Anoitecera e Hermione começava a se preocupar por não ter visto Wood em canto algum:
- Não se preocupe - falava Harry - Eu vou procurá-lo. - ela fez um gesto confirmando e Harry saiu da sala. Ele olhou por vários andares e se dirigiu a biblioteca. Ao chegar lá, ouviu uns chiados que vinham da parte mas afastada de lá. Harry então foi descobrir quando encontrou Wood apoiado a uma pilastra no chão, completamente acabado, ainda entregue às lágrimas.
- Wood?! – abaixou-se para ajudá-lo – Cara, o que houve??
- Ela me traiu Harry! Ela me traiu com o Snape! EU quero morrer, cara! - Harry estava assustado mas ajudou Wood a se levantar e levou-o à sala comunal da Grifinória...
- Eu não agüento mais! - Hermione andava de um lado a outro, estava sozinha lá pois todos estavam no jantar - Eu vou atrás deles!
Antes que Hermione desse dois passos, Harry irrompera a sala trazendo o bagaço humano em que Wood se encontrara.
- Ah, meu Deus! O que houve? Wood o que foi que houve?
- O QUE FOI QUE HOUVE?? - chorava sem parar, seu rosto já estava púrpura - HOUVE QUE VOCÊ ME TRAIU!!
- Wood? O quê??
- VOCÊ TRANSOU COM SNAPE!!! COMO PODE FAZER ISSO COMIGO, HERMIONE??!
- Ai, meu Deus! - ela levava as mãos à boca - Wood eu sinto muito! Me perdoa!.. Eu...
- VOCÊ SENTE?? NÃO HERMIONE VOCÊ NÃO SENTE! VOCÊ NÃO TÁ SENTINDO ESSA MINHA DOR!!
- Wood, não! - ela agora também já tinha o rosto inundado de lágrimas - Eu ia te contar!
- QUANDO HERMIONE?? QUANDO?? QUANDO ESTIVÉSSEMOS NO ÚLTIMO ANO?? DEPOIS DE VOCÊ TER ME TRAÍDO VOLUNTARIAMENTE??
- EU NÃO QUERIA QUE ISSO TIVESSE ACONTECIDO!
- O QUÊ?? VOCÊ TER TRANSADO COM SNAPE?? OU EU TER SIDO UM IDIOTA, ESTÚPIDO QUE DEU TODO O AMOR QUE TINHA PRA VOCÊ?? HEIN?? EU ENTREGUEI MINHA VIDA NA SUA MÃO HERMIONE, PRA VOCÊ FAZER O QUE QUIZESSE DE MIM E REALMENTE VOCÊ FEZ!!
- PÁRA WOOD! PÁRA!!
- TUDO O QUE EU FIZ FOI DAR A VOCÊ TODO O MEU AMOR DE VERDADE!! E O QUE VOCÊ FEZ?? ME TRAIU! NÃO TEVE NEM AO MENOS A CORAGEM DE ME CONTAR ISSO!! TUDO O QUE SENTI E FIZ POR VOCÊ NÃO SIGNIFICOU NADA!!
- CHEGA! CHEGA!
- VOCÊ ACABOU COMIGO HERMIONE!! ERA ISSO QUE VOCÊ QUERIA?? ACABOU!! VOCÊ ME MATOU COM ISSO!! AGORA VAI LA!! VAI LÁ VIVER A VIDA QUE VOCÊ SONHOU COM O SNAPE!! VAI!! VOCÊS DOIS SÃO IGUALZINHOS!! MESQUINHOS, NÃO SE IMPORTAM COM MAIS NINGUÉM A NÃO SER COM VOCÊS MESMOS!!
- NÃO, WOOD!! NÃO É VERDADE!!
- EU ODEIO VOCÊS!!! VÃO PRO INFERNO E ME DEIXEM EM PAZ!! - Wood atropelou tudo pelo caminho derrubando os móveis e subiu para o quarto. Hermione chorava ainda mais. Harry que tinha presenciado toda a cena finalmente falou:
- Eu vou lá falar com ele...
- Não! Deixa ele! Ele tá certo... Em tudo o que ele disse, ele está certo! - Harry abraçou Hermione enquanto a garota continuava a chorar agora ali, nos braços do amigo...
Tarde da noite na sala de Snape, ele estava a mesclar ingredientes num caldeirão quando Hermione entrou correndo no lugar:
- Hermione, o que foi?
- O QUE FOI? COMO VOCÊ TEM A CORAGEM DE ME PERGUNTAR ISSO??? - ia batendo, dando empurros nele.
- Mas o que é que há com você? Pare com isso!
- NÃO! EU TENHO VONTADE DE MATAR VOCÊ!
- Hermione pare JÁ com isso!
- POR QUÊ?? POR QUE VOCÊ FOI CONTAR PRO WOOD O QUE ACONTECEU?? POR QUÊ?? VOCÊ NÃO TINHA ESSE DIREITO!!
- Tinha sim! Ele estava interferindo em nossas vidas!
- NÃO! NÃO! EU DISSE QUE EU IRIA CONTAR! - novamente exasperada e chorando.
- Ele era o único empecilho para podermos ficar juntos!
- NÃO! VOCÊ É O ÚNICO IMPECÍLHO! SE VOCÊ NÃO TIVESSE SIDO TÃO EGOÍSTA, TÃO FRACO DE ASSUMIR O QUE SENTIA ANTES NADA DISSE ESTARIA ACONTECENDO!!
- VOCÊ ESTÁ DIZENDO QUE A CULPA É MINHA??
- É, TODA SUA!!
- TUDO QUE FIZ, FIZ POR NÓS!
- NÃO! FEZ PRA VOCÊ E POR VOCÊ! E A CUSTO DE QUÊ?? WOOD AGORA ESTÁ COMPLETAMENTE ARRASADO POR MINHA CAUSA E A CULPA É TODA SUA!!
- VOCÊ ESTÁ LOUCA!
- ESTOU! LOUCA DE RAIVA!! VOCÊ FOI FRIO E INSENSÍVEL COM WOOD!! EU NÃO QUERO ALGUÉM ASSIM DO MEU LADO!!
- E QUEM VOCÊ QUER??
- ALGUÉM COMO WOOD!!!! - Snape começou a se quebrar por dentro - EU NÃO PERCEBI QUE JÁ ESTAVA COMEÇANDO A FICAR IGUAL A VOCÊ, INSENCÍVEL E EGOÍSTA!! DEUS, COMO PUDE SER TÃO CEGA???
- HERMIONE VOCÊ NÃO SABE O QUE ESTÁ FALANDO!!
- EU SEI PERFEITAMENTE!! WOOD É MIL VEZES MELHOR DO QUE VOCÊ!! ESTÁ ME ENTENDENDO SEVERUS SNAPE?? MIL VEZES MELHOR!!
- EU TE AMO!!
- VOCÊ SÓ AMA A SI MESMO!! E QUER SABER?? EU VOU FAZER DE UM TUDO!.. TUDO PRA TER O WOOD DE VOLTA!!
- SAI DAQUI!! SE VOCÊ PREFERE VER O QUE TE CONVÉM, SAIA DAQUI... AGORA!! - Hermione no segundo seguinte, saíra da sala batendo fortemente a porta fazendo o coração de Snape quebrar-se em mil pedaços, assim como a viga da porta...
No dia seguinte, manhã de sábado, Hermione descera as escadas para a sala comunal e encontrou Wood sentado em uma das poltronas melancólico, e Harry estava falando com ele, quando percebeu a aproximação da garota.
- Eu vou indo, com licença... - levantou da poltrona e lançou um olhar rápido de apoio a Mione. A garota se sentou à frente de Wood.
- Posso falar com você?
- Eu já neguei algo a você antes? - aquilo estava sendo muito difícil
- Wood? Me perdoa... Eu sei que eu errei e do fundo do meu coração eu estou arrependida!
- Se você quer sua consciência limpa, não se preocupe... Eu não quero guardar mágoas suas...
- Não, Wood, não é só isso!
- O que mais falta dizer? Que está com pena? Não fique...
24/01/2006 08:58 (Carol)
- Não, Wood, não to com pena de você. - começou Hermione, tentando não chorar... - Eu tô com pena de mim, por ter perdido um cara como você... Só vim pedir desculpas, dizer que eu não mereço você. Você é bom demais para uma pessoa como eu... É que eu não tenho culpa de ter me apaixonado pela pessoa errada... Eu tentei lutar contra isso, eu quis... Mas não consegui... Era uma coisa no meu peito, que ardia... E eu não sabia o que era... Eu tento esquecê-lo, mas não consigo, você me entende? Quando estou com você me sinto amada, você é uma pessoa maravilhosa, mas...
- Pare de falar... - começou Wood, num murmúrio. - Eu sei de tudo... Eu devia ter previsto que isso poderia acontecer... Você já tinha me falado sobre o Snape... Tinha me dito o que sentia por ele... E eu sempre ignorei... A culpa é minha, Mione... Eu não gostei de ser traído, mas era algo que eu devia esperar, não porque você é uma pessoa má, mas porque você o ama... Eu tentei me iludir... Eu tenho que perdoar você.
Hermione abriu um sorriso radiante; Wood deu um sorrisinho tímido. Ela o abraçou e, depois que se desvencilhou dele, disse:
- Por favor, não me abandone... Eu não mereço ser sua namorada, eu sei... Mas me deixe ser só sua amiga, sim?
Wood sorriu.
- Amiga, até você conseguir esquecer o seu professor... E, bem, se não conseguir, estarei sempre lá quando você precisar de mim...
Hermione achou melhor não dizer que tinha rompido com Snape, para não cair na besteira de trair Wood outra vez. O garoto não merecia aquilo.
Os dois foram juntos para o salão principal, conversando e rindo como amigos, bons amigos. Como se nunca houvessem namorado e nunca houvessem brigado.
Ao chegar lá, Harry olhou-os e sorriu. Gina também parecia bem alegre ao vê-los conversando.
Snape, ao vê-los, sentiu um ódio imenso se apoderar dele. Ele sabia que Hermione o amava; Wood poderia ser um problema pra ele. Mas então seus pensamentos mudaram completamente de rumo. Ele, ao ver Hermione sorrir tão alegre, pensou que ela merecia ser feliz. E, de repente se perguntou se a felicidade dela estaria só em passar noites com ele, beijá-lo, abraçá-lo e... Bem, talvez ela precisasse se sentir amada... Mas o cruel Severus Snape, não sabia como fazer isso. Sua vida inteira fora sozinho... Se sentir amado, mesmo que fosse pela menina que ele fizera mulher, lhe dera uma sensação de que ele gostara muito.
Hermione, Wood, Gina, Harry e Ronny conversavam animadamente sobre a próxima partida de Quadribol que seria contra a Sonserina.
Quando terminou a hora do café da manhã, o trio inseparável foi para a primeira aula do dia: Poções.
Lá chegando, sentaram-se na bancada que usualmente se sentavam e, lendo as instruções já deixadas pelo professor na lousa, começaram a fazer suas poções.
Snape estava sentado à sua mesa, observando os alunos.
Hermione o ignorava sublimemente, com uma maestria de dar inveja a qualquer grande "ignorador".
Snape começou a andar pela sala. Olhava as poções, corrigia alunos da Sonserina. Parou ao lado da Poção de Harry e suspirou.
- Potter, qual é o seu problema? - Snape parecia mais pálido, a bronca não era dada com a habitual injustiça de sempre, parecia um professor corrigindo um aluno. - Você acrescentou as asas de barata antes da hora. Não vai dar certo.
Harry olhou-o com desdém e perguntou:
- Quer que eu esvazie e comece de novo, professor? - ele falou a última palavra como se a tivesse grifado.
- Não precisa, Potter. Mexa no sentido anti-horário por dez minutos em vez de mexer no horário e depois continue como se nada tivesse acontecido. - disse Snape, que parecia realmente abatido.
A calma com que ele falara com Harry, fez a sala parar tudo para olhar para ele; Até Hermione desistiu de ignorá-lo e olhou-o, curiosa.
Mas ele não olhou para ninguém, apenas voltou a circular pela sala. Olhou a poção de Hermione e comentou:
- Está bem feita, Granger, talvez seja melhor você aumentar o fogo.
Harry, Ronny e Hermione se entreolharam, sem entender a súbita mudança no temperamento de Severus Snape.
Hermione obedeceu e a poção dela começou a borbulhar, indicando que estava pronta.
No final da aula, todos começaram a recolher seus materiais e sair da sala. Hermione esperava que Snape a chamasse, a mandasse ficar, fizesse alguma provocação, mas não fez nada disso, apenas ficou olhando os relatórios do sétimo ano, que estavam em cima de sua mesa.
24/01/2006 23:42 (Marcy)
Os ânimos estavam parcialmente calmos. Snape continuava "distante" e Hermione ainda evitava olhá-lo. Wood já estava bem mais recuperado. Já voltava a ser aquele garoto espontâneo de sempre e depois do semestre que se passou, comemorava finalmente à volta de Fred para o time de quadribol. Os alunos estavam fazendo uma festa na sala comunal da grifinória, também para celebrar o fato.
- Glória a Deus! Aleluia! - berrava Fred a todos os cantos - Finalmente vou poder voltar para minha verdadeira paixão. O Quadribol! - e beijava sua vassoura a todo o momento.
- Sabem o que é isso? - apontava Wood - Falta de mulher! - Hermione também já voltara a rir das piadas de Wood e adorava cada segundo em que estava por perto dele. – Ei, vocês não se animem de mais! Tem que estar dispostos para a partida de amanhã á tarde! Pois bem cedo sairemos para treinar!
- Ahh! – queixava-se Harry com a boca cheia de salgadinhos - Pelo amor de Deus Wood, larga do nosso pé cara!
- Não mesmo! Quero todos bem treinados para que a taça de quadribol seja nossa!
- Ele consegue ser bem chato quando quer... - cochichava Jorge para Harry ainda se entupindo de porcarias.
- Harry será que dá pra você parar de comer essas coisas? Eu não quero o apanhador do time fora da partida porque teve um inchasse estomacal por encher a pança de porcaria.
- Ah, me deixa, eu to com fome!
- Isso a gente percebe. - Mione também brincava
- Ah, ninguém fala do Ronny, olha ele lá! - eles se viravam para ver a figura de Ronny estirada no chão gemendo de dor.
- Ahh... Aí maluco! Na moral! {{XDD}} Eu nem to conseguindo respirar direito! Acho que foi aquele sapo de chocolate...
- Qual daqueles 500 que você comeu? - perguntava Mione
- Aí, tá vendo! Pelo menos não estou como ele. – defendia-se Harry
- É mais ele não vai jogar e você sim!.. Bom, mas agora é sério galera... Daqui a pouco a Mcgonagall vai vir aqui e mandar todos dormir, por que como sabemos, ela é única que quer mais do que todos a vitória da Grifinória, então vamos todos recolhendo as trouxinhas e cama! - todos que estavam na festa se descontentaram.
- Tá, mas e quanto a nós que não fazemos parte do time? - perguntava Dinno
- Vocês podem fazer o que quiserem que eu não tô nem aí! – muitos comemoraram e continuavam conversando animados enquanto o time da casa subia para seus dormitórios, debaixo de recomendações de Wood. – Ô, Smith? Você também, ô bonequinha! Já esqueceu que também faz parte do time?
- Já vou, já vou, mãe! – e a garota passou por Wood com uma expressão completamente contrariada.
- “Mãe”... Você vai ver só... . Harry? Você também né? Sem corpo mole!
- Harry? O Wood tá te chamando. – anunciava Ronny ao lado do amigo
- O quê? – com um olhar distante
- Cara, alôô! Estamos falando com você! Onde está com a cabeça?
Harry simplesmente fez que ‘não’. Estava realmente com o pensamento longe... Nem ele sabia por quê... O que teria acontecido?
Então finalmente a sala comunal se esvaziou e todos os grifinórios foram dormir para se preparar para mais uma partida de Quadribol...
25/01/2006 13:40 (Carol)
Na manhã seguinte, era a dita partida de quadribol.
Hermione estava na arquibancada da Grifinória, como era de se esperar, e sentia aqueles olhos cravados nela em cada ação sua, mas decidiu ignorar o dono daquele olhar, que estava do outro lado do campo, na arquibancada dos professores.
Madame Hooch pôs a goles em jogo. Os Sonserinos estavam jogando de um modo "não convencional", um tanto "alheio às regras" (Hehehe, adoro eufemismos irônicos! ^^).
Mas isso não impedia Wood de realizar grandes defesas, nem impedia Fred e Jorge de atuarem como batedores profissionais, muito menos impedia Angelina Johnson de ser uma das melhores artilheiras que Hogwarts já teve, principalmente agora, com a mais nova descoberta de Wood, a artilheira Smith.
O jogo estava equilibrado. Wood foi atingido por um balaço mandado por um batedor Sonserino. Hermione soltou um grito ao vê-lo cair da vassoura, mas ele, logo que chegou ao chão, acenou dizendo que estava bem para que os outros jogadores não se preocupassem com ele em vez de se preocupar com o jogo.
Snape, por um momento, viu-se desejando que aquele balaço tivesse acertado em cheio o garoto, a ponto de pô-lo fora de combate para todo o sempre, mas depois se recriminou por tais pensamentos. Sentiu-se um egoísta, assim como Hermione o acusara de ser.
Harry deu um mergulho ousado, daqueles que ninguém mais acompanhava, e pegou o pomo de ouro. Placar final: Grifinória - 370 e Sonserina - 325. Grifinória vencera. McGonagall deu um sorrisinho alegre para Snape, que se limitou a dar um de seus sorrisos de desprezo para ela. Ele olhou para Hermione.
”Tão linda sorrindo alegre daquele jeito...” Alegre como ele não conseguia deixá-la. Sentiu o peito doer. Sentiu-se um romântico patético, não sabia mais o que sentir.
Não conseguia deixar Hermione feliz, e de repente sentiu algo que nunca sentira antes: Quis que ela fosse feliz, como nunca quisera antes, mesmo que fosse longe dele.
Ele sabia que ela o amava, mas sabia também que só o amor dele não bastaria para fazê-la sorrir daquele jeito lindo, aquele sorriso que o encantava tanto.
Sentiu uma mão em seu ombro e, despertando do transe em que se encontrava ao observar Hermione, olhou para ver de quem era aquela mão. Era Albus Dumbledore, que lhe sorriu gentilmente e disse:
- Severus, você não parece nada triste com a derrota de Sonserina. Parece mais preocupado com a reação de uma certa aluna da Grifinória...
E deu um sorriso divertido por baixo de seus óculos meia-lua.
Snape sentiu vergonha de si mesmo, por ter sido tão fraco a ponto de deixar alguém perceber o que ele poderia estar pensando, por não ter disfarçado nenhum pouco ao olhar para Hermione.
- Há alguma coisa que você queira me contar, Severus? - perguntou Dumbledore calmamente, com outro olhar por baixo de seus oclinhos meia-lua.
28/01/2006 09:45 (Cláudia)
- N... Não, é claro que não! Imagine, eu... Pensando em Herm... (Saiu sem querer, ele estava preste a revelar seu amor por Hermione, mas não poderia falar, isso acabaria com o seu "histórico escolar".).
Um silêncio ameaçador surgiu no meio da conversa entre os dois.
- Claro, eu entendo. - Disse Dumbledore com um sorriso amarelo.
_________________________________________
Mais tarde, Snape subiu às masmorras, esperando por Hermione ir lá, querendo ver sua face novamente, sonhando em poder tocá-la novamente.
Mas não. Ela não subiu, tampouco conseguiu dormir. Pensando que nunca mais poderia tê-lo só para ela.
Sentiu uma tremenda angustia por não poder consumi-lo. (E nunca consumiu).
Começou a chorar desesperadamente, pensou:
- Como eu poderia me envolver tanto, com uma pessoa tão desprezível, tão rígida, tão... Tão... Amável! (‘Amável’?! Severus Snape?? É. Ela estava apaixonada pelo solitário professor de Poções...)
No outro dia...
Snape encontra Hermione no corredor, ambos ficam calados, mas no fundo queriam falar algo, então ele fala:
- Granger, quero conversar com você hoje á noite na masmorra, temos que resolver uns... Assuntos.
- Sim, professor. (Hermione fala, sem esperança de acontecer algo).
Mesmo que tente não acreditar, Hermione tinha uma esperança de poder vê-lo de novo e matar a sede insaciável, de poder ter seus beijos de novo, apesar de ele ser tão rígido, Hermione sabia que tinha um bom coração, ele é apenas... Solitário. Precisava de carinho, e era exatamente o que ela queria dar para ele.
_________________________________________
Para Hermione, o dia passou muito devagar, estava muito ansiosa, para ir até lá, e saber o tipo de "conversa" que ele teria com ela.
Quando ela chegou lá em cima, bateu na porta.
- Entre.
Mione abriu a porta. Ele estava sentado em uma cadeira. Ela se aproximou:
- O que queria professor?
- Quero conversar com você, Hermione.
- O quê? O senhor me chamou de Hermione?
- Sim, é o seu nome não é?
- Sim, claro, mais o senh...
- Prefere que eu a chame de Granger? Só na sala de aula sou formal.
- Não há problema algum, professor...
- Por favor, professor não, aqui não...
Hermione ficou surpresa, por ele permitir tanta intimidade, para com ele.
- O que o senhor queria falar comigo?
Ele levantou da cadeira, chegou bem perto dela e falou:
- Não podemos...
- Não podemos o quê?
- Você sabe muito bem do que eu estou falando.
- Por mais que eu tente me distanciar, eu não consigo, é mais difícil do que parece.
- Eu sei...
- O que, o senhor sabe?
- O... O... Ora, foi só um modo de falar.
Hermione chegou mais perto ainda, poucos milímetros dele.
- Eu sei que você se sente atraído por mim, eu sinto a mesma coisa.
Ela encosta seus lábios nos lábios dele, e dá um longo beijo, Mione começa a tirar sua capa, mas ele a coloca de novo.
- Não, Granger, por favor...
- Granger?
- Sim, Granger. Nunca vai dar certo, eu sou seu professor.
Ela volta para seu quarto triste.
|