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ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

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Visualizando o capítulo:

10. CAPITULO DEZ


Fic: Reescrevendo a história :D


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Ola, sei que demorei para postar, mas estava esperando o Nyah! concertar o site e achei que não fosse demorar, mas vi que estava errada, esperei dias e ainda não consigo sequer entrar na minha conta e por isso não postarei o capitulo lá, espero que nao tenham ficados bravos.


 


CAPITULO DEZ


Cedrico passou o dia inteiro em casa com seus pais, sua mãe levara um susto ao vê-lo e quase desmaiara por causa da aparição repentina do filho, ele passou o almoço inteiro explicando o porque de estar de volta e sua mãe como para comemorar o dia mais feliz da vida dela fez seus pratos favoritos, ela não largou dele por um minuto até que seu pai disse que ela poderia ficar calma que ele não iria embora, ele explicou que sua mãe estava sempre perto dele com medo de que a qualquer momento fosse desaparecer e trazer a tristeza para a vida dela novamente, depois do almoço ela mencionou que foi até bom que eles tenham dado o dinheiro do premio para Harry, como uma recompensa por ter trazido o filho dela novamente, mas Cedrico explicou que Harry não era assim, que na verdade ele deu o dinheiro para os gêmeos Weasley, para assim eles puderem construir a empresa de logros e brincadeiras que sempre quiseram.


O sol já estava se pondo quando Cedrico decidiu ir para a vila perto da sua casa, ficara o dia inteiro pensando em como conversaria com a garota, como explicaria que ele tinha sumido depois que disse que nada aconteceria de mal com ele na escola. Seguiu em direção da vila pensando nas palavras que usaria, em pouco tempo chegou lá e caminhou em busca da morena, andou o vilarejo inteiro e não a achou, ela não gostava de ficar em casa e pensou que ela não estaria lá, sem contar que seria estranho para o pai dela se um garoto fosse até lá a procurando, olhou para a colina em que a conheceu e um sorriso brotou em seus lábios ao perceber que tinha alguém lá, mesmo que pudesse não ser ela o sorriso continuou enfeitando em seu rosto, já estava bem perto quando viu que era mesmo ela, com seu costumeiro caderno de desenho.


— Espero que esteja me desenhando. — Falou Cedrico assustando a morena que no momento em que ouviu sua voz arregalou os olhos e olhou em sua direção.


— Cedrico? — Perguntou ela não acreditando que estava vendo.


— Eu mesmo, inacreditável não acha? — Perguntou Cedrico se sentando ao lado dela enquanto a mesma ainda observava ele assustada.


— O que aconteceu com você? Você disse que ia para a sua escola e ficou um bom tempo sem voltar, mais tempo que o normal das outras vezes, quando eu fui na casa da sua  mãe sempre a encontrava chorando e ela nunca dizia o que tinha acontecido com você, começamos a pensar que tinha acontecido algo ruim com você.


— Não aconteceu nada comigo, Milena, estou mentindo, aconteceu algo sim, mas deixa isso para outra hora, o que esta desenhando? — Perguntou Cedrico pegando o caderno das mãos dela e olhando o desenho — Então eu estava certo. — Falou sorrindo enquanto olhava o desenho de seu rosto.


— Eu senti sua falta. — Falou Milena abraçando os joelhos e deitando a cabeça sobre os mesmo enquanto olhava para ele que tinha os olhos brilhantes em sua direção e um lindo sorriso no rosto — Não vai mesmo me contar o que aconteceu de verdade?


— Vou, mas não agora. — Falou Cedrico pegando o lápis que estava na mão da morena, com um leve movimento ele fez com que ela deitasse sobre suas coxas — Acha que eu também tenho talento? — Perguntou Cedrico mostrando o desenho que agora continha dente de vampiro e bigode.


— Porque você sempre faz isso com os meus desenhos? — Perguntou Milena rindo.


— Só assim mesmo para um desenho meu ficar bonito. — Falou Cedrico sorrindo.


— Esta se aproveitando do meu talento? — Perguntou Milena sorrindo enquanto tirada o livro das mãos dele.


— Você já falou com seus pais sobre querer ir para a Inglaterra e fazer faculdade de arte? — Perguntou Cedrico fazendo com que o sorriso da morena se desfizesse e por esse ato ele soube qual seria a resposta dela.


— As pessoas da vila tem vida boa porque produzem suas próprias coisas, aqui não existe trabalhos e preciso de um para conseguir ir para a Inglaterra fazer a prova e só depois falar para meus pais que quero, não quero brigar com eles por algo que nem sei o resultado ainda, e como eu vou sobreviver por lá? — Perguntou Milena com os olhos baixos.


— Eu já disse a você que chegar até lá não é o problema, eu te levo. — Falou Cedrico.


— Cedrico, sua família não parece ser uma das mais ricas do mundo, quer dizer, vocês tem vida boa e isso chama a atenção de qualquer um aqui que ainda acha isso estranho...


— Não confia em mim? — Perguntou Cedrico.


— Confio é claro, mas eu não gosto da idéia de ficar recebendo ajuda que necessita de dinheiro. — Respondeu Milena dando de ombros.


— Confie em mim, fale com seus pais e eu dou um jeito de você chegar até lá, se precisar eu levo meus pais junto com a gente, seus pais vão deixar se tiver algum adulto cuidando da gente. — Falou Cedrico.


— Eu não estou muito confiante disso. — Falou Milena fazendo uma careta enquanto ele ria.


— Quando eu explicar a você o que realmente aconteceu comigo você vai entender do porque da situação de vida dos meus pais e do porque de eu não me preocupar em levar você a Inglaterra. — Falou Cedrico sorrindo para ela enquanto a via franzir as sobrancelhas.


— Mas é tão longe. — Reclamou Milena.


— Já eu penso que esta a apenas segundos de distancia de nós. — Falou Cedrico rindo por dentro ao imaginar a reação de Milena quando descobrir sobre o mundo mágico.


Se passaram horas e horas até que Cedrico levou Milena até a casa dela e seguiu para sua própria casa, nem mesmo havia jantado e ao chegar em casa se deparou com sua mãe quase que entrando em desespero, mais uma vez Cedrico teve que deixar bem claro a sua mãe que nada aconteceria com ele e que ela não precisava ficar cuidando dele como se ele fosse um simples bebê.


OoOooOoOoOoOo


No momento em que Gina viu o marido sair da sala, ela nem mesmo pensou na hipótese de deixá-lo sozinho, o segui por vários minutos até que ele parou em frente ao lago em que ele e Sirius foram atacados por Dementedores, estava na margem em que o patrono havia os salvado, talvez ele olhava para o outro lado da margem pensando naquele dia, no dia em que conhecera alguém que em pouco tempo, na verdade, que no momento em que ele soube que Sirius era tão fiel a seu pai e que era seu padrinho, ele considerou o animago o homem que seria seu pai, não é claro um substituto, mas alguém que ele poderia recorrer e pedir ajuda, alguém que poderia abraçá-lo da forma que James Potter não podia mais fazer.


— Por toda a minha vida, seja na infância ou na adolescência eu nunca vi alguém e imaginei que seria meu pai, até chegar nesse lago e ver o Sirius daquela forma, no momento em que eu vi o cervo nesse mesmo lugar, a primeira palavra a vir na minha cabeça, ou a primeira resposta a vir diante daquele fenômeno foi pai, foi a primeira vez que eu imaginei que meu pai teria voltado para ficar comigo, aquela noite foi como um sonho para mim, mas tudo que parecia vir para me salvar, ia embora com uma pressa incrível, a chance de eu não precisar voltar para junto dos Dusley foi embora junto com Pettigrew, a chance de eu ter meu pai junto comigo se foi quando eu acordei na enfermaria, a chance de ver meu padrinho livre também foi embora com Pettigrew. — Falou Harry sabendo que a esposa estava atrás dele, ouvindo cada palavra dita — A mesma coisa em Godric’s Hollow, no momento em que eu cheguei lá eu me senti em casa, foi como se nada tivesse acontecido e meus pais estariam me esperando em casa, talvez com um jantar a mesa, eu não queria ir embora de lá, mas como da primeira vez Voldemort me forçou a ir pra longe da minha felicidade.


— E você esta sentindo a mesma coisa agora, não quer voltar pra casa, mas nós o forçamos. — Falou Gina sentindo as lágrimas encherem seus olhos, ela se sentou ao lado do marido sem nem mesmo olhá-lo.


— Mesmo que eu quisesse ficar aqui não seria a mesma coisa sem vocês, fazer isso seria o mesmo que ter a minha família pela metade, seria a mesma coisa que eu tivesse você, mas não pudesse ver a sua família pelo resto da vida, o mesmo que ter você, mas não os meus amigos. — Explicou Harry.


— Você quer ir embora o mais rápido possível? Não quer se apegar a eles não é? Do mesmo jeito que Helena temia vir para cá e ter que um dia dizer não ao próprio pai, e eu terei que fazer o mesmo ao meu irmão. — Falou Gina.


— Não é isso, mas é que eu vejo que eles não são os meus pais e sim ao do garoto, é estranho pensar que ele sentirá algo que eu nunca pude sentir, que eu não sei como seria sentir. — Falou Harry.


— Você não imaginou que as diferenças seriam tão grandes assim, não é? — Perguntou Gina para ele que assentiu.


— Eu só queria poder fazer com que a Helena tivesse um pai, do mesmo jeito que Teddy teria seus pais, que você tivesse seu irmão e que a mãe de Colin tivesse um filho, as minhas expectativas de ter meus pais de volta acabaram quando Dumbledore disse que nenhuma magia poderia trazê-los de volta e sem querer eu faço isso? São coisas demais para apenas uma pessoa aceitar, são mudanças demais. — Falou Harry olhando para as próprias mãos.


— Harry, posso pedir uma coisa? — Perguntou Gina o vendo assentir diante da sua pergunta — É que você vai poder ver seus pais por uma ultima vez, sem ser em uma forma que eles estão mortos, como fez com Remo e Tonks, mas minha mãe não terá essa sorte quanto aos irmãos dela, eu queria traze-la pra cá para ela poder dizer um Adeus a eles, mesmo que seja o ultimo.


— Não acha que será muito forte pra ela? Sua mãe já esta bem idosa para receber um choque desses. — Falou Harry para a esposa que sorriu de canto.


— Acho que depois de ter os filhos crescidos com seus netos, o sonho dela é poder se reencontrar com o filho perdido e com os irmãos que morreram para que eu e meus irmãos tivessem um futuro melhor, um mundo melhor para viver, acho que ela ficaria feliz se morresse por ver seu filho e seus irmãos vivos. — Explicou Gina.


— Pode até ser, mas terei que trazê-la usando um portal, afinal a outra forma é um pouco forte e cansativa. — Falou Harry para a ruiva que assentiu, ela se sentou atrás dele com as pernas abertas e com as mãos em seus ombros o fez se deitar entre as suas pernas, fazendo carinho em seus cabelos.


— Então, já se resolveu quando vamos embora? — Perguntou Gina.


— Ainda tem o baile, lembra? — Perguntou Harry para a esposa que pensou um pouco e assentiu.


— Não seria uma má idéia ficarmos para esse baile, quem sabe você pega seus pais se beijando por ai. — Falou Gina fazendo com que o marido franzisse as sobrancelhas.


— Isso é nojento. — Falou Harry.


— Você disse que ficaria feliz em ver essa cena se contasse que eles estivessem vivos e felizes. — Falou Gina para o marido que negou.


— Eu nego. — Falou Harry rindo.


— Eu tenho provas. — Falou Gina batendo o dedo indicador em sua têmpora, para que ele entendesse que ela estava falando de uma das suas memórias, mais especificamente a que ele tinha dito aquilo — Mas vamos mudar de assunto, você acha que as mudanças que vão acontecer daqui pra frente vão começar a interferir no futuro das pessoas próximas a nós? — Perguntou Gina para o marido que ficou confuso — Por exemplo, Carlinhos e Helena só ficaram juntos porque ele cuidou dela e porque ela pensou que tinha mesmo aquela doença.


— Mas a Helena adolescente não sabe disso e muito menos o Carlinhos dessa época, eles não estavam juntos com os outros quando a Helena explicou o que aconteceu para ela engravidar de uma inseminação. — Falou Harry.


— Mas e se não for o Carlinhos que vai cuidar dela até lá? — Perguntou Gina.


— E quem seria? — Perguntou Harry.


— Talvez o Fred. — Respondeu Gina dando de ombros.


— Acho que não, eu escolhi o Carlinhos para cuidar da Helena naquela época porque ele estava de férias da Romênia, mas o Fred vai ter sua própria empresa junto com o Jorge, e tenho certeza que se alguém pedisse para ele cuidar da Helena, ele falaria que o Carlinhos deveria fazer isso, já que saberia que eles acabariam juntos. — Explicou Harry dando de ombros.


— Acha que o nosso futuro vai mudar daqui pra frente? — Perguntou Gina suspirando.


— O dos adolescentes você quis dizer, acho que sim, ter mais filhos e tudo. — Falou Harry fazendo com que a esposa olhasse para ele com os olhos arregalados.


— Acha mesmo que eles tão pensando em filhos? Ele só tem 15 anos e ela tem 14, não é uma coisa dessas que passa pela cabeça de adolescentes dessa idade. — Falou Gina fazendo o moreno rir — Você pensava?


— Estava mais ocupado em dar aulas para pessoas da minha mesma idade. — Respondeu Harry rindo — Faz um bom tempo que não ficamos em um lugar que emana tanta tranqüilidade e ao mesmo tempo não nos dá um tédio.


— Esta falando de casa? Com certeza que não conseguimos essas duas coisas lá, quando esta em silencio fica um tédio porque as crianças não estão lá, já quando não esta um tédio as crianças fazendo mais barulho que a gente de noite. — Falou Gina rindo.


— Vai dizer que nosso barulho não faz bem pra nós dois. — Falou Harry sorrindo para a esposa que assentiu — O ruim é que não podemos fazer aqui, eu acredito que exista criaturas que nem mesmo eu tenha visto nesse lugar.


— Eu não me surpreenderia se um desses aparecesse do nada. — Falou Gina sorrindo — Mas nem isso me faz querer voltar para o castelo, adoro ficar assim com você. — Falou Gina continuando o carinho nos cabelos bagunçados.


— Eu também, ainda mais recebendo carinho. — Falou Harry sorrindo enquanto voltavam a ficar em silencio, a água do lago estava em completo silencio, o único barulho que podia ser ouvido era o dos pássaros.


OoOooOoOoOoOo


Lysa nem mesmo se importou com o fato de que ela não poderia ver as outras memórias restantes, queria falar com James antes de aquelas cenas começarem e agora decidira falar mesmo com ele, saiu da sala precisa sem nem mesmo falar com seu irmão que era com quem ela mais conversava, foi atrás de James pelos corredores de Hogwarts e só percebeu para onde ele estava indo quando já estava no salão comunal da Grifinória, ele não olhara para trás desde quando saiu da sala precisa, mas ela sabia que o moreno percebera que estava sendo seguido por ela e nem mesmo se importou.


Ela seguiu atrás dele até chegar ao dormitório masculino e ao entrar no cômodo separado dos outros alunos por uma escada se deparou com James jogado na cama de solteiro como se tivesse se jogado de qualquer jeito, entrou no quarto e fechou a porta atrás de si.


— Que milagre você estar passando tanto tempo comigo sem nem mesmo tentar me dar um tapa ou me chamar de cafajeste ou galinha. — Falou James ainda deitado na cama enquanto Lysa se aproximava e sentava na beirada da cama.


— Eu queria conversar com você. — Falou Lysa.


— Eu já tinha percebido e se não me engano você também já tinha dito isso. — Falou James.


— Deita direito. — Falou Lysa para o moreno que bufou e se deitou corretamente enquanto ela se sentava ao lado dele e para a confusão do moreno começou a fazer carinho nos cabelos bagunçados.


— Você esta bem? Esta se sentindo bem? — Perguntou James colocando as costas de sua mão na testa da loira que riu com aquilo.


— Acho que os papeis vão trocar. — Falou Lysa ficando séria enquanto olhava diretamente para os olhos castanhos do moreno que parecia estar mais uma vez lendo sua alma, ele estava pior do que no dia em que eles foram passear escondidos por Hogsmeade.


— O de nós dois? Só acredito nisso quando você me implorar um beijo, olha que eu já cheguei a chantagear você para conseguir isso. — Falou James rindo.


Lysa ficou séria por algum tempo enquanto o moreno a observava, não sabia que palavras usar e também não sabia porque estava fazendo aquilo, era loucura fazer o que se passava por sua cabeça. Depois de alguns segundos decidiu ficar com a boca fechada e em silencio se deitou ao lado de James com as costas virada para ele, ficou a observar uma das janelas do quarto que iluminava o cômodo.


— Lysa. — Chamou James se apoiando na cama e olhando para a loira que sorriu levemente.


— Me perdoa? — Perguntou Lysa sentindo sua garganta se fechar.


— Perdoar pelo que? — Perguntou James.


— Pelo que eu fiz com você, foi injusto te acusar daquilo sem prova nenhuma. — Falou Lysa.


— Eu já estou acostumado a ser acusado de coisas que nunca fiz. — Falou James se deitando novamente, nunca pensou que um dia Lysa se deitaria em uma cama com ele, aquilo parecia trazer um pouco mais de paz para sua vida.


— Nós já fomos amigos, Jay. Fomos criados juntos. — Falou Lysa se virando e ficando de frente para o moreno que ficou em silencio.


— Se tem uma coisa que eu aprendi é que pessoas ruins tem uma habilidade enorme de enganar as pessoas e você foi apenas mais uma das pessoas que foi enganada pelo Daniel, eu já te perdoei a muito tempo Lysa, só não agüento mais você ficar jogando na minha cara coisas que eu nunca fiz. — Falou James.


— Desculpe. — Falou Lysa fechando os olhos e voltando a ficar de costas para James — Posso ficar deitada aqui?


— Pode, também acho que prefiro ficar aqui do que ir ver o resto das memórias do meu pai. — Falou James dando de ombros como se ela pudesse estar o olhando.


— Porque você é assim com o seu próprio pai? — Perguntou Lysa.


— Assim como? — Perguntou James confuso, ele ficou observando ela se mexer e depois se virar, ficando frente a frente com ele, ela não pareceu ficar com medo caso ele tentasse beijá-la.


— Eu não sei, você se preocupa tanto com a sua mãe, mas não com o seu pai, como se ele não merecesse receber o mesmo tratamento que ela e eu vi que isso não é de hoje, isso vem desde quando você nasceu. — Falou Lysa fazendo com que eles suspirassem.


— Bom, na verdade eu não sei, mas eu sempre me perguntei do porque de eu e meus irmãos sempre sermos diferentes quanto aos meus pais, você já percebeu? A Lily é a menininha do papai e esta sempre precisando dele, sempre quando precisa de algo, mesmo que seja um simples aconchego ela vai atrás dele, o Al já não é assim com nenhum dos dois, ele é mais relaxado e não costuma correr atrás de pessoas como um porto seguro, muitas vezes quando ele esta mal são meus pais que vão atrás dele e não o contrario, mas minha mãe diz que ele gosta bastante de receber o carinho da vovó Molly, acho que ele não esta assim com a Molly daqui porque ela não sabe disso, mas eu sempre fui mais chegado a minha mãe, sempre a enxergo como uma pessoa frágil que vai precisar de mim algum momento, eu sempre soube as dificuldades que ela e meu pai passam para estar junto, a salvo, mas penso que algum dia pode acontecer algo ao meu pai e eu terei que cuidar dela, uma vez eu perguntei pra ela do porque de eu ser assim. — Falou James se lembrando do dia em que ele percebera que era mais chegado a mãe do que ao pai, e isso o deixou confuso, afinal como podemos ter preferência entre os pais? — Ela me contou que quando ela engravidou de mim, ela e meu pai brigaram e ficaram separados e que por mais ou menos um mês, a única pessoa que ela tinha como apoio era eu, que ainda estava no ventre dela, então ela pensa que aquilo fez com que eu fosse assim, sempre a disposição dela.


— Mas não pode ser assim, James. — Falou Lysa.


— Não é como se eu escolhesse. — Comunicou James sorrindo levemente — Mas acho que meu pai não se importa com isso, acho que ele fica até feliz que eu algum dia esteja pronto para cuidar da minha mãe, afinal eles não estarão aqui pra sempre e acho que meu pai prefere morrer antes da minha mãe a viver sem ela.


— Qualquer pessoa apaixonada é assim, independente do sexo. — Constatou Lysa dando de ombros.


— Quando eu fiquei de suspensão, meus pais brigaram porque meu pai sofreu um acidente e mesmo sabendo que precisava de ajuda não chamou minha mãe, sei que minha mãe ama meu pai e às vezes por tratar ele como se não se importasse parece que não existe o amor de antes entre eles, mas não é assim e eu a entendo, a questão é que pro meu pai a minha mãe nunca esta pronta para cuidar dele, para poder salvar ele, mas ele prefere não arriscar a vida dela por si mesmo e ela acaba sendo ignorante com ele por causa disso, porque ela quer ser o suficiente para a família dela, ela quer ser forte como muitas outras mulheres são, mas para isso as pessoas tem que acreditar nela, eu acredito que meus tios já vejam o potencial dela, mas meu pai não quer arriscar e isso a deixe com raiva. — Explicou James.


— Você acha que isso algum dia possa prejudicar em uma separação? — Perguntou Lysa recebendo como resposta um balançar de cabeça instantânea diante da sua pergunta.


— Não, porque eles sempre fazem as pazes no mesmo dia, as vezes sem usar palavra nenhuma, nesse dia em que meu pai sofreu o acidente, minha mãe ficou o mais longe possível dele, ele quase não conseguia andar por causa que estava machucado. — Falou James rindo enquanto a via sorrir também — Mas ai ela acabou dormindo no sofá e meu pai desceu as escadas, acho que a procura dela, eu estava nas escadas observando tudo, quando ele a viu no sofá apenas se deitou junto com ela e no dia seguinte encontrei os dois rindo na cozinha, já estavam bem um com o outro.


— O que passou por sua cabeça quando viu seus pais desse jeito? — Perguntou Lysa.


— Fiquei me perguntando se um dia eu seria tão feliz com alguém do jeito que eles são, eu sei que ter milhares de menina não é o mesmo que ter a especial ao seu lado e eu sinto inveja do meu pai nesse quesito, ele é especial com a menina que pensou nunca ter algo por ela ser a irmã mais nova do seu melhor amigo e minha mãe nunca pensou que Harry Potter teria algo com ela, afinal todos pensam que só porque uma pessoa tem um talento em especial ele só irá gostar de alguém que seja tão especial quanto ele. — Falou James.


— Seu pai não era tão especial assim, na escola, agora sim que as coisas estão complicando para o lado dele. — Falou Lysa.


— O especial dele era sempre se encontrar com Voldemort e sobreviver, acha que uma pessoa assim não é especial? Um bebê vencer em uma batalha contra um homem que na época era tão poderoso. — Falou James.


— Não aconteceu uma batalha, James. — Falou Lysa revirando os olhos.


— Mas aconteceu algo tão surpreendente quanto uma, a situação em que ele estava foi praticamente a mesma em que ele tinha 17 anos, qual a diferença entre um homem poderoso e um bebê comparado ao mesmo homem poderoso e um adolescente que foi o bebê? — Perguntou James a olhando esperando uma resposta, mas ela apenas encolheu os braços.


— O motivo da vitória dele foi o mesmo, eu li os livros do seu pai, inacreditável não é? — Perguntou Lysa ao vê-lo olhar para ela com os olhos arregalados — Seu pai sobreviveu quando era um bebê porque ele tinha o amor da sua avó sobre ele, o salvando do mal, na adolescência foi o mesmo motivo, mas por amores diferentes, o amor entre amigos e o amor entre homem e mulher que é o que ele sente quanto a sua mãe, claro, por amor somos capazes de fazer tudo, você não acha?


— Acho, mas quando esse esforço não vale a pena só faz com que a vontade de desistir aumente cada vez mais. — Falou James a vendo desviar os olhos azuis para o nada.


— Mas me diga mais sobre o que você pensou quando viu seus pais tão felizes, quando eles se reconciliaram. — Falou Lysa mudando de assunto, reação essa que James aceitou, se ela queria aquilo o que ele poderia fazer?


— Só pensei aquilo, se um dia serei tão feliz quanto ele, foi como eu disse, a pessoa especial faz completamente a diferença. — Falou James fazendo com que mais uma vez ela desviasse os olhos.


— Posso dormir aqui? — Perguntou Lysa fazendo com que James se assustasse pela pergunta.


— Dormir? E se alguém ver a gente, principalmente seu irmão ou o seu pai. — Falou James fazendo com que ela começasse a rir diante do seu desespero.


— Estamos de roupa James, não fizemos nada e só vai ser uma soneca, não temos nada de bom pra fazer e eu estou um pouco entediada. — Falou Lysa.


— Vamos perder o jantar. — Avisou James para ela que deu de ombros mais uma vez.


— Não seria a primeira vez em que eu fosse até a cozinha durante a madrugada, eu também sei infringir as regras sabia? Só que não de um jeito exagerado quanto você. — Falou Lysa rindo.


— Eu não concordo, confesso que já entrei no dormitório das meninas, mas não pra dormir com uma delas. — Falou James se referindo ao fato dela ter a audácia de se deitar com ele.


— Qual é? Costumávamos dormir junto quando crianças. — Falou Lysa ainda rindo.


— Naquela época não passava pela minha cabeça a hipótese de beijar você. — Falou James mostrando a diferença entre duas crianças dormirem junto comparados a dois adolescentes, ele a observou rir diante de suas palavras enquanto se virava ficando de costas para ele, mesmo que estando atrás dela via os poucos movimentos de seu rosto indicando que ela ainda sorria, ele ficou ainda mais confuso quando ela pegou um dos seus braços e passou por cima de sua cintura.


— Pela minha cabeça passava. — Falou Lysa por fim antes de fechar os olhos, antes de qualquer coisa ele cobriu os dois com um cobertor fino, James não soube se ela já estava dormindo ou não, mas ao ver que ela não abriria os olhos fechou as cortinas em volta da cama e passou seu braço por cima da cintura dela a trazendo para perto de si, por causa do silencio e talvez do tédio, ele acabou dormindo abraçado a ela, forma essa que ele nunca pensou que aconteceria, mas se lembrou que fora dessa mesma forma que vira seus pais tão felizes e soube do porque de seu pai ter ficado feliz apenas por estar abraçado a sua mãe, ele sentia o mesmo por Lysa.


OoOooOoOoOoOo


Depois do termino das memórias todos foram saindo aos poucos da sala precisa, Helena ficou para trás e com ela seu marido, varias coisas passavam por sua cabeça, memórias que haviam retornado ao ver as memórias de Harry, coisas que ela não costumava falar com ninguém, ou melhor, algo que ela só falou para Diego, a única pessoa a quem ela se abria na época. Ao ver que a sala estava vazia Helena fechou os olhos e pensou no lugar em que o pessoal do futuro estava dormindo e assim o lugar se formou em uma sala mobilhada, com a porta que dava para a cozinha e as escadas que levavam aos quartos, sem dizer nada ela subiu as escadas, nem mesmo percebendo que Carlinhos ficara para trás.


Helena estava em seu quarto pensando no dia em que tudo aconteceu entre ela e Carlinhos, as pessoas pensavam que eles tiveram algo mais intimo apenas depois que ela engravidou, mas não foi assim que aconteceu.


— Esta tudo bem? — Perguntou Carlinhos ao entrar no quarto e encontrar sua esposa sentada na cama e olhando para o nada, era obvio que ela estava pensando em algo e isso passou por sua cabeça quando ela o deixou sem dizer nada.


— Sim. — Respondeu Helena sorrindo e indo para o outro lado da cama que estava encostada na parede, apoiou as costas na parede fria enquanto observava o marido se sentar no móvel um pouco distante de si.


— Esta pensando em que? — Perguntou Carlinhos.


— Só lembrando algumas coisas que aconteceram comigo. — Falou Helena sorrindo brevemente, mas seu sorriso parecia não conter vida alguma, como algo que você faz por obrigação apenas para agradar ou acalmar alguém.


— Com você é quem? — Perguntou o ruivo.


— Comigo e com você. — Falou Helena fazendo com que Carlinhos olhasse para ela confuso, ela suspirou por pensar que ele não se lembraria, o ruivo ficou a observando enquanto ela se deitava e fechada os olhos pensando em que palavras usar para conversar com ele sobre aquilo.


— E qual o problema desse momento entre nós? — Perguntou Carlinhos.


— O problema é que você não se lembra. — Respondeu Helena.


— Se você não dizer que dia foi esse é claro que eu não vou me lembrar, então porque você não refresca a minha memória? — Perguntou Carlinhos sorrindo.


— Eu tenho certeza que você não vai se lembrar. — Afirmou Helena abrindo os olhos e os direcionando ao marido que viu a tristeza em seus olhos azuis que quando acompanhado de um sorriso o fazia viajar sem que ele percebesse.


— Porque? — Perguntou Carlinhos entrelaçando seus dedos com os da esposa que ficou observando suas mãos.


— Porque estávamos bêbados, foi a primeira vez que aconteceu algo entre a gente. — Falou Helena.


— O dia do desejo de Whisky? Eu me lembro muito daquele dia e sei que eu não estava bêbado, muito menos você. — Falou Carlinhos sorrindo.


— Não estou falando desse dia, e isso foi apenas a confirmação de que você não se lembra, você vai ficar uma fera por eu nunca ter conversado com você sobre aquilo. — Falou Helena olhando para o marido que franziu as sobrancelhas.


— Então conte. — Pediu Carlinhos enquanto senas de um momento de sua vida passava por sua cabeça, ela não podia falar com ele sobre aquilo, achava que ela não se lembrava.


— Foi naquela mesma noite do casamento, no qual eu tive que vestir o vestido da noiva...


Helena andava pela casa dos Weasley quase que tropeçando nos próprios pés, por sorte havia conseguido ficar acordada depois de passar por uma aparatação difícil que a fez vomitar toda a bebida que tinha bebido no casamento, por não agüentar o gosto horrível na boca a morena aproveitou para escovar os dentes, no momento ela ia em direção a entrada da casa, estava precisando de um pouco de ar puro e até poderia chamar o melhor amigo, mas o loiro estava dormindo e sabia que ele odiava ser acordado, teria que ser um motivo muito grande para ele não dar uma bronca nela por ser acordado no meio da madrugada.


A recém adulta tinha acabado de sair de casa e foi um alivio para ela poder respirar o ar puro e frio, usava apenas um short que ia até o meio das coxas e uma camiseta larga que era do melhor amigo, ela havia se apossado da peça de roupa dele a um bom tempo.


Ela nem mesmo tinha percebido que suas pernas tinham fraquejado e por isso caído, passou-se vários minutos e Helena ainda estava sentada no chão, com os olhos fechados e sentindo o vento acariciar seu corpo.


— Não devia estar em seu quarto, garota? — Perguntou Carlinhos assustando para Helena que se assustou e ao olhar em volta o achou deitado na grama, se não tivesse escutado sua voz provavelmente não saberia qual dos Weasley a observava.


— O que faz aqui fora? — Perguntou Helena tentando fazer seu coração se acalmar por causa do susto que levou.


— Não sou muito fã de ficar no quarto quando não consigo dormir, me sinto preso. — Respondeu Carlinhos se levantando e indo até a morena que observou ele se equilibrar nas pernas enquanto se abaixava a sua frente, ele parecia estar mais sóbrio que ela, ainda mais porque ele só bebeu uma garrafa de Whisky enquanto ela tinha bebido no máximo três. — Já esta na hora de ir dormir. — Falou Carlinhos a tocando nos ombros e levantando-a.


— Não quero dormir e pare de me tratar como se eu fosse uma criança. — Falou Helena tentando ao máximo continuar em pé, ela colocou as mãos no peito dele e deitou sua cabeça encima das próprias mãos.


— E desde quando você é adulta? — Perguntou Carlinhos rindo.


— Eu já tenho 18. — Falou Helena em voz baixa.


— Mas de acordo com a lei você se tornou maior de idade quando fez 17. — Falou Carlinhos confuso.


— Eu sou sangue pura, mas vivi como uma nascida trouxa e sigo bastante as leis dos trouxas e as respeito muito. — Falou Helena calmamente — Agora você já pode me soltar porque não consigo mais ficar em pé, prefiro ficar sentada que é mais relaxante.


— Ótimo, vamos entrar então. — Falou Carlinhos pronto para carregá-la para dentro da Toca, mas a morena nem mesmo se mexeu.


— Não quero entrar. — Falou Helena fazendo com que o ruivo bufasse de frustração.


— Você pode até ser adulta, mas da trabalho como um bebê. — Falou Carlinhos a pegando no colo enquanto a morena se debatia em seus braços, a passos largos ele entrou na casa e já estava ao lado do sofá quando se desequilibrou e deixou Helena cair em cima do móvel caindo por cima dela logo em seguida.


— Lindos olhos. — Falou Helena quando o ruivo a olhou e assim seus olhares grudaram um no outro.


— Eu digo o mesmo, você tem cara de menininha inocente, Helena. — Falou Carlinhos olhando brevemente para os lábios ao vê-la esboçar um sorriso sem graça, mesmo que ela fosse bem mais nova que ele e uma simples garota continuava chamando sua atenção como uma mulher experiente na arte da sedução.


— Acho que é por isso que os homens me vê apenas como uma criança. — Falou Helena sorrindo sem graça, por causa da situação que se encontrava — Mas eu ainda quero ficar lá fora. — Falou Helena empurrando o ruivo e o deixando cair no chão, com rapidez a morena pegou a maior almofada que estava no cômodo e se dirigiu ao jardim, ela soube que o ruivo ia atrás dela pelos sons que os passos pesados que faziam barulho ao ter o contato com o solo — Eu não preciso da sua proteção. — Retrucou ela jogando a almofada no chão e se deitando no mesmo lugar com a cabeça deitada na almofada.


— O maior tesouro de uma mulher é sua virgindade e isso merece cuidados especiais. — Falou Carlinhos rindo enquanto se sentava ao lado dela, a morena riu ao ouvir suas palavras.


— E por acaso existe alguém que possa me tirar isso? Carlinhos o vento não vai me estrupar não. — Falou Helena sorrindo.


— Vai saber, não é só porque aqui é calmo que não vá acontecer nada de ruim, não subestime o poder do mal. — Falou Carlinhos se sentando ao lado da morena.


— Mas mudando de assunto, pelo que eu me lembre você perdeu e agora tem que me responder tudo o que eu perguntar. — Falou Helena sorrindo e se sentando para o desespero do ruivo.


— Só se você responder uma única pergunta minha. — Falou Carlinhos.


— E que pergunta seria essa? — Perguntou Helena sorrindo tentando ao máximo se equilibrar nas pontas dos pés e ficar agachada na frente do ruivo.


— Só vou fazer quando quiser, agora me diga que perguntas suas são essas. — Falou Carlinhos para a morena que assentiu e ficou em silencio, pela cara que ela fazia ele pode perceber que ela estava pensando e que capricharia na pergunta.


— Você estava amando alguém quando decidiu ir para a Romênia? — Perguntou Helena.


— Talvez. — Respondeu Carlinhos.


— A resposta tem que ser exata, isso não vale. — Falou Helena para o ruivo que sorriu.


— Sim, eu estava interessado em alguém e a amando, mas porque a pergunta? — Perguntou Carlinhos.


— Pensando melhor eu só tenho mais uma coisa pra perguntar. Por quem você estava apaixonado e porque ela não te correspondia. — Perguntou Helena.


— Eu não vou dizer o nome dela e também não adianta ir perguntar a ela do porque de eu não ser correspondido, mas acho que era porque éramos íntimos...


— Mas se vocês eram íntimos demais poderia muito bem ter um bom relacionamento. — Constatou Helena interrompendo o ruivo que suspirou diante da sua afirmação.


— Éramos íntimos sim, mas apenas como amigos. — Explicou Carlinhos.


— Era a Tonks? — Perguntou Helena fazendo com que ele paralisasse por poucos instantes.


— A Tonks não foi a minha única amiga em Hogwarts. — Falou Carlinhos sorrindo.


Helena o observou atentamente enquanto falava de Tonks, ele parecia estar mesmo falando a verdade e isso bastou, e também se fosse mesmo Tonks a pessoas que ele amava deixaria o assunto de lado, porque não existe coisa pior que amar alguém que morreu.


— Então, chegou a hora das suas perguntas. — Falou Helena — E como eu sou muito justa as minhas respostas serão exatas e completas.


— Estou vendo a hora em que você vai cair. — Falou Carlinhos vendo ela rir enquanto tentava se equilibrar segurando em seus ombros.


— Era essa a pergunta? Precisa usar mais a cabeça em. — Falou Helena gargalhando, o ruivo já iria dizer alguma coisa quando Helena escorou em seus ombros com força e ele acabou por cair deitado encima dele, ela não parou de rir mesma depois do tombo — Desculpa!


— Seus seios amaciaram a queda. — Falou Carlinhos.


— Pelo menos para isso eles servem, gosto da sua sinceridade, mas diga logo a sua pergunta. — Falou Helena se sentando sem ao menos sair de cima do ruivo, ele ficou esperando que ela se levantasse, mas viu que ela não faria aquilo por não se importar em ficar naquela posição. Depois daquela reação de Helena, ele já sem pudor algum sobre ela se sentou e depositou suas mãos em cada uma das cochas dela, esperava que ela ao menos olhasse para suas mãos para ter certeza de onde estavam, mas ela apenas sorria a espera de sua pergunta.


— Ficou namorando com aquele menino por quanto tempo? — Perguntou Carlinhos vendo o encantador sorriso dela se esvair aos poucos, o brilho em seu olhar teve o mesmo destino enquanto ela colocava uma mecha de cabelo atrás da orelha.


— Tempo demais. — Respondeu Helena.


— Você disse que as respostas seriam exatas. — Falou Carlinhos, por um breve momento achou que ela não responderia já que ela ficou em silencio como se esperasse que alguém fosse aparecer e responder por ela.


— Por anos. — Respondeu Helena.


O ruivo ficou a pensar se deveria mesmo fazer aquela pergunta, sabia que se o fizesse dar uma resposta mais exata que aquela poderia faze-la se lembrar de momentos que agora só era motivo de tristeza.


— Eu queria saber do porque de você continuar virgem até hoje sendo que namorou com um cara por anos. — Falou Carlinhos deixando bem claro que aquela seria sua segunda pergunta.


— O Rafael sempre foi um cara muito legal, sempre me respeitou e tudo, mas nesses últimos meses do nosso namoro ele mudou drasticamente, acho que as necessidades dele começou a vir a tona e ele estava sempre tentando ter algo mais... Intenso. Eu não me sentia a vontade e muito menos pronta, normalmente quando uma menina é virgem o menino tem praticamente a responsabilidade de ir com calma, mas ele não era assim comigo e meu medo foi crescendo cada vez mais, eu chegava a fugir de medo e acho que por não fazer as vontades dele, ele terminou comigo e pensando melhor acho que isso foi bom para nós dois. — Explicou Helena fazendo desenhos imaginários no peito do ruivo que a ouvia atentamente.


— Você ainda não se sente pronta ou isso era apenas com ele? — Perguntou Carlinhos fazendo com que ela olhasse para ele surpresa com a pergunta repentina.


— Como eu vou saber? Nunca tentei com outra pessoa. — Respondeu Helena sorrindo levemente — Você é tão diferente.


— Diferente como? — Perguntou Carlinhos confuso.


— Diferente dos seus irmãos, eu os considero como amigos tanto quanto considero o Diego, mas com você é diferente. — Falou Helena olhando cada detalhe da beleza facial de Carlinhos.


— Ainda não entendi, não me considera um amigo? — Perguntou Carlinhos para ela que abriu e fechou a boca varias e varias vezes, mas não dizia nada até que finalmente falou.


— É que eu sou assim, sei diferenciar os meus amigos de homens e eu vejo seus irmãos como amigos e vejo você como homem. — Explicou Helena.


— Já sentiu atração por algum dos meus irmãos? — Perguntou Carlinhos.


— Pra que? Pra namorada de algum deles vir pra cima de mim? Se tem uma coisa que eu não faço é dar encima de homem que já é comprometido para depois a namorada vir me difamar. — Respondeu Helena sorrindo enquanto ainda o observava atentamente, como um ima sua mão foi até o rosto do ruivo e o acariciou tão levemente que poderia fazer qualquer um suspirar pela caricia, o tempo pareceu parar enquanto seus rostos se aproximavam, mas isso aconteceu por iniciativa de Helena que logo já estava beijando o ruivo.


Carlinhos tirou uma das suas mãos da coxa dela e a enlaçou na cintura da morena a puxando para mais perto de si enquanto que ao mesmo tempo apertava a coxa dela com força, ela suspirou no primeiro aperto e isso pareceu um pedido para que ele continuasse, Helena sentia tudo aquilo muito excitando, por toda a sua vida ela tinha aqueles momentos com Rafael, mas como sentia não estar pronta nunca tinha vontade de continuar, já com Carlinhos foi diferente, o primeiro beijo tinha algo que a fazia querer uma continuação, os toques dele a fazia gemer de uma forma que nunca gemera antes, ele a tratava de uma forma diferente que a fazia gostar.


— Você esta... — Helena parou com o beijo ao sentir algo diferente entre suas pernas, olhou para baixo esperando que ele explicasse, mas ele apenas levantou seu rosto com uma das mãos.


— Esqueci isso. Não vou fazer nada com isso. — Falou Carlinhos voltando a beijá-la ainda mais intensamente, ele colocou as mãos no bumbum dela e com pouco esforço se levantou e foi em direção da entrada da casa, ao chegar na sala de visita se sentou no sofá com Helena por cima de si, conforme o beijo continuava os dois se sentiam quentes por dentro e sentiam que a temperatura de seus corpos aumentariam desde que estivessem naquela mesma situação um com o outro.


Era loucura e isso deixava as coisas ainda melhores, sabiam que existia a chance de alguém aparecer e vê-los naquela situação, mas aquilo não importava para eles.


Carlinhos já não agüentava, mesmo que soubesse que tudo aquilo não passaria de amasos sentia uma necessidade enorme em tocar Helena, suas mãos já não agüentavam em ficar apenas nas coxas e no bumbum, sentia vontade de pegar uma das mãos de Helena e colocar em seu membro, imaginava o quanto seria bom ser acariciado por mãos tão macias quanto as dela, queria poder sentir a maciez de seus seios e a sensação de pressionar seus mamilos quando logo ficassem rígidos, enquanto seus cabelos eram bagunçados sua mão esquerda foi subindo pelo corpo da morena e tão rápido quanto o inicio do beijo ele apertou seu seio fazendo com que ela se distanciasse dos seus braços com brusquidão.


— Talvez você esteja certo em estar na hora de eu ir dormir, boa noite e me desculpe por isso. — Falou Helena saindo do colo do ruivo e correndo escada acima.


 


— Então você se lembra daquilo? — Perguntou Carlinhos olhando indignado para a morena que parecia estar tão surpresa quanto ele, seus olhos estavam arregalados em direção dele que tinha se levantado depois do termino da história — Eu achei que quem não se lembrava era você? Apareceu na manhã seguinte como se nada tivesse acontecido.


— O que queria que eu fizesse? Que chegasse já sentando no seu colo e pedindo a continuação do que paramos na madrugada passada? Eu tive que seguir como se não tivesse acontecido nada. — Falou Helena se sentando.


— Eu achei que você não se lembrava e não é como se eu fosse até você conversar sobre aquilo, em um momento você dizia que não estava pronta e no seguinte estávamos naquela situação, foi meio que alguém abusando de uma criança. — Falou Carlinhos.


— Eu disse que não estava pronta quanto ao Rafael, eu não disse nada quanto a você. — Falou Helena apontando o dedo para ele.


— E porque foi embora daquele jeito? — Perguntou Carlinhos.


— Era a primeira pessoa que me tocava daquele jeito, mas isso não importa mais, ao menos conversamos sobre isso. — Falou Helena dando de ombros.


— Podia ter conversado comigo sobre isso antes, somos casados a anos e nunca mencionou nada sobre aquilo, a única coisa que você fala sobre aquele dia é ter ido dormir na casa do seu pai com o seu melhor amigo. — Falou Carlinhos voltando a se sentar ao lado dela.


— Eu só me lembrei que nunca tínhamos conversado sobre aquilo quando vi a memória do Harry, fiquei triste por saber que você não se lembrava da primeira vez que aconteceu algo entre a gente. — Falou Helena.


— Você sabe que eu odeio isso em você não é? — Perguntou Carlinhos.


— O que? — Perguntou Helena.


— Não fala comigo sobre os problemas que você acha existir, tem mania de guardar as coisas apenas para você, desde quando você engravidou faz isso e desde aquela época eu dizia que odiava isso, até parece que você não quer que eu lhe escute, ai você não quer que eu lhe escute, não me escuta e sempre acabamos brigando por causa disso, quer dizer, você briga comigo. — Falou Carlinhos.


— Não venha jogar a culpa em mim sobre aquele dia, a culpa foi sua por ter arrumado um encontro com aquela mulher. — Falou Helena.


— Eu não posso fazer nada se mulheres dão encima de homens que estão solteiros, mas você não conversou comigo sobre aquilo, sempre se fazia de forte e deixava as coisas ainda mais complicadas. — Falou Carlinhos.


— Eu te expliquei o que aconteceu, eu disse do porque de ser daquele jeito. — Falou Helena com a voz embargada.


— Eu sei, mas do mesmo jeito que aquela vez eu me sinto insuficiente para cuidar de você nesses momentos já que parece que você não confia em mim. — Falou Carlinhos ficando de frente para ela e erguendo seu rosto, o acariciando levemente.


— Você não tem tanta moral para falar isso, eu acreditei em todas as vezes que você disse não ser apaixonado pela Tonks, do mesmo jeito que eu não desabafava com você, você não fazia o mesmo comigo. — Falou Helena.


— É diferente, eu falava com você quando algo a ver com nós dois acontecia, pra que eu iria falar da Tonks? Ela não tem nada a ver com nós dois, com o nosso casamento, nem mesmo com o namoro que a gente teve. — Explicou Carlinhos — Mas não vamos conversar sobre isso agora, pelo menos você falou sobre aquela noite. — Falou Carlinhos a puxando para seu colo, a morena enlaçou seus ombros com os braços e sorriu.


— Eu adoro como você me faz esquecer as coisas. — Falou Helena dando um leve selinho no marido — Agora vamos indo porque temos que achar o Harry.


— Eu preferia ficar aqui com você. — Falou Carlinhos a observando se levantar de seu colo e ir em direção da porta do cômodo.


— Não seria uma má idéia, mas vamos logo porque teremos a vida inteira para nos divertir dentro de um quarto. — Falou Helena o chamando com a mão, ele suspirou e se levantou seguindo ela pelo corredor dos quartos, ele sempre abraçado a ela.


— Já fizemos em salas, banheiros, cozinhas, despensas, sacada e até mesmo no quintal. — Falou Carlinhos rindo enquanto deitava seu rosto no ombro dela que ria junto.


— Para com isso. — Falou Helena.


Os dois seguiram juntos até o grande salão, já era bem tarde e os adolescentes não estariam nos jardins a uma hora dessas, ao chegarem no local encontraram todos sentados no meio da mesa da Grifinória, era poucos alunos que tinham lá.


— Finalmente em, achei que não fossem aparecer. — Falou Molly (avó) para Helena que soltou um leve sorriso.


— A coisa mais normal no mundo é eles sumirem do nada. — Falou Felipe fazendo com que sua mãe o olhasse de forma que o repreendesse.


— Fica quieto menino, só estávamos conversando e a gente não sumiu, vocês que não perceberam que ficamos na sala precisa, estão falando sobre o que? — Perguntou Helena (adulta) se sentando ao lado de um dos seus cunhados.


— Estávamos pensando em jantar aqui, o que acha? — Perguntou Gina (adulta).


— Não tenho problema nenhum quanto a isso, hoje é dia do Carlinhos cozinhar mesmo. — Falou Helena (adulta) dando de ombros e olhando para o marido que franziu as sobrancelhas — Mas depois do jantar iremos embora, não é?


— É claro que sim, eu trabalho amanhã. — Falou Hermione (adulta).


— Quando é que você não trabalha? — Perguntou Rony (adulto) com as sobrancelhas arqueadas, a esposa sorriu para ele e deu de ombros, tinha que admitir que trabalhava demais as vezes.


— Onde esta o James? — Perguntou Harry (adulto).


— Ele sumiu com a Lysa já faz um bom tempo. — Respondeu Al.


— Eu vou dar uma volta por ai para ver se acho eles. — Falou Luna (adulta) se levantando junto do marido, ela esperou que os pais de James também se manifestassem para ajudar a procurar os dois adolescentes.


— Vamos ao salão comunal e dormitórios. — Falou Gina (adulta) ao perceber o olhar de uma das melhores amigas, logo em seguida ela e o marido já andavam pelos corredores de Hogwarts em busca de Lysa e James — Acha que ele ficou bravo com alguma memória?


— Bravo? Não, mas a memória em que ele e Lysa brigavam estavam entre as que eu deixei eles ver, acho que ele ficou bravo por estar vendo uma coisa que a muito tempo esta enchendo o saco dele. — Respondeu Harry a esposa.


— Porque mostrou isso? Você sabe o quanto ele esta de saco cheio por causa dessa história. — Reclamou Gina ao marido que suspirou e revirou os olhos.


— Gina já esta na hora dos dois se resolverem, eles não podem viver brigando pra sempre e James não foi o culpado de nada, mesmo que ele não tenha feito nada não tem que viver como se aquilo nunca tivesse acontecido. — Falou Harry para a esposa que bufou.


— Porque eles são tão complicados? Não éramos assim. — Falou Gina para o marido que não pode deixar de sorrir.


— Eles são muito clichês isso sim, eram amigos quando pequenos até que cresceram e James resolveu seguir a vida sendo galinha e ela não aceita pessoas assim, o galinha acaba se apaixonando por ela e aparece um menino do nada para não deixar que um fique com o outro, o mocinho é culpado de algo que não fez e a menina nunca acredita nele até que aja uma prova concreta. — Falou Harry rindo para a esposa, em poucos minutos eles chegaram ao salão comunal da Grifinória e olharam para todos os adolescentes que estavam espalhados pela sala, mas não acharam James — Eu vou no quarto dele, vai no das meninas.


Enquanto Gina ia no dormitório das meninas, Harry seguiu para onde seu filho estava dormindo, ao chegar lá encontrou o cômodo em um completo silencio, as camas estavam desarrumadas e em algumas partes do quarto tinha peças de roupa, nem mesmo sabia que cama era a do seu filho, mas ao ver uma que estava fechada pelas cortinas se aproximou dos moveis e abriu as cortinas se deparando com os dois adolescentes dormindo, ao ouvir o ranger da porta se virou e viu a esposa entrando, fez sinal para que ela fizesse silencio enquanto entrava e ia até ele.


— Isso não esta acontecendo. — Falou Gina não surpresa quanto o marido que com cuidado levantou o cobertor verificando se os dois estavam vestidos, e ao ver que sim um suspiro de alivio escapou de sua boca — Vamos fazer o que agora?


— Deixa eles dormirem, vamos ter que dizer a Luna que Lysa esta dormindo no dormitório dela, qualquer coisa dizemos a verdade a ela e ela tenta enrolar o marido. — Falou Harry puxando a esposa que estava um pouco relutante quanto aquele plano — Gina, nós também já dormimos juntos sem fazer nada, vamos logo. — Falou Harry puxando a esposa de vez para fora do dormitório, ele fechou a porta em silencio para que nenhum dos dois acordassem, Lysa com certeza ficaria constrangida por ter sido pega em ação.


Os dois desceram para o grande salão e disseram a verdade para Luna que falou que conseguiria enrolar Rolf, depois disso todos, incluindo adolescentes e adultos subiram para poder tomar banho e voltar a descer para o jantar, Gina já imaginava que seu filho seria capaz de não acordar a tempo de jantar, mas deixou de lado, qualquer coisa ele iria buscar comida na cozinha.


 


Estou pensando em postar o próximo capitulo de Plano B hoje mesmo, só irei dar uma revisada no capitulo para ver se não tem nenhum erro coisa que eu deveria ter feito nos capitulos de Hogwarts Lendo HP7...

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