Lágrimas da Estação
O amontoado de pessoas na estação corriam para não perderem o expresso. Primero de setembro era sempre assim. Outono era sempre assim.
Ela sugurava a menina ruiva pela mão, enquanto a miniatura adolescente de seu adorado marido puxava os malões. Seu sobretudo preto – sinal de seu luto – a aquecia do frio.
_Quero que se comportem, ouviram? Não quero receber nenhuma coruja avisando que aprontaram. – Ela os alertou assim que pararam para subir no trem.
_Está bem mããee. – Responderam o casal revirando os olhos ao mesmo tempo.
_E por favor, cuidem um do outro. – Agora ela já tinha lágrimas nos olhos
Hermione sorriu e o seu casalzinho de filhos se adiantaram no mesmo momento em que o Trem dava seu último aviso de partida. Lhe deram um abraço enquanto ela beijava o topo de suas cabecinhas. – Eu amo vocês.
_Também te amo, mãe. – A menina disse abafando a voz contra a barriga da mulher.
_Eu também. – O adolescente murmurou enquanto dava um beijo na bochecha da mãe.
_Agora vão. O trem já está partindo.
Eles embarcaram os malões e ficaram da porta mesmo, acenando para ela.
Hermione acenou entusiasmada, enquanto suas lágrimas rolavam grossas por sua face.
Estar todo ano naquele lugar trazia-lhe recordações boas e ruins.
Era como se pudesse sentir o cheiro do passado. Era como sentir o cheiro de Rony. Tantos momentos vividos ali e agora ela os vivia sozinha. Suas lágrimas ainda escorriam pela despedida e pelas lembranças quando resolveu que estava na hora de ir para casa. Emalgumas horas o trabalho solicitaria sua atenção. Ao se virar seu coração parou um batida.
A poucos metros de distância encontrava-se a pessoa que ela menos quertia ver no momento.
Ele estava alí, parado com toda sua frieza e arrogância... E Deus!!! Mais tentador do que já estivera em toda a sua vida. Ele sempre fora tentador, desde criança.
Ele olhava diretamente para ela de forma desafiadora.
Hermione não conseguia desviar o olhar. Ele era todo masculinidade e mesmo imóvel como estava agora, chamava a atenção das mulheres que cruzavam por ele. Seu sobretudo escuro desabotoado até o pescoço o deixava ainda mais atraente. E seu cabelo estremamente louro e bagunçado o deixava irrefutavelmente mais gostoso.
Astória Greengrass dava um último tchauzinho para o filho. Hermione notou.
Observou também que ela logo se virou para ele e esse foi o único momento em que ele desviou o olhar dela.
O homem conversou com a esposa e este lhe passou uma bolsa preta que Hermione deduziu ser de galeões.
Astória sorriu feliz e lhe deu um beijo na bochecha.
Ela pareceu lhe fazer uma pergunta e Hermione observou que ele falou alguma coisa e depois negou discretamente. A mulher deu de ombros e em segundos viu-a desaparatar toda contente.
Seu olhar saiu do local de desaparatamento da mulher e subiu diretamente para os dele. Eles a perfuravam.
Incomodada com o olhar ela resolveu desviar e erguendo um pouco o queixo deu o primeiro passo para sair da estação. Suas lágrimas haviam secado por enquanto.
Outro passo, e mais outro, e mais um... Cada passo a levava na direção do loiro e determinada a ignorá-lo ela continuou caminhando até cruzar com ele.
Os saltos das botas faziam um barulho quase imperseptível diante das conversas de alguns pais ainda presentes na estação.
Mas era como se ela pudesse ouvir em alto e bom som seu prórpio caminhar.
Ela sentia o sobretudo preso ao corpo lhe proteger do vento frio, mas por debaixo da roupa sentia sua pele se arrepiar toda por saber que ele a olhava e principalmente por saber que ele a seguia. Setia seu olhar sobre sua nuca.
Sem olhar para trás ela saiu da estação e caminhou pela rua trouxa e movimentada até o local de todos os outros anos.
Era um estreito beco sem saída e quase sem iluminação. Olhou para trás e se viu sozinha. Ele não a seguira até ali.
Graças a Deus!
Ao se virar teve um baita susto ao encontrá-lo em sua frente.
Soltou um pequeno grito de horror e automaticamente levou as mãos ao peito, numa tentativa falha de controlar os batimentos cardíacos.
_Bom dia, mon petit. – Cumprimentou-a debochadamente.
_Ai, meu Deus! – Resmungou ela irritada. – Você quase me matou de susto!
_Desculpe. – Ele a olhou de cima a baixo. – Não era minha intenção.
Ele puxou o lábio.
Recobrando a compostura, Hermione deixou que um sentimento mais determinado a dominasse.
Ajeitou a bolsa no ombro e lhe encarou.
_O que você quer, Malfoy?
Ele abriu ainda mais o sorriso.
O olhar de Hermione vacilou.
_Você sabe o que eu quero, Hermione. – Declarou passeando seu olhos pelo corpo dela de novo.
Hermione engoliu com dificuldade, vendo sua recém firmeza ruir. Não queria ceder dessa vez. Mas ele era tão intimidador que ela estava convencida de que era uma fracote quando se via diante daqueles olhos cinzentos.
Ela deu um passo para trás e ele agiu por puro reflexo.
Adiantou-se e a segurou pela cintura girando seus corpos e quando Hermione percebeu suas costas estavam contra a parede do alto edifício que compunha uma das colunas que cercavam o beco semi escuro.
_Pensando em fugir de novo Hermione?
_Solte-me. – Ordenou num fio de voz. A boca dele estava muito perto da sua.
Draco não respondeu, apenas abriu um daqueles sorrisos que Hermione tanto adorava – e tanto odiava .
Aparatou com ela.
A estação, as lágrimas, o beco semi escuro, o frio de Outono e as lembranças felizes a amargas do passado, ficaram para trás.
(***)
Hermione sentiu algo macio sob suas costas assim que a vertigem da aparatação sumiu de seu corpo.
Ela deslumbrou o teto do quarto e reconheceu imediatamente onde estava.
O cheiro peculiar que ela saberia destiguir em qualquer canto do universo empreguinava os lençóis verde musgo. O peso sobre seu corpo também era familiar.
_Estou louco para descobrir o que você está usando hoje, mon petit. – Sussurrou em sua orelha, fazendo-a fechar os olhos.
Isso também se dava ao fato dele estar apalpando seus seios por cima da roupa pesada.
Hermione soltou o ar e antes que pronunciasse qualquer palavra, Draco fez uma das coisas que mais a tirava de órbita.
Passou a língua no lábio superior, depois deslizou pelo inferior e enfim introduziu sua língua na boca de Hermione.
O beijo começou calmo, provocador, sexy... Em seguida ambos pareciam querer se engolir.
Hermione foi a primera a por as mãos para trabalhar.
Empurrou-o para fora da cama – e em pé – começou a despi-lo.
Deslizou o sobretudo pelo braços sem deixar de beijá-lo. Em seguida se livrou do terno.
Draco por outro lado começou a desamarrar o cinto que prendia o sobretudo dela ao corpo. Fez o mesmo que ela.
Enquanto suas mãos despiam um ao outro suas bocas se encontravam a cada minuto.
Paravam apenas para retirar mais uma peça de roupa.
Draco ao saborear seus lábios buscou descer os beijos pelo pescoço e ombro dela. A blusa de lã que Hermione usava jazia no chão com as outras roupas. Inclusive a camisa azul turqueza que ele usava.
Hermione permitiu, enquanto suas mãos retiravam o cinto, abriam o botão e abaixavam o zíper.
A calça desceu alguns centimetros revelando uma boxer preta, altamente contrastável com sua pele clara.
Hermione soltou outro suspiro ao senti-lo morde-lhe a curva do pescoço no mesmo momento em que sua mão acariciou seu orgão rigido por cima da malha. Aquilo deixaria uma marca.
Ela se afastou.
_Está a fim de brincar, mon petit? – Ele pronunciou dando um leve puxão nos cachos castanhos.
_Com você? Sempre. – Respondeu sem tirar a mão de onde estava.
_Sou todo seu.
Ele lhe soltou os cabelos e Hermione caiu como uma canibal sobre os musculos do peito e da barriga dele.
Mordeu-lhe os mamilos e amenizou a dor com lambidas. Arranhou a barriga com os dentes a medida que se abaixava para ficar ajoelhada.
Sabia como ele gostava desse momento.
Sorriu para ela e ela retribuiu enquanto abaixava a malha preta.
Sua ereção apontou para o rosto dela.
Ela o segurou com a mão e o mastubou.
Uma, duas,três vezes antes de colocar a ponta na boca e o lamber.
Draco a observava quando ela o enfiou tudo na boca e ele foi obrigado a levantar o rosto para o teto e agradecer o carinho.
Hermione fazia sexo oral como ninguém e ele gostava muito disso nela. Principalmente porque ele a ensinara. Com o falecido marido – ela cometou certo dia – ele se limitava a um bom “papai e mamãe”.
Com ele Hermione descobrira novas formas de se entregar. Novas posições e alguns joguinhos que apimentavam a relação.
Os dedos grandes foram novamente para os cachos e dessa vez os movimentos que ela fazia se tornaram mais rápidos.
Ela engasgou algumas vezes,mas ele pareceu não ligar muito para a situação. Continuou os movimentos mais algumas vezes até ficar satisfeito. Ela se ergueu com ajuda dele e este logo procurou sua boca.
Se beijaram enquanto ele a empurrava de novo na cama.
Draco caiu entre as pernas dela e isso o ajudou a posicioná-la melhor sobre o colchão.
Beijou-lhe a boca, o pescoço, desceu para o colo e mordeu os seios por cima da lingerie branca cheia de renda.
_Sexy. – Sussurrou rente ao lábios dela.
Hermione sorriu enquanto via ele descer lambendo, beijando e mordendo centimetro a centimetro de pele exposta.
Quando chegou no cós da saia ele se ajoelhou, ergueu-lhe as pernas e lhe tirou as botas de cano médio.
Ele espalmou as mãos em seus joelhos e as deslizou para dentro da saia até tocarem as laterais da calcinha.
_Adoro sentir sua pele. – Disse enquanto puxava a peça para baixo e a cheirava rapidamente. – Você tem um cheiro delicioso.
Provocou-a.
O movimento seguinte dele a fez arfar. Ele se curvou sobre ela, mas sua mão ficou entre suas pernas. Ele deslizou os dedos entre as dobras macias dela e quando encontrou o montículo de nervos, começou a brincar.
Hermione estava úmida e Draco adorou saber que ela sempre ficava assim quando se encontravam.
Fazia mais de um ano que o relacionamento proibido entre a grifinória e o sonserino havia começado. Mas Hermione já estava viúva a dois.
Draco a encontrou num pub bruxo e uma alfinetada aqui, outra alfinetada ali, um xingamento aqui, outro ali e ambos nem preceberam quando se encontraram trocandos fluídos e palavras picantes ao pé do ouvido. De lá para cá os encontros haviam se tornado um regra fundamental entre os dois. Admitiam estar viciados um no outro. Não havia amor, mas havia muita química e isso já era mais do que suficiente.
Draco alegava estar cansado do casamento. Astória só queria seu dinheiro mesmo. Sabia que ela o traia com muitos outros homens, mas ter Hermione Granger em sua cama era mais do que se vingar. Era matar Astória se ela descobrisse. Afinal sua esposa traidora odiava a Sabe-Tudo de Hogwarts.
_Hoje vou fazer você girtar, mon petit.
Hermione gemeu ao sentir ele aproveitar sua lubrificação para introduzir-lhe dois dedos.
O polegar continuava sobre seu clítoris. Ele moveu os dedos dentro dela e Hermione gemeu um pouco mais.
Calor, calor... Hermione estava sentindo muito calor.
Ele movimentou a mão mais um pouco e os gemidos subiram uns decibéis.
Draco estava duro como uma pedra. E escutar ela gemar por causa dele era satisfatório demais.
_Assim, querida – ele beijou-lhe o pescoço e arranhou-lhe um dos seios com os dentes depois de expor um ao seu deleite. – Quero escutar... Quero que goze. Goze pra mim...
E quando Hermione estava prestes a lhe conceder essa ordem ele parou.
Deixando-a frustrada e desorientada.
_Ainda não, mon petit. Quero seu prazer na minha boca.
Hermione olhou enquanto ele se posicionava de maneira a lhe chupar.
Tesão. Estava com muito tesão.
Quando ele a tocou com a boca ela achou que fosse explodir. Ele sabia muito bem que Hermione demorava um pouco mais para gozar quando ganhava sexo oral. Por isso o fazia. Para tortura-la e vê-la implorar para que ele a possuísse de uma vez e acabasse com sua luxuriosa agonia.
Hermione sentiu um forte espasmo e sua força foi descarregada na saia enrrolada em sua cintura. Seus dedos se cravaram no tecido.
_Oh, Malf... – Ela engoliu o nome dele para sentir outro espasmo. Esse mais forte que o outro.
Draco continuou sua brincadeira, até saber que Hermione não aguentava mais. Intensificou o movimento da língua e Hermione saboreou com gosto a onda violenta que seu orgasmo provocou. Seu corpo se arqueou e Draco sugou seus fluídos.
Ainda respirando com dificuldade ela o viu subir até seu rosto e fazê-la provar do prórpio gosto.
_Você tem um gosto delicioso, mon petit.
Hermione adorava o apelidinho francês que ele lhe dera. Achava o jeito que ele pronunciava tão sexy e ao mesmo tempo tão sacana, que o simples fato de ele lhe sussurrar o nome ao pé do ouvido já lhe deixava toda molhadinha.
_Você também. – Ela pronunciou, lembrando-se do que fizera muitos minutos antes. – Posso ter mais um pouco?
Ele sorriu.
_Está bem. Mas só um poquinho, ainda desejo imensamente possuir você.
Hermione observou enquanto ele se sentava em seu toráx. Sua enorme ereção ficou diante de seu rosto e ela não se fez de rogada. Meteu-o na boca e quase fez Draco morrer de tanto prazer.
Um minuto e foi tempo suficiente para Draco saber que precisava demais estar dentro dela. Precisava dilatar suas carnes e sentir a sucção que sua deliciosa vagina fazia quando estava prestes a espalhar os espasmos por seu maravilhoso e perfeito corpo.
Saiu ea cima dela e a obrigou a ficar de quatro na cama. Ergueu-lhe a saia e apreciou o formato de seus quadris. Apreciava muito o formato redondo que ele tinha.
Hermione engatinhou até a cabeceira da cama a se apoiou ali.
Draco veio por trás e antes de penetrá-la, molhou sua genitalia nos líquidos de Hermione.
Hermione soltou um gemido ao sentir a primeira polegada.
Ele continuou invadindo seu corpo até sentir como se Hermione quizesse cozinhá-lo.
Ela estava quente e receptiva, mas Malfoy queria mais. Queria ouvi-la gritar. Chamar seu nome, e implorar pra gozar. Começou a se mover e os primeiros gemidos dela encheram seus ouvidos como música boa.
Curvou-se sobre ela e mordeu-lhe um ombro. Outra marca para mais tarde.
_Mérlin. Como você é gostosa, mon petit. Vou te devorar até você implorar pra gozar.
Hermione soltou outro gemido forte enquanto ele aumentava a velocidade dos movimentos.
Ela jamais imaginou que Draco Malfoy fosse tão quente. Ela também jamais imaginou que algum dia fosse ter algum vicio.
No incio ela quiz acabar com tudo logo depois da primeira vez, ainda se lembra até hoje.
_Temos que parar com esses encontros Malfoy.
_O adjetivo “santinha” nunca combinou com você, Granger. – O tom era irônico, mas ao mesmo tempo provocante.
_Você é casado.
_E você viúva. Está carente. E eu também. Nos completamos na cama. Temos química...
_Mas nosso envolvimento é proibido. Eu tenho amigos que te odeiam. Tenho dois filhos...
_Também tenho um filho. E o amo de todo o meu coração. E quanto aos seus amigos... Eles não precisam ficar sabendo. Astória muito menos. – Ele completou voltando a ficar por cima dela. Suas mãos acaricinado seu corpo nu. Sabia que ficaria excitada em poucos segundos. – Veja isso como uma válvula de escape Granger. Eu te dou prazer, você me dá prazer e ninguém precisa ficar sabendo o quanto Hermione Granger é fogosa na cama.
Hermione ia protestar, mas ele a calou com outro beijo insano.
E daquela noite em diante, havia se passado um ano.
Encontravam-se pelo menos três vezes na semana. Os horários variavam. Manhã, tarde, lanche das cinco – embora Draco preferisse lanchar Hermione, ela achava um horário inapropriado, – noite. Era quase sempre nessa ordem e quando não íam ao apartamento particular de Draco do outro lado da cidade trouxa. Ele ficava até altas horas no escritório do ministério “trabalhando” – em Hermione.
As manhãs eram as que ele menos gostava. E as mais dificeis de acontecer porque eram sempre regadas de lágrimas e em diversas estações. Férias, feriados... Todo tipo de data comerativa nas quais os filhos vinhão ou iam para Hogwarts. Eles sempre se encontaravam na estação. E ele sempre observava que ela chorava ou de alegria ou de tristeza. Sabia os motivos, mas nunca comentava quando estava com ela. Ele tinha suas mágoas também, mas Hermione já tinha problemas demais para que pudesse carregar os problemas dele.
Quando estava com ela queria esquecer e se concentrar apenas no prazer.
Sair por algumas horas da realidade. Hermione lhe proporcionava isso. Era demais estar com ela. Transar com ela. Sentir o seu corpo pequeno submetendo-se a suas investidas, suas vontades. Escutar seus gemidos e ouvir sua boca mimosa lhe pedindo mais. Tudo isso era fantátisco.
E Draco não negava. Seria incapaz. Seu prazer era o prazer dele também. Seu gozo era o seu gozo. E ele ansiava por cada dia que sabia que a veria deitada em sua cama.
Ele a puxou pelos cabelos e aproximou a boca de seu ouvido:
_Quer gozar, mon petit? – Ele perguntou em tom de provocação.
É claro que ela queria. Mas era orgulhosa demais para confessar. Então gemeu.
Ele soltou uma risada contra sua nuca. Virou-a na cama com rapidez e enterrou-se nela outra vez.
Hermione mexeu os quadris tentando alcançar o auge, mas ele a deteve, jogando seu peso sobre ela e a imobilizando.
_Você não respondeu minha pergunta, Granger.
Ela ficou calada de novo.
Draco moveu o quadril e Hermione abriu a boca sensualmente liberando um gemido.
_Vamos lá mon petit. Apenas desejo que me diga o que quer. – Ele moveu o quadril de novo e ela fez a mesma expressão facial, só que Draco percebeu que era mais intenso dessa vez. – Quer gozar ou não?
De novo ele se moveu e dessa vez ela não coseguiu se segurar.
Soltou um gemido e falou ofegante.
_Quero. Preciso urgentemente que me faça gozar.
Draco sorriu,mas logo sua expressão ficou séria e ele voltou ao trabalho com força total.
Obrigou-a a olhar para ele enquanto ombos sentiam juntos o orgasmo os consumir pouco a pouco.
Do lado de fora, na belissima Londres trouxa o veto frio soprava com todo sua força fazendo pessoas se encolherem em seus casacos pesados, mas dentro daquele apartamento, entre as quatro paredes e os lençóis de cetim da grande cama de casal o clima pegava fogo.
Quando Draco soltou o último ruído ele desabou sobre o corpo macio e úmido de suor dela.
Hermione cheirava muito gostoso depois do sexo e ele gostava de sentir esse perfume exótico.
Cinco minutos depois, ainda encaixado nela ele resolveu girar para o outro lado e deixar sua respiração terminar de voltar ao normal. Granger fazia o mesmo. Ele pensava. Ela pensava. Ambos pensavam, mas ninguém falava nada até que ele resolveu quebrar o silêncio.
_Hoje não posso me demorar. Tenho um compromisso no Ministério em Nevada.
_Ok. Tenho muita coisa para fazer antes de voltar para casa. Gina e Harry vão jantar lá em casa hoje.
Ela se virou para ele.
Ele fez o mesmo.
_Quando vou te encontrar de novo? – Ela perguntou de cara.
Draco sorriu. Iria fazer a mesma pergunta.
_Se tudo correr bem por lá, te mando um memorando marcando nosso próximo encontro.
_Vou ficar aguardando ansiosa.
_Mmmmm, mon petit, assim você me atiça. – Ele devolveu brincalhão. Se aproximou dela e deu-lhe um beijo casto, porém muito sedutor. – Também vou contar os minutos. – Falou depois de soltá-la.
Ela soltou uma risadinha. Agora sabia que não seria só ela a sentir falta.
_Muito bem – falou se levantando da cama e começando a recolher as roupas no chão. – Vamos ou iremos chegar atrasados.
Draco olhou o relógio. Não eram nem oito e meia ainda.
Levantou-se e aproximou-se dela por trás. Pôs as mãos em sua cintura e lhe beijou o ombro, bem em cima da mordida de algum tempo atrás – esta começando a ficar avermelhada.
_Ainda está cedo. Que tal tomarmos um banho antes?
As mãos dele fizeram caminhos diferentes pelo corpo nu dela. Um desabotou por completo a sutiã branco e a outra enfiou-se debaixo da saia. Encontrou imediatamente a umidade de minutos atrás.
Hermione colocara as mãos sobre as dele, fechara os olhos e soltara um suspiro de prazer.
_Você é insasiável. – Ela exclamou ofegante.
_E você gostosa, mon petit.
Menos de dois minutos depois Hermione encontrava-se completamente nua e presa contra a parede do banheiro. Suas pernas estavam enrroscadas na cintura do homem mais sexy e provocante que ela já tivera o desprazer e o prazer de conhecer.
Draco envestia com ganância – enquanto saboreava seus lábios – contra seu único vicio até hoje: Hermione Granger.
Muitas lágrimas rolariam na estação 9 ³/4, mas ele sempre teria as quatro estações para esquecer seus problemas e fazer Hermione esquecer os dela.
Ele era seu vicio e ela era o dele.
Fim.