7 – Problemas e soluções
Gina tinha ido a escola aquele dia prestar os exames do sexto ano para que pudesse começar a cursar o sétimo, porém eram provas bem mais rápidas que os NIEMs, de forma que ela estava de volta em casa para o almoço. Era fim de tarde e ela estava na cozinha da Toca, junto de sua mãe, quando Rony retornou de Hogwarts junto de Hermione. Gina ouviu a voz deles antes que chegassem a cozinha e esperou com ansiedade que Harry tivesse vindo também, mas o Eleito retornara para a casa que herdara de Sirius após os NIEMs daquele dia.
Ela estava realmente descontente que ele a estivesse evitando, depois de tudo que eles tinham vivido juntos; embora pessoalmente ela o tivesse evitado durante alguns dias quando ele dissera que não queria retomar o relacionamento. Agora que passara a raiva inicial, ela esperava que eles pudessem se reaproximar e que Harry percebesse que estava apenas confuso devido a guerra que a pouco se findara; mas que passado alguns meses tudo voltaria ao seu estado normal e ele perceberia que Gina era a mulher de sua vida.
- Como foi o exame, Rony? – Perguntou Molly Weasley quando filho retornou a Toca, junto de Hermione.
- Acho que me saí bem. – ele comentou, um tanto incerto. – Amanhã será muito mais difícil.
- O que vocês tem amanhã? – sra. Weasley questionou.
- Poções. – Hermione apontou, com um nervosismo desnecessário mas que lhe era característico.
- Tenho certeza que vocês se sairão bem. – disse Molly, sorridente. – E Harry? Está indo bem nos exames?
Gina não poderia perder aquela oportunidade de saber mais sobre o garoto.
- Eu soube que ele conjurou alguma coisa incrível durante o exame de Defesa ontem. – Gina comentou, antes que seu irmão e Hermione pudessem dar qualquer resposta a sua mãe.
Ela ficara sabendo da forte luz que escapava por entre as frestas da sala na qual ocorria NIEM prático de DCAT. Não soubera do ocorrido, no entanto, por seu irmão ou por sua amiga Hermione. Nenhum dos dois fazia mais questão de lhe contar nada a respeito de Harry. Soubera por Luna Lovegood que havia escutado uma conversa entre as irmãs Patil que estavam no mesmo ano que Harry.
- Pois é. – Hermione deu uma evasiva diante de seu comentário. E ela e Rony trocaram um olhar cúmplice. Depois os dois saíram esquivamente, seguindo na direção do quarto do garoto.
Estava acontecendo alguma coisa, era evidente pelo tom de voz de Hermione e pela maneira como ela e seu irmão olharam um pro outro. Alguma coisa acontecera e tinha a ver com o ocorrido durante o exame prático de DCAT. E Hermione e Rony não queriam lhe contar o que era. Gina sentia-se traída por ambos, aliás, já vinha se sentindo traída há algumas semanas, quando os dois passaram a recusar-se a tecer qualquer comentário acerca de Harry Potter.
Gina estava furiosa, ele sabiam que ela e Harry haviam tido um romance e que ela queria retomar esse relacionamento. Ela precisava retomar o relacionamento. Se não retomasse, de que teria adiantado todos aqueles anos sonhando com Harry Potter? E toda a felicidade que sentira quando Harry a beijou e ela finalmente compreendeu que era correspondida? Aquele último ano resistindo em Hogwarts, esperando que aquilo tivesse um fim e que eles pudessem voltar a ficar juntos?
Naquele ano, é claro, tinha havido Neville. Neville que resistiu ao seu lado, foi castigado por Amico e Aleto Carrow ao seu lado. Neville que naquela noite a beijara, enquanto cumpriam uma detenção na Floresta Proibida por terem tentado roubar a espada da sala de Snape. E tinha sido bom, maravilhoso, mágico até. Gina não podia fingir que não tinha sentimentos pelo garoto. Mas não era com Neville que ela sonhava desde menina. Não era com Neville que ela tinha tido um relacionamento. Ela precisava tentar resgatar aquilo que existira entre ela e Harry Potter. Mas o garoto a evitava, tinha deixado claro que não queria retomar o relacionamento e agora tinha ido embora da Toca, de modo que Gina não o via mais.
Com isso em mente, a menina descobriu que precisava descobrir o que estava acontecendo, talvez, fosse até mesmo uma chave para que ela se reaproximasse do Eleito. Gina, esperou alguns minutos para seguir Rony e Hermione, dando a sua mãe a desculpa de que iria para seu quarto estudar para o exame do dia seguinte. A menina pegou em seu armário uma das orelhas extensíveis que Jorge vendia em sua loja de logros e brincadeiras; depois, caminhou silenciosamente até a porta do quarto de Rony, onde encostou uma das orelhas na fechadura.
- Você acha que ele sumiu na hora do almoço... – era a voz de Rony, parecendo soar como se considerasse algo absurdo.
- Para encontrar Malfoy, lógico. – Hermione disse. – Você não viu? ele saiu e em seguida Malfoy levantou da mesa na qual estava sentado e o seguiu.
- Bom, provavelmente irá se encontrar com ele mais tarde, outra vez. – Rony considerou. – Harry deixou bem claro que não deveríamos ir ao Largo Grimmauld hoje à noite.
“Harry estava encontrando-se com Draco Malfoy?” Gina pensou, surpresa. O que será que dois garotos tão diferentes poderiam ter para discutir? Eles sempre odiaram um ao outro. Bom, se bem que pelo que a jovem ficara sabendo, Draco tinha sido perdoado durante o julgamento. Seu pai dissera a ela claramente que o menino não tinha tido culpa e que foi doloroso ver seu sofrimento e arrependimento escancarado daquela forma devido ao uso do soro da verdade. Talvez Draco estivesse dando a Harry informações sobre a atividade dos comensais da morte para auxiliar no julgamento... parecia improvável, mas, o que mais poderia ser?
- Eu não posso acreditar que eles estejam mesmo juntos. – a voz de Rony tinha uma nota histeria.
- Bom, tecnicamente, não sabemos se eles estão juntos. – Hermione argumentou. – Foi apenas uma noite e...
- Mione, ELE TRANSOU COM DRACO MALFOY! – o tom do ruivo tornou-se mais agudo.
Gina estava chocada. Harry? Com um outro homem? Com Draco Malfoy? Não podia ser. Ela quase gritara a colocara a perder sua posição oculta, tamanha sua incredulidade. Ela quis chorar, quis entrar no quarto sacudir Rony para que ele dissesse que era uma mentira, que sabia que ela estava atrás da porta e estava a atormentando por ser tão intrometida e indelicada.
- Eu também estou chocada. – Hermione parecia estar tentando ser sensata e compreensiva. – Mas agora que sabemos disso, não parece óbvio? Ele falando no Malfoy sem parar depois do julgamento...eles serem a “lembrança feliz” um do outro, fazendo o os patronos se unirem durante o exame de DCAT.
Patronos se unirem? Então foi aquilo que gerou a luz que atravessara as frestas da porta? Dois patronos se unindo em um feitiço tão intenso que só poderia ser causado por lembranças muito poderosas. E segundo o que Hermione apontava, Harry pensara em Draco Malfoy pra produzir o seu patrono e vice e versa. Rony era quem estava certo, eles estavam mesmo juntos. Nada apontava para um deslize, uma transa de uma noite.
- É você provavelmente tem razão. – Rony deu o braço a torcer. Uma pausa seguiu essa constatação. – Mas sabe... eu não podia imaginar que Harry pudesse gostar...
- De um outro homem? – Hermione completou com delicadeza a frase que seu namorado parecia incapaz de completar. – Isso faz tanta diferença pra você? Ele não continua sendo o mesmo Harry? Seu amigo?
- É claro que continua, isso não faz a menor diferença pra mim. – Rony defendeu-se, levemente indignado. – Mas sabe, provavelmente faz muita diferença pra minha irmã.
Alguém se lembrara dela, finalmente, Gina pensou com amargor. Sim, existia a irmã caçula do melhor amigo de Harry Potter. A menina a quem ele tantas vezes beijara e declarara o seu amor, sem nunca parecer nem um pouco gay. É verdade que Harry nunca tinha tido relações sexuais com Gina, mas a menina sempre interpretara isso como uma espécie de respeito por ela e pelo restante da família, principalmente por Rony. Harry Potter, pensava ela, era do tipo que faria esse raciocínio, iria querer esperar que eles terminassem Hogwarts antes de um relacionamento mais físico.
- Eu havia me esquecido de Gina. – Hermione exclamou. – Ela vai ficar tão chateada...
- É melhor escondermos dela enquanto for possível. – Rony argumentou.
Esconder coisas de Gina parecia ser o novo lema dos dois.
- Agora chega de falar sobre isso. – Rony falou, mudando completamente o tom de voz. – Vamos aproveitar enquanto mamãe não vem bater na porta...
Rony e Hermione dando uns amassos! Ela realmente não queria ouvir aquilo. Tirou a orelha extensível do buraco da fechadura e deu meia volta, trilhando caminho para seu próprio quarto. Naquele instante, Gina Weasley pensava: o que eu posso fazer a respeito disso?
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Draco estava um pouco nervoso, se arrumando em seu apartamento para ir encontrar-se com Harry. O garoto dissera que queria conversar, como um encontro, no que o sonserino definitivamente não tinha muita experiência. Sem contar Pansy, ele nunca tinha tido relacionamento, apenas parceiros e parceiras sexuais. Mesmo com Pansy, nunca houvera de fato um encontro, tratava-se de um namoro meio frio e distante. O que definitivamente não poderia caracterizar o que quer que existisse entre ele e Harry Potter.
O sexo era maravilhoso, sem dúvida. Mas tinham havido momentos que Draco não conseguia explicar ou compreender completamente, momentos que faziam nascer nele uma espécie de sentimento novo e desconhecido. Como quando a mão de Potter cobriu a marca negra em seu braço e o garoto lhe dissera que sabia quem ele era, como que afirmando que não considerava Draco como alguém moralmente inferior a ele. Ou quando o Eleito dissera que não conseguia pensar em outra coisa além dele e que queria que o relacionamento entre os dois desse certo. Nada, no entanto, tinha sido mais estarrecedor para Draco Malfoy do que naquele mesmo dia mais cedo, quando Potter segurara sua mão enquanto eles transavam, dando a entender que aquilo que faziam era muito mais do que apenas sexo.
Draco olhou-se no espelho uma última vez. Estava bonito, como sempre fora. Agora os ossos de seu rosto que tinham estado deveras pronunciados após o período em Azkaban já tinham retornado ao normal. Vestia uma calça jeans escura, sapatos e uma camisa preta. Perfeitamente elegante, como sempre fora. Não que o Eleito fosse capaz de notar isso. Harry Potter sempre tão desalinhado, despenteado e ausente de qualquer senso estético.
O sonserino apressou-se até a lareira, bastante ansioso para encontrar o outro. Potter havia ligado à rede de flu de seu apartamento até sua casa no Largo Grimmauld. Logo ele pronunciou seu destino, já fora magicamente transportado para a sala de estar de Harry Potter. Em frente a lareira o Elfo Doméstico que o grifinório herdara do padrinho o aguardava.
- Senhor Malfoy! – o Elfo o saudou com uma reverência. – O senhor Potter o aguarda na sala de jantar.
Draco deixou que o Elfo o conduzisse até o cômodo. A sala de jantar estava bem arrumada e a mesa estava posta. Sentado em uma das cadeiras estava Potter, vestido mais alinhadamente do que de costume, com uma camisa de botão verde escura. Parecia ter se esforçado para parecer mais formal e elegante, objetivo que se perdeu completamente quando ele foi incapaz de domar os rebeldes cabelos que nunca pareciam penteados.
- Oi. – ele disse, parecendo um pouco tímido e nervoso.
“Que bom que não sou só eu”, Draco pensou.
- Boa noite, Potter! – ele cumprimentou.
Potter lhe ofereceu uma cadeira e Draco se acomodou. O jantar foi servido pelo Elfo que logo se retirou da sala. Eles comeram por alguns minutos em silêncio, até que Harry o quebrasse.
- Como foi no exame? – ele comentou de modo trivial.
- Muito bem. – o sonserino deu de ombros. – Feitiços não é lá uma matéria muito desafiadora. Amanhã vai ser interessante.
- Vai ser horrível. – Harry parecia estar tentando reprimir um sentimento ruim.
Draco levantou as sobrancelhas.
- Você nunca foi grande coisa em poções, não é mesmo?
- De fato, não. – o grifinório confirmou, humildemente.
- Me pergunto como se saiu tão bem no sexto ano. – ele deixou a pergunta no ar.
- Ah, bom, acho que não faz mal nenhum contar. – Harry ficou levemente corado. – Eu não tinha comprado o livro, porque pensei que não tinha atingido uma nota no NOM o suficiente para ser aceito na turma do sexto ano em poções. Quando Snape foi substituído pelo Slughorn, eu fiquei com um livro usado de Snape, de quando ele foi aluno em Hogwarts. Tinha realmente muita coisa anotada naquele exemplar de “Estudos Avançados no Preparo de Poções”.
- Isso faz muito sentido. – Draco disse, pausadamente.
De repente, o cérebro do garoto o levou para aquela fatídica noite no banheiro masculino em Hogwarts, quando Potter o flagrara chorando e eles duelaram. Naquela noite em que Potter o atingira com um Sectumsempra, feitiço que depois ele viera a saber que tinha sido criado por Snape.
- Foi lá que você encontrou aquele feitiço? – ele perguntou sem pensar. – O Sectumsempra...
- Sim. – Harry disse depois de alguns segundos, uma careta de dor se espalhando por seu rosto. – Acho que nunca pedi perdão por isso... Me desculpe, Draco.
- Você não sabia o que o feitiço fazia? – o sonserino questionou.
- Não. – respondeu o outro. – Estava escrito somente que era um feitiço para inimigos. Eu não sabia que o livro era de Snape, se soubesse teria suposto que provavelmente um feitiço para um inimigo pra ele não significava a mesma coisa que um feitiço pra um inimigo pra mim. Mas isso não justifica nada, é claro. Me livrei do livro depois daquela noite.
- O que você fez com ele? – Draco questionou.
- Eu o escondi na sala precisa. – o grifinório contou. – Você sabe, na sala onde as coisas se escondem. Foi assim que eu encontrei o lugar na batalha final e conseguimos encontrar o Diadema.
Por “conseguimos”, ele deveria estar referindo-se a ele, Weasley e Granger. Draco recordou-se daquele momento. Aquele dia em que fora salvo por Harry Potter, o que talvez tivesse transformado completamente sua vida, bem como transformou o seu patrono. Ou talvez não tivesse tanto efeito assim. Quem sabe aquilo que existia agora entre ele e Harry Potter, sempre tivesse estado lá; apenas mascarado por um ódio infantil de dois alunos de casas rivais ou escondido e bloqueado por todos os preconceitos e pela pose de comensal da morte que Draco sustentara por tempo demais.
- Para que servia aquele diadema? – ele questionou, curioso. Tinha interesse em saber os detalhes mais obscuros daquela vitória de Potter sobre Voldemort. Em parte porque todo o mundo bruxo desejava o mesmo, mas também porque ele queria saber mais sobre o garoto.
- Você quer mesmo falar da guerra hoje? – Harry pareceu um pouco cansado.
Draco engoliu a recusa, fazia sentido que ele não quisesse lhe contar nada. Afinal, o sonserino não deveria ser completamente confiável pro outro, Harry não dividiria com ele coisas que ficaram apenas entre os integrantes do Trio de Ouro.
- Entendo que você não queira me contar. – ele disse, buscando parecer compreensivo.
- Não é nada disso. – de repente, Potter pareceu um pouco apreensivo.
O Eleito então puxou a varinha e lançou um feitiço convocatório, trazendo para suas mãos um pequeno frasco de vidro que entrou voando pela porta da sala de jantar. Então, Harry encostou a varinha em sua têmpora, puxando um fio brilhante e azulado e conduzindo-o para dentro do frasco. Eram as lembranças de Potter, Draco pensou completamente incrédulo e chocado. Ele lhe daria mesmo aquilo? Colocaria nas mãos de um ex comensal todas as suas memórias de guerra?
- Eu confio em você, Draco. – ele disse muito baixo, com simplicidade, lhe estendendo o frasco. – Eu só não queria passar essa noite falando disso.
O sonserino segurou o frasco, tentando disfarçar a comoção que aquele ato envolvia.
- Do que você quer falar? – ele perguntou depois de alguns segundos, quando achou que poderia soar natural.
- Bom... O que nós fizemos ontem e depois hoje... isso foi... hã... muito bom. – Para alguém que matara Lorde Voldemort, Harry parecia bastante inseguro, desarticulado e incapaz de falar a palavra sexo. – Mas eu acho que o que existe entre eu e você é muito mais do que isso.
Draco estava sem palavras. É claro que Harry já tinha dado a entender que não se tratava apenas de sexo em muitos momentos desde a noite anterior; mas colocar em palavras assim, de forma tão direta e franca, era algo que ele nunca pensaria em fazer. Era uma coisa bastante grifinória, na realidade.
- Mas nós passamos os últimos anos nos odiando, ou nos tratando como se nos odiássemos, o que para os fins dessa conversa dá no mesmo. E é perceptível que apesar de nos conhecermos a tanto tempo, nós na verdade nos conhecemos muito pouco. – Harry disse em um folego só, com alguma eloquência.
- Falar do que aconteceu na guerra não é, de alguma forma, justamente nos conhecer? – Draco contrapôs, sagaz.
- Em parte. Eu realmente quero que você entenda e saiba porque Voldemort tentou me matar quando eu era bebê, porque eu sobrevivi, como eu tentei impedir que ele retornasse, como eu o derrotei e porque eu fui capaz de fazer isso. Enfim, todas essas coisas a respeito das quais o mundo bruxo apenas especula; e foi por isso que eu te dei as lembranças. Mas isso não significa me conhecer. Significa conhecer o Eleito.
E Draco compreendeu. O grifinório não queria que ele o visse como o garoto que sobreviveu e derrotou o Lorde das Trevas. Queria que ele conhecesse Harry Potter, que ele gostasse do homem, da pessoa que ele era; algo muito além de toda essa questão de salvador do mundo bruxo. Mas a verdade é que Harry também não conhecia muito sobre ele, a aproximação entre os dois tinha ocorrido por causa do que o grifinório ouvira Draco dizer durante o julgamento, sob o efeito do soro da verdade.
- Mas me diga você, Potter. – o sonserino comentou, um leve sorriso aparecendo em seu rosto. – O que você conhece além do Comensal da Morte arrependido?
- Muito pouco. – Harry sorriu de volta. – E tenho certeza que há muito mais do que um depoimento em um julgamento criminal.
O sorriso de Draco Malfoy aumentou em seu rosto, sem que ele pudesse evitar.