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49. Capítulo XLIX


Fic: O que vem depois do fim


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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O despertador tocou pela terceira vez aquela manhã, para meu desespero.


- Hora de levantar, mamãe dorminhoca – Harry brincou, beijando-me a testa.


Abri os olhos e fechei-os novamente, suspirando profundamente.


- Não é justo – eu disse. – Sou eu quem levanta a noite toda para ir ao banheiro.


- E me acorda todas as vezes – ele seguiu em tom brincalhão.


- Se preferir, me mudo para o quarto ao lado – rebati. – Até porque você só acorda porque faz de mim o travesseiro do abraço.


- Hormônios, por que tão injustos com este pobre homem? – Harry fez, os olhos fixos no teto.


- Idiota – joguei um travesseiro nele e me levantei, rumando para o banheiro ao som dos risos dele.


Acordáramos para o dia do julgamento de Henry Mitchell, marcado para as 10h no Velho Décimo Tribunal.


Aprontamos-nos rapidamente, fizemos o desjejum e partimos para o Ministério da Magia. Seria um dia e tanto, não porque Henry Mitchell finalmente seria julgado, pois já sabíamos qual seria a sentença: em qualquer das hipóteses, ele passaria sua vida inteira na prisão. Seria um dia e tanto porque logo eu saberia o sexo de meu bebê.


Quando chegamos ao Ministério da Magia, não seguimos direto para o Tribunal. Harry, aparentemente, tinha uma reunião no Quartel General de Aurores e eu fora abordada por Seamus Slyther antes mesmo de alcançar a minha sala. Aparentemente, Elizabeth Mitchell queria conversar comigo antes do julgamento.


- Eu pensei que ela morasse em Oxford – Harry comentou enquanto atravessávamos o corredor.


- Eu pensei que ela morasse em Oxford porque ela não queria saber do irmão – eu murmurei. Quando alcançamos a minha sala, vislumbrei a jovem loira a três ou quatro portas de distância. Estava conversando com Ron. Quando ele me viu, acenou brevemente com a cabeça, apontando em minha direção enquanto passava a fitá-la. Com a mão direita, apertou levemente o ombro dela, depois deixou a mão cair, batendo na própria perna e, então, enfiou-a no bolso. – Vai ver o interesse dela aqui não é exatamente o irmão... – Apontei os dois para Harry ao mesmo tempo em que Elizabeth virava-se para nós.


- Não me obrigue a ter ciúmes de seus ciúmes – Harry sibilou.


- Apenas fiz uma observação, Harry – eu disse. – Eu estou muito bem servida.


- Bom saber. – Ele piscou e beijou a minha bochecha antes de se afastar. – Nos vemos no Tribunal.


- Guardarei o seu assento. – Sorri e o observei se afastar, cumprimentando Elizabeth quando passou por ela e reunindo-se a Ron.


- Bom dia, Srta. Granger – ela me cumprimentou assim que me alcançou.


- Bom dia, Srta. Mitchell. Meu assistente disse que queria me falar. Algo em que eu possa ajudar? – questionei.


- Na verdade, eu gostaria de saber quais as expectativas para este julgamento – Elizabeth disse, aparentando desconforto. – Você sabe, ele é meu irmão, mas ele...


- Matou seus pais. Eu sei – eu completei e afaguei o ombro dela, passando a mão pelas costas dela de modo a passar algum conforto. – Vamos, me acompanhe até a minha sala e poderemos conversar. – Abri a porta e esperei que ela passasse para, então, acompanhá-la. Tirei o sobretudo enquanto indicava a cadeira defronte à mesa para que ela sentasse. – Eu fui visitar o seu irmão ontem.


- Desculpe, eu não entendo. Pensei que você o quisesse exatamente onde está – Elizabeth fez.


- E eu quero. Quero que ele pague por cada vítima que fez, viva ou morta – garanti. – Mas eu estava com algumas coisas engasgadas desde que ele foi preso e tive que dizer.


- Ele não pode sair – a jovem Mitchell disse, suas feições realmente apavoradas com a possibilidade.


- Eu sei, Elizabeth. O problema de seu irmão é com a sociedade. Não importa se ele pagará a dívida com ela ou não, ele sempre vai atacar, principalmente depois de passar anos longe da civilização – eu disse, recostando-me à mesa, a menos de um metro da loira. – Ele vai sempre culpar a sociedade pela exclusão dele, agora mais do que nunca. E eu farei o que estiver ao meu alcance para proteger tanto a nós quanto a ele. Apesar de tudo, à sua maneira, ele também é uma vítima.


Ela me encarou em silêncio, por um instante, mas logo baixou os olhos e fitou as mãos, repousadas sobre seu colo.


- Eu sei que você tem medo dele. Você e Harry não teriam ido para tão longe se não o temessem – recomecei. – Você questionou quais as expectativas para o julgamento. Pois bem, eu posso falar por mim e pelo que eu acho que ele merece, e posso falar pelo júri e pelo que deve ser aplicado a ele.


- E o que você acha?


- Henry destruiu muitas vidas e muitas famílias, Elizabeth. A começar pela própria. O que eu acho? Eu também sou uma vítima dele. Ele tentou seqüestrar o meu filho, depois seqüestrou a mim... A única coisa que eu pensava enquanto estava lá era em voltar para a minha família e ter essa criança que eu espero – eu respondi e o olhar que recebi em troca foi de choque. – Sim, eu estou grávida. E se eu puser tudo isso em uma balança, principalmente levando em consideração tudo o que eu disse a ele ontem...


- O que você disse a ele?


- Eu tenho dois amigos que poderiam estar no lugar dele hoje. Dois amigos que viviam à sombra dos outros, que sofriam com ataques de garotos de outras Casas, que tinham dificuldades na época da escola, mas eles se tornaram grandes homens. Formaram suas famílias, conquistaram o respeito de todos, venceram e hoje são reconhecidos no que fazem – contei. – Seu irmão... Ele escolheu trilhar esse caminho. Se quer a minha opinião pessoal, bem, por seu irmão eu gostaria que os dementadores ainda cuidassem dos presos de Azkaban.


Elizabeth estremeceu.


- E-eu entendo.


- Sobre o que deve acontecer... Ele usou de Maldições Imperdoáveis e, desde sempre, elas são passaporte para prisão perpétua em Azkaban. Ele vai ter a sua varinha quebrada e ficará proibido de adquirir uma nova se conseguir sair de Azkaban. Mas... mesmo que seu irmão não tivesse usado de Maldições Imperdoáveis, eu temeria a saída dele, pois não acredito na ressocialização de alguém como ele. – Uma pausa. – Seu irmão é um sociopata, Elizabeth. Ele jamais seria ressocializado. Jamais – continuei. – Mas você pode ficar tranqüila. Ele vai pagar pela morte de seus pais.


◊ ◊ ◊


- Pelo seqüestro de nossa chefe do Departamento de Execução das Leis da Magia, pelo uso da Maldição Cruciatus em Andrew Kirke, Savannah Gilbert, Thomas Lee Norris, Noah Fields... – Eu fechei os olhos, bloqueando aquela lista interminável de nomes que agora Mafalda Hopkirk citava, um a um. Doía, pois eu sabia que aquelas vidas nunca mais seriam as mesmas. Havia também as vidas que não mais seriam recuperadas... – Pelo uso da Maldição da Morte em Cara Mitchell, Antwon Mitchell...


- Mione, está tudo bem? Você está pálida...


- Eu preciso sair daqui – eu cochichei, segurando com firmeza no antebraço de Harry.


- A sentença será dada em instantes, Mione – ele disse. – Feche os olhos e tente imaginar que está em outro lugar. Pense no lugar em que esteve mais feliz, com quem esteve mais feliz.


Eu mordi o lábio inferior e, resistente, fiz o que ele disse. Foi como viajar para outro lugar sem me mover. Eu estava em meu quarto, as crianças jogadas sobre a cama king size. Ali não estavam só os meus filhos, mas também os de Harry. Ele estava de pé, fazendo mímicas ao pé da cama. As crianças se divertiam, riam e tentavam adivinhar o que ele estava interpretando.


Senti um leve aperto na minha mão e abri os olhos, deixando minha divagação para trás.


- ... esta Corte condena Henry Eugene Mitchell a prisão perpétua a ser cumprida a partir da presente data na prisão de Azkaban – Mafalda Hopkirk concluiu o seu discurso ao tempo em que a varinha de Mitchell era partida.


- Acabou – eu murmurei.


- Sim, Mione. Acabou – Harry tornou a apertar levemente a minha mão.


◊ ◊ ◊


O som de batimentos curtos e rápidos, ritmados, preencheu o ambiente. Agora o gel gelado sobre a minha barriga já não incomodava mais. Minha atenção era daquele pequeno ser de 27cm e cerca de 450g.


- Dessa vez a posição é favorável – Dra. Campbell disse. – E parece que está explicado por que não conseguíamos ver se era um garotinho ou uma garotinha – ela prosseguiu. – Ao que parece, a mocinha de vocês é bastante envergonhada.


- É uma menina? – questionei.


- Sim, e já se escondeu de novo – a obstetra confirmou.


- É uma menina, Harry – eu fiz, os olhos cheios de lágrimas enquanto minha boca tremia num sorriso.


- Nossa garotinha – ele assentiu, também sorrindo, sua mão afagando a minha.


◊ ◊ ◊


- Nossa garotinha! – Harry disse, a voz abafada pela máscara cirúrgica. Ele a tinha no colo, toda suja de sangue, os olhos fechados, apertados por conta do choro.


Eu não sabia o que dizer. Este era um dos momentos em que eu realmente não tinha palavras para descrever. A felicidade que explodia dentro de meu peito era tamanha que me tirava a capacidade de raciocinar ou, pelo menos, de produzir uma sequência lógica de palavras, que fizesse algum sentido.


Aquela imagem jamais sairia de minha memória. Ele segurando a nossa pequena Amanda, os olhos sorrindo para mim, orgulhoso. Era linda a imagem, inesquecível.


- Digna de ser amada – eu disse, ao segurá-la pela primeira vez. – Este é o significado de seu nome. Porque você é fruto de um amor antigo, escondido, que veio à tona para enfrentar tudo e todos e vencer. Você vai ser muito, muito amada, minha filha. Você já é.


- Amanda – Harry repetiu.


- Fez um bom trabalho, querida – mamãe disse, afagando meu cabelo.


- Obrigada, mamãe. É sempre como se fosse a primeira vez – agradeci, sorrindo. – Ei! Ela abriu os olhos – eu disse. – Veja!


- Azuis? – as vozes de meus pais e de Harry fizeram em uníssono.


- Azuis – eu confirmei, pouco antes de nossa garotinha fechar os olhos novamente.


- Quem diria – Harry fez, sorrindo.


◊ ◊ ◊


Ron não apareceu para nos visitar nem mesmo quando voltamos para casa. Arthur e Molly foram ao hospital no dia seguinte, provavelmente para aproveitar o ambiente formal. Teddy e Victoire já estavam em casa, aguardando a nossa chegada. Não se demoraram, porém. Havia alguns buquês de flores aqui e ali e eu fiquei realmente surpresa um deles estar em nome de Elizabeth Mitchell.


- Devo admitir que fiquei surpreso também – Harry comentou.


Mas a surpresa maior ainda estava por vir.


A campainha tocou ao final da tarde, ainda no primeiro dia em casa após o nascimento da pequena Amanda. Eu a tinha em meu colo, havia acabado de amamentá-la, então Harry adiantou-se para abrir a porta. Quando retornou, um vulto ruivo o acompanhava.


- Ginny – eu fiz, realmente surpresa. Harry tinha os olhos arregalados e balançava a cabeça nervosamente, como se estivesse digerindo também a surpresa.


- Desculpe, não pude ir ao hospital e achei que não haveria problema vir à casa de vocês – ela explicou-se. – Se for uma hora ruim...


- Oh, não! Não, não se preocupe – eu disse. – Apenas não estávamos esperando visitas. A casa está uma bagunça e eu estou totalmente...


- Você está ótima – Ginny encerrou. – Bem, eu vim trazer um presente e conhecer a garotinha de vocês. Amanda, não é?


- Sim, Amanda – eu assenti. – Venha, se aproxime. Não vai conseguir conhecê-la se não chegar mais perto.


Ginny se aproximou e sentou-se à beirada da cama, sob o olhar atento de Harry, que parecia não saber o que fazer, de que forma reagir. Eu ri por dentro. Ele continuava o mesmo desajeitado de sempre!


- Ei, mocinha, tia Ginny veio te conhecer – eu fiz. – Ela trouxe presente para você.


- Ela é linda, Hermione – Ginny disse, após engolir em seco. – Não dá para dizer ainda com quem se parece, mas ela é realmente uma boneca.


- Obrigada – eu disse com sinceridade. – Quer pegar?


Sem jeito, Ginny assentiu, deixando o presente de lado. Estendi o pequeno embrulho em meus braços para ela, que a tomou cuidadosamente em seus braços, ajeitando a gola do macacãozinho que Amanda vestia em seguida.


Enquanto isso, eu abri o presente que ela trouxera. Era um vestidinho marrom com bolinhas de um rosé suave que aumentavam gradativamente à medida que se aproximavam da barra, tinha um laçarote no mesmo tom rosé para marcar a ‘cintura’ e um laço também de fita fixado em uma tiara para colocar na cabeça.


- Que coisa mais linda, Ginny. Obrigada! – agradeci.


- É para quando ela estiver maiorzinha – Ginny disse. – Provavelmente tem milhares de roupas para recém-nascido, então preferi fazer diferente.


- Obrigada – disse mais uma vez. – Harry, será que você poderia levar Amanda para o quarto?


- Tudo bem – ele assentiu, apressando-se em tomá-la dos braços de Ginny e deixar o ambiente.


Esperei que ele alcançasse o quarto de Amanda para então começar:


- Há algo que queira conversar? – perguntei e ela me fitou, sobressaltada. – Apesar de não sermos exatamente amigas desde que... bem, você sabe... Talvez queira me falar sobre esse anel em seu dedo.


Ginny sorriu nervosamente.


- Você notou?


- Oh, eu notei – assenti. – Eric Wadcock?


- Sim – ela confirmou, o rosto enrubescido.


- Whoa, garota! Meu afilhado vai tocar fogo em cada kit da Gemialidades Wesley quando souber – eu disse, sorrindo.


- Não sei ainda o que é isso tudo, mas... Eric é um cara legal – Ginny disse. – Espero que ele não ache estranho o meu filho espalhar para os quatro ventos que vai se casar com a filha dele – brincou.


- Oh, isso vai ser estranho – brinquei. – Eu estou feliz por você, Ginny. De verdade.


- É, eu também estou feliz – ela disse, admirando o anel em seu dedo. – Mas espere para conhecer a nova namorada do seu ex-marido.


- Ah... Oi?

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Comentários: 4

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Enviado por Toddynho em 22/06/2014

Só o começo do capitulo já merece um premio. Foi demais mesmo.

Olhos Azuis? Não deveriam serem verdes?

Todo mundo se ajeitando.

Henry teve seu final.

Capitulo muito incrivel. Pena que ta chegando ao final. 

Nota: 5

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Enviado por Coveiro em 29/05/2014

Uou que capitulo gostoso de ler... muito bom mesmo, como tudo que vc escreve... espero por mais loguinho loguinho...

Nota: 5

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Enviado por Amanda A. em 29/05/2014

EU TÔ MUITO MORTA COM ESSE CAPÍTULO, LINDO! E OBRIGADA PELA HOMENAGEM! HAHAHAHA

Nota: 5

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Enviado por Lara em 29/05/2014

Antes de mais nada: chorando copiosa e profundamente pq gina e draco nao ficaram juntos, mas feliz que ela achou felicidade, igual ao ron (elizabeth i‘m looking at you)

Prosseguindo com a vida: legal que henry foi pra cadeia mas ele devia mesmo era morrer estrangulado pelos fantasmas das pessoas que ele matou <3

OWN A CRIANÇA TAO BB FOFA tem olhinhos azuis nhac (harry vá verificar se vc n levou corno bjs obg)
Ron tsc tsc não foi ver a criança tava ocupado fazendo outra criança hue

as coisas tão começando a dar certo tá chegando no final i guess ): chorosa chateada mas td bem acontece this is the life hold on tight 

Nota: 5

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