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12. Orgulho e Lágrimas


Fic: Recomeçar - Drarry


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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12 – Orgulho e Lágrimas


Dias depois que findaram os exames Harry, Rony e Herminone estavam sentados na sala do Largo Grimmauld, comendo gostosos biscoitos preparados por Monstro. Harry fingia conversar naturalmente e as vezes até forçava algumas risadas; mas Rony e Hermione eram seus melhores amigos no mundo, eles sabiam que Harry não estava bem. Há alguns dias o Eleito informara os amigos sobre a briga e o término definitivo entre ele e Malfoy.


Hermione e Rony pareciam não saber o que dizer, a menina, que sempre tivera um pouco mais de tato no que concerne a relacionamentos amorosos, disse a Harry que achava natural que Draco se sentisse assim ao se deparar com todas aquelas lembranças. Hermione aconselhara o amigo a dar um tempo a ele, e depois procura-lo. Harry, por sua vez, insistia que Draco que deveria porcura-lo pois havia sido ele quem terminara a recém começada relação. “Isso é um orgulho bobo, Harry” – Hermione tinha dito na ocasião, mas Harry a ignorou completamente.


Disse a Rony e Hermione que não queria mais ouvir o nome de Draco Malfoy e foi para casa, sentindo mais dor do que imaginou que ia sentir caso essa relação fracassasse.  Para os dois amigos ficou claro que Harry não queria ou não estava pronto para discutir aquele assunto, então Rony e Hermione resolveram conceder tempo e espaço ao outro.


Foi naquele dia de sábado que três corujas adentraram o cômodo.


- Só podem ser o resultado dos NIEMs. – disse Hermione, um pouco assustada.


Os exames ficaram prontos com máxima urgência, tendo sido divulgado os resultados dias após a realização dos mesmos. Isso devia-se ao fato que os alunos dos NOMs dependiam dele para selecionar suas matérias no ano letivo em Hogwarts, que já tinha se iniciado, e os alunos de NIEMs para dar início aos seus estudos pós Hogwarts, que os conduziriam para a carreira que tinham escolhido.


- Parece que foi ontem que recebemos nossas notas nos NOMs, como o tempo passou rápido. – Rony comentou, se adiantando para a coruja.


- O professor Slughorn me escreveu ontem. – Harry se lembrou. – Parece que junto às notas dos NIEMs estará anexada a resposta ao nosso requerimento quanto a carreira que pretendemos seguir.


Ao final dos NIEMs, todos os alunos fizeram um requerimento junto à diretora de Hogwarts, indicando a carreira que pretendia seguir. A escola agia como mediadora entre o aluno e a universidade ou instituição na qual o mesmo intencionava estudar ou realizar seus estágios. Os três abriram avidamente a carta.


Harry e Rony conseguiram um Excede as Expectativas em Transfiguração, Poções, Feitiços e Herbologia, conforme havia ocorrido nos NOMs. Ambos conseguiram um ótimo em Defesa Contra as Artes das Trevas. Hermione passara com a nota máxima em todos os exames, obtendo 7 NIEMs, além dos conquistados por Rony e Harry, a garota ainda havia obtido NIEMs em Aritimancia e Runas Antigas.


- Ah, isso é incrível! – gritou a menina eufórica. – Rony, venha ver. Eu fui convidada a iniciar meus estudos na Universidade de Direito em Magia da Inglaterra e ao mesmo tempo farei um estágio no Ministério, junto a Suprema Corte dos Bruxos.


- Eles estão mesmo precisando de gente. – Rony comentou. – Ainda há muitos casos não julgados, acredito que vá alguns anos para desvendarmos todos os envolvidos.


- É eu vou ficar feliz em ajudar, mas não é isso que eu quero fazer sabe? Direito Criminal... – Hermione falou.


- Deixe-me adivinhar – disse Harry. – Você quer lutar pelos direitos dos elfos...


- Não só os Elfos, Harry. Nós precisamos de uma melhor relação com outras espécies, como os duendes e os centauros. Se tem uma coisa que aprendi nos últimos anos é como os bruxos tratam outras raças com desconsideração e preconceito. Aliás essa guerra aconteceu por causa disso, por esse maldito ideal de superioridade bruxa.


- Está certo Hermione. – Rony concordou rapidamente com a namorada. – Fui convidado a passar pelos testes de caráter e aptidão na Seção de Aurores.


- Eu também. – Harry disse, animado. – Se passarmos nos testes poderemos começar as aulas e os estágios.


- Já imaginou, nós dois, aurores. – Rony disse, sonhador.


- É tudo que eu sempre quis. – Harry comentou, com o mesmo olhar.


- Eu já cacei bruxos das trevas por uma vida, obrigada. – Hermione falou, encerrando o assunto.


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Algum tempo havia se passado desde que o Trio de Ouro recebera os resultados dos NIEMs, já estavam em meados de novembro e começava a ficar muito frio. Draco não tornara a procurar Harry. O Eleito também não o fizera. Harry continuava vivendo no Largo Grimmauld, nº 12, decidiu que moraria na casa do padrinho até terminar seus estudos e começar a trabalhar, podendo economizar dinheiro para comprar uma casa mais tarde. O Eleito tinha certeza de que queria viver em Godric‘s Hollow, sentia que pertencia àquele lugar.


 Harry e Rony foram aprovados nos testes de caráter e aptidão da Seção de Aurores, era realmente rigoroso, mas depois de tudo que tinham passado, Harry achou que não fora tão difícil como poderia ter sido. Após estes testes o treinamento para auror teve de fato início, era árduo e os professores eram muito exigentes. Não se tolerava distrações e gracinhas, o que poderia culminar na expulsão dos aspirantes a aurores.


Logo que seu treinamento começou, há pouco mais de dois meses, teve início também as aulas de Hermione. No fim do primeiro dia de aula da amiga, ela enviara a ele um bilhete informando que Draco estava cursando Direito em Magia na turma dela, a carta informava que Malfoy a cumprimentara, mas não dissera nada a respeito de Harry. O Eleito por sua vez, nunca respondeu à carta e tratou Hermione naturalmente nos dias que sucederam, como se ela nunca tivesse lhe dito nada. Na realidade já fazia alguns meses que Harry não falava em Draco Malfoy.


Agora que as palavras de Hermione invadiram sua mente, ele olhou o tapete macio no qual ele e Malfoy passaram aquela primeira noite juntos. Pensou em Malfoy, estudando direito bruxo, refazendo a sua vida. Ele desejava ardentemente que o garoto recomeçasse, depois de tudo que havia passado, e conquistasse seu lugar no mundo, não pelo nome Malfoy, mas pelo homem forte, inteligente e dinâmico que Harry sabia que ele era.


Numa quarta-feira à noite Harry chegou exausto de seu treinamento, com uma pesquisa sobre a maldição imperius para desenvolver nos próximos dias. Deixou-se cair no sofá de sua sala de estar, pensando em como tinha muito a fazer. Porém, ao olhar para o familiar tapete no chão, lembrou-se de Draco Malfoy.  Sentiu a falta dele o atingir, como não era raro acontecer. Era tão estranho pois os dois estiveram juntos há pouco tempo, mas parecia fazer séculos, como se só tivesse existido na lembrança de Harry, como um sonho.


Harry sentia falta do relacionamento que quisera construir com ele, e não tinha conseguido. Em alguns momentos, como aquele, aquela ferida em seu peito que nunca parecia completamente cicatrizada se abria e sangrava mais violentamente. Ele deixou-se escorregar do sofá e deitou no tapete, que parecia conservar o cheiro de Draco Malfoy. Lágrimas brotaram dos seus olhos, armazenadas há alguns meses, escorrendo pelo rosto do menino que sobreviveu.


- Por que ele não poderia ter tido mais fé na gente? Eu poderia ter feito dar certo, eu poderia.  – ele disse, pra ninguém.


Essas palavras tornaram seu choro mais desesperado, ele se assustou com o tamanho da sua dor. Pensava em Draco Malfoy todo o tempo, a verdade era essa. De que adiantara dizer a Rony e Hermione que não tocassem mais no nome dele, se Harry era diariamente invadido pelas poucas e preciosas lembranças dos momentos ao lado de Draco; se imaginava o tempo todo onde o menino estava, o que estava fazendo; se sentia falta dele e da chance de construir algo ao seu lado. Quando deu por si estava chorando de soluçar, Monstro, o elfo doméstico estava parado ao seu lado, o rosto penalizado, como Harry nunca vira antes.


- Escreva ao menino Malfoy, meu senhor, Harry Potter.


Ele não tinha vontade de gritar com o elfo para que não se metesse na sua vida. Ele o encarava com desespero, em busca de uma solução.


- Ele não quer me ver, ele terminou comigo, Monstro.


- Monstro pode ser franco com o senhor dele? – o Elfo disse.


Harry enxugou as lágrimas do rosto e voltou a sentar no sofá.


- Monstro você conheceu Dobby, não conheceu? Sabe que eu o libertei dos seus antigos senhores?


- Sim. Mas Monstro não quer essa desonra. Monstro conhece o lugar dele. – o Elfo já parecia desesperado que sua pergunta tivesse gerado em Harry Potter vontade de manda-lo embora.


- Eu sei, fique calmo. – o menino explicou. – Dobby via as coisas diferentes de você, ele queria ser livre. Eu toquei nesse assunto para que você saiba que eu não quero te escravizar, você é livre para ir embora se quiser. Em qualquer momento, se você me pedir roupas, eu te darei, eu prometo. Eu também prometo, porém, que nunca te mandarei embora se você não quiser. Sempre poderá permanecer na casa da sua antiga senhora e quando eu me mudar dessa casa, se você quiser me acompanhar, será livre para viver comigo também. Eu sei que não tivemos um bom começo, por muito tempo te culpei pelo que houve com Sirius e sei que você não ficou nada feliz quando eu me tornei o seu senhor. Na época eu não podia deixa-lo livre por causa de seus conhecimentos sobre a Ordem da Fênix. Mas eu quero que você me trate como um amigo, não como seu dono. Eu não quero nunca que você inflija a si próprio punições. Você é livre para dizer o que quiser pra mim, nós podemos conversar sobre qualquer coisa, como iguais. Eu não te vejo como inferior a mim por eu ser um bruxo e você um elfo doméstico.


Lágrimas grossas escorriam do rosto de Monstro quando o menino terminou de falar.


- Monstro tem orgulho de ser amigo do seu senhor Harry Potter. – o elfo parecia extremamente emocionado.


- Agora, o que você gostaria de me falar? – o menino questionou.


- Monstro não quer ver Harry Potter triste. Monstro sabe que Harry Potter pensa no menino Malfoy e quer ele de volta. Monstro conhece as famílias bruxas tradicionais mais do que Harry Potter, que só conviveu com pessoas como os Weasley, nascidos trouxas e gente da Ordem. A senhora Narcisa Malfoy terá ensinado seu filho a ter orgulho a cima de tudo. Como a antiga senhora de Monstro ensinou a seus filhos. Mesmo que o menino Malfoy esteja arrependido, ele nunca vai dizer a ninguém, ele nunca vai procurar o senhor.


- Você acha que ele está arrependido? – Harry parecia esperançoso.


- Monstro viu o senhor Draco Malfoy junto com o senhor Harry Potter. Monstro acha que o menino Malfoy gosta muito do senhor Harry Potter.


- Eu vou procura-lo, Monstro. – ele decidiu. E um sopro de esperança encheu completamente seu peito.


Harry chamou Edwiges, claro não era a mesma coruja que tinha sido morta pelos comensais da morte. O Eleito adquirira outra coruja, também muito inteligente, com penas cinza-azuladas, que lhe lembravam dolorosamente os olhos de Draco Malfoy. Em homenagem a coruja branca que lhe acompanhara a vida toda, ele chamou a nova coruja de Edwiges.


Sentou-se à mesa com papel e pena e escreveu, com alguma dificuldade, jogando fora os três primeiros rascunhos:


Draco,


Ponho meu orgulho de lado para escrever essa carta. Não sei se você espera ou mesmo deseja uma resposta minha depois destes meses de silêncio. Hermione me contou que você está cursando Direito em Magia, fico muito feliz por você.


Eu penso em você com frequência, no que poderia ter sido. As lembranças de nós dois juntos me invadem com frequência, e eu as guardo como algo precioso. São memórias de momentos felizes como eu nunca tinha experimentado antes, momentos nos quais eu tive grande esperança no que a gente poderia ser. Eu sei que talvez você continue pensando como naquele dia em que terminamos o que mal havia começado, não estou te cobrando nada. Eu só queria dizer que ainda acredito na gente, ainda quero você.


Talvez essa carta esteja piegas de um jeito que nem uma lufa lufa do terceiro ano que ama a Casa de Chá Madame Puddifoot poderia escrever. Talvez esteja mal escrita e desconexa, como escreveria um grifinório inexperiente, para quem é mais fácil lutar contra dragões, dementadores e bruxos das trevas; do que pedir a você que volte.


Harry.


Harry reuniu toda sua coragem grifinória para enrolar o pergaminho e amarra-lo na coruja. Entreabriu os lábios e disse muito baixo:


- Entregue a Draco Malfoy...


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A pequena corjua azulada adentrou o apartamento de Draco Malfoy, enquanto o menino tentava se concentrar nos deveres da Universidade. Ele já havia lido 3 vezes a mesma linha dos Fundamentos dos Direitos Mágicos, quando pensou irritado que a meses não conseguia fazer nada direito, não tinha um único pensamento que não fosse no Eleito. A verdade é que, tendo passado alguns meses, ele concluira que talvez fosse cedo demais para aquelas lembranças e que Potter tinha razão em temer que ele as visse.


Ele olhou para coruja que adentrava seu quarto e saiu de seus devaneios, era a coruja de Potter, sem dúvida. O coração deu um salto em seu peito e ele correu ansioso para a ave. Somente naquele momento se deu conta do quanto queria desesperadamente que o outro o procurasse. Ele mal podia acreditar, tinha se passado mais de dois meses, ele já tinha perdido as esperanças que Potter fosse atrás dele. Draco abriu a carta com avidez, ofegante. Nas primeiras linhas o Eleito dissera que colocara seu orgulho de lado para escrever, Draco admirou-o, pois somente seu orgulho o tinha impedido de procurar Harry Potter.


O garoto dizia que o queria, que ainda acreditava que eles poderiam dar certo, dizia que pensava nele e que guardava as lembranças que tinha dos dois juntos. Foram palavras lindas, que Draco nunca tinha ouvido lhe dizerem. Nunca ninguém tinha sentido aquilo por ele, de repente, o rapaz se sentiu tão amado – embora Potter não falasse especificamente em amor – que lágrimas escorreram pela sua face. Ele era um Malfoy, não devia chorar, mas na solidão do seu apartamento, permitiu as lágrimas caírem, lavando-o e livrando-o de seu orgulho. Harry Potter era tão especial, tão corajoso, e Draco o queria desesperadamente.


- Sim Harry Potter, é piegas como a mais piegas das lufa lufas não conseguiria ser. – ele riu em meio as lágrimas, sabendo que ninguém poderia ouvi-lo.


 

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