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2. NUNCA SÓ


Fic: AVENTURAS EM HOGWARTS- Rony e Mione- Cap 59 e 60 ATUALIZADA!


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capitulo 2
Nunca só

-Eu quero esse aqui!
O grito estridente rompeu os pensamentos do garoto que andava mais atrás olhando distraído as vitrines das lojas. Era sábado, e Harry estava contente de não estar em casa, ou melhor, na casa de seus tios, que jamais seria seu lar de verdade.
Ainda lembrava-se com satisfação da expressão de ódio de seu Tio Valter, quando o cara da detetização os fizeram sair da casa, para darem conta de um infestamento de ratos. Sua tia Petúnia tentara convence-los de que seu sobrinho, Harry não se importava com o cheiro do veneno, mas acabaram sendo todos os quatro chutados porta a fora, com um meio rugido de “que tipo de pessoas são esse dois?”, que fez Harry lembrar-se do jeito tosco de Hangrid.Após um curto sermão até o pequeno carro da família DaDursley, sobre não querer se mostrar, pedir qualquer coisa, ou sequer dirigir a palavra a eles a menos que fosse pedido que o fizesse, partiram para o centro da cidade, aparentemente para comprarem roupas para eles.
Harry não se importava com o pouco caso e desprezo, pois já era acostumado a isso, e gostava de andar livremente pelos lugares olhando tudo em volta. Isso aliviava sua mente da saudade de Hogwarts, de seus amigos, Rony e Hermione e todos os irmãos, pais e parentes que envolviam as duas famílias, que há quase cinco anos mais parecia uma família só, que para sua sorte, pareciam terem-no adotado em seus corações.
Faltavam dois meses para sua volta a escola, e os dias estavam bem marcados no calendário grudado na sua porta, no quarto.
Harry se arrepiou ao lembrar-se da ultima sexta-feira quando tia Petúnia entrara em seu pequeno quarto com uma pilha de roupas velhas de seu primo Duda e dissera para usar o que quisesse e o que não quisesse deixasse no rol de entrada que ela levaria para a caridade na igreja. Ironicamente ele ainda estava antes dos mendigos dos becos da cidade. Será que deveria ficar feliz por isso? Ou guardar sua felicidade para o fato de ter aprendido a sábia arte de manejar agulhas e linhas, ou estaria em sérios apuros nas gigantescas calças de Duda.
Bem, o fato era que ao sair do quarto sua tia percebera algo com seus olhos de rapina, provavelmente esse ‘algo’ parece-lhe ser uma mancha ou algo assim, e fechara a porta e observara a porta e então o calendário. Então se virara para o calado Harry, maneou a cabeça e disse alto o bastante para Dumbledore ouvir de sua sala em Hogwarts:
-Valter, venha já aqui em cima!
Seus olhos pareciam ainda mais azedos que de costume, e arfando tio Valter aparecera no batente da porta, quase caindo por ter feito o ilustre exercício de subir correndo a pequena escada para o segundo andar.
-O que esse delinqüente fez agora???
-Olhe isso! – apontou o calendário, e gemeu alto, ao ver a face totalmente sem expressão do marido, que afinal, como Harry imaginava, não entendeu o raciocínio logo de cara – Ele está contando os dias, Valter! Nos lhe damos, casa e comida e esse ingrato fica marcando os dias no calendário para ir embora!
-E isso é ruim...?
A pergunta era excitante, como se imaginasse se tratar de um terrível feitiço.
-Arrrrhhhh! Por que você não se cala e desce comigo? Precisamos conversar!
Ele nem se importou, pois sabia que até tia Petúnia explicar a seu tio, e então a Duda, que provavelmente se intrometeria por não ter nada melhor a fazer, todos já teriam perdido o interesse!
Estava sorrindo com esse pensamento, mas as vozes de seus tios eram mais do que sua mente poderia agüentar sem dar uma espiadinha. De certa forma, era divertido vê-los todos juntos, como uma manada de búfalos, porém mais barulhentos.
-Oh, nem pensar, Dudinha...Isso é caro demais!
-O que ele quer? – interrompeu tio Valter.
A curiosidade venceu e Harry espiou na vitrine. Uau! Mesmo não sendo fã incondicional dos objetos trouxas, ainda assim era capaz de admirar um belo jeans quando via um. Aquilo faria a cara de Rony cair no chão, e com certeza Hermione o ignoraria todo o verão se o visse usando aquilo!
Jeans manchado de branco e azul...Realmente: Uau!
Mas em Duda...Bem, seria interessante ver o resultado final.
-Você quer mesmo Dudinha? Tem certeza? – a voz de Petúnia tinha um tom frágil que somente Harry saberia interpretar: ela sabia que não serviria na rolha de posso que era seu filho. Mas, esperança é a última que morre, como dizem os trouxas...
-Você, fique aqui fora!
Responder para que? Harry falava tão pouco durante suas férias de verão que às vezes imaginava se não desaprenderia a usar a linguagem verbal!
Chateado, pois teria gostado de entrar e ver a calça de perto, Harry apoiou-se contra uma vitrine e ficou olhando um belo relógio de parede com uma foto de uma antiga construção no fundo. Lembrava sua escola.
-Eu não acredito nisso! O que aquela mulher quis dizer com estar g-...? – tio Valter parou de falar com a cotovelada de sua mulher, Duda trazia um beiço de fazer inveja em Rony e não precisava ter aulas de adivinhação para saber qual o problema. Afinal, as outras pessoas não tinham razão para se calarem quando mal tratadas pelos insuportáveis DaDursley.
Com um sinal da cabeça continuaram a andar. Na próxima esquina, Duda correu diretamente para a sorveteria, obviamente suas limitada mente esquecida completamente do vexame de minutos atrás, causados por muitas passadinhas no “Bolinhas geladas”, a maior sorveteria da cidade.
Todos entraram e sentaram ao redor de uma pequena mesinha. Era irritante ficar tão próximo ao olhar gelado de Petúnia e Valter, porém ver Duda devorando camadas de sorvetes saborosos a cinco centímetros dele, o fez desejar sumir dali. Nem ao menos água deixaram que pedisse.
Frustrado Harry olhou em volta, mas nada despertou seu interesse, pois estava de costas para a vitrine de vidro e a única coisa que fitava dolorosamente era o balcão da loja coberto de guloseimas. Precisava lembrar-se de escrever a sra. Wesley e pedir desesperadamente que lhe mandasse uma porção de seus adoráveis bolinhos de chuva, tão logo os fizesse!
Ouviu um engasgo e olhou para Duda. Ele havia parado de comer e segurava a colher próxima a boca, sua face absurdamente corada e os olhos vidrados e brilhantes como nunca vira antes, preso em algo logo atrás de Harry. Pretendia virar-se mais sua tia o olhou feio.
Duda colocou o copo de sundae de volta na mesa e Harry ouviu vozes conhecidas, alguns risinhos afobados, mas não podia virar-se.
-Dudinha, você não nos disse que tem uma namoradinha!
Harry não entendia como ela poderia falar com um rapaz de descêsseis anos, que pesava mais de cem quilos usando diminutivos! Se fosse em Hogwarts prof.Snape o faria perder aquele peso todo na base da vergonha e humilhação, como era seu método de ensino. Será possível que até mesmo dele sentia falta quando no mundo dos trouxas??? Não...
-Ela é tão bonitinha, Duda! Olhe só! – Valter apontou para alguém além de Harry. – Não se atreva a virar, Harry! Quer assustar a menina com sua cara de aberração?! – sussurrou com o rosto vermelho.
-Claro que não. – disse entre dentes.
-Como ela se chama, Duda?
-Eu não sei, acabei de vê-la! Acho que ela gosta de mim, mãe!
Meu Deus, que tipo de garota seria? Um epogrifo? Harry lembrou-se, no entanto que não sabia se existiam epogrigos fêmeas, na verdade nem sabia como eles se reproduziam, pois não tiveram mais aulas sobre eles desde que Darco Malfoy fora atacado por um e dera seu espetáculo pessoal. Realmente pensar em Malfoy era quase tão agradável quanto estar ali parado, sentindo-se um fiasco humano.
Mais uma vez o som de risinhos e uma cadeira se arrastando. Duda parecia ter criado duas cabeças. Seus pais espantados com a pessoa que se aproximava. Harry suspirou.
-Com licença, eu poderia interromper?
Reconheceu o tom da voz, mas não conseguia lembrar de quem poderia ser no mundo dos trouxas!
-Claro, fique a vontade, querida!
-Eu estava observando-os de longe e precisei vir até aqui, sabe? Foi incontrolável!
-Oh...Claro...Ah... – seu tio gagueja pateticamente.
–Como é seu nome? - a voz dirigiu-se obviamente a seu primo.
-D-D-Du-Da...
-Duta?
-Oh, não! Duda. O nome é Duda DaDursley. – ajudou tia Petúnia e Harry sorriu com deboche, ganhando um olhar furioso deles.
-Duda? Eu quase não consegui entender...Bem, os senhores têm filhos muito...Diferentes, como é o nome do outro?
O casal se entreolhou e Harry se mexeu inquieto em seu assento.
-Não é nosso filho! É nosso sobrinho, Harry Potter.
-Harry Potter? Hummm-hummm...Acho que já ouvi esse nome antes. Onde poderá ter sido????
Prevendo o que poderia acontecer, Harry sabia que teria problemas em breve com seus tios. Eles detestavam qualquer bruxo ou bruxa!
-Acho que posso ter me enganado! Não conheço ninguém com esse nome, mas também eu estudo muito longe daqui...Estou só de férias...A passeio... Com meus pais.– falava pausadamente como se esperasse que assim pudessem entende-la. – Eu estou naquela mesa ali a trás, com minha prima também. Será que os dois não gostariam de conversar com a gente? Estamos bem sozinhas mesmo!
Novamente seus tios se entreolharam, mas a voz suplicante de Duda acabou com a divergência.
-Mãe!
-Ok, mas não demorem. E Harry? – disse baixinho – Não apronte uma das suas!
Quando se virou Harry quase caiu para trás! Hermione! Como não reconhecera a voz? Ela sorriu e entendeu! Estava de aparelho nos dentes! Um aparelho trouxa!
-Olá, Harry! – disse baixinho.
-O que está fazendo aqui?
-Meus pais estão em uma convenção sobre... – apontou os próprios dentes e sentaram-se na mesinha – eu pensei em me aproximar, mas como trouxa, sabe? Eu nem uso mais o aparelho depois que dei um jeitinho de ajeitar meus dentes, mas quando o vi resolvi coloca-lo, pois sempre muda minha voz... Pros seus tios não implicarem!
-Hei! Por que estão sussurrando? – perguntou Duda, com sua tão conhecida expressão de porquinho perdido no matadouro.- Vocês se conhecem???
-Cala a boca, seu rolha de poço desengonçado! – praguejou Hermione, retirando o aparelho discretamente.
-Eu vou falar pra mamãe que você é uma das aberrações!
-Levante dessa mesa e um rabo no traseiro será bem mais que uma lembrança antiga! E vira acompanhadas de orelhas e o nariz!
-Vocês não podem fazer magia! A tal escola proíbe! – disso sorrindo maléfico.
-E quem disse que sou de alguma escola? Pro seu governo sou uma lendária bruxa de trezentos anos e posso transforma-lo em uma dos meus gnomos da noite e então terei mais ajuda na captura de répteis no pântano! O que acha Harry? – seu tom dava arrepios até mesmo em Harry!
-Você...Voc-ê está mentindo...Você é da nos-sa i-da-de...
-Estou disfarçada com, um simples feitiço de transfiguração... Se quiser posso mostrar minha verdadeira face, mas então terei de cozinha-lo em olho fervente e retirar sua pele como punição por tamanha ofensa! Quer ver?
Hermione moveu-se como se fosse levantar, mas Duda gemeu em misericórdia.
-E-e-eu acredito, dona bruxa, e-e-eu acredito!
-Assim está melhor!
-Uau, o que está havendo aqui? – sussurrou Harry rindo ao ver o primo se agarrar a taça de doce comendo com desespero.
-O furação Hermione! – disse a Molly. –Sou Molly, uma amiga trouxa.
-Não sabia que tinha amigos trouxas, Mione! – estava surpreso.
-Eu preciso de alguém para testar os feitiço, não é Harry? - disse para amedrontar Duda que parou de comer, olhos arregalados – E então, Molly conte a Harry da sessão de tortura de ontem? Ficaram muitas marcas!
Duda gemeu meio congelado no lugar e Harry disse forçando-se a não rir.
-Não precisa, aqui em público é meio complicado!
-Certo tem razão! Molly, você fica aqui com o Duta um pouco? Quero dar uma volta com o Harry!
-Hermione Granger! – disse irritada olhando para o porquinho a seu lado.
-é só um minuto!
-Sei, a última vez que disse isso eu acabei com o cabelo verde por um mês...!
Saíram sorrindo e nem olharam na direção do casal que olhava encantado a filhinho “paquerando”. Molly rolou os olhos para cima ao velo lamber o pote...!




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