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6. Sótão Parte II


Fic: A Nobreza - Dramione


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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O céu começava a se clarear, e ela se levantou. De onde arrumou forças, nem ela mesma sabia. Caminhou até o espelho. Admirou-se de como estava. Antes teria se espantado, mas hoje se admirou. Sua pele não tinha vida, era branca como a de um morto. Branca, como a de Draco. Seus olhos eram de um castanhofrio, e era como se tivesse raspas de gelo por dentro. Porém, estava linda, pensou amargurada, consigo mesma.


—Eu quero tomar café em paz. —Harry estava tentando acalmar a briga, mas a faca que estava em sua mão estava segurada em modo de ataque, como se ele fosse esfaquear alguém.


—Bom dia.—Sorriu fria, entrando na sala.


A primeira reação de todos foi o choque. Se não estivesse de pé, podiam considerar Hermione morta, por sua cor. A segunda foi o deleite. Ela prendera os cabelos em um coque apertado, onde nenhum fio se soltava. Usava uma blusa cor de esmeralda e um jeans escuro.


—Mione, você não devia ter se levantado.— Rony repreendeu ainda meio abobalhado.


—Eu estou bem.—Sorriu. Sua voz também tinha mudado. Estava mais séria, mais grave.—Bom dia.—Sorriu pra Draco, e selou os lábios com os dele, em seguida indo pro seu lugar.


O café da manhã passou normalmente. Pela primeira vez em dias,Rony e Draco não brigaram mais, para satisfação de Harry.


—Hermione?—Draco chamou entrando no quarto.


—Sim?—Respondeu naturalmente, se virando pra ele.


—Você... – Ele observou-a por um momento.–Você precisa de alguma coisa?


—Porque precisaria? – Respondeu, dura. Ele assentiu, observou ela por uns segundos e saiu. Hermione achou que ele parecia abatido, mas não deu atenção. Ele não merecia.


—Mione? – Rony chamou, entrando na sala. Hermione ergueu os olhos pra ele.—Tudo bem?


—Tudo.—Rony continuou encarando-a. Ela riu.—O que foi?


—Você está estranha, pra ser resumido.—Ele avaliou ela.


—Não é nada, só me sinto bem.—Sorriu de canto pra ele.


—Posso ajudar em alguma coisa?


—Ronald!—Repreendeu, aos risos, o olhar investigador dele.—Eu estou bem. Fique tranquilo.


Os dias foram passando. Hermione não voltou a passear com Luke. Não sentia vontade. Ela e Draco agora mantinham um relacionamento estranho, receoso da parte dele, e forçadamente agradável da parte dela. Draco sentia remorso cada vez que olhava pra ela. Que diabo, o que havia feito com a Hermione alegre e inocente?


—Hermione?—Draco perguntou, mais uma vez entrando no quarto dos dois, onde ela terminava de prender os cabelos.


—Sim?—Perguntou com indiferença.


—Isso é seu.—Ele disse, e Hermione viu a grande caixa nas mãos dele.


—Acha realmente que presentes vão resolver?— Perguntou dura.


—Não é um presente. Se fosse, eu diria “isso é para você”. Mas isso é seu.—Ele pôs a caixa branca em cima da cama, saindo.


Hermione observou Draco sair com o olhar frio. Depois, a curiosidade lhe venceu. Levantou-se e foi, sem emoção alguma, até a caixa. Tirou a tampa, pondo-a de lado, desdobrou o papel de seda rosa. Seu choque foi tão grande que suas mãos tremeram. Ela conhecia aquelas rendas. Puxou o vestido de dentro da caixa, e lá estava ele. Seu vestido de noiva. Intacto, como se nunca tivesse sido rasgado. Ela olhou, e a costura estava perfeita. As rendas pareciam nunca ter sido tocadas. Hermione estremeceu. Sentia vontade, mas não chorou. Seus novos olhos se recusaram a choramingar. Ela ergueu o rosto, respirou fundo, colocou o vestido com todo o cuidado dentro da caixa novamente e o guardou.


—Pensei que não viesse mais aqui.—Sorriu, ao entrar no chalé e vê-la lá. Há dias não saia de casa.


—Eu gosto daqui.—Rony sorriu de canto, olhando o lugar. Aquilo sim era seu refúgio, o chalé era tudo de mais precioso que lhe fora dado nos últimos tempos.


—Você gostava do Luke—Observou, sentando-se perto dela. Hermione não respondeu.—Tenho medo de que não goste mais de mim também.—Admitiu, encarando-a.


—É diferente.—Ela sorriu, acariciando o rosto dele.—Eu ainda gosto do Luke, gosto muito, foi o melhor presente que eu já recebi.—Rony sorriu de canto.—E eu amo você. É mais que gostar.—Passou o dedo na ponta do nariz dele.


—Bobo.—Sussurrou, com a testa colada a dele.


—Me diz.—Ele começou, olhando ela.—O que está te aporrinhando aqui dentro?—Perguntou, tocando o cabelo dela, que continuava severamente preso.


—Rony, eu sei que não devia perguntar, mas é que eu preciso saber.—Ela hesitou, e Rony esperou, paciente.—Quem foi Astória?


Rony levou Hermione pra caminhar perto do chalé, enquanto procurava as palavras pra explicar.


—E então?—Pressionou, olhando-o.


—Bom Hermione. Como você já deve saber, Astória foi uma namorada do Draco, de adolescência.—Começou.


—Ele disse que tinha esperado por mim a vida toda.—Hermione lembrou com ironia.


—E ele esperou. Toda uma vida. Mas por uma vez, uma única vez, ele desistiu de você.—Explicou.—Nós andávamos em festas, bailes. Quando se é um Malfoy as portas se abrem pra você. Isso subiu a cabeça de Draco. Era um adolescente insuportável. O preferido do nosso pai, é claro. Tinha noitadas, bebia, se drogava. E numa festa da faculdade conheceu Astória


Hermione ouvia atentamente, montando a cena em sua cabeça. Dracojovem, mas ainda com a mesma prepotência, e Astória em sua feminilidade exagerada.


—Uma ordinária.—Hermione cerrou a sobrancelha.—Sim. Conheceu-a em uma daquelas orgias de faculdade.Draco se apaixonou por ela. Era toda risos e cortesias. O problema é que havia você. Ele era seu, por anos.—Mione assentiu.—Essa mansão virou um algazarra. Pela primeira vez Draco se virou contra o nosso pai. Fazia Harry de pombo-correio. Deu certo, até que Harry se revoltou e se negou a ir. Mais brigas, mais discussões, e o nosso pai proibiu Draco de ver ela. Então, ele resolveu fugir.—Disse, relembrando.—Pegou pouca roupa, o dinheiro que tinha, e foi embora. Levou-a. Só que a mãe dele descobriu no dia, papai não estava aqui. Narcisa ficou descontrolada. Pegou o carro e seguiu o rastro dele sozinha. Encontrou-o aos na saída da cidade. Bom, dessa parte eu não sei direito, eu não estava lá. Eu e Harry fomos atrás dela assim que mandamos avisar ao nosso pai, mas era tarde, e ela havia sumido.


—Ele ficou desnorteado depois daquele dia. Perdera a mãe e a mulher em um único golpe. Demorou a se recuperar. E então, perdeu tudo. Ele era feliz,Hermione. Tinha alegria, havia vida em seu rosto. Depois ficou assim, mais insuportável do que já era. Ele não se lembrava de muita coisa. Só que Narcisa chegou, queria que ele parasse, mas ele não o fez. E então ele apagou. Quando acordou, estava no hospital. Foram tempos difíceis. Ele se apaixonou por uma mulher que além de não valer nada ainda carregava um sobrenome vergonhoso, enquanto você era dele. Papai não ia manchar seu nome desfazendo o trato pra que ele ficasse com Astória. Eu mandei Luna pra longe, por mais que me doesse, assim que nós nos casamos. Ela é sensível, não lhe faria bem.


—Obrigado por me contar.—Hermione sorriu de cabeça baixa. Mesmo sendo doloroso, era melhor saber a verdade.


—Um dia, todo esse inferno vai passar, minha Hermione.—Ele prometeu, abraçando ela pelo ombro —Haverão crianças correndo por essa mansão, e isso não será mais que um passado escuro.—Hermione sorriu com a ideia, e ele lhe beijou a testa.


Os dias foram se passando, torturantemente calmos. Gina estava com um barrigão enorme. Hermione e Rony, apesar da mudança radical dela, continuavam apaixonados. Draco continuava abatido, e Hermione não colaborava pra uma melhora.


—Um baile. —Harry anunciou, lendo o fino convite.


—Definitivamente não.—Draco advertiu de imediato.


—Convidado por sua excelência, o governador.—Harry terminou, erguendo os olhos pra Draco.—Definitivamente sim.


—Um baile?—Gina sorriu, se abraçando ao marido.


—Um baile.—Harry confirmou, sorrindo pra esposa, antes de lhe beijar a testa


—Quando?—Rony perguntou desinteressado.


—Daqui a 15 dias.—Confirmou, olhando o convite novamente.


—Definitivamente, estaremos lá, não é, querido?—Hermione perguntou se debruçando nas costas da poltrona onde Draco estava, fazendo-o erguer o rosto pra olhá-la.


—É, estaremos.—Draco  sussurrou vencido.


Hermione sorriu pensativa, enquanto se inclinava e selava os lábios com os dele, friamente. Em seguida se afastou, ainda com a expressão longe. Foi quando se bateu com Giorgia no corredor.


—Giorgia!—Chamou, voltando pra mulher.—Preciso que faça uma coisa pra mim.


—Claro, senhora.—Assentiu.


—Vá ao terceiro andar. Existem dois manequins lá em cima. Há dois vestidos nesses manequins: Um vermelho e um preto. Pegue o preto, lave-o ao máximo que puder sem prejudicá-lo. Quero-o perfeito pra daqui a 15 dias.—Concluiu, com um sorriso malicioso no rosto.


—Mas, senhora, o senhor Draco proibiu que qualquer um fosse lá em cima.—Contestou temerosa.


—E agora a mulher dele está mandando que você vá até lá. Eu preciso daquele vestido. Ele não saberá que foi você que o fez, eu prometo.—Garantiu.


—Mas...—Antes que a mulher dissesse algo,Hermione interrompeu.— É uma ordem. - Disse, dura. A mulher atônita assentiu e saiu, deixando Hermioma com um sorriso malicioso no olhar.


Os próximos 15 dias, como é de se esperar, passaram tranquilamente. Gina estava um poço de empolgação com o baile. Como sua barriga estava enorme, ela não achou nenhum vestido que lhe agradasse.Harry, prontamente, chamou um estilista e lhe deu ordens de que obedecesse as vontades da esposa. Gina mandou fazer um vestido cor de champagne, lindo. Já quando Draco lhe perguntou o que vestiria, Hermione respondeu, gentilmente, que já tinha o seu vestido. Quando a noite do baile chegou,Draco e Harry se aprontaram em outro quarto, para dar privacidade as suas mulheres.


—Senhora? —Giorgia perguntou, entrando no quarto de Hermione. Essa esperava, só com as roupas intimas, e terminando de aprontar o cabelo. —Aqui está o vestido.—Disse, tirando a capa branca do vestido.


Hermione se virou pra olhar. O vestido estava como novo. Era um tomara-que-caia, negro como breu. O decote era generoso, bordado e detalhado. Laís foi até Giorgia, pegou o vestido e cheirou levemente.


Tinha cheiro dos produtos que usaram para lavá-lo. Ótimo, a última coisa que queria no corpo era o perfume de Astória. Giorgia ajudou com o corpete, amarrando-o super apertado, como a patroa mandou, e assustada por Hermione não se queixar de dor. Quando terminou, ela estava perfeita. Sua pele pálida entrou em contraste com o vestido. Sua cintura estava definida, apertada, porém, linda. O corpo de Hermione estava de dar inveja a qualquer um. Os seios fartos, quadril definido, e o rosto de anjo. Era cruel perto das outras mulheres. Hermione colocou o colar que Draco lhe deu no dia do casamento, por fim, ficou luxuoso. Pôs um sapato preto, com um salto agulha enorme, e estava pronta. Giorgia lhe avisou que já a esperavam na sala. Ela se demorou mais um pouco, pra irritar Draco. Perfumou-se, conferiu o penteado, e então foi.


—Que diabo.—Draco resmungou, após 15 minutos esperando por Hermione. Rony estava com Sophia no colo, ajeitando seu cabelo. Gina jazia aos carinhos comHarry, que lhe acariciava a barriga.—Giorgia!—Berrou, e a mulher apareceu.—Vá apressar Hermione.—Ela assentiu e ia saindo.


—Não é necessário, eu estou aqui.—Disse entrando na sala com um sorriso triunfal no rosto.


Rony admirou, Hermione parecia uma escultura feita por anjos, e retocada por um demônio. Era angelical a cor de seus cabelos, a expressão do rosto. Os demônios se ocuparam fazendo as curvas generosas de seu corpo, e colocando a malicia dentro daquele castanho no olhar dela. Draco olhava a mulher com os olhos arregalados, a sobrancelha franzida e o maxilar trancado. Em sua cabeça, outra cena pairava.


FLASHBACK DE DRACO


—Astória?—Chamou, entrando no quarto da mulher, no alojamento da faculdade onde morava.—Astória, você está aqui?


—Porque não estaria?—Murmurou, aparecendo atrás dele, fazendo-o se arrepiar com o hálito dela em seu ouvido.


—Isso...—Ele se recuperou.—Isto é para você.—Disse, estendendo a caixa que tinha nas mãos.


Astória saltitou radiante até o presente, e abriu a caixa. O vestido negro escurecia seu interior. Draco   viu o fulgor que percorreu no olhar dela.


—Deve ter custado uma fortuna.—Disse envaidecida, moldando o vestido no corpo.


—Você vale por esse dinheiro.—Disse sorrindo.—Quero que o use hoje a noite. Virá ao baile comigo.—Astória arregalou os olhos, radiante pela surpresa, e se atirou nos braços dele depois de deixar o vestido em cima da cama, beijando-o com fervor.


FIM DO FLASHBACK


Draco se negou ao resto da lembrança. Neste dia, Narcisa brigou com Astória no baile. Foi um escândalo.Draco, tomando o partido da amada, pôs-se contra a mãe. Resultou num pega pra capar daqueles, e coluna social no dia seguinte.


—Pensei que fosse gostar, querido, guardou-o com tanto apreço.—Hermione respondeu fria, e com um olhar vingativo se aproximou do marido e lhe beijou a boca.


—Er... vamos? Está na hora.—Harry chamou, prevendo a briga que ia nascer ali.


—Vamos, meu amor.—Disse maliciosa, dando o braço a Draco. Esse engoliu o que tinha pra dizer e a acompanhou. Mas se ela estava pensando que isso tinha terminado ali, ah, ela estava redondamente enganada.


Chegaram ao baile normalmente. Alguns fotógrafos de jornais estavam lá, deixando nuvens de fumaça a cada foto que tiravam. Os Malfoy’s entraram normalmente. Era um lugar com o teto alto, bem iluminado. Havia um enorme salão no meio, livre, e em volta várias mesas.


Draco,Harry e Rony cumprimentaram várias pessoas. Hermione se envaideceu por os amigos de Draco o elogiarem pela bela mulher que tinha. Ela apenas sorria, e fazia uma cortesia com a cabeça, agradecendo. Já Draco não parecia gostar nada disso.


—Quer parar de se exibir?—Draco murmurou pra ela quando chegaram a uma mesa que tinha o nome deles em um cartãozinho.


—Não estou me exibindo, amor.—Respondeu, lhe dando um sorriso estonteante em resposta.


Draco rosnou baixo, enquanto puxava uma cadeira pra ela se sentar. Seria uma longa noite. Logo um garçom veio, atende-los. Gina e Sophia ficaram com um copo de água, Draco, Harry, Rony com whisky . Hermione ficou com o champagne e um cigarro. Logo os homens se espalharam pelo salão, conversando com conhecidos.


—Isso fede.—Sophia se queixou do cigarro que Hermione tinha delicadamente entre os dedos, minutos depois dos homens se afastarem. Hermione apenas sorriu.


—Você nunca fumou, qual o problema agora?—Gina perguntou, observando amiga que era como sua irmã. Hermione não respondeu.—Eu preciso ir ao toalete.—Concluiu, com a expressão confusa. Hermione riu. Gina,depois de certa etapa da gestação, passou a ir ao banheiro com muito mais frequência que antes.


—Vamos, eu acompanho você.—Hermione sorriu gentilmente se levantando.


Hermione,Gina e Sophia atravessaram o salão, em direção ao que lhe informaram ser o banheiro. Ao saírem de lá, se bateram com umas amigas de Gina e Hermione.


—Padma! — Gina chamou, sorridente.


—Ora,Gina!—Sorriu ao chamado da amiga.—Parvati, vem aqui!


Ambas as irmãs se aproximaram, sorrindo. Logo Gina trançou as duas em uma conversa animada.


—Não vai nos apresentar a sua amiga,Gina?—Parvati perguntou tímida, vendo Hermione de perfil, abaixada ajudando Sophia com o vestido.


—Quem? Eu?—Hermione se virou e sorriu deliciada com a situação.


—Hermione!—Tanto Padma, quanto Parvati ficaram espantadas.


Do outro lado do salão, Draco, Harry,e Rony conversavam com um grupo de homens, civilizadamente. E alguns casais rodopiavam elegantemente pelo salão.


—Pelo visto, a sua Gina logo lhe dará um herdeiro.—Harry assentiu feliz, quando um dos homens fez o comentário.—Meus parabéns!


—Obrigado.—Agradeceu orgulhoso.


—Há tempos eu não vejo um baile tão bonito. Veja, um exemplo, aquela morena ali, conversando com a minha Parvati!—Jack apontou o dedo discretamente. —A de preto.—Draco  ergueu a sobrancelha, virando o rosto levemente. Jack assentiu. —Olha que mulher...—Elogiou com um tom de malicia na voz.


—Minha esposa.—Draco observou sorrindo debochado.


—Aquela é Hermione?—Jack havia ficado abismado, não esperava honestamente que ela fosse tão linda.


—E essa é?—Parvati perguntou olhando Sophia que estava de mãos dadas com a morena o tempo todo.


—Minha cunhada. Sophi, esta é Parvati.—Sophi cumprimentou Parvati educadamente.Hermione sorriu com isso.


—Seu marido te olha de um jeito estranho.—Padma olhava pra Draco disfarçadamente.— É tão...possessivo. Dá-me arrepios.—Concluiu. Hermione apenas sorriu, inclinando a cabeça pra trás e soltando uma pequena nuvem de fumaça pela boca.


—Com todo o respeito, você ganhou na loteria. —Jack observou, olhando Hermione.—Ela é única.—Rony observou o vulto preto do outro lado do salão.


Draco olhou Rony, depois voltou a olhar Hermione. Que diabo, porque ela colocara aquele vestido? Ele lhe dera tantos. Provocação, pura e deslavada. Mas estava linda. Enquanto ele a observava, Hermione virou o rosto delicadamente, e o encarou por um instante. Depois, com um sorriso no canto do rosto, se voltou às amigas.


—Com licença.—Draco pediu educadamente e saiu, atrás da mulher.


—Me daria medo, se fosse meu marido.—Parvati concluiu encarando Draco que vinha na direção delas.—Jack é completamente diferente, ele nunca me olhou desse jeito.— Garantiu. Hermione deu de ombros, indiferente.


—Como você consegue ser tão indiferente? —Padma estava alerta pela aproximação de r.


—A convivência o torna rotineiro.—Disse, dando uma ultima tragada no cigarro.


—Dança comigo?—Draco murmurou, parando-se atrás dela e estendendo a mão, com o rosto virado pro lado, observando-a.


—Com o maior prazer.—Hermione disse antes de sorrir e jogar o cigarro acabado numa lixeira próxima, dando a mão a ele.—Com licença, meninas.


Draco enlaçou os dedos dentre os delicados dela, e levou-a até o meio do salão. Chegando lá, ela parou em sua frente. Pôs uma mão no ombro dele, e outra em sua cintura. As duas mãos dele pousaram na cintura perfeitamente definida dela.


Draco era pelo menos 10 cm mais alto que ela, por isso ela apoiou o rosto em seu ombro, enquanto começavam a embalar no ritmo da musica.


—Todos comentaram como você é perfeita.—Começou, um tempo depois, com a boca colada no ouvido dela.—Elogiam a sua beleza. Ressaltam suas qualidades. Como se eu não soubesse.


—Isso te incomoda?—Perguntou, perdida nos braços dele. "Idiota" se condenava o tempo todo, mas era ali que queria estar. Aquele lugar lhe pertencia.


—Incomoda, não gosto que cobicem o que é meu.—Concluiu, abaixando o rosto, encostando os lábios firmemente no ombro nu dela.


—Sinto desfazer o seu castelo de areia, porém, tudo que é seu é cobiçado. Sua fortuna, sua mansão, seus bens. Tudo.—Respondeu, se aninhando no abraço dele, enquanto os dois continuavam a se mover lentamente pros lados.


—Eu não ligo pra tudo isso. Mas você não. Você eu não admito. É minha e pronto.


—O que vai fazer?—Perguntou provocando.—Pegar um alfinete e sair furando, um por um, cada par de olhos que parar em mim?


—Já pensei nessa possibilidade.— Aceitou a provocação.—Minha vontade é tirar você daqui, agora. Levar-te pra um lugar onde só eu possa te ver. Onde só eu possa te ter.—Ele passou os lábios entreabertos na pele de marfim dela, e sorriu ao vê-la se arrepiar.


— Prepotente. É isso que você é. Prepotente. Porém, não aceita a concorrência.—Alfinetou.


—Não existe concorrência.—Respondeu duro.—Sim, eu sou prepotente. Mas é assim que você me ama.—Concluiu, com um sorriso satisfeito no rosto.


—Idiota.—Murmurou antes de dar um murro leve no peito dele, se afastando.


—Não!—Ele a segurou de novo.—Sem brigas. Não me deixe.—Implorou, com um sorriso irresistível no rosto. Hermione ergueu a sobrancelha, considerando a ideia, e depois voltou pros braços dele.


—Calado.—Impôs. Dracoriu, mas aceitou.


E foi como ela quis. Eles não se atiçaram mais durante aquela musica. Só se sentiam. Ela acariciava a nuca dele com a mão que estava em seu ombro, e se abrumava no peito do marido. Ele acariciava o rosto e o ombro dela com os lábios, delicadamente. Até que a musica acabou.


—Obrigado pela dança.—Hermione agradeceu, se soltando dele.


—Disponha.—Respondeu no mesmo tom dela, vendo-a sorrir e se afastar.


Os Malfoy’s permaneceram no baile pela madrugada adentro, mas era tarde. Sophi dormia no ombro largo de Rony. Despediram-se de todos, e foram embora. Perante o frio que fazia, Ian aconchegou Sophi nos braços, Gina se embaraçou com Harry, e Hermione e Draco foram abraçados. O clima estava bom, até que Gina fez um comentário sobre o vestido de Hermione.Draco endureceu ao lado dela, lembrando-se. Hermione sorriu fria, mas não disse nada. Ao chegarem em casa, cada um foi pros seus aposentos.


—Agora diga-me, em nome de Deus, que ideia idiota foi a de usar esse vestido?—Draco estava irritado enquanto trancava a porta do quarto


—Combinou com a ocasião.—Hermione era indiferente, tirando o colar que usava.


—Combinou com a ocasião.—Repetiu incrédulo, se aproximando dela.—Eu proibi a entrada lá em cima. Como se não bastasse o que aconteceu você voltou lá, pra buscar esse maldito vestido!—Rosnou, encarando-a com raiva.


—Não fui eu. Mandei um empregado ir lá e buscar. Aquele lugar me dá nojo. —Assumiu encarando-o pelo espelho.


—Quem?—Perguntou atônito.—Quem você mandou lá?


—Conto o pecado, mas não conto o pecador.—Desafiou sorrindo, virando-se pra ele.


—Qual o seu problema?—Perguntou.—Eu te enchi de vestidos, presentes... Mandaria fazer qualquer um a sua vontade! É pra me provocar, claro.


—O meu problema?—Repetiu fria.—O meu problema é você Draco. O meu problema é o nosso casamento. O meu problema é a farsa que eu estou vivendo, presa a você.—Disse dura.


—Nunca mais repita isso.—Ordenou duro.—Nosso casamento não é uma farsa. Você me ama.—Lembrou, com um sorriso brotando no rosto.—É assim que funciona.—Hermione revirou os olhos.—E se temos problemas, a culpa é integralmente sua.—Ela ergueu as sobrancelhas, incrédula.—Me diga,Hermione. Que diabos você fez até hoje por nós dois?—Perguntou duro.


Essa foi a ultima torneira d'água pra Hermione. Como assim "o que ela fez por eles dois"?


—O que eu fiz?—Perguntou, em voz alta.—Eu fiz das tripas coração por nós dois! Eu tentei te agradar, mesmo contra a minha vontade! Eu tentei amar você, seu animal!—Gritou, jogando pra fora o que lhe matava por dentro. Draco apenas a observava, irritado.—E o que você fez?—Perguntou, dura.—Se lembra,Draco?—Um sorriso amargurado nasceu no rosto dela— Aqui.—Ela bateu com os pés no assoalho.—Bem aqui, onde eu estou pisando. Você ainda se lembra? Você me torturou.—Acusou.—Ela sentia um peso saindo do corpo ao dizer isso em voz alta. Junto com o peso que saia dela, seus olhos foram, curiosamente, umedecendo mais que o normal.—Me machucou. Feriu-me. Você me jogou a morte,Draco! Se não fosse por Rony,eu estaria morta agora, largada lá em cima!—Ela disse em voz alta.—Pela adorada Astória.—Disse irônica, e viu o maxilar de Draco se trancar.


 


—Hermione...—Advertiu.


—EU NÃO TIVE CULPA!—Gritou enfurecida.—EU NÃO PEDI PRA ME CASAR COM VOCÊ! EU NÃO A MATEI!—E então ela se sentia tão leve, que se achava novamente capaz de chorar. Seus olhos, inundados, confirmavam essa teoria.—E você o que fez Draco? Você manteve um monumento a sua amante, comigo, sua esposa, aqui. Francamente.—Ela murmurou, cansada, e se voltou pra penteadeira de novo.


—Ótima maneira de expressar sua inocência!—Ironizou.—Eu estive perto de cometer uma loucura, você tem noção disso? Tem noção do quanto eu estive perto de tirar esse vestido de você à força, na frente de todos?


—O vestido, é claro.—Ela balançou a cabeça negativamente.—Pois bem.—Virou as mãos pra trás, puxando o zíper do vestido com tudo. O vestido se afrouxou e ela o tirou, ficando apenas de lingerie.—Está aqui, o seu maldito vestido!—Disse em voz alta, antes de jogar o vestido em Draco.Ele se desviou, e o vestido bateu com tudo na parede, caindo no chão.—Vamos lá! Bate em mim!—Pediu, com um sorriso sem expressão nascendo no rosto.—Eu desobedeci você! Eu dei ordens pra que fossem lá em cima, eu usei o vestido! Me bate! Não é isso que você quer fazer?


—Sabe que não é verdade.—Murmurou, olhando-a.—Sabe que eu não o faria.


—Não faria?— ela o encarava incrédula.—VOCÊ JÁ FEZ!—Gritou, exasperada.—Quem faz uma vez, faz sempre. Eu estou esperando.—E o encarou .—Me diga o que quer fazer. Você já me disse uma vez que eu lhe devo obediência. Diga o que está fazendo, meu marido, e eu vou te obedecer.—Ofereceu irônica.


—EU TÔ TENTANDO PEDIR DESCULPAS!—Rugiu cansado. Hermione hesitou.Draco se desculpando?—EU PERDI O CONTROLE!—Assumiu e respirou fundo.—Não foi por querer. Perdoe-me.—Pediu em voz baixa, olhando ela.


Eles se encararam por uns segundos. Aquilo era novo. Ele estava ali, se desculpando perante a ela. E Hermione não sabia o que dizer.


—Não foi culpa minha. Eu fui lá em cima, eu fui porque não tinha onde deixar as coisas que eu iria demorar um bom tempo pra usar. Não foi intencional. Eu não esperei você sair pra ir lá. Você não foi justo comigo.—Acusou amargurada.—Eu não merecia aquilo.—Ela sentia um peso imenso saindo de suas costas ao dizer isso em voz alta. À medida que as palavras iam saindo, ela sentia seu olhar se inundar, mais e mais.—Eu não pedi pra me casar com você. Eu não a matei.—Disse por último, com a voz embargada.


Draco observou Hermione ali, de calcinha e sutiã, com o cabelo elegantemente penteado, e os olhos cheios d'água, a ponto de transbordar, e descobriu que lhe machucava vê-la assim. Ele avançou até ela instintivamente. Queria protegê-la. Queria poder amá-la.


—É claro que você não matou.—Tranquilizou em voz baixa, acariciando a maçã do rosto dela. Os dois se encararam por um momento. Havia sentimentos ali. Raiva, ódio, ressentimento, arrependimento, dor. Mas havia outro. Amor, talvez. Nenhum dos dois sabia nomeá-lo.Draco, por necessidade, encostou os lábios nos dela, afrouxando a mão. Pela primeira vez ele estava dando a ela a chance de rejeitá-lo. Mas ela não o fez. Atirou-se a aquele beijo como se precisasse dele pra sobreviver, enquanto abraçava-o pelo pescoço.


Hermione acordou no dia seguinte. Estava cansada, porém, realizada. Em sua memória, havia flashes da noite anterior. Ela foi pra cama com Christopher. "Impossível" pensou ainda de olhos fechados. Mas era tudo tão nítido. Nítido demais pra ser um sonho. Ainda podia sentir a boca dele, sedenta, sobre a sua. Os toques, tudo. Ela abriu os olhos, lentamente. Seu susto foi total. Ela estava... nua? Pior que isso, estava deitada sobre um peito.


Ela ergueu o rosto, com a sobrancelha franzida, e o dono do peito ressonava ao seu lado. Draco dormia tranquilamente. Laís ergueu o rosto devagar, para não acordá-lo, e mechas do seu cabelo caíram por seu rosto. Havia... Deus do Céu havia uma mordida no ombro dele! Hermione arregalou o par de olhos azuis que possuía. Uma mordida, de um vermelho claro, lá estava. Ela ergueu a mão e tocou levemente a marca que sua boca deixou nele, perplexa. Lembrava-se de ter mordido, mas não com tanta força. E ele não se queixou, como ela ia saber? Estava tão... tão... distraída, pra ser irônica. Ela olhou pro quarto, que tinha uma luz agradável. Ainda podia ouvir os gemidos, até mesmo os gritos dos dois. Seu olhar pousou em seu ombro. A marca evidente de um belo chupão habitava ali. Ela tocou a marca, examinando-a, quando uma voz lhe chamou.


—Desculpa se te marquei.—Draco tinha a voz sonolenta, completamente charmosa.Hermione se sobressaltou.


—Eu não me importo.—Disse, sem querer assumir que se afeiçoara a marca, tão perfeitamente desenhada.—Minhas roupas?— Perguntou, apontando pro cobertor branco que tapava os dois.


—Ali.—Disse com um sorriso lindo, antes de apontar pra um trapo no chão. Ele havia rasgado a roupa de baixo dela.


—Ah.—Ela examinou o bolo no chão com o olhar por um instante. Deu a roupa como perdida. As mãos dele haviam detonado tudo. Despertou-se disso quando as mesmas mãos lhe acariciaram o ombro, sutilmente.—O que você está fazendo?


—Estou atendendo o seu pedido.—Hermione buscou por sua memória. Não se lembrava de ter pedido nada.—Você me pediu, a meses atrás, pra tentarmos.—Hermione encarou-o, lembrando-se.—Eu quero tentar.


Ela o encarou por um minuto. Aquele era o seu Draco. Ficaria bonito pra cara dela, dizer que sim, facilitar as coisas, depois o demônio voltar, e tudo ficar perdido.


—E se eu não quiser mais tentar?


—Bom, então continuaremos nesse chove-não-molha.—Admitiu, erguendo as sobrancelhas.


—Certo, então. —Ela olhou pra frente, pensativa.—E, segundo os seus planos, o que eu devo fazer agora?


—Hum...—Ele fingiu estar pensativo, enquanto esfregava o olho.—Você deve me dar um beijo de bom-dia.—Respondeu rouco de sono, olhando para ela com um sorriso de canto no rosto.


Hermione fez uma careta. Draco apenas riu, e após tocar o rosto dela com a mão, a beijou docemente. E ali estavam os dois. Havia carinho, paixão, perdão, talvez até amor neles. Os minutos se passaram, e aquele beijo não acabava nunca. Só fazia se intensificar. A respiração de Hermione já estava pesada enquanto ele prendia ela entre os braços fortes, encostando-a no travesseiro, e deitando-se em cima dela. Ela o abraçou pela cintura, sentindo o peso do corpo dele sobre o seu, e excitando-se com aquilo. Estava prestes a enlaçar a cintura dele com as pernas, quando bateram na porta.


—Não acredito.—Hermione murmurou antes de suspirar irritada.


—Que inferno. —Resmungou, erguendo a cabeça pra porta.—QUEM É?—Draco perguntou, e quem quer que esteja do outro lado da porta, estava em maus lençóis.


—Giorgia. —Anunciou-se, e parecia tímida.—O Senhor Harry me pediu pra apressá-lo, disse que o senhor está atrasando os dois.


—Diga a Harry que eu mandei ele ir pro diabo que o carregue.—Pediu, antes de abaixar a cabeça pra Hermione sorrindo.Hermione riu, e ele a beijou de novo. Foi ai que interromperam, outra vez.


—Não vou, não.—Harry estava ali, ele deu um murro na porta e gritou com o irmão.—Tem 10 minutos do contrário, eu arrombo a porta e te tiro a força.—Avisou, e o casal ouviu o som dos sapatos de Harry se afastando no corredor.


Draco desabou em cima de Hermione que acariciou as costas dele. Ele não queria ir, porém, Harry cumpria uma promessa quando fazia uma.


—Você precisa ir.—Hermione avisou, um minuto depois, ainda acariciando-o.Draco balançou a cabeça negativamente.—Precisa sim!—Ele negou de novo, ela riu.—Eu estarei esperando que volte.—Ele não negou, mas não se mexeu.—Vá!—Disse rindo, e empurrou-o pelo ombro. Ele selou os lábios com os dela uma última vez, e se sentou, pegando o roupão, vestindo-se e rumando pro banheiro, amaldiçoando Harry da raiz do cabelo até o dedo do pé. Ele foi pro seu banho, e Hermione ficou na cama, enrolada no lençol, com sua cabeça afogada em pensamentos.

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