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Visualizando o capítulo:

8. Capitulo Oito


Fic: De repente, pai - Cap 08 ON - Dramione


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Mais um capitulo para voces. Sei que estou demorando além do previsto para postar, mas eu tento tomar o maximo de cuidado possivel na hora de adaptar os personagens e por consequencia a estória. Muitas coisas são alteradas da história original, e algumas outras tantas cenas são incluidas e outras deletadas! =) 

De qualquer maneira, muito obrigado por todos os reviews!! E espero por mais, hein?!

Beijos
Angel_S
--**--


                Hermione prendia cuidadosamente os galhos de uma orquidea ao redor de um suporte de arame, num ponto do terraço de onde podia ver Ciça brincando perto do lago com Fábia, quando um zumbido elétrico avisou-a da aproximação de Lucius.


            Não demonstrou ter-lhe percebido a presença. Nos seis dias que passaram ali, evitara a todo o custo encontrar Lucius Malfoy. Ele sempre aparecia para ver Ciça durante o almoço, e Hermione saía sorrateiramente antes que chegasse. Era sempre uma desculpa diferente para sumir naquele horário, e em breve todas iriam acabar, e ela deveria assumir, perante a todos o desgosto por ficar ao lado, ou até mesmo encontrar Lucius.


            Faziam cinco dias que não via Draco. Despertara, na manhã seguinte à da chegada, com um empregado trazendo-lhe as malas pesadas, que continham tudo o que deixara em Londres. O marido fizera com que a bagagem chegasse à Munique durante a noite, demonstrando que aquela era uma situação permanente. Fábia lhe dera um bilhete de Draco, em que informava que tivera de regressar a Nova York. Se em algum momento achara que Draco poderia mudar, aquele bilhete acabara com todas as suas esperanças. No final das contas, estava de volta a tão temida rotina.


            A cadeira de rodas parou a cerca de dois metros de Hermione e, como ela permanecesse impassível, o velho alemão rompeu o silêncio tenso.


 


- O jardim sentiu muita falta de seu toque mágico...


- Lucius, não puxe conversa, por favor. – ela disse, sem interromper o que fazia. Suas mãos habilidosas, continuavam a cuidar da orquídea. – Não temos nada que conversar. Você é uma pessoa desprezível que não merece minha atenção, e muito menos a de Ciça. Vamos deixar as coisas como estão.


 


            Surpreendeu-se ao ouvir uma leve risada vinda de trás.


 


- Então você aprendeu a falar? - ele zombou, a voz carregada de sarcasmo. – Achei que não viveria para ver esse dia.


 


            Hermione voltou-se, queria olhar nos olhos do homem que havia acabado de lhe provocar. Vestido com uma camisa creme de manga curta, aberta no colarinho, e com uma calça marrom, não era mais uma pessoa ameaçadora. A solidez dos ombros e peitos largos, das pernas firmes, dera lugar à fragilidade.


 


- Por Deus! - Ela sentou-se nos calcanhares, surpresa demais para conter sua reação. - Como você mudou!


 


            Ele sorriu amargamente e Hermione soube que, de alguma maneira, havia atingindo o ponto fraco daquele homem. Lucius pigarreou, sua postura amenizou-se, e pela primeira vez dirigiu, à Hermione, um olhar franco, sem nenhuma máscara.


 


- Odeio isto. - Indicou a cadeira de rodas.


 


            Apesar da repentina mudança, Hermione percebeu o velho brilho matreiro naquele olhar. O homem ainda era perigoso. Lucius sempre seria perigoso, uma cadeira de rodas não iria impedi-lo de fazer algo que quisesse. Sempre haveria alguém para acatar suas ordens, sempre alguém a espreita para fazer tudo o que ele quisesse.


 


- Quanto a você... – ele examinou Hermione com o olhar. – Devo admitir que está ainda mais bonita. A pequena teve a sorte de sair-se à sua imagem: os mesmos cabelos, seu lindo rosto, a natureza doce e gentil...


- Ora, Lucius, vamos parar com esses elogios vazios, mas independente de qualquer coisa, eu fui covarde. - Hermione retrucou. - Algo que minha filha não é.


- Com certeza puxou a coragem de meu filho - ele comentou, orgulhoso. - Ou talvez a minha.


- Que os céus protejam minha filha, espero que ela não se pareça nem um pouco com você. - Hermione respondeu, nem um pouco surpresa ao perceber que Lucius sabia exatamente quem era o pai de Ciça. - Tem alguma idéia do quanto ela ficou assustada com o seqüestro que você tramou?


- Eu jamais raptaria a pequena! – a voz de Lucius subiu alguns tons, Hermione chocou-se com a reação do velho. – Eu nunca permitiria que alguém tocasse em um fio de cabelo daquela linda cabecinha!


- Mentira! - Os olhos castanhos de Hermione brilhavam de raiva quando ela se debruçou sobre a cadeira. - Vi sua expressão quando segurou minha filha! Você parecia tão... possessivo!


           


Ele ofegou, chocado. Não quisera acreditar em seu filho quando ele lhe dissera que Hermione havia mudado, mas ali estava a prova. Aquela mulher era uma leoa prestes a atacar qualquer um que chegasse perto de sua cria. Hermione, e fim havia crescido, e não seria mais tão fácil manipula-la como fora um dia.


           


- É fácil dizer isso a um velho confinado a uma cadeira de rodas! - murmurou com amargura, tentando ainda esconder a surpresa perante a reação da nora.


- Não me venha com esse golpe de velho doente! - ela avisou, empertigando o corpo. - Não vai funcionar! Não comigo. – Hermione girou os braços, apontando para a situação de Lucius – Esse tipo de chantagem, Lucius, não me afeta, faça isso com seu filho, ele sim, ainda cai nessa sua ladainha.


 


            Abaixou-se para pegar o rolo de arame e a tesoura, pensando em sair dali.


 


- Não se afaste de mim.


 


            Estranhamente, as palavras a fizeram parar. Não exatamente as palavras, mas o tom com que foram ditas. Ela voltou-se, surpreendendo-se com a vulnerabilidade que viu naqueles olhos.


 


- Não seqüestrei a criança! - ele vociferou, a expressão angustiada. - Se o tivesse feito, eu diria! - Respirou fundo, exaurido pelo esforço. – Eu posso ter muitos defeitos, Hermione, mas não sou o tipo de homem que nega o que faz.


 


            Hermione o viu empalidecer. Não sabia se devia acreditar nele, mas não costumava agir de modo cruel com pessoas aflitas, Lucius tinha seus limites. Entretanto, tinha certeza que não podia relaxar a guarda. Ele jamais seria alguém confiável, baixar a guarda significava estar completamente vulnerável, pronta para cair em uma nova armadilha. Sua mãe, quando ainda era viva, costumava a dizer: Errar uma vez é humano, duas vezes é burrice. Não iria ser burra e cair nas armadilhas de Lucius novamente.


 


- Está se sentindo bem? - indagou, preocupada.


- Sim - ele respondeu prontamente, mas com a cabeça baixa, como se tentasse controlar a respiração.


 


            A visão de Ciça, correndo e rindo, com macacão e chapeuzinho de brim brancos, e a ofegante Fábia em seu encalço, capturou-lhes a atenção. Hermione riu. Como não rir? Cruzou os braços e ficou observando. No instante seguinte, a cadeira de rodas estava ao seu lado e Lucius também olhava a cena, com os olhos cinzas brilhando de puro prazer.


           


- Corra, Ciça, corra! - encorajou, brandindo o punho no ar.


 


            Parecia um milagre. Naqueles poucos segundos, o velho patriarca cresceu em força e vitalidade. Parecia o Lucius que conhecera alguns anos atrás, forte e cheio de vida, nada parecido com aquele homem mirrado, em uma cadeira de rodas.


            Uma sensação estranha, talvez um sexto sentido, fez com que Hermione se voltasse e erguesse o olhar. Na varanda do alto, Draco observava tudo com uma expressão torturada. Conseguia ver seus olhos acompanhando Ciça correr, e Fabia logo atrás, ofegante.


            Ela sentiu um aperto no peito. Draco também percebera a mudança do pai... e quem não iria perceber? A cada momento em que o velho passava com a pequena, ele mudava. Ficava mais forte, e até um pouco mais confiante.


 


- Ahá! - disse Lucius, recostando-se na cadeira com uma risada triunfante. Todo o mal estar de instantes atrás haviam sumido por completo. - Viu só? Ela escapou pelo meio das pernas de Fábia!


 


            Hermione voltou a olhar para o lago. Quando ergueu os olhos novamente, Draco se fora.


 


- Se eu pudesse brincar também! - o patriarca suspirou, com uma ponta de inveja. Afastou-se da grade, procurando um lugar onde os raios de sol não batessem.


- Lucius... - Impulsivamente, Hermione ajoelhou-se ao lado dele. – Você sabe que Ciça é sua neta, não sabe?


- Eu sei. - Fitou Hermione com suavidade, não havia surpresa em seus olhos – Só um tolo não veria isso. Ela tem os olhos dos Malfoy. – disse com orgulho.


- Você a ama.


- Sim. - ele confirmou. - Nós dois nos apaixonamos à primeira vista. Assim que minha neta me viu, veio para meus braços como se já me conhecesse! Eu a amo muito, e ela também me ama. É maravilhoso!


- Ela também é parte de mim. – Hermione acompanhou a expressão de Lucius ficar mais tensa.


- Como negar, se é sua imagem? – A voz de Lucius não tinha emoção.


- Ciça precisa da mãe.- declarou Hermione, sua voz firme, apesar do tom suave.


- É claro! Todas as crianças precisam da mãe. - ele concordou enquanto Fábia armava o guarda-sol. - Draco adorava sua mãe. - prosseguiu suavemente. - Costumavam brincar juntos nesta mesmo local, perto do lago... exatamente dessa forma. Ainda posso ouvir a risada de ambos enquanto corriam perto do lago... – os olhos de Lucius eram sonhadores, pareciam focar-se apenas no passado, Hermione tinha certeza que ele sequer estava vendo-a naquele momento.


- Narcisa. - Hermione sussurrou.


 


            Uma sombra desceu sobre os olhos cinzas de Lucius, ele, por fim, havia voltado ao presente.


 


- Você deu à criança o nome da mãe de Draco. Obrigado. Foi muito gentil de sua parte.


- Draco, uma vez, me contou que ela era uma mulher muito especial. - Ela fitou o sogro com o canto dos olhos. – Contou-me que ela era uma mulher doce, e muito devotada a ele e a você.


- Assim como éramos devotados a ela - Lucius acrescentou, sem hesitar. – Mas, um dia, ficou doente... um ataque do coração fulminante... e se foi. Draco sequer tinha chego a adolescência quando Narcisa nos deixou.


- Agora me responda uma coisa, Lucius: Voce acha, sinceramente, que Narcisa se orgulharia ao saber que voce está negando a Draco o direito de amar a própria filha?


 


            O patriarca ficou quieto e Hermione conteve a respiração. Aquela conversa estava se tornando mais tensa do que havia imaginado. Quantas vezes imaginara aquela situação? E agora que em fim estava acontecendo, sentia-se receosa. Lucius era imprevisível, ficou ali, estudando o rosto do homem, sem chegar a nenhuma conclusão.  


 


- Está tirando suas próprias conclusões - ele disse secamente, após alguns segundos de silencio.


- Tem certeza? – Hermione levantou-se, aproximou-se de Lucius e o encarou, com tranquilidade. – Só não se esqueça de que, acima de qualquer coisa, Ciça é minha filha. Tente algum de seus truques sórdidos para tirá-la de mim e vou segui-lo, nem que seja no inferno!


- E como eu poderia fazer isso?


- Você sabe como, você já fez isso uma vez. – Hermione viu o velho se retesar na cadeira. – E eu tenho certeza que não será uma cadeira de rodas que ira lhe segurar. Mas estou um passo à sua frente. Se for obrigada, usarei o que tenho mantido em segredo durante todo esse tempo.


 


            Os olhos perspicazes brilharam perante a chantagem, e pela primeira vez, em todos aqueles anos, Hermione sentiu-se capaz de subjugar o poderoso Lucius Malfoy.


 


- E qual seria essa carta?


 


            Hermione não tinha nenhuma carta escondida, mas não faria mal algum deixá-lo tenso. Se ele queria jogar, ela estava pronta. Fora o próprio Lucius que a ensinara a blefar, e agora estava provando do próprio veneno. Não estava acostumada com aquele tipo de jogo, mas não custava tentar.


 


- Se ainda não sabe... – ela virou as costas, pronta para voltar a mexer na planta.


- Draco ama seu pai. - ele acrescentou, a voz levemente tremula.


- Seu filho também tem o direito de amar Ciça - ela respondeu dando as costas para Lucius.


 


            Mas a voz de Lucius deixou-a petrificada:


 


- Draco tem outra mulher. Chama-se Pansy. Mora em Berlim e ele a visita duas vezes por semana.


           


Hermione fechou os olhos. Câncer. Lucius era um câncer que vivia da fraqueza dos outros. Afastou-se, sentindo-se nauseada. Ao voltar à suíte, encontrou Draco. Ele parecia zangado, o rosto frio e rígido como uma pedra.


 


- O que está acontecendo? - ela indagou, ao chegar em seu quarto.


 


            A porta da suíte estava aberta e duas empregadas colocavam as roupas de Hermione sobre a cama.


 


- Venha comigo!


 


            Pegando-a pela mão, Draco conduziu-a à suíte vizinha. Ela ficou parada no meio da sala de estar intima, que era acoplada a enorme suíte de Draco. Nada havia mudado, os tons de pastel ainda eram os mesmos, a enorme cama dossel continuava no mesmo canto. Nada mudara enquanto estivera fora. Draco não havia trocado nenhum móvel, nem mesmo a velha chalise em que tinha costume de deitar, nos finais de tarde para ler.


 


- O que está fazendo com minhas roupas? – perguntou Hermione, tentando conter o acesso de fúria.


-Tirando-as de lá. Para começar, aquela suíte não é sua. E, depois de testemunhar o que pode fazer a um velho doente, não vejo por que lhe fazer concessões.


- Quer dizer que está nos transferindo para o andar de cima, para os apartamentos da família?


 


            Draco suspirou, impaciente. Não parecia disposto a explicar ou sequer manter uma conversa civilizada com a esposa. E Hermione percebeu que, novamente, Draco havia deixado-se levar pelas aparecias. Não havia escutado a conversa, apenas havia visto seus gestos e suas expressões, infelizmente não havia visto a feição de Lucius... e por mais que tentasse lutar, Lucius conseguia o que queria, mesmo que não tivesse a intenção.


 


- Esta casa foi remodelada depois que você partiu, basicamente para adaptar-se à imobilidade de meu pai. Mas outras mudanças também foram feitas. As única coisa que não foi altera foi este quarto.


- Quais mudanças foram estas?


- Houve uma modificação na área íntima. Meu pai agora ocupa toda a parte familiar. Precisa de cuidados especiais: enfermeiras de plantão vinte e quatro horas por dia, fisioterapia diária e assim por diante.


 


            Ela o fitou com uma ponta de compaixão. O pai significava tudo para Draco. E infelizmente, Ciça não sabia o que era isso, e se dependesse de Lucius jamais viria a descobrir. Nesse momento, o pouco de compaixão que sentiu por Lucius havia sumido, e novamente a raiva fria havia tomado conta.


 


- Portanto, as suítes dos convidados agora ficam no mesmo nível da piscina. Esta - Draco fez um gesto que abrangia todo o andar - é minha ala privativa, como você bem sabe.


- Ah, agora entendo - ela disse com um sorriso amargo. Deveria estar feliz por aquela constatação, mas a única coisa que sentia era tristeza. - Você deseja que Ciça e eu nos mudemos para a ala dos hóspedes.


- Não. - ele respondeu, estreitando os olhos. - Sua filha fica exatamente onde está. É você que está se mudando. Para esta suíte, comigo.


 


            Silêncio. Draco observou e esperou que ela assimilasse as palavras, os olhos cinzas deslizando pelas pernas nuas e perfeitas, agora levemente bronzeadas. O short folgado, cor-de-rosa, não conseguia disfarçar a cintura fina e os quadris arredondados. A camiseta folgada deixava que a alça do sutiã branco aparecesse.


            Draco sentiu o corpo reagir ao recordar o sabor que tinham aqueles mamilos guardados pelo sutiã, a forma como reagiam quando tocados. Contemplou a aliança de ouro, que ele próprio colocara naquele dedo delgado... e que se tornara a marca da traição. Angustiado, desviou o olhar da figura tentadora, desprezando a si mesmo por desejá-la tanto.


 


- Jamais. - ele a ouviu protestar. - Ficarei com Ciça.


 


            Draco voltou-se, o rosto crispado, uma expressão perturbadora. Hermione manteve-se firme, não iria ceder, não podia ceder.


 


- Teremos que voltar a discutir sobre suas escolhas? - ele indagou rispidamente. A pouca paciência que conseguira juntar, se esvaindo rapidamente. - Fará exatamente o que eu disser enquanto estiver sob este teto! Sob meu teto!


- Exceto dormir na sua cama! Voce não pode me obrigar a dormir na mesma cama que você. – Hermione respirou fundo, tentando recuperar o folego. – Eu não quero mais deitar com voce!


- Não me importo com o que voce quer ou não. Deitar comigo é o mínimo que voce pode fazer.- ele replicou, o tom cortante.


 


            Foi inevitável, para Hermione, não soltar uma risada. Aquele homem, bem a sua frente, só poderia estar brincando.


 


- Você me odeia, lembra? – Hermione observou a postura rígida de Draco. Ele não mudaria de opinião. Ela precisa demove-lo dessa maldita ideia de deitar-se com ela. - E odiou a si mesmo pelo que aconteceu na última noite que passamos juntos! Eu não quero mais passar por isso, Draco!


- Não vou negar que odiei ter-me deixado levar. – Draco admitiu com certa dificuldade, caminhou até a enorme janela, e ficou observando o vasto bosque que se seguia diante dos seus olhos. - Mas, para o mundo e para esta casa, ainda somos marido e mulher. E marido e mulher dormem na mesma cama, desfrutam de uma privacidade que não inclui uma criança.


- Como poderemos fingir que temos um casamento normal com uma separação de três anos? - ela ironizou.


 


            Um brilho matreiro iluminou os olhos dele, o mesmo brilho que havia visto nos olhos de Lucius mais cedo. Se Lucius havia sido um ótimo professor no quesito manipulação, Draco havia sido um aluno aplicado.


 


- Ora, simplesmente minha esposa prefere morar em Londres, na minha casa, onde vou vê-la regularmente...


- Céus! - Hermione ofegou ao perceber a fachada de felicidade que ele conseguira constuir e manter. - Consegue ser tão falso quanto seu pai! Tão manipulador quanto ele...


- Deixemos meu pai fora disso, por favor. Ele não tem nada haver com essa nossa conversa, Hermione.


- Se ao menos fosse possível! – disse ela mais para si mesma do que para o marido, que continuava de costas. Não havia como deixar Lucius fora do assunto, afinal, seu relacionamento sempre fora manipulado por ele.  – Lembrando que ele mora nesta casa, e sabe da situação. Achará estranho se voltarmos a ...


- Ele não dirá nada - Draco declarou friamente, cortando o assunto. – A única coisa que meu pai não deseja ver é o orgulho de seu filho abalado por causa desta maldita situação. Está decidido, Hermione.


- E Lucius fingirá que tolera a sugestão obscena que está me fazendo?


- Não é uma sugestão obscena. Aos olhos do mundo você ainda é minha mulher, e manterá as aparências a qualquer custo. Ou fica aqui sob meus termos, ou vai embora. Sem sua filha. Acho que você conhece bem os termos desta condição!


 


            Então aquele era o plano de Lucius! Se ela se fosse, teria que deixar Ciça. Hermione não sabia se gritava de raiva ou se chorava de desespero. Havia achado, durante todos aqueles dias, que Draco jamais voltaria a tocar no assunto, mas ali estava ele, deixando claro que não esquecia os termos de seus contratos.


 


- Não dormirei com você - explodiu, dando-lhe as costas, pronta para sair.- Eu não dormirei com você. – disse ela num sussurro, mais para si do que para o marido.


- Aonde pensa que vai?


- É hora de Ciça dormir - ela informou secamente. Passou as mãos nos olhos, tentando impedir as lagrimas de virem a tona.


- Fábia cuidará dela. – Informou Draco com a voz fria. - Ainda temos muito a discutir.


- Mas eu preciso cuidar de minha filha!


- Estou lhe dizendo para ficar! - ele esbravejou, tentando se controlar em seguida. - Isso é mais importante. A criança está segura com Fábia.


 


            Ela se voltou, apesar da postura altiva, haviam lágrimas em seus olhos, não havia conseguido controla-las. Sentiu-se fraca na frente de Draco, apesar de haver prometido a si mesmo que jamais sentiria-se assim novamente. Em vão.


 


- Eu preciso amamentar Ciça. – Falou por fim.


- Como é que é? – Draco ergueu uma das sobrancelhas, sem acreditar no que havia escutado.


- Isso mesmo, Ciça ainda mama no peito.


- Ela tem dois anos e...


- Isso não interessa. – cortou Hermione, com a voz inflexível. - Minha filha precisa ser amamentada.


 


            Por alguns segundos, Draco pareceu desconcertado com a informação. E antes que pudesse falar qualquer coisa, Hermione veio em sua direção.


 


- Esta é outra punição, não é? - acusou amargamente. - Como pode ser cruel a ponto de me separar de minha filha? A ponto de não me deixar amanta-la?


- Está me enfrentando? - ele indagou, o tom perigosamente sedutor.


 


            Hermione respirou fundo.


 


- Não deixarei que me subjugue novamente. Não sou mais aquela criatura tola e frágil. Lutarei com você nem que seja no fim do mundo!


- Isso não tem nada a ver com a criança. - Ele começou a se aproximar lentamente e Hermione, com o peito arfante, não recuou. - Tem a ver com o fato de você estar me enfrentando. - Outro passo.


- Se precisar, eu vou enfrenta-lo, Draco. Eu não tenho medo de suas ameaças.


 


            Draco surpreendeu-se. Hermione havia mudado muito mais do que ele tinha conhecimento. Havia tornado-se uma mulher firme, uma leoa que defende sua cria acima de qualquer coisa. Era estranho lembrar-se daquela Hermione que cedia a mínima pressão. E apesar de tudo, estava gostando da discussão. Rapidamente, ele a segurou pelos punhos e colou o corpo no dela, ofegante.


 


- Gosto disso, Hermione. Costumava gostar do vinho doce que você era, mas creio que gostarei muito mais do sabor rascante que adquiriu.


- Não quero e nem preciso que você goste de mim, Draco. - ela disse, em protesto. – Um dia eu precisei, mas felizmente esse dia já passou.


- Não? - ele a desafiou, com um tom aveludado na voz. - Sei que deseja ser beijada até ceder totalmente.


- Você está completamente enganado, Draco.


 


            Tarde demais. Os lábios sedentos cobriram os de Hermione, fazendo seu corpo ganhar vida.


            Ele ainda a segurava pelos punhos. Roçou o peito largo nos seios, tornando-os rijos do que já estavam. Movia os quadris contra os dela, fazendo-a gemer, protestar. Combateu os protesto insistindo no movimento, até que ela cedesse ao beijo.


            Então Hermione abriu a mão, anunciando a rendição final. Precisava acariciar aqueles cabelos, aquelas costas, manter os lábios sedentos contra os seus, agarrar-se àquele corpo amado.


            Draco fazia carícias ousadas. Hermione suspirou sensualmente e envolveu-lhe o pescoço, roçando-se nele. Enlouquecido com o movimento, Draco segurou-a pelos quadris e ergueu-a.


            Como num transe, a única palavra que vinha à cabeça de Hermione era “belo”. Tudo era belo! O homem, seu toque, seu beijo. Belo... belo como nenhum outro. Draco era tudo e muito além do que um dia havia sonhado, em seus sonhos de adolescente.


            Quando Draco a carregou no colo, ela não protestou, sequer teve força para falar qualquer coisa. Ao ser colocada na cama, protestou ao senti-lo afastar-se um pouco.


            Então Draco voltou-a a beijá-la, o que foi sua perdição. Hermione perdeu-se enquanto se acariciavam e tiravam as roupas, perdeu-se no olhar sedutor de Draco, que se deitava sobre ela, penetrando-a lenta e profundamente, os lábios tensos, o rosto crispado pelo desejo. Atingiu o clímax com um desespero possessivo que quase a fez chorar.


Com os olhos baixos, voltou a beijá-la. E ali mesmo, ao sol da tarde, perderam-se novamente no delírio lento que seus corpos clamavam.


            Hermione acabará por adormecer em meio aos braços de Draco, assim como fizera tantas e tantas vezes. Ao acordar, o sol já havia desaparecido a muitas horas, e a cama estava vazia, o lado onde Draco estivera deitado, estava gelado. Mais uma vez ele se fora. As batidas ressoavam da porta. Hermione colocou a primeira roupa que encontrou, ao abrir viu Fabia com Ciça no colo.


 


- Desculpe incomodar, senhora. Ciça está desesperada por mamar.


 


            Hermione pegou a pequena no colo, dispensou Fábia e trancou-se no quarto com a filha.


 


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Comentários: 11

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Enviado por Diênifer Santos Granger em 29/09/2013

Posta mais vaaaaaaaaaaaaai! Pliiiiiiiiiiiiiiiiiiis!

Nota: 5

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Enviado por Kési Malfoy Krum em 05/07/2013

Merlin consegui achar a História...
Vai ser maior a sua não vai?
Pleaseee diga q sim!!
Amei e estou a amando a sua versão!
bjs 

Nota: 1

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Enviado por Diênifer Santos Granger em 24/06/2013

Amandoooo muuuuito!

Nota: 5

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Enviado por sonimai em 22/06/2013

cara,que nojo desse Lucius,ele quer a menina mas não a hermione,fica fazendo fofoca só pra separar mais o casal,e essa Hermione,não era a toda poderosa,é só o Dracolindogostoso,chegar que ela se abre toda,um pouco de orgulho não faz mal,ela acabou de saber que o cara tem uma amante fixa,e msm assim se entregar toda,cara,a mulherada não tem amor própio,affffff

Nota: 5

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Enviado por Dora J.Granger em 21/06/2013

Coração na mão, mais uma vez! Ansiosaaa pelos proximos capitulos!!!

Nota: 5

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Enviado por M R C em 20/06/2013

intrigante esse Lucius.
Bem ambíguo este personagem. Mas ainda acredito que ele seja vilão.

quanto a hermione, acho que ela é mto fraca, se rende e nao dá valor a propria palavra. penso que o draco ainda a trata assim por conta dessa fragilidade dela.
mas no dia em que ela realmente se firmar numa posição perante ele, ai sim o negocio muda.

viajei mto ?? hahahaha
beijos       

Nota: 5

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Enviado por Kési Ridle Krum em 20/06/2013

OMG OMG OMG OMG 
Como amo a sua finc!!

E q história é esta a que vc se refere ao dizer q precisa adaptar os personagens!?
Please me diga eu preciso lê-la 

Nota: 1

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Enviado por Anna Malfoy em 19/06/2013

Realmente o Lúcio é um personagem confuso e que me leva oras a acreditar que ele é bonzinho e outras a acreditar que ele é mto mau ainda. Mas quem resiste a Draco Malfoy? E como culpar Hermione por não resistir? Mas concerteza ela deve estar misseravel depois disso, e isso é triste =/
Amo Hermione e Draco, acho eles um perfeito para outro, ainda que Dracoseja orgulhoso demais, ele é irressitível demais. E Pansy? Que merda é essa? Mulherzinha inútil. 

Nota: 5

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Enviado por Pacoalina em 19/06/2013

Acho que a Hermione precisa ter mais força de vontade,por mais que ela diga que mudou o Draco ainda a trata como um objeto que pode manipular e ela  aceita....pelo amor de deus!!

Nota: 5

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Enviado por Landa MS em 19/06/2013

Ela nunca vai conseguir resistir. Afinal estamos falando de Draco Malfoy. O lúcio me confunde as vezes, mas estou gostando como a história vem caminhando. Esperando o próximo.
 

Nota: 1

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Enviado por Camila Krum Malfoy em 19/06/2013

Nossaaaaaa cap otimo!!!!
Esperando ansiosamente o proximo!    :D 

Nota: 1

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