N/A: Capítulo dedicado a Alan, nosso eterno professor Snape.
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POV: Severo Snape
Faltava pouco menos que quarenta minutos para o toque de recolher quando ouvi batidas desesperadas na porta da sala, suspirei caminhando entre as carteiras. “Espero que não seja aquele velho de novo... e aquela maldita gata pulguenta...”.
Abrindo a porta abruptamente me deparo com Draco sorrindo para mim. “O que esse peste quer aqui? E a essa hora!”. Busquei manter a pose indiferente e perguntei com o habitual timbre de desprezo.
– O que faz aqui Sr. Malfoy? – o sorriso dele se desfez.
– Vim pedir concelhos ao meu pai. – e sem mais nem menos foi entrando, menino metido... mas a frase dele me calou, não consegui manter minha pose, apenas suspirei.
– Draco... você sabe que ninguém pode saber disso, caso contrário nós estaremos perdidos...
– Eu sei, eu sei... mas preciso de você... – como aquele marmanjo conseguia? Parecia um bebê derretendo corações com o olhar de coitado.
– Venha. – o guiei até meus aposentos particulares.
Sentei-me em uma das poltronas de couro negro e indiquei o sofá. Ele se sentou e se pois a falar.
– Eu amo uma pessoa. – parecia animado em me contar.
– Meus parabéns, quer quantos pontos por isso?
– Escute, sei que não sou um plano de vida, e sim um resultado de um acordo entre você e minha mãe, então teria como ser menos cruel comigo? – “Snape! Seu idiota, pare de magoar seu próprio filho...” suspirei.
– Perdão Draco. Por quem está apaixonado?
– Granger, e não é paixão, é amor.
– Sabe a diferença?
– E você sabe o que é amor?
– Sei, claro que sei.
– Já amou alguém?
– Já. Mas elas se casaram com outros homens.
– Quem eram? Bem, isso não importa, vamos voltar a mim e a Hermione. – “Pelas barbas de Dumbledore! Graças a Morgana que ele não me fez responder...” – Ela namora aquele paspalho do Weasley, e ele não dá valor algum para ela, vive maltratando-a... tenho vontade de mata-lo.
– Por que não diz isso a ela?
– Ela iria ri de mim...
– Acha mesmo que Hermione Granger, a sabe-tudo irritante da Grifinória, a bruxa mais inteligente de sua idade, iria simplesmente rir de você ao se declarar a ela? – arqueei uma sobrancelha.
– E se ela não sentir o mesmo?
– Draco, se talvez eu tivesse dito isso para uma das duas mulheres que roubaram meu coração, talvez não estivesse sozinho em uma cama de casal hoje.
– Mas tem aquele pobretão idiota...
– O fato é um só, “Onde não puderes amar, não te demores.”
Me levantei indo pegar uma bebida mas ao notar os olhos brilhantes de meu filho em mim, virei abruptamente.
–Draco, seu imbecil! O que está esperando?! Granger precisa de você... – ele sorriu levantando as pressas.
– Obrigada pai! – o acompanhei até a saída
– De nada... – sua sombra desapareceu pelo corredor mal iluminado - ...filho.
Sorri internamente. Mas algo me preocupava, pais sabem das coisas, eu não era o melhor, mas era o pai dele. O sentido pai me alertava que tentariam coisas contra eles... Com isso fui me deitar... Seria uma noite longa para mim...
...e para ele.
_____POV: Snape OFF_____
POV: Draco
Confesso que meu pai não é nada sutil, mas ainda o farei mudar. Mas por hora precisava ver minha Hermione, caminhei em todos os lugares nos quais poderia encontra-la, até que ouvi soluços vindo da Torre de Astronomia. “Essa não...”
Ela estava encolhida no chão. A peguei em meus braços, tinha que tirá-la dali. Caminhei cuidadosamente com ela até a sala Vem e Vai, fechei os olhos e apenas pedi.
“Preciso de um lugar para cuidar dela”
E a sala apareceu, quando adentrei pude notar que o interior se parecia com uma biblioteca, a única diferença era que havia um divã estilo trouxa, mas que acomodava muito bem duas pessoas.
A deitei e conjurei uma coberta. Acariciei sua face delicada, ainda molhada pelas lágrimas.
“Onde não puderes amar, não te demores.” A frase dita pelo meu pai ecoava em minha cabeça.
Será que ela havia terminado com ele? Será que finalmente minha Hermione estava livre daquele paspalho pobretão?
– Draco...? – Sorri me sentando ao seu lado – eu...
– Shii... está tudo bem, eu estou aqui com você... O que aconteceu? – ela se sentou, respirou fundo e me contou o que aconteceu.
Mais uma vez ela soluçava, eu a apertei em meus braços, não queria, mas precisava dizer.
– Hermione... sei que é a pior hora do mundo... mas preciso te contar uma coisa.
– O quê? – ela sorriu levemente, sabia que ela já estava curiosa.
– Eu amo uma garota, amo muito, sonho com ela todos os dias acordado ou não ela rouba meus pensamentos...
– Então diga isso a ela... – ela parecia chateada. “É impressão sua, seu tonto, acha mesmo que ela ficaria com ciúme de você?”
– Eu já disse...
– E ela? – pude notar que Mione desviou o olhar, aquilo eram lágrimas?
– Ela disse bem assim ó... “Então diga isso a ela...” – tentei imita-la
Ela me olhou espantada, mas logo sorriu.
– Draco... eu... – não permiti que terminasse a frase, a calei com um beijo.
O melhor beijo da minha vida... era doce, calmo e... molhado!
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N/A: Espero que tenham gostado.
COMENTEM!!
Luiza Snape: Obrigada, espero que continue curtindo! Obrigada também por comentar. O que Achou?
RiemiSam: Obrigada, fico muito feliz que tenha gostado!
Como eu tinha dito acima, esse capitulo é em Homenagem ao nosso eterno Professor Snape, que faleceu hoje, 14/01/16, de uma terrível doença que levou o meu pai também, câncer, aos 69 anos. Que ele descanse em paz. Alan foi um grande ator, era incrível, e interpretou Snape de uma maneira formidável, ninguém teria conseguido interpretar melhor que ele. Hoje uma fração do meu coração virou uma bela estrela a brilhar no céu. Sentirei falta desse homem incrível.
"After all this time?" "Always."
1946 - 2016
1946 - ∞
