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11. Capítulo 11


Fic: Sem Clima para o Amor


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Na primeira semana de dezembro, uma neve suave enchia de pó as ruas do centro de Boise e cobria a base das montanhas com um branco intocado. Grinaldas de Natal ficavam penduradas nos postes de luz, e as entradas das lojas estavam enfeitadas para a estação. Compradores repletos de pacotes enchiam as calçadas.


Na esquina entre a Oitava e a Principal, a música Holly jolly Christmas tocava suave dentro do The Piper Pub e Grill, o muzak com o som um ou dois pontos abaixo do murmúrio uniforme de vozes. Guirlandas douradas, verdes e vermelhas acrescentavam um ar festivo ao restaurante no andar de cima.


- Um ótimo feriado para todos! - Gina erguia uma xícara de café com menta e batia suavemente a taça com as amigas. As quatro mulheres tinham acabado de almoçar e provavam café com sabores especiais em vez da sobremesa.


- Feliz Natal! - brindou Hermione.


- Feliz Hanukkah! - exclamou Luna, embora não fosse judia.


- Feliz Kwanzaa! - acrescentou Tonks para completar todas as alternativas, embora não fosse afro-americana, afrodescendente ou tivesse posto os pés na África.


Hermione tomou um gole e disse, enquanto baixava seu caneco:


- Puxa! Quase esqueci! - mergulhou as mãos na bolsa pendurada no encosto da cadeira e puxou vários envelopes.


- Finalmente lembrei-me de trazer cópias da fotografia de todas nós juntas na festa de Halloween! - deu um envelope para Gina, sentada à sua direita, e os dois outros para as amigas do outro lado da mesa.


Hermione e o marido, Rony, tinham dado uma festa à fantasia em sua casa nova, em Quill Ridge, num dos pontos elevados da cidade. Gina puxou a foto do envelope e pôs os olhos sobre si mesma fantasiada de coelhinha ao lado das três amigas. Luna vestia-se de fada com asas delicadas e enormes, Tonks tinha uma fantasia de Sherlock Holmes e Hermione trajava um uniforme de polícia feminina dominadora. Havia sido uma festa bastante divertida. Tudo o que Gina precisava depois de dois meses e meio complicados. Ao final de outubro, sua dor de cabeça começava a abrandar um pouco, e ela até tinha sido convidada para sair por Darth Vader. Sem o elmo, Vader era atraente, com um tipo de "tira durão”. Tinha um emprego, todos os dentes e cabelo no lugar, e parecia cem por cento heterossexual. A antiga Gina teria aceitado o convite para jantar com a esperança inconsciente de que um homem acalmaria a falta de outro. Mas, apesar de ficar lisonjeada, disse não. Era cedo demais para namorar.


- Quando é a noite de autógrafos do seu livro? - perguntou -lhe Luna.


Gina levantou o olhar e guardou a foto dentro da bolsa.


- Tenho uma na Borders, dia 10,outra em Walden dia 24. Tomara que eu saia no lucro com todas aquelas pessoas que fazem compras de última hora.


Fazia quase cinco meses que encontrara Draco com o rapaz da assistência técnica, e tinha superado a crise. Embora não precisasse mais segurar o choro nem sentisse um aperto no peito ultimamente, não se achava pronta para namorar. Ainda não. Talvez não por um bom tempo.


Luna tomou um gole de café:


- Eu apareço no dia 10.


- É, eu vou estar lá! - afirmou Hermione.


- Eu também. Mas não chego nem perto do shopping dia 24 - Tonks ergueu os olhos da foto. - O lugar vai estar cheio de gente, eu posso esbarrar em algum antigo namorado.


Gina ergueu a mão:


- Eu também.


- Isso me lembra que eu tenho uma fofoca – Luna pousou o caneco sobre a mesa. - Um dia desses esbarrei com Parvati Patil, e ela deixou escapar que não está encontrando ninguém interessado na proposta de seu próximo livro.


Gina não era exatamente uma fã de Parvati. Achava que tinha ego demais para pouco talento. Havia feito uma sessão de autógrafos com ela, e já estava ótimo. Parvati não só monopolizara por completo as duas horas, como dizia a qualquer um que se aproximasse da mesa que escrevia "romances históricos verídicos, e não dramas de época" E olhava diretamente para Gina, como se ela fosse uma criminosa. Agora, não conseguir uma editora para seu livro seguinte era horrível.


- Caramba, isso assusta!


Hermione balançou a cabeça:


- Pois é, ninguém é tão verborrágica quanto Parvati, mas não ter quem publique seu livro deve ser um terror.


- Deve ser um alívio gigantesco para o pessoal do Earth First!Não é preciso mais derrubar árvores por causa dos livros medonhos de Parvati.


Gina olhou Tonks e deu um risinho:


- Se morder a língua, morre envenenada!


- Por favor,vocês sabem que essa mulher não sabe nem construir uma frase inteligente e nem reconheceria uma trama decente mesmo se esta lhe mordesse a bunda. E haja bunda ali!


Tonks franziu a testa e encarou cada uma das amigas:


- Eu não sou a única venenosa nesta mesa. Só falei o que todo mundo pensa.


Aquilo era verdade.


- Bem - disse Gina, levando a mocha de menta aos lábios -, de vez em quando, eu tenho um impulso incontrolável de ficar mostrando a língua.


- E eu estou com um desejo de comer um boi inteiro sem mastigar - ajudou Hermione.


Luna engasgou:


- Você está grávida?


- Não - retrucou Hermione e ergueu o copo, que estava misturado com licor kahlúa.


- Ah! - a empolgação de Luna logo murchou. - Achava que uma de nós pudesse se apressar e ter um filho. Estou virando uma pata choca.


- Não olhe pra mim - Tonks enfiou a foto do Halloween na sacola. - Não tenho a menor vontade de ter filhos.


- Nunca?


- Não. Acho que sou dessas raras mulheres do planeta que nasceu sem aquele desejo ardente de procriar – Tonks encolheu os ombros. - Apesar disso, não ligo de praticar com um homem bonito.


Luna ergueu seu café:


- Idem. Celibato não está com nada.


- Idem pra mim também - afirmou Gina.


Hermione sorriu:


- Eu tenho um homem bonito para praticar.


Gina terminou o café e apanhou a bolsa:


- A senhora é uma fanfarrona!


- Não quero um homem permanente – insistiu Tonks. - Roncando e pegando o lençol todo pra ele. Essa é a vantagem do Banderas. Depois do bem-bom, eu o ponho volta no criado-mudo.


Uma das sobrancelhas de Hermione ergueu-se:


- Banderas? Você deu um nome para o seu?...


Tonks balançou a cabeça:


- Sempre quis ter um amante latino.


Gina olhou ao redor para ver se ninguém escutara Tonks:


- Psiu! Fale baixo! - ninguém estava olhando para elas, e Gina voltou às amigas. - Às vezes a gente não está segura em público.


Tonks inclinou-se para frente e sussurrou:


- Você tem um!


- Eu não dei nome para ele!


- Então, quem você homenageia?


- Ninguém - sempre era bem silenciosa ao fazer sexo, e nunca entendera como ou por que uma mulher podia ou iria perder a dignidade e começar a gritar. Sempre se achou boa de cama. Ao menos tentava ser, mas um gemidinho ou murmúrio suave era o mais alto que conseguia.


- Se eu fosse você, ia praticar com Harry Potter.


- Quem? - Hermione quis saber.


- O amigo gostoso de Gina. Ele é jornalista, e só de olhar dá para dizer que ele sabe o que colocar, onde e com que freqüência.


- Ele mora em Seattle - Gina não via Harry desde a noite da festa de James. A noite em que ele a beijara e fizera se lembrar como era ser uma mulher. Quando ele incendiou o desejo bem fundo dentro dela, quase fazendo a relação que tivera com Draco desaparecer. Não sabia em primeira mão se ele conhecia quem, o quê, onde, o quando e o porquê, mas ele sabia como beijar uma mulher.


- Acho que não vou vê-lo durante os próximos vinte anos ou mais - James passou o Dia de Ação de Graças em Seattle, e a última coisa que soubera e que ele também pensava em passar o Natal por lá, o que era muito triste. James sempre passara o dia de Natal com ela e Molly. Gina sentiria saudades dele - Preciso ir - disse, e se levantou. - Eu falei para a minha mãe que eu ia ajudar ela na festa de Natal deste ano.


Hermione encarou-a:


- Pensei que você não ia fazer isso, depois do ano passado.


- Eu sei, mas ela se comportou bem no Dia de Ação de Graças, e nem falou do mousse de Draco - apanhou o casaco de marinheiro no espaldar da cadeira e passou os braços por ele. - Ela quase morreu, mas nem chegou a falar de Draco. Então, como prêmio, eu disse que ia ajudá-la - colocou o xale vermelho ao redor do pescoço - Também fiz ela prometer que ia parar de mentir a respeito do que eu escrevo.


- Você acha que ela vai conseguir cumprir a promessa?


- Claro que não, mas vai tentar - agarrou a bolsa vermelha de couro de crocodilo. - Vejo vocês todas dia 10! - despediu-se das amigas e saiu do restaurante.


A temperatura do lado de fora havia aumentado, e a neve no chão começava a derreter. O ar frio roçava-lhe as faces enquanto Gina caminhava pelo terraço até a garagem do estacionamento. Retirou as luvas vermelhas de couro do bolso do casaco e vestiu-as. Os saltos de seus sapatos espocaram pela telha branca e preta, quando fez uma curva à direita em um restaurante italiano. Se caminhasse direto, chegaria ao Balcony Bar - aquele local que Draco sempre garantiu que não era um bar gay. Sabia agora que ele também mentira quanto a isso, como faltara com a verdade em uma porção de coisas. Na ocasião, ela quis muito acreditar nele.


Abriu as portas que levavam à garagem e caminhou até o carro. Pensar em Draco não lhe dava um aperto no coração. O que sentia mais era raiva, de Draco, por ter mentido para ela, e de si mesma, por querer acreditar nele de modo tão desesperado.


A temperatura dentro da garagem estava mais fria do que do lado de fora, e sua respiração ficava-lhe diante do rosto conforme abria o Lexus e se punha atrás do volante. Se pensasse sobre aquilo, não estava realmente tão zangada. A única coisa boa que resultara de seu relacionamento fracassado com Draco foi ter se obrigado a parar e olhar muito bem para sua vida. Até que enfim. Ia fazer trinta e quatro anos dali a alguns meses e estava cansada de relacionamentos fadados ao fracasso.


O momento óbvio do insight mágico pelo qual estivera aguardando, e que revelaria e resolveria todos seus problemas, jamais aconteceu. Cerca de um mês atrás, enquanto dobrava a roupa lavada e assistia a The Guiding Light, percebeu que o motivo pelo qual não era capaz de experimentar o momento "eureka!" era por não existir apenas um – eram vários. Começando com a questão com o pai e percorrendo seu desejo subconsciente de irritar ou agradar a mãe. E Gina namorara homens que atendiam a ambas as condições.


Odiava ter de admitir o grau de influência da mãe sobre sua vida pessoal, mas admitia. Acima de tudo, era uma viciada em amor. Amava o amor, e embora isso ajudasse sua carreira, não fazia tão bem para sua vida pessoal.


Saiu da vaga no estacionamento e dirigiu-se à cancela. Estava um pouco envergonhada de ter chegado aos trinta e três anos e só agora mudava os padrões destrutivos de sua vida.


Já era tempo de assumir o controle. Tempo de romper o ciclo de agressividade e passividade com a mãe. Tempo de parar de se apaixonar por todo homem que prestasse atenção nela. Chega de amor à primeira vista - chega -, e desta vez era sério. Chega de se prender - mesmo -, e aquilo incluía, mas não se limitava a enganadores, mentirosos e falsos. Se e quando ela se envolvesse com um homem - e pode colocar um belo se e um quando bem cuidadoso -, ele se sentiria "o" sortudo por ter a ela.


 


Um dia antes da festa anual de Natal de Molly Weasley, Gina vestia um jeans velho e um suéter de crochê. Por cima disso, usava sua parka branca de esqui, luvas de lã e um xale de lã ao redor do pescoço e do nariz para baixo. Passara a tarde acrescentando os toques finais do lado de fora da casa na Warm Springs Avenue.


Desde as duas semanas mais recentes, quando encontrara as amigas para almoçar, vinha ajudando a mãe e James a decorar a imensa residência, por dentro e por fora. Um pinheiro Douglas de quase quatro metros achava-se no meio da sala de espera, enfeitado com ornamentos antigos, arcos vermelhos e luzes douradas. Cada quarto do térreo havia sido decorado com pinhas, castiçais de latão, presépios ou a coleção completa de quebra-nozes de Molly. A louça de cerâmica de Natal e os cristais Waterford tinham sido limpos, e os guardanapos de linho apertados, esperando no porta-malas do carro de Gina haviam sido levados para dentro.


À véspera, James tinha pego um resfriado. Ela e Molly insistiram para que ele abandonasse as tarefas externas restantes, temendo que o resfriado piorasse. Ele ficou com o trabalho de polir a prataria e embrulhar as guirlandas de pinho e as fitas de veludo vermelho sobre os corrimãos de mogno.


Gina se ocupou do lado de fora, e, sempre que se aventurava a entrar para tomar café ou aquecer os pés, James reclamava e respondia que estava bem o bastante para colocar as luzes nos arbustos que faltavam. Poderia estar, mas, naquela idade, Gina não queria arriscar que um resfriado se tornasse uma pneumonia.


O trabalho externo não era difícil nem pesado. Só frio e enfadonho. A enorme residência estava enfeitada com ramos de luz penduradas perto da porta, ao longo da varanda e em volta de cada coluna de pedra. Um par de renas de feitas de grãos de pimenta de um metro e meio postavam-se no pátio da frente, e candy canes iluminados alinhavam-se pela calçada e pela garagem.


Gina havia levado a escada até o último arbusto e se livrava da faixa restante de lampadinhas coloridas. Após aquela fileira, sua tarefa havia terminado e ela estava querendo voltar para casa, encher a banheira com água quente e permanecer ali até enrugar a pele.


O sol aquecia o vale a uma temperatura agradável de meio grau abaixo de zero. Um avanço diante dos dois graus abaixo de zero da véspera. Gina subiu na escada e enrolou as luzes ao redor do topo da árvore de dois metros e meio. James poderia ter dito a ela tanto o nome comum quanto o científico do arbusto. Nesse aspecto, ele era espetacular.


A folhagem congelada fazia um som áspero à medida que escorregava pela gola do casaco de Gina; dentro das botas, seus dedos haviam ficado dormentes uma hora atrás. Não sentia mais as bochechas, mas os dedos ainda trabalhavam dentro das luvas de pêlo. Inclinou-se sobre o arbusto para ajeitar as luzes em torno da parte de trás e sentiu seu celular deslizando do bolso do casaco. Por um segundo não conseguiu apanhá-lo, e o aparelho desapareceu no meio do vegetal.


- Diacho.


As mãos mergulharam no vegetal, afastando-o. Viu de relance o telefone dobrável prateado e preto que deslizava ainda mais no meio do arbusto. Inclinou-se para frente, dobrando-se por cima do alto da escada e indo o mais longe que conseguia. As pontas de suas luvas roçaram o aparelho, e este sumiu no meio da folhagem densa. Enquanto tirava a cabeça do arbusto, um veículo voltou para a garagem e continuou rumo aos fundos da casa. Assim que olhou em volta, o caro estava fora de vista. Concluiu que era o florista entregando a encomenda da mãe: copos-de-leite, açafrões e amarílis para a festa, chegando um pouco cedo.


Foi para a parte de trás do arbusto, mais perto da casa, e afastou os ramos. Os galhos congelados roçaram-lhe o rosto, e ela pensou em aranhas. Pela primeira vez desde que tinha colocado os pés para fora da casa estava feliz com a temperatura congelante. Se fosse verão, ela teria comprado um telefone novo em vez de arriscar-se com aranhas no cabelo.


- Oi, Boneca de Neve!


Gina empertigou o corpo e virou-se tão depressa que quase escorregou. Harry Potter caminhava na direção dela, a luz do sol apanhando-lhe os cabelos, acendendo-o como se um arcanjo tivesse descido dos céus. Vestia um jeans, uma parka preta acolchoada e um sorriso que dava uma mínima pista daquele pensamento celestial.


- Quando você chegou? - indagou ela, e saiu de trás da vegetação espessa.


- Agora há pouco. Reconheci seu bumbum quando estacionei na garagem.


Ela franziu a testa:


- James não disse que você vinha - a última vez que o vira, ele a beijara, e a lembrança fez com que o rosto congelado ganhasse um tom de rubor.


- Ele não sabia até o avião ter pousado, uma hora atrás - o ar saía de seus pulmões em névoas esbranquiçadas. Tirou uma mão sem luva do bolso do casaco e estendeu-a até ela.


Gina recuou e agarrou o pulso dele com a mão enluvada:


- O que você está fazendo?


O sorriso marcou os cantos de seus olhos verdes.


- O que você pensou que eu ia fazer?


Ela sentiu o peito apertado assim que se lembrou, com uma nitidez alarmante, do que ele lhe fizera na festa de aniversário do pai. Além do que ele fizera, lembrou-se da própria reação. E o mais intrigante: queria se sentir daquele jeito novamente. Queria o que toda mulher queria: sentir desejo e ser desejada.


- Tratando-se de você, eu nunca sei.


Harry apanhou um raminho no cabelo dela e mostrou:


- Suas bochechas estão vermelhas.


- É porque está congelando aqui fora - respondeu, colocando a culpa no clima. Tirou a mão do pulso dele e recuou um passo. Quem precisava de um homem para se sentir bem era a Gina antiga, disse a si própria. A Gina nova é mais sábia e aprendeu que não precisava de um homem para se sentir bem. - Por que você não faz algo de útil e liga para o meu celular?


- Pra quê?                  


Apontou atrás de si:


- Eu deixei ele cair ali.


Ele riu e apanhou o telefone pendurado no cinto:


- Qual é o número?


Gina passou, e em poucos instantes Don't phunk with my heart tocava de dentro do enorme arbusto.


- Seu toque é a música do Black eyed peas?


Gina encolheu os ombros e mergulhou novamente no vegetal:


- É meu novo lema. - respondeu, afastando vários galhos e conseguindo ver o celular de relance.


- Isso quer dizer que você superou o namorado gay?


- É - não amava mais Draco. Esticou o braço o mais que pôde e agarrou o celular. - Peguei! - sussurrou e afastou-se do arbusto. Virou-se, e a parte da frente de seu casaco roçou no de Harry. Ele segurou-a nos antebraços para que ela não caísse. O olhar de Gina foi do zíper do casaco dele para o pescoço e o queixo, passou pelos lábios até os olhos, encarando os dela.


- O que você está fazendo aqui? - perguntou ele. Em vez de largá-la, apertou mais, e ele colocou-a em pé, trazendo a face dela mais perto da dele - Além de perder seu celular.


- Arrumando as luzes do Natal - ela poderia ter recuado um passo, afastando-se dele.


O olhar dele foi para os lábios dela:


- Aqui está mais gelado do que o rabo de um escavador de poços!


Sim, ela poderia ter dado um passo para trás, mas não deu.


- Você já apalpou o rabo de um escavador de poços? Harry balançou a cabeça negativamente.


- Então como você sabe quanto é fria?


- É só uma expressão. Não é... - a voz desafinou com as baforadas brancas de sua respiração.


Ele a olhou dentro dos olhos e levantou ambas as sobrancelhas:


- Você sempre levou tudo ao pé da letra – largou os braços dela e apontou para o fio com as lâmpadas. - Quer ajuda?


- De você?


- Tem mais alguém por perto?


Os dedos dos pés dela estavam congelados e os polegares adormecidos. Com ajuda, não ia perder tempo subindo e descendo da escada e mudando-a de cá para lá. Poderia estar em casa, esquentando-se em cerca de dez minutos em vez de uma hora e meia.


- Qual o motivo futuro?


Ele riu e subiu a escada:


- Não pensei em nenhum - apanhou o fio com as luzes e enrolou-o no alto do arbusto. Era tão alto que não precisava descer e mexer a escada. - Mas vou.


Quinze minutos depois, ele tinha.


- Essa é a minha favorita - disse Harry, enquanto oferecia a Gina uma xícara de chocolate quente. - Teve de usar a lábia para convencê-la a entrar com ele na casa dos fundos e se perguntou por que tinha tido esse trabalho. Não estava necessitado de uma companhia feminina.


- Gosto desses marshmallows crocantes.


Gina tomou um gole do chocolate quente e observava-o através de seus olhos azul claros. Então ele soube por que se dera o trabalho de convencê-la a tirar o casaco e arrancá-lo à força de suas mãos fechadas. Harry não necessariamente gostava daquilo, mas não havia como negar que ele pensara muito nela nos meses anteriores. Bebeu um gole de sua xícara. Por razões que nem conseguia começar a explicar a si mesmo, não conseguia tirar Gina Weasley da cabeça.


- Muito bom! - disse ela, enquanto baixava a xícara. Observou-a lamber o chocolate do lábio superior e sentiu em sua virilha. - Você veio por causa do Natal?


Desejava Gina, e não como amiga. Claro que gostava muito dela, mas ficar ali tão perto dava-lhe vontade de lamber o chocolate dos lábios.


- Não pensei com tanta antecedência. Estava em Denver de manhã e liguei para papai. Ele começou a tossir e espirrar, e eu mudei meu vôo de Seattle para Boise.


- Ele pegou um resfriado.


A atração por ela era puramente física. Só. Queria-lhe o corpo. Pena que não fosse o tipo de mulher disponível para usufruto mútuo.


- Parecia que ele não conseguia respirar - afirmou, e nem queria pensar quanto isso o deixara apavorado. Entrou em contato imediatamente com a linha aérea e mudou o destino. Durante as duas horas seguintes que levou para chegar a Boise, imaginou diferentes situações. Uma pior do que a outra. No instante em que aterrissou, sentiu um peso no estômago e vários caixões apareceram-lhe na cabeça. Ele não era daquele jeito. - Mas acho que exagerei, porque, quando eu telefonei do aeroporto de Boise, ele estava lustrando a prataria na cozinha da sua mãe e reclamando de ser preso em casa como um bebê. Ele parecia irritado imaginando que eu o estivesse vigiando.


Os cantos dos lábios carnudos ergueram-se, e ela encostou o quadril na bancada.


- Acho bonitinho você se preocupar. Ele sabe que você está aqui?


- Ainda não fui até a casa maior. Fiquei distraído com a visão do seu bumbum saindo do meio do arbusto - disse, em vez de admitir que se sentia um bobo. Como uma velha neurótica. - Com certeza ele está numa locadora de carros e vai voltar quando acertar tudo.


- O que você estava fazendo em Denver?


- Dei uma palestra ontem à noite em Boulder, na Universidade de Colorado.


Uma sobrancelha levantou-se na testa lisa de Gina, enquanto assoprava a xícara:


- Sobre?


- A função do jornalismo em tempos de guerra.


Um dos lados de seu cabelo caía-lhe por sobre a face:


- Parece interessante - disse, e tomou um gole.


- É fascinante - colocou o cabelo dela atrás da orelha, e desta vez Gina não se apavorou nem agarrou-lhe o pulso. - Decidi qual vai ser o meu motivo futuro - tirou a mão.


Gina inclinou a cabeça para um lado e pousou a xícara sobre a bancada perto da dele. Um franzido surgiu os cantos de sua boca de atriz pornô.


- Não se preocupe. Você só precisa vir comigo encontrar um presente de Natal para o meu pai.


- Esqueceu o que aconteceu quando você quis um presente de aniversário para James?


- Não esqueci. Levei uns bons quinze minutos cortando aquela porcaria cor-de-rosa na vara de pescar.


O olhar de raiva dela se transformou em um sorriso de satisfação:


- Acho que você aprendeu a lição.


- Que lição?


- A de não me provocar.


Agora era a vez dele de sorrir:


- Gina, você gosta quando eu provoco você.


- O que você andou fumando?


Em vez de responder, ele deu um passo adiante e encurtou a distância entre ambos:


- A última vez que a provoquei, você me beijou como se não quisesse que eu parasse.


Gina pendeu a cabeça para trás e olhou-o:


- Foi você que me beijou. Eu não beijei você!


- Você praticamente sugou o ar dos meus pulmões.


- Não é assim que eu me lembro.


Ele passou as palmas das mãos sobre os braços do suéter grosso e acolchoado dela:


- Mentirosa.


Um sulco surgiu-lhe entre as sobrancelhas, e ela recuou um pouco:


- Fui educada a não dizer mentiras.


- Querida, tenho certeza de que você faz uma porção de coisas que sua mãe ensinou a não fazer - as mãos dele deslizaram para o meio das costas dela, e ele a trouxe mais perto. - Todo mundo acha que você é uma pessoa gentil. Um doce, um amor de garota.


Ela colocou as mãos sobre o peito dele e engoliu. Pela lã azul da camisa dele, a pressão suave do toque dela aqueceu a pele de Harry, esquentando-lhe a cavidade do estômago.


- Eu tento ser uma pessoa gentil.


Harry deu risada e passou o dedo pelos cabelos suaves dela. Com uma das mãos, sustentou a parte de trás da cabeça de Gina.


- Eu gosto quando você não se empenha tanto para isso - olhou-a dentro dos olhos e viu o desejo que ela se esforçava tanto para ocultar. - Quando você deixa a verdadeira Gina sair para brincar.


- Eu não acho ... - ele beijou o canto de sua boca. - Harry, eu não acho que essa seja uma boa idéia.


- Abra a boca - respondeu, enquanto resvalava os lábios pelos dela - e eu faço você mudar de opinião - somente uma vez. Somente por um ou dois minutos. Apenas para ter certeza de que ele não se enganara quanto à última vez que a beijara. Apenas para ter certeza de que ele não tinha exagerado aquele beijo em sua própria mente para realizar suas fantasias pornográficas.


Começou devagar. Instigando e seduzindo. A ponta da língua dele tocava a linha dos lábios carnudos de Gina, e ele dava beijos suaves nos cantos. Ela não se mexia. Rígida, a não ser pelos dedos que se recurvavam na frente da camisa dele.


- Vamos, Gina. Você sabe que eu quero – sussurrou bem acima dos lábios dela.


A boca de Gina abriu-se, e ela engoliu a respiração dele para dentro de seus pulmões. Ele aproveitou, sua língua tocando-lhe por dentro da boca quente e úmida. Tinha gosto de chocolate e gostava do desejo que tentava negar a si mesma. Então voltou a cabeça para um lado e dissolveu-se dentro do peito dele. Suas mãos deslizaram pelos ombros e para os lados do pescoço dele. Harry aumentou o calor e colocou um pouquinho mais de pressão. Ela reagiu com um gemido doce, que espalhou calor pela carne dele e agarrou seu baixo ventre em um punho quente e branco. Mas assim que o beijo começava mesmo a ficar bom, a porta da frente da casa abriu e fechou. Gina praticamente entrou em pânico. Afastou-se de Harry, e as mãos dele caíram para os lados do corpo. Os olhos achavam-se bem abertos e a respiração, irregular. Ele ouviu as passadas do pai um instante antes de James entrar na cozinha.


- Ah! - disse o idoso, e veio até o outro lado da mesa, onde parou. - Olá, filho!


Harry nunca se sentiu mais aliviado na vida por não estar com a camisa de lã dentro da calça.


- Como você está se sentindo? - perguntou Harry, apanhando sua caneca.


- Melhor - James reparou em Gina. - Eu não sabia que você estava aqui.


Gina, sendo Gina, sorriu e tirou qualquer expressão do rosto:


- Harry me ajudou com as luzes.


- Que bom. Eu estou vendo que ele lhe deu algo agradável e quente para esquentar você por dentro.


- Quê? - os olhos dela arregalaram.


Harry tentou não rir - por cerca de meio segundo. Em seguida, seu riso divertido encheu a cozinha.


- Ele sempre gostou do chocolate quente com marshmallow crocante - acrescentou James, e voltou-se para o filho. - Você está rindo do quê?


- Ah! - Gina respondeu em meio a um enorme suspiro de alívio, poupando Harry de uma explicação. - Chocolate quente. Sim, Harry foi muito gentil em preparar o chocolate quente - avançou alguns passos e apanhou o casaco. - Preciso apanhar os linhos em meu porta-malas. Aí, terminei meu serviço por hoje - disse, enquanto punha os braços dentro do casaco. - A menos que mamãe tenha mais coisas para mim - colocou o xale em volta do pescoço. - O que é que eu estou falando? É claro que ela tem mais coisas para mim. Sempre tem – seu olhar atravessou a cozinha. - James, cuide-se, para não piorar, e com certeza a gente vai se ver na festa da minha mãe - voltou o olhar a Harry. - Obrigada pela ajuda.


- Eu levo você até lá fora.


Uma das mãos se ergueu, e os olhos azuis abriram-se:


- Não! - o sorriso estremeceu, mas se manteve. – Fique aqui com seu pai - apanhou as luvas e caminhou para fora da cozinha. Instantes depois, a porta fechou-se atrás dela.


O olhar de James voltou-se para Harry:


- Coisa esquisita. Aconteceu alguma coisa que eu precise saber?


- Não. Não aconteceu nada. - nada que fosse comentar com o pai. James não precisava mesmo saber sobre o beijo. - Acho que ela está estressada por causa da festa.


- É, talvez seja isso - retrucou James, sem se mostrar convencido disso.


n/a: James apareceu pra atrapalhar os dois kkkk... Não deixem de comentar...

      Então como estamos chegando perto do fim, já começo a pensar na próxima história que vou postar pra vocês assim quero pedir a opinião de vocês, qual Harry vocês querem? 1. Arquiteto, 2. Fuzileiro Naval, 3. Procurador de justiça e 4. Dono de bar? Não vou dar detalhes sobre as hstórias, mas todas são ótimas e quando tiver mais tempo pretendo fazer todas, mas por agora só dá uma, então escolham... Bjus e Até logo!
 

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Comentários: 6

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Maria Paula em 03/07/2013

Dando uma passadinha aqui ... procurador de justiça ou arquiteto .

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Luhna em 02/07/2013

Eu vim votar de novo, Sullen! :) Tem problema não, né? Você vai contabilizar meus votos como mais de um, certo? ;) 
Vamos lá: HARRY PROCURADOR DE JUSTIÇA! HARRY PROCURADOR DE JUSTIÇA! HARRY PROCURADOR DE JUSTIÇA! HARRY PROCURADOR DE JUSTIÇA! HARRY PROCURADOR DE JUSTIÇA!

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Be Weasley Potter em 01/07/2013

UASHUAHSUSHUAHSUSHUASHUSHUASHUSHUAHSUAHUASHAUHASUHA

Me diverti muito lendo esse cap!!! Rindo muito aqui.. Poxa, eu esperei no cap anterior que acontecesse alguma coisa entre o Harry e  a Gina e nada, agora que aconteceu James chega. Adoro os motivos futuros do Harry. KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

E pelo visto vc tbm tem um! RS Terei de escolher um... ãhn.. Eu to em dúvida entre o Procurador de justiça e o Dono de bar, e agora?

 

E pena que fic ta acabando...!!! Eu fico aliviada de saber que vc já tem outras fics previstas para nós!!! *-* ;D

Nota: 5

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Enviado por Luhna em 30/06/2013

AH... por que o James tinha que aparecer? :( E a reação da Gina foi cômica, sério. Gina tem a mente poluída! ;) Mas não sei... eu acho que James ia gostar de Harry e Gina juntos. *_*
Enfim... para a próxima história, eu voto em Harry PROCURADOR DE JUSTIÇA!!!!!!!!!!!!!!! Imagina ele de paletó e gravata em um Tribunal, acusando alguém com uma oratória PERFEITA? Acho que convenceria qualquer um... *___________*

Nota: 5

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Enviado por Edwiges Potter em 30/06/2013
Aaaah, q pena q já ta acabando!! E o James, hein? Chegou na hora errada!!! Sobre a promixa fic : eu realmente nao cosegui me decidir qual seria o elhor Harry para o momento , eu quero todos!!! Desculpa, mas pra mim qualquer um vai servir pq si q a fic vai ser maravilhosa, afinal é vc quem ta escrevendo!!! Vou deixar pro pessoal decidir aí!!!
Nota: 5

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Enviado por Beatriz Granger Weasley em 29/06/2013

Sem comentarios , fic perfeita .. *-* Fico feliz por saber que vc vai continuar escrevendo , na minha opinião    2- Fuzileiro Naval *-* 
Bjs poste logo o prox capitulo estou asiosa 

Nota: 1

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