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ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

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7. De volta ao passado


Fic: Amor, tempo e destino: três coisas que podem mudar uma vida


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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N.A.: Finalmente consegui terminar o cap. Espero que vocês não queiram me matar pela demora. Enfim espero que a demora seja compensada pelo cap, só um último aviso antes de deixar meus queridos leitores em paz, este cap contém NC, se você não gosta, não diga que eu não avisei. Boa leitura a todos. ^^


 


Olhei a atentamente e vi que meu vira-tempo tinha quebrado. Desesperei-me ao ver a situação em que me encontrava. Estava perdida no tempo e não tinha meios para voltar. Antes que pudesse ter tempo pra me disfarçar, uma voz me fez virar suspresa.


- Kammy!


- Lily!


Já falei que ela sabe de toda a minha vida, né?


Ela estava diferente do que me lembrava. Somente lembrava dela usando o uniforme e no momento usava uma roupa leve e solta que lhe davam um ar angelical.


- Você está diferente!


- Claro, Kammy. Eu não sou mais uma estudante, né?


- Como assim?


- Nós estamos em 1978.


- Quê?


- Você tá bem? – ela parecia preocupada.


- Meu vira-tempo quebrou. Era pra eu estar em 77.


- Pense pelo lado bom, você só errou um ano – ela piscou para mim.


Ela mudou com a influência de James.


- Ainda bem que foi você que me encontrou – eu a abracei forte. Estava morrendo de saudades.


- Você chegou na hora certa – ela sorriu enigmática – Eu vou me casar com o James.


Meu queixo caiu. Não acreditava que veria esses dois se casando.


- Você será minha madrinha, como prometeu – seus olhos brilhavam – Quer dizer, você aceita?


- Claro que aceito – sorri sincera – E quem será meu acompanhante no altar?


- Sirius.


Minha pernas tremeram.


- Só que ele não está muito satisfeito com você.


- Como assim? – eu não estava entendendo nada.


- Você não se lembra? – diante da minha negação, ela continuou – Vocês terminaram um pouco antes do sétimo ano acabar – ela deu uma pequena pausa para respirar – Ele ficou super mal, não queria nem ir a formatura. Depois do James ter insistido tanto, ele acabou indo e se embebedou... – Evans terminou a última frase muito rápido – e transou com a Bellatrix.


Era ótimo saber que eu era responsável pelo nascimento da minha melhor amiga e da minha pior inimiga.


- Você está bem?


- Como você acha que estou? É ruim saber das conseqüências de seus próprios atos.


- Como assim?


- Eu já interferi demais.


- Até quando pretende ficar?


- Muito mais tempo do que você imagina.


Não sabia o quanto essa decisão iria mudar a minha vida.


Mudei minha aparência mais uma vez e segui com Lily para a casa dela. Assim que chegamos, James abraçou a ruiva e depositou um beijo em seus lábios. Ele tentou, em vão, impedir-me de entrar.A cena com que me deparei me fez perder o chão. Sirius beijava McKinon até perceber minha presença.


- Dark? – ele estava pálido.


Levei minha mão à cabeça. Era uma forte pontada na mesma. Vi meu mundo girar, ao mesmo tempo em que vi imagens difusas surgirem diante dos meus olhos. Era a mesma cena que acabei de presenciar, mas o fundo era Hogwarts e não a casa do Prongs.


Vi Black correr em minha direção antes de perder a consciência.


- Você sempre a preferiu, não é mesmo? – Marlene falou alto, sua voz não revelava raiva e sim mágoa.


- Lene, eu... – o moreno não sabia o que fazer.


Estava comigo em seus braços e olhava para a morena sem saber o que fazer.


- Acho melhor vocês conversarem outra hora – James falou mais para a garota do que para o amigo.


McKinnon saiu pisando duro magoada com Black, enquanto o mesmo subiu as escadas, levando-me para o quarto, com James em seus calcanhares.


- Por que você não me avisou que ela viria? – Sirius estava sentado na cama ao meu lado.


- Nem eu sabia, Pad – Prongs colocou a mão em seu ombro – Aparentemente ela cumpriu a promessa.


- Que promessa? – estranhou Black.


- De ser madrinha do meu casamento com a Lily.


- E você não me fala nada.


- Eu não sabia se ela viria. Como poderia ter falado?


- Ok, você venceu – ele deu um sorriso triste – O pior é que eu sempre a deixo escapar por minhas próprias mãos.


- Se você realmente a ama, lute por esse amor.


- Eu não sei se esse amor é o suficiente.


- E desistir dela é o certo? Pense nisso! Eu vou lá ajudar a Lily.


James deixou a pergunta pairando sobre a cabeça de Sirius. Ele fazia cafuné em minha cabeça, como se velasse o meu sono.


Abri meus olhos devagar, acostumando-me com a claridade.


- Sirius! – exclamei surpresa ao ver que ele estava ao meu lado.


- Você está bem? – ele parecia preocupado.


- Na medida do possível – sorri levemente.


Muito me agradava à idéia dele ter largado McKinnon pra ficar ao meu lado.


- Desculpa?


- Pelo quê?


- Por sempre te magoar, por te deixar triste e principalmente por te afastar de mim.


Era a coisa mais linda que ele já tinha falado.


- Você não me deve desculpas. Nós dois erramos e pagamos pelas conseqüências.


- Eu insisto, desculpe-me?


- Tenho uma idéia melhor. Vamos apagar o passado e recomeçar de novo?


Ele sorriu e beijou-me a testa. Considerei isso como um sim.


- Até quando você vai ficar?


- Mais tempo do que você imagina – sorri levemente.


- Espero realmente que sim.


Em seguida ele beijou-me apaixonadamente fazendo-me perder o chão. Não lembrava o quanto era bom beijá-lo, não conseguia ficar muito tempo sem seus toques.
Os dias foram se passando e o casamento se aproximava cada vez mais. Logo chegou o tão esperado dia.


Já estávamos a certo tempo na igreja. Por Lily ter descendência trouxa, ela e James decidiram se casar a moda trouxa. Olhei para James com um meio sorriso. Ele estava visivelmente nervoso, parecia que teria um acesso se Lily não aparecesse logo. Sirius enlaçou sua mão na minha no mesmo instante em que uma música começava a tocar.


A porta da igreja se abriu e por ela entrou Lily, acompanhada de seu pai, o sr Evans. Seu vestido era um tomara-que-caia branco, com umas pérolas no busto, a cauda era longa. A tiara prendia o véu que caia delicadamente pelo seu rosto. Para completar, ela usava luvas brancas que iam até seus cotovelos. Nas mãos, ela segurava um buquê de lírios brancos.


James olhava petrificado para a garota que caminhava em sua direção. Assim que ambos chegaram ao altar, o sr Evans apertou a mão de Potter e entregou a filha para ele. O moreno beijou sua testa e disse baixinho, antes de ambos caminharem para o altar.


- Eu te amo.


- Eu também te amo.


Os dois finalmente chegaram ao altar e o padre iniciou a cerimônia.


Encostei minha cabeça no ombro de Sirius. Não agüentava mais o falatório sem fim do padre. Era uma das coisas que eu mais odiava no mundo trouxa.


- James Potter, aceita Lily Evans com sua legitima esposa prometendo amá-la e respeitá-la na alegria e na tristeza, na saúde e na doença até que a morte os separe?


Uma fina lágrima escorreu pelo meu rosto. Sabia que James honraria aquelas palavras até o fim.


- Aceito.


- Lily Evans, aceita James Potter com seu legitimo esposo prometendo amá-lo e respeitá-lo na alegria e na tristeza, na saúde e na doença até que a morte os separe?


- Aceito – disse Lily com os olhos brilhando.


- Sendo assim, eu os declaro marido e mulher. Pode beijar a noiva.


Potter levantou o véu devagar encarando os orbes verdes que tanto amava. Ambos fecharam os olhos esperando o contato que os uniria para sempre. O beijo foi calmo, apaixonante e revelava todo o carinho, ternura e amor que sentiam um pelo outro.


Na saída, todos jogaram arroz neles (N.A.: Se não é arroz é algo parecido). Ambos sorrindo felizes, como se não houvesse uma guerra lá fora.


A festa correu bem, na medida do possível. Acabei tendo que ir pra casa do Sirius, enquanto James e Lily estavam de lua-de-mel.


- Linda a vista, não é? – Potter abraçava a ruiva, sendo que ambos olhavam a vista da sacada do suíte.


Eles escolheram passar a lua-de-mel nas ilhas gregas.


- E o melhor de tudo é que você está aqui comigo – Evans aconchegou-se ainda mais nos braços do moreno.


- Você veio pra ver a vista ou curtir seu marido, hein? – disse ele com um sorriso maroto.


- Acho que fico com a vista – disse Lily para provocar.


Prongs cruzou os braços, visivelmente irritado.


- Já que você prefere a vista... – ele ia entrar no quarto quando sentiu a ruiva segurando seu braço.


- É óbvio que prefiro você, seu bobo.


A ruiva nem deu tempo para ele responder, pois no instante seguinte beijou-lhe os lábios.


James abraçou a ruiva, trazendo-a para dentro do quarto. O beijo foi ficando mais forte e intenso. O moreno desceu a trilha de beijos pelo pescoço da amada, fazendo a mesma se arrepiar com o toque. O maroto abriu o vestido dela ainda a beijando. Ele ia se afastar, mas Lily o puxou pela nuca e os lábios voltaram a se encontrar. As mãos da garota estavam na camisa do moreno, que logo foi tirada pela ruiva. Em meio a beijos e carícias, as roupas foram sendo tiradas e James a fez sua para sempre.


 


 


 


Faz tanto tempo que não escrevo, não é?


Bem, é que aqui não tenho problemas a resolver e não tenho que fugir da realidade. Pode parecer incrível, mas já estou quase um ano aqui. Estou super feliz e não penso em voltar tão cedo, afinal para que voltar se posso ficar mais?


A Lily descobriu que tá grávida! Sabe o que é isso? G-R-Á-V-I-D-A... Eu vou poder acompanhar de perto a gravidez dela, ver o Harry nascer... *-*


Se for um sonho eu não quero acordar mais.


O Prongs não cabe em si de felicidade. O Sirius também. Pelo fato dele ser o padrinho e de ter a minha companhia.


A Lils até se ofereceu pra consertar o meu vira-tempo. Agora quem não quer voltar sou eu! Quero ver o Harry nascer, andar, falar suas primeiras palavrinhas.


 


 


 


- Dark?


 


 


 


Ops! Sirius me chamando pra reunião da Ordem. Isso não é demais? Eu estou na Ordem da Fênix! Depois eu volto, ok?


 


 


 


Guardei esse pergaminho com cuidado e desci ao encontro de Sirius. Ele estava lindo como sempre. Já disse que eu amo esse cachorro?


- Demorei?


- Claro que não! – ele sorriu maroto.


Só depois percebi que ele estava olhando para o decote da minha blusa.


- Não vai quer chegar atrasado, não é, sr Black?


- Claro que não, sra Black.


Nós dois rimos e aparatamos para o local da reunião.
Assim que chegamos, fomos ao encontro de nossos amigos, que já estavam lá, inclusive a Lily e o Prongs. Logo em seguida, Dumbledore começou a falar.


- Agradeço a todos que continuam participando das reuniões – o bruxo sorriu amavelmente – Como já foi salientado, nosso planos são simples: impedir a ascensão de Voldemort, embora a execução não seja fácil.


O bruxo falou por mais um tempo e em seguida deu missão a todos. Eu, Lily, Sirius e James iríamos vigiar a família Malfoy, especialmente Lucius, que acabou de se casar com Narcissa, a prima de Sirius.


No dia seguinte, nós quatro estávamos na Espanha, vigiando-o. Obviamente disfarçados. Lily estava morena, eu ruiva, James loiro e Sirius somente mudou o corte, mas mesmo assim ainda babava por ele.


Já estávamos há dias observando-os. Até agora nada de errado. Aparentemente devo acrescentar, porque estamos falando de um Malfoy, nunca se esqueça disso. Tivemos alguns pequenos contratempos, que dizer, a Lily teve. Enjôos, tonturas, desejos repentinos... Coisas normais para uma grávida.


Não me pergunte por que minha barriga não cresceu e por que meu filho não nasceu. Eu não faço a mínima idéia. Já estava perto do Natal quando voltamos a Londres, quase sem sucesso na missão pois descobrimos que Voldemort estava atrás de alguns bruxos estrangeiros e mandou Malfoy para lá, com a desculpa de estar em lua-de-mel.


A ceia de Natal daquele ano foi na Potter’s. Toda a Ordem compareceu. Fizemos um amigo oculto entre nós, que foi muito divertido. Aquele foi o melhor Natal que eu poderia ter tido. Não me sentia feliz desse jeito há tempos.


Quando tudo está as mil maravilhas nem percebemos o tempo passar. Somente percebi quando a barriga de Lily começou a crescer. Era o fruto do amor deles que desenvolvia. Até que a aparente felicidade começou a desabar. Em meados de maio, Dumbledore os chamou para conversar.


Já suspeitava o teor da conversa, porém esperava estar errada. Minhas suspeitas se confirmaram ao ver os rostos fechados e preocupados de meus amigos.


Os dias seguintes foram uma tortura para mim. Ver Pettigrew cara a cara e não poder fazer interferir era um suplício. Tinha vontade de mandar o bom censo pra p*** que p**** e mudar o rumo da história para sempre, mas o pouco juízo e razão que ainda restavam em mim me impediam. Os dias eram longos e tortuosos. Além de Voldemort, ainda tinha a expectativa do nascimento do Harry.


Era uma madrugada fria e chuvosa quando Harry nasceu. James nos despertou chamando-nos para ver o recém-nascido. Arrumamo-nos às pressas e corremos para o hospital.


Assim que chegamos, James nos esperava no berçário, juntamente com Remus. Vê-lo tão pequeno e tão frágil me fez chorar, ainda mais sabendo o que o destino lhe reservava. Ele ainda não tinha uma hora de vida e já mostrava semelhanças com o pai.


Sirius me abraçou e secou minhas lágrimas delicadamente. Senti-me protegida e vulnerável em seus braços. Agora sabia de onde vinha toda a afeição que senti desde a primeira vez que supostamente o vi.


Desde que Lily saiu do hospital, passávamos a maior parte de nosso tempo na casa dos Potter. Ajudando a cuidar do pequeno, que já não era mais tão pequeno assim. Afinal, cindo meses já haviam se passado. Era uma manhã fria de inverno quando Harry foi batizado. Mais uma vez tive que agüentar o falatório o falatório interminável do padre e mais uma vez acomodei-me nos ombros de Sirius.


Até que não demorou muito. Logo estávamos na casa dos Potters. Acreditem, eu era madrinha do Harry. O pouco juízo que me restava parecia finalmente ter me abandonado. Até que ele resistiu bravamente.


Novamente o Natal foi na casa do Prongs, mas desta vez somente os mais íntimos estavam presentes. Fiquei horas brincando com Harry e seus presentes de Natal, afinal depois de mais uma missa eu merecia uma folga. Sirius se juntou a mim. Era impossível dizer qual dos dois era mais criança.


- Que espécie de madrinha é você? – Sirius perguntou, ainda brincando com Harry. Eu não estava entendendo nada, Sirius dever ter percebido, pois logo acrescentou. – Que dorme na missa do batizado de seu afilhado, hein?


- Sempre odiei as missas trouxas.


- Esse seu lado eu não conhecia. – ele sorriu maroto.


- Há muitas coisas que você não conhece, sr Black.


- E estou louco para descobrir.


Eu notei as segundas intenções contidas na frase dele.


- Vocês não podem seqüestrar o Harry – Remus apareceu na sala em que nos estávamos.


Ele aproximou-se sorrindo e pegou Harry no colo. Percebi pelo olhar de Sirius que ele já desconfiava de Lupin. Tinha mais uma chance de mudar tudo e mais uma vez desperdicei. Vi meu afilhado crescer rapidamente. Era estranho pensar em Harry assim. Vê-lo crescer, engatinhar, andar... Tudo isso em um ano. Pois mais cedo do que imaginei chegou o dia de seu aniversário.


Suas semelhanças com James estavam mais acentuadas. Estava um homenzinho nas roupas que Lily colocou. Peguei o pequeno no colo e senti meus olhos se encherem de lágrimas. Vê-lo tão saudável e feliz cortava-me o coração ainda mais sabendo o destino terrível que o aguardava.


Durante a festa pude perceber que o clima de desconfiança já se instalara e o pior de tudo: eles desconfiavam da pessoa errada. Além de todas as minhas angústias e preocupações eu também estava sentindo pena do Remus. Ele parecia tão solitário e deslocado. Não agüentei mais a situação. Fui até ele e o abracei. Ele somente retribuiu, pois não foi capaz de expressar em palavras a gratidão que sentia.


Senti um par de olhos gravadosem nós. Nãopreciso dizer que era Sirius. Era um misto de ciúmes com desconfiança. Os dias foram se passando e eu tentava a todo custo mostrar a Sirius que o lobinho era inocente.


- Padfoot, você não pode desconfiar do Moony. Ele nunca deu motivos.


- Hoje não.


Ele foi até o rádio e o ligou. Estava tocando uma das minhas músicas preferidas.


 


These wounds won‘t seem to heal
This pain is just too real
There‘s just too much that time cannot erase

When you cried I‘d wipe away all of your tears
When you‘d scream i‘d fight away all of your fears
And I‘ve held your hand through all of these years
But you still have all of me


 


- Eu não esqueci – ele sorriu e me entregou um buquê de rosas.


- Ãn?


- Seu aniversário.


Meu queixo caiu. Eu não fazia a mínima idéia como ele ainda se lembrava que hoje era meu aniversário, afinal, Sirius sempre teve memória fraca para datas.


Quando a nova música começou a tocar, ele me puxou para dançar.


 



It‘s too late baby, there‘s no turning around
I‘ve got my hands in my pocket and my head in a cloud
This is how I do
When I think about you
I never thought that you could break me apart
I keep a sinister smile in a hole in my heart
You want to get inside
Then you need to get in line
But not this time

Cause you caught me off guard
Now I‘m running and screaming

I feel like a hero and you are my heroine

I won‘t try to philosophize
I‘ll just take a deep breath and I‘ll look in your
eyes
This is how I feel
And its so so real
I got a closet filled up to the brim
With the ghosts of my past and the skeletons
And I don‘t know why
You‘d even try
But I won‘t lie

You caught me off guard
Now I‘m running and screaming

I feel like a hero and you are my heroine
Do you know that your love is the sweetest sin?

And I feel a weakness coming on
Never felt so good to be so wrong
Had my heart all locked down
And then you turned me around
I‘m feeling like a new born child
Every time I get a chance to see you smile
It‘s not complicated
I was so jaded

And you caught me off guard
Now I‘m running and screaming

I feel like a hero and you are my heroine
Do you know that your love is the sweetest sin?

And I feel a weakness coming on
Never felt so good to be so wrong
Had my heart all locked down
And then you turned me around
I‘m feeling like a new born child
Every time I get a chance to see you smile
It‘s not complicated
I was so jaded


 


Assim que a música terminou, ele beijou meu pescoço. Típico dele, atacar o ponto fraco. Ele puxava a alça da minha blusa, deixando-o a mostra ao mesmo tempo em que me prensava contra a mesa.


- Cansou da parede?


- Descobri que outros lugares também são interessantes.


Ele desceu suas mãos pelo meu corpo enquanto seus lábios afoitos devoravam os meus. O moreno mordeu meu pescoço ao mesmo tempo em que apertava meu bumbum, causando-me um arrepio de prazer.


Ele ergueu-me do chão e me colocou na mesa para logo em seguida encaixar-se no meio de minhas pernas. Eu enlacei minhas pernas em volta de sua cintura, prendendo-o. Ao passo que ele apertava minhas coxas por debaixo da saia.


Novamente nossos lábios se encontraram e pude perceber a quantidade de roupas que nos separava. Sirius também percebeu, pois assim que nos separamos, ele aproveitou o momento para tirar minha blusa, deixando-me somente de sutiã. Ele sorriu maroto e voltou a morder meu pescoço causando mais arrepios.


Minhas mãos entraram por baixo de sua blusa e arranhava suas costas devagar ao mesmo tempo em que ele tirou meu sutiã e sugou um de meus seios. Dei um leve gemido e puxei sua blusa para cima finalmente a tirando. Eu o atraí para mim com força e o beijei intensamente finalmente sentindo o contato entre nossas peles.


Ficamos minutos nessa posição até que senti as mãos de Black subindo pelas minhas pernas. Seus dedos logo encontraram o que procuravam: o centro de meu prazer. Meu gemido foi contido por um beijo de Sirius, que intensificava os movimentos. Sorri marotamente assim que nos afastamos. Logo estava provocando-o da mesma maneira que ele fazia comigo.


Não demorou muito pra que os dedos do moreno entrassem em minha calcinha. Algum tempo depois o maroto livrou-se do resto de nossas roupas e me vi deitada sobre a mesa.


- Si... Faz-me sua!


Ele não esperou outro convite pra unir nossos corpos. Senti-o inteiramente dentro de mim e o mesmo preenchia todo meu corpo de prazer e satisfação. Os únicos sons eram nossos gemidos.


O moreno deitou a cabeça no meu ombro. Ele estava com a respiração ofegante. A minha não estava muito diferente da dele. Ainda sentia o membro dele jorrar seu líquido dentro de mim.


Assim que nossas respirações se normalizaram, ele me pegou no colo e fomos tomar banho. Logo que chegamos ao quarto, Sirius me jogou na cama e deitou-se por cima de mim, fazendo-me sentir sua excitação. Ele tinha um fôlego incrível.


Só consegui dormir quando o dia estava amanhecendo, consecutivamente acordei tarde, muito tarde, pois já tinha anoitecido. Levantei, peguei minhas roupas e desci ao encontro de Sirius. Assim que o encontrei, ele parecia sério e preocupado.


- O que aconteceu?


- Já faz uma semana.


- Uma semana o quê?


- Que a Lily e o Prongs realizaram o feitiço Fidelius.


- E quem é o fiel do segredo?


Meu coração apertou. Pelo amor de Merlim, diga-me que é você.


- Peter.


- O QUÊ?


Isso não podia estar acontecendo. Pettigrew não podia ser o fiel do segredo.


- Não grita.


- Qualquer um, menos ele.


- Por que não o Peter? – seus olhos se estreitaram perigosamente.


- Porque eu não confio nele.


- E quem você queria que fosse?


- Você, Dumbledore, Moony...


- Claro, seu querido lobisomem...


É impressão minha ou o Sirius está com ciúmes?


- Não é isso. Só acho o Remus mais confiável que o Peter.


- Você acha que um sujeito fraco e inútil seria um espião?


- Eu não acho, eu tenho certeza.


- Ou você só está defendendo seu querido lobisomem? – continuou como se não tivesse sido interrompido.


- Deixa de ser imaturo, Sirius. O Remus não é meu querido lobisomem.


- Imagina se fosse.


- Você parece uma criança.


- Então corra para seu homem ou seria lobisomem?


- Meu homem é você, imbecil.


Sai de sua casa, andando sem rumo, até que me lembrei do dia: 31 de outubro. Parei imediatamente com o coração acelerado. Aparatei próximo a casa de James, correndo para lá em seguida.


Assim que cheguei, vi os portões arrombados. O medo me consumiu de imediato. Aquilo era a constatação do que estava prestes a acontecer, a morte de meus amigos. Fiquei estática, sem saber o que fazer, quando um grito chegou aos meus ouvidos.


Sabia que poderia mudar para sempre o futuro, mas não suportava a idéia de vê-lo sendo torturado daquela maneira. Entrei na casa e deparei-me com a visão que cortou meu coração. James era torturado por quatro comensais. Seus gritos de dor podiam ser ouvidos longe, apesar de que eu era a única em vários metros de distância.


- Crucio! – ordenou o comensal mais longe de mim e pude ouvir os gritos de James se intensificarem.


Paralisei o comensal mais próximo com um feitiço não-verbal. Assim que ele foi ao chão, percebi que era Bellatrix. Os outros três pararam na hora, esperando o próximo movimento. O silêncio era palpável e o único som que podia ser ouvido era a respiração descompassada de James. Com o feitiço estuporante, paralisei os comensais restantes.


- Kammy... – ele ainda não tinha recuperado o fôlego.


- Não fala nada – eu coloquei os dedos sobre seus lábios – Você está muito fraco.


- Eu preciso enfrentá-lo – o moreno levantava-se com dificuldade – Ele vai vir atrás do Harry e eu preciso impedi-lo.


Potter sentiu todo o corpo doer, mas não poderia desistir agora. Jurou que os protegeria e não podia falhar em sua promessa.


- Você cuida dos comensais e eu cuido do Voldemort.


Ele saiu cambaleante em direção a sala. Um barulho vindo de fora da casa indicou que ele estava próximo.


- Lily, pegue o Harry e corra. Vá! Eu o atraso.


- Não – disse a ruivinha em tom urgente – Vamos fugir os três! – as lágrimas brotaram de seus olhos.


- Você sabe que isso não é possível – ele puxou-a para seus braços e beijou seus lábios pela última vez – Nunca se esqueça que eu te amo, amo mais do que minha própria vida. Amo você e o Harry – sussurrou beijando a testa de seu filho e olhou-o uma última vez – AGORA VÁ! – soltou à ruiva.


Ela, mesmo com lágrimas nos olhos, fez o que seu amado pediu.


- Eu sempre te amei, James – ela olhou fundo em seus olhos, sabendo que nunca mais veria o brilho do mesmo.


O moreno ergueu sua varinha em posição de combate. Esperou seu rival aparecer.


- Vejo que mandou sua garota correr.


- Você nunca tocará nela, muito menos no Harry.


- E pretende o quê? Morrer lutando para protegê-los?


- É claro que sim. Você não vai tirá-los de mim.


- Errado, Potter – o sorriso maligno se formou em seus lábios. – Eu vou tirar você deles.


Os dois começaram o duelo. Faíscas voavam das pontas da varinha. O que James não sabia era que Voldemort estava brincando com ele.


- Crucio – o feitiço o atingiu em cheio.


Dessa vez, seus gritos eram mais alto que os anteriores, como se Voldemort quisesse lhe causar a maior dor possível.


- Curve-se a mim, jovem Potter e eu acabo com seu sofrimento.


- Nunca – disse o maroto num fiapo de voz.


- Veremos – o sorriu maligno – Impeio!


“Agora, curve-se a mim e entregue-me o pequeno Harry”.


- JAMAIS! – berrou o moreno, reassumindo o controle de seu corpo. Seus joelhos cederam e foram em direção ao chão.


Eu cheguei nesse exato momento, depois de me livrar dos comensais.


- Se prefere assim que assim seja – sua voz estava carregada de ódio. – Avada Kedavra!


Estava em estado de choque. Vi o feixe sair da varinha do bruxo e atingir James no peito. Ele caiu morto um segundo depois. O lorde sorriu triunfante e subiu lentamente as escadas, o mesmo caminho que Lily Potter fizera. Eu corri para seu lado e o abracei fortemente.


- James... – as lágrimas escorriam pelo meu rosto. Fechei suas pálpebras e sussurrei em seu ouvido – Ele nunca pegará o Harry e eu prometo que jamais deixarei isso acontecer – beijei sua testa em sinal de despedida – Eu te amo, Prongs.


Levantei-me e corri em direção ao quarto de Harry. Sabia que era lá onde os encontraria, até que a voz de Lily chegou aos meus ouvidos.


- Harry não! Harry não! Por favor... Farei qualquer coisa... – o desespero e o medo eram perceptíveis em sua voz.


- Afaste-se. Afaste-se, menina.


Cheguei a tempo de presenciar a cena.


Lily abraçava Harry fortemente como se pudesse protegê-lo de tudo e de todos. Vldemort apontava a varinha para ambos com um brilho estranho nos olhos. O grito morreu em minha garganta. Olhei aterrorizada pra a cena.


- O Harry não, o Harry não, por favor, o Harry não!


- Afaste-se sua tola... Afaste-se agora...


Lily respirou fundo, tomando coragem. Colocou o pequeno Harry em sua cama e postou-se na frente dele.


- O Harry não, por favor não, me leve, me mate no lugar dele... – as lágrimas caíam de seus olhos, antes vivos, tornando-os opacos e sem vida.


- LILY... – gritei, mesmo sabendo que não deveria interferir.


Os olhares de ambos voltaram-se para mim e em seguida a ruiva voltou a suplicar, a voz carregada de amor e emoção.


- Harry não! Por favor... Tenha piedade... Tenha piedade...


O bruxo gargalhou diante de sua inútil tentativa. Apontou a varinha para ela, sem hesitar.


- Avada Kedavra!


O feixe de lua a atingiu, fazendo-a cair ao lado do bebê. Harry parecia sabe que algo estava errado, pois suas mãozinhas pequenas apertavam as de Lily. Fiquei pregada no chão, em estado de choque. Quando voltei à realidade, Voldemort estava próximo demais de meu afilhado.


- Adeus pequeno Harry.


O menino virou-se para ele curioso, como se o bruxo pudesse trazer seus pais de volta. Um sorriso inocente tomou conta de seu rosto ao ver a varinha na mão do bruxo, como se reconhecesse o objeto.


- Avada Kedavra!


Voldemort somente viu o feitiço atingir a testa do menino, pois no instante seguinte sentiu a dor de ter a alma arrancada de seu corpo. A casa inteira começou a tremer. Corri para a cama, peguei Harry em meus braços e o tirei em segurança dali, pouco segundos antes da casa inteira desabar.


- Dark! – a rouca voz de Hagrid ecoou em meus ouvidos.


- Hagrid! – vrei-me surpresa.


Meu coração apertou-se. Sabia o que aconteceria. Abracei Harry bem apertado e sussurrei em seu ouvido.


- Não se preocupe. A dinda vai proteger você. – o bebê sorriu alegremente para mim – Vai ficar tudo bem, não se preocupe – beijei sua testa.


Sabia o que o esperava pelos próximos anos. Entreguei-o a Hagrid antes que o mesmo pudesse dizer alguma coisa.


- Não diga a Dumbledore que eu estive aqui.


- Mas foi você...


- Vai ser melhor assim, confie em mim.


Eu não podia interferir em mais nada. Afastei-me porque sabia que Sirius logo apareceria. Dito e feito. Logo Hagrid estava sobrevoando na moto. Ele percebeu que estava sendo observado. Aproximou-se de mim até que me reconheceu.


- Dark?! – seus olhos brilharam perigosamente.


Eu não podia deixar que ele fosse pra Azkaban magoado comigo. Corri ao seu encontro e me joguei em seus braços. Demorou um pouco para Sirius me abraçar de volta.


- Não me peça paa esquecer.


Coloquei meu dedo sobre seus lábios, calando-o.


- Aconteça o que acontecer nunca se esqueça que eu te amo! E eu vou te esperar o tempo que for preciso.


- Talvez nunca mais nos veremos.


- Nós voltaremos a nos ver, não se preocupe!


- Como pode ter tanta certeza?


Não respondi, somente o beijei pela última vez, sabendo que só o veria novamente daqui a 12 anos. Não sei quanto tempo durou o beijo, só sei que quando eu voltei a realidade, ele não estava mais ali. As lágrimas caíam livremente pelo meu rosto.


Aparateiem Hogsmeade. Seguiem direção a Casa dos Gritos. Assim que me encontrei dentro da propriedade, novas lágrimas começavam a cair. Os móveis quebrados lembravam à época em que os marotos se abrigavam ali. Era a primeira vez que meus olhos finalmente viam a verdade, que nunca mais poderia contar com James e Lily.


Sem me dar conta, estava de volta aos terrenos da escola. Tirei o vira-tempo, que Lily havia consertado, e o usei pra finalmente voltar, sentindo pela primeira vez uma ponta de alegria em vez de tristeza.


 


 


N.A.: Espero que todos tenham gostado ^^ Antes que eu me esqueça a primeira música é My Immortal, Evanescence e a segunda Hero/Heroine, Boys Like Girls... Aproveitando a deixa, ouçam porque é muito boa xD. Eu achei a banda numa fic ^^

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