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20. Pequenos desentendimentos


Fic: Minha vida com Hermione Granger


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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HERMIONE POV.


 


Hermione caminha apreensiva ao lado de Neville. Os dois cruzavam os corredores da escola de Magia em busca de Harry, mas ninguém parecia saber que o Potter se encontrava no castelo.  Como seria possível? Ela o deixara no salão comunal grifinório pouco antes de seguir para a sala da diretoria onde se encontrava a penseira e agora o seu namorado evaporava completamente?


Mordendo o lábio inferior com força, a grifinória esforçava-se visivelmente para manter a calma. Na sua cabeça, as palavras de Remus ecoavam assombrosas, ela queria encontrar Harry e Teddy o mais rápido possível, ela tinha que protege-los. Neville no entanto, não estava alheio ao nervosismo da amiga, era raro ver Hermione em tal estado de distração e apreensão. Determinado o Longbottom simplesmente parou sua busca abruptamente levando Hermione a colidir em suas costas.


-Uh! Neville o que houve?


Questiona a nascida trouxa com certa preocupação.


-O que há de errado Hermione?


Pergunta o garoto voltando-se para ela, assim ambos se encaravam mutuamente entre a determinação do grifinório e a confusão nos olhos da Granger.


-Errado? Não há nada errado aqui, eu apenas preciso encontrar Harry!


Insiste ela com um sorriso nervoso, mas com determinação em sua voz, desviando os olhos para os lados em busca de algum sinal de um moreno de olhos verdes e óculos redondos. Aquele definitivamente não era um assunto a tratar com Neville por mais bem intencionado e leal que o garoto fosse.


-Hermione não precisa mentir pra mim!


Rebate ele com um sorriso fraco, percebendo que a grifinória ainda não confiava nele o bastante para se abrir. Mas que tipo de amigo ele seria se não tentasse? Ele estava decidido a provar para a Granger que não era mais o menino tímido e indefeso de antes, que seria capaz de apoiá-la quando necessário.


-Eu sei que não sou como Rony ou Harry, mas se eu puder te ajudar de alguma forma eu irei fazer tudo ao meu alcance!


Insiste Neville a segurando pelos ombros finalmente concentrando o foco da nascida trouxa em sua direção. A bruxa o fitava completamente surpreendida pela sua decisão e respirando fundo chega a ponderar mentalmente os riscos e as consequências de revelar ao amigo o pedido de Lupin.


Mas, como Neville poderia ajudar? Ela só acabaria por envolver amais alguém nessa confusa e obscura situação que ameaçava Teddy. De qualquer forma, ela precisava de Harry, ele era o padrinho do filho de Remus, ele estava com o menino aos seus cuidados, seria Harry, assim como Andromeda os primeiros com quem ela deveria discutir a memória deixada por Lupin, isto era o correto a ser feito!


-Neville... não é seguro falar sobre isso agora! Por favor não insista. Eu preciso encontrar Harry!


Explica a garota com firmeza, no entanto oferecendo-lhe um sorriso de pesar, ela sabia que no fundo o grifinório buscava ser um bom amigo e ela apreciava de coração seu esforço, depois de passar por uma guerra contra Voldemort, você aprende a valorizar ainda mais as amizades verdadeiras, mas o Longbottom ignorou suas desculpas e não recuou um único centímetro da posição anterior.


-Você também pode confiar em mim!


Garante Neville a encarando com toda a honestidade. Ele não queria deixar a amiga desconfortável ou a colocar contra a parede a obrigando a se abrir com ele, mas vê-la tão aflita e não pode ajuda-la era frustrante demais. Ele tinha prometido que seria seu apoio quando Harry e Rony não estivessem por perto, prometeu que ela teria com quem contar, que teria um ombro para chorar, alguém para a ouvir, para fazê-la sorrir... e precisava deixar isso bem claro para a nascida trouxa, ele estava aqui afinal e ela não estaria sozinha.


-Eu confio!


Responde de imediato a bruxa sem hesitar. Ela assistiu de perto como o jovem Neville levantou-se quando ninguém mais acreditava que Harry estava vivo, e desafiou Voldemort, como ele liderou e levantou a força e ânimos no meio da batalha, se isso não era lealdade, se  alguém que fez o que o Longbottom fez não era digno de confiança... quem mais seria? A resposta da grifinória pareceu tranquilizar Neville.


-É só que... trata-se de algo muito pessoal Neville... sinto muito!


Desculpa-se a morena profundamente comovida pela atitude de Neville, ninguém além de Harry ou Rony tinha se esforçado tanto para descobrir o que a afligia antes, ela nunca tinha sido próxima o suficiente de alguém para que despertasse esse tipo de preocupação no outro, era um gesto meigo... cativante.


-Tudo bem Hermione! Mas, se precisar de alguém para te ajudar, ou sei lá... só para escutar você, ajudar a carregar alguns livros... Eu estou aqui ok?


Oferece ele com um sorriso fraco a liberando de suas mãos um pouco sem graça. Por mais que ele desejasse agora, ainda não podia ser como os melhores amigos de Hermione, para os quais ela não teria medo de compartilhar tudo que a deixava triste.


-Obrigada Neville!


Agradece ela francamente, devolvendo o sorriso antes de seguir em busca de Harry, no entanto, desta vez um pouco menos apreensiva do que antes... Talvez a oferta de apoio de Neville tivesse algo haver com isso.


 


GERAL POV


 


Mais uma carta voava direto para o fogo como um aviãozinho de papel seguindo direto ao alvo.


-Oh cara! Realmente vai jogar a chance de conhecer essa garota no lixo? Ela tem vinte anos Potter, imaginou o que ela poderia te ensinar???


Provoca Seamus rindo da expressão aterrorizada de Harry ao recordar as frases provocantes das suas “admiradoras” malucas. Já perdera completamente a conta, meninas e mulheres de todas as idades possíveis se oferecendo de todas as formas imagináveis... Era dolorosamente constrangedor, absurdo em todos os sentidos.


Realmente os artigos de Skeeter tinham um amplo público na comunidade mágica britânica e até internacional. Claro, talvez sua fama maldita tivesse interferido um pouco nisso, mas no fim das contas, todas essas pessoas que desperdiçaram seu tempo vendendo a si mesma para o grandioso Harry Potter, também não poupavam ofensas a sua melhor amiga e namorada Hermione Granger.


-Eu não preciso conhecer ninguém, estou muito bem agora!


Defende-se o moreno com o rosto ligeiramente rubro com as insinuações do colega irlandês. Harry estava sinceramente frustrado, sua cabeça ainda focada no que Hermione teria descoberto pela memória de Remus. A curiosidade somada à preocupação, o que Remus teria deixado para sua namorada que não poderia ter dito à ele? Com certeza envolvia Teddy e isso o deixava mais ansioso ainda.


Luna o tinha ajudado a perceber que sufocar suas preocupações na solidão não era a melhor solução, para ser honesto estar com seus amigos abrindo essas cartas malucas o ajudava a aliviar mesmo que só um pouco essa carga de responsabilidade que assumir a guarda de Teddy e decidir não retornar à Hogwarts o trazia. Ele não era mais nenhuma criancinha inocente...


Ninguém que sobrevive a uma guerra é inocente. Estava ciente disto, porém não podia se deixar oprimir, era seu destino, ele cumpriu a profecia, só poderia esperar um pouquinho de paz não? Seria tão errado assim querer um tempo de todas as aventuras perturbadoras que viveu? Mas, a vida tinha outros planos...


-Com Hermione por perto não precisa pensar nas outras!


Brinca Dean piscando o olho direito em tom cúmplice ao Potter que o encarava incrédulo. Tinha razão absoluta, com Hermione do seu lado qualquer outra bruxa era ofuscada. Ele só tinha olhos para a nascida trouxa que o acompanhara em cada passo da sua jornada contra a morte. No entanto ele precisava manter a farsa, somente Ron e Ginny sabiam que estavam namorando, ele precisava desse segredo até que Skeeter estivesse neutralizada.


-Falando sério, ela ficou muito mais bonita depois da guerra, Comarco não para de falar nela!


Murmura Seamus provocando ainda mais Harry que estreitava os olhos ameaçadoramente quando o nome do imbecil que dava em cima da sua namorada surgiu na conversa.


-Hey! Mais respeito com a nossa amiga!


Protesta Rony ficando com as orelhas vermelhas enquanto enviava um olhar ameaçador ao colega.


-Não se esqueça do Krum! Vir da Bulgária até aqui por ela... que romântico!


Murmura Luna sonhadoramente aumentando ainda mais a carranca do Potter que contava até mil mentalmente para não explodir de raiva. Rony por outro lado a fitava com incredulidade, mas por ser Luna ele não ousou dar qualquer sermão.


-Bem, não precisamos ir tão longe... Neville está bem aqui no castelo e louco para passar um tempo a sós com ela!


Brinca Dean cutucando Harry, sem disfarçar o sorriso maroto dos lábios, enquanto Ginny por outro lado revirava os olhos e cruzava os braços pelas palhaçadas dos seus amigos.


-CHEGA!


Bradou o moreno de olhos verdes faiscantes assustando seus amigos.


-Ninguém vai ficar com Hermione e ponto final!!!


Esbravejava o moreno enfurecido.


-Calma Harry, não precisa ficar com ciúmes, ela não trocaria você por nenhum deles!


Brincava Seamus dando um tapinha amigável no ombro do Potter. Era obvio que ninguém em sã consciência desafiaria Hermione, principalmente Harry que depois da batalha final parecia tão obsessivamente ligado à ela.


-Não tem nada a ver com ciúmes! Ela não está interessada em nenhum deles então é melhor que desistam porque não terão menor chance!


Protesta o grifinório corando novamente desejando desesperadamente mudar o rumo daquela conversa. As provocações estavam cada vez mais pesadas, o nível das cartas também ele só queria acabar logo com essa sessão de tortura e encontrar Hermione.


-Como não? Você só faltava estuporar dois deles no aniversário dela, Dennis tirou as fotos!


Provoca Dean recebendo um chute na canela de Ginny, aparentemente ele não deveria saber do namoro secreto dos dois e a paciência de Harry estava se esgotando.


-Eles estavam pressionando Hermione! E se quer saber, nenhum deles serve para ela!


Defende-se o Potter entre dentes, lembrar que McLaggen não tirava os olhos dela, que Krum era uma ameaça constante e que agora até Neville tinhas “segundas” intenções com a sua namorada era demais para escutar calado.


-Hermione sempre foi uma garota especial! E agora todos os outros caras perceberam isso já que ela está tão famosa quanto você Harry!


Explica Dean pacientemente, tentando mostrar ao colega que se não tomasse logo uma iniciativa outros tomariam a grifinória de cabelos espessos do seu alcance. Porém os olhos verdes estreitaram-se por trás das lentes redondas de seus óculos.


-Ela não é tão superficial para deixar a fama enganá-la!


Desabafa furiosamente o grifinório fechando as mãos em punhos. Sim, era obvio que a fama poderia colocar em evidência todas as qualidade de Hermione, e não poderia discordar de Dean quanto a sua namorada ser especial, porque de fato o era. Mais que especial, era linda, inteligente, determinada, corajosa, carinhosa, justa, leal, fiel, protetora... e a lista poderia se estender por horas a fio.


Porém, Hermione era DELE, ninguém mais teria o direito de olhar para ela como ele fazia, de pensar nela como somente ele poderia, de deseja-la, de tocá-la, de sussurrar-lhes palavras carinhosas ou escrever cartas apaixonadas. Ninguém teria esse direito além dele!


-Nenhum cara vai chegar perto dela sem a nossa aprovação!


Protesta Rony empurrando o Thomas do seu caminho e sentando-se esparramado no sofá ao lado de Ginny.


-Hermione é independente demais para depender de qualquer aprovação!


Lembra Luna inocentemente deixando o ruivo pasmo com a sua franqueza. Ginny apenas revirou os olhos tomando as rédeas da situação.


-Não estamos aqui para discutir a vida amorosa de Hermione!


Anuncia ela severamente antes de ficar de pé e com um rápido floreio de sua varinha outra pilha de cartas se formou sobre a mesa de centro.


-Harry... já decidiu o que fará com estas cartas?


Questiona a Weasley olhando diretamente nos olhos do grifinório quase o desafiando a jogar tudo no fogo da lareira e admitir que estava com a nascida trouxa como muito mais do que melhores amigos.


-Pode incinerar todas elas! Eu não me importo mais!


Confessa ele com certa frustração mal contida, pegando uma das cartas da pilha em uma das mãos com raiva e a amassando entre os dedos.


-Não passam de pedaços de pergaminho desperdiçados!


Explica ele seriamente, ao que Rony acena em concordância com o melhor amigo.


-Skeeter vai desistir em algum momento quando perceber que eu só iria procurar uma garota se EU estivesse interessado em conhecer ela!


Concluiu dando de ombros deixando Dean e Seamus impressionados.


-Cara, se ele reagiu assim com essas cartas, imagina quando descobrir as outras!


Murmura o irlandês ao melhor amigo que balança negativamente a cabeça com o pensamento.


-Estão falando daquelas cartas que Harry nunca recebeu?


Pergunta Luna novamente chamando a atenção de todos. O silencio que se seguiu estaria entre o constrangedor e o desafiador. Dean e Seamus trocavam olhares nervosos com Ginny e Rony.


-Que cartas esconderam de mim?


Bradou o moreno.


-Desde o torneio tribruxo uma pilha de cartas chega para você de admiradores de todos os lugares do mundo! Muitas delas dando apoio e seus melhores votos, mas outras eram um tanto... indecentes!


Explica quase que de imediato o ruivo levantando-se para confrontar o amigo, ficando ligeiramente rubro com a lembrança das cartas “indecentes”.


-McGonagall mantinha tudo escondido na sua sala, ela dizia que você tinha coisas mais importantes para se preocupar do que um fã clube! Que as pessoas estariam distraindo você ao invés de ajuda-lo!


Continuava Dean seriamente ao lado do amigo, mas a expressão de Harry era de traição e revolta.


-Ela escondeu isso de mim por que achava que era melhor? Como ela poderia decidir o que era melhor para mim sem me consultar? As cartas eram minhas eu tinha o direito de saber!


Gritava o moreno deixando seus amigos assustados.


-Harry, cara, foram só umas cartas bobas, não leve tão a sério!


Intervém Rony novamente, mas o moreno estava irredutível.


-Cartas bobas, tinham pessoas me dando apoio! Droga talvez isso tivesse me ajudado antes, talvez alguma daquelas pessoas pudesse me ajudar durante a guerra! Maldição, mas não me deixaram se quer decidir sobre isso!


Revoltava-se o Potter encarando um a um dos seus companheiros de casa. Estava sendo duro, no fundo ele sabia, mas depois da batalha no ministério, depois de perder Sírius e Dumbledore... saber que ao menos tinha pessoas que acreditavam nele poderia fazê-lo se sentir menos culpado e mais forte para enfrentar as provações futuras.


-Harry você acabou de dizer que não se importava com essas cartas e que não queria conhecer ninguém!


Desafia Ginny colocando as mãos na cintura o repreendendo severamente.


-Como pode ter tanta certeza de que eu não gostaria de ter conhecido alguém?


Bradou o garoto sem medir as consequências. O barulho da porta de madeira batendo firmemente contra a parede ecoou violentamente pelo interior da sala, deixando em seguida um rastro de silencio sufocante atrás da jovem bruxa. Cada pessoa naquela sala tinha os olhos amplos em uma espécie de contemplação assombrada.


Os olhos verdes do grifinórios encontravam-se trancados na porta que dava acesso à sala precisa, amassada com força entre os dedos a última carta de uma de suas “pretendentes”. O coração batendo tão arduamente contra o peito, com tamanha força que ele sentia doer.


Maldição! Estava tão atordoado após a explosão da chegada repentina de Hermione que mal registrou um Neville um tanto quanto nervoso seguindo logo atrás dela, mas não sem antes lançar ao Potter um olhar de simpatia. Rony ao seu lado estava pálido enquanto Dean e Seamus emudeceram completamente, o sorriso desaparecido dos seus rostos.


Gina mordia o lábio inferior com força e Luna suspirou pesadamente, ao seu lado.


-Não deveria ter se precipitado tanto, Harry!


Murmurou a corvinal deixando o moreno mais culpado ainda.


-Eu... eu não sabia que ela estava aqui! Ela... ela entendeu do jeito errado!


Justifica-se sem conseguir sair da mesma posição em que se encontrava. Desejando com todas as forças correr atrás da namorada, ajoelhar-se aos seus pés e implorar que o perdoasse pela sua intragável estupidez. Seu comentário abria uma gama assustadora de más interpretações e ele não se perdoaria jamais se magoasse a pessoa mais importante da sua vida.


-Mas, se eles não estão juntos, não tem porque Hermione sair cuspindo fogo por aí!


Comenta Seamus dando de ombros, finalmente se recuperando daquele estado de choque coletivo. No entanto, logo foi silenciado por uma cotovelada nas costelas em cortesia de seu melhor amigo Dean.


-Hey! Mas, não é verdade?


Protesta a contragosto o irlandês.


-Você é cego ou o que Seamus?


Rebate Gina enfurecida levantando-se e encarando o colega grifinório com os olhos estreitos em sua direção.


-Só estou repetindo o que o Harry disse! Ele e Hermione não tem nada! Palavras DELE!


Enfatiza Finnegan cruzando os braços e enfrentando Gina com incredulidade.


-Hermione saiu magoada, isso não significa nada?


Insiste Gina ficando vermelha antes de voltar-se para Rony.


-Isso foi ideia sua!


Acusa furiosamente.


-Foi você que mandou uma coruja reclamando da pilha de cartas para Harry!


Rebate o ruivo defendendo-se.


-Todos nós só queríamos ajudar!


Intervém Dean tentando agir como pacificador.


-A gente deveria pedir desculpas ao Harry! O colocamos nessa confusão sem que tivesse chance de protestar!


Anuncia Luna sonhadoramente vidrando seus olhos claros na direção de Harry que ainda encarava a porta por onde a nascida trouxa escapara como se tivesse congelado em choque.


-É melhor ir atrás dela!


Intervém Rony sussurrando para que só Harry o pudesse ouvir.


 


HARRY POV


 


Momentos mais tarde Harry encontrou a namorada na companhia de Neville, ambos estavam na biblioteca enterrados entre pilhas de livros e pergaminhos, Hermione ignorava solenemente os pedidos do moreno de olhos verdes enquanto seguia de estante em estante recolhendo um conjunto específico de livros em seus braços.


-Pode ao menos tentar me escutar?


Implorava ele a segurando pelo braço, mas a grifinória fora mais rápida em escapar jogando-lhe um volume extra pesado de direitos das criaturas mágicas sobre seus ombros que Harry teve que alcançar bem a tempo antes que lhe acertasse a cabeça.


-Temos que começar a pesquisar sobre leis promovidas pelo Ministério! Onde será que está o livro de trato de criaturas mágicas? Talvez Hagrid possa nos ajudar!


Divagava Hermione entregando ao Potter mais uma pilha de livros sem ao menos dedicar-lhes um olhar. Ele podia sentir em seus ossos que ela estava furiosa, revoltada, ansiosa e o pior... magoada. Concentrando todo seu afinco naquela pesquisa que ele obviamente ligou a mensagem deixada por Lupin sobre as ameaças que envolviam seu afilhado Teddy.


A contra gosto o Potter levou a pilha de livros para a mesa antes de procurar a presença da nascida trouxa com os olhos. Ela parecia mais desesperada com esses estudos do que para os NIEMS, ele ponderou. Estava seriamente preocupado, não apenas pela forma como ela poderia interpretar o que ouviu na sala precisa, mas se continuasse o ignorando, dificilmente descobriria o que Remus tinha deixado para a sua namorada.


Para sua surpresa, a grifinória o fitava de soslaio, e quando seus olhos se encontraram ela desviou o olhar rapidamente seguindo para uma estante próxima com a desculpa de pegar mais um livro. Neville estava terminando de analisar um pergaminho do outro lado da biblioteca e esta era a sua chance. Sem pensar duas vezes, o moreno se aproximou da bruxa com determinação a prendendo contra a estante de livros.


-Não pode me ignorar para sempre! Nós temos que conversar!


Diz o Potter severamente, mas em um tom de voz que somente ela poderia escutar. A nascida trouxa ofegou quando sentiu os braços de Harry a encurralando contra os livros, seu coração tumultuado, entre a surpresa daquela proximidade provocante e a raiva que sentiu ao ouvir aquelas palavras horas atrás.


-Talvez alguma das suas “admiradoras” esteja mais interessada em conversar do que eu!


Rebate a grifinória mordaz, colocando as mãos defensivamente contra o peito de Harry o afastando de si. Percebendo a teimosia da garota em escutá-lo, o Potter estreitava os olhos desafiadoramente.


-Eu não quero admiradora alguma Hermione! Eu quero você!


Diz o moreno entre dentes segurando-a pelos pulsos e a aproximando de si sem hesitar.


-Me solta agora Harry, está me machucando!


Exige ela friamente deixando o namorado estupefato. Ainda surpreso ele a solta sem esconder a preocupação de seus olhos verdes quando ela massageou os pulsos e deu-lhes as costas. Vê-la se afastar o deixara mais angustiado ainda. Ele estragou tudo? Ele a machucou de verdade? Ela o odiaria a partir de agora?


-Hermione, por favor! Me deixa explicar!


Pede ele novamente, correndo para alcança-la, mas dessa vez Neville se colocou no seu caminho para surpresa do Potter.


-Não é o momento Harry!


Diz ele seriamente, ganhando tempo para Hermione continuar a buscar seus livros e recebendo um olhar incrédulo de Harry.


-Como não é o momento?


Protesta o grifinório furiosamente, poderia explodir o Longbottom há quilômetros de distância se fosse preciso, mas tentou controlar sua revolta.


-Ela estava muito abalada Harry, procurando você por todos os lados! Seja lá o que tenha acontecido ela precisava de VOCÊ! Não é hora de discutir o que aconteceu na sala precisa... apenas vamos ajuda-la com esses livros ok?


Explica o Longbottom quando a nascida trouxa se afastou. O tom de Neville era baixo, mesmo assim transparecia a severidade da situação. O coração de Harry apertou, para que até mesmo Neville percebesse o nervosismo de Hermione então algo grave tinha sido revelado pela memória de Remus Lupin.


Trincando os dentes e obrigando-se a manter o silêncio, o moreno simplesmente assentiu com o rosto e levou os livros para uma das mesas nas proximidades com pesar. Fitando de longe a concentração obstinada da sua namorada em ignorá-lo e focar-se unicamente em sua “pesquisa”.


Passaram as próximas horas copiando trechos dos livros, marcando um tanto de outros, até mesmo reservaram alguns da sessão restrita enquanto Hermione levava uma pilha consigo afirmando que iria para casa pelo flu da sala da diretora McGonagall. Despediram-se de Neville já depois da hora do jantar, e a nascida trouxa ainda se recusava a encarar o namorado.


Estava exausto mentalmente e fisicamente quando finalmente chegaram ao Largo Grimmauldi, Hermione seguiu direto em direção as escadas, mas o moreno não a deixou escapar dessa vez, ele a puxou pelo braço a obrigando a encará-lo.


-Eu já disse... Não pode me ignorar para sempre!


Desafia ele desesperadamente, seus olhos buscando os dela com anseio.


-Não estou ignorando ninguém Harry!


Rebate ela duramente tentando se afastar dele, no entanto o grifinório a segura firmemente.


-Está sim! Alguma coisa aconteceu mais cedo e eu preciso esclarecer tudo antes que eu acabe perdendo você!


Exige ele aproximando ainda mais seu corpo do dela. Quase imediatamente ela ficou tensa, mordeu com força o lábio inferior e Harry teve que se segurar para não mandar sua discussão para o espaço beijá-la ali mesmo, como se não houvesse amanhã.


-Não temos nada a discutir além da missão que Remus nos deixou!


Murmura ela severamente, tentando manter a fachada fria entre eles. A expressão no rosto do grifinório mudou completamente e sua mão que segurava firmemente o braço de Hermione a soltou no mesmo instante.


-Sim, o que Remus deixou deve ser muito sério, mas o que você ouviu na sala precisa também!


Garante o Potter secamente.


-O que eu ouvi foi bastante claro Harry!


Responde a grifinória teimosamente antes de respirar fundo e recuperar a postura autoritária de sempre.


-A condição de Teddy não é nada tranquilizadora!


Começa ela antes que o moreno tivesse a chance de protestar, mas ao ouvir o nome do pequeno afilhado escapar dos lábios de Hermione, a tempestade que se formava dentro do peito do grifinório silenciou-se por completo.


-Ser filho de uma bruxa metamorfa e um bruxo lobisomem faz de Teddy uma criatura única, rara e ao mesmo tempo ameaçadora aos olhos do Ministério da Magia! Sem precedentes!


Revela ela sombriamente e Harry sentiu um nó se formando no interior da sua garganta. Hermione sentou-se em um dos degraus da escada esfregando o rosto com ambas as mãos, deixando alguns fios cacheados espalharem-se por seu rosto cansado antes de continuar. Harry no entanto, recostou-se contra a parede sem pronunciar um único som.


-Para ser mais direta, podem acusa-lo de coisas terríveis, monstro, demônio, afirmarão ainda que um lobisomem com sangue metamorfo pode se transformar nas mais bestiais criaturas das trevas, mesmo que até agora nenhuma característica da licantropia tenha sido encontrada nele, sendo preferível a sua morte antes que venha a se tornar uma ameaça real!


Continuava a nascida trouxa sem esconder a revolta por suas próprias palavras. Harry a encarava em choque, a respiração engatada dentro do peito, uma sensação familiar percorrendo sua espinha, era pior do que o medo... como? Teddy uma criatura das trevas? Matar seu afilhado? Demônio?


-Remus garantiu que após a morte de Greyback possivelmente ele seria o lobisomem mais antigo na Grã-Bretanha mágica, mas agora ele também se foi...


Continuava ela sem conseguir encarar Harry que finalmente deixou-se cair ao lado dela, com ódio absoluto percorrendo suas veias.


-Então Teddy é o novo alvo!


Conclui o moreno entre dentes ao que Hermione só poderia confirmar com um gesto quase imperceptível do seu rosto.


 -Eu pensei em fugir, em escapar da Grã-Bretanha com Teddy até que se esquecessem completamente sobre a condição de Remus e Tonks...


Começava Hermione nervosamente recebendo um olhar incrédulo do namorado ao seu lado.


-No entanto, Remus previu meu desespero... ele me disse para descobrir o que aconteceu com um lobisomem que ele conheceu... o único que conseguiu escapar de uma condição muito semelhante a de Teddy... Ele disse que acreditava que eu encontraria uma solução Harry!


Confessa a bruxa sentindo o coração em pedacinhos. Harry assistia a forma como sua namorada parecia ficar mais e mais angustiada sentindo-se impotente por não saber o que fazer para confortá-la, para garantir que tudo ficaria bem e que ninguém poderia ferir Teddy enquanto ele estivesse vivo.


 -Ele não deixou nada? Nenhuma pista de quem poderia querer machucar Teddy?


Questiona o moreno depois de um breve instante em silêncio.


-Alguns nomes, um lobisomem foragido e muito para descobrir!


Explica ela sem esconder o pesar.


-Nós conseguimos com as Horcruxes, conseguiremos encontrar esses bruxos antes que se tornem uma ameaça real à Teddy!


Anuncia o grifinório com determinação.


-É diferente agora, não temos muito tempo!


Intervém Hermione finalmente encarando o namorado com os olhos castanhos faiscando em irritação.


-Mas, temos Teddy! Enquanto ele estiver por perto poderemos cuidar dele!


Rebate Harry no mesmo tom de voz alterado.


-Mas, EU não tenho muito tempo!


Literalmente bradava a nascida trouxa, levantando-se ao mesmo tempo que ele.


-Como não...


Começa Harry finalmente percebendo o que Hermione realmente queria dizer... os pais dela, a viagem para a Austrália, Krum estava aqui justamente para leva-la, os dias que ela pediu para ajudá-lo a reconstruir o casarão do Largo Grimmauldi, ela já perdera tempo demais com ele.


-Eu vou dizer ao Viktor que desisti da viagem!


Confessa ela solenemente deixando o namorado descrente. Então era por isso que ela estava tão aflita enquanto o procurava. Além de assustada ela também estava colocando a segurança de Teddy acima de suas prioridades, acima do seu desejo de encontrar seus pais.


-Adiarei a busca pelos meus pais até ter certeza de que Teddy estará a salvo!


Conclui Hermione mordendo o lábio inferior com força após a revelação, levantando o rosto e fitando curiosamente a reação de Harry. O moreno ao seu lado parecia congelado em choque. Ver a melhor amiga, a bruxa mais incrível e inteligente da sua geração abrir mão do seu sonho pelo pequeno Teddy Lupin, que nada era dela, foi um golpe poderoso demais para engolir de uma só vez.


-Não!


Anuncia Harry bruscamente.


-Não tem que adiar nada!


Insiste ele perplexo.


-Essa decisão é MINHA!


Rebate Hermione mordaz.


-Mas, Teddy não é responsabilidade sua!


Diz o grifinório arrependendo-se logo depois. O olhar magoado que Hermione lhe enviou disse coisas que ele jamais esperou encontrar na sua melhor amiga nascida trouxa.


-Pode ter razão Harry... Mas, lembre-se que foi a mim que Remus confiou essa missão!


Diz a grifinória secamente afastando-se ainda mais de Harry.


-Hermione, espera!


Desespera-se Harry percebendo o que acabara de dizer.


-Não Harry!


Responde friamente a grifinória, porém o Potter não perde tempo em alcança-la antes que chegasse ao seu quarto.


-Eu sou um idiota!


Diz ele entre dentes enquanto a segurava pelos ombros firmemente, não para machuca-la como da última vez, mas apenas forte o bastante para garantir que ela não escaparia dele. Hermione por outro lado respira fundo tentando em vão ignorar a presença do namorado a sua frente, ele a tinha magoado demais.


-Por favor, não entenda errado, eu... Droga eu só queria que você soubesse que eu... Eu estou tentando dizer para você não desistir. Não desistir dos seus pais!


Falava ele tropeçando nas próprias palavras enquanto tentava explicar-se.


-Você de todas as pessoas que eu amo, não merece isso! Abrir mão de encontrar seu pais é... é errado, mesmo que seja por mim... mesmo que seja por Teddy!


Completa ele buscando desesperadamente seus olhos com os dele. Ele precisava, necessitava, ansiava por seu reconhecimento, por sua compreensão.


-A decisão ainda é minha Harry!


Insiste ela, mas, dessa vez sem esconder as lágrimas que teimavam em arder em seus olhos. No entanto, antes que o moreno tivesse chance de protestar a voz de Andromeda ecoava do andar inferior chamando por eles, o choro de Teddy foi logo reconhecido pela nascida trouxa que não demorou a desvencilhar-se do namorado e seguir ao encontro do pequeno Lupin, acolhendo-o em seus braços enquanto consolava seu pranto com carinho.


Harry por outro lado desceu as escadas lentamente, os braços cruzados, pensamentos conflitantes em mente e com um semblante sombrio, seus olhos seguindo Hermione como uma águia.


-Ele está ficando muito apegado à Hermione!


Murmura para si mesmo o grifinório até ser surpreendido por Andrômeda sorrindo complacentemente ao seu lado.


-Para uma menina que tinha pavor de segurar um bebê chorando ela tem se saído muito bem com Teddy!


Harry amplia os olhos em reconhecimento estivera encarando Hermione e seu afilhado por tanto tempo que mal percebeu a chegada da senhora Tonks.


-É verdade!


Concorda o moreno serenamente.


-Hermione tem um dom... para cuidar dos outros! Ela é natural com isso, as vezes coloca os outros acima das suas próprias necessidades!


Completa ele com um suspiro pesado, voltando-se para Andromeda.


-Muito parecido com um certo bruxo de olhos verdes não acha?


Provoca amigavelmente a velha bruxa seguindo em direção à cozinha ao lado de Harry.


-É diferente!


Declara ele em protesto ao que a senhora Tonks levanta uma sobrancelha em desafio.


-Ela cuidou de mim por muito tempo...


Confessa ele sem jeito enquanto abria os armários pegando alguns ingredientes para fazer um prato para o jantar tardios da sua “pequena família”.


-E agora você quer cuidar dela?


Adivinhava Andromeda ajudando o jovem bruxo com pratos e talheres sobre a mesa.


-Mas, ela é muito teimosa, ela quer desistir de encontrar os pais para cuidar de Teddy!


Revela ele sem esconder o sentimento de revolta que o assolava.


-E isto está diretamente ligado a memória de Remus?


Questiona a bruxa recebendo um aceno positivo do grifinório.


-Não acha que é cedo demais para tomar qualquer decisão deste tipo?


Continuava a bruxa dessa vez encarando diretamente o Potter.


-Ela não tem que fazer isso! É importante para ela rever os pais!


Desabafa Harry lançando um rápido olhar em direção à sala onde Hermione estava com Teddy.


-Pelo visto houve uma pequena discussão!


Pondera Andromeda antes de aproximar-se do grifinório apoiando uma mão suavemente sobre seu ombro em apoio.


-Se ajudar... Terei uma conversa come ela mais tarde! Acredito que tenha ficado realmente muito impressionada com o pedido de Remus, mas logo irá pensar com clareza! Tenha paciência Harry!


 


 


GERAL POV.


 


Mais tarde naquela noite, Harry finalmente conseguiu encontrar Hermione sozinha.


-Nós podemos falar sobre essas cartas agora?


Questiona Harry com impaciência.


-Se queria conhecer outras garotas não precisava esconder isso de mim Harry!


Diz friamente a morena quando entrou no seu quarto seguida pelo namorado. Tinha demorado um pouco mais que o normal para que Teddy caísse no sono, mais parecia que o pequeno Lupin podia sentir a tensão entre o padrinho e a nascida trouxa, fora preciso ler três livros de contos mágicos para o menino começar a bocejar e fechar os cativantes olhos verdes.


-Eu não quero conhecer ninguém!


Protesta ele levantando a voz amassando entre os dedos a maldita carta que os levara a esta discussão épica.


-Eu o ouvi dizer exatamente o contrário Harry! Diante dos nossos amigos!


Rebate furiosa a menina com os olhos ardendo na eminencia de mais lágrimas.


-Não estava falando dessas cartas...


Começa ele tentando se aproximar dela, mas Hermione se afasta novamente do seu alcance.


-As cartas que McGonagall escondeu de você... eu ouvi bem! Talvez ter o apoio de estranhos seja mais importante para você do que o apoio dos seus amigos de verdade? Esqueceu que eu também estava do seu lado Harry?


Acusa ela enxugando bruscamente os primeiros vestígios de lágrimas que escapavam por seu rosto ligeiramente pálido.


-Não! Se eu não tivesse o Rony ou você do meu lado teria enlouquecido!


Apressou-se em responder o grifinório.


-Eu fiquei furioso porque Mcgonagall não pediu a minha opinião sobre isso, porque meus amigos sabiam e optaram por esconder de mim, porque mais uma vez tomaram a frente decidindo por conta própria o que seria bom para a minha vida, o tempo todo outras pessoas decidiam o que eu deveria fazer e você sabe o quanto eu odeio ser manipulado!


Confessa ele desesperadamente a sua namorada, desejando com todas as suas forças toma-la em seus braços e fazê-la esquecer-se dessa discussão estúpida. Ver Hermione chorar, saber que ela estava triste por sua culpa era um sentimento que ele não queria experimentar tão cedo.


-Mas, não se importa em manter nosso namoro em segredo!


Responde secamente a grifinória cruzando os braços e desviando o olhar para longe de Harry, sentia seu coração apertado dentro do peito, ler aquela carta, ver aquelas fotos... a sensação de que alguém pudesse despertar o interesse de Harry a qualquer momento era o sentimento mais angustiante que ela já enfrentou.


-Querer proteger a melhor coisa que me aconteceu nessa droga de vida, de bruxas como Skeeter, não é absurdo!


Defende-se ele jogando a carta ao chão e a encarando seriamente. O moreno ainda não conseguira compreender como um dia tão repleto de emoções fora acabar assim, poucas hora atrás eles estavam trocando promessas apaixonadas e agora havia uma explosão atômica acontecendo e sua namorada sempre tão madura e determinada se encontrava em um estado de insegurança que ele nunca imaginou ser a causa.


-Continuar nos escondendo só vai piorar as coisas! Cartas como essa continuarão chegando e uma hora você vai conhecer pessoalmente qualquer uma delas!


Insiste a garota esforçando-se para manter a voz firme, mas o peito arfante e a hesitação em olhar para ele revelavam como ela estava sentindo-se frágil aquele momento e Harry recuou um passos para trás ainda mais confuso e preocupado do que antes.


-E porque seria tão errado? Afinal eu continuaria a ser sua amiga independente da sua escolha!


Diz a nascida-trouxa amargamente, dando as costas ao namorado para esconder as primeiras lágrimas que lhe escapavam pelo rosto. Fingindo admirar qualquer coisa pelo lado de fora da sua janela ela implorou mentalmente para Harry sair, para deixa-la em paz.


-Não seria errado... Seria inaceitável! Eu não quero outra garota do meu lado que não seja você!


Rebate ele enraivecido com as palavras da namorada. Como diabos ela poderia acreditar que ele fosse capaz de deixar a pessoa mais maravilhosa que já surgiu na sua vida escapar de suas mãos?


-Você não entende, Harry!


Diz a nascida trouxa friamente se afastando ainda mais do moreno. Ele grunhiu contrariado com a teimosia de Hermione, fechando as mãos em punhos ele prendeu o ar nos pulmões e fechou a porta com força. Sua intenção de deixa-la pensar com calma indo direto para o espaço.


-Eu te amo!


Gritou ele em uma fusão desesperadora de frustração e audácia.


-Eu te amo tanto que você é a única pessoa na terra que eu não suportaria perder! Mesmo você acreditando nisso ou não!


Continuou Harry sem vacilar, se aproximando ainda mais da namorada e a segurando pelo braço a fazendo encará-lo nos olhos. O encontro dos olhos castanhos com os orbes esmeralda tiraram o fôlego da grifinória.


-Sem você eu não seria ninguém!


Diz o moreno furiosamente, determinado a colocar naquela cabecinha dura o quanto ela era importante para ele.


-Esqueça essa droga de menino-que-sobreviveu, sem a porcaria de fama pela morte dos meus pais, um padrinho supostamente assassino atrás de mim, o campeão do Torneio Tribruxo ou seeker mais jovem em um século... Esse Harry não sou eu!


Bradava ele no mesmo tom de voz, deixando Hermione ainda mais impressionada com as palavras duras e ao mesmo tempo tão honestas do moreno.


-Eu aprendi a ser “apenas Harry” com você e Rony do meu lado, e eu só coloquei meus pés no chão por sua causa!


Insistia ele agora a soltando, mas colocando-se de frente à ela, a impossibilitando de escapar facilmente do seu alcance.


-Se confundiu amor com gratidão...


Começou ela nervosamente, mas ele a interrompeu novamente com impaciência.


-NÃO É GRATIDÃO! Nós dois não estaríamos aqui para ter essa maldita discussão se não fosse pela sua teimosia em não me escutar!


Acusa ele entre dentes recebendo um olhar incrédulo da nascida trouxa que preparava-se para responder à altura quando ele novamente a silenciou colocando um dedo sobre seus lábios.


-Eu já estou cansado de ouvir suas desculpas! Parece até que é você que deseja que eu desista de nós!


Diz ele secamente antes de continuar.


-Você me resgatou quando eu pensei que tinha perdido tudo, você me mostrou que ainda há esperança para mim... Hermione eu morri e voltei por você... Eu perdi Sírius, Dumbledore, Remus, Tonks, cada pessoa que eu poderia considerar parte da minha família se foi, mas eu sobrevivi porque ainda tinha você comigo, se isso não é amor o que poderia ser?


Revela ele sem esconder o quanto recordar cada nome, cada pessoa que ele amou como parte da sua família, como seus últimos laços com Lily e James Potter, seus pais...


-Não me importam as garotas que eu conheci antes... Nem Cho ou Ginny... Nenhum dos relacionamentos que eu tive até agora foram reais, Hermione! Em nenhum momento eu senti com outra garota o que você me faz sentir simplesmente por estar do meu lado!


Confessa o grifinório com obstinação, colocando suas mãos em cada ombro da nascida trouxa.


-Ok! Chame isso de gratidão se quiser, eu não me importo porque para mim o que existe entre nós é... é... Absolutamente incrível! Sua amizade e de Rony são muito importantes para mim...


Continua ele buscando desesperadamente as palavras certas para explicar o que sentia.


-Mas... Mas... Maldição! Melhores amigos não sentem o que eu sinto quando você está por perto, melhores amigos não pensam um no outro como eu penso em você, não sentem ciúmes como eu senti quando Neville segurou a sua mão, melhores amigos não querem beijar um ao outro como eu quero beijar sua boca agora, e não se desejam tanto como eu desejo você!


O tom de voz do moreno agora se reduzia a quase um sussurro, seu rosto a centímetros do dela, suas respirações entrelaçadas e os narizes roçando levemente um sobre o outro. Hermione estremeceu com a intensidade da confissão do namorado, suas pernas ficaram ligeiramente fracas, seus olhos estavam fechados, mas uma pequena lágrima conseguiu escapar, sendo logo amparada pelo polegar de Harry que agora afagava gentilmente a face da grifinória.


-Harry você continua insistindo para escondermos o que nós temos dos nosso amig...


Insistia ela mais uma vez, sendo silenciada por um beijo casto de Harry. Quando seus lábios tocaram-se numa carícia suave e carinhoso, um beijo curto, um roçar de lábios que queimava a pele e instigava seus sentidos, tão inocente quanto provocante. Um das mãos de Harry desceu lentamente até a cintura da grifinoria a puxando contra si, moldando seu corpo ao dele gentilmente.


Hermione levou as mãos em punhos ao peito do grifinório mas, a única coisa que conseguiu foi agarrar entre os dedos finos a camisa de botões que ela mesma tinha escolhido para ele, movida entre o ciúme e necessidade de aprofundar ainda mais aquele gesto tão íntimo e tão puro entre eles. Percebendo a entrega de Hermione, Harry afastasse relutante do beijo, unindo suas testas e murmurando com os lábios quase que colados aos dela.


-Me diz que não sente o mesmo... me diz que não acredita que eu amo você, Hermione!


Diz o moreno com a voz ligeiramente rouca, roubando todo o fôlego da nascida trouxa mas, antes que ele a beijasse novamente o pequeno Lupin escolhe aquele momento para exigir a presença da sua adorada grifinória da cabelos cacheados. Como se despertando de um transe, Hermione desvencilha-se de Harry e escapa de seu alcance enquanto fugia em direção ao quarto do bebê metamorfo.


 


HARRY POV.


 


-Boa sorte filho!


Desejou o mais velho bagunçando seus cabelos tão escuros quanto os dele antes de entrega-lhe uma pequena bolsa com galeões escondido da sua esposa.


-Não esqueça de escrever ao menos duas vezes por semana!


Pediu quase chorosa a mulher o beijando no rosto ternamente antes de sufoca-lo em um abraço esmagador. Merlin ele sentiria falta desses abraços, imaginou com carinho, prometendo dar o seu melhor. Tinha finalmente onze anos de idade e desde que recebera a carta de Hogwarts não conseguia segurar a euforia, era um bruxo!


Estava ansioso. Despedira-se de seus pais na plataforma mágica de King Cross e agora seguia para o interior do trem escarlate repleto de crianças. Ele respirou fundo, sua mão direita segurando firmemente a alça do seu baú de viagem e com a outra, segurava a gaiola da sua coruja nova que nomeou de Wiz.


Os corredores estavam ligeiramente cheios, alunos entre onze a dezessete anos conversando, agitando suas varinhas, sorrindo, seus uniformes entre as cores vermelho, azul, verde e amarelo. As quatro casas de Hogwarts, sua mãe já lhe falara muito sobre isso... Lufa-Lufa, Corvinal, Grifinória e Sonserina!


Foi com um sorriso nervoso, que o garoto escolheu um vagão onde uma garota loira se encontrava mergulhada num livro suspeitosamente conhecido por ele, enquanto ao seu lado um gato branco descansava. Ela levantou os olhos azuis em direção ao rapaz e deu de ombros quando ele sentou-se frente à ela arrastando o malão consigo.


-Er... Prazer, meu nome é Teddy!


Cumprimenta o garoto sem graça pela falta de atenção da menina. Com uma expressão desconfiada ela baixa o livro e estende sua mão.


-Prazer, meu nome é Vick!


Responde ela formalmente antes de continuar.


-Você é nascido trouxa?


Questiona curiosamente a loira o encarando de canto.


-Não, mas minha mãe é!


Diz Teddy mais aliviado por estar desenvolvendo uma conversa amigável. Depois disso, o garoto estava feliz pelas próximas horas enquanto conhecia Vick, ela era inteligente, curiosa e puro sangue. No entanto, foi no meio do caminho para a Escócia, que alguém invadiu o compartimento onde estavam os novos amigos esbanjando um ar arrogante e autoritário.


-Procurei você por todos os lados Vick!


Bradou o outro rapaz loiro ignorando Teddy e focando unicamente na menina a sua frente, aparentemente era mais velho que os dois, usando um traje perceptivelmente sonserino.


-Eu não saí daqui Samuel!


Responde ela entre dentes ao “invasor”.


-Este não é lugar para você!


Insiste ele entre dentes agarrando o braço dela e a puxando à força da cadeira. Teddy que permanecia assistindo a discussão em silêncio bravamente levantou-se em defesa da sua nova amiga.


-Solta ela!


Exige ele se colocando entre Vick e o sonserino que lançou lhe um olhar fulminante.


-Quem você pensa que é para me dar ordens pirralho?


Diz ameaçadoramente o mais alto puxando a varinha do bolso e apontando-o ao rosto de Teddy.


-Sou amigo da Vick!


Responde corajosamente o menino. Vick suspirou alto atrás dele, temerosa.


-Amigo que não tem nome?


Desafia o sonserino com escárnio.


-Theodore Potter Lupin!


Responde o garoto orgulhosamente e um silêncio fúnebre se instala subitamente entre o trio. Vick leva as mãos a boca em choque e a expressão de repugnância absoluta.


-Se assemelhando com criaturas das trevas Vick? Nossos pais vão adorar isso!


Diz o sonserino empurrando Teddy de volta ao assento e arrastando a irmã mais nova para longe.


-Eu juro que não sabia! Ele não disse o sobrenome, não sabia que era ELE!


Defendia-se a menina sem dirigir um único olhar a Teddy.


-Eu não sou criatura das trevas!


Gritou Teddy furiosamente. Vick encolheu-se apavorada enquanto o sonserino apontava trêmulo a varinha em sua direção.


-Afaste-se de nós monstro!


Bradou o loiro colocando-se protetoramente em frente à Vick.


-Não sei como conseguiu permissão para vir à Hogwarts, mas não vou deixar que machuque ninguém!


Continuava o sonserino para ira de Teddy. Ele só tentou defender uma amiga e agora era acusado de monstro por ambos.


-Eu não sou um monstro, sou um bruxo como vocês!


Protesta ele levantando-se, e encarando os irmãos loiros com raiva.


-Ninguém sabe o que você pode ser capaz de fazer!


Murmura Vick pela primeira vez desde que ouviu seu sobrenome.


-Um lobisomem metamorfo! Você é uma aberração!


Diz ela amedrontada magoando o menino que balançou negativamente a cabeça em descrença, há poucos minutos atrás eram amigos e agora ela o chamava de aberração.


Teddy virou o rosto para os irmãos sentindo-se péssimo, puxou seu malão e quando abriu a porta do vagão, dezenas de outros estudantes tinham as cabeças fora de seus compartimentos e outros espiavam descaradamente pelo corredor, todos tinham ouvido a discussão e sussurravam e murmuravam que Teddy Potter estava no trem, a criatura das trevas estaria em Hogwarts...


A mão de Teddy segurou com força a alça do baú. Ele tremia num misto de raiva e humilhação. Desejou com todas as forças gritar, mandar todos calarem suas bocas que ele não era um monstro, era uma criança normal, um pequeno bruxo como Vick e seu irmão também, ele não representava perigo a ninguém!


-Você não deveria ter vindo!


-Você é um monstro!


-Criatura das trevas!


-Aberração!


Repetiam como um mantra essas acusações ferozes... ele queria ignorar cada palavra, mas estava cercado. Ele era um monstro? Sua respiração acelerava, as batidas do coração ganhavam um ritmo perigoso e quando menos esperava uma explosão de luz acontece quando ele liberta-se com um grunhido animalesco quase agonizante.


No instante seguinte, Harry acordava ofegante, o corpo ligeiramente trêmulo e uma forte dor de cabeça o impedindo de pensar racionalmente. Despertara abruptamente, na mão direita a varinha que mantinha debaixo do travesseiro enquanto a esquerda buscava nervosamente seus óculos na cômoda ao lado.


Engolindo em seco, o moreno murmura um breve “lumus” reconhecendo aos poucos o lugar onde estava. O nevoeiro pesado do pesadelo se dissipando e sua respiração ganhando um ritmo mais natural. Com um suspiro profundo, Harry larga a varinha e esfrega os olhos com ambas as mãos percebendo que estava coberto de suor.


Era surpreendente, há tempos não sofria com um pesadelo assim, principalmente quando passou a dividir a cama com Hermione. Colocando os óculos agora mais calmo, ele procurou por algum sinal da namorada de cabelos cacheados ao seu lado na cama e surpreendeu-se ao perceber que ela não se encontrava lá.


Sem dar-se conta, o grifinório ficou a fitar o travesseiro vazio da nascida trouxa com melancolia no olhar. Sua mão alcançando os lençóis macios que ainda guardavam o perfume dela, numa carícia inconsciente... eles discutiram muito... Mesmo assim ele esperava que ela o tivesse perdoado.


Um miado frustrado despertou o moreno dos seus devaneios. Bichento estreitava os olhos astutos em direção ao Potter antes de pular habilmente sobre a cama e ocupar o travesseiro da sua dona deitando-se preguiçosamente ali.


-Também sentindo falta dela?


Pergunta ele tristemente ao felino que grunhiu insatisfeito quase em concordância, desde que Teddy mudou-se para Largo Grimmauldi a nascida trouxa só tinha olhos para o pequenino.


-Eu sei!


Responde o moreno, levantando-se apesar dos músculos do seu corpo mostrarem-se rígidos pela tensão do dia anterior, podia apostar que ainda estavam nas primeiras horas da manhã. Encarar a parede que dividia o seu lado do quarto do lado dela. Ele desejou fervorosamente acabar com aquele obstáculo que os afastava, mas respeitaria o espaço de Hermione.


Depois de um longo banho, o grifinório ainda não conseguia pegar no sono. Qualquer sinal de cansaço tornou-se irrelevante, cada vez que sua cabeça tocava o travesseiro era o indefinido e cruel destino de Teddy se repetindo das piores formas possíveis em sua mente. Era quase como se seu afilhado fosse sofrer tudo o que ele sofreu, mas em uma escala muito maior.


Era revoltante! Depois de tudo que Remus e Tonks enfrentara, depois que a Grande Ameaça de Voldemort fora destruída... Teddy ainda teria que lidar com mais? Isso deixava o Potter fora de si. Ela tinha que fazer alguma coisa. Mas, o quê? Lutaria contra quem? O que ameaçava o futuro de Teddy não tinha nome, nem aparência, era um inimigo desconhecido, desfragmentado, sem pistas, sem rosto! Maldição!


Mandando o sono pro inferno, o moreno levantou-se novamente e seguiu ao quarto do afilhado a passos lentos. Sem fazer barulho, Harry abriu a porta com cuidado para não fazer barulho. Estava descalços, logo que seus pés tocaram o tapete sobre o carpete, não pode deixar de notar as figuras movimentando-se pelas paredes do quarto sob tons mais escuros do céu noturno em Hogwarts.


Com um suspiro de alívio, Harry se aproximou do berço, o móbile ainda girava com uma melodia quase imperceptível ecoando. Afastando ligeiramente o véu do berço, sentiu o coração se aquietar dentro do peito com a visão...


Teddy dormia profundamente, os cabelos em um tom de castanho profundo e o nariz pequeno e arrebitado com pequenas sardas sobre ele... Só poderia estar sonhando com Hermione pensou Harry não resistindo e acariciando levemente os cabelos do menino. Tão jovem e já tinha perdido tanto.


-Eu vou fazer tudo para proteger você! Eu prometo!


Murmura ele ternamente, perdido em pensamentos...


-Também não consegue dormir?


Uma voz suave ressoou da porta do quarto, o grifinório volta-se em sua direção e fica impressionado com a visão. Hermione tinha os cabelos soltos em cachos revoltosos até próximo a sua cintura, usava uma camisola curta, que mal lhe cobria as pernas se não fosse pelo robe preso por uma fita em sua cintura.


Sem conseguir formular nenhuma frase coerente ele apenas nega com um gesto do rosto enquanto ela se aproxima dele a passos hesitantes até encontrar-se ao seu lado, fitando docemente o bebê Lupin dormir.


-Eu não consigo acreditar que alguém poderia fazer mal à ele!


Sussurra ela tão baixinho que Harry quase acreditou que fosse sua imaginação brincando com ele.


-Ninguém vai tocar nele... ou em você! Teriam que passar por mim primeiro!


Responde ele no mesmo tom, ainda sem forças para encará-la novamente, ela estava tão perto, ele podia sentir seu perfume suave, sua pele ansiando pelo contato do seu corpo quente e macio, ela estava ao alcance de suas mãos e ele tinha de se conter. Para seu temor, ela sorriu levemente e o Potter cerrou os olhos rezando para o que lhe restava de auto controle.


-Terão que passar por nós primeiro, Harry! Não vou ficar de braços cruzados enquanto tentam machucar o meu bebê...


Ela interrompe a si mesma chamando a atenção de Harry que a fitava fascinado entre a curiosidade e o carinho que percebia o afilhado provocar nela. Ela deu um suspiro profundo, com o rosto levemente corado antes de continuar.


-Remus confiou em mim e eu vou respeitar sua vontade! Afinal Teddy não é o único filho de lobisomem que existe em Londres... os direitos das criaturas mágicas ainda tem muito a melhorar para impedir que mais injustiças aconteçam por culpa de um grupo de bruxos racistas ameacem criancinhas indefesas por qualquer razão!


Protestava ela veementemente com tamanha determinação que chegava a ser um pequeno discurso inspirador, tão cheio de valores e sonhos quanto seu projeto com os elfos domésticos, no entanto, ele podia perceber, que desta vez, ela não iria lutar apenas por sua consciência, mas ela lutaria com tudo o que tinha para manter Teddy longe desses bruxos.


-Bem, derrotamos Voldemort e seus comensais da morte, alguns lobisomens não serão tão difíceis!


Brinca Harry oferecendo-lhe um sorriso fraco, mas sincero ao que ela corresponde voltando os olhos castanhos a figura do bebê dormindo pacificamente no seu berço.


-Eu enviei uma mensagem para Viktor!


Sussurra ela enquanto voltava seus olhos em direção aos de Harry cuidadosamente, como se esperando mais uma grande discussão por acontecer. O moreno tinha uma expressão claramente reprovadora em seu rosto, mas não disse nada. Hermione sabia muito bem o que ele pensava sobre o assunto e que não aceitaria que ela sacrificasse a oportunidade de rever seus pais.


-Harry eu peço que entenda... ou ao menos que respeite minha decisão!


Pede ela se aproximando dele e colocando sua mão sobre a dele que ainda segurava a borda do berço.


-Eu não conseguiria me concentrar em mais nada enquanto não descobrisse em que posição Teddy realmente se encontra!


Explica ela dolorosamente, deixando claro que não era uma escolha fácil, que sabia os riscos e as consequências daquela decisão e mesmo assim seguiria em frente. Com um suspiro pesado, Harry desvia os olhos dela e fita sua mão delicada sobre a dele. Lentamente ele entrelaça seus dedos antes de responder.


-Não acho justo que tenha que sacrificar essa chance, Hermione, são seus pais... sua família!


Diz o grifinório sombriamente, mas para sua surpresa a nascida trouxa não se afastou magoada, simplesmente apertou sua mão mais forte antes de apoiar sua cabeça no ombro do namorado enquanto velava o sono do pequeno Teddy.


-Vocês também são minha família Harry!


Corrige ela ternamente, momentos antes de ser envolvida num abraço forte e protetor, sentindo seu corpo colar-se voluntariamente ao dele quando os braços fortes do moreno a puxava pela cintura com uma urgência possessiva.


-Nós poderíamos ir em busca deles juntos!


Sugere o moreno com um fio de esperança em sua voz.


-Não quero arrastar Teddy numa viagem tão conturbada, ele ainda é muito pequeno!


Responde suavemente a nascida trouxa lançando um olhar terno em direção ao menino adormecido no berço.


-Harry eu não estou desistindo dos meus pais, eu só estou tentando agir como eles teriam feito no meu lugar... Eu não posso abandonar você ou Teddy agora! Por favor, não insista!


Pede ela fitando-o calorosamente nos olhos e o grifinório sentiu qualquer resistência remanescente derreter por terra.


-Eu te amo!


Murmurava ele enterrando o rosto nos cabelos cacheados que tanto adorava, satisfazendo um desejo que estava o consumindo desde o instante que deixaram Hogwarts, mas assim que tentou beijá-la ela o afastou com um sorriso autoritário brincando nos seus deliciosos lábios rosados.


-Ainda está de castigo pelas cartas senhor Potter!


Brinca ela em sua melhor imitação de McGonagall deixando o grifinório perplexo, com uma expressão um tanto pitoresca de incredulidade e confusão em seu rosto.


-Oh não senhorita Granger... Sem beijos não!


Rebate ele finalmente recuperando-se da surpresa e a puxando em seus braços até que não houvesse mais qualquer distância entre seus lábios. Silenciando os protestos da nascida trouxa com um beijo faminto, urgente e apaixonado.


 


 ..................HP..........................
OMG!!! Foi só comigo ou o site da Floreio e Borrões tava fora do ar geral??? T_T
espero que curtam o capítulo gente, bilhões de perdões pela demora mas minha vida pessoal tá um caos @.@ por isso eu peço perdão ao meus leitores que eu amo de coração por não responder cada comentário dessa vez!!!
Pleasee num me abandonem!!! 

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Comentários: 4

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Enviado por Saito em 18/03/2014

Hey, Mariana ja estava ficando preocupado, desejo de todo o coração que as coisas melhorem pra você...

sobre este capitulo incrivelmente incrivel oque eu posso dizer? Não sei por onde começar..
Muitas confusões, muitas mesmo, sabe esse amor do Harry ta começando a me assustar... não sei porque mas sinto que isso ta deixando de ser amor e se tornando uma obsseção, o Potter é jovem e não sabe lidar bem com os sentimento, então creio que essa obsessão dele vai lhe causar problemas no futuro... porém creio que será bom para que ele possa amadurecer.
Com relação ao Teddy... ja lhe falei do meu desejo secreto, complatilhado com a Venatrix de que a Mione e o Harry assumam o pequeno Lupin como filho deles? Então, né eu acho que seria legal... isso deixaria um certo Bulgaro muito furioso, porque ele poderia pensar que eles mentiram para ele ao negar serem pais da criança.
bom não sei se teve tempo de estar as radio esses dias, mas a nossa idola SHAKIRAAAAA (*-*)/ lançou uma musica nova com a Rihanna, só pra avisar que iremos dançar essa musica da proxima vez, Okay? 

Nota: 1

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Enviado por Venatrix em 16/03/2014

WOW! que capitulo! eu simplesmente amei... mal posso esperar pelo outro serio..
Desejo que as coisas fiquem melhores pra você, okay
Slá acho que Teddy Potter seria uma otima saida por enquanto, mas só acho mesmo  

Nota: 1

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Enviado por RiemiSam em 13/03/2014

Sério fiquei meio perdida por causa do Site ter ficado fora do ar. E até ajudei na vaquinha para que as coisas fiquem melhor e eu não perca as fics que leio ,acompanho e amo e a sua é uma delas. Adorei o seu Harry com a Hermione, eles são simplesmente lindos e o Teddy e todo seu enredo. Não abandone, pode demorar, mas eu espero. Kd capítulo é emocionante. A Nana tbm deu sinal de vida na Revolução dos Bichos e eu estou super mega feliz com isso. 

Nota: 5

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Enviado por Pah F Potter em 08/03/2014

muito lindo, continuaaaa

Nota: 5

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