LEIAM AS NOTAS FINAIS QUE LÁ ESTARÁ TUDO EXPLICADO, ME PERDOEM PELOS ERROS DE ORTOGRAFIA, ESTAVA ANSIOSA PARA POSTAR E ACABEI NEM RELENDO O CAPITULO ANTES.
Após verem a ida da família Black junto de Fred os adolescentes seguiram para o salão comunal da Grifinória dizendo que precisavam de um banho para a hora do jantar, apenas Jorge ficou na sala com Carlinhos (mais novo) que ao ver um dos irmãos gêmeos ao sentar-se ao seu lado já soube que ele o encheria o saco.
— Não é muito normal você perder alguém para o Fred, agora sim acredito naquele ditado em que diz que “tudo é possível”. — Falou Jorge olhando para o irmão que revirou os olhos.
— E quem foi que eu perdi? — Perguntou Carlinhos irritado.
— Helena, afinal muitas garotas iriam preferir levar o grande Carlinhos Weasley, o pegador, o que sabe tudo, o que faz tudo para uma viagem longe de toda a família. — Falou Jorge rindo.
— Helena é uma criança. — Falou Carlinhos começando a pensar que deveria usar uma camiseta com a frase “não estou interessado em Helena Black”, talvez só assim seus irmãos perceberiam isso.
— Com um corpo de mulher e mentalidade também, confesse Carlinhos que a acha bonita, até eu que estou interessado em outra acho ela muito bonita, imagino a forma que os olhos dela ficam escuros quando esta...
— Ela não tem olhos escuros. — Constatou Carlinhos confuso.
— Dizem que a cor dos olhos muda quando a pessoa esta “naquele” momento, os olhos dela provavelmente devem ficar azuis escuros, não acha? — Perguntou Jorge para o outro ruivo que pensou um pouco enquanto assentia.
— Acho que estou tão acostumado a ver você brincando sobre todos os assuntos que é até estranho ver você falando de sexo, um assunto tão sério e tão cheio de responsabilidades, coisa que você não tem. — Falou Carlinhos sorrindo fraco.
— Acha mesmo que eu não tenho responsabilidades? E o que você sabe sobre responsabilidades de sexo? A única responsabilidade que você cumpre quanto a esse aspecto é não engravidar todas as mulheres que leva pra cama porque se fizesse isso já estaria falido a muito tempo, todos nós sabemos que você tem dinheiro de sobra Carlinhos e que mamãe e papai não aceitam porque tem orgulho e sabem que não precisamos, que sabemos sobreviver sem dinheiro sobrando. — Desabafou Jorge deixando o mais velho impressionado com aquilo, era impressão dele ou estava recebendo um sermão de Jorge Weasley? Um pré-adulto que era sete anos mais novo que ele — O seu maior problema agora é não querer aceitar.
— Aceitar o que? — Perguntou Carlinhos frisando as ultimas palavras com ódio.
— Que um dia irá se casar, você perdeu as esperanças não é? Há muito tempo não acredita mais no amor e é por isso que esta tão difícil de aceitar que um dia alguém irá amá-lo, que um dia irá te fazer tão feliz a ponto de fazê-lo deixar a vida na Romênia de lado, não é fácil Carlinhos, em menos de um mês eu soube que meu irmão poderia morrer e que ainda por cima eu irei me casar com a mulher que garantiu a felicidade dele no ano passado. — Falou Jorge de uma forma que Carlinhos não viu o gêmeo ali e sim Gui com suas palavras inspiradoras que faziam pessoas mudar de idéia.
— Apenas não acho que ela pode me amar, é algo muito estranho pra mim, saber que alguém me amou mesmo depois das coisas que eu fiz. — Confessou Carlinhos enquanto olhava para o lado e via sua própria imagem abraçado a uma versão mais velha de Helena, os dois riam de um jeito tão intimo enquanto pareciam fazer uma guerra, uma das mãos do ruivo do futuro estava nos cabelos da mulher, parecia segura-los com um pouco de força e ela fazia o mesmo, pela forma como suas cabeças estavam para trás era obvio que um estava puxando o cabelo um do outro e parecia ser uma brincadeira, provavelmente o ruivo não puxava muito o da morena para não machucá-la.
— Errou tanto assim na vida? — Perguntou Jorge.
— Com mulheres? Ainda vou errar por um bom tempo. — Respondeu Carlinhos dando de ombros enquanto suspirava — A questão Jorge é que com a minha vida que tenho hoje, é completamente improvável que eu vá conseguir me segurar diante das mulheres mesmo sabendo que eu irei me casar com alguém legal e ainda não entendo porque fui diferente com ela.
— Porque agora ela é da família, ela não é uma das moças que você conhece em um bar ou qualquer outro lugar, Carlinhos, não se pode magoar alguém da nossa própria família, se for para magoar é melhor não termos nada com ela, se um dia vê-la como uma mulher e não como uma adolescente você acha que...
— Eu nunca em minha vida iria conseguir machucar ela, Jorge. Mas é que isso acontece e as vezes sem querer, você não pode prometer nunca machucar alguém porque é algo que se acontece tão rápido que você não consegue nem pensar em argumentos para usar a seu favor, a coisa mais fácil na vida é perder pessoas e talvez eu não gostaria de perder alguém da minha família ou alguém que seja próximo da minha família, é por isso que gosto de mulheres distantes, elas não são próximos de vocês para conseguir dizer a família o tipo de homem que eu sou, eu prefiro mentir para a mamãe a ter que dizer o que faço com as mulheres da Romênia, tudo bem elas são adultas entendem o que eu quero, é como o que você faz, suas brincadeiras, você usa algumas contra as pessoas e isso se torna um vicio. — Explicou Carlinhos suspirando enquanto jogava o corpo pra trás sentando de qualquer jeito no sofá de três lugares da sala, suas pernas estavam esticadas enquanto apenas metade de suas costas estavam apoiadas no encosto do móvel — Mas mudando de assunto, vamos falar sobre coisas mais sérias.
— O que foi? — Perguntou Jorge sentando-se ao lado do irmão após o mesmo dar leves tapinhas no lugar ao seu lado.
— Sexo, já fez não é? — Perguntou Carlinhos rindo ao ver o irmão ficar um pouco vermelho e olhar para o lado desconfortado com a situação — Vamos, não precisa ficar desse jeito comigo, acredite, é melhor conversar comigo sobre o assunto do que com o Gui, as palavras dele são fortes demais.
— Ta bom, eu já fiz o que mais quer saber? — Perguntou Jorge.
— Esta parecendo o Rony com vergonha. — Constatou Carlinhos rindo do irmão que continuou sério — E faz quanto tempo que você deixou de ser homenzinho? — Perguntou Carlinhos e ficou feliz com sigo mesmo por ver que seu irmão estava tão irritado quanto ele quando se tratava de ter algo com Helena.
— Faz um ano mais ou menos. — Respondeu Jorge.
— Isso é sim porque se a menina tivesse engravidado você não estaria conversando comigo aqui, estaria lamentando a própria burrice de ter feito algo tão irresponsável, era só isso que eu queria saber e falar mesmo, acho que a melhor forma de você aprender sobre esse assunto é com as próprias pernas, não posso dizer nada porque é algo mais do meu estilo e não do seu, a única coisa que você deve saber é usar proteção, ou você ou ela. — Falou Carlinhos dando de ombros.
— Eu não estou mais com ela, foi algo de apenas uma noite, era o ultimo ano dela aqui e ela me pediu uma noite, eu não iria dizer não a algo que eu também desejava. — Explicou Jorge com a cabeça baixa.
— Ela queria apenas o seu corpo ou um relacionamento com você? — Perguntou Carlinhos confuso.
— Acho que apenas meu corpo já que não mencionou nada de que gostava de mim ou algo parecido, apenas que foi um pouco mais do que ela esperava. — Falou Jorge rindo de si mesmo ao se lembrar de como ficara feliz em ouvir aquilo.
— Você já tinha ficado com ela ou...
— Não, éramos colegas apenas, ela não pediu para ficar comigo e sim me pediu uma noite, só entendi o que ela queria quando me tocou. — Esclareceu Jorge passando uma das mãos nos cabelos que atualmente estavam curtos, só depois daquela noite ele soube o prazer que sentia ao ter alguém puxando seus cabelos que na época estavam grandes demais — Acho que se ela estivesse gostando de mim teria pedido para ficar comigo no começo do ano ou quando começamos a conversar e não pedir uma noite antes do ano acabar.
— Também acho, mas isso acontece bastante, você sabia que na minha época se eu não me engano os professores inventaram para os alunos que existia um feitiço na escola que impedia que os alunos fizessem sexo? — Perguntou Carlinhos para o irmão que no mesmo instante o olhou com as sobrancelhas arqueadas.
— Pra que isso? — Perguntou Jorge completamente confuso.
— Porque com essa informação os meninos não iriam tentar algo que no final não os deixariam chegar aos finalmente, eu tinha alguns colegas que conversavam sobre isso, são colegas é claro, você sabe que meus únicos amigos na escola foram o Gui e a Tonks e todos diziam que não tentavam fazer nada com a menina porque não queriam ter que agüentar o coisinha duro e passar por essa sensação sufocante e desagradável. — Explicou Carlinhos fazendo uma leve careta.
— E você disse a eles que era mentira? Porque todos os homens da família sabe que você perdeu a virgindade na escola. — Falou Jorge rindo.
— Pois é, você é o quarto ou quinto filho, já eu era o segundo então mamãe ainda pegava no meu pé. E quanto a sua pergunta não, eu não disse a eles que isso é mentira, eu queria que eles se ferrassem mesmo. — Falou Carlinhos rindo — Mas é bom que essa mentira continue.
— Porque? — Perguntou Jorge.
Carlinhos não respondeu com palavras, apenas apontou para o casal do futuro: Harry e Gina que conversavam em um canto com o tom de voz tão baixo que ninguém podia os escutar, apenas sabiam que o moreno estava em confusão pela cara de brava da esposa.
— Eles não seriam capazes, pelo menos não o Harry, não estou falando que a Gina é daquele jeito, o Harry pode até quebrar uma regra quanto a sair por ai para destruir algum inimigo, mas acho que isso não, acho que para ele seria um desconforto tão grande quanto a ter algum momento mais quente na Toca. — Falou Jorge dando de ombros.
— Qual o problema de ter um momento mais quente na Toca? — Perguntou Carlinhos.
— Somos moradores de lá né Carlinhos, para nós não tem problema algum, mas quanto ele, mamãe praticamente o acolheu e acho que isso é o mesmo que dar uma facada pelas costas no papai e na mamãe. — Explicou Jorge da melhor forma possível.
— Sobre o que estão falando? Podem falar pra mim que eu não conto pra ninguém, sério mesmo, sei guardar mais segredos que Voldemort. — Falou Helena aparecendo perto deles enquanto o marido conversava com Sirius e com Lene.
— O que aconteceu com a guerra de puxão de cabelo? — Perguntou Carlinhos.
— Eu perdi de novo, é isso que costumamos fazer em publico quando estamos no tédio. — Falou Helena sorrindo e dando de ombros.
— Em publico, imagino o que vocês faz quando tem privacidade. — Falou Jorge rindo olhando descaradamente para o irmão que mais uma vez bufou — Mas mudando de assunto e voltando a sua pergunta, eu estava falando que se o Harry tivesse um momento intimo demais na Toca, seria o mesmo que se ele desse uma facada nas costas do meu pai.
— Pelo jeito você é o único que conhece muito bem o Harry, ele é bem exigente quanto ao que pode e o que não pode fazer na Toca, respeita muito os seus pais mesmo eles já estando mais idosos, já foi difícil para ele ter algo com a filha de um casal que ele poderia considerar seus próprios pais, sabe, alguém que o deu amor quando veio ao mundo mágico e fica ainda mais difícil fazer algo desse porte com a filha do casal e na casa deles. — Concordou Helena olhando brevemente para o casal, o patriarca da família Potter olhava para a ruiva ao seu lado que parecia não ter concordado com alguma coisa, como sempre ele tentava acalmá-la apenas com um olhar técnica essa que funcionava muitas vezes — Acho que um pouco desconfortável você estar em um momento intimo e pensar que tem alguém no andar de baixo dormindo tranquilamente enquanto você esta fazendo sacanagem.
— Mas se você pensar assim é o mesmo que dizer que alguém que mora em apartamento não possa fazer isso sendo que eu moro em apartamento. — Comentou Carlinhos para ela que assentiu.
— Eu sei que você mora em apartamento, eu tinha acabado de ir morar sozinha quando você pegou férias da Romênia e foi para Londres e também tinha um apartamento. — Falou Helena — Mas são situações diferentes, quando você mora em apartamento não esta os pais do seu parceiro ou parceira no cômodo de baixo e muito menos uma criança e mesmo que esteja algum dos dois você não vai saber, sendo que o que separa um apartamento de outro é uma quantidade enorme de tijolo e cimento, já na Toca é madeira né meu querido, se você não colocar um feitiço silenciador todo mundo da casa escuta, até os gnomos do jardim.
— Eu concordo. — Falou Carlinhos (mais velho) aparecendo ao lado da esposa que se levantou e o deixou sentar para sentar nas pernas do ruivo que enlaçou sua cintura enquanto ela colocava um dos braços por cima dos ombros dele.
— Troca de lugar comigo? — Pediu Carlinhos (mais novo) sussurrando para Jorge que sorriu e assentiu enquanto se sentava no meio e o trabalhador da Romênia se sentava na outra ponta.
— Estava falando o que com ele? — Perguntou Helena (adulta) após rir da forma como o ruivo do futuro pedira para trocar de lugar, provavelmente não se sentia confortável em ver uma imagem que mostrava a si mesmo com uma mulher no colo.
— Ele estava perguntando da Elliz e da Miguel, querendo saber se sua gravidez foi normal e se não teve nenhum problema. — Respondeu Carlinhos (mais velho).
— Você disse que eu quase fiquei com começo de pneumonia quando a Elliz nasceu e por isso não pude pegar ela nos primeiros dias e que pelas minhas costas quem cuidava dela era você? — Perguntou Helena sarcástica.
— Não, não contei isso. — Respondeu Carlinhos (mais velho) bufando enquanto deitava a cabeça na curva dos seios da morena que começou um leve carinho em seus cabelos.
— Que eu peguei chuva ele deve saber, já que o Harry fez questão de mostrar a memória. — Falou Helena brava.
— Ele queria saber exatamente do porque brigamos. — Falou Carlinhos (mais velho) — E perguntou também sobre os seus problemas perto de dar a luz, você mencionou a eles que estava fazendo uma alimentação ruim depois que nos separamos, lembra?
— Lembro, achei melhor falar sobre isso a ter que falar que quando ganhei a Elliz estava com começo de pneumonia e que por isso fiquei quase um mês no hospital, prefiro não lembrar desse meu surto de irresponsabilidade enquanto estava grávida, provavelmente me criticariam até voltarmos embora. — Falou Helena se distraindo com os cabelos dele enquanto o mesmo digeria cada palavra dita por ela.
— Eu acho que não, o Harry mostrou a memória em que encontrou você tomando chuva, era de se esperar que depois de um banho daquele você ficasse doente. — Falou Carlinhos (mais velho).
Carlinhos (mais novo) olhou para Jorge que estava ao seu lado e também podia escutar a conversa do casal.
— Peço que todos que façam parte da Ordem vão para a cozinha, faremos uma reunião de ultima hora. — Pediu Dumbledore em voz alta após entrar na sala, todos se olharam imaginando sobre o que ele falaria, mas sem hesitar foram para a cozinha e se acomodaram na grande mesa em que faziam as refeições, alguns dos maridos e namorados ficaram apenas em pé atrás da cadeira de suas esposas ou namoradas
— Vamos, acho que ninguém vai perceber sua presença mesmo, fica do meu lado. — Falou Carlinhos (mais novo) para Jorge que já pediria para poder participar, o gêmeo é claro o seguiu e o segundo filho dos Weasley mais velho foi para um pouco mais ao fundo, eles ficaram encostados a pia esperando que a reunião começasse.
— Imagino que não tenham pensado que a Ordem havia acabado com a morte de Voldemort, certo? Pois bem, alguns comensais ainda estão por ai, vagando pela Terra e com certeza tentando recrutar mais para nos derrubar, acontece que eles já foram atrás de um de nós, mas por sorte não o pegaram. — Afirmou Dumbledore fazendo com que as pessoas murmurassem com as outras que estavam ao lado.
Lily olhou em todos os cantos tentando pensar se algum de seus amigos não estivessem ali e temendo que ele tivesse sido pego, mas o medo tomou conta ao perceber que Severo Snape não estava entre eles e que hoje mais cedo o professor de poções estava estranho demais, até mesmo com ela, hipóteses de que o antigo aluno da Sonserina tivesse voltado para entre os comensais tomaram conta dos pensamentos da ruiva ou que teriam ido atrás dele, nem mesmo o vira desde o momento em que fora ignorada.
— Recebi informações de pessoas confiáveis que a Rua da Fiação foi atacada provavelmente na noite passada, mas não conseguiram pegar o bruxo, não fizeram nada aos trouxas ou algo do tipo, foram direto para a casa do bruxo que estavam a procura, mas por sorte ele não estava lá. — Comunicou Dumbledore olhando para cada um de seus companheiros, sejam alguns antigos ou novos.
— Mas é claro que não conseguiram pegar, Severo Snape estava na escola, lugar de onde ele nunca sai, provavelmente dormindo em sua toca de morcego. — Falou James sempre brincando sobre o assunto, no mesmo instante a esposa o olhou como se reprovasse sua brincadeira.
— Ele não falou nada de Severo Snape. — Falou Regulo confuso.
— Achei que soubesse que Severo Snape morasse na Rua da Fiação, no final ele nunca saiu de lá mesmo, mas o que queriam com ele? Ainda mais depois de ele ter assumido estar do nosso lado. — Perguntou Dorcas confuso.
— É esse o motivo, ele assumiu estar do nosso lado e ainda por cima entrou no meio da briga para pegar minha filha, isso é um motivo obvio do porque de terem ido pegar ele, Severo Snape é com certeza o primeiro da lista de Bellatrix. — Falou Harry (adulto) que no começo apenas queria participar, não iria se intrometer.
— Acha mesmo que queriam pegar ele só porque ele os traiu? — Perguntou Remo.
— Se Sirius foi atrás de Rabicho quando entendeu que ele os traiu, porque não iriam atrás de Snape depois da traição deles? Mas chegara um momento em que eles irão atrás de alguém sem precisar de motivo algum. — Explicou Rony da melhor forma possível ao atual professor de defesa que assentiu olhando brevemente para Tonks que estava ao seu lado
— Penso que o melhor a se fazer é ficar de olho no Ministério, porque é por ele que tentarão infiltrar na escola e na Ordem. — Falou Hermione.
— O problema não somos nós, são vocês, é como se tivesse acontecido um game over e eles recomeçassem o jogo, Snape é como um aperitivo e já sabemos quem será o prato principal. — Falou Harry fitando Lily com os olhos vidrados.
— Já eu penso diferente, Bellatrix é do tipo que usa iscas, pra conseguir derrubar alguém ela vai atrás de outra pessoa importantes para o seu alvo. — Falou Carlinhos (mais velho).
— Não podem demorar muito para fazer alguma coisa, a qualquer momento eles podem chegar atrás da Ordem com um batalhão e então a nossa idéia de mudar o futuro vai por água abaixo. — Falou Gina.
— Foi o que Severo me disse, por sorte não o pegaram já que estavam aqui, mas e quanto a vocês? Chegara um hora em que irão para suas próprias casas, não fazemos a mínima idéia dos planos de Bellatrix e muito menos conseguiremos colocar algum espião entre eles. — Falou Dumbledore.
— Daqui pra frente eles irão ficar com os olhos bem aberto, se tiverem sorte conseguirão colocar um contra o outro e assim ficará mais fácil. — Falou Rony fazendo com que alguns ali ficassem confusos — Ora, se ficarem desconfiando um do outro não conseguirão ir muito longe com seus planos e também podem ter a sorte deles acabarem lutando entre si.
— Foi o que aconteceu com a gente. — Falou James olhando para o outro maroto que estava ao seu lado — Depois de um tempo que a profecia foi feita as coisas entre o Sirius e o Remo ficaram um pouco estremecidas.
— Foi esse o plano de Rabicho, colocou um contra o outro e fez parecer que quem era o espião fosse Remo, sem contar que ele era fraco, nunca iriam desconfiar que ele conseguisse entrar para os comensais. — Falou Rony.
— Tudo bem, darei um jeito de descobrir quais são os planos deles, por enquanto peço que não andem sozinhos na rua e que coloquem feitiços protetores em volta de suas casas, já arrumou um lugar pra morar Lily? — Perguntou Dumbledore a moça de olhos verdes esmeraldas que parecia pensar em outra coisa até ser chamada.
— Sim, nós vamos para a casa dos pais do James, imagino que lá já tenha feitiços de proteções, não é? — Perguntou Lily erguendo a cabeça para poder olhar nos olhos do marido que assentiu.
— Nem eu sei que feitiços tem naquela casa. — Falou Gina.
— Os feitiços estão listados em um fundo falso do álbum da família genealógica. — Falou Harry para a esposa que assentiu.
— Eu achei que em famílias tradicionais existisse uma parede com o nome de todos da família em questão. — Falou Dorcas confusa.
— Lá também tem só que no momento quem usa o cômodo é a Lily. — Explicou Harry dando de ombros — No álbum também tem como desfazer e como autorizar pessoas a entrar na casa.
— Ótimo, acho que não seja bom pedir ajuda ao Ministério, qualquer pessoa pode ter acesso a proteção se pedirmos a ajuda deles, vocês já resolveram sobre a transformação Remo? — Perguntou Dumbledore ao professor que no mesmo instante se mexeu no lugar incomodado com o assunto enquanto assentia.
— James e Teddy vão comigo. — Respondeu Remo.
— Espero que corra bastante, garoto. — Falou James sorrindo para o metamorfo que sorriu convencido e isso não passou despercebido por Tonks.
— Normalmente quem corre bastante é o animal que caça e não a presa, velho. — Falou Harry olhando para James enquanto saia da cozinha seguido pela esposa que ria, o Potter do presente arregalou os olhos ao entender as palavras do homem do futuro.
— O QUE? NÃO SOU EU QUE TENHO IDADE PARA SER AVÔ. — Gritou James irritado enquanto deixava a esposa para trás e ia a procura do outro casal da família Potter.
— Os dois têm a mesma aparência como podem se achar velho? — Perguntou Lily rindo entrando na brincadeira e deixando os outros pra trás se divertindo com a situação.
— EU COM A MINHA IDADE DE 40 ANOS TENHO A APARÊNCIA DELE DE 25 NO MÁXIMO. — Falou Harry gritando do andar de cima rindo.
— Qualquer coisa é só uivar que iremos atrás de você. — Falou Dumbledore para o professor.
— Acho que com a minha consciência de animal não poderei dizer se estou em uma situação ruim, sem contar que cortaria vocês ao meio se chegassem perto de mim. — Falou Remo saindo da cozinha segurando a mão de Tonks que o seguia.
Aos poucos todos foram saindo da cozinha e indo para seus quartos ou até mesmo para a sala, Molly e Arthur foram se despedir de seus filhos e logo em seguida com a ajuda de uma lareira foram para a Toca, Carlinhos pedira a Dumbledore para poder ficar até o baile que na manhã seguinte da festa iria embora e o diretor é claro deixara dormir na sala precisa, Tonks combinou com Remo que no instante em que o sol nascesse na manhã seguinte ela iria procurá-lo na casa dos gritos com roupas e poções para dor que o ajudaria quanto aos machucados. Lily acostumada com o fato de o marido ficar sem dormir em casa durante a noite nem mesmo ligou quando ele sumiu quando o céu já estava quase escurecido e ao chegar em seu quarto encontrou um bilhete de James a desejando boa noite e dizendo que a amava, ao lado do pergaminho tinha um lírio, como de costume, quando o Potter saia para ajudar o amigo ele dizia que aquela flor representaria sua ausência no quarto e que enquanto as pétalas continuasse a brilhar como seus cabelos ruivos, ele estaria pensando nela durante toda a noite e que logo na manhã seguinte estaria de volta para cuidar de seu sono. Vic ao se despedir do marido pedira para que ele uivasse caso algo acontecesse que assim ela poderia avisar aos outros, a meia veela deixou claro, antes mesmo que ele a avisasse, que não se transformaria para ir atrás dele por causa do bebê, Astória já a avisara que poderia não fazer bem ao bebê que ainda era um simples feto e por isso era frágil.
— Já sonhou com isso? — Perguntou Remo seguindo para a casa dos gritos, haviam decidido não passar pela passagem e sim ir até Hogsmeade e logo após da pequena vila ir para a casa que caia aos pedaços.
— Eu já vi sua transformação em uma das memórias do meu padrinho, não é algo agradável a se ver. — Confessou Teddy fazendo uma leve careta — Sua face esboça muita dor.
— Você não sente dor quando se transforma? — Perguntou Remo.
— Não, é algo espontâneo e que pode acontecer sem nem mesmo percebermos, o ruim na minha primeira vez foi que eu estava acordado e normalmente nesses dias eu sinto dor de cabeça, já com a Vic não, ela estava dormindo só quem percebeu foi o pai dela quando a viu transformada. — Respondeu Teddy podendo ver o alivio passar pelo rosto do pai que soltou um leve suspiro.
— E quanto a mudar de cor? Consegue fazer isso quando esta transformado? Sincronizar as duas habilidades? — Perguntou James.
— Consigo, pelo que me disseram eu sou o único que tem as duas habilidades, mas dói um pouco quando me transformo e mudo a cor dos pelos, é como se fosse uma ardência que passa por toda a espinha, mas já me acostumei com a sensação. — Respondeu Teddy dando de ombros.
— Você sabe que existe a chance de a Vic não ser como você, não é? — Perguntou Remo.
— Eu sei, mas não faria muita diferença, eu já estava com ela antes dela se transformar, éramos normais até chegarmos aos 13 ou 15 anos, é uma coisa que a gente aprende a adaptar a nossa vida, ela quase não se transforma, é difícil vê-la como lobo comparado a mim. — Respondeu Teddy.
— E quanto às cores? Quais costuma usar mais? — Perguntou James curioso.
— Não consigo ficar com cores anormais para lobos, costumo conseguir ficar branco, preto, avermelhado e vários tons de castanhos. — Respondeu Teddy.
— Não é como se ele quisesse se transformar em um lobo verde, é uma cor muito estranho para um lobo não acha James? — Perguntou Remo ao amigo que deu de ombros.
— Mas olhe a mãe dele, é metamorfa e esta sempre usando cores alegres, ele podia muito bem ter herdado o gosto da mãe de ser diferente ué. — Falou James como justificativa as suas curiosidades — E se você esta com os cabelos azuis e depois se transforma, que cor fica?
— Fica castanho claro. — Respondeu Teddy.
— Pelo jeito toda magia diferenciada tem um limite. — Falou James.
— Com certeza. — Concordou Teddy assentindo.
Em poucos minutos eles estavam de frente para a porta da casa, James com um aceno fez com que a porta se abrisse e após de já estarem dentro ele deixou com que porta apenas ficasse tampando a entrada, para que ninguém percebesse que haviam entrado.
— Eu vou para um quarto e quando o barulho parar pode ir atrás de mim. — Falou Remo subindo as escadas na frente dos outros, Teddy já iria atrás dele quando James colocou o braço em frente ao seu peito.
— Como você disse, não é algo agradável de ver e sei que ele não quer que seu próprio filho o veja em um momento assim, deixa ele ir, será pior se você estiver observando, vamos para o outro quarto. — Falou James subindo as escadas também, já estavam quase entrando no quarto ao lado de onde Remo estava quando puderam ver que o por do sol iluminava a silhueta do professor fazendo com que uma grande sombra atravessasse o chão do quarto ao corredor.
— Faz tanto tempo que não entro nesse lugar. — Falou Teddy se encostando em uma cômoda e passando dois dedos por cima do móvel, conforme seus dedos deslizavam uma camada de poeira ficava contra seus dedos e ao chegar na beirada do móvel a sujeira caiu no chão se misturando ao mesmo pó que continha ali.
— Já veio aqui a algum lugar? — Perguntou James.
— Costumava vir nas luas cheias, eu acabava me tornando uma pessoa mal humorada e não gostava de ficar entre as outras pessoas, nem mesmo na hora de dormir, então vinha pra cá, era como se aqui tivesse paz e no castelo não. — Respondeu Teddy.
— Um pouco estranho, para seu pai esse lugar nunca significou ter paz, ele costuma dizer que é um lugar que faz parte de sua própria maldição. — Falou James imitando o drama de Remo e fazendo o metamorfo rir.
— Minha vó também costumava dizer que ele era um pouco dramático e exagerado demais, o que é verdade no final, mas me fale sobre você, meu padrinho não é muito de falar sobre você. — Falou Teddy fazendo James ficar sério.
— Você por acaso sabe o porque? — Perguntou James fingindo não estar tão curioso assim.
— Porque ele não conheceu você tanto assim, apenas suas atitudes e os seus talentos, diferente do meu pai, ele pode conhecer a forma que meu pai pensava sobre si mesmo, pode ser amigo do seu amigo, o conheceu mais do que conheceu você, ele não poderia falar alguma coisa pra mim sendo que poderia ser mentira entende? E acontece a mesma coisa com Helena, ela não conheceu muito o Sirius, apenas sabia que ele era muito brincalhão e que ela foi fruto de um caso e isso a deixou um pouco chateada, quando ela soube. — Confessou Teddy.
— Eu também ficaria triste se soubesse que fui fruto de um caso, um passa tempo e não fruto de um amor, mas Sirius amou a Lene demais, quando soubemos que ela morreu foi a primeira vez que eu vi o Sirius chorar. — Falou James ao lembrar o desespero de ver seu melhor amigo que sempre tinha uma personalidade forte cair no chão chorando e se culpando pela morte da amada.
— Como iríamos saber que eles se amavam sendo que não existia nenhuma prova disso, apenas Helena foi o resultado deles, nenhum dos dois estavam vivos para perguntarmos, mas a minha madrinha que no caso é a Helena diz que a mãe dela do Brasil disse que a mãe verdadeira dela contou que amava sim Sirius e por isso ficou feliz em engravidar, que Lene amava sim Sirius. — Falou Teddy.
— Pois é, um futuro trágico foi destinado aos marotos. — Falou James sorrindo fracamente, ele sabia muito bem que não conseguiria fazer brincadeiras com aquele assunto.
— Eu poderia dizer que para os filhos dos marotos também, mas isso não aconteceu, apenas ao meu padrinho mesmo. — Falou Teddy.
— Você sabe se ele culpa a mim e a Lily pela vida que teve? — Perguntou James.
— Não, ele nunca culpou vocês e nem mesmo Dumbledore que sempre soube o que iria acontecer com ele, mas nunca disse, ele não culpou vocês e Dumbledore por ter deixado ele no escuro, na verdade, ele diz que se sente bem, porque sente que vocês acreditavam nele mesmo ele sendo um bebê, acho que ele sente que o fato de vocês terem acreditado nele o fez o homem que ele é hoje e o ajudou a criar o mundo perfeito para os filhos viverem. É só que depois da morte de Sirius, ele sempre esta tentando ficar pronto para uma perda, acho que ele se acostumou a perder pessoas queridas e se culpa muito por isso, ele se culpa muito pela morte do Sirius dizendo que se ele não tivesse ido ao Ministério ainda teria seu padrinho e Helena teria um pai. — Falou Teddy.
— Não foi fácil, muitas vezes eu quis desistir, deixar o mundo dos bruxos de lado e sumir da Inglaterra que é sempre o centro do caos quanto ao mundo bruxo, mas não podia, se fosse outras pessoas queridas iriam morrer e por minha causa, tentei ao máximo proteger a minha família, mas acho que não deu tanto certo assim. — Falou James soltando uma risada sem graça.
— Meu padrinho não gosta que falem de você. — Falou Teddy.
— E porque não? Acho que sei porque, deve ser horrível ter que falarem do pai irresponsável que deixou o filho no mundo. — Falou James.
— Exatamente, ele odeia que o chame de irresponsável, ele odeia quando dizem que você não foi o pai que ele deveria ter, porque pra ele vocês são tudo e ter que ouvir alguém difamando seus nomes é quase motivo para ir a Azkaban, eu me lembro de uma briga que ele teve — Falou Teddy dando as costas a James e indo até uma janela, ficou a observar a grama pelo vidro sujo — Eu estava na casa dele quando um homem chegou, não me lembro quem era, o homem dizia que ele não era o homem certo para minha tia Gina, dizia que ele não era uma pessoa que merecia ser um pai e que largaria a família pelo mundo trouxa do mesmo jeito que você fez, e depois de ter falado sobre você tudo aconteceu tão rápido, antes que eu pudesse até mesmo ficar surpreso meu padrinho deu um soco no homem o fazendo cair na piscina, os pontos fracos do meu padrinho é falar de sua família, ele fica transtornado.
— Lily também é assim, ela não gosta que falem de seus pais, da Petunia ela nem liga, mas quando fala mal de sua família dizendo que eles são imprestáveis por ser trouxa ou sei lá, ela fica louca e sua magia parece crescer cada vez mais, acho que a pessoa não precisa nem ser da família dela pra ela estar protegendo, ela já ajudou tantas vezes o Remo quando ele estava na pior ou quando mexiam com ele. — Falou James.
— Eu também já arrumei briga por causa do meu pai e ainda por cima com Greyback, se ele souber disso me mataria. — Falou Teddy rindo.
— Com Greyback? Ele não morreu quando aconteceu a ultima guerra da sua época? — Perguntou James confuso.
— Não, ele apenas foi preso, mas ele conseguiu fugir quando eu tinha uns 17 anos, não tinha nem terminado a escola ainda, sai escondido e fui atrás dele, meu padrinho foi logo em seguida, era lua cheia e ele estava transformado quando eu arrumei briga e ai meu padrinho entrou no meio quando me achou, fiquei três dias de castigo na enfermaria. — Falou Teddy rindo.
— Se deu bem ao menos um pouquinho? — Perguntou James.
— Ele ainda tem as marcas da minha unha no peito, se não me engano. — Respondeu Teddy.
— Pelo menos você não perdeu tanto assim a viagem, seu pai odiava quando o Sirius arrumava briga com ele quando estava transformado, na manhã seguinte tínhamos que chamar a Lily para cuidar dos ferimentos dos dois. — Falou James.
— E você? Não fazia nada para ajudar? — Perguntou Teddy dando as costas ao vidro e se apoiando no batente da janela enquanto observava o amigo de seu pai, era estranho poder conhecê-lo.
— Eu dava chifradas neles, se você soubesse o quanto eu sofri quando eles viram a minha transformação em cervo, fiquei um pouco envergonhado no começo, mas com o tempo achamos apelidos para todas as transformações e eu comecei a gostar da minha forma. — Falou James rindo.
— Mesmo eu sendo filho de um licantropo nunca me imaginei como um lobo e quando me olhei no espelho estando transformado me surpreendi, é estranho você ficar de frente para um espelho e não ver a si mesmo e sim um animal. — Falou Teddy sorrindo.
— E quanto ao seu filho? Esta animado para quando ele vir? — Perguntou James fazendo com que Teddy olhasse para ele confuso — A sua esposa disse a Lily que estava grávida, estava até mesmo tirando algumas duvidas e tudo.
— Filho. Não era uma coisa que eu esperava ter agora, mas acho que me acostumei fácil com a idéia, as vezes penso se serei um bom pai ou não, mas Vic tem sempre o talento de me deixar feliz, até mesmo com as minhas duvidas quanto a mim mesmo. — Respondeu Teddy passando as mãos nos cabelos enquanto a cor do mesmo mudava de um castanho escuro quase preto para um castanho claro quase loiro.
— Eu também fiquei surpreso quando a Lily me disse que estava grávida, foi um pouco estranho ver a barriga dela ainda pequena e imaginar que lá tinha um bebê e que logo estaria grande, eu cheguei a pensar nele correndo pela casa enquanto eu corria atrás dele, mas isso nunca aconteceu. — Falou James um pouco triste por ter perdido a infância de seu filho, ter perdido as fases que seu filho teve que enfrentar sozinho, como aprender a correr com os próprios tombos, mas não ter os pais para consolar os machucados que provavelmente teriam aparecido nos joelhos.
Teddy logo começaria a dizer algo quando ouviu um baque no cômodo ao lado e já estava indo para o lugar curioso para saber o que aconteceu quando sentiu James o segurar pelo braço e negar com a cabeça, o impedindo de ir.
— Não vai, a transformação esta acontecendo, olhe. — Falou James indicando a janela e Teddy ficou surpreso ao ver que não conseguia ver luz nenhuma lá de fora, apenas escuridão — Acho melhor nos transformar, só peço que fique de costas para mim porque a Lily pediu pra eu tentar não rasgar as roupas dessa vez.
— Tudo bem. — Falou Teddy ficando um pouco envergonhado e indo para o canto qualquer do quarto e dando as costas a James, o metamorfo aproveitou e tirou sua camisa que normalmente rasgava quando se transformava e o tênis o deixando de lado, em um piscar de olhos ele já não estava mais em sua forma humana e sim como um lobo.
Como se fosse treinado ele ficou sentado esperando que os barulhos no cômodo ao lado parassem de acontecer e durante todos esses minutos não olhou na direção de James que apareceu ao seu lado em forma de cervo causando um leve susto, não era normal para Teddy ter um animal maior ao seu lado, se lembrou das varias vezes em que outros animagos perguntavam porque ele era um lobo tão grande e agora se sentia pequeno ao lado do cervo que andava silenciosamente até a porta com a postura formosa, como cavalos treinados quando vão participar de algum desfile.
James em sua forma de animago acenou a cabeça para Teddy quando viu que ele ainda não saíra do lugar, mas como se tivesse herdado do pai, não precisou fazer muita coisa para que o lobo entendesse que estava o chamando.
O único barulho que podia ser ouvido na casa era o som que James produzia para andar e o ranger da madeira por toda parte, a casa como sempre parecia estar prestes a cair, Teddy quando andava na floresta ou em algum outro lugar em sua forma animaga não produzia nenhum barulho sequer, como um lobo selvagem que observava a presa com cuidado para dar o bote, suas patas enormes pareciam ter feito um acordo com o chão e por isso a pata tocava no chão com gentileza enquanto em troca recebia apenas o silencio.
James foi o primeiro a ver o lobisomem no quarto, as poucas luzes que entrava entre a fresta da janela o possibilitava de ver a criatura encolhida no meio do quarto, como se estivesse se acostumando com a reação, deixando o lobo para trás, James entrou no quarto até seu corpo estar pela metade dentro do cômodo e impossibilitando que Teddy entrasse também, como sempre levantou uma de suas patas vagarosamente e a bateu no chão causando o velho som toc toc, era como chamava a atenção do lobisomem na época da escola, Remo dissera que seria bom ter cautela nos primeiros minutos de sua transformação. Por alguns minutos James achou que ele não o reconhecia mais, fora difícil fazer com que o lobisomem o aceitasse como amigo em sua formo animaga, uma criatura que estava sempre desconfiada de tudo é claro que desconfiaria que um cervo fosse se aproximar.
Teddy pode ver a cabeça da criatura se levantar entre a fresta de uma das patas do cervo e logo seu pai em sua forma de lobisomem se levantou parecendo ainda maior e mais assustador, James foi entrando vagarosamente cada vez mais dentro do quarto até que ficou poucos minutos circulando o lobisomem com cautela, parecia querer passar confiança ao velho amigo, fazê-lo se lembrar da época em que estivera junto, o metamorfo estava pronto para entrar e atacar quando viu que na verdade o lobisomem só fora até James e parecia feliz em vê-lo ali e o cervo deixava transparecer também estar feliz até que ficou de frente para Teddy de repente quando a criatura o olhara ameaçador, é claro que não o conhecia, no momento aquele não era Remo Lupin, seu pai e sim uma fera que precisava ser tomada e precisava confiar no outro lobo.
Foi um pouco engraçado ver o lobisomem tentar ver pelas laterais do corpo do cervo enquanto o mesmo tentava tampar o lobo que estava atrás de si e dando risada por dentro Teddy soltou uma lufada de ar e abaixou a cabeça enquanto passava uma das patas no focinho, provavelmente poderia estar parecendo um cachorrinho de pelúcia envergonhado, mas seu ato fez o lobisomem e o cervo paralisar e cautelosamente o cervo com seus chifres deu passagem a Remo que foi se aproximando devagar enquanto Teddy ficava no mesmo lugar e como se para reconhecê-lo, o lobisomem aproximou seu focinho até Teddy e começou a cheirá-lo, parecia confuso no começo, mas inexplicavelmente ele se sentou de frente para Teddy como se a qualquer momento fosse se apresentar e iniciar uma conversa amigável com o lobo.
James em sua forma animaga balançou a cabeça de um lado para o outro e Teddy imaginou que ele poderia estar dando risada, mas o animal castanho não ficou a observar os dois lupinos se conhecendo, saiu do quarto e caminhou pelo corredor enquanto os outros dois animais o acompanhavam com os olhos confusos com seu ato e ele como resposta balançou a cabeça como se os chamassem, Remo parecia estar com a consciência de volta já que pareceu olhar para Teddy perguntando se ele iria.
Por dentro o lobo riu e a passos gentis foi até onde James estava e logo atrás de si o lobisomem, era estranho vê-lo andar tão lentamente daquele jeito, já que seus braços e pernas eram tão compridas e o pareciam deixar desajeitado para andar, diferente de quando ele corria.
Como se soubesse que a casa estava aos pedaços, o lobisomem desceu as escadas vagarosamente, parecia temer que a qualquer momento a escada se desfizesse do nada e isso quase fez Teddy rir, afinal qualquer pessoas riria se visse um lobisomem sendo delicado com uma escadaria velha. Ao chegarem perto da saída o cervo com seus chifres retirou a porta que só estava encostada no batente deixando a passagem livre para o lobisomem que saiu da casa cauteloso, como se esperasse que alguma coisa fosse acontecer, quando já estavam todos fora da casa o maior entre eles (lobisomem) começou a farejar o ar como se soubesse que iria achar alguma coisa e segundos depois ouviram um uivo que não era de Remo, vinha da floresta e isso chamou a atenção dos três, Teddy sabia que provavelmente aquele uivo não era de um simples lobo, talvez também seria um lobisomem e como se Remo conhecesse a criatura que uivou rangeu os dentes e antes que o cervo e o lobo pudessem fazer alguma coisa ele correu em direção da floresta. Segundos depois Teddy e James corriam atrás do companheiro temendo que ele encontrasse o outro lobisomem e começasse uma briga que causaria machucados, ou pior, sua própria morte.
Acharam estranho quando ele parou em meio a uma clareira entre as arvores, a criatura ficou a observar um ponto exato, parecia esperar alguma coisa, parecia ter certeza que o que procurava iria aparecer e ele estava certo, atrás de uma arvore apareceu um outro lobisomem de porte maior, James ficou confuso com aquela outra criatura, não o conhecia e se lembrou que não existia nenhum lobisomem entre os moradores de Hogsmeade, o único que perambulava por aquele lugar era Remo mesmo, ficou ainda mais confuso ao ver a ira invadir a face de Teddy que começou a fazer o mesmo que o pai a frente, suas patas arrastavam no chão como se estivesse se segurando para não atacar ferozmente naquele instante, o metamorfo viu a confusão na face do cervo e como se para explicar começou a arrastar apenas uma unha na terra formando letras e logo uma palavra, James soube que a coisa ficaria feia no momento em que viu o que ele escrevia.
Greyback
Remo mesmo naquela forma parecia ter um pouco de sua consciência, ele não avançou, apenas desafiou o adversário a fazer isso, ele não daria inicio a uma briga daquele porte, apenas se defenderia se viessem para cima dele, ato esse que aconteceu logo em seguida, no momento em que as patas do outro lobisomem deram impulso para ele ir para cima de Remo o homem que em sua forma humana era professor fez o mesmo e num piscar de olhos os dois brigavam de uma forma que James nunca vira, o cervo via varias unhadas sendo desferidas por varias partes.
Teddy parecia esperar alguma coisa, não poderia fazer nada enquanto os dois ainda estivessem um perto do outro e ele viu sua chance ao ver seu pai ser jogado para perto de uma arvore, no instante em que a outra criatura tentou se aproximar ele foi pra cima e por seu tamanho e também pelo fato de que Greyback estava distraído conseguiu derrubá-lo de costas no chão e colocar-se por cima dele, como das vezes em que lutava com um lobo que não conhecia ele rangeu os dentes como se o ameaçasse e viu o sinal nos olhos da criatura que aquele era seu limite, não poderia matar Greyback naquela hora, a única coisa que poderia fazer era ameaçá-lo e fazê-lo sumir dali, se lembrava perfeitamente da ultima vez que fora pra cima daquele lobisomem, ele era rápido e a qualquer momento poderia virar o jogo.
Cautelosamente Teddy foi saindo de cima da criatura enquanto ele ficava no mesmo lugar, quando o lobo já estava bem longe, ao lado de Remo que se levantou e ficou ao seu lado esperando que o outro lobisomem fizesse alguma coisa, Greyback foi se mexendo vagarosamente e por alguns instantes ficou a observar o lobisomem e o lobo, um ao lado do outro, não conseguiria nada naquela briga, a não ser sua possível morte, por isso, simplesmente deu as costas e sumiu entre as arvores.
James ficou apenas observando, é claro que se estivesse sozinho com Remo teria que entrar na briga, o que seria pior já que a única coisa que poderia fazer era dar chifradas no outro lobisomem, entre os marotos quem mais sabia brigar era Sirius e no momento ele não estava ali, agradeceu por Teddy estar ali para ajudá-lo e também por ele ter dado um jeito de acabar com aquilo sem que alguém saísse machucado.
Como se esquecesse o que tinha acontecido ali, Remo em sua forma de lobisomem olhou para o cervo de um jeito desafiador e James entendeu o que aquilo significaria, foi até os outros dois e ao ver o olhar de Teddy soube que ele também sabia o que iria acontecer e como se pensassem juntos eles se prepararam para correr e no mesmo instante saíram correndo em meio à arvores em uma direção contraria a que Greyback tinha ido, como sempre James ficou pra trás por não ter a velocidade dos outros dois, mas soube que o filho havia superado o pai ao chegar no lugar que daria fim a corrida e ver Teddy todo feliz enquanto Remo parecia estar emburrado do lado.
E assim passaram todas as horas em que a lua enfeitava o céu, vendo quem ganhava em várias corridas, Teddy ou Remo, algumas vezes Remo ganhava e parecia uma criança feliz que finalmente ganhara de seu maior adversário em algum jogo.
Como se costume, Regulo e Dorcas fizeram amor antes de deitarem exaustos abraçados em meio a cama que enfeitava o quarto, mas a loira não conseguia dormir, pensava em todas as maneiras de contar a novidade para o companheiro e todas as vezes que tinha uma solução imaginava como seria a reação dele e por isso sua idéia ia por água abaixo, não agüentando pensar em si mesma dormindo abraçada a aquele homem incrível e estando escondendo algo como aquilo ela se sentou e não se importou com o frio que tomou conta de seu corpo ao ter suas costas nuas grudada a parede fria, poderia fazer como Lene, deixar o companheiro e ter sua gestação sozinha, mas se lembrou que a amiga dissera que não ter contado a Sirius foi o maior erro que cometera em sua vida, que ter escondido a filha do companheiro tirou dele um bom tempo de felicidade.
Regulo abriu os olhos quando mexeu um dos braços e viu que Dorcas não estava ao seu lado, ela nem mesmo percebera que ele tinha acordado e abraçava os joelhos que estavam encostados aos seios, estranhou o silencio dela e sua tensão durante todo o jantar, só conseguira deixá-la mais calma quando ele a começou a acariciar intimamente, sim, ele tentara usar a técnica de extrair informações do motivo dos devaneios dela enquanto a acariciava, mas Dorcas não dizia nada quando estava naqueles momentos, pelo contrario, ela se entregava de mente, corpo e alma quando ele começava a tocá-la e ao vê-la mais uma vez entregue a ele, o moreno não conseguiu dizer não para seu corpo apenas para perguntar o que estava acontecendo, talvez aquela fosse à hora de fazer suas perguntas.
— Dorcas. — Chamou Regulo passando um dos seus dedos pelas pernas da loira chamando sua atenção completamente para si.
— Eu acordei você? Desculpe-me. — Falou Dorcas sentando-se ao lado dele enquanto passava uma das mãos pelos cabelos dele — Pode voltar a dormir.
— Não enquanto você não me dizer o que esta acontecendo. — Falou Regulo tirando as mãos dela de seu cabelo e entrelaçando seus dedos, mas sua mão não ficou muito tempo sendo confortada pela mão macia e delicada da loira, quando ouviram um uivo ela se levantou apressadamente e já estava procurando suas roupas pelo chão quando Regulo a segurou pelos ombros a fazendo parar — Você não vai sair.
— É o Remo, ele pode estar precisando de ajuda. — Falou Dorcas.
— Como sabe que é ele? — Perguntou Regulo desconfiado.
— Eu conheço muito bem o uivo dele. — Falou Dorcas tentado dar as costas da morena e seguir para fora, mas ele não deixou a segurando mais uma vez, mas dessa vez pelo pulso.
— Se precisassem de ajudar quem uivaria seria o Teddy e não ele, ele seria o primeiro a ficar machucado ou sei lá, Dorcas para com isso, ele não precisa da ajuda de uma humana e sim de um animal e pelo que eu me lembre você não é animaga. — Falou Regulo para ela que suspirou e percebeu que seria loucura ir atrás de Remo, sem nem olhar para o companheiro tirou a blusa e o short que já vestia e deitou-se na cama enquanto o outro ia até a porta verificar se alguém iria atrás do lobisomem e dos dois animagos, Harry provavelmente escutara o uivo já que caminhava pelo corredor em direção das escadas — O Harry já foi atrás deles, esta satisfeita?
— Desculpe-me Regulo. — Pediu Dorcas.
— Dorcas, me diz o que esta acontecendo com você? Acha que eu não percebi que você esta estranha? Conversou com a Astória e nem me disse o que ela falou que você tinha, não deve ser muito grave. — Falou Regulo indo até ela e sentando-se ao lado da loira.
— Porque não me deixou ir? Se eu fosse animaga, deixaria? — Perguntou Dorcas mudando de assunto.
— Não, não deixaria, a questão é que eu já vi você morrer Dorcas, não consigo pensar na hipótese de algo do tipo acontecer com você novamente, é doloroso demais ver a pessoa que ama morrer. — Falou Regulo suspirando de frustração por ela ter mudado de assunto, ele a olhou esperando que ela dissesse alguma coisa, mas ela não disse, ficou apenas olhando para o nada como se estivesse pensando em algo, coisa que ela fazia bastante ultimamente.
— Eu estou grávida. — Falou Dorcas depois de um tempo em silencio, de canto de olho ela viu o moreno ao seu lado arregalar os olhos e olhar para si como se imaginasse que não tinha escutado direito — Foi isso o que a Astória disse, que estou grávida.
— Mas eu achei que não pudesse engravidar no mundo dos mortos, a não ser que você esteja de poucos dias, mas é improvável que tenha descoberto com tão pouco tempo. — Falou Regulo.
Dorcas negou a cabeça do momento em que ele começou falar ao momento em que ele parou.
— Estou de um mês e meio, foi por isso que vomitei ontem, conversei com Lúcifer e ele disse que não é impossível que alguém tenha, mas isso acontece apenas quando Merlin quer, ele diz que nosso filho pode ser especial ou se não ser uma criança normal, disse que talvez Merlin quisesse que eu tivesse esse filho para mudar a minha vida ou coisa assim, nem mesmo Lúcifer sabe do porque de Merlin ter feito isso e eu não irei chamá-lo para saber, sabe que ele não vem. — Falou Dorcas com a cabeça baixa.
— Porque não me contou antes Dorcas? — Perguntou Regulo levando sua mão ao rosto dela e a fazendo levantar o rosto, uma lagrima acabara de descer pelo rosto delicado da moça.
— Eu não sei, estava com medo do que você iria pensar, nunca conversamos sobre filhos, Regulo. — Respondeu Dorcas.
— Mas é claro que não conversamos sobre isso, eu não pensei que fosse acontecer, achei que fosse impossível. — Falou Regulo mexendo as mãos nervosamente, nunca pensara na possibilidade de ser pai um dia, nem quando estava morto e muito menos quando ainda estava vivo, sua vida sempre fora um desperdício de tempo, fez as escolhas erradas ao invés de encontrar alguém especial e seguir sua vida, é claro que com uma vida de comensal da morte ele não iria conhecer alguém para no final incluir esse alguém em uma vida tão ruim como a que tivera, seria o mesmo que puxar alguém para o fundo do poço junto com sigo e agora com um filho as perguntas apareciam cada vez mais em sua cabeça, a maioria imaginando como essa criança viveria tendo um pai que ainda hoje tinha a marca no braço, uma marca que amaldiçoara mais sua vida do que o fato de ter nascido na família Black, mas então as perguntas que o perturbaram tão rápido como um trovão sumiram ao se lembrar das palavras que Dorcas havia dito a poucos minutos atrás “mas isso acontece apenas quando Merlin quer, ele diz que nosso filho pode ser especial ou se não ser uma criança normal, disse que talvez Merlin quisesse que eu tivesse esse filho para mudar a minha vida ou coisa assim” — Acha mesmo que é possível?
— O que? — Perguntou Dorcas confusa franzindo as sobrancelhas — Eu engravidar? Eu já estou grávida Regulo e...
— Não, eu já entendi isso, mas você acha que é possível que uma simples criança possa mudar a nossa vida? — Perguntou Regulo um pouco inseguro e sentindo seu coração bater um pouco mais rápido ao ter esperanças que sua vida melhoraria e que ele pudesse um dia deixar pra trás tudo o que fizera.
— Eu acho que sim, isso aconteceu com o seu irmão não se lembra? Em um momento a única pessoa que ele tinha no mundo eram Remo e Harry e agora tem Helena. — Respondeu Dorcas o olhando enquanto ele olhava para um pequeno pedaço do colchão, é claro que ele estava pensativo e isso fazia ela sentir uma forte angustia.
— Mas meu irmão nunca foi ruim. — Constatou Regulo.
— Você também não, apenas fez a escolha errada, mas ao menos percebeu isso e fez a coisa certa, Regulo.
— Percebi isso tarde demais já que morri logo depois. — Falou Regulo.
— Tivemos uma segunda chance e, por favor, lhe peço que não jogue essa chance no lixo, mesmo que você não queira essa criança quero que você seja feliz e conquiste o que não conseguiu antes. — Falou Dorcas.
— É claro que quero esse filho, quer dizer, talvez eu não pensasse que ele viesse agora, mas não posso simplesmente dar as costas a ele e a você, são minha família e são o que eu conquistei até agora, deixá-los seria o mesmo que jogar a minha vida no lixo novamente, não posso deixá-la Dorcas, na verdade eu não consigo e você sabe isso. — Falou Regulo se aproximando vagarosamente da loira e a puxando para mais perto de si, ela não se agüentou, logo estava sentada entre as pernas do moreno enquanto o mesmo a abraçava por trás e ela aconchegava seu corpo no peito dele, em suas cortas ela podia sentir o coração dele bater aceleradamente e isso fazia sua mão coçar, queria muito encostar a palma de sua mão sob a região onde o coração batia forte e acariciá-lo como uma tentativa simples de acalmá-lo — Vamos ficar juntos, não vou deixá-la nunca e muito menos nosso filho.
— Ou filha. — Comentou Dorcas sorrindo.
— Sim. — Falou Regulo sorrindo brevemente enquanto a abraçava com um pouco mais de intensidade e assim os ficaram em silencio pensando na novidade que acabara de brotar em suas vidas, não muito tempo depois resolveram se deitar na cama e logo dormiam tranquilamente enquanto do lado de fora Remo continuava sua aventura com seu amigo e seu futuro filho.
Na manhã seguinte, Tonks acordou no instante em que seu quarto foi iluminado completamente pela luz do sol e logo depois de já estar vestida saiu da sala precisa e logo em seguida do castelo para encontrar o amado que provavelmente estaria dormindo após uma madrugada cansativa, ela cuidou de poucos arranhões que ele tinha pelo corpo e enquanto voltavam para o castelo na companhia de Teddy e James, o futuro filho dos Lupin contava como era ganhar das corridas que tinha contra o pai, Remo mesmo com a face cansada não podia deixar de rir da alegria do homem que mais parecia uma criança.
— Então como foi a noite de vocês? — Perguntou Gina quando dois dos marotos entraram na cozinha na companhia de Teddy e Tonks, como Molly havia voltado para casa a responsabilidade de fazer o café ficara pra ela.
— Não foi tão ruim. — Respondeu Remo dando de ombros e tomando um grande gole de café que tinha na xícara que ele balançava em círculos para tentar amenizar a temperatura febril do liquido, era relaxante poder sentir o liquido quente descer por sua garganta, como numa noite de frio intenso.
— Você por acaso se lembra de algo estranho? — Perguntou James se sentando em uma cadeira enquanto a esposa sentava-se em sua perna, com um dos braços em volta de seu pescoço.
— Não, porque? — Perguntou Remo com as sobrancelhas franzidas.
— Greyback apareceu ontem. — Respondeu Teddy ao perceber que James o olhava esperando que ele respondesse.
— Como sabia que era Greyback? — Perguntou Tonks confusa.
— Não me contou isso ontem, o Teddy já teve um breve encontro com o Greyback no futuro, nada tão... Preocupante. — Respondeu Harry a Tonks que mesmo assim tinha uma cara de que não acreditara completamente nele.
— Eu não podia falar com você ontem já que animais de diferentes espécies não se falam e pelo que eu me lembre você não pode ler meus pensamentos. — Falou Teddy para o padrinho que estava em um canto o observando.
— E ele foi embora do nada? Sem fazer nada? — Perguntou Harry.
— Ele tentou vir pra cima de nós, deve ter percebido que seria um pouco difícil lutar contra três então ele deu meia volta e sumiu, acha que isso faz parte dos planos de Bellatrix? — Perguntou Teddy que conhecia muito bem o padrinho.
— Talvez, a algum tempo atrás foi comprovado que licantropos tem um pouco mais de equilíbrio quanto a sua consciência quando aceitam o que são e quando não consideram isso como uma maldição, quando aceitam que isso é algo bom para si próprio. — Respondeu Harry.
— Sim, já ouvi boatos de que Greyback sabe o que faz quando esta transformado, que o lado humano dele ainda reage durante a lua cheia. — Falou Remo.
— Mas isso não é a questão mais importante e sabemos muito bem o que ele queria fazer, mas sim como ele conseguiu entrar em Hogwarts? — Perguntou Vic que era abraçada pelo marido.
— Ele não entrou, fomos nós que saímos da casa dos gritos, fomos para uma parte da floresta proibida que é separada da parte dos terrenos da escola e encontramos ele lá, mas mesmo que não tivéssemos saído, a floresta é aberta para qualquer criatura, mas se fosse para ele entrar na escola em sua forma humana poderia muito bem passar pela casa dos gritos, afinal Bellatrix e Greyback sabem da história dos marotos e a passagem que leva de Hogsmeade a Hogwarts. — Respondeu Teddy para a esposa que o olhava por cima do ombro.
— Temos que falar com Dumbledore sobre as passagens secretas, Rabicho conhece cada uma delas e ele pode usar uma delas para conseguir entrar na escola. — Falou Tonks.
— Eu faço isso e você vai dormir, esta precisando meu amigo. — Falou James batendo a mão no ombro de Remo ao ver que ele tomaria a iniciativa de falar com Dumbledore, antes que o atual professor tentasse contestar James já não estava mais na cozinha.
— Eu até poderia voltar a dormir com você, mas o Moody esta me chamando no Ministério e vocês sabem como ele é exigente quanto aos seus chamados importantes, sem contar que tenho que voltar a trabalhar. — Falou Tonks tomando um grande gole de café antes de dar um breve selinho em Remo e sair da cozinha.
— Bom, o que me resta é ir dormir, até mais tarde. — Falou Remo se levantando e indo na mesma direção que Tonks e James haviam ido a poucos instantes atrás.
O castelo de Hogwarts pareceu ter um dia normal como todos os outros, alunos correndo de um lado para o outro se preocupando de não chegar tarde nas aulas, para a infelicidade dos alunos, Snape voltou a dar suas aulas normalmente e é claro que não deu explicação sobre seu sumiço, nem mesmo quando Draco perguntou quando pode ficar a sós com o professor depois da aula, Harry (adulto) ao voltar para o futuro levou Dobby junto com sigo e com a esposa que tinha um sorriso radiante no rosto ao ver a alegria do elfo em seus olhos ao olhar em volta, cada detalhe da mansão dos Potter e a forma como ele se sentiu a vontade até mesmo para fazer uma bagunça na cozinha ao encontrar Annie e Monstro. Gina não se importou em fazer um lanche para os elfos enquanto os observava conversar alegremente e ainda por cima a forma como os olhos de Monstro brilharam ao descobrir que Regulo voltara a vida e que ele parecia estar construindo uma família com Dorcas.
Ola gente, bom peço desculpas por ter ficado sem postar e também pelo capitulo sem muita criatividade, eu estava pensando mesmo na idéia de fazer a cena do Dobby, mas bem na hora fiquei um pouco sem criatividade e só pude fazer isso, me desculpem mais uma vez, mas isso vai passar, alguém esta me ajudando, dando varias idéias e sei que ficara muito legal, farei o meu possível para ficar bom.
Como já disse pelas notas finais da fic Plano B estão acontecendo algumas mudanças estranhas comigo, nada preocupante, mas sei que vou voltar ao normal e que não abandonarei a fic, peço que comentem já que as palavras de vocês possa me ajudar a voltar ao normal kkkk’, desculpem pela demora e pelo capitulo que talvez não tenha ficado muito bom.