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ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

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18. CAPITULO DEZESSEIS


Fic: Reescrevendo a história :D


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Pois é gente, eu tenho uma boa noticia, espero os comentários de vocês e peço para que leiam as notas finais, tudo estará sendo explicado lá, ainda mais para aqueles que lêem a fic pelo Nyah! e não pôde ver o recado que eu deixei como um capitulo, já que ele foi excluído pela moderação por ser quebra de regra.


A viagem de Fred para o Brasil não estava sendo um dos melhores já que Marlene e Sirius estavam ocupados com a guarda de Helena pediram para que eles não saíssem sozinhos alegando temer que algo ruim acontecesse com alguns dos dois, ainda mais porque prometeram a Molly que cuidariam bem de um de seus filhos.


Mesmo com Adriana tê-los convidado para passar aquela semana na casa dela o casal Black decidirá alugar um apartamento e enquanto iam resolver o problema com papeladas e documentos os dois adolescentes ficavam assistindo televisão, Fred é claro não se importara já que assistir TV era algo novo para ele e na opinião do próprio algo esplêndido, uma das façanhas que os trouxas faziam sem o uso de magia, mais de uma vez o ruivo perguntara se Helena tinha certeza que não havia nenhum uso de magia no eletrodoméstico e a morena como sempre dizia que tinha certeza.


Naquele dia todos estavam no apartamento e enquanto Helena e Fred estavam na sala Sirius e Marlene estavam na cozinha em um completo silencio, até que a idéia ocorreu ao maroto que também já estava ficando agoniado de ficar em casa.


— Então, o que acha de irmos a praia depois do almoço? — Perguntou Sirius enquanto bebia uma boa quantidade de água que continha no copo em sua mão, o clima estava bem quente para alguém que morava em um lugar que só fazia frio, um lugar que calor era raridade.


— Eu tenho uma idéia melhor, podemos ir almoçar fora e depois ir a praia, concorda? — Perguntou Marlene sorrindo gentilmente para o companheiro que assentiu sorrindo — Mas mudando de assunto, o que você estava pensando tanto agora a pouco, estava em um silencio tão estranho, ainda mais para você que vive falando.


— Eu estava tentando descobrir em que você estava pensando ontem a noite, antes de irmos dormindo, pois é, eu percebi que você teve um pouco de dificuldade para dormir. — Falou Sirius quando viu o espanto estampado no rosto de Marlene que praticamente fora pegada no pulo.


— Eu só estava pensando se Helena esta feliz em ir embora com a gente, quer dizer, será que ela esta pronta para ir? Ela sempre morou aqui e acabei de voltar a vida e não faz tanto tempo que você a conheceu, será que ela quer ir por vontade própria ou só quer nos ver feliz? — Perguntou Marlene um pouco insegura com as respostas que Sirius daria.


— Não, ela não esta indo apenas para ver a gente feliz, ela teve uma decepção amorosa com aquele tal de Rafael e acho que ela quer um pouco de distancia, sem contar que ela me disse que gostou de Hogwarts e dos Weasley, mas eu acho que esta sendo mais fácil pra ela já que a Adriana entende que ela quer ir, porque se a Adriana não quisesse ela acabaria não indo porque não gostaria de ficar brigada com a moça que a criou, ainda mais porque sua amiga também é mãe da Helena. — Falou Sirius para Marlene que ainda estava um pouco confusa.


— Será que conseguiremos fazê-la tão feliz quanto ela era aqui? — Perguntou Marlene.


— Lene, você consegue fazer qualquer pessoa feliz, não fique pensando essas coisas agora vai se arrumar que eu vou pedir para as crianças fazer o mesmo. — Falou Sirius abrindo a torneira da pia e lavando o copo antes de coloca-lo de cabeça pra baixo na pedra da pia.


— Você os chamar de criança só me faz lembrar que não gostava de ser chamado dessa forma quando tínhamos a mesma idade. — Falou Marlene sorrindo enquanto o observava sair da cozinha, ela é claro foi atrás do moreno que começara a falar logo em seguida.


— Na época em que crescemos praticamente fomos obrigados a amadurecer mais rápido, não importava o quem éramos ou algo do tipo, ninguém estava seguro, se depender de mim a nossa filha nunca terá a vida que tivemos. — Falou Sirius com a face séria, Marlene soube que aquela era uma das poucas vezes que Sirius falava com seriedade e responsabilidade.


— Não quer vê-la lutar por um mundo melhor? Um mundo onde nossos netos irão viver? — Perguntou Marlene com as sobrancelhas arqueadas.


— É claro que quero, mas quero vê-la fazendo isso de uma forma profissional e não escondidos como fazíamos antes, se depender de mim até lá o Ministério estará um lugar mais seguro, onde podemos confiar em todos ao nosso redor. — Respondeu Sirius.


— Sabe que isso é difícil né? — Perguntou Marlene sorrindo levemente.


— Sei, mas o pior já passou, acho que até um outro vilão aparecer teremos um grande desenvolvimento em trazer a paz para o mundo mágico, começaremos pela Inglaterra é claro, agora vai se arrumar logo que quero chegar ao restaurante, estou morrendo de fome já. — Falou Sirius deixando de lado seu lado sério para sorrir largamente enquanto colocava a mão na barriga — Crianças vamos a praia? — Perguntou Sirius ao chegar na sala e encontrar Helena e Fred jogados no sofá se refrescando enquanto bebia suco e aproveitando o vento que o ventilador de teto produzia.


— Com quem esta falando? — Perguntou Fred confuso.


— Com vocês ué, com quem mais seria? — Perguntou Sirius com a mesma expressão que o ruivo.


— Achei que tivesse escutado alguém falar criança. — Falou Fred voltando a olhar para a TV — Mas eu agradeço o convite e aceito ele, já estava pensando em começar a fazer loucuras aqui pra ver se o clima fica um pouco mais animado.


— Loucuras como o que? — Perguntou Marlene.


— Eu ia jogar a Helena e uma vassoura pela janela, iria ver se ela é tão rápida assim como diz ser. — Falou Fred sorrindo para a morena ao seu lado que fez cara feia.


— Se me jogasse pela janela eu levaria você junto. — Falou Helena se levantando e indo em direção do corredor dos quartos, ela sequer virou para trás enquanto os outros a observavam.


— Sabe que eu penso que ela é mesmo perfeita para o Carlinhos. — Falou Fred enquanto se levantava e desligava a televisão.


— Agora só temos que descobrir se o seu irmão é perfeito para a minha filha. — Falou Sirius fazendo com que Fred olhasse para ele bravo com suas palavras — Eu to brincando, vai se arrumar logo Fred.


Em menos de uma hora todos os quatro estavam prontos e com protetor já passado no corpo, Helena decidira que seria melhor poderem ir andando já que assim Fred poderia ver como era o Rio de Janeiro e como era os costumes dos brasileiros, mas ele estava mais preocupado em falar sobre a forma como as mulheres se vestiam, dizendo que Molly teria um ataque se visse aquelas garotas usando aquelas roupas.


— Então, em que restaurante nós vamos? — Perguntou Marlene olhando para a filha que pareceu pensar um pouco antes de responder.


— O que acha de comermos um simples lanche no almoço? Ao menos não é algo tão pesado assim. — Falou Helena para a mãe que olhou para Sirius como se pedisse a opinião dele.


— Eu tenho uma idéia melhor, nós vamos na praia e daqui a pouco podemos ir em um mercado enquanto vocês se divertem, podemos comprar algumas coisas e comemos na praia mesmo, ainda mais porque acho que consigo agüentar mais um pouquinho. — Falou Sirius para a filha que assentiu.


— Por curiosidade, o que a minha irmã usou quando veio para cá? — Perguntou Fred fazendo com que todos se olhassem espantados pela pergunta, o que iriam responder para fazer com que Fred acabasse não arrumando briga com a irmã quando voltasse.


— Ela usou roupas bem mais comportadas que muitas garotas usam aqui, pode ficar tranqüilo, mas pai, porque ao invés de ir com a gente você não vai direto para o mercado? — Perguntou Helena confusa.


— Porque temos que saber onde vocês vão ficar. — Respondeu Marlene pelo companheiro que só teve tempo de abrir a boca.


— Tudo bem então. — Falou Helena dando de ombros.


O apartamento não era muito da praia e por isso não demoraram muito para chegarem ao lugar, a todo lugar que olhava se via guarda-sóis e pessoas abaixo dele aproveitando a sombra que o objeto fazia, as ondas iam e vinham para a areia como se quisesse deixar claro que ele estava ali e que as ondas era um aviso de sua presença.


— É algo bem diferente de ver o mar da casa das conchas. — Falou Fred olhando para aquela imensidão de água — O que você sentiu quando viu o mar pela primeira vez?


— Eu não me lembro, faz tanto tempo que eu acho que ainda era bebê quando a Adriana me trouxe aqui pela primeira vez. — Respondeu Helena enquanto ainda procuravam um lugar para colocarem suas mochilas e o guarda-sol que Sirius carregava sem reclamar.


— Mas e você, o que sentiu quando viu o mar pela primeira vez? — Perguntou Marlene para Fred que enquanto andava olhou para o mar mais uma vez, pensando na sensação que sentiu ao ver aquela paisagem pela primeira vez.


— Ver o mar pela primeira vez me fez perceber o quanto eu era pequeno perto da natureza e um pouco me fez perceber que não temos o direito de tentar destruir uma coisa assim. — Respondeu Fred enquanto que ao mesmo tempo ele sentia a mesma sensação de ser tão pequeno perto do mar — Mas aqui é tão diferente da praia em que eu fui.


— Porque? — Perguntou Sirius confuso.


— A praia de onde a casa das conchas fica é bem deserta e isso faz com que ela seja um lugar um pouco entediante, aqui tem tantas pessoas, trás um pouco mais de alegria ao lugar. — Explicou Fred olhando as famílias brincar na praia ou no mar com bolas, brinquedos de crianças e outros objetos.


— Aqui nem tudo o que se vê são flores no campo, olhe aquilo ali. — Falou Helena indicando com a cabeça um certo ponto da praia onde havia uma mulher de proporções maiores usando um maiô de flores.


Sirius não se agüentou e começou a rir enquanto Fred pensava no trauma que teria por ver aquela imagem.


— E eu aqui com vergonha de usar um biquíni simples. — Falou Marlene.


— Sabe eu não sei se vou gostar de ver homens olhando pra você usando apenas um biquíni. — Falou Sirius deixando transparecer todo o seu ciúme.


— Mas vamos voltar ao outro assunto, sabe que você falando assim da natureza até parece que estudou na mesma escola que eu, lá eles costumam envolver a natureza em tudo. — Falou Helena olhando para Fred que ficou em silencio — Vamos ficar aqui, não tem ninguém na frente e não esta muito perto da água, vocês vão conseguir ver a gente nadando.


— Vocês já vão nadar? — Perguntou Sirius abrindo o guarda-sol e o colocando na mesma posição que as outras pessoas colocavam para logo em seguida tirar duas toalhas das mochilas que traziam para estende-la na areia.


— Eu vou, vamos? — Perguntou Helena olhando para Fred que já tinha se sentado em uma das toalhas.


— Há não, vou ficar mais um pouquinho aqui e daqui a pouco vou, pode ir indo. — Falou Fred suspirando enquanto deitava sob a toalha e colocava as mãos atrás da cabeça.


— Deixa de ser chato e vamos comigo, se não for por bem, irá por mal. — Falou Helena com um olhar ameaçador, mas Fred apenas a olhou brevemente antes de fechar os olhos e rir.


— E o que você vai fazer? Me puxar até o mar e me obrigar a nadar? Você pode até ser forte, mas nem tanto assim e outra coisa, poderia até tentar usar magia se fosse maior de idade, mas você não é e eu sou. — Falou Fred ainda rindo.


— Acontece muitos casos de menores de idade produzir feitiços discretos na praia, ainda mais porque corre o boato de que esse lugar aqui não tem tanta proteção assim, ele não é monitorado tanto assim pelo Ministério da Magia, acho que posso correr o risco. — Falou Helena sorrindo como se quisesse aprontar e Marlene sentiu um arrepio no braço por perceber que aquele sorriso era o mesmo que Sirius tinha quando estava prestes a fazer algo contra alguém.


— Tem certeza que vai empunhar uma varinha e executar um feitiço na frente de tantos trouxas, sabe existe casos de trouxas que quase acharam estar loucos por ver um feitiço sendo executado, você pode até correr o risco de usar magia, mas vai correr o risco de causar algum mal a trouxas? — Perguntou Fred com as sobrancelhas arqueadas na direção de Helena que deu de ombros.


— Acho que consigo executar um feitiço sem que eles percebam. — Falou Helena.


— O simples fato de estar segurando uma varinha e apontando para alguém já chama a atenção de trouxas. — Falou Fred voltando a fechar os olhos e ficar em silencio enquanto Helena pensava em que fazer, até que a morena sentou-se ao lado dele que ainda não tinha percebido.


— Posso fazer magia sem usar a varinha. — Falou Helena e no instante em que a ultima palavra foi dita os três que a escutavam arregalaram os olhos em sua direção, como se ela tivesse falado a coisa mais absurda do mundo.


— Sei, me mostre então, se puder fazer isso quem sabe consiga me fazer ir nadar com você. — Falou Fred se sentando e ficando de frente para ela que estava sentava na areia enquanto ele estava sob a toalha.


— Eu já fiz isso antes, se nenhum trouxa percebeu que eu estava usando magia acho que não vão perceber agora. — Falou Helena se concentrando o máximo possível, enquanto olhava diretamente para os olhos azuis de Fred a morena passou as mãos na areia podendo assim sentir os cristais grudar na palma de sua mão, mesmo estando agoniada para limpar a mão em algum pano ela a deixou daquele jeito mesmo enquanto ainda olhava para os olhos que estavam atentos no seu, passou-se alguns instantes em que ela só conseguia escutar a voz de sua própria respiração, das ondas do mar e da brisa que o leve vento fazia ao passar entre os enfeites dos quiosques não muito longe dali, após alguns instantes se concentrando ela pode sentir que aos poucos os cristais de areia começaram a se mover como se um ima os puxasse.


Fred levou um susto ao perceber que algo dera a volta em sua canela, poderia imaginar que fora uma corda se não visse que a areia se juntara e se prendera naquela região de sua perna, antes que ele pudesse perguntar alguma coisa a areia o puxou com uma certa força fazendo com que sua perna saísse do lugar.


— Como fez isso? — Perguntou Sirius que tinha seguido o olhar de Fred até a perna do próprio, sua companheira estava tão espantada como ele — Quer dizer, como fez isso sem a varinha na mão.


— Eu não sei, a alguns anos atrás eu consegui fazer isso com um amigo meu, sabe, eu fiz isso e fingi que estava puxando ele até o mar sendo que na verdade ele estava sendo puxado pela areia, não sei como faço, só sei que não posso dizer que é fácil já que preciso de muita concentração, eu conversei com a Adriana sobre isso e ela pediu para eu conversar com a minha diretora da escola. — Respondeu Helena.


— E o que a diretora disse? — Perguntou Sirius curioso.


— Ela não disse nada, apenas pediu para eu ter cuidado para não fazer feitiços que sejam mais visíveis na frente de trouxas, mas quando falei com o Matheus sobre isso ele disse que seria bom eu conversar com os pais do Diego, eles estudam essas coisas de magia sem a varinha ou magia involuntária como acontece com crianças que ainda não tem o controle, eles disseram que viram muitos casos de adolescentes que fazem isso, muitas vezes de pessoas que é sangue-puro, mas que também acontece com nascidos trouxas. — Respondeu Helena da forma mais resumida possível, ela quase riu ao se lembrar que enquanto os pais de seu amigo explicavam ela ficava pensando em idiotices como o que mais ela conseguiria fazer.


— Mas porque eles estudam isso? — Perguntou Marlene.


— Não sei, não cheguei a perguntar. — Respondeu Helena.


— Talvez seria bom se falássemos dos pais do Diego para Dumbledore, tenho certeza que ele vai querer conhecê-los. — Falou Sirius olhando para Marlene que assentiu em concordância — Mas mudando de assunto, vão nadar.


— Então, vamos ou quer que eu lhe puxe até a água? — Perguntou Helena sorrindo marota para Fred que revirou os olhos antes de se levantar enquanto a areia voltava a se juntar ao resto, livrando sua canela por completo — Alguém vai me carregar nas costas não é?


— Eu tenho que carregar você nas costas? Porque? — Perguntou Fred com as sobrancelhas franzidas.


— Porque você é um amigo muito bonzinho que gosta de me fazer sorrir. — Falou Helena sorrindo enquanto tirava a blusinha de cor clara que estava usando, por baixo a morena usava um biquíni de cor preta — Não vou tirar o short, vai ir assim?


— Não. — Respondeu Fred tirando a camisa que até o peito tinha uma mancha azul enquanto o resto da peça era branca, as mangas que deveriam ir até o pulso estavam emboladas até um pouco acima do cotovelo — Vou ter que ficar de joelhos para conseguir subir? — Perguntou Fred enquanto flexionava um pouco as pernas para poder ficar um pouco mais baixo, ele pode ouvir o riso de Helena as suas costas logo em seguida que sentiu as mãos dela em seus ombros.


— Quem mandou ser tão alto? Afinal porque todos os seus irmãos também são altos menos o Carlinhos? — Perguntou Helena logo após impulsionar com os pés para poder subir nas costas do ruivo que segurou suas pernas para que não caísse, ela pode observar cada uma das sardas que ele tinha nos ombros e também uma única pinta que ele tinha um pouco abaixo da nuca.


— Na verdade eu não sei, meu pai não é tão alto assim, mas minha mãe dizia que os irmãos gêmeos dela que morreu e que agora voltou a vida também eram altos e que é bem possível que tenhamos puxados a eles, enquanto o Carlinhos e a Gina podem ter puxado a ela mesmo. — Explicou Fred enquanto seguia para a água fazendo com que a única pista que deixasse claro que ele esteve abaixo do guarda-sol eram a camiseta e os chinelos que calçava da mesma forma que Helena — Carregar você nas minhas costas me faz lembrar da minha infância.


— Porque? — Perguntou Helena enquanto continuava a ser carregada até o mar.


— Quando éramos mais novos e íamos a praia eu costumava carregar a Gina nas costas, ou era eu ou o Jorge já que Percy não gostava de ir com a gente e somos os mais altos. — Respondeu Fred dando um leve pulinho ao sentir Helena escorregar em suas costas.


— Olhe pelo lado bom, agora que a Gina esta namorando com o Harry, você não vai mais precisar levar ela nas costas. — Falou Helena sorrindo.


— Acho que prefiro levar a minha irmã ao invés de vê-la sendo carregada pelo Harry seja nas costas ou nos braços e também não gostaria de ver a minha irmã em cima do Harry, faço tudo para impedir que eles façam essas coisas. — Disse Fred fazendo com que Helena tivesse que se segurar com mais força depois de gargalhar e quase cair pra trás levando o ruivo junto.


— Sabe que um dia eles vão fazer né? E que você estará bem longe, se deixar é capaz de pensar que sua irmã estará indo para o cinema enquanto ela estará se divertindo com outra coisa. — Falou Helena rindo.


— Eu sei que ela um dia vai fazer coisas e eu gostaria que você não falasse sobre isso comigo, se não se importa. — Falou Fred já sentindo as ondas chegar em seus pés descalços.


— Tudo bem, me desculpe. — Se desculpou Helena após ser colocada no chão, os dois seguiram para mais fundo do mar até que a água tivesse chegado a um pouco mais alto que a cintura de Helena.


A moça já estava começando a achar que depois da conversa que deixara Fred desconfortável não seria tão legal tê-lo levado para o mar, mas ele pareceu esquecer do assunto quando com a mão jogou água em Helena a acertando no rosto e fazendo um longo sorriso aparecer na face da menina.


— Isso não tem graça. — Falou Helena tentando fazer o mesmo, mas não conseguindo jogar tanto quanto ele jogou nela.


Durante vários minutos Helena se viu correndo de Fred por toda a parte, indo pra fora do mar e depois voltando a toda hora até que pararam e ficaram se olhando por breves momentos.


— Quer mergulhar? — Perguntou Fred indo para mais fundo enquanto Helena ficava no mesmo lugar — Não vem? Achei que gostasse de nadar.


— Existe uma grande diferença entre nadar em uma lagoa ou nadar no mar, tenho medo de que alguma onda me pegue, falando nisso, acho melhor irmos para o raso, vamos? — Perguntou Helena dando as costas ao ruivo, mas antes que pudesse ir para o raso ele se aproximou sem ela perceber e a fez ir para o fundo — Por favor Fred, eu tenho medo.


— Vem, sobe aqui nas minhas costas. — Falou Fred se posicionando na frente dela esperando que a mesma subisse em suas costas, ele percebeu que Helena estava um pouco insegura se deveria fazer aquilo ou não já que ela apenas deixou as mãos em suas costas alguns instantes antes de subir nas costas de Fred que a segurou — Olha, eu vou mergulhar, qualquer coisa você me belisca ou coisa do tipo. — Falou Fred soltando as pernas dela que se apertaram em volta de sua cintura e enquanto isso ele segurou as mãos dela e colocou sob seu peito como se para ter certeza que ela estava segura — Pronta?


— Sim, mas toma cuidado com as ondas, tudo bem? — Perguntou Helena se segurando com um pouco mais de força.


Helena já estava começando a pensar que ele não mergulharia quando viu uma onda vindo em sua direção, ela já estava quase pronta para pular das costas do ruivo e sair correndo para a praia quando Fred mergulhou passando por baixo da onda e a levando junto para o fundo do mar, onde já não dava pé para Helena.


Poucos instantes depois de já estar embaixo d’água Helena abriu os olhos, mas no instante em que sentiu seus olhos arder ela apertou os braços e as pernas em volta do corpo de Fred como se tentasse dar um sinal a ele e o gêmeo pareceu entender já que voltou a superfície logo em seguida, antes que Helena pudesse abrir os olhos ela sentiu seu corpo ser separado do ruivo e por não estar sentindo a areia em seus pés ela estava pronta para entrar em pânico quando Fred a segurou pela cintura.


— Você esta bem? — Perguntou Fred com o medo estampado em seus olhos — Helena, me responde.


— Desculpe, foi só os meus olhos que arderam um pouco. — Falou Helena coçando os olhos, passando os dedos toda hora por cima dos olhos que se fechavam.


— Abre os olhos pra eu poder soprar. — Pediu Fred segurando os braços de Helena pelos pulsos para que ela parasse de coçar os olhos, ela ficou piscando algumas vezes até que conseguisse os deixar abertos, no mesmo instante Fred soprou os olhos da morena que quase suspirou de alivio — Melhorou?


— Sim, obrigado. Estamos bem longe da praia. — Falou Helena olhando na direção de onde seus pais poderiam estar, mas não dava para ver eles, pelo menos não dali — Qual a graça de mergulhar e ficar com os olhos fechados?


— Há é, eu me esqueci desse detalhe, vamos mergulhar de novo tudo bem? Qualquer coisa você me belisca ou sei lá. — Falou Fred mergulhando e por ainda estar segurando Helena pela cintura a levou junto consigo para o fundo do mar, os dois estavam a uns quarentas centímetros abaixo da superfície e ainda assim não conseguiam alcançar o chão com seus pés.


Helena por estar com os olhos fechados nem mesmo percebeu que Fred ergueu um pouco a bermuda e tirou a varinha que estava presa a coxa do ruivo por um pedaço de tecido e com um simples aceno de varinha uma bolha de ar se formou do nariz de Fred até o meio do pescoço, o mesmo aconteceu com Helena que nem percebeu por ainda estar com os olhos fechados.


— Pode abrir os olhos e respirar. — Falou Fred rindo ao ver Helena arregalar os olhos por escutar sua voz embaixo d’água.


— O que é isso? — Perguntou Helena passando os dedos levemente pela bolha como se tivesse medo que ela estourasse a qualquer momento, conforme ela falava ou fazia alguma coisa pequenas bolhas pareciam se separar da que estava em seu rosto para subir até a superfície e sumir.


— É o feitiço cabeça de bolha, ano passado os campeões do torneio tribruxo o usaram para conseguirem ficar embaixo d’água por uma hora sem precisar subir para respirar, eu fiquei curioso e comecei a tentar fazer, ainda bem que eu consegui se não já teríamos morrido aqui em baixo. — Explicou Fred sorrindo como se estivesse com orgulho de si próprio.


— Sinto como se estivesse com uma água-viva grudada no rosto ou uma estrela do mar. — Falou Helena rindo enquanto fazia um bico com os lábios e os mexia como se estivesse um bigode abaixo do nariz — Sabe, a cada vez que eu vejo os feitiços que os bruxos britânicos e ingleses usam fico ainda mais confusa, são tão estranhos.


— E quando eu escuto você falando essas coisas fico imaginando que feitiços vocês usam para casos assim. — Falou Fred não se agüentando e rindo da careta que ela fazia.


— Nós aprendemos a fazer coisas e uma delas nos ajuda a sobreviver embaixo d’água, pensando bem é muito parecido com esse que você esta fazendo, eu poderia até te mostrar, mas não estou com a minha varinha e não consigo fazer sem ela. — Falou Helena e no instante em que a ultima palavra saiu de sua boca seguida por bolhas que saiam da lateral de seu rosto Fred estendeu a varinha para ela que ficou olhando confusa para o objeto.


— Faz com a minha varinha. — Pediu Fred esperando que ela pegasse a varinha, mas ela não o fez.


— Eu acho melhor não e se o Ministério me pegar? — Perguntou Helena insegura.


— Fica tranqüila não vão saber que você esta usando magia fora da escola, você vai estar usando a minha varinha e mesmo que eu fosse menor de idade iriam pensar que quem esta usando magia fosse eu e não você, agora faz logo que eu estou curioso. — Falou Fred apenas para encorajá-la e funcionou já que Helena pegou a varinha e a passou de uma mão para a outra, como se para a palma de sua mão se acostumar com a varinha desconhecida.


— Você tem certeza que não vão descobrir que quem esta fazendo é eu? E que também não vai pensar que quem esta fazendo é você, não é? — Perguntou Helena ainda um pouco insegura.


— Tenho certeza que nem irão saber que estou fazendo esse feitiço, o Ministério da Magia britânico deixa de rastrear os estudantes de Hogwarts no momento em que ele faz 17 anos e eu já usei magia fora da escola varias vezes depois de ter feito 17. — Respondeu Fred dando de ombros — Você consegue ficar sozinha ou eu ainda preciso ficar segurando você?


— Há, não precisa não, o mar aqui em baixo é bem mais calmo comparado quando vemos pela praia, as ondas vindo de um lado para o outro e todo o resto. — Falou Helena gesticulando com as mãos enquanto olhava para a varinha em sua mão, estava tão acostumada com a sua, toda detalhada com linhas de relevo que iam de uma ponta a outra, uma linha se trançando com a outra.


Fred a soltou e se afastou deixando uma distancia de quase um metro entre os dois, ele estranhou que Helena estivesse olhando para a superfície como se esperasse que alguma coisa acontecesse do nada, já estava achando que ela estava fazendo um feitiço não verbalmente quando decidiu perguntar.


— O que esta fazendo? — Perguntou Fred não se agüentando.


— Acho que não preciso de uma muito grande pra mostrar isso a você. — Falou Helena nem mesmo o olhando ao responder, ela ficou olhando para cima como se algo fosse acontecer.


Fred ficou olhando na mesma direção que ela esperando até que viu algo descer pra baixo d’água vagarosamente, ele poderia pensar que era uma bola que parecia estar sendo puxada por um cabo invisível ou algo assim, mas percebeu que era uma bolha de ar que descia cada vez mais até ficar entre seus corpos, ocupando quase todo o espaço entre eles.


— Como fez isso? — Perguntou Fred observando a bolha a sua frente, era como ver a bolha que estava presa em seu rosto flutuando nas profundezas do mar.


— Eu disse que é algo bem parecido com o que você fez, na minha escola aprendemos a juntar dois elementos, sabe, como a água e o ar, as primeiras coisas que aprendemos a fazer com essa junção é controlar uma boa quantidade de ar embaixo d’água, também dá pra fazer o contrario. — Explicou Helena dando de ombros — Mas é algo que precisa de concentração e muita pratica, no começo.


— Eu gostei bastante e estou pensando que você bem que poderia ser legal e me ensinar isso, não acha? — Perguntou Fred sorrindo largamente para a morena que no momento que fez o mesmo soltou uma lufada de ar e no mesmo instante varias bolhas saíram pela lateral do feitiço que estava em seu rosto e isso fez com que os dois rissem ainda mais.


— Tudo bem, eu posso ensinar isso a você sim. — Falou Helena sorrindo enquanto ainda controlava a bolha.


— Mas então, eu acho melhor a gente sair já que não esta mais tão seguro assim ficarmos aqui, eu sei alguns feitiços de proteção, mas enquanto levo você até a praia fique controlando a bolha que ai se ela vir pra cima da gente, você a ataca. — Falou Fred olhando para um ponto atrás de Helena que ao ouvir sua voz tremeu um pouco temendo o que poderia estar as suas costas.


— Vem, sobe aqui nas minhas costas. — Falou Fred se virando de costas para Helena que logo subiu em suas costas prendendo as pernas em volta do corpo do ruivo que a segurou pelas pernas, no instante em que ele se virou e Helena pode ver que atrás de si, a menos de dez metros uma raia parecia flutuar no fundo do mar — Sabe, acho que estamos mais longe da praia do que pensávamos.


— Porque acha isso? — Perguntou Helena olhando de canto de olho para a raia que passava como se eles nem estivessem ali — Porque ela não nos ataca?


— Bom, eu acho que estamos bem longe da praia porque raias não costumam ficar perto da praia e mesmo que fiquem, elas não atacam assim frente a frente, elas se escondem na areia para poder pegar a presa sem que ela perceba. — Respondeu Fred dando de ombros enquanto ainda seguiam em direção da praia, mesmo que estivessem longe da criatura que ainda ia de um lado para o outro, Helena ainda a observava esperando que ela armasse um bote.


— Como sabe dessas coisas? — Perguntou Helena ainda olhando por cima do ombro, mas logo não conseguia mais vê-la, a ultima coisa que viu foi um vulto.


— Carlinhos quando começou a gostar de dragões também começou a estudar algumas curiosidades de outras criaturas sejam elas bruxas ou trouxas, era tão chato vê-lo estudando e toda vez que eu via ele estudando tentava evitar ele já que quando eu falava alguma coisa ele sempre vinha falando mais uma das fantásticas coisas que descobriu naquele maldito livro.


— Que livro era? Ainda esta na sua casa? — Perguntou Helena deixando de lado a raia para dar toda sua atenção ao ruivo que a carregava.


— Carlinhos nunca foi o de guardar coisas que na opinião dele são insignificantes e os livros são de Hogwarts, ele os roubava por um tempo e depois devolvia. — Respondeu Fred.


— Acho que a única coisa certa que seu irmão fez na vida foi devolver os livros. — Falou Helena rindo — Quer dizer, digo algo de acordo com as leis. — Falou Helena achando que Fred havia lhe entendido errado.


— Eu não sei se tem uma lei que diz que é certo roubar um livro e depois devolver como se nada tivesse acontecido, mas pode ficar tranqüila que eu percebi que você falou brincando. — Falou Fred rindo.


Eles ficaram em um completo silencio enquanto Fred continuava subir até chegar na superfície, Helena tirou uma das mãos que abraçava o ruivo e passou na frente do rosto e estranhou por não sentir a bolha em seu rosto, achou que o feitiço só sumiria se Fred fizesse algo.


— Quando a pessoa que esta com o feitiço tem contato com o ar, o feitiço se desfaz automaticamente. — Falou Fred.


— Pode me soltar, acho que consigo nadar até a praia. — Falou Helena percebendo que estava sendo muito folgada, logo em seguida o ruivo a soltou e assim os dois seguiram nadando até onde dava pé para ela, uma ou duas vezes Helena quase fora empurrada por alguma onda, mas antes que pudesse ser jogada na areia Fred a segurou impedindo algo que poderia machucá-la.


— Tem que tomar cuidado. — Falou Fred rindo enquanto seguiam até onde Sirius e Marlene deveriam estar.


Após andarem um pouco puderam ver o guarda-sol que haviam trazido e abaixo deles as mochilas com protetores solares e toalhas, mas os pais de Helena não estavam ali, quando chegaram a única coisa que encontraram que poderia dizer que eles estavam ali foi o recado que o maroto deixara escrito na areia.


Fomos ao mercado, se cuidem que logo estaremos de volta.


Ass: Almofadinhas.


— Ainda é estranho saber que seu pai é Almofadinhas e que meu professor de defesa no quinto ano é Aluado. — Falou Fred sentando-se na sombra feita pelo guarda-sol.


— Sério que você teve aula com Remo Lupin? Como foi? Ele é bom mesmo? — Perguntou Helena curiosa por sempre ouvir falar que o amigo de seu pai fora um dos melhores professores de defesa em Hogwarts.


— Ele foi o melhor professor que eu já tive, pelo menos de defesa, e olha que eu já tive vários professores sendo que um deles era um comensal da morte que fingia ser um ex-auror. — Falou Fred dando de ombros.


Um breve silencio se instalou entre os dois que se olhavam sem ter o que falar.


— Vamos dar uma volta? Não quero ficar aqui sem ter o que fazer. — Falou Helena em pé enquanto observava Fred se deitar com o corpo ainda molhado sob uma toalha, suas mãos estavam atrás da cabeça improvisando um travesseiro.


— E para onde vamos mocinha? As vezes eu penso que você não gosta dos seus pais, não acha que eles vão se preocupar com você? Nem bem chegamos e já esta querendo sair sem avisá-los. — Falou Fred com os olhos fechados aproveitando a brisa que passava fazendo leves barulhos, sem contar da sombra do guarda-sol que o ajudava impossibilitando que o sol quente batesse contra seu corpo.


— Já acabou a discussão? — Perguntou Helena com os braços cruzados e um dos pés para frente que batia nervosamente na areia, sua postura deixava bem claro que ela estava emburrada por causa das palavras do ruivo que nem mesmo a estava olhando, mas quando viu que ele não a responderia, resolveu continuar — Eu me preocupo sim com os meus pais, e não fala desse jeito, é você que vive aprontando sem se preocupar com sua mãe. Mas afinal, você quer dar uma volta ou não?


— É claro que quero, mas para onde vamos? — Falou Fred sorrindo enquanto se sentava, ele ficou a observando esperando uma resposta, mas a única coisa que conseguiu foi fazer Helena pensar enquanto deixava a expressão emburrada de lado.


— Vamos ver as estatuas de areia? — Perguntou Helena após ficar pensando por poucos instantes, ela percebeu que Fred ficou confuso com sua idéias ao ver as sobrancelhas ruivas se franzirem de confusão.


— Estatua de areia? Existe isso? — Perguntou Fred.


Antes que Fred pudesse dizer mais alguma coisa Helena o segurou pela mão e o puxou forçando-o a se levantar, ela já estava indo em uma direção quando o ruivo parou fazendo-a parar bruscamente.


— Dá um jeito de deixar algum recado aos seus pais. — Pediu Fred a fazendo bufar enquanto se ajoelhava na areia e começava a escrever na areia com o dedo indicador.


— Porque se importa tanto? — Perguntou Helena sem olhá-lo.


— Porque seus pais poderiam se preocupar, e eu não posso levar você para um lugar sem avisá-los, ainda mais porque sou responsável por você já que sou mais velho. — Explicou Fred esperando ela terminar de escrever, poucos instantes depois a morena estava em pé, pronta para levá-lo até as tais estatuas.


Fred pôde ver o seguinte recado escrito na areia antes de ser puxado para longe daquele guarda-sol.


Fomos dar uma volta, logo estaremos de volta.


Ass: Lena Almofadinhas.


— Até imagino a cara de bobo do seu pai ao ver o bilhete. — Falou Fred após estarem bem longe do guarda-sol onde estavam suas coisas — É muito longe esse tal lugar onde vamos?


— Não, é aqui na praia mesmo, mas fica em um lugar afastado de onde os banhistas ficam. — Falou Helena seguindo pelo caminho com Fred ao seu lado.


Eles ficaram em silencio todo o caminho até chegarem a um lugar onde não tinha banhistas, Fred ficou impressionado ao invés de encontrar pessoas adultas ou crianças brincando encontrou varias estatuas feitas de areia, algumas eram de pessoas outras eram de monumentos históricos como um cristo redentor que deveria ter no máximo três metros, ao mesmo tempo que via a versão em areia conseguia ver a versão original na serra, era impressionante a forma como os dois monumentos eram exatamente iguais.


— Impressionante? É feito por trouxas? — Perguntou Fred ainda olhando atentamente o cristo redentor.


— Sim, porque? — Perguntou Helena confusa enquanto andava entre outras estatuas.


— Agora entendo porque meu pai acha os trouxas tão impressionante, sinceramente eu sempre soube que tinha talento em fazer as pessoas rirem e coisas assim e ficava impressionado comigo mesmo por isso, mas isso praticamente faz o meu talento ficar no chinelo. — Falou Fred indo para uma outra estatua que tinha a forma de um grande castelo com varias torres, havia até mesmo detalhes das janelas do castelo.


— Se parece com Hogwarts? — Perguntou Helena também olhando para o castelo.


— Bom, os dois são castelos grandes. — Falou Fred sorrindo.


O casal gostaria de posar pra gente? — Perguntou um homem de aparência um pouco já idosa. Helena e Fred levaram um susto ao ouvi-lo falar de repente, só não tinham percebido a presença dele ainda.


— O que ele disse? — Perguntou Fred confuso.


Turistas, eu vou indo devem não ter me entendido. — Falou o homem já quase saindo de perto dele quando Helena resolveu falar.


Eu sou daqui do Brasil, esse aqui é Fred. — Falou Helena apontando para Fred que sorriu levemente, mesmo não entendendo o que Helena estava falando para o homem.


Há, que bom que pode me entender, então você e seu namorado gostariam de posar? Uma estatua de vocês ficaria linda. — Falou o homem sorrindo brevemente para cada um dos dois.


Não somos um casal, ele é apenas meu amigo e esta visitando o Rio, achei que seria bom ele ver as estatuas de areia e ele gostou muito, na verdade gostamos bastante do castelo. — Falou Helena apontando para o castelo.


Fico feliz que tenha gostado, eu participei da construção do castelo, quer dizer, do de areia e não o verdadeiro. — Falou o homem sorrindo para a adolescente que riu também.


— Ele quer saber se você quer posar para uma estatua, só que ele achou que fossemos um casal. — Falou Helena um pouco envergonhada com a situação e ainda mais para o que ela queria fazer.


— Há, eu não quero não obrigado. — Falou Fred sorrindo brevemente.


Bom, quem sabe na próxima nós possamos posar para vocês, mas obrigado pela oferta. — Falou Helena sorrindo para o homem que assentiu.


Fiquem a vontade, mas por curiosidade, de onde o seu amigo é? — Perguntou o homem.


Ele é da Inglaterra, porque? — Perguntou Helena confusa.


Para lá tem a torre do Big Ben, ele pode gostar da estatua. — Falou o homem antes de dar as costas aos dois.


— Então, você sabe que eu acho que ele não perguntou apenas se queríamos posar, não é? — Perguntou Fred confuso enquanto seguia Helena que andava como se procurasse algo especifico.


— Bom, ele achou que não fossemos entender ele e ficou feliz que você esta gostando das estatuas, disse também que participou da construção do castelo e fez uma brincadeira por dizer que não participou da construção do verdadeiro e sim da de areia, vamos ver, me deixe pensar em mais o que ele falou. — Falou Helena pensando enquanto ainda andava entre as estatuas — E por ultimo disse sobre uma estatua que você gostaria de ver, após perguntar de onde você era, quer dizer, de onde você é.


— O que ele quer que eu veja? — Perguntou Fred confuso.


— Vai ver quando eu achar. — Falou Helena voltando a andar entre as estatuas enquanto ele ficava em silencio esperando, não demorou muito e ela parou — Reconhece isso?


— Esse é o Big Ben? — Perguntou Fred olhando impressionado para cada detalhe da estatua.


— Sabe que vendo você olhar essas coisas até parece que você é um homem intelectual. — Falou Helena rindo ainda mais por ver os olhos esbugalhados de Fred em sua direção.


— Eu? Um homem intelectual? — Perguntou Fred rindo — Só estou assim porque não posso fazer as minhas pegadinhas aqui no meio de tantos trouxas, porque se não, você já estaria com pintinhas roxas no rosto.


— Faria isso comigo? — Perguntou Helena sorrindo.


— Porque não? Já deixei os cabelos da minha mãe azuis, mas também fiquei um bom tempo tendo que limpar o jardim sozinho e fique sabendo que é horrível tirar aquele monte de gnomo do jardim sozinho. — Falou Fred.


— Gnomos? Na sua casa? — Perguntou Helena com as sobrancelhas franzidas.


— É, nunca viu um gnomo? — Perguntou Fred surpreso.


— Não, nunca vi um pessoalmente, apenas em livros. — Respondeu Helena.


— Então já sei o que mostrar a você quando for a minha casa. — Falou Fred passando o braço em volta dos ombros de Helena e a sacudindo causando risos na morena — Então, o que são aquelas ali?


— São estatuas de mulheres de biquíni tomando sol no bumbum. — Falou Helena rindo por vê-lo ficar vermelho — Sabe, aqui no Brasil não vemos muitos homens ficarem envergonhados por ver mulheres seminuas.


— Não estou acostumado a ver mulheres com corpos tão expostos assim e digamos que eu imagino o meu irmão me chamando de pervertido se souber dessas coisas. — Falou Fred sorrindo um pouco constrangido.


— Por curiosidade, seus outros irmãos também são assim? Quer dizer, se eu os trouxesse aqui no Brasil acha que teriam a mesma reação que você? — Perguntou Helena enquanto andavam lado a lado pelas outras estatuas, algumas sendo produzidas naquele exato momento por homens sozinhos ou em grupos.


— O Rony com certeza ficaria constrangido, Jorge talvez eu não tenho certeza quanto a ele e...


— Pode falar do Carlinhos, não me incomodo. — Falou Helena ao perceber que o ruivo não sabia se deveria ou não dizer algo como aquilo sobre um homem que seria seu “futuro marido”.


— Bom, eu não tenho certeza quanto ao Carlinhos, ele não é muito de ter relacionamentos e mesmo que tivesse não é de pegar qualquer uma e muito menos trocaria essa pessoa por outra, se fosse pra ele trair acho que ele nem começaria um namoro, não acha? — Perguntou Fred se atrapalhando um pouco com as próprias palavras.


— Acho que um galinha, no caso o seu irmão, não começaria um relacionamento sério se fosse para trair logo em seguida, mas se eu trouxesse ele como amigo quer dizer que ele aproveitaria e daria uma olhadinha aqui e ali nas mulheres “seminuas” daqui, né? — Falou Helena mais afirmando do que perguntando e Fred concordou com suas palavras — Vamos ir para uma sombra?


— Sim. — Respondeu Fred e seguindo Helena chegaram até o calçadão que ficava um degrau acima da areia e uma arvore não muito grande produzia uma gostosa sombra.


— Posso te fazer uma pergunta? — Perguntou Helena se colocando em pé sob o degrau enquanto Fred ficava na areia e ela por estar em um lugar mais alto acabou por ficar na altura do ruivo.


— Sim, claro. — Respondeu Fred sorrindo ao sentir Helena escorar em seus ombros enquanto ele estava de costas para ela.


— O que acha de ter algo com alguém que você sabe qual o futuro? — Perguntou Helena tentando escolher as melhores palavras para fazer aquela pergunta, teria que ir com calma.


— Como assim? — Perguntou Fred confuso enquanto se virava para ficar de frente para ela, o ruivo nem se importou muito em ver Helena usar apenas a parte de cima do biquíni.


— Vou dar um exemplo, você sairia com a Luna mesmo depois de saber que ela vai casar com aquele tal de Rolf? — Perguntou Helena olhando para uma estatua qualquer que estava atrás de Fred, não conseguiria olhar nos olhos castanhos dele fazendo aquelas perguntas.


— Eu e a Luna? Um pouco estranho imaginar uma cena assim. — Falou Fred rindo ao imaginar ele e Luna passeando por Hogsmeade e logo em seguida tomando cerveja amanteigada no três vassouras e ela falando sobre as coisas estranhas que o pai costumava pesquisar.


— Fred, é apenas uma hipótese, não estou dizendo que vai acontecer. — Falou Helena um pouco irritada e sorrindo após isso ao ver que ele se divertira com sua reação.


— Tudo bem, eu não me incomodaria de sair com ela mesmo que eu saiba o futuro dela ainda mais porque não faz mal sair com alguém não é? — Perguntou Fred para Helena que pensou por alguns instantes antes de assentir.


— Tudo bem, mas e se acontecesse de isso acontecer, só que ao invés de ser com a Luna seria com a garota que seu irmão poderia amar no futuro? — Perguntou Helena se controlando para não começar a mexer as mãos nervosamente.


— Vai ter que explicar melhor. — Falou Fred sorrindo não entendo em que Helena estava querendo chegar.


— Por exemplo, eu soube que a mãe do Fred II é a garota que você namorou ano passado, você acha errado que seu irmão gêmeo tenha se casado com a garota que um dia você amou? — Perguntou Helena sendo o mais sutil possível.


— Bom, eu não cheguei a amar a Angelina tanto assim, mas vamos dizer que sim, eu não acho errado que ele tenha tido algo com ela, não me importo tanto assim ainda mais porque apenas quero a felicidade do meu irmão. — Respondeu Fred.


— E se fosse o contrario? E se Jorge tivesse namorado com a Angelina ano passado e mais ou menos daqui um ano você começasse a gostar dela? Se incomodaria em ter algo com a moça que namorou seu irmão? Ou que vai namorar um dia. — Perguntou Helena voltando a distrair seu olhar com alguma outra coisa qualquer.


— Eu acho que não teria nenhum problema, desde que não existisse nenhum sentimento por essa pessoa que em um futuro próximo ou distante teria algo com o meu irmão, afinal eu não agüentaria conviver com a idéia de que acabei com a vida amorosa ou sentimental de um dos meus irmãos. — Respondeu Fred dando de ombros — Mas porque essas perguntas?


— Por curiosidade apenas, fecha os olhos, por favor. — Pediu Helena passando a palma da mão por cima dos olhos do ruivo que sorriu mesmo estando com a mão dela sob os olhos, após tirar a mão dali Helena ficou feliz em saber que ele continuou com os olhos fechados mesmo depois disso.


— Vou ganhar algum presente? — Perguntou Fred sorrindo.


— Digamos que sim. — Falou Helena colocando a mão – que antes estava sob os olhos dele – nos ombros do ruivo.


Antes que os olhos castanhos se revelassem novamente Helena aproximou seus lábios do de Fred e não demorou muito eles estavam juntos, no inicio ela pode perceber que ele ficou surpreso já que os lábios dele se endureceram segundos depois de estar junto ao dela, mas no momento em que as mãos dele foi para a cintura fina dela, a morena aprofundou o beijo e ele logo correspondeu.


O beijo não durou muito já que logo os dois estavam separados e Helena viu a confusão no olhar do ruivo.


— Porque fez isso? — Perguntou Fred com as sobrancelhas franzidas.


— Sentiu alguma coisa? — Perguntou Helena não se importando em responde-lo, estava mais preocupada com a resposta dele — Só me responde, você sentiu alguma coisa?


— O que eu deveria ter sentido? — Perguntou Fred.


— Você sentiu estar sendo beijada por uma garota ou por alguém que considera apenas uma amiga? — Perguntou Helena.


— Sei que talvez você não vá gostar do que eu vou falar, mas é que beijar você foi como beijar a minha irmã, ou a minha cunhada. — Falou Fred um pouco constrangido por ter tido aquilo com ela, mas logo que viu ela suspirar ficou confuso novamente — Você esta aliviada por eu ter dito que te considero a minha irmã? Não deveria estar triste?


— Não, mas é que eu senti a mesma coisa que você. — Falou Helena rindo e o fazendo rir também.


— Ótimo, mas porque fez isso? — Perguntou Fred dando um passo para trás, a proximidade que tinha entre eles não era mais necessário.


— Porque lembra que o Carlinhos mencionou sobre eu ter algo com você? Então, eu achei que não seria ruim essa idéia e vim conferir, mas não dá certo entre nós dois, acho que isso vai ser o motivo de varias risadas entre nós dois no futuro. — Falou Helena rindo mais um pouco.


— Sei, eu estava pensando e acho que seria bom se guardássemos isso para nós dois, o que acha? — Perguntou Fred.


— Eu concordo. — Respondeu Helena dando de ombros — Então, vamos voltar para o guarda-sol?


— Sim, antes que seus pais venham atrás de nós, deveríamos agradecer a Merlin que eles não vieram e nos pegaram nessa situação. — Falou Fred rindo e segurando na mão dela para ajudá-la a descer do degrau que não era muito grande e também não muito pequeno — Acho que seu pai me mataria se visse algo, já que eu poderia estar acabando com a idéia dele ter o meu irmão como seu GRANDE genro. — Falou Fred ainda com um grande sorriso no rosto enquanto passava o braço por cima dos ombros de Helena e a sacudindo fazendo-a rir.


— Vocês são loucos isso sim. — Falou Helena.


— Qual é, vai dizer que nunca se imaginou com o meu irmão? Pelo menos depois de terem dito que você irá se casar com ele, ao menos acha ele bonito? — Perguntou Fred sorrindo.


— Seu irmão é muito bonito, mas não sei, não consigo me imaginar tendo sentimentos fortes por ele, é algo muito estranho saber que vou me casar com alguém que eu nem mesmo conhecia, ainda mais porque a pouco tempo atrás eu estava namorando com um outro garoto e eu talvez possa ter imaginado me casando com ele ou algo assim. — Falou Helena tentando explicar da melhor maneira possível.


— Esse garoto é aquele tal de Rafael? Como conseguiu gostar dele? Quer dizer, pelo que eu soube ele é um cara ruim. — Falou Fred tentando ir com calma nas palavras para não chateá-la.


— Bom, é normal nos enganarmos com algumas pessoas e isso aconteceu comigo, quer dizer, ele não era daquele jeito que vimos nas memórias do Harry quando eu o conheci, era diferente e tenho certeza disso. — Falou Helena com convicção em suas palavras.


— As pessoas mudam e a mudança nem sempre é uma das melhores. — Falou Fred deixando claro que acreditava nela.


— Finalmente em, onde estavam? — Perguntou Marlene após Helena e Fred pararem na frente do guarda-sol — Porque esta com uma varinha na mão? Não me lembro de ser a sua.


— Há, é do Fred ainda bem que me avisou eu nem tinha percebido que ainda estava segurando ela e acho que é por isso que algumas pessoas estavam olhando pra gente de uma forma curiosa. — Falou Helena entregando a varinha para Fred que o guardou enquanto olhava em volta para ver se alguém o observava — Com certeza alguém viu você.


— Eu estava pensando nisso agora mesmo. — Falou Fred rindo.


— Então, ainda não disseram onde estavam. — Falou Sirius como se deixasse claro que queria saber onde e o que estavam fazendo.


— Eu fui mostrar as estatuas de areia para o Fred, na verdade ele gostou muito das estatuas que envolviam mais culturas, parecia um homem intelectual ao invés do garoto que vive fazendo gracinhas na escola. — Falou Helena rindo ao ver Fred olhar indignado em sua direção.


— Eu não gostei do garoto, prefiro homem. — Falou Fred voltando a deixar a cabeça nas mãos, seu olhar estava direcionado para os detalhes do guarda-sol que tinha tiras vermelhas e brancas.


— Você não tem que preferir nada. — Falou Helena balançando a cabeça enquanto dizia.


— Passamos perto das estatuas quando fomos ao mercado e seu pai gostou bastante das moças seminuas tomando sol, estou me referindo as moças de areia, digamos que eu quase vi uma baba descer pelo queixo se ele não tivesse limpado. — Falou Marlene rindo enquanto olhava para o companheiro que revirava os olhos diante do exagero da moça.


— Meu Merlin como essa mulher é exagerada, mas então ficamos um bom tempo aqui enquanto ainda estavam na água, eu já estava começando a pensar que estavam se afogando ou algo parecido, mas sua mãe me acalmou dizendo que se acontecesse alguma coisa o Fred estava com a varinha, na verdade eu nem sei como ela sabe que você estava mesmo com sua varinha. — Falou Sirius olhando para a companheira e após isso para Fred que deixou de olhar para o teto do guarda-sol para olhar para o maroto.


— Eu estava saindo do quarto quando ela percebeu que eu estava com a varinha, ela me pediu para deixar a varinha, mas eu disse que iria trazer e prometi que não arrumaria problema, então ela disse que eu poderia. — Falou Fred dando de ombros mesmo estando deitado.


— Tudo bem, mas porque ficaram tanto tempo debaixo da água? Quer dizer, a ultima coisa que eu vi de vocês dois foi que Fred mergulhou carregando Helena nas costas. — Falou Sirius.


— Até que foi bom ver o mar pelo lado debaixo, algo tão calmo, mas eu fiquei um pouco assustada quando vimos uma raia que parecia flutuar pelo céu azul. — Falou Helena fazendo uma péssima imitação com a mão de algo flutuando no ar.


— Uma raia? Estão loucos? E como ficaram tanto tempo lá embaixo sem subir para respirar? — Perguntou Sirius ainda mais curioso que antes.


— O Fred me mostrou o feitiço que vocês da Inglaterra usam para ficar embaixo d’água, ficamos por um tempo até que vimos uma raia, quer dizer, o Fred viu e logo em seguida viemos para a praia, não me pareceu tanto tempo. — Falou Helena confusa por saber que para Sirius haviam demorado tanto quando estavam no fundo do mar.


— Que feitiço? O cabeça de bolha? — Perguntou Marlene tão curiosa quanto Sirius.


— Sim, eu emprestei a minha varinha para Helena mostrar o feitiço que ela aprendeu aqui que a ajudaria a sobreviver naquela situação, e o feitiço dela é bem parecido com o que usamos, só muda o método de produzi-lo. — Falou Fred — Eu estava até pensando que os ensinamentos deles podem ter alguma coisa a ver com o nosso, ou vice versa.


— Como assim? — Perguntou Sirius com as sobrancelhas franzidas.


— Por exemplo, que o feitiço que fazemos tem alguma ligação com os que ela faz, imagine que a pessoa que os cria tem alguma ligação com os ensinamentos de Helena. — Explicou Fred gesticulando com as mãos — Falando isso, vocês sabem produzir algum feitiço que não tenha nada a ver com os elementos da natureza? Algum de defesa ou ataque, já viu algum duelo de britânicos?


— Um duelo entre pessoas da onde você é? Sim, pelo que eu me lembre acho que apenas aquele das memórias do Harry, mas não precisamos falar palavras para que eles aconteçam, usamos muito a imaginação. — Respondeu Helena.


— Ainda não entendi, então quer dizer que na primeira vez que vocês usam feitiços assim é só imaginar e conseguem fazer? — Perguntou Sirius.


— Eu não sei explicar muito, mas aqui no Brasil não nos preocupamos muito com as palavras, o essencial é saber exatamente que feitiço estaremos pronto para usar e o movimento das mãos, mas a mão que esta com a varinha não é a única que é necessário movimento, a mão livre pode ajudar o feitiço a ficar mais forte ou mais fraco, nos ajuda também a juntar um feitiço a outro. — Falou Helena fazendo movimento circular entre as mãos, como se explicasse a junção de duas coisas.


— Juntar duas coisas? Mas essa mistura tem que ser entre coisas especificas? Por exemplo, que pode acontecer a mistura entre um feitiço com outro, mas não pode ocorrer entre um desses feitiços e outro completamente diferente. — Explicou Marlene da forma mais simples possível.


— Não, pode ocorrer a mistura entre dois feitiços qualquer, pelo menos é o que um professor meu disse. — Falou Helena se sentando na extensão da sombra do guarda-sol.


— Nos dê um exemplo de mistura. — Pediu Sirius.


— Olhe bem aquele homem, eu sei que ele é um bruxo porque trabalhou com o meu pai... — Falou Helena apontando para um homem não muito forte que andava pela praia usando apenas um short comum e carregando em uma das mãos uma garrafa transparente que estava pela metade com algo que parecia água — Imagine que do nada ele começasse a duelar comigo, em uma situação como essa, já que estamos perto de tantos trouxas, eu teria que ter um duelo curto e rápido que tivesse a menor quantidade de magia possível, eu poderia produzir com a mão que estava com a varinha um feitiço de ataque, como os que vocês usam e com a mão que estivesse livre eu poderia fazer uma rápida movimentação para frente fazendo com que uma boa quantidade de areia fosse para cima do meu adversário, no mínimo ele ficaria cego e no máximo seria soterrado se fosse uma BOA quantidade de areia.


— E assim, o Ministério teria mais facilidade para resolver esse problema já que só teve uma coisa que poderia ser relacionado a magia. — Afirmou Fred como se assim entendesse o que ela estava falando.


— Mas se caso ele fosse soterrado, não seria estranho que tanta areia fosse para cima dele? — Perguntou Sirius.


— Bom, eles dariam qualquer desculpa esfarrapada que fizessem os trouxas achar que estavam falando a verdade, as pessoas do Ministério daqui costumam usar muito a natureza como exemplo, foi coisa da natureza aqui e ali também e assim vai. — Falou Helena dando de ombros.


— Acho que você também deveria conversar com Dumbledore sobre isso. — Falou Sirius olhando para Marlene apenas para ver se ela concordava com suas palavras e como resposta a morena mais velha assentiu.


— Porque? O que ele pode ter a ver com isso? — Perguntou Fred tão confuso quanto Helena.


— Talvez ele acharia isso interessante, ainda mais depois da sua teoria de que os nossos feitiços podem ter alguma ligação com os que eles aprendem aqui no Brasil, Dumbledore a muito tempo estuda magias diferenciadas das que aprendemos em Hogwarts. — Explicou Marlene.


— As vezes eu me pergunto se Dumbledore não tem mais o que fazer se não ficar estudando coisas estranhas como essa. — Falou Fred fechando os olhos.


— Eu já me fiz essa mesma pergunta. — Falou Sirius.


— Mas então, mudando de assunto vocês não vão entrar na água? — Perguntou Helena para os pais que se olharam e ao mesmo tempo negaram com a cabeça — Então, nos convidaram pra ver a praia, mas não vão entrar? Isso é meio confuso, não acham? Vocês já conheciam o mar? Já foram a praia com os pais de vocês?


Marlene só teve tempo de abrir a boca quando o riso cheio de sarcasmo de Sirius a interrompeu antes de poder dizer algo.


— Imagine a minha família na praia, a minha mãe reclamando dos costumes dos trouxas, meu pai apenas concordando com ela e o Regulo olhando para o nada não vendo a hora de voltar pra casa, como sempre, ele era o antissocial da família em todos os eventos. — Falou Sirius revirando os olhos ao falar sobre sua problemática família.


— Acho que vou tentar mudar um pouquinho essa parte antissocial do Tio Reg. — Falou Helena com o dedo indicador apontado para qualquer lugar e olhando para o nada, como se já imaginasse como faria isso, enquanto a morena vagava entre suas idéias Sirius olhava pare ela um pouco surpreso.


— Chamou meu irmão de Tio Reg ou foi só impressão minha? — Perguntou Sirius como se não acreditasse que ela tivesse mesmo dito aquilo.


— Qual o problema? — Perguntou Helena confusa.


Fred até mesmo abriu os olhos para poder ver Sirius responder a questão de Helena.


— É que é estranho você falar dele de uma forma tão carinhosa sendo que ele pode até mesmo ser ignorante ou sem educação com você. — Explicou Sirius e a filha do maroto como resposta deu de ombros quanto aquilo.


— Eu não me importo, vou fazer ele gostar de mim e fazê-lo me considerar a sobrinha preferida dele. — Falou Helena e no momento em que viu Fred abrir a boca continuou a falar — Sim Fred, eu estava brincando, é claro que eu vou ser a sobrinha preferida já que sou a única, mas então, você disse que nunca foi a praia e agora que esta aqui não tem vontade de entrar na água?


— Não. — Respondeu Sirius dando de ombros.


— Antes de irmos embora acho que consigo arrastar ele pra água, nem que seja só pra molhar essa juba. — Falou Marlene rindo enquanto passava a mão por um dos cachos de Sirius.


— Eu sei que vocês têm inveja dos meus lindos cabelos. — Falou Sirius passando uma das mãos pelos cabelos enquanto Helena e Marlene riam da forma como ele se achava o maioral.


— Vocês querem comer? Compramos pães doces, bolachas, sucos, refrigerantes e biscoitos, você acha que tem algo que não podemos perder antes de ir embora? — Perguntou Marlene enquanto colocava as sacolas que continha as coisas que compraram na frente de Helena e de Fred que se sentou para verificar o que queria.


— Como o que? Algo que todo turista deveria ver no Rio de Janeiro? — Perguntou Helena olhando brevemente para sua mãe antes de voltar sua atenção para o conteúdo na sacola, depois de mais uma olhada em direção de Marlene pôde vê-la assentir diante de suas respostas — Bom, o pôr do sol sendo visto da praia é lindo, querem ver?


— Seria bom. — Falou Fred começando a comer um pão doce.


O resto do dia da família Black e Fred foi mais divertido do que poderiam imaginar, Marlene conseguiu arrastar Sirius para dentro do mar e após ter se molhado o maroto não quis mais sair, varias e varias vezes os quatro brincaram de lutinha, os homens carregando as mulheres nas costas enquanto uma tentava derrubar a outra. Mesmo Helena sendo sua filha, Marlene não teve tanto cuidado com ela e por isso a adolescente caiu varias vezes na areia rindo por ter perdido para a mãe.


Quando a hora do por do sol chegou todos ficaram hipnotizados pelas varias cores que banharam o céu e pela imagem de ver o sol indo embora em grande estilo, Sirius se lembrou da história que ouvira em uma escola trouxa em que visitara porque acontecera ataques de bruxos lá, escutara a história que dizia que no passado os espanhóis acreditavam que após o mar havia uma beira, que além dele tinha uma beira e ao se lembrar da história começara a pensar que ao ver o por do sol aquela história parecia verdade, que o sol passava por essa beira e sumia.


Após o show que puderam observar na praia, todos foram embora já que Marlene dissera que tinha que começar a preparar o jantar, Fred a todo o momento dizia que a comida ficaria ruim porque Helena estava cozinhando.


 


Pois é, para aqueles que não sabem, o motivo para eu não ter postado ultimamente é que estou tendo um problema com sentimentos e não sei lidar muito com isso, ainda mais porque não é algo que eu sinta sempre e por isso não estava conseguindo escrever, não pensem que é um bloqueio de criatividade, só que esse sentimento me fez ficar um pouco triste e por isso não tinha animo pra escrever, mas agora estou voltando ao normal, logo estarei postando cada vez mais rápido, já tenho varias idéias para a continuação, não pensem que irei desistir, isso esta longe de acontecer.


Me desculpem pelo capitulo, até mesmo eu sei que não ficou tão bom assim, mas eu estou tentando kkk’, espero as opiniões de vocês, sei que eles vão me ajudar bastante.

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