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ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

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13. CAPITULO DOZE


Fic: Reescrevendo a história :D


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Sim, eu sei que disse que talvez nao postaria essa semana, mas é que as minhas provas não estão sendo assim tão dificeis, ainda mais porque eu sou do tipo que se esforça nos trabalhos e ai não precisa se preocupar com as provas, por isso voltei a escrever normalmente, espero que gostem do capitulo!


 


Ainda era de madrugada quando Lysa começou a se mexer ao acordar, tinha tido um dos melhores sonos em toda sua vida, sentia um pouco mais de paz por estar dormindo ali e começou a pensar se era apenas pelo fato de James estar dormindo ao seu lado a abraçando de uma forma carinhosa e ao mesmo tempo possessiva, se lembrou das vezes em que vira seus pais dormindo abraçados e até mesmo sentados, lembrou das palavras de sua mãe ao dizer que ela só entenderia o que era dormir com um homem depois que acontecer e agora a entendia em partes.


Com calma se virou dando de cara com James dormindo, os olhos fechados e a face em um completo descanso, a respiração lenta a fazia pensar que em toda sua vida nunca o vira tão calmo perto dela, como se por magia sua mão foi para o rosto dele e com as pontas dos dedos começou a acariciar o rosto dele, passando o dedo indicador na lateral do rosto descendo até o queixo, seus dedos acariciaram os lábios deles que naquele momento parecia algo tão convidativo, ela se assustou quando a perna dele passou por cima das suas e os braços dele se fecharam com mais intensidade puxando-a para mais pero de si.


Depois do puxão ela ao perceber que ele estava mais calmo e que assim não acordaria levou sua mão direita ao cabelo dele e assim embrenhou seus dedos nos fios negros e lisos, ao deitas a palma da mão sobre uma quantidade enorme de cabelo pareceu estar com a mão em um travesseiro, nunca o vira com o cabelo curto e muito menos arrumado, os cabelos de James e Alvo eram completamente diferentes, enquanto os de James que eram um pouco para cima o de Al era um bagunçado para baixo, o cabelo de Al só não parecia uma tigela porque os fios eram bagunçados para tudo quanto era canto.


No momento em que viu que ele estava acordando continuou com o carinho mesmo sabendo que ele acordaria de qualquer jeito, logo que viu as mãos dele sair de volta de si e ir para o próprio rosto coçar os olhos ela abriu um largo sorriso sabendo que logo ele estaria com os olhos abertos, o que não demorou muito.


Bom dia. — Falou James com a voz rouca e um pouco falha, ele logo sorriu levemente ao ver o lindo sorriso que Lysa mandava especialmente para si.


Ainda é madrugada. — Comunicou Lysa para ele que logo franziu as sobrancelhas e apenas para conferir abriu um pouco a cortina e ao olhar para a janela do quarto percebeu que ela falava a verdade — Dormiu bem?


— Melhor impossível. — Falou James fechando a cortina e se aconchegando de uma forma melhor enquanto continuava a puxar a loira para mais perto de si.


— Vamos levantar e comer. — Falou Lysa se sentando ao ouvir a barriga de James roncar, ela sentiu o estomago dele vibrar e por isso teve vontade de rir, mas não poderia fazer isso com os outros meninos dormindo e entre eles seu irmão.


— ­Fala baixo e fica mais um pouquinho vai, finge que eu voltei a dormir e me faz carinho de novo. — Falou James fazendo manha enquanto a puxava para se deitar mais uma vez, ela não pode se conter e riu um pouco mais alto até que ele riu junto e colocou a mão sobre a boca da morena e com o dedo indicador fazia sinal de silencio para ela.


Vamos comer vai, se você não for junto eu vou sozinha. — Falou Lysa após ter sua boca livre, ele fez um breve momento de drama e assentiu enquanto ela saia de debaixo da coberta para arrumar a roupa que estava amarrotada — Vem, vamos logo antes que meu irmão acorde.


— Desce com a capa que eu tenho que escovar os dentes, não vai fazer o mesmo não porca? — Perguntou James rindo ao vê-la olhar para ele com um olhar fulminante.


Que pena pra você, estava começando a achar que você estava merecendo um beijo. — Falou Lysa fazendo com que o sorriso de James sumisse no mesmo instante — Brincadeira, me encontra lá em baixo em cinco minutos, se eu não estiver lá é porque tenho que passar no meu quarto, me espera lá. — Falou Lysa enquanto pegava a capa das mãos de James e se cobria com a mesma, o moreno ao ver a porta do dormitório ser aberta e logo depois se fechar se levantou e foi para o banheiro que tinha no quarto, ele estava tão feliz que até mesmo passou a mão nos cabelos para ficar melhor, após escovar os dentes desceu para o salão comunal e ao não encontrar Lysa em nenhum lugar se sentou em uma poltrona de frente para a lareira.


Ele não soube porque, mas as chamas da lareira chamaram sua atenção de um jeito impressionante que nem mesmo fez perceber Lysa se aproximar da poltrona e com uma rapidez e felicidade beijou sua bochecha com carinho.


— Quer ir comigo? — Perguntou Lysa.


— Não tenho nada melhor pra fazer mesmo. — Falou James se levantando e seguindo a loira para fora do salão comunal, eles seguiram uma boa parte do caminho, até que Lysa resolveu criar um assunto qualquer.


— Como foi a sua suspensão? — Perguntou Lysa.


— Ué, você estava lá quando a Minerva disse que eu estava suspenso. — Falou James olhando para a loira que suspirou e revirou os olhos e ele ao ver a cena imaginou que ela estaria pensando “como ele pode ser tão idiota?”


— Não, eu estou querendo dizer como foi ficar na sua casa nesses dias em que você esta sendo suspenso, como foi ficar na sua casa com seus pais? Teve algum castigo? — Perguntou Lysa e James ao pensar na resposta acabou por rir.


— Não foi muito bem um castigo, acho que meus pais preferem os meios de uma pessoa se arrepender com os próprios erros e não usando castigos, minha mãe preferiu usar esse tempo em que eu iria passar lá apenas para me suar. — Falou James rindo.


— Que tipo de zuação? — Perguntou Lysa confusa.


— Do tipo que você não gostaria que seus pais fizessem com você, ela me colocava em situações constrangedoras. — Falou James rindo.


— Meu irmão disse que para ele a coisa mais constrangedora do mundo é ter que conversar sobre sexo com a nossa mãe. — Falou Lysa vendo James assentiu sobre seu argumento levantado.


— Foi mais ou menos isso. — Falou James rindo.


Passaram o tempo falando de banalidades, na maioria das vezes conversando sobre suas infâncias, principalmente das vezes em que aprontavam com os pais e até mesmo recebiam conselhos de Jorge Weasley.


— Porque você parou de fazer bagunça? Quer dizer, de fazer brincadeiras. — Perguntou James para a loira que suspirou antes de responder.


— Porque sei que existe uma grande diferença entre fazer brincadeiras com nossa família a fazer brincadeiras com pessoas que não conhecemos e que não sabemos se vai ficar triste por isso, sabe, mesmo que muitas pessoas não saibam, na verdade acho que a única pessoa que sabe sobre isso é eu e meu irmão mesmo, mas já sofremos muito por nossos nomes, eu principalmente porque diziam que era nome de menino. — Confessou Lysa para o moreno que ficou surpreso com aquilo, nunca em toda sua vida ouvira alguém tirar com a cara dos gêmeos por causa daquilo.


— Quando isso? Nunca ouvi ninguém em Hogwarts falando com vocês desse jeito, principalmente no primeiro ano que andávamos juntos. — Falou James.


— Não foi em Hogwarts, eu estudei em escolas trouxas também, fiz até a quarta série não se lembra? Foi lá que isso aconteceu, mas sempre que acontecia eu e meu irmão sabíamos nos proteger, respondíamos até mesmo com ignorância e é por isso que eu sempre confiei no meu irmão e acho que o mesmo quanto a parte dele, sempre protegemos um ao outro, acho que existe um certo pudor em nós dois de desabafar com alguma outra pessoa que não seja um ao outro, como se...


— Não confiassem em mais ninguém. — Completou James a loira que assentiu sorrindo levemente — Bom, vamos pegar algo pra comer e voltar para o salão comunal. — Falou James colocando um ponto final na conversa sabendo que Lysa não queria mais falar sobre aquilo.


Eles caminharam em silencio e ao chegarem na cozinha pegaram um grande pedaço de bolo que daria para os dois, não querendo ficar ali para não incomodar os elfos os dois voltaram para o salão comunal com o prato que continha o bolo e dois talheres para comerem, foi como se a volta tivesse sido mais rápida que a ida.


— Mas me diga sobre você e seu irmão, o que querem para o futuro? Digo quanto a carreira profissional. — Falou James depois de entrarem no salão comunal e já estarem acomodados no sofá de três lugares, cada um dos dois sentavam em uma das pontas do móvel fazendo com que apenas seus pés se encontrassem, entre eles estavam o prato com o grande pedaço de bolo e Lysa que segurava os talheres jogou uma das colheres em sua mão para o moreno que é claro que aceitou.


— Eu ainda não tenho certeza, gosto de animais e ao mesmo tempo gosto de crianças. — Falou Lysa dando de ombros.


— Professora? — Perguntou James confuso.


— Não, talvez veterinária ou pediatra. — Respondeu Lysa.


— Pensa em trabalhar diretamente no mundo trouxa? — Perguntou James confuso, eram poucos os bruxos que deixavam o mundo profissional bruxo pelo dos trouxas.


— Ainda não sei, eu já conversei brevemente com a mãe do Scorpius e ela disse que o diretor do St. Mungus pensa em contratar, ou melhor, dar mais atenção a profissionais que estão mais atentos a crianças, por exemplo, todo mundo sabe que aquele hospital é uma bagunça e um pouco antigo demais, já que os médicos de lá costumam cuidar de todo tipo de caso, seja com crianças ou adultos, e pensei que não seria tão ruim trabalhar lá, pelo menos por meio período, mas também gostaria de cuidar de crianças do mundo trouxa, principalmente aquelas que vivem em locais que ocorrem bastantes conflitos. — Explicou Lysa.


— E quanto a ser veterinária? — Perguntou James.


— Não fique pensando que só porque meus pais gostam de mexer com criaturas que muitos não conhecem que isso vai passar para mim e para o meu irmão, a verdade é que se eu fosse trabalhar com animais seria mais no mundo trouxa, eu sempre quis ser uma daquelas pessoas que cuidam de animais que muitas vezes foram maltratados e até mesmo abandonados. — Respondeu Lysa sorrindo.


— Mas você sabe que existe uma grande diferença entre a medicina trouxa e a bruxa, você que disse que gostaria de ajudar crianças trouxas. — Avisou James para a menina que ainda sorrindo assentiu com a cabeça e de olhos fechados e com aquele pequeno movimento pareceu para James que nada a impediria de tentar.


— Mas eu estava pensando que vai chegar um dia em que os dois mundos estarão em uma certa harmonia, veja por exemplo eu acho que a medicina trouxa esta um pouco parada enquanto a bruxa esta mais rápida, então porque não juntar o útil ao agradável? Não acha? — Perguntou Lysa para o moreno que assentiu depois de pensar um pouco.


— Você acha que aja a possibilidade de ajudar pessoas trouxas usando a magia. — Afirmou James a loira que assentiu diante de seu argumento, ele havia entendido ela.


— E quanto a você? O que pensa para o próprio futuro? — Perguntou Lysa para ele que suspirou.


— Alem de ter uma família? — Perguntou James para ela que assentiu como se fosse obvio — Gostaria de seguir o futuro de todos os outros Potter’s, no caso das outras gerações.


— Quer ser Auror? — Perguntou Lysa.


— Sim, mas não do tipo que vai na frente contra o adversário, como o meu pai faz, quero ser uma daquelas pessoas que protegem as outras, como por exemplo, imagine que nós dois trabalharíamos juntos, cada um com sua profissão, você com sua equipe de médicos e eu com a minha equipe de Auror, eu poderia muito bem poder resgatar as crianças que você iria ajudar. — Falou James sorrindo enquanto comia um grande pedaço de bolo que era sabor chocolate, a loira acabou por rir ao vê-lo de boca cheia.


— Quem diria, temos um modo de pensar em comum. — Falou Lysa ainda rindo.


Que foi? — Perguntou James confuso ao vê-la rir de sua cara.


— Você parece uma criança comendo. — Falou Lysa indicando a roupa dele que estava um pouco suja com restos de bolo, ela enquanto observava ele se limpar aproveitou para comer uma colherada de bolo.


— Olha só quem fala. — Falou James rindo enquanto cortava um pedaço do bolo no prato e o equilibrava na colher, Lysa começou a rir quando ele levou a colher até perto de seu rosto.


— Não James, eu estou comendo já, não faz isso Jay. — Falava Lysa ao ver o moreno se aproximar tentando faze-la comer o bolo que continha na colher, a questão era que o tamanho do pedaço do bolo era enorme e ela só de imaginar como ficaria sua cara enquanto mastigava já dava vontade de rir de si mesma, ela virou o rosto quando a colher estava muito perto, mas não deu certo já que James de joelhos no sofá segurou seu rosto com uma das mãos e virou em sua direção.


— Só esse pedacinho vai. — Pediu James para a loira que o olhava e depois olhava para o bolo meio incerta com o pedido.


Ainda com a boca cheia Lysa abriu a boca vagarosamente e o moreno colocou o bolo em sua boca, ela não se agüentava e ria enquanto tentava mastigar a quantidade do bolo em sua boca, ele ria de sua cara por suas bochechas estarem inchadas por causa do interior da boca estar cheia.


— Faz muito tempo que você não me chama de Jay. — Falou James para a loira que franziu as sobrancelhas enquanto tentava engolir o que tinha na boca.


— Chamei você de Jay hoje de tarde, na hora que estávamos no quarto. — Falou Lysa com o olhar confuso após ter engolido o que tinha na boca e qualquer resquício do bolo que poderia conter em sua boca.


— Acho que não percebi. — Falou James se aproximando enquanto ainda segurava o rosto da loira pelo queixo, ela pareceu querer a mesma coisa já que não se moveu, ficou apenas esperando que seus lábios se tocassem.


E aqui estou eu novamente, esperando um beijo de James Potter novamente. — Confessou Lysa já completamente entregue aos contatos do moreno que ainda se aproximava e depois de suas palavras colocou um lindo sorriso no rosto, ele antes mesmo de fazer com que seus lábios se tocassem aproximou seu nariz do dela e assim como se pensassem na mesma coisa eles fizeram momentos que mesmo singelos foi tudo para os dois.


Quer mesmo? — Perguntou James apenas para ter certeza, ela já não conseguia mais usar palavras, seu coração batia a mil e em seus pensamentos rondava a idéia que ela logo teria um ataque cardíaco se ele não a beijasse logo, a ansiedade dela era enorme, mas ele não estava com pressa, apenas o fato de estar com ela era o suficiente, vê-la querer que ele a beijasse fazia com que aquela noite se tornasse a melhor de sua vida e tudo melhorou quando ela aproximou seus lábios por completo e assim o desejo dos dois de que um beijo acontecesse ali foi saciado, mas com o toque de lábios outras vontades foram surgindo, como por exemplo a vontade de poderem explorar a boca um do outro e a vontade de poderem sentir a gostosa sensação de ter seus parceiros cada vez mais próximos de si.


Esse beijo foi diferente comparado a todos os outros que eles tinham, não era necessário desejo algum, apenas estarem sozinhos um com o outro faziam com que eles quisessem estar se beijando e Lysa percebeu que depois daquele beijo tudo mudaria, quando ele a beijou no passeio que tiveram as escondidas tudo voltou ao normal, as brigas e as discórdias, mas agora seria diferente, na manha seguinte ela não agüentaria brigar com ele mais uma vez, iria querer sentir a sensação de poder ficar abraçado a ele como ficaram quando estavam dormindo, iria querer poder sentir a sensação de ter seus dedos acariciando os cabelos dele sem nenhum motivo e assim poder receber o lindo sorriso que ele daria a ela por tal caricia.


O beijo foi ficando cada vez mais intenso e não por iniciativa de James e sim de Lysa que parecia querer ele naquela hora mais do que nunca, naquele momento ele parecia ser seu porto seguro e aquele beijo fosse o mesmo que ele dissesse “estarei esperando você sempre que precisar, independente que você brigue comigo ou não, eu sempre estarei aqui pra você”.


— Seja meu? — Perguntou Lysa após separar seus lábios dos dele e mais uma vez ser observada com surpresa e alegria.


— Só seu? Sempre serei. — Respondeu James iniciando um novo beijo, mas dessa vez ele foi direto ao ponto, não seria tão gentil iria querer ela em seus braços o mais depressa possível e seu objetivo foi concluído quando ela o abraçou com força e ele pode fazer o mesmo.


O beijo era do tipo que exalava amor para todos os lados a sua volta, o tipo de carinho entre os dois que ninguém nunca conseguiria os separar nunca mais, era como se eles mandassem um recado a aquelas pessoas que não os queriam juntos.


Perdeu Daniel, ela é minha e nem mesmo você conseguirá tira-la de mim mais uma vez. Acabou a vida de galinhagem.” Pensou James enquanto suas línguas traçavam um caminho decidido em busca da língua do outro, suas mãos traçavam o caminho  que sempre quiseram que era o deslizar de suas mãos pelo corpo macio um do outro e seus pensamentos iam em direção onde as linhas de seus futuros mandavam, no caso a de James o levava apenas até Lysa e vice versa quanto a loira.


Mas o beijo parou quando eles ouviram o barulho de vidro se quebrando, os dois ao se afastarem, mas ainda abraçados, olharam para as escadas a procura de alguém e ficaram confusos ao não achar ninguém, só depois de constatar que ninguém os vira que James olhou para o chão ao lado do sofá que viu o prato com o resto de bolo caído no chão, o prato é claro havia quebrado e por isso produzido o barulho.


Lysa ao ver o motivo de sua separação dos lábios de James acabou por rir e ele fez o mesmo.


Ela se levantou ao vê-lo se afastar completamente e se sentar na outra extremidade do sofá, e ao vê-lo olhar confuso para ela sem dizer nada a loira colocou suas mãos nos ombros dele e o fez se deitar onde ela estava antes e como se fosse normal ela deitou-se sobre ele.


— É muito bom sabia? — Perguntou Lysa ao deixar seu rosto encostado no pescoço de James que com um dos braços a abraçou pela cintura.


— O que? — Perguntou James confuso ainda por ela ter tomado a iniciativa de deitar-se sobre ele.


— Dormir com você, poder ficar abraçado com alguém no sofá mesmo estando em silencio. — Respondeu Lysa sorrindo levemente.


— Você é mesmo Lysa Lovegood Scamander? — Perguntou James impressionado com as mudanças que estavam ocorrendo com Lysa depois dos dois terem passado um bom tempo dormindo em seu dormitório.


— Acha que estou muito diferente? — Perguntou Lysa.


— Um pouco. — Respondeu James a olhando nos olhos quando a loira levantou seu rosto de onde estava e o ficou observando enquanto o respondia, ela deu um leve selinho em seus lábios, foi tão rápido que ele não pode nem mesmo corresponder — Então queria mesmo um beijo meu?


— Qualquer uma gostaria de ter se você estivesse tão perto daquele jeito, mas mudando de assunto, o que temos agora? — Perguntou Lysa surpreendendo o moreno com sua pergunta.


— Não quer que eu me ajoelhe para te pedir em namoro né? Porque eu acho que não faço tudo isso não, é vergonhoso demais. — Falou James para a loira que riu.


— Isso por acaso é a resposta de que estamos namorando? — Perguntou Lysa voltando a levantar seu rosto e o olhando nos olhos.


— Quer namorar comigo? — Perguntou James sorrindo ao vê-la assentir — Não quero nem ver a cara que o povo vai fazer ao saberem.


— Se prepara pra reação do meu pai. — Avisou Lysa voltando a se sentar enquanto James arregalava os olhos por causa de seu aviso — Vou ir dormir, boa noite! — Falou Lysa beijando James nos lábios antes de se levantar e subir as escadas para seu quarto.


O moreno ainda pensava em suas palavras até que percebeu que ficou ali tempo demais e assim se levantou indo para seu próprio dormitório, a noite foi tão boa que ele até dormir com um sorrido no rosto.


OoOoOoOoOoOoOoO


A manhã seguinte pareceu perder a menor graça apenas pelo fato do céu ter amanhecido nublado e o mau humor daquele dia parecia ter passado para Regulos que acordou pensativo naquela manhã enquanto a amada dormia em seu peito, de um jeito carinhoso e um pouco cansativo, a noite fora muito boa para os dois, mas para ele não era o suficiente, queria algo mais.


— As vezes eu penso em como alguém pode perder seu tempo pensando ao invés de ficar dormindo, algo que é tão bom pra se fazer.  — Falou Dorcas sorrindo levemente para o moreno que a olhou surpreso, ele pensava que ela estava dormindo — Me diz o que esta pensando.


— Como pode saber que estou pensando em algo? — Perguntou Regulo confuso enquanto ela suspirava e saia de seu peito e deitava-se ao seu lado, de costas para si e ele não pode deixar de perder a chance de deslizar suas mãos pela coluna dela até mesmo por baixo do cobertor, só de imaginar o corpo curvilenio da loira sentia vontade de ter o corpo dela colado ao seu e como se por instinto ele juntou seu corpo ao dela enquanto a mesma tentava colar seu corpo mais ao dele indo mais para trás fazendo com que seu bumbum desnudo ficasse colado ao membro do moreno que com pouca reação dela já poderia estar duro, mas ele não iria direto ao sexo, conversaria com ela antes e por isso sua mão voltou a acariciar a barriga dela, esperando uma resposta.


— Você costuma me acariciar enquanto esta pensando, sempre fez isso. — Respondeu Dorcas fazendo com que Regulo parasse os dedos no mesmo instante e ao pensar melhor percebeu que ele estava mesmo a acariciando enquanto pensava que ela estava dormindo.


— Vem comigo Dorcas. — Pediu Regulo fazendo com que as sobrancelhas da loira se franzisse de confusão, ela virou seu corpo ficando de frente para ele.


— Ir pra onde? — Perguntou Dorcas confusa.


— Não sei, vamos embora pra um lugar só nosso, não precisamos nos esconder mais já que todos já sabem, vamos procurar uma casa não muito grande e que tenha um lindo quintal pra podermos fazer piqueniques e brincar, não quero ficar aqui. — Respondeu Regulo deixando ela ainda mais confusa.


— Amor, me diz logo o que esta incomodando você. — Pediu Dorcas se sentando e se posicionando sobre o abdômen do moreno que colocou suas mãos em sua cintura, ela colocou suas mãos sob o peito dele e logo em seguida levou uma delas ao rosto masculino dele o acariciando.


— Agora que estamos de volta eu quero ter a minha própria vida, Voldemort se foi por completo e eu queria ter uma vida normal, passei a minha vida toda recebendo ordens sendo que se não era dos meus pais era de Voldemort e agora quero ter a minha própria vida com você, talvez eu queira ficar um pouco longe de magia, meus tempos em Hogwarts não foram os melhores do mundo e acho que não me faz bem ficar por aqui. — Explicou Regulo para a loira que mais uma vez suspirou.


— Isso por acaso é quase um pedido de casamento? — Perguntou Dorcas para o moreno que sorriu.


— Um pedido de casamento é o suficiente para fazê-la ir morar comigo? — Perguntou Regulo sorrindo, a muito tempo ele perdera a vergonha de falar de amor com Dorcas e se precisasse falar sobre tal assunto para vê-la sorrir falaria sobre aquilo toda hora, todos os dias durante todo o tempo que a teria em seu lado.


— Não, apenas ter seu amor é o suficiente. — Respondeu Dorcas se abaixando sob ele e o beijando levemente nos lábios — Agora vai tomar um banho vai, vou ficar mais um pouquinho aqui.


— Vai pensar no meu pedido? — Perguntou Regulo enquanto a via se aconchegar no lado vazio da cama com o cobertor a tampando até os seios, ela tinha um lindo sorriso no rosto e isso parecia ser um bom sinal.


— Eu já tenho a resposta, agora vai logo. — Respondeu Dorcas para o moreno que assentiu e usando apenas uma cueca seguiu para uma das portas do quarto que estavam fechadas, era o banheiro que eles costumavam usar mesmo que tivesse um no corredor.


Passou-se um bom tempo enquanto Dorcas pensava nas palavras ditas por Regulo naquela manhã, o único barulho audível era o chiado do chuveiro, em meio ao seus pensamentos ela sentiu sua visão se escurecer e logo em seguida um enjôo forte e mesmo ainda sem conseguir ver muita coisa ela se levantou e cambaleando seguiu para o banheiro, no momento em que a claridade do cômodo atingiu seus olhos ela só conseguiu cair no chão ao lado do vaso sanitário e no instante seguinte ela já vomitava seu jantar, ou melhor, parecia só cair água amarga de sua boca. Foi rápido, mas teve tempo o suficiente para ela sentir sua coluna doer fortemente e no segundo seguinte Regulo mesmo nu a segurava pela cintura e a pegou no colo ao ver que ela já parava de vomitar.


— Ei, você esta bem? Dorcas olha pra mim, me responde. — Exigiu Regulo ao vê-la ficar em silencio olhando para o nada, a loira respirava com dificuldade e por isso deixara de lado a tentativa de respirar pelo nariz e deixara a boca aberta para poder respirar com mais facilidade.


Ele já estava em pânico e pensando em ir até o banheiro para pegar uma toalha e ir atrás de um medico quando ela segurou seu pulso com força e o fez se sentar ao seu lado, ela o abraçou com força enquanto tentava respirar melhor.


— Fica... Aqui. — Pediu Dorcas com os olhos paralisados, o moreno viu que se ela não conseguisse respirar com mais facilidade entraria em pânico e ficaria ainda pior — Não consigo... Respirar... Não esta chegando direito... — Tentava falar Dorcas passando a mão da boca até o peito como se tentasse passar algum recado a ele e é claro que o moreno entendeu, com cuidado a deitou na cama e fez respiração boca a boca com ela, precisou fazer umas três vezes até que ela ficasse calma e fechasse os olhos levemente.


— Ei ei, não dorme não. — Pediu Regulo segurando na mão dela.


— Não vou dormir. — Falou Dorcas voltando a abrir os olhos para ele que suspirou ao perceber que ela estava melhor — Pode ficar tranqüilo e vai se trocar, eu te espero aqui.


 


 


— Certeza que consegue ficar sozinha? — Perguntou Regulo para ela que assentiu enquanto sorria, ele levantou e meio que se olhou de cima a baixo ao ver que estava completamente nu, quando chegou a porta do banheiro olhou novamente a loira e ao vê-la ainda estar calma entrou no cômodo e pegou uma toalha branca que estava em um gancho na parede, ao enrolar o pano na cintura voltou para o quarto e se sentou ao seu lado, com delicadeza pegou o cobertor e tampou o corpo dela que ainda estava nu — O que foi isso Dorcas?


— Depois eu converso com alguém, vai terminar seu banho, pode ir que eu vou ficar bem. — Falou Dorcas sorrindo levemente.


— Vamos tomar banho comigo, não vou deixar você sozinha tão cedo. — Falou Regulo a pegando no colo e a levando para o banheiro, ao chegar no cômodo deu descarga na privada e ficou embaixo do chuveiro que ainda estava ligado com a loira em seus braços, ela parecia ainda estar um pouco fraca.


— Eu quero ir embora com você, Regulo. — Falou Dorcas.


— Deixa isso pra outra hora Dorcas, o problema não foi você ter vomitado e sim ter ficado daquele jeito, quase que não estava conseguindo respirar. — Falou Regulo ainda com ela nos braços, os cabelos loiros por causa da água perdiam os cachos e ficavam grudados em seus braços e no colo da loira que ainda tentava se acalmar mais um pouco.


— Eu sempre tive problemas com a respiração, foi por isso que aconteceu aquele acidente. — Falou Dorcas.


— Que acidente? — Perguntou Regulo confuso.


— Houve uma noite no passado, na escola ainda, era uma noite de lua cheia e eu ainda não sabia sobre o Remo, nem imaginava que aquele lobisomem seria ele, estava andando pelos terrenos da escola, pelo que me disseram foi uma das primeiras transformações dos meninos como animago, eu estava andando quando ele apareceu e eu tentei correr, mas acabei entrando em pânico e quando entro em pânico não consigo respirar, como o James tinha a maior forma de animago e poderia ser um do tipo que poderia carregar alguém, ele deixou que Sirius cuidasse do Remo e assim me levou até os dormitórios, eu não melhorava e ele teve que fazer o mesmo que você, teve que fazer respiração boca a boca comigo. — Explicou Dorcas para o moreno que a ouvia atentamente.


— Porque nunca me contou isso antes Dorcas? — Perguntou Regulo a deixando ficar em pé quando a loira tentou e logo em seguida a trouxe para mais perto de seu corpo fazendo com que ela deitasse o rosto em seu peito — Foi por isso que entrou em pânico naquela noite?


— Do que você esta falando? — Perguntou Dorcas se afastando.


— Antes de Voldemort fazer aquilo com o Monstro eu participei de um dos duelos dos comensais contra a Ordem e te vi correndo do Greyback, naquela época ele ainda não fazia parte formalmente do grupo dos comensais, mas como tendo muito influencia no mundo dos lobisomens Voldemort sempre o teve em seu lado e o chamava para participar das batalhas, eu já o vi correndo atrás de você e você corria e teve uma hora que caiu no chão com a mão no peito, você tinha um olhar que parecia prever a morte e seu peito subia e descia de uma forma tão rápida que ninguém conseguiria seguir o subir e descer com os olhos, mas então o meu irmão derrubou o Greyback e mesmo de longe eu o vi curvar sobre você, eu pensei que você estivesse morta já que antes mesmo dele derrubar o Greyback, você caiu desacordada no chão. — Falou Regulo para a loira que tinha o olhar no chão.


— Você estava lá? — Perguntou Dorcas um pouco envergonhada.


— Estava, na verdade Dorcas é que...


— O que? — Perguntou Dorcas ao vê-lo paralisar com suas próprias palavras.


— Voldemort me convocou para sua morte, mas naquela época as coisas estavam mudando na minha cabeça e no dia, que também estava o resto da Ordem, eu meio que inventei para Voldemort que não poderia fazer nada com você porque estava ocupado com o meu irmão e ai ele mesmo teve que se virar. — Respondeu Regulo com a cabeça baixa ao se lembrar daquele dia, como poderia imaginar que um dia se apaixonaria por aquela loira?


— Era você então? Era você que ficou me vigiando durante semanas não era? Eu sempre achei estranho que estivesse sendo vigiada, mas nunca tentaram nem ao menos me imobilizar, mas nunca aconteceu nada comigo porque era você. — Falou Dorcas.


— Eu até te observei tomar banho e sei o quanto é lindo quando massageio os seios, só que nunca mais pude fazer isso já que você tem vergonha de fazer isso na minha frente. — Falou Regulo querendo mudar o assunto completamente, mas a única coisa que aconteceu foi um tapa no peito e poder vê-la ficar um pouco vermelha.


— Como conseguiu fazer isso? — Perguntou Dorcas.


— O que? Ver você tomando banho? Vi pelo espelho do banheiro, ta bom eu entrei na sua casa sim. — Falou Regulo dando de ombros enquanto a puxava para seus braços em um forte abraço.


— Você disse que não queria me matar, porque entrou na minha casa? — Perguntou Dorcas.


— Acha mesmo que eu perderia a chance de ver você nua? — Perguntou Regulo sorrindo e após o moreno fazer isso todo o peso que estava no clima entre os dois se esvaiu e assim eles voltaram ao banho conversando um com o outro.


OoOoOoOoOoO


Sirius já havia acordado a muito tempo e ao ver que a amada dormia tranquilamente em sua cama de casal se levantou e depois de fazer sua higiene matinal seguiu para o escritório de Dumbledore, não tinha nem amanhecido direito quando recebera um patrono do diretor dizendo que precisava falar com ele sobre sua filha, e só de saber o assunto da conversa o animago logo tratou de se levantar e seguir em direção da gárgula que o levaria ao escritório de um dos maiores bruxos do mundo.


— Que bom que veio, Sirius. — Disse Dumbledore ao ver a porta se abrir e se deparar com o animago sério, em sua face podia se ver a preocupação com a filha.


— Aconteceu alguma coisa? — Perguntou Sirius entrando no cômodo e se sentando em uma poltrona de frente para o diretor.


— Sim, eu imaginava que você estaria tentando trazer a Helena pra cá e mexi os meus pauzinhos para ver se conseguia alguma coisa e na verdade consegui sim, andei conversando com a diretora da escola da Helena que estava em greve, mas agora já esta funcionando normalmente, falei que talvez ela seria transferida pra cá e perguntei se seria possível isso acontecer.


— E o que mais ela disse? — Perguntou Sirius se interessando pelo assunto.


— Bom, será um pouco difícil e disse que a guarda da Helena terá que passar para o seu nome então eu conversei com a Adriana, a responsável da Helena atualmente e ela disse que colocaria em pratica a mudança da guarda da Helena, mas para isso vocês precisam ir para o Brasil, não dá pra fazer tudo por carta. — Falou Dumbledore fazendo com que o animago suspirasse e logo em seguida passasse a mão nos cabelos pensando em tudo o que ouvira.


— Ir ao Brasil? — Perguntou Sirius a si mesmo pensando na hipótese.


— No meu caso eu não acho que aja problema algum nisso, de qualquer jeito você teria que ir pra lá, se não fosse agora seria depois. — Falou Dumbledore.


— Mais alguma coisa? — Perguntou Sirius.


— Sim, eu já providenciei uma chave de um portal para vocês três, a questão Sirius é que esse ano terão provas muito importante para sua filha e seria bom que ela começasse a estudar aqui o mais rápido possível, já estamos com problemas por causa da leitura e as aulas do quinto ano foram atrasadas, sem contar a mudança de professores. — Falou Dumbledore para Sirius que pensou em suas palavras, teria que resolver aquilo o mais rápido possível.


— Tudo bem, falarei com a Marlene e com a Helena e provavelmente iremos amanhã mesmo, ou a chave de um portal será pra outro dia? — Perguntou Sirius.


— Pode deixar que eu cuido de tudo para ser amanhã. — Falou Dumbledore.


— Eu queria que a Helena pudesse ficar aqui pra ver como é uma das festas de Hogwarts, mas acho que não vai dar certo. — Falou Sirius de cabeça baixa.


— Pode ficar despreocupado com isso, diferente do mundo trouxa o nosso mundo é um pouco mais rápida com problemas burocráticos, acho que vocês estarão de volta antes mesmo que a festa comece, no máximo chegara no dia da festa mesmo. — Falou Dumbledore para o Black que assentiu e depois saiu do escritório após agradecer o aviso e a ajuda.


OoOoOoOoOoO


A cozinha da sala precisa foi projetada para receber mais pessoas do que a família Weasley e as pessoas do futuro que ainda não havia chegado mesmo tendo dito que viriam, todas as pessoas que tinham voltado a vida estavam sentados a mesa enquanto Molly fazia o café, como eram muitas pessoas algumas mulheres a ajudavam, como Lily, Marlene, Dorcas, Emmeline e Tonks que mesmo sendo um pouco desastrada ajudava na maioria das vezes em sucos, já que Molly tinha medo que ela se machucasse tentando fazer café ou algo que a machucasse.


— Aconteceu alguma coisa Dorcas? — Perguntou Lily ao ver que a amiga estava distraída demais, ainda mais porque ela estava apenas fazendo ovos mexidos e foi capaz de queimar bastante. A ruiva também havia visto a forma que Regulo olhava para Dorcas.


— Só passei mal hoje de manhã. — Respondeu Dorcas dando de ombros e suspirando desistindo de cozinhar, não estava com cabeça para fazer aquilo.


— O que sentiu? — Perguntou Marlene ao escutar a conversa das amigas, viu a loira se sentar antes de começar a dizer o que tinha acontecido.


— Enjôo e vomitei, tive dificuldades em respirar e quase entrei em pânico. — Respondeu Dorcas mexendo nos cabelos de um jeito desajeitado, seus olhos estavam no chão pensando no que acontecera de manhã.


— Faz tempo que você sente esses enjôos? — Perguntou Marlene olhando brevemente para Lily sabendo do que ela poderia estar falando, as duas tinham um olhar preocupado.


— Sim, mas eu nunca cheguei a vomitar. — Respondeu Dorcas.


— Mas estava morta quando começou? — Perguntou Lily vendo a amiga assentir e por essa resposta ela suspirou — Então acho que não a chances de você engravidar.


— Gravidez? — Perguntou Dorcas estupefata.


— Sim, tem usado a poção ultimamente em seus momentos com o Regulo? — Perguntou Marlene para a amiga que negou com a cabeça, tinha se esquecido disso depois de saber que no mundo dos mortos não era preciso poção alguma.


— Mas não foi tempo o suficiente para ela já chegar a vomitar, ou foi? — Perguntou Emmeline para as outras duas amigas que sabiam o que era estar grávida, as duas negaram com a cabeça como resposta — Deve ter sido algum mau estar, aquela garota do futuro, se eu não me engano o nome dela é Astória, conversa com ela.


— Quem sabe, acho que vou voltar pro quarto. — Falou Dorcas já sentindo novamente um mau estar e ao olhar brevemente para Regulo que não dava atenção alguma a Sirius que tentava conversar com ele, soube que ele percebera que ela não estava bem e a seguiu até o quarto dos dois, ficaria de olho na amada e isso estava claro pros dois.


Passou-se um bom tempo até que Helena (adulta) entrara na cozinha com um largo sorriso no rosto o que fez com que todos a olhassem confusos com aquilo.


— Acordou com um passarinho verde? — Perguntou Marlene sorrindo.


— Passarinho ruivo. — Falou Carlinhos (adulto) entrando logo depois da esposa e sorrindo para a sogra que sorriu enquanto negava com a cabeça — Sua filha é muito exagerada.


— O que aconteceu de verdade? — Perguntou Marlene.


— É muito bom acordar com poesia sendo sussurrada em seu ouvido. — Falou Helena sorrindo enquanto olhava brevemente para o marido que estava conversando com Remo, ele nem mesmo vira que ela estava contando a forma que ela acordara naquela manhã.


— Carlinhos e poesia na mesma cena? Que loucura é essa? — Perguntou Molly não acreditando.


— As vezes eu penso que não mereço seu filho Molly, ele é um fofo que faz cada coisa, mas a poesia era minha, não de minha autoria, é que eu costumo guardar trechos de musicas e poesias que talvez podem se encaixar em meu cotidiano, e ele leu uma pra mim hoje de manhã. — Falou Helena (adulta) sorrindo largamente para a mulherada que sorria diante de sua felicidade.


— Ainda não consigo imaginar ele assim. — Falou Molly — E onde estão os outros?


— Bom, a Gina não veio então o Harry esta na sala vendo o Rony praticamente trazer a Hermione a força, já que hoje ela esta um pouco, diferente. — Falou Helena (adulta) deixando todas as mulheres curiosas para saber o que tinha de tão diferente em Hermione.


Mas antes que alguma das três pudesse perguntar alguma coisa, Hermione entrou sendo puxada pelo marido, ela parecia estar brigando com ele até ver todos na cozinha a olhar, a castanha vestia uma calça jeans um pouco colada no corpo, tênis baixo e uma blusa de cor preta, sua vestimenta estava simples e na opinião de todos a fazia ficar linda do mesmo jeito, a única coisa estranha era que ela usava uma touca branca com duas manchinhas pretas que pareciam olhos, era algo um pouco infantil, a fazia parecer uma adolescente.


— O que aconteceu Hermione? — Perguntou Molly preocupada.


— Também queremos saber. — Falou Rose aparecendo logo atrás da mãe que deu passagem para que ela pudesse entrar na cozinha, junto da ruiva estava o próprio irmão que também parecia estar curioso.


— O pai de vocês os avisou? — Perguntou Hermione (adulta) olhando para o marido de um jeito fulminante, ele apenas sorriu enquanto se sentava em uma cadeira vaga ao lado de um dos irmãos.


— Na verdade sim. — Respondeu Hugo.


— Pois bem, eu não vou mostrar nada. — Falou Hermione (adulta) convicta.


— Bom dia, Srta. Weasley. — Falou Scorpius entrando na cozinha e cumprimentando a sogra que revirou os olhos.


— Scorpius, nas vezes em que eu disse para não me chamar de Sra. não quis dizer que era pra me chamar de Srta e sim de Hermione. — Falou Hermione (adulta) para o loiro que assentiu sorrindo.


— Hermione, é só cabelo. — Falou Rony aproveitando que a esposa estava distraída e indo até ela, no momento em que as palavras terminaram de sair de sua boca ele tirou a touca da cabeça da castanha revelando os cabelos que já não eram mais longos e completamente curtos, poderiam dizer que o cabelo de Hermione e Rony estavam do mesmo tamanho e todos ao ver isso olharam surpresos para Hermione que suspirou envergonhada com aquilo.


— O que você fez? — Perguntou Rose.


— Eu cortei meu cabelo oras, o que parece que eu fiz. — Falou Hermione dando de ombros.


— Na minha opinião ficou muito bonito Hermione, a atenção que iam para o seu cabelo agora esta centrado em seu sorriso. — Falou Scorpius surpreendendo a todos, principalmente a seu pai que tinha entrado a tempo de escutar suas palavras.


— Espero que isso seja um elogio inocente. — Falou Draco.


— É um bom momento pra uma foto. — Falou Lorcan aparecendo logo em seguida.


— Mãe porque você fez uma besteira dessa? — Perguntou Rose para a mãe que no mesmo instante desfez o sorriso que tinha no rosto ao ver os elogios dos dois meninos loiros.


— Rose? Você poderia parar de falar como se o cabelo fosse seu? Você e seu irmão tem a mania de pensar que sua mãe vive pra vocês e apenas para a opinião de vocês, mas não é assim, sua mãe tem uma vida própria e ela pode muito bem fazer o que quiser, o cabelo era dela e não de vocês, nunca criticamos uma decisão de vocês, ou melhor, uma decisão que faria bem a vocês. — Falou Rony após ver a esposa sair logo em seguida do comentário da filha.


— Mas pai, ela chegou aqui com vergonha por ter feito isso. — Constatou Rose.


— Não, ela chegou aquilo com medo da opinião de vocês que na minha opinião não foi nada certo, sua mãe viveu a vida inteira fazendo coisa que apenas Hermione Granger faria, acha que não estava na hora de ela fazer algo que ninguém imaginaria que ela faria? As vezes pensamos que o melhor a fazer são coisas que pessoas acreditam que nunca faríamos, sabe, quebrar a opinião das pessoas quanto a nós mesmo e sua mãe na minha opinião fez isso muito tarde, a vida inteira as pessoas pensariam que ela nunca mudaria, digo na aparência, sempre ser o tipo certinha que quando faria um coque no cabelo não teria sequer um fio de cabelo fora do lugar, as vezes ser certinha enche o saco sabia Rose? Do mesmo jeito que enche o saco estar na sombra da mãe. — Falou Rony sabendo que havia praticamente pressionado na ferida aberta de Rose que arregalou os olhos diante de suas palavras, era verdade e seu pai sempre soubera, mesmo ela nunca tendo conversado com ele sobre aquilo, Rose já estava cansada de ficar ouvindo as pessoas dizer que ela seria igualzinha a sua mãe, que teria a mesma inteligência, ela queria ser original, ter suas próprias qualidades e não algo que sempre iriam comparar a sua mãe, ela queria ser única do mesmo jeito que sua mãe fora antes dela.


Rose não disse nada a seu pai, apenas virou as costas e saiu do cômodo, ninguém sabia, mas ela estava indo a procura da mãe, entenderá muito bem o que o pai dissera e depois de ouvir tudo, mesmo que doesse, sabia que estava errada.


— Não precisava falar isso. — Falou Hugo.


— Quem precisava dizer alguma coisa era você, sabe que sua mãe sempre se importou com a sua opinião. — Falou Rony (adulto) ao filho que assentiu.


— Não ficou feio, só não estou acostumado em ver a mamãe de cabelo curto, é como a ver como minha irmã e não como minha mãe. — Falou Hugo sorrindo levemente.


— Isso quer dizer que você nunca me viu como pai. — Falou Rony (adulto) fazendo com que o filho risse, na mesma velocidade que o clima tenso chegara ele também tinha ido, deixando espaço apenas para a alegria dos seus breves momentos com seu filho, Hugo era o que menos dava trabalho, um menino calmo e que não se preocupava muito com mudanças, ele não era como Rose que sempre fora convicta com suas escolhas para o futuro, já o menino era do tipo que gostaria de explorar varias coisas antes de dar sua escola se gostara ou não.


— Acho que eu estava acostumado com a mamãe com aquele cabelo longo, era como se o cabelo a fizesse ficar com uma aparência mais séria, mais responsável, só que com o cabelo curto a felicidade no sorriso dela parece mais visível, ela parece um pouco mais adolescente, como se assim eu conseguisse a aceitar mais como amiga do que antes. — Explicou Hugo ao pai que assentiu.


— Já estava na hora de sua mãe fazer algo do tipo. — Falou Rony para o filho que concordou.


OoOoOoOoOoO


Naquele dia os adultos não conseguiram falar com os adolescentes do presente porque todos estavam preocupados com os N.O.Ms e por isso não tiveram tempo de passar na sala precisa, haviam ido direto para o grande salão e logo em seguida para suas respectivas salas de aulas.


O por do sol estava próximo de acontecer quando Helena (adulta) havia acabado de chegar ao lugar combinado para ensinar a Remo o que ela aprendeu na sua escola no Brasil, o atual professor de defesa contra a arte das trevas praticamente exigiu que ela fizesse aquele favor no horário pedido por ele, já que era a única hora que ele estava completamente livre. Na beirada do lago – onde haviam combinado praticar – não estava apenas Remo, os outros marotos estavam juntos do amigo, algumas poucas pessoas que tinham voltado a vida e seus amigos do futuro, Harry (adulto) já tinha ido buscar a esposa que tinha pedido para ir ao passado.


— Ninguém me avisou que eu teria uma turma inteira para ensinar. — Falou Helena olhando para seu pai que deu de ombros — A minha cobaia, quer dizer, o meu cobaia vai ser o meu marido.


— Fica ai sonhando, eu vou ficar aqui no meu cantinho relaxando. — Falou Carlinhos se deitando na grama com as mãos atrás da cabeça como se fosse um travesseiro.


— Ta bom, mas você vai estar me devendo uma. — Falou Helena levantando uma sobrancelha em direção do marido que apenas assentiu como resposta.


— Estou sendo bonzinho demais, esta começando a ficar mimada. — Falou Carlinhos para a esposa que mesmo longe bufou, odiava ser chamada de mimada do mesmo jeito que o marido odiava ser chamado de mentiroso.


— Me ajuda você então, Helena. — Falou Helena para sua versão mais jovem que conversava com Hermione (adulta) que tinha um sorriso largo no rosto diante das palavras da adolescente que também ria.


— Tudo bem, o que vamos fazer? — Perguntou Helena (adolescente).


— Começaremos pela água que é mais fácil. — Respondeu Helena (adulta).


— Diga como os professores de vocês ensinam, como se estivéssemos na primeira aula dessa matéria. — Falou Remo.


— Isso é defesa do mesmo jeito que é ataque, vocês aqui em Hogwarts a primeira magia que executam é a de levitação não é? Pois bem, digamos que aprendemos isso também, mas ao invés de ser algo solido é algo que precisamos criar primeiramente. — Falou Helena (adulta).


— Como assim? — Perguntou Tonks confusa.


— Olhem o lago, é água demais para ser levitada e por isso precisamos de uma quantidade menor, poderíamos muito bem pegar um copo e coletar um pouco da água, mas do mesmo jeito teríamos que pegar uma quantidade menor que estará nesse copo. — Falou Helena (adulta).


— Tudo depende da imaginação e de sensações, por exemplo, a água, os professores nos recomendam que molhemos as mãos para poder sentir a sensação molhada. — Falou Helena (adolescente) indo até o lago e entrando o suficiente para molhar os pés descalços, ela se abaixou e molhou as mãos, principalmente a que segurava a varinha.


— Vamos mais uma vez usar o exemplo do objeto de levitação, na magia aqui em Hogwarts vocês podem ver o objeto que em si irão fazer levitar, mas na nossa escola não, a gente tentava imaginar, tenta ai Helena. — Falou Helena (adulta) para a adolescente que fechou os olhos mesmo que não precisasse.


Todos ficaram observando Helena (adolescente) fechar os olhos e depois ficar fazendo gestos com as mãos, logo em seguida da água saiu uma goles, mas ao invés de ser vermelha como terra era transparente é claro, era impressionante e ficou ainda mais ao ver a bola como se tivesse sido lançada para Helena (adolescente) ir na direção da morena com uma velocidade incrível e como se fosse solida a Black bateu a mão na bola fazendo com que a mesma voltasse ao lago.


— Foi uma boa a mostra. — Falou Helena (adulta) sorrindo — Ela praticamente disse tudo, podem começar a tentar.


— Vendo assim até parece alguma coisa fácil. — Falou Sirius irônico e indo até o lago para molhar as mãos, voltando logo em seguida para o lado da esposa.


— Não é algo difícil, depois que conseguimos uma vez, não dá pra errar na segunda, tente primeiramente fazê-la levitar e depois se quiser faça com que ela tome uma forma. — Falou Helena (adulta) para os adultos que assentiram.


— E quanto os fazer ter uma forma de animal? Até mesmo maior que o normal? — Perguntou Dorcas que estava se divertindo com o que logo aprenderia.


— Também não é difícil depois que conseguimos fazer uma vez, por exemplo. — Falou Helena (adulta) fazendo vários movimentos em direção da água que em poucos segundos saiu voando um dragão em direção de Carlinhos que estava de olhos fechados, quando o ruivo abriu os olhos a criatura se desfez sobre seu rosto fazendo com que ele se assustasse.


— Golpe baixo. — Falou Carlinhos fazendo as duas morenas rirem.


— Deixa de ser mole e vem ajudar. — Falou Helena (adulta).


— Onde esta o outro ruivo? Digo, o outro Carlinhos. — Falou Carlinhos (adulto) se levantando e indo até perto da mãe que também tentava fazer com que a água flutuasse.


— Ele disse que ouve um chamado aqui na Inglaterra e ai aproveitaram que ele estava aqui para ajudar. — Respondeu Tonks.


— Engraçado como as pessoas nunca estão aqui quando precisamos. — Falou Carlinhos (adulto).


— Você disse que para conseguirmos controlar esses elementos é bom que possamos sentir a sensação do tal elemento, mas como se faz isso com o fogo? — Perguntou Sirius que em meio a uma de suas tentativas fez com que a água flutuasse por menos de um metro e depois voltasse a cair no lago.


— Com o fogo é diferente é claro, só podemos usar a imaginação e tentar controlar mesmo. — Falou Helena sorrindo — Vamos tentar apenas a água mesmo, ao menos por hoje.


Os adultos ficaram treinando até anoitecer e até mesmo os adolescentes chegarem para poder vê-los treinar, os estudantes é claro ficaram surpresos com o que Helena aprendia em sua escola.


 


Gente eu sei que a história esta um pouco sem graça, ainda mais porque de agora em diante a ação passou e o que mais vai importar é os casais, mas estou meia sem ideia para escrever sobre os casais e por isso peço dicas, como por exemplo se vocês quiserem que um casal em especial converse sobre um assunto especifico é só pedirem, ME DIZEM MESMO SE QUEREM ALGO, ESTOU A DISPOSIÇÃO DE VOCÊS!

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Comentários: 1

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Enviado por Gustavo789123 em 03/12/2013

Eu posso estar enganado, só que eu não vi a interação luna com a mãe ou talvez eu tenha passado.Outra coisa eu snape já que não morreu bem que poderia encontra um mulher pra ele agora rs

Nota: 5

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