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3. Capítulo 3


Fic: Sem Clima para o Amor


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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- Ele disse que aquilo não significava nada – disse Gina, em um gole de café. – Como se ele não amasse o rapaz da assistência técnica e estivesse tudo bem. A mesma desculpa que meu terceiro namorado usou quando o peguei com uma dançarina de strip-tease.


- Que canalha! – xingou Luna, colocando creme sabor amêndoa em sua xícara.


- Gays ou héteros – acrescentou Tonks -, os homens são uns cachorros.


- E o que é pior, ele levou Cindy – revelou Gina, citando a Yorkshire terrier que ela e o Draco tinham escolhido juntos no ano anterior. Enquanto ele fazia as malas, ela tomava uma ducha e trocara o vestido de madrinha por outro. Alguns objetos na casa eram só dele, ou coisas que haviam comprado juntos. Ele podia ficar com tudo. Gina não ligava para lembranças, mas não imaginara que Draco ia levar Cindy escondido, enquanto tomava banho.


- Correndo risco de imitar Tonks – disse Hermione, inclinando-se para frente e se servindo de mais café – que canalha! – Embora tivesse casado há menos de 24 horas, largou o noivo quando soube do problema de Gina.


- Tem certeza de que Rony não liga de você estar aqui? – perguntou Gina, ao se referir ao marido de Hermione. – Odeio interromper sua lua-de-mel.


- Com certeza – Hermione sentou-se e assoprou o chá na xícara de porcelana, para esfriá-lo. – Deixei ele tão feliz a noite passada que ele não consegue parar de sorrir – os cantos de sua boca ergueram-se e acrescentou.—Além do mais, não iremos a Grand Bahama até amanhã de manhã.


Mesmo tendo visto Draco com os próprios olhos, Gina ainda não acreditava no que havia acontecido. Emoções ruins queimavam-lhe nas veias e ela hesitava entre o ódio e o sofrimento. Balançou a cabeça e reprimiu as lágrimas.


- Ainda estou em choque.


Tonks inclinou-se para frente e depositou a xícara e o pires sobre a mesa de café de mármore e mogno:


- Querida, você está mesmo em choque?


- Claro que estou – e enxugou a face esquerda, úmida. – O que você quer dizer com isso?


- Quero dizer que todas nós imaginávamos que ele fosse gay.


Os dedos de Gina se detiveram; ela olhou as amigas sentadas na sala de estar, no sofá e na poltrona de sua bisavó.


- Como é que é? Todas vocês?


Os olhares desviaram.


- Faz quanto tempo?


- Desde que o conhecemos – Luna confessou, enfiada no café.


- E nenhuma de vocês me disse nada?


Hermione tomou o delicado apanhador de açúcar prateado e colocou mais um cubinho dentro da xícara:


- Nenhuma de nós queria revelar isso. A gente adora você e não queríamos que você sofresse.


- E a gente meio que imaginava que você já soubesse isso, até certo ponto. – Ajuntou Luna.


- Eu não sabia!


- Nunca desconfiou? – indagou Tonks. – Ele montava mesas com cacos de vidro.


Gina pousou a mão diante de sua blusa branca sem mangas:


- Achei que ele fosse criativo.


- Você contou que vocês não transavam com muita freqüência.


- Alguns homens têm pouca pulsão sexual.


- Tão pouca assim? – disseram as três amigas ao mesmo tempo.


- Ele ia ao Balcony Club – disse Tonks, franzindo a testa. – Você sabia?


- Sabia. Mas nem todos homens que vão beber no Balcony Club são gays.


- Quem lhe disse isso?


- Draco.


As três não disseram nada. Não precisavam. Os olhares baixos falaram por elas.


- Ele usava roupas rosa! – observou Hermione.


- Homens usam rosa hoje em dia.


Luna franziu a testa e balançou a cabeça:


- Bom, alguém precisa avisar-lhes que não deveriam.


- Eu não sairia com um cara vestido de rosa – Tonks deu um gole e logo acrescentou. – Não quero um homem em contato com seu lado feminino.


- Rony jamais usaria roupa rosa. – salientou Hermione, e antes que Gina pudesse rebater, lançou a evidência incontestável. – Draco é muito preocupado com as unhas.


Aquilo era verdade. Seu ex – tinha obsessão por cutículas bem-feitas e unhas perfeitamente cortadas. A mão de Gina caiu-lhe sobre as coxas, sobre sua saia indiana verde.


- Eu achava que ele era metrossexual.


- Ou será que isso – questionou Luna – não passa de outra expressão para homens “no armário”?


- “Homens no armário”?


- Vi isso no programa da Oprah no ano passado. Homens no armário são homossexuais que se passam por “espada”.


- Por que alguém faria isso?


- Imagino que seja mais fácil para se adaptar à sociedade. Ou talvez queiram ter filhos. Quem sabe?—Luna encolheu os ombros. – Não estou nem aí pro Draco. Quero saber é de você. Você deveria ter contado isso pra gente ontem, em vez de ficar guardando aí.


- Não quis estragar o dia de Hermione.


- Você não ia estragar – garantiu Hermione com um balançar de cabeça, seu rabo de cavalo roçando de leve o decote da camisa azul. – Imaginava que algo poderia estar rolando quando todas vocês sumiram um tempo. Então, quando Luna e Tonks voltaram, você não estava com elas.


- Bebi um pouco demais – confessou Gina, sentindo-se aliviada por nenhuma delas ter trazido à tona o episodio do karaokê, quando cantou Fat Bottomed Girls a pleno pulmões, ou qualquer outro momento vergonhoso do dia anterior.


Durante um segundo, ela lutou com a idéia de contar às amigas sobre Harry, mas, enfim, nada disse. Eram apenas alguns momentos humilhantes que uma garota deveria guardar para si mesma. Partir para bebedeira e promiscuidade, com a idade que tinha, era um deles. Você me disse que tinha sido a melhor transa de sua vida, disse ele, e riu deixando a toalha cair. Estava insaciável . É. Não resta dúvidas; certas coisas, devemos levar conosco para o túmulo.


- Os homens são muito cruéis – disse, pensando na gargalhada de Harry. Se havia algo que Gina detestava, era que rissem dela. Principalmente um homem. Mais especificamente, Harry Potter.—É como se eles pudessem ver quando estamos na pior, quando ficamos vulneráveis; então ficam cercando e esperam até o momento certo para se aproveitar da gente.


- Verdade. Assassinos seriais podem calcular o momento mais vulnerável em questão de segundos. Isso se torna uma segunda natureza – acrescentou Tonks, fazendo suas amigas gemerem por dentro. Já que criava romances sobre crimes reais, vivia de entrevistar sociopatas. Escrevera sobre alguns dos crimes mais violentos ao longo da história. Como conseqüência, tinha uma visão distorcida da humanidade e estava há 4 anos sem namorar.


- Já lhes contei do meu encontro semana passada?—indagou Luna, esforçando-se para mudar de assunto antes de Tonks começasse. Luna escrevia e publicava ficção cientifica e tinha uma inclinação para sair com homens muito estranhos. – Ele é barman em um cantinho lá em Hyde Park. – riu—Olhem só, ele me disse que era a reencarnação de Willian Wallace.


- HÃ-hã – Tonks bebeu um gole de café. – Por que será que todo mundo que toca nesse assunto alega ser a reencarnação de alguém famoso? É sempre Joana D’Arc, ou Cristovão Colombo ou Billy The Kid. Nunca é uma camponesa de dentes podres ou o marinheiro que limpou a privada de Colombo.


- Talvez só gente famosa reencarne – justificou Hermione.


Tonks emitiu um som áspero e nasal:


- Mais provável que seja tudo mentira da grossa.


Gina desconfiava do comentário mais recente e fez o que achava ser a primeira de duas perguntas pertinentes:


- Esse barman se parece com Mel Gibson?


Luna balançou a cabeça:


- Infelizmente não.


Agora vinha a segunda pergunta, mais importante que a primeira:


- Você não acredita nele, não é mesmo?


Isso porque as vezes, Gina divagava se Luna acreditava no que escrevia.


- Nada! – Luna balançou a cabeça e seu tufo de cabelos compridos, loiros e crespos fez com que recuasse – Perguntei e ele não sabia nada sobre John Blair.


- Quem?


- O amigo e capelão de Willian Wallace. Fiz uma pesquisa sobre o tema ano passado, para escrever sobre uma viagem no tempo pela Escócia. Aquele barman só estava tentando me levar pra cama.


- Cachorro!


- Palhaço!


- E ele conseguiu?


- Não. Hoje em dia não me pegam tão fácil.


Gina pensou em Draco. Gostaria de poder dizer o mesmo.


- Por que homens nos enganam? – em seguida respondeu à própria pergunta. – Porque são todos uns mentirosos e falsos – viu a expressão das amigas e consertou rapidamente. – Desculpe, Hermione. Todos, menos Rony.


- Ei – disse Hermione, e ergueu uma das mãos. – Rony não é perfeito. Acreditem, ele nem passava perto da perfeição quando eu o conheci. – fez uma pausa e um sorriso surgiu sorrateiro em seus lábios. – Bem, a não ser na cama.


- Todo esse tempo – afirmou Gina com um meneio de cabeça. – Achei que Draco tinha mesmo pouco libido, e ele me fez acreditar nisso. Pensava que não o atraía o bastante, e ele também me deixava acreditar nisso. Como pude me apaixonar? Deve haver algo errado comigo.


- Não, Gina – garantiu Luna. – Você é perfeita do jeito que é.


- Isso.


- Era ele. Não você. E um dia – acrescentou a recém- casada – você vai achar um cara formidável. Igual a um desses heróis sobre os quais escreve.


Entretanto, mesmo depois de horas restabelecendo a confiança, Gina ainda não conseguia acreditar totalmente que não havia nada errado com ela. Algo a fazia escolher homens como Draco, que jamais a amavam por inteiro. Depois que as amigas se foram, ficou caminhando pela casa sem conseguir se recordar de uma ocasião em que se sentira tão solitária. Sem duvida, embora Draco não tivesse sido o único homem de sua vida, havia sido o único que trouxera para dentro de casa.


Entrou no quarto e se deteve diante da penteadeira que partilhara com ele. Mordeu o lábio inferior e cruzou os braços sobre o coração. Os pertences dele haviam sumido, deixando vazia metade da mesa de centro. A colônia e as escovas de Sato. A foto de Cindy e a tigela vazia que ele guardava para hidratantes labiais e botões sobressalentes. Tudo desapareceu.


Recusava-se a chorar, mesmo com a vista se embaçando, pois temia não parar mais. A casa estava tão silenciosa que o único som existente era o do ar- condicionado assoprando pelas aberturas. Nada de sua cachorrinha latindo para os gatos do bairro ou de seu noivo trabalhando no artesanato mais recente.


Abriu uma gaveta onde guardava as meias soquete dobradas em ordem. Vazia. Gina recuou alguns passos e sentou-se na ponta da cama. Acima, uma cobertura de cama com laços recortava padrões de sombra por seus braços e pela dobra de sua saia verde. Nas 24 horas mais recentes experimentara todo o tipo de emoção. Dor. Raiva. Pena. Confusão e perda. Em seguida, pânico e terror.


Naquele instante, achava-se anestesiada, tão cansada que talvez pudesse dormir até a semana seguinte. Adoraria fazer isso. Dormir até que o sofrimento fosse embora.


Ao voltar do Double Tree para casa naquela manhã, Draco tinha aguardado por ela. Implorara-lhe perdão :


- Foi só esta vez – dissera. – Não vai acontecer de novo. Não podemos jogar fora o que temos só porque eu errei. Não significou nada. Foi só sexo.


Tratando-se de relacionamentos, Gina nunca entendera totalmente esse conceito de sexo sem compromisso. Se uma pessoa não estava envolvida com a outra, era diferente. Ela, entretanto, não compreendia como um homem poderia amar uma mulher e ainda assim, transar com outra pessoa. Ah, claro, entendia o que eram desejo e atração. Só não conseguia entender como uma pessoa, gay ou hétero, poderia magoar alguém a quem declarara ter amado por causa de uma relação sexual que não significava nada.


- A gente pode superar isso. Juro que só aconteceu esta vez – dizia Draco, como se fosse repetir aquilo até que ela acreditasse. – Adoro nossa vida.


Sim, adorava a vida deles. Só não amava Gina. Houve uma vez em sua vida em que teria lhe dado ouvidos, de fato. Nada iria mudar, embora ela talvez levasse em consideração a idéia de escutá-lo. Teria tentado acreditar nele, ou achar que precisava entendê-lo, mas não agora. Estava farta de ser a rainha da negação. Farta de ter investido tanto em sua vida com homens que não conseguiam investir totalmente as deles.


- Você mentiu para mim e me usou para viver essa mentira – respondeu. – Não vou mais viver sua mentira.


Tão logo percebeu que ela não mudaria de opinião, Draco passou a agir como um homem típico e retrucou com grosseria:


- Se você tivesse sido mais ousada, eu não precisaria ir atrás de algo fora da nossa relação.


Quanto mais Gina pensava naquilo, mais tinha certeza de que era mesma desculpa que seu terceiro namorado tinha usado quando ela o pegara com a dançarina de strip-tease. Em vez de se sentir envergonhado, o rapaz a convidou para se juntar aos dois.


Gina não achava escandaloso nem egoísta bastar-se para o homem que amava. Nada de triângulos amorosos. Nada de chicotes, correntes ou acessórios assustadores.


Não, Draco não era o primeiro homem de sua vida que partira seu coração. Apenas o ultimo. Allen tinha sido seu primeiro amor. Depois veio Josh, o baterista de uma banda medíocre. Em seguida, Sam, que curtia B.A.S.E. jump e mountain bike radical, Rod, o advogado, e Zack, o criminoso. Mesmo o namorado seguinte sendo diferente do anterior, no final das contas, fosse ela ou ele quem tivesse terminado, nenhum relacionamento durava.


Escrevia sobre amor. Historias de grandes amores, amores envolventes, maiores do que a vida. No entanto, quando se tratava de amor na vida real, Gina era um fracasso completo. Como conseguia escrever sobre aquilo? Conhecia, experimentava, mas sempre se dando mal? O tempo todo?


Será que as amigas tinham razão? Será que no inconsciente, ela sabia de Draco, que ele era gay? Será que sabia mesmo, e vivia procurando justificativas para o comportamento dele? Mesmo tendo aceito a desculpa para falta de interesse sexual dele? Mesmo culpando a si própria?


Gina fitou-se no espelho sobre a penteadeira, observando os círculos escuros debaixo dos olhos. Ocos. Vazios. Como a gaveta de meias de Draco. Como sua vida. Tudo se fora. Havia perdido muito nos últimos dois dias. O noivo e a cachorra. Sua crença em almas gêmeas e os brincos de diamantes de dois quilates de sua mãe.


Percebera a falta dos brincos pouco antes de ter chegado em casa naquela manhã. Daria um certo trabalha, mas conseguiria achar um diamante para substituir o que perdera. Difícil era encontrar quem preenchesse seu vazio.


Embora esgotada, um impulso de sair correndo e ocupar o vácuo forçava-a levantar-se. Uma lista mental de tudo o que necessitava atravessou-lhe a cabeça velozmente.


Precisava de um casaco para o inverno. Apesar de estar em agosto, se não se apressasse, o casaco de lã que vira em bebe.com estaria esgotado. E precisava daquela bolsa nova, na qual batera os olhos em uma loja. Preta, para combinar com o casaco. Ou vermelha... ou ambas. Assim que chegasse à loja, compraria uma máscara e um estojinho de maquiagem para as sobrancelhas. As duas que tinha estavam acabando.


No caminho até o shopping, faria uma parada na Wendy’s e pediria uma porção grande de batas fritas com uma pitada extra de sal. Compraria na Mrs. Powell’s1um rolinho de canela bem pegajoso, depois daria um pulo no See’s para apanhar uma porção de caramelo e...


Gina sentou-se na cama e resistiu ao ímpeto de preencher sua sensação de vazio com coisas. Comida. Roupas. Homens. Se era de fato a rainha da negação, precisava olhar para a própria vida e reconhecer que encher a cara de maquiagem, forrar o guarda-roupas e correr atrás de um homem jamais a haviam ajudado a preencher-lhe o terrível buraco no peito. Nem a longo prazo. Terminaria com uns quilos a mais, obrigada a enfrentar uma academia, a usar roupas fora de moda e com uma gaveta de meias vazia.


Talvez precisasse de um psiquiatra. Alguém objetivo, que enxergasse dentro de sua cabeça e lhe dissesse o que havia de errado e como consertar a vida.


Provavelmente só precisava de umas férias prolongadas. Sem dúvida, era necessário afastar-se de comer porcarias, dos cartões de créditos e dos homens. Pensou em Harry e na toalha branca enrolada na cintura dele. Precisava ficar bem longe de qualquer coisa dotada de testosterona.


Estava com esgotamento físico e emocionalmente magoada.Além disso, sendo honesta consigo mesma, ainda estava um tanto baqueada. Levou uma das mãos à cabeça ainda dolorida e jurou ficar longe do álcool até ter resolvido sua vida. Até ter um instante de lucidez. Aquele momento mágico em que tudo voltasse a fazer sentido.


Gina ergueu-se e envolveu os braços no suporta da cama e nos enfeites bordados de cortina. Seu coração e seu orgulho estavam dilacerados, mas ela iria se recuperar.


Havia algo mais. A primeira coisa com o que ela precisava se preocupar pela manhã. Algo potencialmente sério.


Alguma coisa que a amedrontasse mais do que um futuro incerto, sem farras consumistas nem batatas fritas salgadas: não ter futuro algum.


 


Vashion Elliot, Duque de Rathstone, deteve-se, mãos para trás, enquanto baixava o olhar que ia da pena azul no barrete da senhorita Winters até seus olhos verdes e sérios.


 


Os dedos de Gina pairavam por cima do teclado, ao mesmo tempo em que seus olhos bateram no horário exibido junto ao canto direito do monitor.


 


A senhorita Winters era bastante bonita, apesar do queixo empinado com teimosia. Preferia não lidar com aquilo. A mais recente mulher bonita de sua vida havia demonstrado uma paixão excessiva, na cama e fora dela, algo que tão cedo não esqueceria. De fato, aquela mulher havia sido sua ex-esposa. Não uma governanta de boas maneiras, afetada e conveniente.


- Meu emprego anterior foi com o senhor e a senhora Pomfrey. Fui governanta de seus três filhos.


O casaco de peles engolia-lhe a constituição frágil. Parecia que um vento forte poderia carregá-la. Perguntava-se se ela era mais forte do que aparentava. Tão resoluta quanto o queixo indicava. Se decidisse por contratá-la, ela deveria revelar essa força. O fato de ela estar em pé em seu gabinete mostrava certa força e determinação de caráter que em geral se encontrava ausente no sexo oposto.


- Sim. Sim. – agitava a mão impaciente sobre as cartas de recomendação diante dele, em sua mesa. – Já que está aqui, presumo que leu meu anúncio.


- Sim.


Deu a volta pela mesa e abotoou os punhos do roupão de seu casaco marrom. Sabia que o achavam alto e não qualificado para muitas horas de esforço físico empregadas com suas propriedades em Devon e em seu navio imenso, o Louisia.


- Então você está ciente de que, caso haja ocasiões em que viagens serão necessárias, espero levar minha filha comigo. – não tinha certeza, mas pensou ter detectado uma fagulha naqueles olhos sérios que lhe encaravam de volta, como se a idéia de uma viagem a deixasse animada.


- Sim, sua graça.


 


Gina redigira muitas páginas antes de interromper o trabalho com o Duque Perigoso, terceiro livro da série com sua governanta. Às nove da manhã, apanhou o telefone. Estivera acordada na cama a maior parte da noite, apavorada com este telefonema. O que mais temia, mais do que embrulhar as poucas que coisas a faziam lembrar de Draco, era telefonar para o escritório do doutor Linden.


Teclou os 7 números e, quando a recepcionista atendeu, disse:


- Por favor, eu preciso marcar um horário.


- A senhora é paciente do doutor Linden?


- Sim. Meu nome é Gina Weasley.


- A senhora precisa se consultar com o médico ou pode marcar com a enfermeira Pomfrey?


Ela não sabia. Nunca fizera aquilo antes. Abriu a boca e diria tudo de uma vez. Era só falar. Sua garganta secou e ela engoliu.


- Não sei.


- Eu vi que seu exame atual foi em abril. A senhora acha que está grávida?


- Não... não... É que ... recentemente, eu descobri uma coisa. Peguei meu... bem, eu descobri que meu namorado, digo... ex-namorado era infiel – respirou fundo e levou a outra mão à garganta. Sua pulsação vibrava sob os dedos. Aquilo era loucura. Por que tanta dificuldade? – Assim... eu preciso fazer um teste de... sabe como é... HIV. –Uma risada nervosa, fugiu-lhe a garganta seca. – Quer dizer, eu não acho que tenho nada, só preciso ter certeza. Ele disse que me traiu só uma vez e que usou preservativos, mas dá para confiar em quem trai a gente? – Deus do céu. A gagueira foi substituída pelo atropelo. – O mais depressa possível, por favor.


- Vou dar uma olhada – do outro lado da linha, várias teclas eram pressionadas, até que, por fim. – Atenderemos à senhora o mais breve possível. Pomfrey tem uma consulta cancelada na terça-feira. Às 16:30 estaria bom para a senhora?


Terça-feira. Três dias. Era uma eternidade.


- Está ótimo. – a ligação foi tomada pelo silêncio, e Gina obrigou-se a dizer. – Quanto tempo leva?


- O teste? Não é demorado. O resultado saí antes de a senhora sair da clínica.


Terminada a conversa, Gina reclinou-se na cadeira e botou o olho no monitor. Dissera a verdade a recepcionista. Não acreditava mesmo que Draco a tivesse exposto a alguma coisa. Era, porém, uma mulher adulta e precisava ter certeza, de um jeito ou de outro. O noivo lhe tinha sido infiel, e se ela o apanhasse no closet com uma mulher, também teria telefonado. Traição era traição. E, apesar do que dissera Harry, o fato de ela não ter o “equipamento” masculino não facilitava nada.


Sentiu a testa apertada. Ergueu as mãos e massageou as têmporas. Não eram nem 10 da manhã, e ela estava com uma dor de cabeça fortíssima. Sua vida estava uma confusão, e era tudo culpa do Draco. Precisava de um teste que lhe tirasse a dúvida, e não era ela quem tinha bagunçado as coisas. Era monogâmica. Sempre fora. Não iria para a cama com...


Harry.


As mãos caíram sobre as coxas. Precisava contar a Harry. Aquele pensamento fez suas têmporas quase explodissem de tanto pulsar. Não sabia se tinham usado camisinha, e ela precisava vê-lo e avisá-lo.


Ou não. Muito provavelmente o teste daria negativo. Ela esperaria para dizer algo até descobrir o resultado por si mesma. Quem sabe nem diria nada. Qual seria a possibilidade de ele fazer sexo entre hoje e terça-feira? A visão do rapaz deixando a toalha cair apareceu-lhe na cabeça.


Bem grande, concluiu, e apanhou um frasco de aspirina que guardava da escrivaninha.

n/a: Adorando os comentários... Bem meninas o que eu posso dizer pra vocês é que eu amo Harry dessa história... A relação dele com o pai e a mãe vai ser explicada ao longo da fic então se segurem...  Bom e a Molly eu não gosto dela. Bjus e até o próximo...

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Comentários: 3

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Enviado por Luhna em 06/06/2013

Xiii... agora eu acho que a Gina vai ficar sabendo a verdade sobre o Harry, né? MHUAHUAHUAHUAHUAHAUHAUAHAUA! U-HUL; vem confusão por aí! Para deixar as coisas mais legais entre ele e a Gina. ;)
Bem, intrometendo-me: a Edwiges falou sobre o teste da Gina. Se eu entendi bem, a ruiva só quer saber mesmo se o Draco não passou HIV para ela. Enfim. Promiscuidade dele, sabe como é.
E, como sempre acontece nesses casos, vem as perguntas de sempre: "você nunca desconfiou que ele fosse gay?". AH, PARA TUDO!!!!!!!! Ok, pode ser que seja óbvio. Mas a pessoa que está envolvida, apaixonada, geralmente não vê, mesmo. Umas perguntas assim acho que só servem para deprimir a pessoa. Credo, eu não queria ser a Gina. Deve ser traumatizante, pobrezinha. Mas, no fim, ela vai achar um cara legal para ela. Assim como euzinha vou achar para mim... algum dia.

Nota: 5

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Enviado por Be Weasley Potter em 06/06/2013

OMG, acho que vou ter um troço!! Ainda to sem net, mas sempre que posso eu dou uma passada p ler e comentar!!! Adorei a fic!!! To louca por maisissss!!!!!!!!!!

Nota: 5

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Enviado por Edwiges Potter em 05/06/2013
Muito bom como sempre!!! Só acho que nao entendi sobre o exame que veio de uma hora pra outra, ela quer saber se tá gravida, com HIV ?? Nao demore a postar, esta demais!!!!
Nota: 5

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