POV George
Estou começando a ficar preocupado. A Roxélia me afeta! Em todos os sentidos da palavra. E você não vão acreditar no mico que ela me fez pagar no jantar: agir como uma mulher.
Você estava pedindo. Ninguém mandou me tratar mal!
Eu não te tratei mal. Tenho certeza que se um cara invadisse sua mente e começasse a falar merdas você também surtaria.
Bem... pode até ser, mas eu não estou falando... fezes.
Agora ela é educada! Só o que me faltava também... aff. Bem, acho melhor deixar vocês a par dos recentes acontecimentos:
1_ Eu sou um enviado dos céus chamado Escolhido.
2_ Fred, estranhamente, também é um enviado dos céus que deve salvar o mundo.
3_ Hermione é... digamos que não tão humana quanto parece. E o fim do mundo está nas mãos dela (é, eu engasguei nessa parte).
4_ Fred é apaixonado por ela por um milhão de motivos: um deles é que ele é o único capaz de protegê-la do demônio (foda, né?). E outro, eu tenho certeza, é porque ela é gostosa (só não diga isso a ele).
5_ Eu tenho de garantir que ele conquiste Hermione e passe o maior tempo possível com ela, para impedir que o demônio a capture.
6_ Eu, sabe-se lá como, sou o único capaz de garantir que Fred consiga protege-la.
7_ Tem um tal de Servo que já está querendo capturar a Hermione, e, por enquanto, sou o único que pode detê-lo (é, sou TOP).
8_ Essa profecia se realiza uma vez por milênio. E até hoje demônio nenhum consegui me vencer (SOU FODA).
Foi só isso que a Roxélia me disse. E agora eu estou passando a noite em claro ouvindo o Fred gemer o nome da Hermione enquanto dorme. Sabe, é meio difícil pregar os olhos quando se descobre que é uma espécie de anjo guerreiro em Terra com a missão de destruir demônios e salvar o mundo. Mas é legal. Bem, provavelmente você não tem a mínima ideia do que eu estou sentindo agora, já que não é um enviado dos céus com a missão de Salvar o mundo das garras do demônio (não me canso de dizer isso!), mas é mais ou menos assim: pela primeira vez na vida sinto como se tivesse responsabilidade de alguma coisa. Bom, eu já tive de ser responsável um milhão de vezes... mas nunca levai a sério. Não é o estilo George Gostosão Weasley, se me entende. Eu apronto todas e não estou nem aí se tiver de assumir as consequências, já que costumam ser uma azaração, um beliscão e um castigo. Mas agora a consequência é o fim do mundo. E isso me preocupa.
Se fosse para o mundo acabar, eu iria querer que fosse numa invasão alienígena fodastíca, com bombas de ácido, tiros, bolas de fogo caindo nas nossas cabeças, abdução, lavagens cerebrais em presidentes... etc e tal. E não simplesmente porque eu cometi um erro. E eu também não acho que seja... bem, não sei, algo de ruim da minha parte. Até parece que você não sente o mais remoto desejo de ver uns ETs, alguns discos voadores e bolas de fogo. Tá vendo? Todo mundo que um pouquinho de ficção cientifica no fim do mundo. Ia ser muito paia se o mundo acaba-se porque um ruivo sexy fez merda. Mesmo que esse ruivo seja realmente sexy e sedutor...
Ah, por favor, fecha essa matraca! Não vai dar errado, estou aqui para ajudar. E não pense que eu quero fazer isso...
Então você é tipo... uma consciência de anjo?
Bem, é... acho que se pode dizer assim. Eu fui um anjo um dia, mas isso não importa mais agora...
Eu sou um anjo?
Não! Com certeza, não! Você tem a mente mais humana e patética que já tive o desprazer de habitar.
Agora magoou...
E a Roxélia parou de responder, que beleza! Mas vou ignorar esses momentos de silêncio dela, é o que tenho feito desde o começo pra ser sincero. Suspirei e virei para o outro lado da cama, encarando a parede mofada.
– É, George Weasley, chegou a sua vez de salvar o mundo – sussurrei para a parede e fechei os olhos.
Teria sido um momento bem dramático se Fred não tivesse resolvido soltar um ronco de porco. Eu queria que estivesse tocando uma música bem dramática do Eminem ao fundo (n/a: eu amooo o Eminem, então resolvi que seria legal se o George gostasse das músicas dele na fic, se não conhecem o trabalho dele, ouçam Not Afraid ou Cinderella Man, vão amar). Fechei os olhos, mas a imagem de um demônio de sombras saindo da parede e cortando minha garganta com uma faca me manteu de olhos arregalados pelo resto da noite. Felizmente, nada saiu das paredes por toda a madrugada. Fiquei simplesmente olhando para a parede e ouvindo a sinfonia nada agradável de roncos do Fred, acredite, foi a coisa mais chata que já fiz em toda a minha vida.
Fiquei tão desesperado que tentei puxar papo com a Roxelle, mas ela aparentemente decidiu que já me assustou o suficiente por um dia só (o que não deixa de ser uma verdade). Fiquei lá parado pensando em Hermione e no que a Roxélia tinha dito sobre ela... bem, não sobre ela exatamente, mas sobre o que ela era. A palavra que a mulher maluca que mora no meu cérebro tinha dito não conseguia sair dos meus lábios, principalmente se fosse para me referir a Hermione. Hermione simplesmente não podia ser esse tipo de pessoa, ou criatura, ou coisa, o que seja! Simplesmente não podia... era contra a lógica que eu conhecia. Quer dizer... eu sou um guerreiro celeste e tenho uma Roxélia na mente. Isso também vai um pouco contra a lógica em que eu acreditava até hoje de manhã... mas a situação de Hermione é meio demais comparado a isso. Até por que se ela for, bem... o que a Roxélia diz que é, ela com certeza não agiria da forma que age. Ela não seria legal, nem simpática... e pra ser sincero nem teria sentimentos. Aquilo me assustava. Me afundei ainda mais nas cobertas, e senti uma forte pena de Hermione. Na verdade, meu coração doeu... se ela fosse mesmo aquilo devia enfrentar uma barra em casa. Ainda mais se sua família for a mesma coisa que ela é! Mas... esse tipo de criatura tem família?
....
O.K, Roxy querida, minha amada, inquilina da minha mente, construtora do meu caminho... você poderia por um mínimo se quer de consideração responder a minha pergunta?
Já que você também teve um pouquinho de educação... Sim, existem famílias. Mas os mais jovens como Hermione não costumam conhece-los antes dos 15 anos, até para a própria proteção.
E... existem muitos deles, aqui na Terra?
Hm... mais ou menos. A maioria vai direto para o Inferno, mas alguns, a minoria pra ser sincera, fica na Terra. Eles até ajudam a proteger vocês, humanos, de outros demônios. Devia ficar agradecido ao invés de ter medo.
Não estou com medo! Só acho que... é estranho. Eu não fazia ideia de que esse tipo de coisa existia de verdade. Esse tipo de gente.
Ahã, sei... mas, vocês seres humanos deviam ao menos desconfiar desse tipo de coisa! Se um anjo é capaz de cometer um pecado e enfurecer o senhor dos céus é claro que ele vai ser jogado na Terra, lar dos homens. Eles acabam sendo mais úteis aqui do que lá em cima. Os pais de Hermione Granger foram esse tipo de anjo, eles cometeram um... erro grave. Então foram mandados para a Terra. Eles são anjos caídos, tiveram sua realidade completamente modificada. Agora protegem os homens caçando demônios. Dizem ser apenas Caçadores! Mas, bem... é complicado explicar.
Que é complicado de explicar?
Tem muita coisa por trás desse negócio de anjo caído as quais vocês seres humanos não fazem nem ideia. E esse não é assunto para um ser como eu discutir como uma criatura inferior como você, humano.
Eu não sou inferior porra nenhuma! Você que é uma bastarda inglória que fica enchendo o raio do meu cérebro com essa merda toda.
...
Acho que não preciso dizer que ela não falou mais comigo até o sol nascer. E bem... acho que agora só me resta arrumar algum jeito de contar ao Fred que o amor da vida dele é um anjo caído. E, não, isso não vai ser nem de longe tão fácil quanto parece.
Espero que tenham gostado, essa foi a primeira resposta. Hermione é um anjo caído. Ainda tenho de dar outras respostas e fazer muito mais suspense com essa fic. Espero que tenham gostado, e agora, com capítulos menores, vou postar MUITO MAIS RÁPIDO. Acho que vocês gostaram bastante da informação. E, se querem algum acontecimento especial na história, é só me dizer. Estou aberta para considerar a opinião de vocês. Também tenho escrito outras fics, se quiserem ler, é só ir no meu perfil. Beijos e ate. E mil agradecimentos para Mayara Picoli, Thomas Cale e Neuzimar de Faria. Eu nem escreveria mais se vocês não comentassem.