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19. A memória de Lupin


Fic: Minha vida com Hermione Granger


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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GERAL POV.


 


Hermione sorriu radiante oferecendo um educado cumprimento de bom dia à senhora Tonks, antes de colocar o pequeno Teddy na cadeira de alimentação, assim que acomodou o menino, entregou-lhe um pinguim de brinquedo e dando um beijinho na sua testa, segui para a mesa, tomando um prato e preparando seu próprio café da manhã. O bebê metamorfo sorria sem tirar os olhos do seu padrinho, como se esperasse o momento em que sua avó daria uma bronca no notório Harry Potter.


Falando no mesmo, fora preciso um olhar fulminante da sua namorada, para que o grifinório se lembrasse de respirar e atravessasse o vão da porta. Encarar Andromeda Tonks depois da acalorada discussão não seria uma missão muito fácil. Hermione o garantira que não existia razão para evitar a bruxa mais velha, mas Harry ainda se sentia envergonhado por ter gritado com ela. Assim que seus olhos verdes encontraram-na o Potter pareceu congelar, seus pés firmemente grudados no piso de madeira polida da cozinha.


-Não posso acreditar que está com medo de mim!


Provocou amigavelmente Andromeda, com uma expressão pacífica e postura impecável, segurando uma xícara de porcelana em suas mãos. Ao seu lado, Monstro servia o café sem preocupar-se com a chegada de companhia na sua cozinha. O moreno engoliu em seco antes de conseguir dar mais um passo. Ele temperou a garganta preparando-se para pedir desculpas quando um apito inesperado quebrou o silencio constrangedor e o fez pular de susto.


Todos os olhos voltaram-se ligeiramente ao pequeno Teddy que arregalava o sorriso banguela com suas bochechas rosadas, os olhinhos brilhando em êxtase por descobrir como fazer seu novo brinquedo ressoar. Teddy ficou mais orgulhoso ainda ao perceber que Harry, Andromeda e Hermione o assistiam atentamente. As mãozinhas gorduchas segurando firmemente o pinguim de borracha, batendo-o na cadeira até que apitasse mais uma vez.


Harry respirou fundo e revirou os olhos para as brincadeiras do seu afilhado, ele não diria isso em voz alta, mas no fundo acreditava que essas interrupções do bebê Lupin eram uma espécie inocente ou até mesmo inconsciente de uma vingança pela desastrosa troca de fraldas pela manhã. Ele teria que se esforçar mais de agora em diante! Ponderava o grifinório antes de sentar-se à mesa encarando a senhora Tonks com determinação.


-Eu... Eu sinto muito ter gritado com você ontem!


Diz de uma única vez o moreno sem hesitação, seus olhos concentrados na reação da bruxa mais velha e seu coração acelerado em expectativa. Andromeda, suspirou copiosamente antes de reprimir um sorriso, deixando seu café de lado ela respondeu ao jovem herói calmamente.


-Está tudo bem, Harry! Acredito que todos nós estávamos alterados com a repercussão dos artigos de Rita Skeeter! Não levei nada do que discutimos como ofensa, acredite em mim!


Garante a mais velha apoiando suavemente a mão sobre o ombro do grifinório que soltou o ar dos seus pulmões em alívio e relaxou consideravelmente após a declaração da avó de Teddy.


-Você é o responsável pelo meu neto! Se acredita que é melhor manter o status de nascença dele em sigilo eu só posso concordar, afinal está agindo para protege-lo!


Completa a bruxa resolutamente encontrando os olhos de Harry mais uma vez.


-Eu não poderia trocar a segurança de Teddy por minha causa ou por Hermione, revelar a origem dele agora poderia colocá-lo em perigo, ainda existem comensais da morte por aí e transforma meu afilhado em um alvo seria imperdoável!


Justifica-se o moreno desesperadamente.


-Eu juro que farei tudo ao meu alcance para impedir qualquer ameaça à ele... e a nossa família! Daremos um jeito de parar Skeeter, mas não posso permitir que exponha Teddy para nos proteger Andromeda, por que ele é mais importante!


Promete o grifinório com determinação ardendo através dos orbes esmeralda, recebendo em troca um sorriso orgulhoso da mais velha e um olhar amoroso de Hermione que assistia a conversa dos dois em silêncio.


-Concorda com essa decisão Hermione?


Questiona a bruxa inesperadamente, voltando-se para a nascida trouxa, que pega de surpresa demora alguns segundos para formular uma frase coerente.


-Oh! Sim. Eu estou plenamente de acordo com Harry!


Afirma fervorosamente a grifinória sem demonstrar o menor sinal de hesitação.


-Não poderia aceitar arriscar o futuro de Teddy por culpa da insanidade de uma repórter sensacionalista! Antes da guerra, Harry e eu já estávamos acostumados a lidar com a imaginação fértil de Skeeter, dessa vez não será diferente... logo ela esquecerá de nós!


Completa sabiamente a nascida trouxa com o queixo erguido e um semblante indiferente de quem sabe exatamente o que diz e se recusa a acreditar no contrário. Ambos trocaram sorrisos cúmplices antes de continuarem o café da manhã sem preocuparem-se em pegar uma cópia do Profeta Diário em sua janela.


Já se passava das oito horas da manhã quando Andromeda agitou-se com uma coruja vindo ao seu encontro. Educadamente a mais velha se afastou deixando Harry e Hermione mimando o pequeno bebê Lupin que se mostrava incansável em fazer a maior quantidade de barulho possível com seu novo brinquedo de borracha. Escondendo o pergaminho nervosamente em seu bolso, a bruxa mais velha tentou esconder a palidez e o olhar preocupado de seu rosto. Retornando discretamente ao encontro do jovem casal de bruxinhos apaixonados e seu querido e único neto.


-Não posso imaginar que alguém tenha coragem de ameaça-lo!


Murmura Hermione sem tirar os olhos do filho de Remus e Tonks. Um sorriso delicado enfeitando os lábios cor de rosa da grifinória enquanto fitava docemente o afilhado de Harry.


-Não se preocupe, Mione! Não vou permitir que Rita ou qualquer outra pessoa volte a usar seu nome sem minha autorização!


Garante o moreno franzindo a testa brevemente, imaginando se a esta altura o plano de Rony estaria dando certo. Se tudo segue como ele esperava, logo a repórter estaria no fundo do poço e o Profeta, livre das suas mentiras astronômicas.


-Talvez Andromeda tenha razão... Se não a detivermos agora, no futuro irão chamar Teddy de ser um bastardo, poderiam até ameaçar sua segurança, Harry! Não me importo se continuam a me odiar, mas temos obrigação de tirá-lo do meio disso!


Desespera-se a nascida trouxa olhando com desgosto a cópia do infame jornal esquecida na janela da cozinha.


-Mione, não pense nessas coisas! Ninguém vai chamar Teddy de bastardo sem ter que enfrentar a mim primeiro e quanto a odiar você... Juro que não vai durar por muito tempo! Vamos pegar Skeeter!


Promete o grifinório segurando a mão da namorada sobre a mesa, entrelaçando suavemente seus dedos em cumplicidade. A nascida trouxa morde o lábio inferior em certa dúvida, mas decide por confiar no melhor amigo.


-Sim! Tudo vai acabar quando colocarmos aquele besouro intrometido no seu lugar e assim nenhum de nós, especialmente Teddy, passará por mais constrangimento ou riscos desnecessários!


Murmura Hermione com os olhos fixos no pequeno Lupin brincando animadamente com seu pinguim de brinquedo. Para sua surpresa, é Andromeda que a responde, na realidade, ela a questiona para sua surpresa.


-Tem certeza disso?


Inquiri a mais velha com um brilho misterioso nos olhos, deixando Harry curioso e Hermione ligeiramente intrigada com a insistência de Andromeda.


-Claro! Teddy é só uma criança, não pode se defender sozinho, ao contrário de nós! Manter Teddy longe dos jornais é nossa responsabilidade, como Harry disse ele é a prioridade!


Responde a grifinória certa exasperação, estreitando os olhos num obvio sinal de irritação. Andromeda estava duvidando de sua determinação em proteger Teddy de Rita e sua fabulosa imaginação?


-Não estava me referindo a isto, minha querida... O que realmente queria saber, é como tem tanta certeza que não haverá outros riscos no futuro do meu neto além do que falam no Profeta Diário?


Questiona a senhora Tonks firmemente, mas não de forma imperativa. Ela estava testando as aguas, instigando, provocando uma centelha na mente da nascida trouxa até que seus olhos castanhos ampliaram-se preocupados e seus lábios afastaram-se ligeiramente. Hermione sentiu a boca ficar seca e o coração apertar.


Ao seu lado, Teddy apertava mais uma vez o brinquedo de borracha fazendo o apito ecoar mais uma vez na cozinha silenciosa, completamente alheio ao clima de tensão no ar. Harry por outro lado estava cansado dessas perguntas e estava disposto a ir direto ao assunto. Mas, antes que abrisse a boca para falar, sua namorada respondeu.


-Eu não poderia ter certeza!


Admite a grifinória, sem desviar o olhar da senhora Tonks.


-Nenhum de nós teria! Seria impossível garantir que Teddy nunca se encontre em alguma situação de riscos futuramente, mas espero que até lá, nós possamos protege-lo e mais... ensiná-lo a se proteger! Não podemos trancá-lo em uma caixa de vidro ou impedi-lo de explorar o mundo quando for sua hora!


Garante a morena severamente.


-Concordo plenamente!


Anuncia Andromeda suavemente.


-Tudo que envolve magia, tudo que nos permite experimentar o mundo mágico também nos oferece certos riscos, cada um de nós já enfrentou algum perigo, especialmente quando nos conhecemos em Hogwarts!


Explica Hermione, lançando um olhar corajoso ao namorado que a ouvia com o coração na mão.


-E passar por isso nos ajudou a crescer, nos possibilitou aprender mais... Eu não sei quais os tipos de ameaça teremos que lidar mais tarde, mas, meus pais me ensinaram que não devemos ter medo do que é desconhecido, apenas buscar estar preparado para enfrenta-lo! E isso eu posso garantir, vou ensinar à Teddy cada feitiço que eu conhecer, darei a ele todas as chances de se defender!


Completa a grifinória levantando-se e encarando a mais velha com curiosidade. A bruxa não demonstrava orgulho ou preocupação, apenas assentiu com um gesto do rosto e puxou um pequeno frasco de seu bolso antes de falar.


-Está francamente disposta a fazer parte do futuro de Teddy desta forma? Independentemente do que poderá acontecer no seu relacionamento com Harry?


Pergunta severamente a mais velha ao que Hermione assentiu sem hesitar em confirmação.


-Abandonar Harry ou Teddy não está em discussão! Eu amo os dois e isso não vai mudar agora ou daqui a cem anos!


Responde a morena veementemente. Não poderia negar, a assustava a possibilidade de algo acontecer para separá-la de Harry, ela o amava demais, não poderia sonhar com um futuro, uma família sem ele... mas, imaginar o pequeno Lupin crescendo longe de seus cuidados, longe de seu carinho... simplesmente a possibilidade de não estar na vida do bebê metamorfo a deixava horrorizada.  Teddy despertava nela sentimentos maravilhosos e únicos demais para passarem despercebidos por ela.


Harry estreitou os olhos desconfortável com o nível das perguntas da senhora Tonks, um lampejo de terror o atingiu quando ela mencionou seu relacionamento futuro com Hermione de tal forma, como algo incerto, como se por algum motivo os dois não estivessem mais juntos e a ideia o deixou assombrado. Seus olhos buscaram imediatamente os dela, tentado encontrar qualquer sinal de arrependimento ou incerteza, mas seu coração se aquietou ao perceber que sua namorada não parecia intimidada com o interrogatório repentino.


-E os seus pais? Concordariam com a sua filha única assumindo um papel maternal na criação de um bebê mágico que não é seu filho?


Inquiriu a mais velha mais suavemente, como quem espera aconselhar ou levar a uma reflexão sobre um problema delicado. Hermione mordeu o lábio inferior, sentindo sua coragem vacilar ligeiramente com a menção a seus pais. Seus olhos foram de Harry ou pequeno Teddy que agora mordia o pinguim de brinquedo enquanto seus pés balançavam no ar.


-Ela não tem que escolher entre nós!


Interfere Harry perdendo a paciência com a insistência de Andromeda em questionar sua namorada. Como diabos de uma hora para outra ela muda completamente e passa a interrogar sua melhor amiga? Ela não tinha qualquer razão para desconfiar da grifinória.


-Não é uma escolha, mas uma afirmação! Ela deve estar ciente das consequências de assumir esse papel na sua vida e na vida de Teddy!


Garante enfaticamente a senhora Tonks voltando-se para o moreno sem demonstrar raiva, apenas preocupação pura em seus olhos cansados.


-Ainda é muito cedo para falar sobre isso! Não vou pressionar Hermione a nada!


Responde o grifinório levantando-se bruscamente.


-Não estou pressionando-a, Harry! Estou esclarecendo que a partir de agora meu neto vai precisar de alguém que possa assumir inteiramente sua guarda e lidar com as divergência que um garoto metamorfo e filho de lobisomem possa trazer! Não será fácil, você é o padrinho, possui um vínculo legítimo e inquestionável com meu neto, mas quanto à Hermione, caberá somente a ela decidir!


Explica Andromeda pacientemente olhando cautelosa em direção a nascida trouxa que permanecia em silencio até então.


-Ela tem razão, Harry!


Interfere a grifinória o impedindo de protestar. O moreno a encarava confuso e ao mesmo tempo preocupado.


-Você e Teddy também fazem parte da minha família assim como meus pais! Eu não sei como irão reagir depois que encontra-los... Não sei se poderão me perdoar por apagar suas vidas... Eu nem ao menos sei se poderemos reverter o encanto que fiz...


Confessa a grifinória com um sorriso aguado, os olhos lacrimejando enquanto lutava para continuar o discurso.


-Mas, de uma coisa eu tenho certeza, eles não poderiam duvidar do que eu sinto por vocês dois! As nossas vidas estão conectadas há muito tempo Harry...


Diz a nascida trouxa se aproximando do melhor amigo e namorado, tomando-lhes as mãos.


-Eu não posso imaginar um futuro onde eu não esteja do seu lado... Mas, a chegada de Teddy nos fez perceber que temos muito mais a acrescentar, ele nos trouxe uma nova esperança, nos deu uma razão maior para superar nossas perdas e iluminar todo o rastro de destruição dessa guerra...  


Diz a morena com confiança em seus olhos castanhos, e ainda segurando uma das mãos do namorado, ela volta-se para Andromeda com determinação.


-Era essa a resposta que esperava escutar?


Pergunta calmamente a nascida trouxa recebendo um aceno da mais velha.


-Acredito que agora esteja preparada para isto, Hermione!


Diz Andromeda entregando o frasco um líquido semelhante a uma névoa branca em seu interior. Os olhos de Hermione ampliaram-se em choque e Harry quase engasgou em surpresa.


-Eu sinto muito por pegá-la de surpresa, mas Remus me pediu para entregar isso a você quando fosse a hora! Diferente do que ele deixou para Harry, esta lembrança vai esclarecer a você os reais motivos que me levam a pensar que o futuro do meu neto pode ser muito mais perigoso do que a repercussão de um simples artigo de jornal!


Rebate a senhora Tonks deixando Hermione sem palavras e um Harry estupefato na mesa.


 


HERMIONE POV.


 


Ele estava sentado em uma poltrona antiga, ao seu lado uma mesinha de madeira escura, cuja gaveta parecia emperrada, de haste enferrujada, ostentando humildemente uma luminária de bronze como única fonte de luz. Atrás dele percebia-se brevemente a janela protegida por velhas cortinas de musselina roídas em contraste deprimente com o papel de parede desgastado e corroídos pelo tempo.


Haviam sinais de goteira e infiltração por todos os lados e o piso de madeira era tão velho que podia perceber as tábuas desligando-se do chão emitindo rangidos fantasmagóricos. No entanto, do lado de fora da única janela que se apresentava ali parecia uma noite aparentemente tranquila.


Não havia sinal de lareira, mesas e tapetes, apenas aqueles singelos móveis, num lugar ermo e desconhecido. Uma casa abandonada, Remus aparentava desgaste, olheiras profundas sob os olhos, a palidez persistente em seu rosto e os cabelos mais grisalhos do que ela se lembrava.


Suas roupas esfarrapadas e os sapatos desgastados... havia lama seca sobre eles e imediatamente, a nascida trouxa reconheceu-o. Remus Lupin provavelmente deixou essa memória após usa última transformação em lobisomem. Por esta razão estava tão abatido e trancado em um local tão simplório. Mordendo o lábio inferior, a grifinória aguardou pacientemente que o seu antigo professor de Defesa Contra a Arte das Trevas começasse seu discurso.


No fundo, ela já imaginava uma das razões pela qual ele a deixaria uma mensagem... Apenas torcia para estar enganada! E como se lendo seus pensamentos, o Lupin levanta o rosto em sua direção, apertando os olhos em concentração absoluta. Hermione ofegou com tal gesto repentino, ele parecia estar olhando diretamente em seus olhos, tão real que era doloroso lembrar que já não estava entre eles agora.


-A conhecendo bem, Hermione, acredito que deva estar se perguntando por que somente agora está recebendo esta memória... ou por que somente você deve vê-la e ninguém mais! Acertei?


Começa o lobisomem com um sorriso fraco, contrastando com a expressão cansada e sombria de seu rosto. A morena corou com a afirmativa do lobisomem e concentrou-se novamente em buscar pistas sobre sua localização, aquela casa, aquele ambiente, não era tão estranho para a grifinória.


-Eu sinto muito que tenha passado por um interrogatório com Andromeda antes de chegarmos aqui!


Garante ele de imediato surpreendendo a nascida trouxa que ampliando os olhos em surpresa, abriu a boca pronta para protestar quando o Lupin continuou.


-E antes que comece a desconfiar da senhora Tonks, eu a fiz prometer que só entregaria essa memória a você quando estivesse pronta para saber que tipos de perigos envolve a licantropia...


Explica ele apoiando os cotovelos sobre os joelhos e respirando pesadamente, deixando evidente a exaustão que o dominava. A grifinória sentiu o coração apertar com a cena, ele deveria estar sentindo muitas dores após a transformação.


-Hermione, Sírius não estava brincando quando disse que você é a bruxa mais inteligente da sua geração, por que de fato você é!


Garante o lobisomem com uma convicção que impressionava a nascida trouxa.


-E por esse motivo eu preciso da sua ajuda! Eu sei que não tenho nenhum direito de pedir nada a você, afinal com essa guerra, teve que deixar uma vida inteira para trás e ajudar Harry numa fuga desesperada... Eu creio que hoje, você provavelmente planeja terminar seus estudos e começar uma carreira brilhante com um futuro formidável pela frente mas...


Começa ele quase que desesperadamente levantando os olhos para encará-la e nesse instante ela sente o coração parar.


-Mas, eu não peço isto por mim!


Confessa ele arfante, as mãos fortemente fechadas em punhos enquanto obrigava-se a continuar.


-Eu peço... Eu imploro que me escute... Por Teddy, por meu único filho!


Implorava o lobisomem, sufocando na garganta um grunhido desesperado para horror de Hermione.


-Meu filho é um alvo, Hermione! E não é dos Comensais da Morte que eu estou falando!


Confessa o maroto em tom de revolta.


 


VIKTOR POV.


 


O esquadrão de aurores não demorou a explodir os portões de entrada do Profeta Diário, eram mais de trinta bruxos treinados, com varinhas a postos, espantando rapidamente a nuvem de corujas que invadia o interior do prédio causando caos entre os jornalistas do mundo mágico.


Entre eles, se encontrava o imponente jogador búlgaro, Viktor Krum. O rosto ostentando uma expressão rígida, os olhos de buscador varrendo cada centímetro do hall em busca de uma certa bruxa de óculos atrozes e imaginação fértil. Podia jurar que aquela confusão tinha dedo da animaga ilegal no meio.


Impaciente, Viktor seguiu os aurores, dando ordens para que se dividissem para encontrar a fonte do ataque repentino de corujas enquanto perguntava-se onde diabos estaria Shacklebolt numa hora dessas, afinal era sua melhor chance de pegar Rita Skeeter e fazê-la pagar por suas mentiras.


-Tomem cuidado! Há provas de que a fugitiva Rita Skeeter esteja escondida no interior deste prédio, ela é procurada pelo Ministério da Magia Britânico e deve retornar sob custódia!


Exigia ferozmente o Krum aos aurores. Ignorando os protestos dos jornalistas com seus pergaminhos e fotos arruinados, o búlgaro se dirigiu ao local que deveria funcionar como o escritório do Editor Chefe do Profeta Diário, sem nunca deixar vacilar a varinha da sua mão. A postura de duelo e o corpo robusto, intimidando qualquer um que tentasse se colocar no seu caminho.


-RITA SKEETER, ENTREGUE-SE AGORA!


Bradou imperiosamente Viktor, levando os demais repórteres a estremecerem em terror. Porém assim que a estrela de quadribol abriu as portas duplas do escritório, foi recebido com um golpe atordoante de um pavão gigante com peruca medieval que não parava de grasnar angustiadamente.


 


HARRY POV.


 


Não havia muito tempo desde a última vez que voltara a Hogwarts, fora no dia do aniversário de Hermione, quando desesperado buscou o auxílio de seus antigos colegas grifinórios para encontrar algo especial para sua melhor amiga. Não pode deixar de sorrir fracamente com a lembrança de Seamus se oferecendo para leva-la em um encontro ou que no final de tudo fora Hagrid quem lhe mostrou como presentear a nascida trouxa.


Andando pacificamente pelos corredores da escola de magia a qual conhecia tão bem, na qual viveu as experiências mais incríveis da sua infância e adolescência, a sua casa, Harry percebia como aos poucos não restavam mais resquícios da guerra, da tenebrosa batalha onde ele entregou sua vida para destruir Voldemort... Onde seus amigos se sacrificaram pela justiça.


Hogwarts voltava ao ar misterioso e mágico que sempre tivera, os quadros impecavelmente colocados sob as paredes rochosas, o chão limpo, os archotes iluminados, as janelas e vitrais intactos, as armaduras lustradas, as colunas refeitas, os fantasmas vagando animadamente de sala em sala mais felizes do que nunca...


-Talvez tudo volte a ser como era antes!


Murmura o moreno para si mesmo enquanto admirava o trabalho de seus amigos e professores em reconstruir a escola.


-Hogwarts será sempre Hogwarts!


Afirma uma jovem de cabelos quase prateados de tão claros e de sonhadores olhos azuis surgindo silenciosamente atrás dele.


-Merlin! Luna quase me deu um infarto!


Exclama surpreso o Potter com os dois olhos amplos e a mão pousada sobre o peito arfante do susto.


-Não sabia que tinha problemas de coração! Pensei que os narguilés já o tinham deixado em paz depois da última batalha!


Responde curiosamente a corvinal com a mão apoiando o queixo enquanto parecia meditar sobre algo.


-Problemas de coração? Não é nada disso, eu só não esperava que ninguém estivesse por aqui!


Confessa o grifinório, passando nervosamente a mão sobre os cabelos escuros sentindo-se culpado por quase ter gritado com a amiga.


-Temos alunos e professores por todos os lados, nenhuma parte do castelo está vazia!


Anuncia Luna calmamente antes de acrescentar.


-Mas, se pretendia evitar Narguilés deveria se esconder na sala precisa!


Conclui antes de dedicar-lhes um sorriso tranquilo e finalmente Harry pode ver que ela já usava os brincos de rabanete e usava orgulhosamente o uniforme corvinal. A varinha pendurada atrás da orelha direita e um colar de amuletos criados por ela para se proteger de criaturinhas invisíveis que só ela conhecia.


Ela perdeu seu pai durante a batalha, sua única família se foi e ela nem tinha terminado os estudos, ainda não tinha dezessete anos completos e não teria para onde ir, mesmo assim ela não se mostrava revoltada com a vida, muito pelo contrário parecia genuinamente feliz por estar viva, por estar em Hogwarts com seus amigos.


-Eu não queria evitar narguilés...


Explica Harry com um suspiro pesado, se havia alguém que ele poderia confiar além de Rony e Hermione, esse alguém seria Luna.


-E o que você evitava?


Questiona a loirinha se aproximando do grifinório que estava novamente fitando os jardins da escola pela janela da torre.


-Os meus amigos!


Responde francamente o moreno sem encarar a corvinal ao seu lado que inspecionava meticulosamente cada haste da janela como em busca de algo, antes de dar de ombros e sentar-se no parapeito fitando seriamente o moreno de olhos verdes.


-Amigos não devem ser evitados, fazemos amigos para não estarmos sozinhos, Harry!


 Diz severamente a loirinha franzindo ligeiramente a testa não compreendendo a razão para seu amigo evitar seus colegas de casa.


-Não é isso!


Apressa-se em responder o grifinório.


-Eu não tenho forças... eu me sinto culpado!


Continuava o moreno.


-Você fez algo contra eles?


Questiona Luna curiosamente.


-Não! Bem... não diretamente... eu não só... simplesmente não consigo encarar todos eles depois de tudo o que aconteceu! É difícil imaginar Hogwarts sem Parvati e Lavender rindo e cochichando pelos corredores, ou Colin com sua câmera me perseguindo por aí... Fred ainda está sob cuidados constantes de Madame Pomfrey, Susan está em Santus Mungus sem Hannah...


Começa ele dolorosamente, fechando as mãos em punhos e as batendo contra o parapeito endurecido com força como se para liberar um pouco da sua raiva com aquele gesto.


-Não pode encará-los porque seus companheiros morreram lutando por aquilo que acreditavam?


Pergunta Luna curiosamente ganhando a atenção de um Harry atônito.


-Como?


Questiona o moreno piscando os olhos repetidas vezes em confusão.


-Lavender, Hannah, Colin... Todos eles lutaram com tudo de si para proteger Hogwarts, para impedir que os comensais da morte machucassem seus amigos!


Explica corajosamente a menina.


-Mas, se eu tivesse feito algo mais cedo, se eu fosse mais forte, se o tivesse enfrentado até mesmo Teddy ainda teria seus pais!


Começa ansiosamente o moreno para ser cortado pela mais nova.


-Você não tinha como prever todas as mortes, você, Ronald e Hermione sacrificaram um ano inteiro das suas vidas para deter Voldemort, o que mais poderia ter feito por eles além de se sacrificar como já o fez?


Inquiria Luna severamente estreitando os sonhadores olhos azuis com determinação.


-Seria desonrar as memórias deles se culpando por algo que não fez!


Continuava a corvinal ao que Harry ouvia solenemente cada palavra sua. Nunca lembrara de ter visto Luna tão feroz e determinada a convencê-lo sobre algo e isso o surpreendia cada segundo mais.


-Eu quase morri... mas, se tivesse morrido... gostaria de ser lembrada como uma heroína que tentou ajudar um amigo e não como uma bruxa medrosa que se esconde do perigo enquanto tantos lutavam por mim! Eu não me arrependo de ter recebido aquele feitiço no lugar de Ronald!


Garante a loirinha deixando o Potter sem palavras.


-Agora que esclarecemos tudo... Vamos para a sala precisa, Gina me pediu para busca-lo mais cedo, eles estão decidindo as finais de quadribol entre a grifinória e a sonserina agora que metade do time está preso em Azkaban!


Revela a menina o puxando pelo braço animadamente, com seus olhos sonhadores brilhando em emoção como se há poucos minutos atrás nada sério tivesse discutido com o grifinório.


-Mas... e Hermione?


Pergunta atônito o grifinório ao ser arrastado pela corvinal.


-Ela vai te encontrar eventualmente.


Responde a loirinha rapidamente.


HERMIONE POV.


 


O coração batia incontrolavelmente dentro do peito, o ar parecia não ser capaz de preencher seus pulmões. Nervosamente, seus dedos finos apertavam o jeans da sua calça enquanto esforçava-se para manter o foco.


Teddy! Céus, o pequeno Teddy estava em perigo antes mesmo de derrotarem Voldemort. Lupin nunca lhe imploraria por nada, sempre tão misterioso, bondoso e solitário, deveria estar em extremo desespero para lhe fazer esse pedido.


Seu peito doía e ela fazia um esforço tremendo para não correr daquela sala e tomar o bebê Lupin em seus braços, certificar-se de que estava bem, e protege-lo do resto do mundo com tudo de si. Merlin! Ela seria capaz de ajudar Teddy? Que perigo era esse? Quem ameaçava a segurança do pequeno metamorfo? Onde Remus estava no momento que criou essa memória?


Mordendo o lábio inferior com força ela levantou o rosto bravamente encarando a figura devastada do seu antigo professor.


-Eu preciso que preste muita atenção, pois assim que entregar essa memória nas mãos de Andromeda irei obliviar-me de tudo que revelarei aqui!


Anuncia severamente o mais velho levando a grifinória a reter o fôlego em temor. Obliviar a si mesmo? Qual o conteúdo dessa memória afinal? Que tipo de informações seriam tão perigosas a ponto dele preferir limpar sua mente definitivamente?


As perguntas se acumulavam e a ansiedade da nascida trouxa crescia em proporções alarmantes.


-Você assim como Lily, não demorou a perceber porque eu desaparecia a cada lua cheia! E fazendo jus à memória da mãe de Harry, também não demorou em pesquisar tudo ao seu alcance sobre “meu problema peludo”!


Começa Remus com um sorriso triste na memória de seus falecidos companheiros. Enquanto Hermione não podia evitar um ligeiro rubor ao ser comparada com Lily Potter.


-Ser um lobisomem é carregar dentro de si uma maldição eterna! Eu levo no meu sangue um veneno que condenaria meus filhos e netos... É o pior legado que um homem pode deixar a sua descendência e foi por isso que me afastei do mundo mágico por tanto tempo...


Confessa Remus tomando pausas demoradas para respirar fundo e focar-se em esclarecer à Hermione o perigo que o espreitava.


-Eu sempre fui rejeitado por essa condição que eu se quer escolhi, o único lugar onde encontrei amigos verdadeiro foi em Hogwarts... com os Marotos!


Explicava o Lupin sentindo lágrimas chegarem aos olhos.


-Eu fui feliz de verdade Hermione! Mas, depois de Voldemort, tudo foi destruído... James e Lily... Eles... estavam mortos! Peter aparentemente morto e Sírius supostamente um traidor, eu fiquei novamente sozinho! Estava confuso e tão enfurecido que não mantinha mais controle sobre meus impulsos, eu representava uma ameaça, por isso me afastei de Harry quando ele mais precisava de mim!


Lamenta o lobisomem desolado, enquanto Hermione segurava suas próprias lágrimas com a revelação do maroto.


-Eu nunca vou me perdoar por tê-lo abandonado com aqueles monstros que são os Dusleys! Ele merecia uma família de verdade e não algozes!


Rebate enfurecido o lobisomem com um rosnado gutural que teria assustado a nascida trouxa se não se tratasse de uma memória em penseira. Demorou mais um tempo antes de Remus retomar o controle da sua ira com respirações profundas e demoradas.


-Na Grã Bretanha nós temos um Alpha, Greyback... ele é considerado o lobisomem mais feroz e poderoso em décadas... ele transformou centenas de trouxas para criar seu próprio clã, sendo o único de descendência mágica dentre eles, dessa forma os controlaria mais facilmente os convencendo a seguir Voldemort!


Explicava seriamente o Lupin estreitando os olhos instintivamente ao recordar a criatura que o transformara em lobisomem.


-Depois dele, Hermione, eu seria um dos poucos e mais antigos lobisomens vivo e com descendência mágica sem Greyback, isso faria de mim o novo Alpha! Você provavelmente sabe que para ser o número um de uma ‘matilha’ é preciso ser herdeiro direto do Alpha ou derrotar seu líder pela força! E eu garanto a você que vou acabar com aquele maldito Greyback!


Rosnava o lobisomem furiosamente, as mãos quase transformadas em garras.


-Se algo me acontecer nessa guerra eu não poderei liderar os demais lobisomens e meu legado será passado adiante... ou pior, será deixado à Teddy! Eu deliberadamente desafiei Greyback e seus seguidores... Se descobrirem... Se descobrirem que tenho um filho, virão atrás dele e não descansarão até leva-lo do mundo mágico independente da morte ou ascensão de Voldemort!


Hermione ofegou, engolindo em seco com o coração apertado dentro do peito.


-Os lobisomens sempre foram um grupo independente e instintivo... é difícil estabelecer uma relação estável entre eles e por isso eu peço que mantenha distancia deles Hermione! Fique longe deles e mantenha Teddy e Harry afastados também! É arriscado demais!


Alerta Remus severamente com um olhar duro e exigente e a nascida trouxa encontrou-se a concordar ainda que inconscientemente balançando a cabeça positivamente em resposta.


-O primeiro cuidado é manter Teddy afastado dos outros lobisomens, ele nasceu livre dessa maldição e não suportaria que meu filho sofresse como eu sofri!


Confessa o lobisomem francamente.


-Eu fugi do mundo mágico, decepcionado, traído, confuso, enfurecido... sozinho! E foi nessa época que eu encontrei Eric Dovey! Lembre-se desse nome Hermione!


Atenta Remus retomando uma postura de professor.


-Um menino lobisomem foragido de terras francesas, o último de um clã de seis gerações de lobisomens, e teve seus dois irmãos brutalmente assassinados... assassinados não por bruxos comuns... mas por uma Legião!


Explica seriamente o lobisomem para horror de Hermione.


- Os assassinos eram na realidade um grupo de puros-sangues da Europa central, treze homens formando uma sociedade secreta para erradicar do mundo mágico certas “bestas e monstruosidades das trevas” que não mereciam dividir o mesmo espaço que eles!


Continua amargamente o Lupin enquanto a nascida trouxa se controlava para não gritar, seu estômago dando um nó e a garganta secando gradativamente. Ela precisava urgente encontrar Teddy, chamar Harry e fugir com o pequeno para longe desses homens.


-Não adianta buscar informações sobre eles, em lugar algum, como a Ordem, eles são uma sociedade secreta, privilegiada, poucos membros, mas exclusivamente puros-sangues!


Alerta Remus frustrado, mas ao mesmo tempo mantendo uma expressão desafiadora em seu rosto.


-Eric viu seu pai e seus irmão serem sacrificados e fugiu antes que fosse mais uma vítima dessa conspiração! Ele não tinha mais que quinze anos de idade!


Explica severamente.


-Eles caíram em uma armadilha, uma emboscada no meio da floresta e foram cercados por treze bruxos vestidos com mantos prateados! Foi um dia após a lua cheia, estavam todos fracos... foram alvos fáceis e amordaçados por correntes de prata e selos mágicos, obrigados a assistirem a uma cerimônia mortal!


Literalmente cuspia entre os dentes o Lupin recordando das palavras desesperadas de Eric.


-Era um ritual no qual a varinha do membro deveria estar revestida do sangue da vítima! Foi quando se mantinha prisioneiro que Eric descobriu que cada iniciado na legião, deve sacrificar uma pessoa contaminada com o vírus da licantropia sendo adulto ou criança, não importavam!


Revela Remus enfurecido.


-O iniciado devia obediência ao líder, marcando o sangue na sua varinha! Essa é a única forma de identifica-los, há uma meia lua vermelha em cada varinha! E para piorar as coisas, trabalham com os ministros e poderosos da comunidade mágica por toda Europa!


Hermione sentiu todo o sangue fugir de seu rosto e as pernas enfraquecerem. Ela teria caído ao chão se já não estivesse sentada. Merlin! Era horrível!


-A ligação dessa sociedade secreta a rituais das trevas, levou ao banimento dos seus seguidores da Grã-Bretanha mágica para os países baixos, nenhum deles poderia ser enviado à Azkaban, mas estariam impedidos de colocar os pés no Reino Unido enquanto existisse Ministério da Magia!


Continuava o lobisomem enquanto Hermione aguardava pelo pior.


-Foi por causa desta lei que Eric escolheu a Inglaterra! Mas, continuava procurado por toda a França com cem galeões por sua cabeça! Há doze anos atrás... eu fui testemunha da morte de Eric Dovey por um bruxo chamado ... Marcus Altheir!


Hermione esforçava-se para manter em mente os nomes e cada indicação dada por Remus.


-E hoje depois de dezessete anos, os seguidores dessa ordem secreta são convidados a retornarem com a queda do ministério! Há uma grande chance de encontrarem o registro de Teddy no ministério, e não só o dele, mas de todos os lobisomens do metamorfose do país! Até mesmo Greyback temia... ser alvo dessa legião! Hermione eu imploro, ajude meu filho!


Pedia Remus desesperadamente.


 


GERAL POV.


 


Hermione deixou a sala da diretora com desespero. Seu coração a mil por segundo, os olhos embaçados pela eminencia de lágrimas e o desejo imperioso de encontrar Harry e Teddy o mais rápido possível. Ela andava o mais rápido que suas pernas conseguiam lhe sustentar, era um esforço hercúleo, sentia que a qualquer momento poderia cair numa pilha de nervos sob seus joelhos e começar a amaldiçoar cada criatura que ameaçasse a vida do pequeno Lupin.


As palavras de Remus ecoando sombriamente por sua cabeça... De um lado os lobisomens querendo vingança e do outro a possibilidade de uma legião de fanáticos ameaçando a vida de Teddy em prol de uma ideologia tão vil quanto a que os comensais da morte acreditavam tão cegamente. E agora Remus lhe confiava o futuro de Teddy, lhe implorava que encontrasse uma saída para proteger o pequeno.


Era desesperador. Marcus Altheir? De onde teria saído esse nome? Porque gravar o nome de um lobisomem morto como Eric Dovey? Como Remus sabia que eles retornariam? Como ela poderia usar essas informações para proteger Teddy? E onde diabos estaria Harry nessa hora? Pensava rapidamente a nascida trouxa com impaciência, subindo os degraus das escadas móveis a passos apressados. Porém quando chegou ao lugar marcado... não tinha nenhum sinal do namorado.


Tomando fôlego e contendo a raiva que começava a crescer dentro de si, Hermione seguiu em sua busca, pela torre grifinória e salão comunal, corredores, salas de aula vazias, biblioteca, grande salão, masmorras, banheiros, jardins, na casa de Hagrid, mas ninguém tinha visto o moreno de óculos redondos e cicatriz na testa. Foi quando retornava para a biblioteca determinada a pegar emprestado todos os livros sobre licantropia que esbarrou em alguém, quase indo ao chão se a pessoa não a segurasse pela cintura e a puxasse contra si equilibrando-os em pé.


-Desculpe!


-Sinto muito!


Disseram ao mesmo tempo antes de encararem um ao outro em reconhecimento mútuo. Que a tinha segurado não era nada mais nada menos que Neville.


-Eu não queria esbarrar em você, eu estava indo para a estufa quando...


Começa a justificar-se o grifinório ligeiramente vermelho ao perceber que ainda segurava Hermione pela cintura e a solta timidamente incapaz de olhá-la nos olhos.


-A culpa foi minha Neville! Não se preocupe!


Apressa-se Hermione com exasperação.


-Você por acaso não viu Harry ou Andromeda por aqui?


Questiona a grifinória mal dando chance de Neville protestar sua afirmação anterior.


-Harry? Eu não sabia que ele estava aqui no castelo!


Murmura o jovem bruxo ainda confuso.


-E Andromeda ou McGonagall?


Insiste a nascida trouxa ansiosamente.


-Ainda não as encontrei hoje, mas posso ajudar a procurar por elas!


Responde Neville gentilmente, agora mais do que nunca determinado a ser útil para a grifinória.


 


HARRY POV.


 


-Não temos outra opção, vamos jogar essas cartas na lareira ou vamos ler uma por uma!


Determina Gina cruzando os braços e interrompendo a discussão entre Rony e Harry. Os dois trocaram olhares fulminantes antes de responderem em uníssono.


-Sim!


-Não!


Gritaram ao mesmo tempo.


-Eu já disse que essas cartas não me interessam!


Vociferava o Potter, definitivamente cansado dos problemas causados por essa maldita campanha de Skeeter. Agora Hermione estava brava com ele e seus amigos queriam trancá-lo Na sala precisa para ficar lendo as baboseiras de um bando de meninas que não o conheciam de verdade. Isso era revoltante.


-E eu já disse que se uma dessas malucas enviou um bugio com geleia de pus para machucar ela vai ter volta!


Insiste Rony ficando vermelho de raiva.


-A culpada é Skeeter!


Rebate Harry furiosamente levantando a voz.


-Já estamos cuidando da mosca-morta! Agora temos que vigiar Hermione!


Intervém o Weasley novamente.


-Hermione nunca concordaria com isso!


Garante Harry ferozmente.


-Ela só está fingindo que não se importa para não revelar a relação de vocês dois! Aposto que Krum não deixaria isso acontecer!


Acusa Rony entre dentes silenciando de vez o moreno de olhos verdes.


-CHEGA!


Gritou Gina, mas nenhum dos dois a deu atenção. A ruiva revirou os olhos e levantou as mãos ao alto em obvio sinal de desistência, esses dois não iriam parar nunca! E jogando-se no sofá ao lado de Luna que ainda escrevia a próxima matéria do seu jornal a Weasley puxou uma das cartas e ofereceu à Dean.


-Se não começarmos logo não saberemos se essas garotas poderão tentar machucar a Mione ou armar um motim com o seu fã clube Harry! Poderia ler esta Dean?


Pede gentilmente a garota e o Thomas não demorou a recitar fielmente palavra por palavra:


Querido Harry,


Sou uma jovem bruxa solteira do País de Gales, tenho dezessete anos de idade e sou apaixonada por quadribol e transfiguração, acredito que sejam pontos em comum entre nós, estou enviando esta carta para prestar meus sentimentos após as revelações bombásticas de Rita Skeeter e para oferecer todo o apoio que precisa para superar a traição de uma bruxa que não merece seus mínimos sentimentos. Nas últimas semanas, estive torcendo pelo seu sucesso contra você-sabe-quem e seus seguidores comensais da morte.  Nunca duvidei da sua capacidade de vencer a ameaça das trevas e nos trazer a paz. Você é nosso herói e como tal não poderia estar desamparado nas mãos de uma trouxa manipuladora e ordinária como Grangey. O que ela fez foi além do imperdoável, deveria estar apodrecendo em Azkaban desde o Torneio Tribruxo! Por favor, me dê uma chance de provar que posso ser uma mãe muito melhor para seu filho!


Com amor,


Diana Cross


O Potter gemeu interiormente depois da leitura de Dean, o próprio garoto estava rubro com as declarações de amor professadas na carta de Diana. Rony balançava negativamente a cabeça entre a pena e a diversão de ver o estado do seu melhor amigo, quando Gina começou a ler a segunda carta. Esta, estava cheia de coraçõezinhos cor de rosa e um forte perfume adocicado que fez o estômago do Potter revirar.


Dean passou a carta de Diana para Harry que a amassou e jogou na lareira sem pensar suas vezes. Essa garota se quer o conhecia e já estava se oferecendo para ser a mãe do seu filho, além de insultar tão deliberadamente sua namorada.


Amado Harry,


Sou Esmirna Garner, sua eterna adoradora de dezesseis anos de idade, estudante da Escola de bruxaria e Magia de Istambul na Turquia, sou monitora desde meu quinto ano e amo encantos e herbologia. Sonho em conhece-lo desde que era uma criancinha e acompanhei pelo Profeta Diário toda sua história de lutas vitoriosas contra você-sabe-quem. Me apaixonei cada vez mais por sua coragem e sensibilidade Harry querido, e derramei lágrimas de sangue quando desapareceu por mais de um ano enquanto imperava o mal em todo Reino Unido. Como sua fiel seguidora, eu sabia que retornaria triunfante à Hogwarts, que não abandonaria a todos nós e não me enganei, tenho certeza que em mesmo a nascida-trouxa o conheceria tão bem quanto eu, sei tudo sobre suas preferência meu Harry, sua cor favorita, sua comida favorita, suas roupas e presentes preferidos, e garanto que sou tudo o que poderia desejar em uma mulher. Acredito que nós dois nascemos um para o outro e estou disposta a lutar pelo seu adorável coração. Agora que está livre das amarras de Hermione Granger, finalmente poderá abrir os olhos para seu verdadeiro amor. Estarei aguardando uma coruja com sua resposta.


Para sempre sua,


Esmirna Garner


O moreno enterrava o rosto na almofada vermelha enquanto grunhia em agonia absoluta. O que diabos Mirna... err Esmirna tinha na cabeça? Ela acreditava conhecer Harry Potter melhor do que Hermione, como inferno ela saberia sua cor preferia? Nem mesmo ele sabia qual era ainda. Nunca teve tempo para uma vida normal antes de derrotar Voldemort e quando pensou que desfrutaria de paz e tranquilidade Skeeter joga essa bomba na sua cabeça.


-Oh, Harry, ela desenhou corações por todo pergaminho!


Ironiza Gina segurando a vontade de rir do desespero do seu amigo, Luna ao seu lado, rabiscava pacificamente algumas coisas no seu caderno enquanto Rony chorava de rir caindo numa poltrona em frente à lareira. Harry praguejou baixinho, Luna o havia enganado para leva-lo à sala precisa, estava tão ferrado se Hermione descobrisse que estava se escondendo para ler as cartas... Uma pilha sinuosa de cartas ainda estavam a espera de serem abertas e para seu horror, Seamus pegou uma para ler em voz alta.


Doce Harry James Potter,


Estou arrasada com os últimos acontecimentos anunciados no Profeta Diário! Em tantos anos acompanhando as desventuras do trio de ouro jamais iria acreditar que Hermione Granger, fosse traí-lo de tal forma. Usar um filho para controla-lo foi degradante e definitivamente o golpe mais baixo que uma bruxa poderia dar. Ela é uma vergonha para os bruxos nascido-trouxa e não irei compactuar da sua maldade. Estou disposta a oferecer meu apoio e alertá-lo mais uma vez. Não confie em Hermione, ela já mostrou sua verdadeira face e agora só nos resta torcer para que no final ao menos o pequeno Teddy seja realmente seu filho. Estarei sempre a disposição caso precise de um ombro amigo basta enviar uma coruja para a Escola Mágica de Beubatonxs na França endereçada à Angelique Deveroux do sétimo ano.


Carinhosamente,


Angelique Deveroux


Harry engoliu em seco. Uma menina de Gales, outra da Turquia e agora até uma garota francesa? Até onde Skeeter poderia chegar para infernizar a sua vida??? Para piorar o seu colega irlandês imitava uma voz aguda e irritantemente feminina enquanto lia, seus amigos choravas de rir da sua desgraça, como iria se explicar para Hermione depois disso? Dessa vez estava muito ferrado.


-Agora é minha vez!


Empolga-se Rony puxando uma carta da pilha e abrindo com animação. Seu sorriso se torna maligno quando começa a ler.


Harry,


Meu nome é Leontine Cadmus e tenho dezoito anos, me formei na Academia Mágica de Atlantis na Grécia recentemente e estou completando o curso de auror sênior da jurisdição mágica greco-romana, até onde eu sei essa área te interessa e muito não é mesmo?  Para ir direto ao ponto, amo bruxos poderosos e bravios. Para sua sorte me encontro disponível para um relacionamento sério e apaixonado, posso mostrar a você como é estar com uma mulher de verdade e garanto que esquecerá qualquer outra bruxa quando descobrir certas magias que só acontecem quando estamos na cama! Se aceitar minha oferta garanto que esquecerá todo o resto do mundo e descobrirá quão prazeroso é realizar suas fantasias mais perversas. Estou enviando uma foto para atiçar sua curiosidade...


Aguardando sua resposta,


Leontine Cadmus


Agora o Potter empalidecera, todos os olhos do salão comunal estavam voltados em sua direção. Assustado, o grifinório engoliu em seco, chocado com a forma “direta” que a tal Leontine garantia que o levaria para a cama. Suando frio, ele levou alguns segundos antes de levantar rápido como uma flecha e arrancar a carta das mãos de Rony e atirá-la ao fogo diante de olhares estupefatos dos seus colegas.


 

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Comentários: 3

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Enviado por Coveiro em 07/12/2013

Uou... que loucura... que capitulo foi esse? Ta demais

Coitado do pequeno Teddy... vc precisa proteger ele... é muito cruel essa responsa toda pesando nele... ele é só um bebe

E o Harry e a Mione... quando vão assumir... fala serio...Rita fora de controle... e as cartas piores ainda... melhor casar logo pra deixar todas sem esperanças...

Que carta foi essa? A Mione vai surtar.. ou como o Harry vai lidar com isso? E ele e a Mione, vão esquentar logo pelo visto...

Espero logo pelo proximo...

O meu ta dificil escrever... to muito atarefado... um pouco triste pra escrever e ainda preciso de tempo pra planejar os roteiros... assim que eu tiver tempo posto... mas agora ta impossivel... 

Nota: 5

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Enviado por Venatrix em 04/12/2013

OH MY GOD!!!!!!!!!!!! Diz que a Mione vai fazer do Teddy filho dela e do Harry Perante a lei, por favor Diz! Nãop seja má... 
Parabéns pelos dois capitulos incriveis, maravilhosos, amei muito os dois, mal posso esperar para ler o proximo. quero que os sogros do Harry Apareçam logo.
Desculpa, esse comentario curtinho, mas é que estou no serviço e dei uma escapadinha pra comentar, depois passo aqui pra fazer um comentario descente, bjs
Parabéns mesmo pelo capitulo incrivel 

Nota: 1

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Enviado por Saito em 03/12/2013

CARACA! Mariana Thamiris 

MENINA!!!!!!!!!! MEU DEUS ~Le pega a Mariana e Dança she wolf~ ~Gira de um lado, giro do outro... Dançando com os dementadores tbm~

Sem palavras! Não vou te chingar, nem lançar azações por causa da demora, pois os dois capitulos estão demais! Desculpe a minha demora em comentar... sem enrolação vamos ao que eu achei dos dois capitulos.

Incriveis, esplendidos, maravilhos e todos os outros adjetivos que eu possa pensar, meu Deus! O Artigo da Skeeter... quero muito ver a reação deles ao ler (\O/ AEEEEEE WEASLEYS), tenho 98% de certeza de que o capitão é o  Marcus Altheir. 

 A Mione ja arrumar um jeito de mudar o resgistro do Teddy pra que ele seja filho dela e do Harry?? To pesando nessa possibilidade porque assim evita os lobisomens e os "Comensais 2° linha".... me diz que é isso por favor?? MEUS DEUS2 QUE CARTA FOI AQUELA??? Sera que a Mione escutou??? Quero que os pais dela apareçam logo, serio, to doido pra ver a bronca que eles vão dar nela, e ela provavelmente vai ficar contra eles para estar ao lado do Teddy....
Ate que em fim o Krum fez algo que preste! Muito inutil.... To adorando a Vingança dos Weasleys
Caracoles eu quero muito saber com quem a Sra. Tonks ta se correspondendo..... 
Segue a seta -------------------> NUNCA VOU TE ABANDONAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAR (faço ate voto perbetuo)

POR FAVOR POSTA O PROXIMO CAPITULO RAPIDO I NEEEEEEEEEEEEDDD DELE KKKKK

Espero que tudo melhore na sua familia, estou torcendo por vocês, vai dar tudo certo okay :D
 

Nota: 1

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