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12. VOCÊ NÃO PODE SABER MEUS SEGRE


Fic: AVENTURAS EM HOGWARTS- Rony e Mione- Cap 59 e 60 ATUALIZADA!


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capitulo 12
Você não pode saber meus segredos


Imaginei quanto tempo levaria para retomar meu lugar no mundo. Demorou menos do que supus, uma vez que o mundo mágico é extremamente desconfiado para com os estranhos.
Mas obviamente, minha presença não causa mais medo. É uma pena, pois é de medo que me alimento e rejuvenesço.
Mas haverá muito tempo para mudar esse cenário de segurança e estabilidade de minha amada Hogwarts.
Há, como a saudade é terrível comparada ao descaso. Fazia tanto tempo desde a ultima vez em que andei por esses corredores longos e escuros do anoitecer.
A figura andava lentamente, arrastando suas vestes pelo chão, sua postura altiva e cativante. Ali entre os seus, era mais que uma simples sombra. Era presença pura. Essência de vida e morte.
A final do corredor uma janela, que deixava a claridade da noite banhar sua figura.
Poderia sorrir se houvesse em seu coração alguma sombra de sentimentos humanos. Bem, talvez essa noite isso pudesse ser mudado definitivamente.
Com esse pensamento, se afastou daquela torre, do escuro de seu esconderijo em direção ao claro ventre de todo o movimento de Hogwarts, de onde podia farejar o arquejante cheiro de vitalidade e sensações. Energia e juventude. Seus maiores desejos. Sua sobrevivência em altas doses de ação.


O sol segou Harry por um instante. Ele havia saído correndo até a casa de Hagrid, desde que vira a prof.Minerva e Mione saindo furtivamente naquela direção. Agora estava ali parado, esperando que saíssem para arrancar de Hagrid o que estavam fazendo ali. Tinha uma leve idéia, bem desagradável na verdade, mas queria a confirmação.
Alguns minutos depois, Prof.Minerva saiu apresada, com expressão contrariada e Harry aproveitou que a porta estava aberta, para entrar.
Hagrid estava de pé, tapando a visão. Era possível ver Canino encolhido num canto como se estivesse com medo, ou muito acuado para fazer festa ao vê-lo. Hagrid falava bobagens, como se quisesse alegrar o ambiente. Harry viu os sapatos e o casaco de Hermione descansando sobre uma cadeira. Sobre a mesa, uma travessa com umas larvas estranhas. Hagrid moveu-se e ele pode ver a copa da cabeça de Hermione.
-O que estão fazendo?
Sua pergunta fez Hagrid pular e deixar cair um pote que carregava. No susto, descobriu a imagem atrás de si.
-Mione! – disse surpreso.
Ela tentou sorrir, mas era difícil com aquilo no rosto.
Sua cara de pavor era tão obvia que Hagrid tomou a palavra:
-Está tudo bem, Harry.
-O...O que são essas coisas? – apontou Mione, deitada no sofá da pequena casa do meio bruxo.
-Isso é o rastreamento que a prof.anelette recomendou, Harry. Preciso me livras desses Pirixes. – com o dedo apontou a bacia sobre a mesa.
Eram o que parecia com larvas, molhadas e gosmentas. Harry fez cara de nojo.
-Essas estavam em desenvolvimento no meu sangue. – disse placidamente.
-E porque está com essas coisas no corpo?
Todo o rosto dela estaca coberto com pequenos galinhos espinhentos enfiados na pele, seus braços, pernas, pés, mãos e a barriga exposta até próximo aos seios.
-São espinhos de erva de são dias. Elas retiram todas as impurezas de um sangue bruxo. As inimigas número um dos pirixes – Hagrid parecia contente em falar sobre isso.
Sentou-se numa cadeira e indicou outra a Harry. – Eu as colhi na floresta ontem à noite quando Minerva mandou me avisar que a Hermione estava contaminada. Realmente, fiquei abestalhado! Sempre quis ter pirixes, mas nunca consegui! –maneou a cabeça desconsolado.
-Você queria ter essas coisas na pele?
-Ah, pirixes são muito bons para o corpo, Harry desde que você as retire depois de alguns dias, caso contrario são mortais – explicou Hermione – Assim como erva de são dias são calmante e relaxante. É como se eu estivesse fazendo uma massagem diretamente na minha alma. – disse sorrindo meio boba.
Hagrid sorriu para Harry e sussurrou:
-Tem um efeito parecido com as folhas de algumas ervas que os trouxas usam para...relaxarem...- ergueu as sobrancelhas malicioso.
-Ah...
-Bem, de qualquer forma, não é algo em que deve se acostumar – sorriu – Já os pirixes são bichinhos danados! Eles recusam o sangue que não lhes fará bem e atacam ferozmente aqueles que lhe possam dar propriedades para seu desenvolvimento!
-Viu, Harry? Eu não sou um sangue tão ruim assim...
-É claro que não é Hermione! – disse tentando não rir.
-Daqui a pouco vou tirar isso e ela tomara uma poção para passar o efeito da erva de são dias. As marcas dos espinhos somem assim que os tirarmos, pois são encantados – sua expressão ficou séria – O que me deixou realmente chateado foi saber como isso aconteceu! Onde já se viu uma aluna de Hogwarts que mal começou no quinto ano se transformar em gato! Realmente, a Prof.Minerva deveria se envergonhar de permitir tal coisa! Era claro que um incidente iria acontecer!
-Hagrid...Não foi um acidente.
-Como não? Cair da janela do trem em movimento! Hermione não se jogaria de lá! Mesmo em gato, continua sendo a menina mais esperta de Hogwarts!- disse indignado.
-É que...ela só contou pra mim, e alguém achou que seria interessante jogar o gato dela pela janela, para irrita-la. – disse em tom baixo.
-Ora! – Hagrid ergueu-se furioso – Quem foi o débil que teve coragem de fazer isso com nossa Hermione?!
-Foi...Foi meio sem pensar...Na verdade, acho que ele não queria...
-Me diga quem foi, Harry! – exigiu.
-Isso não importa, Hagrid. Já passou...
-Harry não quer confessar que o palerma do amigo dele fez isso! – disse brava e então choramingou – E eu que sempre achei que Rony era um bom amigo...
-Oh. Não! Não me diga que foi....! não! – Hagrid sentou-se desconsolado – Esse Ronald Wesley! então é por isso que não lhe darão uma suspensão! Mas deixe, Harry, escreverei para a mãe dele e ela saberá resolver isso! – sorriu maléfico.
Harry tremeu só de imaginar os gritos da Sra.Wesley ao saber das ações do filho.
-Não acho que seja prudente, Hagrid. Esse é um segredo que não pode ser revelado. Se não Mione terá que responder ao Ministério por usar magia durante todo o inverno e Dumbledore sofrera punições por ter lhe permitido!
Hagrid, contrariado levantou-se e olhou demoradamente para Hermione que havia fechado os olhos sonolenta.
-Parece que terminamos aqui – mudou de assunto – Venha, Harry me ajude aqui.
Hagrid começou a retirar os espinhos delicadamente das pernas da menina e Harry do rosto. Seria cômico, se não fosse tão complicado, pensou o bruxinho.







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