Capitulo 11
A nova Professora de Poções
Harry notou o olhar de Rony indo do caldeirão para Hermione pela milésima vez em dez minutos. Ele, rony e Neville dividiam uma mesa, enquanto Hermione dividia com Simas e uma menina da Sonserina. Fazia alguns dias que as aulas eram silenciosas para Harry. Rony desanimado demais para prestar atenção em conversas, Hermione sempre longe.
Ultimamente ela tinha horários bem apertados por causa das secretas aulas com a prof.Minerva. e quando estava livre juntava-se as meninas da grifinólia, lufa-lufa e Corvinal, sempre em bando, como se fosse uma barreira para se proteger da aproximação dos dois.
Na mesa ao lado, Alicia Nell, a menina da Sonserina iria adicionar um ingrediente quando Mione segurou sua mão e sussurrou:
-Se colocar isso, vai explodir toda a sala!
Harry sorriu e viu Rony guardar a mesma erva que pretendia acrescentar na sua poção.
Passando entre eles a nova prof. De poções, Anelette, olhava azeda para todos os caldeirões. Quem pudesse estar feliz com Snape longe das aulas por tempo indeterminado, segundo, anelette por razoes pessoais, ficara rapidamente deprimido ao se ver diante dessa versão feminina dele.
Terrivelmente alta, cabelos muito vermelhos, até a cintura, onde podia ver as ancas ossudas mesmo sobre tantas camadas de roupas. ao contrario de Snape, anelette vestia-se de amarelo, o vestido acinturado, combinando com o gigantesco medalhão de prata redondo que adornava seu pescoço, como uma grossa coleira. Nas orelhas brincos grandes e tão pesados quanto o colar. Os cabelos lisos não se moviam, mas acompanhavam seu andar lento e suave. Seu rosto era seco, arcado, com o queixo pequeno e os olhos grandes da mesma cor dos cabelos.
-Sr. Potter.
A voz era terrivelmente trincada e alta, gelando sua alma.
-Sim, professora?
-Troque de lugar com a Srta.Nell.
sua vontade era perguntar porque, mas não discutiu, levou seu caldeirão e a jovem passou por ele com a mesma expressão de surpresa.
-Você, Sr. Malfoy troque com a Srta. Granger.
Rapidamente, Hermione se afastou, parecendo bem alegre de não ficar perto dele. Até claro, ver-se numa mesa com dois sonserinos, que a olhavam com desdém. Harry teve pena dela. Mas só até reparar que estava de cara com Draco Malfoy.
-Assim, está melhor. Vocês precisavam de uma mudança.
Muito timidamente, Hermione que parecia inconformada, ergueu a mão.
-Sim, srta.Granger?
-Porque a mudança, prof.Dundou?
-anelette. Prefiro que meus alunos chamem-me pelo primeiro nome. Bem, mudei-os de acordo com suas notas. É importante que em cada grupo haja alguém mais avançado que possa ajudar os mais atrasados.
-Professora? – Malfoy ergueu a mão afetado – Então porque me tirou de onde estava?
-Ora, sr.Malfoy não preciso lembra-lo de suas notas ano passado, preciso? Tenho o histórico de todos vocês! Com certeza Simas saberá orientar muito bem a vocês dois! – disse petulante.
Malfoy bufou, ainda mais porque Harry ria. Na outra mesa, rony também ria.
Hermione não achou graça e voltou a atenção para sua poção. Um dos garotos da Sonserina que Harry reconheceu como se chamando Bhel Tornh, esperou que ela se curvasse sobre o caldeirão para erguer a mão em sua direção. Harry ficou tenso imaginado qual seria a brincadeira sem graça daquela vez. Na outra mesa, rony ficou imóvel. Talvez pressentindo algo, ela ergueu a cabeça e o olhou geladamente.
-O que você quer?
-Tem...Tem uma coisa no seu cabelo. – apontou.
Hermione passou a mão e não achou nada.
-Posso? -ele apontou suas madeixas.
Amarga, Hermione olhou-o como se ele próprio fosse culpado por todos os seus problemas.
-Não. – afastou a mão dele e voltou sua atenção para a poção.
De pé, prof. Anelette observou quieta e aproximou-se da mesa deles.
-Srta. Granger?
-Sim, professora?
Anelette estendeu a mão sobre a cabeça da menina e puxou algo de seus cabeços.
-Ai! – ela gritou.
Uma coisa pequena e negra sacudia-se na mão de anelette juntamente com um tufo de cabelos castanhos.
-Um...Curioso, srta. Granger.
-O que é isso? – ela perguntou olhando assustada para aquela coisa, que sequer sabia que estava na sua cabeça.
-Isso é uma coisa que a professora de Herbologia irá adorar. – sorriu, se é que poderia chamar aquilo de sorriso. – Vá, leve até ela. – estendeu o bicho estranho para Neville que estava bem aliviado de poder sair daquela aula chata e não precisar concluir uma poção que obviamente daria errado. – Chama-se Pirixe. É um parasita muito raro, comum em árvores de Espixe e bixe. Onde o conseguiu?
-Eu... -olhou para Harry assustada, mas então lembrou de algo e disse em voz alta e gelada – alguém jogou o meu gato em uma delas!
-Entendo. Deve leva-lo até Hangrid. Precisa fazer um rastreamento nele.
-Oh, mas ele está limpo! – retrucou.
-Provavelmente não, srta. Granger. Esses parasitas entram pela pele e ficam por dias se alimentando da essência do seu hospedeiro, sem que ele sequer suspeite. Uma Triagem deve resolver.
-E se não for feito?
-Bem, nesse caso, recomendo que arrume outro gato, srta.Granger.
Harry estava chocado demais para falar qualquer coisa. Na mesa ao lado, Rony encolheu-se tanto que parecia querer se jogar e se afogar dentro do caldeirão. E olha que não sabia nem da metade da história.
Hermione voltou a fazer sua poção, mas era obvio sua raiva, pois quebrou dois potes de patas de aranha secas só ao coloca-las de volta sobre a mesa após o uso.
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