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3. Tento fazer amizade com Potter


Fic: The Bet


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Cheguei em casa indiscutivelmente cansada, abri a porta e joguei as chaves na mesinha do hall de entrada, sabia que Marlene estava ali, então não fiquei surpresa ao vê-la com duas caixas de pizza e uma grande garrafa de Coca para nós duas. Joguei-me no sofá ao seu lado encostando a cabeça no apoio de braços, suspirei aliviada. Minha melhor amiga me olhava, sabia que ela queria falar alguma coisa, mas fui mais rápida.


 


 Nem uma palavra. – Ameacei de olhos fechados.


 


 Não ia falar nada... – Mentiu, sabia disso, pois sua voz tremeu contendo um riso. – Quer pizza, Lilyzinha? Talvez melhore seu humor... É sua predileta. - Quatro queijos! Abri os olhos para encará-la, Lene sorria travessa, balancei a cabeça e sorri.


 


 O que está esperando para cortar o meu pedaço? – Ela riu cortando dois pedaços grandes. Entregou-me minha fatia enquanto comia a sua.


 


Ficamos assim, comendo em silêncio, não tinha percebido que estava com tanta fome até então. Apreciei cada mordida, irritantemente pensando em James Potter, ele só me importunou até àquela hora na sala, depois disso, nem chegou perto de mim. Não sabia o motivo de pensar nele daquele jeito. Vi Lene descansar o copo na mesinha de centro e me encarar, ainda estava com James na cabeça, então deixei que ela falasse, se não, ela não aguentaria.


 Como foi lá? Ah, fala! Quero saber... – Ela pediu implorando.


 


 Cansativo, Lene, por um momento pensei mesmo em ligar para você! – Respondi, vendo minha melhor amiga cair na gargalhada.


 


 Sabia! Sabia! – Cantarolou. – Então porque não me ligou? Eu largaria tudo para ajudá-la.


 


 Porque consegui colocá-los nos eixos. – Disse orgulhosa do meu trabalho. Marlene bateu palmas e eu fiz uma reverência rindo. – E o seu dia? Como foi?


 


 Monótono. – Deu de ombros. – Assustar crianças e matá-las de medo teria sido muito, muito melhor, mas me disseram que era só o primeiro dia e que com certeza irá melhorar. E assim espero... E o James Potter? – Perguntou com um sorriso no canto do rosto. Bufei colocando meu copo ao lado do dela na mesa de centro.


 


 Estava lá, me amparou quando cai e aí...


 


 Cair? Como assim?


 Não caí! Eu ia cair, e então ele me pegou bem na hora, mas só para me tirar do sério depois... – Expliquei irritada.


 


 Que lindo, Lily, ele é cavalheiro!


 


 Nem vem, Lene. – Interrompi. – Você não o conhece para dizer uma coisa dessas...


 


 Você também não o conhece! – Retrucou. – Pode ser que seja melhor do que você pensa. – Se levantando e espreguiçando, pegou as caixas de pizza vazias do chão. – Tenho que ir... – Caminhou até a porta se despedindo.


 


 Até. – Respondi me levantando também, Lene sorriu e saiu fechando a porta atrás de si. Ri balançando a cabeça, sabia que ela ainda estava com minha chave reserva e com certeza estaria sentada em minha cozinha tomando café da manhã comigo no dia seguinte.


Peguei os copos e os talheres que usamos e os levei para a cozinha para lavá-los e guardá-los. Ainda pensando em Potter e no que Marlene falara... Será que o julguei mal? Será que começamos com o pé esquerdo? Suspirei cansada. Lavei e enxuguei a louça, subi as escadas praticamente me arrastando para o banheiro, tomei um banho relaxante e me joguei na cama para dormir. Estava exausta, mas estava disposta a começar uma relação amistosa com Potter no dia seguinte, mesmo que isso fosse contra aos meus princípios.


 


[...] Depois de um café da manhã descontraído com Marlene – ri logo que desci à cozinha e vi nossa refeição pronta – fui para o trabalho. Estava bem cedo, mas era melhor do que chegar atrasada, ainda mais quando eu não tinha um veículo próprio. Assim que cheguei me dirigi para a sala dos professores, cumprimentando Alice Potter no caminho. Como ela era diferente do irmão e tão parecida ao mesmo tempo!?


 

Balancei a cabeça enquanto abria a porta da sala dos professores, lá estava James Potter conversando com outros dois professores: o primeiro tinha cabelos escuros e grandes, porém bem tratados, eu o vira de relance na manhã passada, já o segundo, tinha cabelos castanhos claros, magro e alto, este eu nunca vira antes. Tentei entrar despercebida, sem interrompê-los para pegar uma xícara de café, mas parecendo sentir minha presença, Potter virou-se para me encarar assim que a porta se fechou atrás de mim, à atitude dele fez com que os outros dois professores me encarassem também. Droga!




 Ah, olá professora Evans. – Disse um sorridente James. Tentei sorrir amigavelmente.




 Bom dia, professor Potter. – Respondi educadamente, o que fez com que erguesse as sobrancelhas ao ouvir o tom da minha voz.




 Ah, então você é a nova professora de quem todos falam? – Perguntou o primeiro que tinha cabelos compridos, isso fez com que Potter saísse do transe que me encarava e olhar para o amigo com um sorriso debochado no canto da boca.


 

 É a professora de História, pegou a turma 1302... – Riu-se Potter. – Coitadinha da ruivinha. – Contei mentalmente até dez para não responder nada mal educado, o segundo homem também parecia não ter achado aquilo engraçado e fazia uma careta quando respondeu.




– Sinto muito. – Disse o de cabelos curtos. – Eu também peguei essa turma, mas depois de muito custo consegui fazer com que eles se comportassem... Meu nome é Remus Lupin, sou professor de Inglês.




 Lílian Evans. – Sorri para ele, tentava ignorar a risada de Potter e do primeiro homem, mas sem conseguir controlar minha língua afiada, acrescentei. - Você é o único com educação nessa sala? Obrigada por se apresentar, Lupin. – O homem deu um sorriso sem graça, corando.




 Pode me chamar de Remus...




 Pode me chamar de Lily, então. – A forma como me apresentei para Remus Lupin chamou a atenção de Potter e do outro professor.


 Lily, apelido legal... – Comentou o professor ainda sem se apresentar, ergui uma das sobrancelhas quando olhei pra ele.


 


 Já você, pode me chamar de senhorita Evans ou professora Lílian. – Corrigi, fazendo-o ficar surpreso e mudo. Potter riu e olhou dentro dos meus olhos, meu coração disparou, fiz de tudo para não demonstrar. O que estava acontecendo comigo?


 


 E eu posso te chamar de Lily? – Perguntou com seu jeito arrogante. Pensei por poucos segundos, aquilo era absurdo, é claro que não podia!


 


 Claro. – Me ouvi dizendo com um sorriso malandro no rosto.


 


Potter não conseguiu esconder o espanto, arregalou os olhos para minha resposta, sabia que ele tinha certeza que diria o contrário. Algum tempo depois, sorriu, um sorriso sincero desde a primeira vez que o vira. Olhou para o amigo cujo nome ainda não sabia.


 


 Está vendo, Sirius? Posso chamá-la de Lily. – Disse ainda sorrindo. – Pode me chamar de James, Lily.


 


 Assim você me magoa, senhorita Evans. – Sirius fingiu estar magoado. – Por que não posso chamá-la de Lily também?


 Afinal, quantos anos vocês têm? Como conseguiram emprego? – Não consegui refrear minha língua mais uma vez, Potter riu e ergueu uma das sobrancelhas. – O que foi, James?


 


 Na-nada... – Gaguejou fazendo-me rir. Passei entre os três homens, peguei um copo descartável e me servi de um pouco de café. – Bem, tenho que ir. – Anunciei indo para a porta.


 


 Você não vai querer beber isso... – Potter, Remus e Sírius falaram olhando para meu copo, suspirei, resolvi não fazer perguntas quando joguei o copo no lixo.


 


 Acho que vocês também deveriam ir para suas salas. – Falei saindo sem encará-los. Segui pelo corredor que levaria para minha sala, sentei em minha cadeira aguardando a turma da sexta série. Pensei em James gaguejando pela primeira vez comigo, estava até começando a achar que poderíamos nos tornar bons amigos, mas estava tão enganada...


Liberando a turma da quinta séria para o recreio vi uma briga no meio do corredor, fui até lá para aparar os dois alunos, ao mesmo tempo em que James fazia o mesmo. Sim, já estava me acostumando a idéia de chamá-lo pelo primeiro nome. A única coisa que achava que não sabia sobre ele, era qual disciplina ensinava. Chegamos no momento em que os dois alunos começariam a se bater. Meu segundo dia e já estava impedindo uma briga! Segurei um aluno de minha turma enquanto James segurava o outro.


 


 O que está acontecendo aqui? – Perguntamos ao mesmo tempo, com James me olhando de canto de olho. Quem respondeu foi o aluno que ele segurava, ainda tentando agarrar o outro estudante.


 


 Esse idiota disse que você é um péssimo professor! – O menino respondeu. – Disse que só sabe fazer nada! – James me olhou de testa franzida enquanto o aluno que eu segurava se manifestou.


 


 Só porque ele se intrometeu na minha conversa! Disse que a senhorita era careta de mais... Quem fala o que quer escuta o que não quer, não é esse o ditado? – Queria rir daquela situação, mas James tinha de abrir a boca e estragar tudo.


 Ah, mas todos nós sabemos que eu não sou assim, não é mesmo? – Sorriu para os alunos. – Sou o professor mais legar e Lily é um pouco irritadiça... – Sussurrou a ultima parte de forma que todos os que estavam perto puderam escutar. Soltei o garoto enquanto cruzava os braços encarando aquele projétil de professor.


 


 Ei, ei, quem disse isso? – Indaguei com raiva, ele riu.


 


 Está vendo? – James piscou para o garoto, fazendo não só ele mas todos os outros rirem.


 


 James Potter! O que quer dizer com isso? Está insinuando que você é melhor do que eu?


 


 Ora essa! Admita pelo menos que você é um pouco careta... – Confirmou Potter.


 


– Não sou careta! – Exclamei indignada. – Você que é muito arrogante.


 

James soltou o garoto, provavelmente por causa da nossa discussão, as crianças esqueceram que elas que deviam estar brigando. Nos encaramos, e mesmo que ele fosse bem mais alto do que eu, não podia levar esse fator como vantagem, pois eu nunca fraquejaria.




 Não sou arrogante! Você que é a pessoa mais irritadiça que já tive o desprazer de conhecer em toda a minha vida.




 Até parece que você conhece tantas pessoas assim, senhor Sou-Melhor-Em-Tudo!– Retruquei com raiva. – Nunca saiu de Londres, nem uma única vez!




 Ah, e você me conhece há bastante tempo, senhorita Metida-A-Ser-Certinha – Ironizou Potter, revirando olhos.




 Achei que podia ser sua amiga. – Atirei contra ele. – Mas estou vendo que estava errada, você é o cara mais imbecil que já conheci! E que deve ensinar algo muito irrelevante para dizerem que você não quer nada! – Potter me fuzilou com os quatro olhos que tinha, enquanto me mantinha firme.


 E você que ensina a matéria mais chata de todos os tempos? História? História é para os fracos. Quero ver você ficar duas horas pendurada em uma barra para poder passar em um exame. – Berrou tanto que ficou vermelho pelo esforço.


 


 Se não fosse pela História, você nem ao menos existiria! Aposto que você teve de estudá-la para poder ensinar, seja lá o que leciona. – Falei calmamente, minha postura irritando ainda mais o Potter, que furioso, se aproximou mais de mim.


 


 Ah é? E quem lhe garante isso? – Nós estávamos a apenas cinco centímetros de distância agora.


 


 Argh! E eu pensando que você teria maturidade suficiente para ser meu amigo, mas só agora eu vejo o quanto eu estava enganada! Você é... – Diria que ele era tão criança quantos os alunos da escola, mas queria as crianças do meu lado, e não do dele.


 


 E você é sempre cheia de “EU” – Debochou. – Não sabe falar em conjunto como “Nós” e “Todo mundo”?


 


 Infantil. – Retorqui.


 


 Egoísta.


 


 Idiota.


 


 Chataa. – Falou demoradamente.


 


 Preguiçoso.


 


 Maluca...


 


 Criança.


 


– Gorda. – Por incrível que pareça, bastou somente essa palavra para me tirar do sério, de vez.


 


 Professores! – Chamaram os alunos que observavam nossa briga, por um instante esqueci que estavam ali, mas estávamos com tanta raiva um do outro que olhamos para eles e gritamos um: “Calados!” Em uníssono.


 


 Senhores. – Uma voz conhecida disse às nossas costas, fiz uma careta ao mesmo tempo em que Potter, e nos viramos para olhar envergonhados para a diretora. – O que está acontecendo aqui? – Potter abriu a boca, porém, eu fui mais rápida.


 


 Nada. – Respondi tentando fazer cara de santa. Alice ergueu uma das sobrancelhas, balançou a cabeça suspirando. Parou na nossa frente, mas antes de dizer qualquer coisa para nós, ordenou que os alunos voltassem para a aula.


 


 Saibam que escutei a briga de vocês. – Começou ela. – Seja lá o motivo que desencadeou essa discussão, peço que a deixe para fora dos portões desta escola. – Nunca imaginara que ela podia falar assim, talvez agisse dessa forma por que realmente passamos dos limites. – Aqui vocês são profissionais, entenderam?


 


 Sim, diretora. – Respondemos juntos mais uma vez. Alice nos lançou outro olhar decepcionado antes de partir sumindo de vista.


 


Olhamos um para o outro fazendo careta, dei as costas para ele para entrar em minha sala, quando ele perguntou:


 


 Ainda posso te chamar de Lily?


 


 Não!


Mais tarde, depois de liberar minha ultima turma um pouco mais cedo, fui de sala em sala procurar por Potter, queria descobrir o que ele ensinava, contudo, não o encontrei no prédio. Já havia desistido quando escutei sua voz, então me dirigi para o ginásio e lá estava ele, apitava um jogo de basquete, o que deixou mais do que obvio que dava aula de Educação Física. E pelo pouco que vi, ficou claro que não era nem um pouco preguiçoso, na verdade, parecia bem bonito, digo, profissional.


 


Odiava estar errada, e me peguei pensando mais uma vez se o julgara precipitadamente, mas nunca admitiria isso. Para minha surpresa ele se virou de repente, mas, antes que me visse, saí da quadra sem dizer nada. Não podia demonstrar o quanto me abalara vê-lo daquele jeito. Amanhã eu o trataria do jeito de sempre, antes da discussão, do jeito que nos conhecemos.


 

 


 



 


 


 


 




 


 


 


 

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Comentários: 1

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Enviado por Lana Silva em 27/01/2013

Opa Lily é onda demais. Ela e o James brigando assim ? Nossa, Alice já deixou claro que não quer isso ai, acho que por isso também que eles vão apostar... Sei lá, mas acho que vai ser engraçado os dois disputando algo e convivendo. Ahhh Lene é uma onda e o Sirius, nossa amo meu Six. 

Bjoos! 

Nota: 5

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