram os únicos de casas adversárias que vira conversando e dançando as musicas malucas que Helena (adulta) escolhera.
Não muito longe dali viu Remo Lupin conversando com Diego (adulto) e o professor estava dando muita atenção para o homem que falava sem parar enquanto gesticulava com as mãos e ao outro lado do salão estava Tonks mostrando seus poderes para alguns filhos de Diego que se divertia a beça.
Os filhos de Diego tinham varias idades, alguns já eram adultos a ponto de ter 20 anos enquanto outros tinha apenas 08 ou 11 anos de idade, enquanto os casais se divertiam essas crianças gargalhavam na mesa em que estavam e o que mais surpreendeu ao diretor da escola era que eles brincavam com suas bebidas em seus copos e algumas velas que enfeitavam a mesa. Poderia jurar que viu a chama da vela tomar a forma de uma borboleta e flutuar por alguns instantes antes de se apagar por ter sido atingida por uma pequena quantidade de suco de abobora.
E Dumbledore pareceu não ser o único que viu a cena já que Diego saiu de onde estava e foi até a mesa apenas para dizer algo as crianças que assentiram.
— São crianças bem interessantes, não é? — Perguntou Remo se aproximando de Dumbledore sem que ele percebesse, nem mesmo chegara ao destino já que o professor havia ido até ele.
— Sim, ainda não posso acreditar que o mundo bruxo tenha evoluído tanto assim. — Falou Dumbledore expressando sua surpresa.
— É até estranho ouvi-lo falar desse jeito Diretor, pelo que eu sei magia involuntária e sem varinha não é algo novo no nosso mundo, na verdade sabemos que antes das varinhas serem feitas os bruxos conseguiam fazer magia sem varinhas. — Falou Remo indo para o mesmo lugar que estava antes com Diego e o diretor é claro foi junto, estava bem interessado no assunto dos dois.
— Bom, isso é verdade, mas é algo tão antigo que não achei que fosse voltar a acontecer, quer dizer, na época os bruxos não conseguiam fazer tantos feitiços como quando faziam com a varinha que acabaram por deixar de lado essa mania de fazer sem varinha alguma. — Falou Dumbledore para o professor que assentiu e resolveu completar o que ele estava dizendo.
— Pois é, então o costume de usar magia foi se espalhando cada vez mais até que as pessoas desistiram de fazer as coisas sem ela, mas isso foi voltando aos poucos. Eu nunca havia entendido a lógica das crianças até ouvir essa teoria. — Falou Remo.
— Sim, as crianças conseguem fazer magia sem o uso de varinha, mas com a lei do Ministério da Magia elas também começaram a usá-la e assim deixar seus poderes para trás e então só conseguem produzi-la novamente quando estão assustadas ou em perigo. — Falou Dumbledore enquanto observava Diego voltar para perto deles — Poderia me explicar aquilo?
— O que? — Perguntou Diego com as sobrancelhas franzidas.
— Aquilo que uma de suas crianças fez. — Respondeu Dumbledore apontando para a mesa onde as crianças estavam.
— Há, eles não são muito de se enturmar e acho que já deu pra perceber isso, como tenho varias crianças eles acabam se tornando amigos uns dos outros e nas festas ficam daquele jeito, sentam juntos e ficam brincando. — Explicou Diego enquanto se encostava em uma mesa quase que completamente vazia e olhava para as crianças que voltaram a brincar da mesma forma que antes, como se Diego não tivesse ido lá ou os vistos.
— Como fazem isso? — Perguntou Dumbledore confuso.
— No começo eu comecei a adotar crianças de seis ou sete anos até que sempre vi que alguns adolescentes bruxos sofriam por estar em orfanatos e ter que ir pra escola de magia, até que decidi adotar um mais velho, ele tinha uns 15 anos na época e não foi muito fácil de fazê-lo confiar em mim, confesso que brigamos até hoje, e depois de uma de nossas brigas eu o vi controlando o fogo de uma fogueira que fizera no jardim e perguntei como ele conseguia fazer aquilo e ele me explicou, disse que aos 11 anos foi pra escola de magia, mas nas férias os pais treinava seus poderes, pegava sua varinha e a única coisa que ele podia fazer era usar magia sem ela e assim foi pegando a pratica e ai eu fui tentando fazer isso com meus filhos e deu certo, nem todos conseguem fazer isso. — Falou Diego dando de ombros.
— Entendi, mas como eles conseguem fazer magia fora da escola? Quer dizer, isso é possível no Brasil? — Perguntou Dumbledore estreitando os olhos para o loiro que riu e mexeu nos cabelos brevemente.
— Eu tenho alguns truques aqui e ali e um deles é ter colocado proteção em volta da minha casa para não ser rastreado os feitiços feitos lá. — Falou Diego sorrindo um pouco envergonhado, aquele era um dos piores crimes cometidos pelos bruxos e dizer que fizera aquilo para um dos bruxos mais importantes do mundo o fazia ficar constrangido.
— Sei, você faz pesquisa sobre as crianças que adota? — Perguntou Dumbledore e no mesmo instante Diego ficou sério e o diretor pode jurar que havia visto o loiro fechar as mãos com força enquanto cruzava os braços.
— Não, eles não são ratinhos de laboratórios meus, apenas as adoto porque sei que precisão de ajuda tanto quanto eu preciso delas, são minha família e não testes científicos, mas vou fingir que você não disse isso, mas tenho filhos de outras culturas, crianças da Africa, França, Espanha e até mesmo da Inglaterra, adoto aquelas que mais aparentam ter problemas, prefiro as antisociais na verdade. — Respondeu Diego.
— Desculpe-me pelo modo que falei. — Falou Dumbledore vendo em Diego seu irmão quando alguém falava mal de Ariana.
— Não tem problema, mas não posso ajudá-los muito com a idéia de fazer seus alunos praticar magia sem a varinha, mas isso não é algo que possa ser ensinado, é algo que eles fazem de uma forma involuntária e tempos depois começam a controlar. Não posso dizer o que eles devem fazer, ainda mais esses que vieram de culturas diferentes, a maioria das culturas deles eu não conheço e por isso não posso ajudá-los, apenas incentivar a fazer o seu melhor e a fazer o bem, vou dar uma volta por ai. — Falou Diego os cumprimentando brevemente antes de sair de perto dos dois.
— Acho que talvez esteja na hora de eu visitar outras escolas. — Falou Dumbledore enquanto observava Diego ir para longe e logo em seguida se sentar junto com seus filhos que gargalhavam com as brincadeiras dos que pareciam ser os mais novos — O mais impressionante, é que eles parecem ter um grande controle sobre essa magia, olhe, eles fazem coisas pequenas que são inofensivas.
— Dumbledore, eu não sei se é uma boa idéia irmos atrás dessas coisas, é uma mudança demais no futuro e pode trazer fortes conseqüências, Voldemort morreu e temos sorte que isso tenha acontecido, mas não quer dizer que outros vilões não possam vir para ameaçar o mundo, e uma dessas pessoas que são diferentes pode ser nosso próximo inimigo. — Falou Remo para o diretor que ouvia com atenção.
— Talvez você esteja certo Remo, mas vamos concordar que é um tanto tentador saber sobre essas crianças. — Falou Dumbledore soltando um breve sorriso.
— Concordo, mas Diego disse que não adianta tentarmos forçá-los a fazer algo, sempre acontece apenas quando eles querem. — Falou Remo como para fazer Dumbledore relembrar do fato.
— Sim, você tem razão Remo, com licença preciso voltar para junto dos outros professores, porque não se junta a nós Remo? — Perguntou Dumbledore ao licantropo que pensou por alguns instantes antes de negar com a cabeça.
— Acho que vou ir para junto do Sirius e do James, sem contar que Tonks esta comigo e acho que prefiro passar a noite com ela. — Falou Remo para o diretor que assentiu como se concordasse com a idéia e assim deu as costas ao professor e foi para juntos dos outros professores da escolas que parecia ter uma conversa animada, menos Snape que estava um pouco distante.
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O resto da noite passou na velocidade da luz para os adolescentes que ficaram quase que a madrugada inteira se divertindo com as musicas que Helena (adulta) escolhera, os alunos mais novos da escola foram dormir antes mesmo das 01h00min da manhã e Dumbledore ficou feliz por isso e quando o mesmo cogitou na idéia de mandar todos para suas camas os outros professores pareceram se juntar para fazê-lo mudar de idéia e até mesmo Snape falou seu argumento surpreendendo até mesmo Alvo, já estava indo contra a idéia dos professores quando viu Ariana brincar alegremente com Colin Creevey, sabia que era errado fazer algo apenas porque queria deixar sua irmã mais nova feliz, mas até aquele instante não havia acontecido problema nenhum com os adolescentes da escola, eles pareciam estar mais interessados nas musicas e nas danças a ter que aprontar com seus companheiros ou companheiras.
Elliz só dançara metade de uma musica romântica com Al, mas durante o resto da noite mostrara as suas amigas e primas as coreografias que sua mãe lhe ensinara quando criança ou quando estava de férias da escola.
Já não havia quase nenhum adulto no salão quando as musicas acabaram e Cath inventou de fazer um karaokê no castelo, até mesmo Helena (adulta) que era uma das ultimas adultas a estar no salão entrou na brincadeira e cantou surpreendendo a todos.
Aos poucos ninguém mais cantava e por isso todos voltaram para seus quartos enquanto a noite se acabava, o salão ficou coberto do resto da decoração e copos descartáveis por toda parte e Dumbledore não querendo chamar os elfos naquela hora da noite decidiu limpar aquela bagunça com um único feitiço já que os elfos provavelmente já teriam lavado os pratos e talheres do jantar.
Após uma noite cheia de musica e diversão o castelo voltou a ficar em silencio.
Bom gente, confesso que nem mesmo tive coragem de ler os comentários que algumas pessoas me mandaram, provavelmente estavam querendo saber da fic e digo que estou dando o meu melhor. E um recadinho para as duas pessoas que estão me dando idéias para escrever que é o Ruan Ribeiro e a Milena Leithold e digo que ainda pretendo usar suas idéias kkk’, se não quiserem mais que eu use suas idéias por favor entrem em contato. Por favor gente, dê a opinião de vocês.