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Visualizando o capítulo:

7. Trégua


Fic: A Nobreza - Dramione


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Oi,oi gente,olha mil desculpas pela demora pra postar,e por não ter colocado um aviso no capítulo anterior,realmente eu postei muito rápido,tava com pressa e enfim,não deu...Mas as explicações vou dá agora,fiquei um tanto quanto desanimada pra postar pela falta de leitores,comentários e tal,porém eu realmente quero postar essa fic até o final,e como tem sim pessoas lendo mesmo que poucas eu vou continuar,e acho uma put# sacanagem quando alguém começa algo e não termina,como não gostaria que acontecesse comigo,não vou fazer o mesmo com vocês é claro,terminando esse blá,blá,blá ta vendo eu converso de mais,então eu gostaria de pedir por favor se alguém sabe fazer uma capa,ou conhece alguém que saiba fazer,para a fic,porque eu realmente sou péssima nessa coisa de edição de fazer capa tals,e eu preciso de uma capa pra fic,então quem quiser me ajudar estamos aí,desde já agradeço!Resposta aos comentários lá em baixo e...Boa Leitura...(nossacomoeufalopracaramba)


Hermione passou meia hora deitada. Viu Draco sair do banho, se arrumar, desejar um bom dia pra ela e sair. É, ele estava tentando. Levantou-se, se arrumou e foi tomar café. Antigamente, ela estaria irradiando felicidade. Hoje, estava atordoada. Tomou seu café pensativa. Foi quando Gina entrou.


—O que há?—Perguntou, parando com a torrada na frente da boca, ao ver a amiga se sentar com dificuldade do outro lado da mesa.


—Um desconforto.—Se queixou, suspirando.


—Com quantos meses você tá?


—Oito. —Disse, com a sobrancelha franzida.—Ai.—Olhou a barriga, confusa.


— O que foi? — Perguntou, se assustando


—Algo... molhado.—Ela tocou o vestido de algodão, estranhando. Hermione levantou de supetão.


Draco não devia estar longe. Porém, era longe demais pra Gina.Hermione estava atônita enquanto disparava pelo corredor atrás de Giorgia. Até que se bateu em Rony.


—Hermione?—Perguntou confuso com a exasperação dela.—O que houve?


—Vá atrás de Harry.—Disse rápida e com seriedade, se soltando dele.—Giorgia!—Gritou, avançando novamente.


Mas Rony entendeu. Ao passar pela sala, e ao ver o rosto de Gina, teve sua confirmação. E então, havia sumido. A última coisa que se ouviu dele foi o barulho do carro. Havia pressa. O herdeiro ia nascer. Hermione mandou Giorgia chamar um médico, urgente, e foi ajudar Gina. Sophi, assustada, quis saber o que Gina tinha, porém, não obteve sua resposta. A ruiva estava apavorada. Nunca pensou nesse momento.Hermione a ajudou a tirar o vestido, e por a camisola de algodão novamente. Enquanto isso, Rony voava pela cidade. Quando chegou ao escritório dos Malfoy’s, foi recebido com surpresa.


—Mas, que...—Draco começou confuso ao ver o irmão entrar no escritório.


Mas Rony tinha pressa. Varreu a sala a procura de Harry, encontrando-o num canto, revistando uns papéis.


—Teu filho vai nascer.—Anunciou urgente.


Harry encarou Rony por uma fração de segundo, captando a mensagem. Em seguida, encarou Draco brevemente.


—Gina.—Murmurou pra si mesmo antes de disparar pela porta.


Draco e Rony correram atrás do irmão. As pessoas da cidade se assustaram ao ver os três Malfoy’s unidos, e com tal urgência.Rony estava no carro com Draco, já que este havia sido deixado pra trás enquanto Harry dirigia costurando o chão com velozmente.


—Onde está Gina?—Harry perguntou atônito, a Sophi quando entrou correndo na sala.


Mas não foi preciso resposta. Nesse instante,Gina com o primeiro grito anunciou que o parto havia começado. Harry parecia ter levado um tapa na cara. Avançou para a escada, mas os irmãos o seguraram.


—Nem pense nisso. Você fica aqui e espera.—Draco disse com calma. Porém, por dentro, se roía de ansiedade. Nunca tinha pensado nisso, mas tinha afeto por essa criança.


—A Hermione tá com ela.—A pequena Sophia tentou acalmá-lo.


Não havia nada que ser feito. Harry e sua aflição só atrapalhariam. Os minutos foram passando, e não houve noticias. Somente os gritos de Gina denunciavam que havia um parto natural sendo feito.


Harry parecia estar sendo torturado, pela angustia que havia em seus olhos a cada grito que Gina dava. Nada o desviava daquilo. Ele já soava, sentado, com os cotovelos apoiados nos joelhos. Até Draco, que era conhecido por ter uma pedra no lugar do coração, estava incomodado com o sofrimento do irmão. Fazia sinal pra Rony dizer alguma coisa, mas ele parecia na mesma situação.


—Er...—Rony fez sinal pra ele tentar distrair Harry.—Então,Harry.—Draco procurou as palavras.Harry o encarou, e o verde de seus olhos era agoniado.—Qual nome vocês vão dar?


—Se for homem, Tiago.—Se interrompeu com um grito de Gina. Olhou pra cima e suspirou.—Se for mulher,Lilian. A minha menina.—Sorriu, torturado pelo sofrimento da amada.


Pra uma família como a deles, ter um filho homem era um orgulho. Se fosse menina... bom, pelo menos tinha saúde. Mas Harry disse o nome da filha com tanto amor, era anormal. Os minutos continuaram passando, e se converteram em horas. Lá em cima a situação também não era fácil. Gina já coroava de dor. E Hermione estava atônita com o desespero da amiga.


—Força!—O médico pediu animando Gina, se algo desse errado conhecia perfeitamente a fama da família. Havia sido por imposição deles que a moça estava em casa.A cabeça do bebê estava quase do lado de fora.


—Vamos.—Hermione disse angustiada. Ela segurou a mão de Gina durante todo o parto. Sua mão estava quase sangrando agora.


—Eu não aguento mais.—Murmurou, no meio de seu choro.


—Pelo seu filho. Pelo Harry.—Insistiu. Gina assentiu, e fez força de novo.


Mais minutos se passaram, e finalmente, com um ultimo grito, o herdeiro nasceu. Era um menino, chorava e esperneava. Gina riu entre as lágrimas. Hermione pegou o menino na manta, enquanto o médico e Giorgia cuidavam de Gina.


—Leve ele pro pai.—Gina pediu sem forças sorrindo, quando Hermione terminou de limpar o bebê.


Hermione avançou pelo corredor, olhando o menino nos braços. Não havia aberto os olhinhos ainda. Tinha um cheiro diferente. Cheirava a vida. Ela desceu as escadas, e encontrou o olhar de Harry, que chorava com a mão na testa.


—O seu menino.—Disse, e entregou Tiago ao pai, que o segurou derretido. —Gina está bem. Apenas está cansada.—Respondeu ao olhar indagador e preocupado dele.


Draco sentiu algo diferente ao ver Hermione carregando o bebê. Por uma fração de segundo, quis que aquele menino fosse seu. Estava aturdido. Odiava crianças, qual o problema agora? Franziu a sobrancelha, e quando olhou Hermione viu que ela mesmo sem olhá-lo, tinha a mesma expressão.


—Ninguém vai trabalhar.—Murmurou, quando o bebê segurou seu dedo, sem força nenhuma —Todos os empregados dessa mansão, da empresa, do raio que me parta em dois, ninguém vai trabalhar. Serão pagos pra ficar em casa uma semana, descansando e comemorando, com tudo do bom e do melhor, o nascimento do meu filho.—Harry disse orgulhoso e fascinado com a criança em seus braços. Rony apenas sorriu.


E foi como Harry mandou. Rony voltou ao escritório, e avisou a todos que ninguém trabalharia durante sete dias, e que os Malfoy’s pagariam festas por todos os cantos. A chegada do filho merecia ser comemorada. E todos comemoraram só não se sabia se era pelo nascimento de Tiago, ou pela semana de folga e a festa bancada.


—Gina?—Harry perguntou, entrando no quarto. Tinham lhe tirado Tiago pra lhe dar os cuidados necessários. Gina já havia tomado banho. Giorgia trocou tudo no quarto, estava tudo limpo. A ruiva repousava entre os fofos travesseiros, com os cabelos presos, e em uma camisola que parecia absurdamente confortável. Ele se aproximou dela, sentando-se ao seu lado na cama. Ela ressonava levemente. Estava lá, olhando-a a minutos, quando ela despertou.


—O bebê?—Perguntou sonolenta.


—O nosso Tiago está bem. Foi com a Hermione e a médica, elas vão trazê-lo logo.—Gina sorriu.—Você está bem?—Acariciou o rosto da amada, preocupado.


—Estou, mas tenho a sensação de que vou dormir por uma semana.—Disse, se abraçando ao peito dele, Harry riu.


—Vou deixar você dormir.—Disse, se levantando, pronto pra dar a ela o sono que tanto precisava. Mas Gina não deixou.


—Não! Fique.—Segurou o braço dele.—Deite aqui comigo.—Ela chegou pro lado, e ele, após tirar os sapatos, deitou-se ao lado dela, que o abraçou novamente, pousando a cabeça em seu peito. Harry a aninhou em seus braços e a ninou, enquanto deixava os lábios pousados na testa dela.—Se importa se eu dormir assim?—Perguntou dengosa. Diego sorriu.


—Descanse em paz, meu amor.—Murmurou contra a testa dela, selando os lábios com a mesma em seguida. Não demorou muito, Gina desabou em seu sono, e Harry ficou ali, a afagá-la. Sua vida sem ela não era nada, notou enquanto embalava o sono da amada.


—Ai!—Hermione gritou recuando ao entrar no banheiro e ver Draco ali, encostado perto do espelho, sem camisa e descalço.—Que susto,Draco!—Ela pôs a mão no peito, tentando regularizar a respiração. Ela ainda estava de toalha, pelo banho recém-tomado. Voltou ao banheiro pra buscar algo, e se esqueceu do que era quando o viu ali. De onde ele tinha saído?


—Eu te assusto?—Ele estava divertido com a expressão dela.


—Não, imagina.—Disse irônica voltando pro quarto.


Hermione ouviu Draco rir. Era aquele riso sincero, que ela amava. Sorriu, enquanto pegava um suéter no guarda-roupa. Quando se virou, ele estava lá, assustando-a de novo.


—Pelo amor de Deus, quer parar com isso?—Perguntou, acusando-o com o olhar. Mas Draco sorriu.—Vai ficar ai?


—Sou seu marido, qual o problema de se trocar na minha frente?—Perguntou, enquanto se ajeitava na cama, como quem se prepara pra ver um filme.


Hermione olhou pro chão, enquanto sentia o rosto corar. Seu cabelo estava molhado, e caiu uma mecha pelo rosto. Draco olhou ela colocar o fio no lugar com fascinação. Que diabo deu nele?


—Que seja.—Respondeu, dando de ombros. Ela pôs a calcinha, por baixo da toalha mesmo. Draco ergueu a sobrancelha, esperando. O sutiã ela não poderia colocar com a toalha.—Você tem algum problema?—Perguntou, virando-se pra ele.


—Por suposto que não.—Disse, sorrindo pra ela.—Porém, se você continuar de toalha na minha frente, nós vamos ganhar um.—Alfinetou, e Hermione fez uma careta.


—Tudo bem.—Ela respirou fundo e deixou a toalha cair, expondo seus seios. Pegou o sutiã e colou-o no corpo, virando as mãos pra trás, e fechou.


Mas era tarde demais. O olhar de Draco tinha se dilatado enquanto olhava ela, que a pouco esteve nua em sua frente, e agora estava ali, com aquele pingo de roupa. Chovia lá fora, como sempre. Ele observava o corpo dela, as coxas torneadas, o traseiro volumoso, a cintura definida. Era tarde, muito tarde. Ele viu a dificuldade que ela começou a ter pra fechar o sutiã por causa da vergonha, e prontamente se levantou.


—Venha aqui.—Ele apontou pra penteadeira. Ela ergueu a sobrancelha, mas foi. Do jeito que suas mãos tremiam ia precisar da ajuda de alguém mesmo. Foi até ele e se amparou na mesa, se inclinando um nadinha pra frente, e Draco foi pra trás dela.


—Mas, o que...—Ia perguntar, quando sentiu o que tinha fechado se afrouxando.—Draco, porque...?


—Eu quero você.—Anunciou, abraçando-a por trás, e dando-lhe um beijo chupado no pescoço.—E eu quero agora.—Concluiu, encontrando o olhar dela pelo espelho.


—Draco,a Gina está precisando...hum!—Ela tentou se esquivar, deixando seus instintos mais puros falarem. Não funcionou.Draco fez ela se curvar sobre a penteadeira novamente e se inclinou sobre ela. Passou a mão por sua cintura e puxou ela pra si, fazendo-a sentir sua excitação, consequentemente arrancando um gemido abafado dela.—Não faz.—Pediu derrotada.


—Porque não?—Murmurou, antes de morder a orelha dela de leve, fazendo-a se arrepiar.


E foi assim. Draco atiçava Hermione de todas as maneiras, a torturava, e observava suas reações pelo espelho. Ele terminou de puxar o sutiã dela, jogando-o no chão, e se apossou dos seios da mesma com as mãos em seguida.


Hermione gemeu abafado e deitou a cabeça no ombro dele, cerrando os olhos. Ele tirou os cabelos molhados dela da frente, e começou a distribuir beijos chupados pelas costas dela. "Não deixe ele te usar", Hermione se repetia mentalmente. Mas as mãos, a boca dele, pareciam queimar sobre sua pele. Ele estava beijando sua nuca, quando sentiu ela meio que rebolar, fazendo uma pressão deliciosamente dolorosa no quadril dele. Já era difícil se controlar sem nada. Com ela provocando-o, era impossível.


—O que você...?—Ele se calou ao ver o olhar triunfal dela pelo espelho. Ela, vendo que sua tentativa deu certo, voltou a rebolar sobre ele.


Draco sorriu de canto e pousou o rosto no ombro dela, deixando-a livre pra torturá-lo. E continuou assim, cada vez pior, ao passar dos minutos. Até que foi demais pra ele.


—Maldição, o que deu em você?—Murmurou com urgência.—Vai ser minha agora,Hermione.—Sussurrou pra si mesmo, antes de acariciar a maçã do rosto dela.


As mãos de Hermione eram mais ágeis que as dele, juntos, os dois terminaram de despi-lo, e ele rasgou a calcinha dela sem gentileza nenhuma. Ele passou a mão na penteadeira, jogando tudo que havia ali no chão, sentando-a na penteadeira e a invadindo bruscamente. Hermione estava tão excitada que não sentiu dor nenhuma com isso. Um gemido de alivio escapou da garganta dos dois ao sentirem seus corpos juntos.


—Olhe pra mim.—Pediu, sem se mover, olhando-a com a visão dilatada. Hermione virou o rosto pra olhar ele. Os olhares dos dois se encontraram e inflamavam de desejo.—Eu tô amando você.— Assumiu, encarando-a. Hermione sentiu como se um alfinete tivesse lhe atravessado o coração. Então, ele a beijou.


A escrivaninha era baixa, então Hermione enlaçou as pernas na cintura dele, que a segurou. Ele começou a se movimentar agressivamente, brutamente, pro deleite dos dois. Hermione abraçou ele, e então estava segura. Os quadris e as coxas dela, com o passar do tempo, ganharam marcas vermelhas das mãos dele. O ombro da mesma estava marcado com os beijos que ele deixou.Hermione ouvia uns gemidos meio grunhidos de Draco de vez em quando, e sorria com isso.


Hermione tinha as mãos nas costas largas dele, que tinha marcas das unhas dela. Os dois se consumiam, um ao outro, aos poucos. A cada estocada que recebia, Hermione grunhia baixinho, perdida em seu prazer. Nunca havia sido assim. Dessa vez os dois estavam entregues. Sem receios, sem medos.


O tempo passou, e a única coisa que mudou foi que os gemidos dos dois se tornaram mais intensos, e os dois começaram a soar. Hermione soltou um gemido, quase grito, e desfaleceu nos braços dele. Tempos depois foi à vez de Draco, que com um ultimo grunhido, se satisfez. Como não sabia se teria forças pra amparar os dois, ele a carregou até a cama, desabando com a mesma ali. Ela estava de costas pra ele, e os dois ofegavam de olhos fechados, em puro deleite. Minutos depois, ao recuperar as forças, Draco riu baixo antes de beijar a pele das costas dela. Ao ouvir o riso dele, Hermione riu também.


—Estúpido.—Ela murmurou, se virando pra ele. Ele deu um beijinho no nariz dela, que fez uma careta, e o abraçou.


Hermione se sentia plena. Sentia-se amada. Os dois ficaram ali, rindo, se curtindo, enquanto à noite e a chuva dançavam do lado de fora. Por fim, Hermione precisou tomar outro banho. Draco foi com ela. Os dois tomaram banho entre beijos e carinhos.


"Eu estou Amando Você." Ela sonhou tanto com ouvir isso. Ela sorria cada vez que as palavras lhe voltavam à cabeça. Dessa vez ele deixou ela se arrumar em paz. Ou quase.


—Ei, não prenda os cabelos.—Draco estava parando atrás dela na penteadeira, segurando seus braços levemente.


—Porque?


—Gosto deles soltos.—O cabelo de Hermione estava seco. Ela revirou os olhos e o obedeceu. Draco riu.


O jantar foi normal. Gina apareceu, com Harry. O pequeno Tiago, ressonava em algum lugar no andar de cima. Depois, todos foram pra sala de estar. A neve castigava os telhados do lado de fora. Hermione sentou abraçada com Draco, Gina com Harry.Rony havia ido dormir. Após isso foram cada um pro seu canto. Hermione e o ‘amado’ ainda trocaram alguns carinhos antes de dormir, nada demais. Hermione acordou no dia seguinte com um bilhete ao seu lado, avisando que ele tinha saído. Ela se sentia disposta. Arrumou-se, tomou café, e resolveu ir ver Luke. Passou bem 1 hora e meia com o cachorro, mas ainda não se sentia pronta pra passear de novo com ele. Estava caminhando pelo jardim, quando Draco apareceu. Ele sorriu, correspondendo ao sorriso dela, e desceu do carro, que seguiu seu rumo. Ele a beijou brevemente, e a acompanhou em sua caminhada. Só que a chuva que desabou os obrigou a voltarem correndo pro galpão, aos risos.


—Olha só você.—Disse, afastando o cabelo molhado dela de seu rosto. Em seguida tirou seu terno e colocou em volta dos ombros dela. Os dois se encararam por um segundo, mas logo tiveram outra crise de riso. O cabelo curto de Draco gotejava água.


Assim ficaram por minutos. Ela se sentou num banquinho no galpão, e Draco se sentou perto dela. Ela estava perdida em seus pensamentos, quando ele começou.


—Não quero que tenha rancor.—Disse, olhando pra frente, como se estivesse sozinho.—O que eu tive por Astória foi mais que amor. Foi uma fixação. Uma doença


—Não tenho rancor. Não agora.—Concluiu, olhando-o.


—Eu era um adolescente. Não sabia nada da vida. Meu pai me venerava. Eu tinha tudo,Hermione. Tudo, menos limites. E então ela apareceu. E era a coisa mais atraente, mais excitante que eu já tinha visto na vida. Eu era um menino, ainda.—Ele observou, olhando a chuva.—E eu me apaixonei por ela. Eu já estava acostumado com a ideia de me casar com você. Você era linda, e eu era superficial. Mas eu me apaixonei por ela, e tudo perdeu o sentido. Era ela.


—Sempre há um momento onde você pode parar. Um momento um minuto antes de estar tudo perdido. O momento onde você sabe que se sair agora, vai superar. Houve esse momento pra você.—Hermione concluiu.


—Deve ter havido. Mas ela não deixou que eu o compreendesse. Astória era mais mulher do que eu era homem. Seduziu-me, levou os meus sentidos. E eu estava preso.—Ele admitiu.— Mas ainda havia você. E eu lutei contra todo mundo. Não adiantou. Eu era um adolescente eles eram a razão me chamando. Então eu quis fugir.—Ele engoliu em seco.—Eu não lembro. Minha mãe apareceu. Eu perdi o controle da situação. Só me lembro que, na tentativa de resolver as coisas, surgiu uma dor sufocante na minha cabeça, e eu apaguei. Quando acordei...—Ele hesitou.—Estavam mortas. Naquele dia, de certa forma, eu morri também.—Admitiu.—Eu passei os dias trancado em casa, sentindo a minha dor. Meses depois comecei a me reerguer. Mas não era mais o mesmo. Não tinha sentimentos. Não sentia alegria, amor, felicidade, compaixão. Só ódio. Eu aceitei o meu destino. Eu aceitei você. Astória estava morta, que sentido fazia ir contra o meu pai? Então eu estava voltando pra casa, após ficar mais um dia até tarde trabalhando, e ao passar em frente ao jardim, um vulto louro mexia nas plantas. Ou talvez, corria de mim.—Ele sorriu de canto com a lembrança.—Eu já havia visto você antes daquilo. Mas você era pequena e por fotos. E agora você tinha crescido. Estava linda.


—E você me odiou.—Concluiu, olhando-o.


— Odiei. Odiei com todas as forças que eu tinha. Porque eu olhava nos seus olhos e eu a via. Ela não suportava você.—Ele fez uma careta.—E eu prometi a mim mesmo que eu faria da sua vida um inferno. Um inferno tal como era a minha vida. Mas, como vemos você com o seu dom de irritação e persistência não deixou. E eu me odiava, porque eu amava você.—Ele riu de si mesmo.—Eu machuquei você. Eu te feri. Eu te fiz sentir dor. Mas nada funcionou. Era você. Eu queria ser amável com você, mas toda vez que eu tentava, era ela que eu via.


—Você superou isso.


—Creio que sim. Durante anos eu montei aquele santuário a ela no terceiro andar. Eu cuidei dele como de um filho. Mas depois que você chegou aqui, eu não tive mais vontade de voltar.—Ele hesitou.—Astória estava grávida.—Admitiu, amargo.


Pra Hermione, foi como receber uma bela bolacha pelo meio da cara. Um filho. Morto. Ela ergueu as sobrancelhas, aturdida.


—Não quero que isso sirva de desculpas por tudo o que eu fiz. Não vai haver perdão. Mas era meu filho. Era minha mãe. Era minha mulher.—Hermione assentiu pensativa.—Nós vamos melhorar, Hermione. Um dia eu vou mandar desocuparem o terceiro andar. E tudo estará bem. Eu te prometo.—Ele se aproximou dela e a abraçou, e ela retribuiu o abraço. Agora sabia como aquela pedra fora plantada no lugar do coração dele. Mas ela cuidaria disso. Ela o faria feliz, prometeu a si mesma.


—Amor, e a Sophia?—Christopher sorriu, soltando ela.


—Eu odiei você porque você me lembrava a Astória. Mas a Sophia...—Ele riu brevemente.—A Sophi é a cópia perfeita da minha mãe. Era como olhar pra um fantasma. Ai você chegou...—Ele tocou o nariz dela.—E me obrigou a olhar a menina andar pela casa, sapateando com roupas novas. —Hermione riu do deboche dele.


—Eu tô com frio.—Disse um tempo depois, se abraçando a ele de novo.


—Vamos pra casa.—Disse puxando ela do banco e a abraçando pelo ombro.Hermione o abraçou pela cintura e eles se lançaram a chuva fraca, rumando pra casa.


Os dias foram passando.Hermione estava se sentindo uma copia perfeita de Gina. Ia pra cama com Draco todos os dias, e a cada dia se tornava melhor. Já Gina estava irredutível. Seu resguardo duraria 30 dias. Harry, á noite, ria da irritação da mulher por não poder tocá-lo.


—Sabe que dia é hoje?—Gina mordia o lábio pra prender o sorriso.


—Não. —Harry mentiu. Sabia sim que dia era. Hoje fazia um mês que seu Tiago nasceu. O resguardo de Gina chegou ao fim.


—Harry!—Fez uma careta, corando. Harry se estourou de rir. Ambos já estavam vestidos pra dormir. Ele estava sentado na cama, encostado na cabeceira da mesma, e Gina de pé, no meio do quarto.


—O que foi?—Perguntou, olhando a mulher corar.—Anda, me diga, que dia é hoje?—Perguntou, sorrindo pra ela.


—Pois não direi.—Resmungou, indo pro seu lado da cama.—Boa noite.—Disse, e se deitou, virando-se de costas pra ele.


Harry ficou observando a mulher por um momento. Era tão linda quando ficava com vergonha. Ele se deitou, virou-se pra ela, e lhe abraçou pela cintura.


—Refresque minha memória.—Murmurou enquanto se deliciava com a pele do pescoço dela. Gina sorriu de olhos fechados, e virou-se pro marido, que se apossou da boca dela com gana.


E aquilo durou a noite inteira. O dia estava amanhecendo, e enquanto a casa toda estava afogada em seu sono, Gina e Harry estavam mais acordados, do que com vontade de dormir. A paz, finalmente, reinava naquela casa. Os casais se amavam, estavam felizes. O pequeno Tiago era forte, saudável. Só havia uma peça sem seu par.Rony.


—Hermione, eu vou viajar.—Rony anunciou, em uma das tardes em que Draco trabalhava e eles ficavam no chalé.


Hermione e Rony não haviam se tocado mais, desde a reconciliação dela com o marido. Eram os melhores amigos, desde então.


—Porque?


—Eu quero ver a minha Luna.—Disse, simplesmente. E Hermione franziu a sobrancelha, desconfiada.—Saudade.—Admitiu sincero.


—Porque você não traz ela?—Sugeriu só pra ser agradável. Sabia que sentiria ciúme de Luna. Mas se era por Rony, ela estava disposta.


—Ainda não. Mas trarei.—Prometeu.


—Quando você vai?


—Hum...—Ele consultou o relógio em seu braço.—Daqui a 2 horas.—Sorriu torto, provocando ela.


—Rony, como pôde?—Reclamou, vendo ele se levantar.


—Surpresas são sempre tão agradáveis.—Brincou com a irritação dela.—Preciso ir. Ainda há algumas coisas pra por na mala.


—Quanto tempo você demora?—Perguntou, acompanhando-o até a porta.


—Não sei ao certo. Eu deixei a Luna sozinha muito tempo. Eu preciso dela. Mas voltarei, prometo.—Sorriu novamente.


Hermione assentiu, pensativa. Não queria fazer, mas se sentia culpada por estar desprezando-o. Sabia que ia se sentir suja, imunda quando voltasse pra Draco, mas era necessário. Ela engoliu em seco e se aproximou dele, erguendo-se pra beijá-lo, mas ele desviou o rosto.


—Desse jeito não.—Disse, antes de acariciar o rosto dela. Hermione sorriu.Rony era perfeito. Ele a entendia. —Até a volta, minha Mione.—Ele beijou a testa dela, e então tinha sumido, deixando apenas seu perfume.


Rony foi embora. Hermione voltou andando pra casa. Jantou, normalmente. Depois, pediu licença e foi pro quarto. Vestiu sua camisola e ficou lá, olhando a chuva pela janela, perdida em seus pensamentos. Estava sendo injusta com Rony. Entretanto, não tinha coragem de abortar seu casamento, agora que parecia estar funcionando. Era um sonho que virava realidade.


Você sente falta dele. —Draco afirmou tempos depois, antes de se postar atrás dela, segurando-a levemente pelos ombros.


—Não é só isso. Porém, sinto falta sim. Rony é um grande amigo.—Disse se aconchegando no peito dele.


—Só um amigo?—Perguntou, acariciando os braços dela, enquanto lhe olhava.


—Apenas um amigo.—Confirmou. E não era mentira. Há tempos ela não desejava Rony como homem.—Parece que não vai parar de nevar nunca.—Observou, olhando a neve que caia formando um tapete branco do lado de fora. Nesse instante uma rajada de vento se jogou contra a janela. Draco riu.


—Desde que eu me entendo por gente faz frio.—Concluiu, com uma careta. Hermione riu, e ele sorriu pra ela.


O azul do olhar de Hermione encontrou o azul do olhar dele, e então ela não se lembrava do que estava rindo.


Ele sorriu de canto enquanto aproximava os lábios dos da esposa, lentamente. Ela lhe agarrou os cabelos com certa força. Draco riu e segurou o rosto dela, apossando-se de sua boca docemente. Os dois estavam começando a curtir o beijo, quando o choro do pequeno Tiago cortou o silêncio predominante. Eles deixaram pra lá, mas como ninguém foi ver o menino, se separaram.


—Eu vou ver ele. Me espera.—Ela ia saindo, quando a voz de Harry veio do outro lado.


—Não precisa, eu estou indo. - Dispensou. Hermione se virou de volta, sorrindo.


—Eu nunca disse, mas você estava linda quando Tiago nasceu. Tinha algo diferente no seu rosto.—Ele disse, enquanto ela voltava pra ele, recebendo-a em seu abraço e acariciando-lhe a maçã do rosto.


—Foi um dia difícil, podiam muito bem ter ido pra um hospital. Mas depois, quando ele estava lá, berrando tal como um condenado, tinha valido a pena. E o cheiro.—Draco franziu a sobrancelha.—Você precisava sentir o cheiro da respiração dele. Ele nunca tinha comido nada. Cheirava a vida.—Ela sorriu, enquanto ele acariciou o maxilar e o pescoço dela com seu nariz e rosto


—Estava perfeita. Algo no seu olhar havia mudado.—Comentou, beijando a curva do rosto dela de leve.


—Eu quero te dar um filho,Draco.—Concluiu, com um sorriso de canto no rosto. Viu Draco parar e, um instante depois, ergueu os olhos pra ela.—Eu quero ser mãe de um filho seu.—Draco  sorriu, e após por a mão na nuca dela, apossou-se de sua boca sedentamente.

#Resposta Aos Comentários

Nana-moraes malfoy - Oi Nana,nossa tava com saudade de você,então que bom que você gosta da Fic Nana,saiba que fico muito feliz por isso,prometo não demorar muito para postar,realmente a Hermione foi brilhante,mas...será que essa felicidade vai durar por muito tempo?Só lendo pra saber,beijos Nana,espero ver seu comentário no próximo capítulo!

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Comentários: 1

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Enviado por Nana-moraes malfoy em 30/12/2012

Bem menina é o que espero, mas como tudo tem seu lado bem dizer assim, negativo espero que a felicidades deles dure. Estou aqui esperando novas atualizações. Beijão!
nana 

Nota: 1

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