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21. O dia de Viktor


Fic: Minha vida com Hermione Granger


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Viktor POV.


Fora uma manhã exaustiva, além de finalmente prenderem Skeeter, ainda tiveram que acalmar os funcionários do Profeta e auxiliá-los na reconstrução de alguns móveis e paredes danificados. Uma queixa oficial foi registrada pelo Editor Chefe, que parecia estar cuspindo fogo pelas narinas quando falava o nome de Skeeter.


Toda a impressão e reedição do Profeta Diário, fora comprometida. Com tamanha confusão, muitas reportagens, entrevistas e pergaminhos se perderam, trabalhos de semanas, foram jogados ao lixo por um pavão gigante e desengonçado, perseguido por cartas amaldiçoadas, quem que mais tarde descobriam ser Skeeter.


Viktor acompanhou os aurores todo o caminho, numa mão a sua varinha, na outra, segurava firmemente o braço fino da repórter, agora amordaçada e amarrada com poderosas correntes mágicas a impedindo de escapar. Ele permaneceu com um semblante fechado, um ar estoico, enquanto a guiava por um corredor no segundo andar do Ministério, quando chegaram à sala, Viktor tirou sua mordaça com um aceno breve de sua varinha.


-Eu exijo meus direitos!


Bradou ela com exasperação, tentando inutilmente livrar-se das amarras que a mantinham cativa enquanto a carregavam para uma pequena sala do ministério, era um ultraje, todo o caminho para aquele lugar as pessoas lhe davam olhares atrozes, repugnantes e revoltosos.


-Seu único direito é de ficar calada, Skeeter!


Cuspia amargamente Viktor Krum apoiando a mão forte sobre o ombro da repórter e a forçando a sentar-se na cadeira para o interrogatório. Os olhos da bruxa ampliaram-se comicamente por trás dos óculos extravagantes.


-O que vão fazer comigo?


Pergunta alarmada, olhando em volta como se tentasse reconhecer aquele lugar. Seria uma cela, câmara de tortura? Sala de interrogatório? A única coisa que ela sabia, era que aquele lugar era sombrio o suficiente para lhe causar calafrios.


-O que faremos? Nós não faremos nada!


Responde um dos aurores, antes de dar de ombros e pontar para o outro lado da sala. Skeeter congelou em choque. Ali, bem diante de seus olhos, de braços cruzados e um olhar furioso no rosto, se encontrava o próprio Ministro da Magia.


-Quem vai interroga-la, sou eu!


Anuncia ele severamente para o desespero de Rita.


-Eu não fiz nada de errado! Isso é sequestro!


Rebate ela com ousadia, sua mente borbulhando em acesso de pânico. Uma risada seca escapou dos lábios finos de Viktor que cruzou os braços e posicionou-se frente à única porta de saída, bloqueando qualquer chance de Skeeter escapar, animago ou não, a maldita sala não possuía janelas.


-Você não foi sequestrada Rita!


Diz o ministro em voz profunda.


-Você foi presa em flagrante!


Explica no mesmo tom a deixando sem palavras.


-O Ministério tem recebido uma série de denúncias contra seus artigos no Profeta Diário, há anos, e finalmente, eu resolvi investigar por conta própria, como uma repórter tão popular, pode criar tantos inimigos poderosos?


Questiona especulativamente o ministro, apoiando ambas as mãos sobre a mesinha que o separava de Skeeter, enquanto inclinava-se incisivamente em sua direção, a olhando nos olhos. Ela estremeceu, mas não perdeu a chance de dar uma resposta afianda.


-É o preço de anunciar a verdade ao mundo!


Diz ela entre dentes


-E se eu fosse você, Ministro, teria mais cuidado também, sei coisas demais!


Ameaça ela levantando o rosto em desafio. Kingsley levanta uma sobrancelha em ceticismo, mas resolve ignorar a ameaça.


-Vamos seguir o procedimento padrão... Onde está sua varinha?


Exigiu autoritário Kingsley Shacklebolt agora regiamente de pé cercado por quatro aurores.


-Transformou-se em doce de criança esta manhã!


Responde ela involuntariamente a repórter, mordendo a língua logo em seguida.


-Muito conveniente não?


Diz um dos aurores sarcasticamente.


-Está brincando conosco, Skeeter?


Questiona em tom ameaçador Shacklebolt, estreitando os olhos negros em sua direção.


-Eu não estou mentindo!


Defende-se ela aos berros.


-E a que se deve o estado deplorável em que se encontra?


Questiona novamente o ministro, atentando para as roupas berrantes e peruca esdrúxula que usava.


-Não interessa!


Cuspia revoltada a repórter, percebendo que os aurores seguravam-se para não rir da sua condição. Ela não era palhaço de circo para todos ficarem apontando e rindo da sua cara!


-Se quer saber, não podem me manter aqui enclausurada só porque disse algumas verdades sobre Harry Potter!


Defendia-se ela raivosamente.


-Verdades?


Repete Viktor às suas costas, em tom nada amigável, mas antes que o búlgaro tivesse qualquer chance de questioná-la, o ministro intervém.


-Não estamos aqui por causa de Harry Potter!


Explica ele em tom pacífico, deixando Rita perplexa e ainda mais intrigada.


-Então de que me acusam?


Pergunta hesitante a mulher, olhando um a um dos aurores que ali se encontravam, mas sem obter qualquer indício de resposta.


-Invasão de ambiente privativo do Ministério da Magia, só para começar!


Anuncia o ministro puxando uma pasta amarela recheada de documentos, fotos e relatórios, e os jogando sobre a mesa, permitindo à bruxa ver do que se tratava. Com horror, ela reconheceu sua ficha de crimes arquivada há tantos anos.


-Mudar de nome, ser uma animaga não registrada, chantagens, calúnias, comoção pública, manipulação de informações confidenciais, invasão de propriedades... sua lista de crimes é bem extensa senhorita Skeeter!


Continuava Kingsley diante de uma muito pálida Rita Skeeter. Viktor Krum, não evitou um sorriso vitorioso em seu rosto ao assistir justiça sendo feita à bruxa que tanto feriu a sua Hermione. Finalmente, ele teria um bom motivo para fazer com que a jovem nascida trouxa se orgulhasse dele.


Rita possuía uma vasta lista de inimigos poderosos, muitos dos quais estavam no poder quando Voldemort tomou o Ministério. Muitas das suas reportagens eram favoráveis a esses grandes nomes da comunidade mágica sempre que lhe fossem convenientes e uma série arbitrária de "gratificações em dinheiro" concedidas à repórter também foram encontradas no local onde se manteve escondida.


O interrogatório de Skeeter, durou quase quatro horas seguidas, encerrando por deixar a bruxa sem varinha sob custódia do Ministério da Magia, enquanto outras denúncias contra ela fossem averiguadas por uma pequena comissão de aurores especializados. Porém, Viktor deixava o Ministério, com uma forte sensação de dever cumprido. Rita Skeeter já não seria um obstáculo no seu caminho.


Quando finalmente chegou ao pequeno apartamento, que alugou para uma temporada em Londres, Viktor já planejava uma forma de contar para Hermione sobre o sucesso da captura de Rita Skeeter. Com um sorriso cansado, porém sincero ele imaginou o agradecimento brilhando nos olhos castanhos da nascida trouxa.


-Finalmente posso fazer algo por ela, que nem mesmo Harry Potter conseguiu!


Murmurava ele feliz, enquanto esfregava os músculos tensos de sua nuca. Sob a mesa de cabeceira, uma pequena pilha de cartas e pergaminhos. Todos os papéis, eram ofertas e generosas doações para o orfanato especial para nascidos trouxas que ele estava construindo.


-Hermione ficaria orgulhosa!


Imaginou ele, tomando alguns pergaminhos nas mãos e analisando as fichas com os nomes das crianças que perderam os pais durante a guerra. Ele estaria abrigando mais de cinquenta pequenos bruxos, meninos e meninas entre 3 a 10 anos de idade. Estariam protegidos até o momento que fossem à Hogwarts. Em poucos dias, o prédio para o orfanato seria escolhido, e todos os jornais anunciariam a abertura do orfanato.


Talvez, se Hermione o ajudasse, tudo seguisse ainda mais rápido e logo ele poderia leva-la para a Austrália, ponderou o búlgaro seriamente. Depois de um longo e merecido banho quente, Viktor se preparava para ir para a cama, quando uma coruja surgiu em sua janela.


Franzindo a testa em desconfiança. Viktor pegou o pergaminho perfeitamente enganchado na perna da coruja. "Para Viktor Krum". A letra caprichosa não o enganava. Com um pequeno sorriso, ele abriu a carta, para segundos depois sua expressão mudar de pacífica a tempestuosa. Ele não aceitaria isso! Não permitiria! Isso não iria acontecer! Hermione Granger não iria abrir mão de seus pais por causa de Harry Potter, mesmo que para isso Viktor tivesse que tomar medidas drásticas.


Hermione POV.


Mais uma vez, amanhecia lentamente, aos poucos os raios do sol adentravam pelas finas cortinas do quarto de Teddy. As cores suaves do amanhecer também tomavam forma nas paredes do quarto, deixando o ambiente mais leve e muito mais claro. Sorri involuntariamente quando percebi Teddy agitar-se em seu sono. O pequeno tinha os cabelos em um tom azul profundo e pequenas sardas sobre o nariz arrebitado.


O que estaria sonhando? Imaginou Hermione acariciando de leve os cabelos do bebê Lupin. Ela não tinha pregado os olhos a madrugada inteira. Impulsionada por uma necessidade desconhecida de estar com ele, de protege-lo, de sentir que Teddy era real e que estava à salvo. Talvez, acima de tudo, precisasse mostrar a si mesma que tomara a decisão certa, ficando aqui na Grã-Bretanha... para proteger aquela pequena e tão maravilhosa vida.


Sem que ela percebesse, Teddy agarrou um dos seus dedos com sua mãozinha gorducha, como se não desejasse abrir mão do afago gentil da nascida trouxa. Era impossível não se apegar ao menino. Bastou sentir sua presença e logo os olhinhos sonolentos se abriam, num tom tão castanho quanto os seus. Ele a reconhecia mesmo em seu sono.


-Bom dia, Teddy!


Sussurrava ela docemente, recebendo um bocejo acompanhado de um sorriso sonolento do pequeno como resposta. Teddy já balançava as pernas no ar, na tentativa de alcança-la, mas precisara Hermione toma-lo em seu colo para que sua agitação diminuísse.


-Shhh! Assim vai acordar seu padrinho!


Murmurava Hermione suavemente, apoiando a cabecinha do bebê em seu ombro e acariciando em círculos as costas do pequeno Lupin. Ele bocejou novamente, as mãozinhas agarrando fortemente a camisola da nascida trouxa e perdido no perfume da jovem bruxa, Teddy relaxou novamente e voltou a dormir, embalado nos braços dela.


Não muito distante do berço, Harry dormia profundamente na poltrona ao lado da janela, os cabelos mais bagunçados do que nunca, o rosto pálido não escondia as olheiras de uma longa noite mal dormida, os óculos caídos em seu colo. Hermione o fitava com um misto de carinho e compaixão. Ela viu de perto o quanto a situação de Teddy o deixava abalado, perdeu a conta de quantos pesadelos o pobre grifinório teve, temendo que seu afilhado sofresse na pele tudo o que ele passou na infância e em Hogwarts.


Mordendo o lábio inferior, ela desvia o olhar do moreno. Recordando a discussão severa que tiveram no dia anterior. O sentimento de raiva e ciúmes ainda presentes dentro do peito. Ela sentia-se tão revoltada, por ter de esconder do resto do mundo que estava ao lado do bruxo que ama, as vezes sentia como se Harry não desejasse assumir que o que eles tinham era real. As inseguranças ainda perturbando seu coração aflito.


-Harry jamais faria isso comigo!


Repetia para si mesma. Não daria margem a quaisquer dúvidas, ela conhecia Harry desde os onze anos de idade, passou ao seu lado o melhor e o pior que seu mundo poderia oferecer. Ela o viu desnudar sua alma, o consolou quando ele descobriu o túmulo de seus pais, o apoiou quando as esperanças estavam esgotando-se, da mesma forma como ele esforçava-se ao máximo para que ela não desanimasse, como apesar dos tempos difíceis durante a caça às horcruxes, ele sempre sorria para ela.


Sim! Este era o seu Harry, ele nunca trairia seus amigos, especialmente depois de ter confessado à ela seus verdadeiros sentimentos. Mas, quando a questão parecia ter sido resolvida, o memória de Lupin veio à tona. Mais uma vez, se encontrou confrontada por Harry, diante de duas opções, ficar e descobrir uma forma de impedir que uma ordem de bruxos racistas machucassem Teddy, ou partir em busca dos seus pais antes que fosse tarde demais para recuperá-los.


Hermione mais uma vez sentiu o coração apertar. Não fora fácil! Depois de quase dois meses, depois de tanto planejar, depois de buscar todas as alternativas, quando ela finalmente imaginou estar pronta para seguir em frente e reencontrar seus pais, o pedido de Remus Lupin, caiu como uma bomba sobre ela. Teddy, seu pequeno e adorado Teddy, era um alvo. O sentimento de alarme a tomava novamente. Hermione sabia que Andromeda e Harry jamais permitiriam que alguém ferisse o seu bebê.


No entanto, não conseguiria dormir uma noite se quer em paz, estando longe dele. Sem saber se estava bem, se tinha tomado a mamadeira na hora certa, se Harry saberia trocar suas fraldas, se ele aprendeu alguma coisa nova... a simples ideia de se afastar dele era insuportável para ela. Por outro lado, um sentimento de culpa avassalador tomava forma.


Estaria ela usando Teddy para encobrir seu medo de reencontrar seus pais?


Hermione com muito cuidado, colocou Teddy em seu berço novamente, beijando a testa do pequenino ternamente antes de voltar-se para Harry. Sentando-se no braço da poltrona, não resistiu ao impulso de acariciar os cabelos rebeldes do moreno enquanto refletia que tudo o que ela pensara agora há pouco, fora dito por ele ontem à noite, quando confessou que apesar de querer que ela ficasse ao seu lado, não aceitaria que desistisse de seus pais por isso.


O semblante severo do Potter, desaparecia tranquilamente enquanto Hermione agora puxava suavemente os cabelos escuros entre seus dedos delicados e plantava beijinhos suaves sobre o rosto do namorado. Sim! Ela poderia ter muitas dúvidas ainda, mas lá no fundo, ela sabia... que tudo daria certo enquanto Harry estivesse ao seu lado.


Pouco tempo depois, monstro empurrava rabugento a porta do quarto de Teddy e com uma expressão azeda se dirigia à Hermione.


-Há um tal Viktor Krum à sua espera!


Anuncia o elfo a contragosto, ao que Hermione franzia a testa intrigada com a repentina visita do búlgaro, quando ainda não completavam sete horas da manhã. Com um aceno breve ela confirmou que desceria, mas antes conjurou um cobertor e cobriu Harry, que assim como Teddy, dormia pacificamente.


Seguindo na ponta dos pés, ela retorna ao seu quarto e apressasse em encontrar uma roupa adequada, não poderia receber Viktor de camisola! Depois de poucos minutos encontrara o jogador de quadribol na sala da lareira, discutindo civilizadamente alguns pontos do ministério com a senhora Tonks.


-Oh, vejo que já está de pé minha querida!


Cumprimenta Andromeda recebendo Hermione com um sorriso gentil. Hermione a fitou agradecida por distrair Viktor tempo o suficiente para ao menos trocar suas roupas.


-Eu sinto muito se os fiz esperar!


Desculpa-se ela com um sorriso amigável, e logo a senhora Tonks seguia para a cozinha deixando Viktor e Hermione à sós.


-Eu recebi a sua carta!


Diz o búlgaro sem preâmbulos, para total surpresa da nascida trouxa.


-Porque está fazendo isso Hermione? Porque parece estar castigando a si mesma vivendo à sombra de Harry Potter?


Questiona severamente o bruxo, sem no entanto levantar a voz, ele era firme, mas não autoritário. Parecia realmente frustrado com a desistência de Hermione, e pelo que parecia, estava disposto a negociar sua decisão.


Viktor POV.


O sol mal surgiu no horizonte e mais uma vez, me vi na casa de Potter. Não que a minha última experiência aqui tenha sido de todo agradável, ser atirado à calçada ao lado do atual Ministro da Magia, não estava no topo das minhas lembranças favoritas sobre Harry Potter. O que me trazia a este lugar era algo muito mais importante que ele. Hermione Granger!


Estava decidido a fazê-la mudar de ideia. Todas as minhas estratégias estavam esgotando-se rapidamente, enfrentar Potter, oferecer a chance de reencontrar seus pais, abrir um orfanato para nascidos-trouxa, prender Skeeter para defender a sua honra... o que mais ele poderia fazer? Sua única alternativa era abrir seu coração para ela.


Hermione não era uma garota qualquer, não era deslumbrada, tinha um temperamento forte, valores morais inabaláveis, não se impressionava por riqueza, fama ou joias. Não era o tipo de bruxa que se derretia facilmente com um buquê de flores. Ela preferia livros e ter uma conversa inteligente a todo o resto.


Com um pouco de persuasão, o maldito elfo de Potter me permitiu entrar, mas, para minha decepção, fui recebido por uma velha senhora, uma remanescente da família Black, Andromeda Tonks. A avó do bebê que Hermione tanto se apegara. Conversamos rapidamente, mas apesar de ser bastante sutil, percebi que tentava descobrir o motivo da minha visita tão repentina. Por sorte, Hermione chegara bem a tempo.


Não pude evitar segurar um suspiro de alívio com sua chegara, ela parecia linda mesmo tão cedo pela manhã. No entanto, minha expressão logo tornou-se seria novamente, o que tinha a discutir com ela não era nem de longe algo comum.


-Eu recebi sua carta!


Disse inexpressivamente.


-Porque está fazendo isso Hermione? Porque parece estar castigando a si mesma vivendo à sombra de Harry Potter?


Desafiei a vi estreitar os olhos claramente ofendida.


-Não sou sombra de NINGUÉM, Viktor!


Rebateu ela firmemente, com seus olhos castanhos brilhando em desafio.


-Não vejo outro motivo para desistir tão facilmente de recuperar a sua família!


Disse à ela incisivamente. Precisava desafiá-la, fazer com que ela abrisse os olhos e percebesse que estava cometendo um grande erro.


-O que fazer com a minha família é uma decisão minha!


Garante ela ferozmente.


-Será que seus pais achariam isso certo?


A cortei mais uma vez, a levando a emudecer completamente, seus olhos alargaram-se quando as palavras escaparam da minha boca. Essa era a minha chance!


-Acredita mesmo, que seus pais ficariam felizes ao saber que além de apagar suas memórias, você esteve evitando reencontrá-los?


Questionei ficando de pé e a encarando incisivamente.


-Eles não merecem isso Hermione, muito menos você!


Continuava diante do olhar angustiado da nascida trouxa. Ela respirava pesadamente, seu peito levantando e descendo em uma clara expressão de nervosismo. Ela levantou-se subitamente me encarando.


-Viktor você não tem o direito...


Começava ela furiosamente, apesar de perceber os primeiros vestígios de lágrimas em seus olhos cor de âmbar.


-SIM! Eu tenho esse direito Hermione! Alguém precisa ter!


Rebati no mesmo tom. Não voltaria atrás.


-Não me peça para ficar aqui de braços cruzados enquanto abre mão dos seus sonhos por causa dele! Eu não suporto ver uma bruxa brilhante como você perder todas as oportunidades que merece receber!


Disse com toda minha convicção. Sei que eram palavras duras, mas estava sendo sincero com ela, tão franco quanto sempre fui. Ela me assistia com perda de palavras, pela primeira vez vi Hermione Granger sem resposta.


-Eu estou aqui hoje, Hermione, por sua causa, por você! Estou aqui depois de ter prendido Skeeter, capturado comensais da morte, construído um orfanato e oferecido tudo que tenho à sua disposição para encontrar seus pais!


Confessei já não conseguindo conter tudo que estava preso na minha garganta.


-Eu não conheço nenhum homem que já tenha doado tanto de si mesmo por alguém como eu estou fazendo por você!


Disse com a voz já alterada. Ela abria a boca em surpresa, tentando formular alguma resposta, mas, mal conseguia sair do lugar. Me aproximei dela e tomei uma de suas mãos entre as minhas, com o maior cuidado e respeito que eu poderia reunir.


-Eu estou aqui, por que eu te amo, Hermione Granger! Eu não estou oferecendo apenas meus esforços, estou oferecendo meu coração à jovem bruxa mais extraordinária que já conheci!


Disse a olhando diretamente nos olhos. Ela balançou negativamente o rosto, mas sem desviar o olhar, lágrimas ainda ameaçando escaparem dos orbes castanhos que eu amava.


-Viktor, eu n...


Ela começou fracamente, mas a interrompi. Precisava que ela me escutasse.


-Por favor me dê uma chance! Uma única chance de te provas que posso ser melhor que ele, que posso te fazer feliz!


Implorava apaixonadamente apertando sua mão entre as minhas.


-Eu não vou me importar se desejar retomar seus estudos em Hogwarts ou se quiser se afastar do país para ficar com seus pais! Juro que irei apoiá-la sempre e que vou respeitar suas escolhas, contanto que isto não possa prejudica-la! Eu só preciso de uma chance Hermione, para proteger você, para que pela primeira vez alguém possa ser o seu apoio, seu suporte e não o contrário!


Anuncio antes de abraça-la possessivamente a prendendo em meus braços, ansiando por compartilhar um pouco do seu calor.


-Viktor eu...


Ela começava, mas eu já me encontrava de joelhos, olhando para ela com tamanha devoção e amor que não enxergava nada além do meu desejo.


-Case-se comigo! Me dê esta chance! Case-se comigo.


Pedia à ela apaixonadamente.


Harry POV.


Acordei sentindo que algo estava muito errado. Não estava no meu quarto, minhas costas doíam e meus óculos não estavam ao meu alcance. Foi com uma dor lacerante que convoquei meus óculos e vi tudo com maior claridade. Estava no quarto de Teddy, as paredes em um tom azul celeste e os jovens jogadores de quadribol passeando entre as torres do campo.


Esticando o pescoço, ao levantar, percebi uma colcha sobre mim. Um sorriso involuntário tomou conta dos meus lábios, só poderia ter sido Hermione. A passos leves, verifiquei Teddy no berço, ele dormia tranquilamente, para meu alívio. Mas assim que deixei seu quarto e desci as escadas em busca de Hermione, ouvi vozes alteradas na sala da lareira.


-O que ele está fazendo aqui?!


Praguejei, seguindo furiosamente em direção à sala, disposto a colocar Krum para fora de uma vez por todas. Mas, a cena que eu veja, me impede de tomar qualquer atitude... eu podia ouvir claramente cada coisa que ele dizia, eu podia ver a reação alarmada de Hermione... eu podia sentir a urgência de suas ações. Quando ele a abraçou e logo depois se pôs de joelhos, foi o limite.


-O QUE PENSA QUE ESTÁ FAZENDO AQUI?


Bradei furiosamente o obrigando a afastar-se de Hermione. Ela me encarava assustada, e estava prestes a seguir em minha direção, mas o braço de Viktor a impediu. Ele olhou para mi que tamanha ira que poderia rivalizar com um comensal da morte.


-Eu tenho assuntos a tratar com Hermione!


Responde ele entre dentes.


-Ela não parece muito confortável para tratar qualquer coisa com você!


Disse me aproximando mais dos dois, fechando minhas mãos em punhos, contando até mil mentalmente para não partir para cima daquele búlgaro que ainda segurava Hermione pelo braço.


-O único desconfortável aqui será você Potter!


Diz ele com arrogância.


-Eu acabei de pedí-la em casamento!


Anuncia Viktor, e depois disso tudo se tornou um borrão na minha mente. Não conseguia ouvir o chamado de Hermione, ou as palavras sarcásticas de Krum, não percebia a presença de Monstro ou a chegada repentina de Andromeda. Tudo o que eu sabia é que precisava sair daquele lugar ou iria sufocar.


Geral POV.


-Ele estava lá! De joelhos e tudo!


Repetia arduamente Harry, fechando as mãos em punhos, apesar da expressão de derrota em seu rosto.


-E o pior... é que... é que cada coisa que ele disse era verdade! Ele estava certo, eu não a mereço!


Dizia ele com a voz ligeiramente instável.


-Não diga isso!


Rebate Arthur Weasley severamente.


-Hermione o conhece bem demais para acreditar em qualquer coisa que Krum possa ter dito sobre você!


O tranquilizava o senhor Weasley.


-Tenho certeza que você não teria aceitado que ela desistisse da viagem sem protestos! Sei que você insistiu para que ela continuasse sem você apesar de tudo!


Contornava ele em tom paternal, ao que Harry apenas levanta os olhos verdes, já cansados em sua direção.


-Mas, eu poderia ter insistido mais! É a família dela!


Culpava-se ainda mais o moreno, enterrando os dedos pálidos nos cabelos escuros com exasperação.


-Da mesma forma, como você e Teddy também são sua família, Harry!


Corrige o mais velho com simpatia.


-Hermione é uma jovem bruxa muito inteligente, se ela chegou a tomar essa decisão, certamente, já tenha ponderado todas as consequências da sua escolha!


Explica o patriarca Weasley recebendo um olhar esperançoso do mais novo Potter.


-Por mais que eu queira acreditar nisso... não posso aceitar que ela faça tantos sacrifícios por conta própria, com consequências ou não, Hermione não merece abrir mão dos pais, mesmo que seja por Teddy!


Justifica o grifinório amargamente.


-Harry, meu filho... não é simplesmente uma questão de sacrifícios, mas de amor! Ela não está se sacrificando, está se doando por aqueles que ama!


Ponderava o senhor Weasley ganhando a atenção de Harry novamente.


-Ela o ama, Harry, qualquer um pode ver isso em seus olhos! Da mesma forma como ela ama Teddy! É quase impossível vê-los separados, é quase como assistir uma mãe carregando seu filho nos braços!


Explica suavemente o ruivo, e Harry finalmente podia sentir algo dentro do peito inchar em orgulho. Sim, ele não tinha dúvidas do amor de Hermione, sentia-se o homem mais afortunado do mundo por ser merecedor daquela menina maravilhosa de cabelos tão revoltosos quanto os seus. Da mesma forma, sentia-se cativado, pelo carinho e dedicação que ela tinha pelo bebê Lupin. Sim, nisso o Senhor Weasley tinha razão, ele conseguia enxergar Hermione como uma figura materna para Teddy, em todos os sentidos...


-Ela seria uma mãe maravilhosa...


Murmura o grifinório sem perceber que colocava em palavras o que instantes atrás eram só pensamentos.


-Concordo plenamente, apesar de considerar muito cedo!


Afirma o senhor Weasley com um singelo sorriso no rosto.


-Eu queria que as coisas fossem mais simples!


Gemia o moreno em frustração.


-Eu quero que ela fique, por que eu a amo! Mas, também quero que ela vá por que eu a amo demais para prendê-la aqui!


Confessa o Potter dolorosamente, como se fosse um martírio assumir cada uma dessas palavras.


-Você não tem que decidir isso por ela, Harry! Depois de tudo é uma escolha de Hermione!


Aconselha o mais velho ao seu lado.


-Eu entendo!


Repetia ele com as mãos presas entres os fios escuros de seus cabelos.


-Eu a amo! Eu... eu não sou perfeito, mas eu... eu preciso dela, eu me sinto perdido quando não está por perto!


Continuava ele andando de um lado a outro impacientemente.


-Bem, porque não diz isso à ela ao invés de ter fugido?! Não é algo que pareça com você filho...


Aconselha calmamente o senhor Weasley apoiando as mãos sobre a mesa da cozinha da Toca.


-O que? Eu não posso ficar de joelhos e implorar para ela ficar, é... é tão injusto! Ela tem os pais dela e eu... eu não... eu não posso obriga-la a ficar, usando Teddy! Se ela se for... só me restará ele.


Começa Harry desesperadamente até sentir-se completamente exausto, jogando-se na cadeira, em frente ao senhor Weasley, enterrando o rosto entre as mãos.


-Não seja tão injusto Harry, sempre terá a nossa família ao seu lado, você é um Weasley honorário!


Brinca pacificamente o senhor Weasley percebendo a tristeza do grifinório.


-Mas, eu pensei que depois da guerra... depois de Voldemort... eu pensei que tudo seria mais fácil! Pensei que não teria que deixar ninguém que eu amo se afastar novamente!


Confessa o moreno tirando os óculos e esfregando os olhos fervorosamente.


-Nada é fácil depois de uma guerra filho!


Começa Arthur agitando desajeitadamente a varinha invocando uma chaleira e um par de xícaras, as enchendo com chá fervente logo em seguida ao que Harry agradece com um sorriso fraco.


-Todos nós perdemos amigos, companheiros, liberdade... Todos nós abrimos mão de algo para lutar essa batalha contra o mal!


Continuava ele servindo a própria xícara de chá agora.


-É natural que depois de tantos sacrifícios você se sinta um pouco desnorteado, ainda mais quando a pessoa que se tornou seu porto seguro, pode deixar o país a qualquer momento!


Conclui o patriarca ruivo bebericando sua xícara de chá satisfeito.


-Mas, ela não vai sozinha!


Murmura Harry amargamente encarando o próprio reflexo difuso na superfície da xícara de chá.


-E isso seria algo ruim? Ainda há comensais da morte foragidos!


Questiona Arthur o fitando com curiosidade ao que o moreno responde com um rosnado irritadiço.


-Talvez você esteja tão assustado pela possibilidade de uma partida eminente de Hermione que não esteja percebendo o mais importante!


Explica Arthur num tom quase paternal. Ele fitava o jovem herói do mundo bruxo, o garoto que desafiou e destruiu Voldemort com uma mistura de simpatia e carinho, Harry Potter poderia ser muitas coisas, mas não um especialista em amor e a ideia de perder seu primeiro grande amor o aterrorizava.


-O que seria mais importante para ela do que reencontrar os pais?


Pergunta Harry sinceramente angustiado. A última lembrança que tinha em mente foi o pedido infame de Viktor para que Hermione se casasse com ele, Merlin, ele tinha capturado Skeeter e feito tantas coisas por ela... Como Harry poderia competir contra isso? Krum chegara a sua frente! Maldito fosse!


-Qual foi a última coisa que ela disse antes de você sair?


Pergunta gentilmente o ruivo mais velho quando o inconfundível barulho do flu o fez levantar em alerta. Para sua resignação uma nascida trouxa de cabelos cacheados e olhos profundamente castanhos surgiu entre as chamas esverdeadas, com uma varinha em punho e um semblante assassino.


-HARRY JAMES POTTER, EU SEI QUE ESTÁ SE ESCONDENDO AQUI! APAREÇA AGORA!


Exigiu Hermione furiosamente, sua voz ecoando perigosamente ameaçadora em cada recanto da Toca. Harry imediatamente fica de pé, os olhos amplos em temor, ela estava brava com ele, muito, mas muito brava mesmo.


-Como ela desco...


Começou o moreno completamente atônito até perceber que possivelmente ela teria "torturado" Rony até que ele revelasse o paradeiro dele. Maldição!


-Acredito que nossa conversa termina por aqui Harry!


Diz o senhor Weasley dando de ombros com um sorriso cúmplice.


-Boa sorte!


Deseja ele antes de deixar a cozinha e seguir em direção ao seu velho galpão com uma desculpa qualquer para verificar seus adorados objetos trouxa. O Potter soava frio quando Hermione o encontrou na cozinha, ela respirava pesadamente, como se tivesse corrido uma maratona, e no instante em que seus olhos se encontraram ela voou em sua direção o prendendo em um abraço esmagador, enterrando o rosto em seu peito enquanto seus braços o trancava num aperto feroz.


-Her-Hermione!


Exclamou ele assustado com a mudança súbita de reação da grifinória, mas instintivamente envolvendo seus braços ao redor dela.


-Nunca mais faça isso!


Pediu ela com a voz abafada em sua camisa estremecendo levemente antes de começar a chorar.


-Nunca mais desapareça assim!


Pedia ela com a voz embargada.


-Eu te procurei em Hogwarts, revirei aquele maldito campo de quadribol, busquei em cada loja de Hogsmead até na casa dos gritos, fui a Godric‘s Hollow, no cemitério dos seus pais, eu perguntei a todos nossos amigos... Droga Harry eu tive que suportar o rabugento do seu tio no Privet Drive!


Divagava a nascida trouxa soltando-se do namorado e desferindo pequenos socos em seu peito a cada palavra dita. Ela estava mais do que furiosa, ela estava triste e isto deixava o grifinório tomado por um extraordinária sentimento de culpa. Sozinha tinha percorrido todo o país a sua procura, tinha seguido em cada lugar que fora especial para ele, lugares que ele não compartilhara com ninguém mais além dela.


Hermione o conhecia profundamente, e não pensou duas vezes antes de procura-lo mesmo que pudesse colocar a si mesma em risco. Sim, Harry se sentiu culpado, o pior bruxo na face da terra. Ele a deixara tão desesperada, tão angustiada que a grifinória se viu obrigada a seguir um roteiro que ele mesmo não teria sido capaz de fazer sozinho. Enquanto ele se afogava em suas inseguranças estúpidas, mesmo depois de tê-la deixado sozinha com Krum, ela ainda precisava dele.


-Eu sinto muito!


Diz ele baixinho apertando seu abraço para que Hermione estivesse novamente com a cabeça em seu peito e ele tivesse a chance de acalentar sua namorada, acalmar seu coração e finalmente implorar por seu perdão. Ele não sabia o que tinha feito para merecer alguém tão maravilhosa como Hermione... Ele não a merecia! Sua mente repetia num mantra sombrio... Krum, Neville e até o imbecil do McLaggen poderiam trata-la melhor do que ele... Mas, Harry a amava demais para aceitar isso. Hermione era SUA, em todos os sentidos, sua melhor amiga, sua companheira, sua confidente, sua namorada, sua consciência, sua força, sua motivação, sua esperança, seu modelo, seu amor, sua melhor lembrança, sua luz!


-Você se foi... antes que eu tivesse a chance de te dizer...


Continuava ela ignorando o pedido de desculpas de Harry que mais uma vez a interrompeu. Ele temia como um louco este momento, ele não queria ouvir, não suportaria admitir que perdera todas as suas chances. Não poderia ouvir de seus lábios que ela o deixaria, por que, no final das contas, por mais que desejasse que ela ficasse ao seu lado, jamais poderia impedir que reencontrasse seus pais. Ele engoliria o orgulho, ele suportaria a dor, sufocaria a saudade... Mas, não permitiria que desistisse, que sacrificasse sua única chance de reencontrar o senhor e a senhora Granger. Ela merecia isso e por ela, Harry faria tudo!


-Eu não queria te dizer adeus, Hermione! Eu não suportaria ter que assistir você indo embora com Krum!


Revela o moreno beijando protetoramente os cabelos encaracolados da jovem bruxa em seus braços, embalando-os lentamente como se também tentasse tranquilizar a si mesmo nesse gesto.


-Eu não vou a lugar algum, Harry!


Defende-se ela levantando o rosto levemente, apenas o bastante para encarar os olhos verdes que ela tanto adorava. Ele se perdeu no olhar de Hermione, tê-la tão perto, compartilhar aquele calor, sentir seu perfume, tocar seus cabelos, sua pele, poder desenhar cada detalhe perfeito do seu rosto com a ponta dos seus dedos, poder marcar na memória cada pequeno traço da bruxa que ele mais amava, não tinha preço para o Potter.


-Eu não aceitei o pedido de Viktor!


Confessa a grifinória brindando-lhe um sorriso sincero.


- Como pôde imaginar que abandonaria você e Teddy? Estava tão surpresa com a declaração de Viktor que mal tive tempo de reagir!


Explicava a morena com determinação em seus olhos.


-Eu sei, que temos discutidos muito ultimamente, que discordamos e perdemos a paciência quando parece existir alguém entre nós dois...


Começa ela sentindo o rosto esquentar por praticamente assumir para Harry os seus ciúmes.


-Mas, isso não diminui e minha confiança ou o meu amor por você! Harry eu te amo e não há nada que Viktor possa fazer para mudar isso, meu coração já pertence a você!


Ela revela e naquele momento todo o mundo parou de girar, nada nem ninguém no universo seria capaz de minar a imensa sensação de felicidade que rugia ferozmente dentro do peito de Harry Potter. Ela não aceitara Krum, Hermione não o estava procurando para uma despedida como ele tanto temia, ela o amava.


Merlin, ele sentia-se o maior tolo da Grã Bretanha! Como poderia ter pensado que a sua Hermione, sua bela, cativante, gentil, forte, astuta, admirável, perseverante, leal, audaz, protetora e apaixonante nascida trouxa, seria capaz de deixa-lo para trás?


-Mas... eu pensei que concordasse com ele...


Começa ele hesitante, incapaz de acreditar que não a perderia tão facilmente. Ela o queria ao seu lado e nem mesmo o pedido do astro de quadribol búlgaro o impediria de seguir com ela.


-Pensou errado!


Rebate ela mordaz se afastando dele e cruzando os braços com uma expressão clara de irritação em seu rosto ainda molhado com vestígios das lágrimas, os olhos em um vermelho profundo e os cabelos em completo desalinho. Mas, na visão do grifinório ela nunca lhe pareceu mais esplendida.


-Ma-mas, e quanto aos seus pais e...


Gaguejava ele novamente sentindo o coração pular batidas repetidamente enquanto Hermione o encarou nos olhos.


-Harry eu não posso fazer isso sem você! Viktor tinha razão quando disse que eu precisava ter coragem de encarar meus pais, que eles não mereciam ser evitados por mim...


Começa ela com a voz ligeiramente falha, mas Harry a apertou em um abraço carinhoso.


-Eu, não tenho mais medo de admitir... que eu tenho medo, Harry! Por isso que eu preciso tanto de você comigo quando essa hora chegar, quando eu tiver que reencontrar meus pais!


Harry podia sentir as lágrimas de Hermione sob sua camisa e a embalava em seus braços por intermináveis minutos até o momento em que ela se sentiu segura para retomar a conversa com ele.


-Eu também preciso apresentar meu namorado aos meus pais não acha? Não espera que eu mostre uma foto nossa com Teddy no jornal e os deixe pensar o pior não é?


Provoca ela levantando ligeiramente a sobrancelha direita em desafio.


-Você prefere apresentar um branquelo magricela, cheio de problemas e comensais da morte o perseguindo a um astro de quadribol rico e famoso? O que as pessoas poderiam dizer senhorita Granger?


Brinca galanteador o Potter entrando no jogo da namorada. Faria qualquer coisa para fazê-la sorrir novamente.


-Gosto de bruxos perigosos senhor Potter!


Responde ela empinando o nariz e ostentando um sorriso presunçoso que não durou muito tempo antes que o moreno arrebatasse seus lábios num beijo voraz a puxando possessivamente para mais perto de si.


Harry POV.


A tarde já avançava quando retornamos ao Largo Grimmauldi. Tinha um sorriso bobo no rosto e tinha minha mão direita firmemente entrelaçada à dela. Precisava agradecer ao senhor Weasley mais tarde, ele me ajudou a perceber tantas coisas... como eu tinha falhado com Hermione, como eu tinha sido um idiota fugindo como um garoto inconsequente como o próprio Viktor me criticava. Eu estava duvidando da minha capacidade de fazer Hermione feliz.


Depois de tudo, eu recebi essa chance e agora eu lutaria com tudo de mim para que nossa relação desse certo. Se Rita Skeeter estava pagando pelas suas mentiras, quem sabe agora não fosse um bom momento para assumir de uma vez por todas que eu e Hermione estamos juntos? Bem, ela pediu um tempo para encontrar seus pais, sei que ela se preocupa com Teddy, mas já tenho um plano para mudar isso rapidamente!


Se ela desejar retornar à Hogwart... se preferir voltar à estudar... eu já tomei minha decisão... irei com ela até o fim do mundo! Mas, somos melhores amigos, parceiros, confidentes, amantes... isso é muito maior do que algumas más lembranças que possam me perturbar.


Assim que chegamos por Flu, Andromeda nos recebeu com um olhar furioso.


-Onde você estava mocinho?


Exigiu ela com as mãos na cintura numa imitação de McGonagall que teria feito qualquer aluno do primeiro ano se assustar.


-Escondido na casa dos Weasley!


Disse Hermione saindo do meu lado e cruzando os braços repetindo a posição da senhora Tonks. Agora ferrou! As duas contra mim? De uma só vez?


-Não sei se deveria puxar a sua orelha ou enfeitiça-lo Potter! Mas, se aprontar outra dessas juro por Merlin que mando os aurores em seu encalço!


Diz a bruxa mais velha com um brilho que antes, Harry só tinha visto em Sírius. Ela estava realmente furiosa, mas ao mesmo tempo aliviada em vê-lo bem.


-Eu sinto muito ter desaparecido daquele jeito!


Desculpava-se o moreno sinceramente, se aproximando de Andromeda ainda que sem jeito.


-Eu não pretendia deixar ninguém preocupado... acho que eu só... precisava de um tempo para colocar as coisas no lugar!


Explica Harry antes de ser engolido por um forte abraço da bruxa mais velha.


-Me deixou assustada, Harry! Ainda há muitos perigos lá fora!


Confessa ela antes de liberar-lhes do abraço.


-Isso não vai se repetir, eu prometo!


Garante ele finalmente voltando-se para Hermione.


-Será que agora estou perdoado por todos?


Brinca com um sorriso torto.


-Hmmm... eu acho que ainda falta alguém!


Responde Hermione apontando para um Teddy muito mal-humorado no cercadinho ao lado da sala. O pequeno olhava desconfiado para o padrinho depois de vê-lo chegar com Hermione. Afinal, fora privado da sua presença toda a manhã e tarde.


Harry riu da carinha emburrada do afilhado, e logo cruzou o espeço que os separava pegando o pequeno em seus braços.


-O que eu tenho que fazer para você perdoar esse seu padrinho bobo?


Pergunta Harry fazendo cócegas na barriga do bebê que agora oferecia-lhe um grande sorriso banguela em aprovação.


-Bem, Harry, ainda há alguém que precisa falar com você!


Intervém Hermione, um pouco hesitante, se aproximando do namorado e apoiando a mão suavemente sobre seu ombro. Harry fitou-se intrigado, mas apenas acenou em concordância entregando Teddy à Andromeda e seguindo para a antiga biblioteca, estava tudo ainda empoeirado, meio bagunçado. Livros para todos os lados, mas ao menos as janelas amplas agora permitiam dissipar aquele ar sombrio.


-Ok, Hermione! Com quem eu preciso falar agora?


Questiona Harry, segurando suavemente sua mão na dela. A grifinória respira fundo, como se tomasse coragem para chamar a pessoa...


-Viktor!


Chama a morena para estupefação do namorado. O búlgaro pareceu surgir das sombras, braços cruzados e um olhar mortal em seus olhos.


-Temos algo importante para discutir, Potter!


Anuncia Krum severamente.
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Hey todo mundo (foge das pedradas e feitiços malignos mode on)
Eu sinto muito muito mesmo pelo tremendo atraso a postar o capítulo que confesso a vocês ainda está incompleto, yep, tivemos o ponto de vista de Viktor e seu grande desejo de fazer novamente parte da vida de Hermione e Harry flagrando o inusitado pedido de casamento que o deixou possesso! hauhauhauhuahua no entanto prestem bem atenção no finalzinho do capítulo... essa conversa com Viktor vai mudar todo o rumo da história ou melhor o lugar da história Muhauhauhauhauha (spoiler e risada maligna mode on)
Eu sinceramente gostaria de posde responder cada comentário especial um a um, vocês não fazem ideia de como é importante saber que não me abandonaram e que continuam gostando da fic apesar dos atrasos que de agora em diante serão comuns =( a notícia que tenho a dar não é lá muito feliz, apesar da barra que tava passando com os problemas pessoas, descobri que estou com cancer!
Isso mesmo, daqueles que a gente faz quimioterapia, toma um monte de injeção, os cabelos caem (ainda em fase de superação de choque absoluto/OMG ficar careca, eu??? O_o) hauhauhauha mas estou tentando levar tudo isso numa boa, a psicologa me indicou continuar minhas histórias, elas em fazem bem e ajudam a concentrar minha cabeça em algo produtivi e feliz, por isso eu peço que não me deixem agora, ainda quero dançar um remake de Shakira com Miley Cyrus com o Saito-sama, quero aperriar um bocado o Coveiro-sensei com a chegada de Las-Vegas *-----------*, quero rir com os coments  da Venatrix e ficar com um sorriso todo bobo com os coments da Riemi-sam bem como dar as boas vindas adequadas à Pah F. Potter neh!!! auuahauhuahahuahua
 

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Comentários: 6

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Enviado por Nathytx em 25/06/2014

Como todos os outros, eu adorei. Só teve uma coisa não boa: é que ele acabooou buááá... Mas realmente espero que continue com as histórias, faz bem pra alma e pra saúde escrever rs.. E Deus não nos dá um fardo maior do q podemos carregar; Então vc vai sair dessa, vai sim. Torço por você. Até mais.

Nota: 4

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Enviado por Venatrix em 03/06/2014

Hey que capitulo foi esse??? Jesus amado... to beje... que sera que o Krum quer com o Harry? vou aguardar ansiosamente para saber... eeeeeeee o/ finalmente a Skeeter se ferrou, por hora pelo menos.
Saiba que você esta nas minhas orações, okay... melhoras, para o que vc precisar eu estou aqui, juro juradinho...  fico feliz que vc ame rir com meus comentarios, pois eu amo rir com as suas respostas, tanto que leio todas as respostas que vc dá para todos os comentarios, até mais 

Nota: 1

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Enviado por Pah F Potter em 01/06/2014

perfeito!! muitoo  boa a historia! fazia tempo que eu nao lia uma fic tao boa por aqui! parabens! 

Nota: 5

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Enviado por RiemiSam em 01/06/2014
Eu perdi algumas atualizações e agora que favoritei não vou mais ficar em falta com vc. Que capítulo mega bacana, finalmente uma atitude do Harry e o confronto com o Viktor (ele parece um tanto qto obcecado pela Herms!) Isso me dá arrepios. Vc estará em minhas orações, vou pedir pela sua saúde. Sei que é um momento difícil, mas tenha fé e confiança na sua recuperação.
Nota: 5

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Enviado por Coveiro em 28/05/2014

mais um capitulo demais... muito incrivel... quero mais... qando sai?

Nota: 5

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Enviado por Saito em 26/05/2014

Otimo capitulo, estou ansioso pelo proximo... pere "amantes..."???? okay né, mas tudo a seu tempo, falando serio Mari... acho que posso te chamar assim? Eu ja estava preocupado com você descobrindo isso fico ainda mais... serio desejo muitas forças para você, de todo o coração... vai tudo ficar bem, no começo é bem ruim, acredite eu entendo, mas depois passa, olha é possivel que a quimio e a radioterapia(não sei se vc vai fazer essa_), a deixem com um gosto ruim na boca, então recomendo que você tenha sempre um docinho em casa, eu recomendo cholate, de preferencia a algo como doce de leite, daqueles que vem em uma especie de barrinha, esses são realmente otimos, ah e tente tomar um suco de limão bem forte uma vez ou outra, mas não saia no sol okay... bom tome cuidado vai ficar um pouquinho fraca e enjoada depois da quimio, mas depois isso tbm passa.... ah e quanto a ficar careca, tente ver pelo lado bom... se quiser usar piruca vai poder ter um cabelo para cada dia da semana e alem disso existem aqueles véus super bacanas e eu acredito que você vai ficar super linda neles :D
Se você precisar de qualquer coisa, digo qualquer coisa mesmo é só me pedir okay? não medirei esforços para te ajudar... vai ficar tudo bem, eu tenho fé que vai.... vou orar por você, tá?
até a proxima 

Nota: 1

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