Gente eu peço desculpas pela demora, mas acho que estou perdendo a pratica de fazer comentários e digamos que esta sendo dificil escrever os momentos e ao mesmo tempo escrever os comentários, na verdade o capitulo esta tão grande quanto o ultimo da fic Hogwarts Lendo HP7, mas é que eu pensei, eles estão esperando muito então que mal faria eu cortar a metade do capitulo e postar ele, me desculpem mesmo pela demora...
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— Com cuidado em, não precisa ficar com medo. — Falou Harry segurando uma vassoura de tamanho pequeno enquanto Teddy com seus cabelos azuis subia em cima do brinquedo com cuidado, pelos olhos do menino podia se ver o medo e a relutância quanto a subir na vassoura.
— Eu devo ter jogado pedra na cruz, porque mostrar a minha maldita infância? — Perguntou Teddy já sabendo o que aconteceria naquela cena e não iria gostar daquilo.
— Qual é, nem deve ser tão ruim assim. — Falou Vic sorrindo, estava sempre querendo saber como foi a infância de Teddy, é claro que boa parte dos momentos dele, ela estava junta, mas tinha curiosidade sobre a vida dele com Harry e Gina, o marido não era muito de falar sobre sua infância, ainda mais em momentos que para ele era vergonhoso.
— Eu também não me dava bem com vassoura quando era pequena, eu era muito desastrada e como já estava acostumada a cair preferia não fazer coisas que me machucaria. — Falou Tonks.
— Tonks, você continua desastrada até hoje. — Falou Remo apenas para relembrar a companheira que deu de ombros e fez bico.
— É até engraçado como você tropeça no mesmo lugar quando vai ao Largo Grimmauld. — Falou Sirius sorrindo para a prima.
— A culpa não é minha se aquela coisa esta sempre no mesmo lugar. — Falou Tonks.
— Mas se esta no mesmo lugar você deveria se lembrar que ele esta lá e ai não tropeçar. — Falou James para a metamorfa que fez uma breve careta.
— Mas eu me esqueço, não da pra explicar como eu faço isso. — Falou Tonks envergonhada e se concentrando para não mudar seus cabelos para vermelho.
— Eu me lembro das poucas vezes que ela se atrevia a subir em uma vassoura na nossa época da escola. — Falou Carlinhos (mais novo) para Helena.
— Ela é tão desastrada assim? — Perguntou Helena (adolescente) que não acreditava que Tonks fosse tão desastrada assim.
— Ela apenas tem muito medo ao fazer algumas coisas e ai acaba se atrapalhando. — Respondeu Carlinhos (mais novo) fazendo com que Helena assentisse como sinal de que havia entendido.
— Ela não vai subir pra muito alto e se você cair eu seguro. — Falou Gina se aproximando do marido que estava sentado na grama daquele extenso campo, tiveram que ir para um lugar bem longe do mundo trouxa para que assim pudessem ensinar Teddy a voar em uma vassoura e caso o menino caísse não se machucaria muito por ter a grama para amortecer a queda.
— Mas eu já me machuquei ontem. — Falou Teddy olhando para Harry que ficou confuso.
— O que uma coisa tem a ver com a outra? — Perguntou Sirius confuso.
— Eu me machucava tanto que comecei a ficar decidido a fazer coisas que me machucariam apenas uma vez por semana, era um modo de pensar que me ajudaria a não me machucar, então se eu me machucava hoje, amanhã eu já não faria nada, seria o mais cuidadoso possível. — Falou Teddy envergonhado.
— Mas quando se tenta ser cuidadoso demais acaba se machucando sem perceber. — Falou Marlene para o menino que assentiu.
— Mesmo tentando fazer tudo certinho eu acabava me machucando do mesmo jeito, ou eu tropeçava em alguma coisa, ou acabava batendo o braço em algo que caia e assim quebrava, sempre acabava acontecendo. — Falou Teddy dando de ombros.
— Como? — Perguntou Gina.
— Derrubei um copo no meu pé. — Falou Teddy levantando a ponta do pé fazendo com que o mesmo ficasse apenas com que apenas o calcanhar tivesse contato com o chão, o menino mexia o pé de um lado para o outro — Mas já sarou.
— Não tem nada que corta aqui Teddy, trouxemos tudo de plástico para o piquenique e você não vai se machucar de novo. — Falou Gina.
— Cadê o James? — Perguntou Teddy olhando em volta.
— Não adianta distrair as pessoas tentando fazê-las com que esquecem. — Falou Gina sorrindo.
— Era por isso que eu gostava do James naquela época, ele fazia tanto barulho que até me ajudava ocupando os pais dele, o que não aconteceu nesse dia. — Falou Teddy — Pra minha má sorte na verdade.
— Esta dormindo, agora vamos logo que você não vai se machucar e já esta grandinho e não precisa ter medo de voar em uma vassoura, sua mãe era ótima nisso. — Falou Gina para o menino que pareceu ficar mais atento em suas palavras.
— Mentindo Gina, que coisa feia. — Falou Tonks rindo do que tinha ouvido a ruiva na cena dizer, aquilo era uma tremenda mentira, tudo bem que ela sabia voar, na verdade aprendeu com vários tombos, mas dizer que ela era ótima naquilo chegava a quase ser um pecado tamanha a mentira.
— Quem nunca mentiu para uma criança ter coragem? — Falou Lily (avó) como se aquilo pudesse explicar a mentira da nora que tinha ficado envergonhada.
— Eu já disse para a minha irmã que ela é adotada. — Falou Fred II fazendo com que todos olhassem para ele espantado, principalmente seus pais.
— Mas isso não é uma mentira boa. — Falou James (avô).
— Eu sei que não, só estava querendo brincar com ela, mas levei a pior já que ela ficou duas semanas sem falar comigo e não me acobertava mais. — Falou Fred II.
Lorcan olhou para Roxanne que tinha a raiva estampada em seu rosto, eram poucos os momentos que via a morena daquela forma, ainda mais com o próprio irmão.
— Meus filhos têm a mania de não saber o que é limite. — Falou Angelina olhando para o filho que sorriu amarelo, quando se falava da aparência de seus filhos a resposta para onde eles herdaram suas características eram obvias, os dois eram tão diferentes quanto ela e Jorge, o menino tinha a pele clara dos pais e os cabelos ruivos, já a menina tinha a pele escura do mesmo jeito que os cabelos que estavam sempre soltos chegando há um pouco abaixo do meio das costas.
— Papai não me ensinou isso. — Falou Fred II colocando o pai no meio da confusão, no momento em que o olhar de sua mãe foi para seu pai ele bufou e olhou para Fred II como se dissesse que ele se arrependeria de ter feito aquilo.
— A culpa não é minha, eu não em lembro desse acordo de eu cuido do Fred e você da Roxanne. — Falou Jorge (adulto).
— E qual era o acordo? — Perguntou Angelina.
— Você cuidava das crianças e eu da loja. — Respondeu Jorge (adulto) fazendo com que todos rissem, então para ele o mais fácil ficava para ele.
— Então o mais difícil fica pra mim? — Perguntou Angelina.
— Não é isso que as mulheres querem? Quer o respeito dos homens e querem que eles entendam que elas podem fazer coisas difíceis tanto quanto ele, estou respeitando esse desejo e deixando o mais difícil pra você. — Falou Jorge (adulto) como se aquilo justificasse tudo.
— Falando em direitos femininos, porque o Fred pode ficar com quem ele quiser e quando é eu querendo ficar com alguém ele não me deixa? — Perguntou Roxanne chamando a atenção dos seus pais.
— Porque ele faz isso?
— É o dever dele fazer isso.
Jorge (adulto) e Angelina disseram a mesma coisa, ela na defesa de sua filha e ele na do filho, no momento em que ouviram o que o outro falaram se olharam indignados.
— Ela é nova/Ela pode. — Falaram os dois ao mesmo tempo.
— Esta vendo, eu poço. — Falou Roxanne para o irmão que logo diria alguma coisa.
— Você só tem 14 anos. — Falou Fred II.
— Silencio para os três, se eu souber que algum dos dois esta se metendo na vida da Roxanne irão se ver comigo e se algum dos dois fazer isso de novo Roxanne, você pode me dizer que eu cuidarei disso. — Falou Angelina fazendo com que apenas sua filha ficasse feliz com aquilo.
— A minha opinião não vale? — Perguntou Jorge (adulto).
— É claro que não, estamos seguindo o combinado, você cuida da loja e eu das crianças então você não tem que se meter nos meus assuntos. — Falou Angelina fazendo com que o marido se arrependesse pelo que tinha dito antes.
— É melhor você se cuidar para que eu não lhe veja com algum menino porque se não eu mato ele e você junto. — Sussurrou Fred II para a irmã que nem mesmo se importou, os dois nem mesmo perceberam que Lorcan escutava a conversa.
— Sério? — Perguntou Teddy.
— Sim ué. — Respondeu Gina sorrindo largamente para o menino que assentiu, a ruiva percebeu a cara que seu marido fazia e pode perceber que ele entendeu que ela havia mentido.
— Bom, vamos lá. — Falou Harry chamando a atenção do menino que olhou para ele e depois para a vassoura que flutuava, por alguns instantes ele apenas ficou a observar até que pegou a vassoura nas mãos e se colocou a montar na mesma, mas apenas instantes depois ele deu um pouco de impulso com os pés e a vassoura subiu alguns centímetros, cerca de 30 centímetros acima do chão.
— Faça igual eu disse. — Falou Gina para o menino que olhou para o chão — Não, olha para frente, não olha pro chão se não dá medo.
— As vezes é melhor dizer isso para a criança antes que ela suba na vassoura porque é meio que por instinto que olhamos para baixo. — Falou James (avô).
— Você fala isso porque praticamente nasceu em cima de uma vassoura. — Falou Lily (avó) que também tinha problemas em voar, não era muito fã daquilo e o medo de cair a dominava completamente — E vocês? Jogam Quadribol? — Perguntou ela para Lily e Al que assentiram.
— Com uma mãe jogadora de Quadribol acha mesmo que a gente não jogaria? — Perguntou Al retoricamente.
— Você também teve medo tia Gina? — Perguntou Teddy enquanto olhava para frente.
— Um pouco. — Falou Gina se sentando de lado em uma vassoura que estava atrás de si flutuando sozinha, a ruiva ficou na altura do menino que sorriu para ela de lado — Vamos, sei que consegue, pense que vai cair em uma cama elástica ou em cima da cama do Dinho.
— Esta exagerando nas mentiras, você nunca teve medo de vassoura, pelo contrario costumava sair no meio da noite escondida para voar porque sua mãe não deixava, já que era perigoso. — Falou Arthur para a filha que ficou envergonhada.
— Eu tinha 10 anos, não era perigoso. — Constatou Gina, tinha raiva da mãe por causa daquilo, para ela tudo era perigoso, até mesmo subir as escadas um pouco mais rápido que o normal era perigoso para a Sr. Weasley.
— Cama do Dinho é macia. — Falou Teddy.
— Isso, então você não vai se machucar. — Falou Gina para o menino que assentiu e com um leve mexer das mãos que segurava o cabo a vassoura começou a avançar pelo ar em uma velocidade baixa, enquanto a vassoura de Teddy voava pelo campo a de Gina seguia a do menino que sorria largamente ao ter o vento bater em seu rosto e balançar seus cabelos para todos os lados.
Tonks começou a pensar se um dia ao invés de Teddy aprender com Harry e Gina, se ele aprenderia com ela e Remo, se seria Remo a quem sempre ficaria esperando que ele tomasse uma decisão ou que seria ele que incentivaria mais o filho.
— Você gosta de voar? — Perguntou Carlinhos (mais novo) para Helena (adolescente) que assentiu e com a mão fez sinal de mais ou menos.
— Não muito, na verdade eu tenho alguns costumes de fazer coisas apenas quando quero relaxar, voar é uma coisa que eu só faço nesses momentos é algo que me deixa com a mente aberta e um pouco mais relaxada, quando eu estou com a cabeça cheia ou quando brigam comigo eu costumo voar, soltar a voz um pouquinho. — Respondeu Helena (adolescente).
— Soltar a voz? Como assim? — Perguntou Carlinhos (mais velho) confuso.
— Eu não sou a melhor cantora do mundo, mas é que eu não sabia como meus pais eram, eu não sabia quais as qualidades, talentos e defeitos que eles tinham e quando eu pensava nisso tinha a vontade de fazer coisas que eles também poderiam fazer, como por exemplo, eu já conheci pessoas que tocaram piano, violão, que cantavam, faziam um esporte diferente e poderiam fazer varias outras coisas, então eu pedia para essas pessoas me ensinarem, é por isso que eu sei tocar piano e também gosto de lugar. — Falou Helena (adolescente).
— Que tipo de luta? — Perguntou Carlinhos (mais novo) confuso.
— Na verdade não é uma luta, é como se fosse uma dança só que com golpes e é como se uma pessoa compreendesse a outra e conseguisse pensar como o outro e assim se defender, para ganhar você tem que ataca-lo, mas não acertar, é insinuar que baterei em você e paralisar no momento em que te acertaria, se você não se defender eu ganho, quem sabe um dia eu lhe mostre. — Falou Helena (adolescente) sorrindo para o ruivo que assentiu.
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— Eu não posso viajar agora, Kingsley. — Falou Harry estando em um grande escritório, alguns puderam ver que era o escritório do Ministro da Magia.
— Esses é um dos motivos ruins de ser Auror, as vezes você é mandado para uma viagem em momentos que não pode. — Falou Sirius.
— Existe poucos motivos que fazem o Harry dizer não ao Kingsley e todos esses motivos tem importancia e o impede de ir. — Falou Rony (adulto).
— Você também é mandado para casos assim, não é? — Perguntou Arthur.
— Junto com o Harry? Não, o Kingsley colocou eu e o Harry quase que ao mesmo tempo no Ministério, éramos alguns poucos que o Kingsley confiava já que fugimos do Ministério por tanto tempo quando Voldemort estava em alta, então ele nos dividiu, nos mandou montar equipes e assim fizemos, apenas quando a missão é muito perigosa que a gente vai junto. — Explicou Rony (adulto) — A Helena também tem a equipe dela.
— Aquelas crianças da um trabalho. — Falou Helena (adulta) sorrindo.
— É Aurora? — Perguntou Sirius impressionado.
— Sim, eu prefiro treinar as meninas e os estrangeiros, na minha equipe tem pessoas do mundo todo, gosto de algo mais diferenciado. — Falou Helena (adulta) sorrindo.
— Harry é um assunto importante...
— A Gina esta grávida de novo, não posso deixá-la agora. — Falou Harry interrompendo seu superior, no momento em que ele disse que seria pai novamente o Ministro paralisou e logo em seguida suspirou.
— Grávida do Al. — Falou Hermione (adulta) sorrindo para Al que correspondeu da mesma forma.
— Tudo bem, eu não sabia que ela estava grávida. — Falou Kingsley.
— Eu também não sabia, a Gina me disse hoje de manhã. — Explicou Harry dando de ombros.
— É horrível dizer que esta grávida, eu tive uma guerra interna se dizia ou não, era tipo, devo ou não devo? — Falou Helena (adulta) para todos.
— Ela não esta falando da gravidez do Miguel. — Falou Carlinhos (mais velho) quando todos o olharam.
— Foi meio estranho contar para toda a família Weasley que eu estava grávida, ainda mais por uma inseminação artificial. — Falou Helena (adulta) sorrindo.
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— Vai dormir Gina. — Falou Harry de olhos fechados, o casal estava deitado em uma cama completamente diferente da outra em que estava no apartamento.
— O Harry deveria ter escolhido as memórias que iriam mostrar, tem criança aqui. — Falou Percy (adulto) exagerando enquanto olhava para as filhas.
— Pai, eles só estão deitados. — Falou Molly (neta) revirando os olhos para o exagero do pai que estava sempre exagerando no que dizia.
— Poderia estar mostrando coisa pior. — Falou Lucy.
— Acho que o pior que você esta pensando não é o que o seu pai esta pensando, mas o Harry não é tão idiota para fazer isso, ele tem amor pela própria vida. — Falou Rony (adulto) sorrindo para as sobrinhas.
— Como percebeu que eu não estava dormindo? — Perguntou Gina, dava para perceber o volume protuberante de sua barriga, ela passava a mão pelo local calmamente.
— Você costuma ficar mais calma enquanto dorme. — Respondeu Harry.
— Me chamaram de estressada, isso sim é amor verdadeiro. — Falou Gina olhando para o namorado que sorriu dando de ombros.
— É porque você nunca viu uma mulher grávida, é pior do que mamãe em dias de TPM, se bem que para mim ela esta nesses dias todos os dias, não apenas uma semana por mês. — Falou Rony (adulto) não sabendo se ria pelo que disse ou pela cara que sua mãe lhe lançou.
— Homens são tão exagerados. — Falou Hermione (adulta).
— Mas ele não se mexe. — Falou Gina triste, a ruiva estava de costas para o marido que poderia estar a abraçando por trás, mas enquanto esperava que ele dissesse alguma coisa virou as costas em direção da porta do quarto, ficando de frente para o moreno que ao ouvir seu movimento abriu os olhos.
— Mania de pensar que só porque chutou uma vez vai chutar todos os dias e toda hora. — Falou Jorge (adulto).
— E o pior que eles só chutam na hora errada, tipo assim, você esta dormindo e sente alguém te chutando, eu tinha uma raiva enorme quando a Rose fazia isso. — Falou Rony (adulto) deixando bem claro da sua raiva quando Rose o chutava enquanto estava dentro da barriga de Hermione (adulto).
— Mas eu estava dentro da barriga da minha mãe, como eu poderia chutar você? — Perguntou Rose confusa.
— Seu pai é o homem mais folgado do mundo, enquanto eu estava grávida e precisava dormir abraçada com alguém, eu tinha que abraçar ele e não ele me abraçar. — Falou Hermione (adulta).
— Mas é claro. — Falou Rony (adulto) dando de ombros como se aquilo fosse um dever da sua esposa e que ela não tinha que ficar reclamando.
— Só porque ele não faz um show de chutes como o James não quer dizer que tenha alguma coisa errada com ele, sem contar que ele já chutou hoje de tarde. — Falou Harry olhando para a esposa, poderia estar sem óculos, mas como já estava acostumado a olhar para a esposa já havia decorado cada detalhe de sua beleza e a imagem ficava decorada em sua cabeça e em seus olhos.
— Eu me lembro da Gina sempre reclamar disso na gravidez. — Falou Luna.
— Do que? — Perguntou Al.
— Você era quietinho demais e isso não a agradava, na verdade apenas a preocupava, ela achava que você deveria chutar mais e que isso significaria que você estava com saúde, mas você era calmo, não dava tanto trabalho quanto o James. — Explicou Luna se lembrando das conversas que já tivera com Gina na época em que a amiga estava grávida do segundo filho.
— Mas ele é quieto demais. — Retrucou Gina.
— Vai dormir, ainda tem longos cinco meses para ele poder chutar a vontade. — Falou Harry rindo, com apenas um movimento ele pegou o travesseiro da ruiva e colocou em cima do rosto dela que riu.
— Isso não me ajuda a dormir. — Falou Gina com a voz abafada pelo travesseiro.
— É, e pelo jeito a minha tentativa de deixá-la cansada a meia hora atrás também não. — Falou Harry fechando os olhos novamente enquanto a ruiva deitava mais confortavelmente.
— Eu vou pegar meu travesseiro, ele me ajuda melhor a dormir. — Falou Gina tentando se levantar, mas o moreno a segurou.
— Se for o travesseiro que eu estou pensando não a deixaria pegar. — Falou Carlinhos (mais velho) se lembrando da primeira gravidez de Helena e como odiava aquele maldito travesseiro para gestantes.
— Se você pegar aquele maldito travesseiro eu saiu de casa, to falando sério, não dá pra duas pessoas dormir em uma cama com aquele travesseiro junto, ainda mais com você estando grávida. — Falou Harry.
— Qual o problema do travesseiro? Falando assim até parece que é um homem. — Falou Gina.
— É quase do tamanho de um, até amanhã eu coloco fogo naquela coisa, ou se não você dá para a Helena, ela também esta grávida e deve dormir sozinha em uma cama de casal. — Falou Harry.
— Não exatamente. — Sussurrou Carlinhos (mais velho) apenas para a esposa ouvir, se lembrava dos primeiros dias na casa de Helena, não demorou muito para algo acontecer entre eles.
— Mas o Carlinhos esta lá. — Falou Gina.
— Não estavam juntos na época, não é? — Perguntou Sirius.
— Não oficialmente. — Respondeu Carlinhos dando de ombros (mais velho).
— A função do Carlinhos lá é cuidar da Helena enquanto ela esta acordada, e não dormir com ela. — Explicou Harry.
— Concordo. — Falou Sirius.
Helena (adolescente) meio que por instinto olhou para Carlinhos (mais novo) que fez o mesmo, os dois não estavam preparados para pensar na hipótese de dormirem juntos, principalmente o ruivo que já sendo homem pensava em coisas do tipo maliciosas ao imaginar ele dormindo com uma mulher.
— Mas a função de um homem na gravidez também não é essa? — Perguntou Gina.
— Eu agradeço por ter me classificado como um urso de pelúcia que crianças dormem abraçado. — Falou Harry irônico fazendo a ruiva rir — Vai dormir, já são três da manhã.
— Mas homem tem essa única função na gravidez. — Falou Luna.
— Não é bem assim, não é a única função, eles tem varias, mas essa é essencial, não dá pra dormir sozinha é como se nós precisássemos de algo para abraçar, se não é o travesseiro tem que ser alguém. — Falou Hermione (adulta).
— Não exagera Hermione, antes da Elliz nascer, eu fiquei alguns dias dormindo sem ninguém ué, não era fácil ainda mais porque eu estava acostumada a dormir com alguém, mas também não é impossível. — Falou Helena (adulta).
— Não estou falando que é impossível, mas é como se estivéssemos em uma posição desconfortável. — Falou Hermione (adulta) gesticulando com as mãos.
— Engraçado, ela dorme me abraçando até hoje e é obvio que não esta grávida. — Sussurrou Rony (adulto) para o segundo irmão mais velho escutar, o ruivo ao escutar riu e assentiu em concordância.
— Falando assim até parece que você tem que acordar cedo para trabalhar amanhã. — Falou Gina sarcástica.
— Se o James dormisse ao menos até o 12h00min eu agradeceria, mas ele parece que acorda com o sol e aproveita para acordar a gente também. — Falou Harry.
— Essa fase é a pior, a criança fica brincando o dia todo e lá pelas 9h00min eles dormem e no dia seguinte acorda bem cedinho, ai não tem jeito, tem que acordar junto. — Falou Luna — Os meus eram piores porque são gêmeos, então as brincadeiras eram em dobro.
— Chato. — Falou Gina deitando de barriga para cima e fechando os olhos, como se assim ignorasse o marido, só puderam ver o movimento embaixo da coberta e logo em seguida ela arregalar os olhos de repente — Não faça isso. — Falou Gina com um olhar ameaçador, mas o moreno não viu já que ele estava de olhos fechados, a única coisa que o viram fazer foi sorrir e de repente a ruiva gargalhava enquanto virava de um lado para o outro — Para, eu vou fazer xixi nas calças.
Segundos depois ela parou, respirando calmamente, estavam deitados de frente um para o outro, a ruiva apoiou a mão no travesseiro e fechou os olhos, poucos minutos depois ela dormia serenamente, o moreno ao ver que ela já descansava segurou a mão dela com a sua e a levou para debaixo da coberta, fechando os olhos para dormir logo em seguida, a única coisa que os unia era as mãos que estavam juntas no centro da cama.
Lily (neta) sorriu ao ver aquela cena, era bem melhor ver aquelas memórias do que escutar seu pai dizer, em seus olharem podia se ver o amor, o carinho e ao mesmo tempo o desejo, a ruiva mais nova da família Potter até mesmo ficava envergonhada em pensar naquilo, mas mesmo que ela fosse a mais nova e não tivesse tanta experiência sabia que no amor existia um desejo que não tinha fim.
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Harry já estava em um outro lugar, os Weasley puderam reconhecer o quarto da mais nova dos Weasley, o observaram se levantar e sair do cômodo, descendo as escadas da casa logo em seguida, mas no momento em que chegou a sala olhou confuso para a sala, no sofá que ficava de costas para a escada estava Carlinhos e Helena.
— Eu ainda não acredito que você deixou aquilo acontecer, nos vendo ali é o mesmo que estivesse escrito em nossas testas que estávamos juntos. — Sussurrou Helena (adulta) para o marido.
— Você por acaso se lembra do porque de estarmos ali? A culpa é da sua gravidez que te fazia ter um apetite insaciável. — Sussurrou Carlinhos (mais velho) em sua própria defesa.
— Se não fosse por minha gravidez você nunca teria a iniciativa de ter algo comigo. — Falou Helena (adulta) sorrindo, jamais ela esqueceria o que passou com Carlinhos (mais velho) durante a gravidez.
— Estão sem sono? — Perguntou Harry para os dois, o mais estranho era que o ruivo estava com os cabelos molhados e a morena estava com os cabelos bagunçados, parecia não ter penteado a muito tempo, mas ela a todo custo tentava deixá-los arrumados e os segurava com as mãos.
— Onde estavam? — Perguntou Elliz para os pais que se olharam.
— Nenhum lugar que você não conheça, eu tinha dormido a tarde inteira aquele dia e ele também, não tinha nada para fazer no quarto então saímos para dar uma volta. — Explicou Helena (adulta) dando de ombros, era obvio que ela estava omitindo alguns fatos.
— Esta uma noite quente hoje, não acha? — Perguntou Carlinhos sério.
— Na verdade não, esta um pouco fresco hoje. — Respondeu Harry sentando em uma poltrona um pouco longe dos dois que desde quando ele chegara nem mesmo se olharam — Quem comeu todo o pudim? — Perguntou Harry vendo o prato de fundo raso vazio em cima da mesinha de centro.
Não houve resposta, já que Carlinhos apenas apontou para a morena que ficou vermelha.
— Que fome em. — Falou Fernando.
— Eu estava grávida e por isso tinha que comer por duas. — Falou Helena (adulta) como se aquilo justificasse o fato dela ter comido um prato de pudim inteiro.
— Na minha opinião isso é só desculpa para comer. — Falou Rony (adulto) olhando para a esposa como se estivesse passando um recado para ela.
— O que foi? Eu estava com fome. — Falou Helena em sua própria defesa — Falando nisso, eu já acabei com a minha fome e já esta na hora de eu ir dormir. — Falou Helena se levantando e indo até a escada, no momento em que ela subiu o segundo degrau os dois puderam escutar ela correr escada acima.
— Ela vai vomitar. — Falou Carlinhos — O que adianta comer tanto e depois vomitar? — Perguntou o ruivo para o moreno que encolheu os ombros.
— Ta perguntando pra mim porque? Acha mesmo que eu sei a resposta disso? — Perguntou Harry como se fosse obvio — Então, a Helena já falou quanto a nomes? — Perguntou Harry sorrindo.
— Meu nome não é estranho, mas de onde tiraram Elliz? — Perguntou Elliz para seus pais que se olharam esperando que algum dos dois pudessem responder.
— Elliz vem de Elizabeth, como eu não gostava do nome Elizabeth que foi sua mãe que disse, eu cortei o nome ao meio e adicionei um L. — Falou Carlinhos (mais velho) dando de ombros.
— Já sim, falou em Elizabeth, mas eu acho que Elliz seja mais bonito, não acha? — Perguntou Carlinhos vendo o moreno assentir, eles ficaram em silencio por alguns minutos até o moreno começar a falar.
— O que esta acontecendo? — Perguntou Harry analisando o cunhado, esperando uma brecha que o entregasse.
— As vezes da uma raiva do Harry, é sempre ele que vê as coisas, quando achamos que não devemos nos preocupar com ele achando que ele não vai perceber ele chega com essas perguntas. — Falou Audrey.
— Falando assim até parece que você esconde algo Audrey. — Falou Carlinhos (mais velho) para a cunhada que deu de ombros — Mas eu concordo com você.
— Como assim? — Perguntou Carlinhos.
— O que você tem com a Helena? — Perguntou Harry.
— Porque acha que eu tenho alguma coisa com ela? — Perguntou Carlinhos confuso.
— Porque você esta com uma grande chupada no pescoço, isso ai vai levar dias para sumir se você não usar magia. — Falou Harry como um aviso para o ruivo que no mesmo instante passou a mão nos dois lados do pescoço.
— Não fizemos nada ué. — Falou Carlinhos dando de ombros.
— Eu odiava quando isso acontecia. — Falou Carlinhos (mais velho) se lembrando das vezes em que Helena fazia chupada em seu pescoço e por ele estar tão entretido no momento acabava nem percebendo as manchas em seu pescoço e nos ombros.
— Então, chupadas em. — Falou Fred sussurrando para Carlinhos (mais novo) que o olhou como se quisesse o fuzilar ali mesmo.
— Da pra parar de encher o saco? — Perguntou Carlinhos (mais novo).
— Não. — Falou Fred sorrindo, encheria o saco do irmão até as memórias acabar.
O moreno ao ouvir aquilo como resposta entendeu que seu cunhado não queria explicar alguma coisa, mas ele sabia que Helena já era bem grandinha para saber no que estava se metendo, ao ver que não receberia resposta melhor se levantou e foi para a cozinha, serviu um pedaço de bolo em um prato de tamanho médio e voltou para a sala.
— Se você esta falando, quem sou eu para dizer algo. — Falou Harry voltando a subir as escadas.
— Só não precisa comentar com a Gina, ou melhor, com ninguém. — Falou Carlinhos alto o suficiente para que Harry pudesse escutar das escadas.
— É com isso que você quer que ele pense que não existe nada entre você e ela? Sinceramente em Carlinhos, você esta precisando treinar suas mentiras, até mesmo o Rony sabe mentir melhor que isso. — Falou Fred.
— O que eu fiz de errado para merecer isso? — Perguntou Carlinhos (mais novo) olhando para cima como se fosse receber uma resposta.
— É claro, ai depois que todos souberem eu me ferro junto. — Falou Harry entrando no quarto da esposa, ela esperava pelo prato sentada na cama, com a coberta até a cintura, podia se ver a camisola simples que ela usava.
— Disse alguma coisa? — Perguntou Gina pegando o prato das mãos dele.
— Eu tava pensando em como a encrenca me persegue. — Falou Harry se sentando na cama que agora era de casal e não de solteiro como a cama que a ruiva costumava dormir quando adolescente.
— Todo mundo sabe que a encrenca lhe persegue Harry. — Falou Rony (adolescente) ao lado da namorada — E ai eu e a Hermione vamos junto com você.
— Isso se chama irresponsabilidade. — Falou Molly (avó).
— Eu não concordo, só penso que é mais fácil a gente ir com o Harry do que fazer ele desistir de idéia e procurar alguém, ainda mais porque sempre quando pedimos a ajuda de alguém a pessoa não acredita só porque somos adolescentes. — Falou Hermione (adolescente).
— E pensar que todas as coisas perigosas que aconteceram na nossa vida aconteceu na escola, depois que entramos para o Ministério não tinha quase nada de interessante para fazer lá. — Falou Rony (adulto) para a esposa que assentiu.
— Mas eu achei que você trabalhasse em escritórios, mexendo com papeis e tudo e não sendo Auror. — Falou Lily (avó) para Hermione (adulta).
— Eu trabalho em um departamento completamente diferente do Rony, mas já aconteceu algumas missões em que o Ministro pediu para eu poder ir com o Harry e o Rony, aconteceu poucas vezes, mas aconteceu. — Falou Hermione (adulta) — Mas o que eu, o Rony e o Harry fazíamos na escola foi completamente diferente do que aconteceu nessas vezes que eu fui, foi meio estranho.
— Estranho como? — Perguntou Hugo.
— Eu não sei explicar, os mistérios que acontecia em Hogwarts parecia tudo mais urgente, tudo mais perigoso e parecia algo que precisava mais da nossa ajuda, aquela vez em que eu fui com você naquela primeira missão eu achei aquilo fraco comparado ao nosso primeiro ano. — Falou Hermione (adulta) gesticulando com as mãos tentando de todas as maneiras explicar o que ela pensava.
— É porque no nosso primeiro ano você usou a sua inteligência, o Harry a coragem dele e eu o fato de eu saber jogar Xadrez, já naquela missão não, a única coisa que fizemos foi prender algumas pessoas para interrogatório. — Falou Rony (adulto).
— Chamaram ela apenas para fazer isso? — Perguntou Sirius confuso.
— É que eram MUITAS pessoas e normalmente para conseguirmos pegar elas tínhamos que duelar e não é fácil duelar com muitas pessoas ao mesmo tempo, chamaram pessoa de tudo quanto é departamento. — Falou Hermione (adulta) — Sério, aquele dia só não foi pior que a batalha no Ministério porque foi em uma floresta e por isso não teve tanta destruição.
— Porque estava pensando nisso? Alguma coisa que você fez em especifico lhe trás problema? — Perguntou Gina confusa dando a primeira colherada no bolo que sua mãe fizera para a visita de todos.
— Eu me casei com você. — Falou Harry rindo enquanto levava uma pancada no rosto do travesseiro que a ruiva jogara nele, o mesmo riu apenas para mostrar que era brincadeira.
— Todo casamento vem com encrenca na bagagem. — Falou Carlinhos (mais velho) sorrindo.
— Que encrenca você teve? Helena não tem irmãos. — Falou Rony (adulto) para o irmão.
— A Hermione também não. — Falou Carlinhos (mais velho).
— Mas a Hermione tem...
— A Helena é a encrenca em pessoa, pra que vir encrenca na bagagem se ela é a encrenca? — Perguntou Carlinhos (mais velho) interrompendo seu irmão mais novo no momento em que pode perceber que ele diria que Hermione tinha pais e Helena ficaria triste por perceber que ela não tinha, já que em sua época seus pais estavam mortos.
— Eu acho que é o contrario, o fato de eu ter me casado com você que fica trazendo confusão pra mim. — Falou Gina o ouvindo rir — Você demorou um pouco para alguém que foi apenas buscar bolo.
— Vamos ver a desculpa dele. — Falou Helena (adulta) sorrindo.
— Encontrei com o Carlinhos lá em baixo, ele perguntou do porque de grávidas comerem bastante e depois vomitarem tudo de uma vez. — Respondeu Harry.
— Esse é um bom conselho para alguém que não sabe mentir, aprenda com ele. — Falou Fred para Carlinhos (mais novo) que ficou confuso.
— Que conselho? — Perguntou Carlinhos (mais novo).
— Se você não sabe mentir, omita algumas coisas. — Respondeu Fred sorrindo, o ruivo ao seu lado que ouviu seu conselho revirou os olhos.
— Eu já conhecia esse conselho e confesso que funciona muito bem. — Falou Helena (adolescente) curvando seu corpo para frente para poder ver Fred, sorriu para o gêmeo no momento em que ele fez o mesmo para ela.
— Esta vendo, Helena pode dar aulas particulares para você. — Falou Fred sorrindo malicioso enquanto via seu irmão bufar mais uma fez e Helena ficar com as bochechas um pouco coradas.
— E o que você respondeu? — Perguntou Gina.
— Acha mesmo que eu tenho a resposta pra isso? — Perguntou Harry sorrindo ao ver a esposa balançar a cabeça de um lado para o outro — Ele já me chutou hoje. — Falou Harry olhando brevemente para uma criança que dormia no centro da cama, uma fina coberta o cobria e com tanto silencio da criança nem perceberiam que ele estava ali.
— Harry toda criança que dorme com você te chuta. — Falou Gina.
— Se fosse só com ele. — Falou Rony (adulto) olhando para Rose e Hugo com os olhos estreitos.
— Até agora foram três, contando com você. — Falou Harry levando outra pancada de travesseiro na cara, se lembrava que quando voltou a namorar Gina a chamava de criança e ela odiava isso.
OoOooOoOoOoOo
— Sabe, achei que mulheres grávidas não pudessem tomar chuva. — Falou Harry andando com um guarda chuva, ele não estava na companhia de Gina, mas segundos depois ele cobria uma mulher de cabelos negros que estava molhada pela chuva, puderam ver o volume de sua barriga e logo em seguida reconheceu sendo Helena — Onde esta Carlinhos?
— Onde você estava? — Perguntou Helena (adulta) sussurrando para o marido que desviou seus olhos para o vazio, uma das poucas manias que ele tinha quando não queria conversar com ela sobre algum assunto.
— Provavelmente na Toca, como eu vou saber que dia era esse? — Perguntou Carlinhos (mais velho) retoricamente.
— Esta na Toca, acho. — Falou Helena sem fazer expressão alguma, o moreno percebeu que tinha alguma coisa errado, ela parecia falar de Carlinhos como se ele fosse alguém sem importancia alguma, sabia que os dois estavam juntos desde o primeiro mês de Helena.
Marlene franziu as sobrancelhas ao ver a expressão de sua filha na cena, ela não parecia estar feliz e isso poderia ser obvio para todos, por um breve momento sentiu que ela paralisou ao falar de Carlinhos, como ela fez quando foi entregar sua menininha a Adriana e sua amiga perguntou sobre Sirius e ela fez aquela mesma expressão.
— Brigaram? — Perguntou Harry.
— Não, apenas percebi que já estava na hora do Carlinhos voltar para a vida dele, sem contar que daqui pra frente eu já posso me cuidar sozinha, e o Al, nasceu com saúde? — Perguntou Helena mudando de assunto.
— Ela é como você, muda de assunto quando não quer falar sobre alguma coisa. — Sussurrou Sirius para Lene que assentiu e olhou para a filha que estava um pouco aérea a tudo o que estava acontecendo, provavelmente pensando em algo que tivesse a ver com essa tal briga.
— Sim, só é um pouco calmo demais. — Falou Harry franzindo as sobrancelhas ao ver um carro parar a frente deles, observou o homem que saiu de dentro do automóvel e reconheceu ser o amigo da morena ao seu lado, Diego.
— Harry eu tenho que ir, Diego esta cansado e quer ir pra casa, dormir um pouco, acho que estou abusando um pouco dele. — Falou Helena sorrindo enquanto via o amigo abrir a porta do carro para ela entrar, Harry acenou para o homem que voltou a entrar no quarto depois de acenar como resposta.
— Um substituto? — Perguntou Harry sorrindo vendo a morena sorrir também e assentir — Se você já consegue se cuidar daqui pra frente, porque tem um substituto?
— O Harry se transforma em um carrasco quando começa a falar, da uma raiva. — Falou Helena (adulta).
— Mas isso é obvio né Helena, se já sabe se cuidar porque um substituto? — Perguntou Sirius.
— Pai, eu tinha quase 25 anos quando engravidei e mesmo assim mandaram um homem para dormir na minha casa alegando que seria melhor assim, já que poderia acontecer algo na minha gravidez, já não basta isso ainda tem que me encher o saco? Ai já estava passando dos limites. — Falou Helena (adulta).
— Eu agradeço pela parte em que me toca. — Falou Carlinhos (mais velho) irônico — Tudo bem, vamos falar da sua responsabilidade, seu primeiro desejo foi whisky, não costumava cozinhar em casa, só comia besteira, chamava briga com todo mundo que falasse algo que você não gostava, o que mais? Há é, e aos nove meses estava tomando chuva, 25 anos não é?
— Quer mesmo começar a falar do que aconteceu na minha gravidez? Porque quem vai se dar mau é você, Carlinhos. — Falou Helena (adulta).
— Eu não fiz nada de errado, era eu que te ajudava a cozinhar. — Falou Carlinhos (mais velho).
— Não fazia nada de errado né? Diz exatamente o que você fazia. — Falou Helena (adulta).
— Coisas adultas e que apenas pessoas com responsabilidade fazia. — Falou Carlinhos (mais velho) dando de ombros.
— Todo mundo aqui pode imaginar as coisas adultas. — Falou Rony (adulto) sorrindo maliciosamente.
— Eu prefiro não pensar. — Falou Sirius.
— Ninguem precisa saber o que a gente fazia e não me venha com essa de que eu fazia com você porque você tinha concordado e nunca me pediu para parar. — Falou Carlinhos (mais velho) sussurrando para a esposa aproveitando que todos em volta tinham suas atenções na cena que continuava.
— Eu estou voltando para o Brasil, o Diego disse que poderia ficar comigo enquanto a Elliz nasce, depois vamos voltar juntos. — Explicou Helena dando de ombros.
— Bonito nome, onde o encontrou? — Perguntou Harry com os olhos estreitos, sabia que Helena não diria a verdade.
— Carrasco. — Falou Helena (adulta).
— Em um dos vários livros que me deram de nomes de bebê, eu tenho que ir Harry, foi bom conversar com você. — Falou Helena sorrindo como uma despedida, o moreno se afastou do carro enquanto ela fechava a janela da porta do automóvel, poucos segundos depois ele apenas observou o carro sumir ao virar uma esquina.
Harry olhou em volta, estava em uma rua completamente vazia, não muito longe dali tinha um restaurante, mas imaginou que ninguém sairia do lugar com uma chuva daquela, apenas para verificar ele olhou em volta e segundos depois fechou o guarda chuva, deixando-o cair ao lado de seu corpo, logo em seguida o moreno já não estava mais lá, havia aparatado.
— Muito arriscado aparatar em um lugar assim, no meio da rua. — Falou Arthur.
— Na época em que moramos acho que os trouxas já pensam na hipótese de ter algumas pessoas com características diferentes. — Falou Hermione (adulta) em defesa do amigo, a verdade era que ela também fazia aquilo em alguns momentos.
OoOooOoOoOoOo
A cena mostrava o quintal da Toca, estava em silencio até Harry aparecer de repente no quintal, era um dia ensolarado e ele achou estranho todos estarem dentro da casa, ao entrar viu todos espalhados pela sala, Molly olhava para cada um de seus filhos e cunhadas.
— Mamãe esta querendo saber de alguma coisa que algum de nós sabe. — Falou Rony (adolescente) que conhecia muito bem aquele olhar da mãe, ainda mais porque já tinha passado por momentos como aquele.
— Ainda bem que você chegou, estou esperando uma explicação. — Falou Molly olhando para o moreno que ao ver o olhar ameaçador da sogra viu que estava em apuros.
— Mamãe sabia que o Harry é quem mais sofre nesses momentos? — Perguntou Jorge (adulto) olhando para a mãe que franziu as sobrancelhas.
— Como assim? — Perguntou Molly (avó).
— O Harry não usa aquele truque de omitir coisas de você, ele pode até deixar de lhe responder, mas não consegue mentir, porque você é como uma mãe pra ele e porque a Gina tem os mesmos olhos que você, o que é ruim para ele, no máximo ele vai apenas fugir do assunto. — Explicou Jorge (adulto).
— O que aconteceu Molly? — Perguntou Harry indo para perto da esposa, ela estava em uma guerra contra James e Al, pelo que percebeu seu filho mais velho queria o colo da mãe, mas a mesma não podia dar porque o bebê Alvo tinha mais prioridade, com certeza James estava com ciúmes do irmão mais novo, Harry pegou o filho mais novo no colo, o mesmo dormia tranquilamente e a esposa aproveitou para pegar o outro filho que deitou em todo seu colo, para que assim ninguém tentasse pegar seu lugar.
— Como você é possessivo em. — Falou Lysa olhando para James que passou a mão nos cabelos que como sempre estavam bagunçados, ele parecia estar um pouco envergonhado por saber que todos ali estavam vendo a forma como ele era possessivo com sua mãe.
— Eu sou o mais velho, estou com ela a mais tempo então tenho mais direto que eles. — Falou James se justificando.
— Olha só, James Potter não esta tendo sucesso em suas mentiras, porque será? Tem vergonha só porque é bastante chegado a mamãe? — Perguntou Lysa.
— Esta zoando com a minha cara Lysa? Não conhecia esse seu lado, me diz mais alguma coisa que eu não saiba sobre você. — Pediu James olhando para Lysa que sentiu raiva daquele sorriso prepotente dele, odiava quando ele fazia aquilo, com apenas aquele sorriso ele a fazia pensar que tinha perdido a discussão.
— Idiota. — Falou Lysa voltando a dar toda sua atenção a cena.
— Eu quero saber se alguém aqui sabia que Carlinhos e Helena tinha algum coisa. — Falou Molly com as mãos na cintura, ela olhava para cada um dos filhos que parecia estar tão surpreso quanto ela.
O olhar de Harry encontrou com o de Rony que brincava com a filha em seu próprio colo, o cunhado sorria para ele.
— Mas desde quando eles estão juntos? — Perguntou Harry como se assim ele passasse a entender que não sabia de nada.
— Cínico. — Falou Gina dando um tapa no braço do namorado que sorriu sem graça, tinha acabado de se ver fugindo da sogra usando uma mentira.
— Eu também não sei, eles não estão mais juntos, apareceu uma mulher aqui atrás do Carlinhos, houve uma briga entre os dois e puft, em segundos eu vi o relacionamento de um filho meu começar e depois acabar, tão rápido quanto a passagem de um passarinho no ar. — Falou Molly gesticulando com as mãos.
— Eu já volto, Molly. — Falou Harry subindo as escadas com o filho ainda no colo, ele dormia tranquilamente, foi até o quarto de Carlinhos, ele provavelmente estaria lá, ao chegar no local bateu na porta e esperou a permissão para poder entrar, recebeu a confirmação logo em seguida, a voz do cunhado foi baixa, mas deu pra ouvir.
— Uau. — Falou Fred impressionado ao ver as marcas nas costas do ruivo na cena, é claro que um sorriso malicioso surgiu em seu rosto e assim ele lançou a Carlinhos (mais novo) que parecia estar tão impressionado quanto ele — Não sabia que você é masoquista.
— Você também vai ser quando receber arranhões assim em meio ao sexo. — Falou Carlinhos (mais novo) sussurrando a ultima palavra para o irmão.
— Estranho, nunca usei minhas unhas para essa função, a não ser no Diego. — Falou Helena (adolescente) olhando para as unhas que tinham tamanhos médios, nada muito exagerado.
— Faz isso no seu melhor amigo? Agora eu sei do porque do Carlinhos dizer que vocês são apenas amigos, ele gosta. — Falou Fred sorrindo para Helena que ficou um pouco envergonhada, ela tinha que admitir que algo lhe atraia no Carlinhos, talvez na sua aparência ou até mesmo na idade que junto de sua beleza o deixava com cara de alguém mais experiente e isso chamava sua atenção, a fazia pensar em algumas coisas.
— Considero o Carlinhos meu irmãozinho mais velho, não é meu irmãozinho querido? — Perguntou Helena (adolescente) erguendo um pouco os pés e deitando seu rosto no ombro de Carlinhos, fazendo cara de cachorrinho fofinho para ele.
— Ô garota, para de exagero. — Falou Carlinhos (mais velho) fazendo Helena (adolescente) rir e se distanciar.
— E então Harry, tudo bem? — Perguntou Carlinhos que estava deitado de barriga para baixo em sua cama, o moreno nem se surpreendeu ao ver marcas de arranhões nas costas do cunhado, já tivera aquilo também.
— Acho que quem devia perguntar sou eu, não acha? — Perguntou Harry entrando no quarto — A Helena disse que estaria aqui, ou melhor, ela achou e acertou na mosca.
— Ela pensa que eu já estou com outra. — Falou Carlinhos rindo, mas não havia graça na risada dele, na verdade não havia humor algum — Como ela esta?
— Grávida. — Respondeu Harry.
— Não diga. — Falou Sirius irônico olhando para o afilhado que sorriu.
— Não me diga, eu não sabia, nem imaginava. — Falou Carlinhos irônico enquanto pegava uma camisa que estava no chão e a vestia — Deixa eu adivinhar, ela esta de cabeça erguida, como se nada tivesse acontecido?
— Exatamente, esta tentando demonstrar que nada mudou. — Falou Harry.
— Orgulhosa, ela tem um jeito diferente de dizer acabou. — Falou Carlinhos rindo, ao ver a cara de confuso do cunhado ele logo explicou — Ela me deu um soco, confesso que nunca imaginei que o termino fosse vir dela.
— Você deu um soco nele? — Perguntou Marlene olhando para a filha que assentiu depois de pensar um pouco, provavelmente pensando nesse dia, para ver se tinha dado um soco no ruivo mesmo.
— Uma das regras da casa era não levar mulher pra lá. — Falou Helena (adulta).
— Você é idiota ou apenas se faz de um? Ficou maluco em levar uma mulher para a casa da mulher com quem você esta tendo algo? — Perguntou Marlene para o genro que logo tratou de se explicar.
— Não foi eu que levei ela lá, ela apareceu do nada e foi entrando, na hora que eu fui a tirar de casa essa demoniada chega. — Falou Carlinhos (mais velho) apontando para Helena (adulta).
— Me chamou do que? — Perguntou Helena (adulta) se distanciando do marido que a abraçava por trás, se virou de frente para ele e colocou suas mãos na cintura do moreno, cravando suas unhas naquele lugar e vendo a expressão de dor do marido. Helena não estava nem mesmo se importando que todos observavam.
— De demoniada. — Respondeu Carlinhos (mais velho) desafiando a esposa que cravou suas unhas com mais força em sua cintura.
— Ta passando dos limites. — Falou Rony (adulto) como um aviso a cunhada.
— Espera ai, vou ver até onde ele consegue chegar. — Falou Helena (adulta) para o cunhado que revirou os olhos, ela colocou mais força na ponta de seus dedos, no momento em que viu o marido mexer a perna distanciou seus pés do corpo dele e o olhou atentamente — Se me derrubar eu vou cravar as minhas unhas em outro lugar.
— Tente se tiver coragem. — Falou Carlinhos (mais velho) sorrindo para a esposa que ficou séria, ele aproveitou que a esposa iria demonstrar sua coragem e colocou suas mãos na cintura dela e a virou de costas para ele, tinha certeza que ela não conseguiria se segurar de novo se ele a segurasse e por isso enlaçou seus braços em volta da cintura dela, as pessoas os veriam e não imaginavam que ele estava com tanta força nos braços para segurá-la.
— Força física é golpe baixo. — Falou Helena (adulta).
— Unhas também. — Falou Carlinhos (mais velho) para a morena que voltou a se acalmar e assim apoiou as costas no peito dele, por ela ter deitado a cabeça em seu ombro ele não conseguia ver as caras de indignação de seus irmãos — Desculpe pelo demoniada. — Falou Carlinhos sussurrando para a esposa que fez bico e não deu a mínima atenção para ele, o ruivo não pode deixar de sorrir pela reação da esposa.
— O que aconteceu exatamente? E o que vai fazer daqui pra frente? — Perguntou Harry se sentando na cama com o filho deitado em suas cochas, ele observou o ruivo começar a mexer no próprio guarda roupa.
— Sei lá, de uma hora para a outra uma mulher que eu conheci na Romênia apareceu no apartamento da Helena, ai depois a Helena apareceu e começou a gritar tudo quanto é coisa e quando eu fui tentar falar alguma coisa ela me deu um soco, e quanto ao que fazer daqui pra frente, eu vou voltar a trabalhar, só tenho que esperar a Helena ganhar a criança. — Falou Carlinhos dando de ombros.
— Ehn? — Perguntou Harry confuso.
— Eu fiz um trato com o meu antigo chefe, ele disse que eu só poderia voltar depois que a Helena ganhasse neném e para mim provar isso terei que levar uma copia da certidão de nascimento da menina, mas eu vou ter que viajar para a Romênia do mesmo jeito, vou passar talvez uns dois dias lá para depois voltar de vez para a Inglaterra. — Falou Carlinhos.
— Voltar de vez? É impressão minha ou ele esta falando que vai voltar a morar na Toca? — Perguntou Rony (adolescente) não acreditando nas palavras dita pelo irmão.
— Ta ai uma coisa que eu nunca pensei que escutaria o Carlinhos dizer. — Falou Gina (adolescente) que pensava da mesma forma que o irmão mais novo.
— Voltar? — Perguntou Harry ainda confuso.
— Eu fui transferido Harry, não trabalho mais na Romênia, vou trabalhar na Inglaterra, minha mãe provavelmente ficará super feliz, mas que se dane, vou vender o apartamento da Romênia e depois compro outro em Londres, só vou morar aqui na casa dos meus pais até voltar a trabalhar. — Explicou Carlinhos se encostando em uma parede e olhando para o moreno.
— Você pediu a transferência ou foi transferido por decisão do seu chefe mesmo? — Perguntou Harry.
Um leve sorriso apareceu no rosto das duas Helena que escutavam a conversa da memória, a mais velha por saber que o motivo da transferência de Carlinhos (mais velho) foi ela, já Helena (adolescente) sorriu porque nunca pensou que alguém faria algo daquele tipo por ela, mas o sorriso da mais nova sumiu por ver que ele não tinha confirmado pedir a transferência, poderia ter acontecido por decisão do chefe do ruivo.
— Eu pedi a transferência. — Respondeu Carlinhos — Então, seu filho em, soube que o James tem ciúmes dele. — Falou Carlinhos rindo e se sentando ao lado do cunhado e pegando a criança no colo com cuidado, colocando o mesmo em cima de suas pernas.
— Não é isso, ele só não gosta de dividir o colo da Gina com outra criança. — Falou Harry sorrindo.
— É quase a mesma coisa. — Falou Molly (avó).
— Ele tem sorte de não ter nascido na minha família então, digo, como meu irmão, a coisa era tão feia que quando nascíamos a gente já sabia que tinha que dividir o colo, mas até quando vai arrumar filho? — Perguntou Carlinhos rindo vendo o moreno fazer o mesmo.
— Bom, eu gostaria de ter uma filha. — Respondeu Harry sorrindo.
— Minha mãe teve que ter seis filhos para conseguir uma menina, acho que ninguém nunca contou a você, mas a Gina foi a primeira mulher Weasley em sete gerações. — Falou Carlinhos assustando Harry que arregalou os olhos.
— É sério? — Perguntou James (avô) olhando para Gina (adolescente) que assentiu.
— Sete gerações? — Perguntou Harry estupefato.
— Eu acho que o numero da sorte da Gina é o sete, o nome dela tem sete letras, é a sétima filha em uma família de garotos, seu sobrenome também tem sete letras e como eu já disse foi a primeira mulher em sete gerações. — Falou Carlinhos rindo.
— Há não, eu vou ter que verificar isso. — Falou Harry pegando a própria varinha e começando a escrever o nome da esposa no ar, as letras foi se formando em Ginevra Weasley — Ta certo, sete letras, sua irmã é sinistra. — Falou Harry para o bebê que ainda dormia.
— Sem contar que ela casou com o cara mais encrenqueiro do mundo. — Falou Carlinhos mexendo os pezinhos do bebê, flexionando as pernas dele e logo em seguida tirando uma das meias do neném e colocando o pé dele na palma de sua mão, começando a acariciar logo em seguida.
— Quantos anos de diferença é entre você e a Helena? — Perguntou Harry olhando brevemente para o ruivo que ao escutar aquilo desfez o sorriso do rosto.
— Nove anos. — Falou Carlinhos (mais velho) como se aquilo respondesse ao moreno na cena.
— Nove anos. — Respondeu Carlinhos dando toda sua atenção para o menino em seu colo.
— A Helena vai embora para o Brasil, Carlinhos. — Falou Harry vendo o ruivo assentiu, imaginou que ele estivesse triste por dentro, afinal agora que ele estaria morando na Inglaterra ela iria embora para o Brasil.
— Ela disse que iria, confesso que quando estive lá a primeira coisa que passou pela minha cabeça era que é um bom lugar para se morar, e eu vi a saudade que a Helena tem dos familiares de lá. — Falou Carlinhos olhando o menino em seu colo que começou a se espreguiçar e abrir os olhos — Então ele tem seus olhos, será que vai ter problemas de vista também? — Perguntou Carlinhos sorrindo.
— Graças a Deus que não. — Falou Al sorrindo.
— Não ficaria ruim. — Sussurrou Elliz para o namorado que fez uma careta.
— Eu rezo que não. — Falou Harry sorrindo — Então você levou um soco e nem tentou reagir? Não estou falando que você seja violento, só que não é fácil levar um soco e continuar calmo.
— Eu não consegui levantar a mão. — Falou Carlinhos dando de ombros.
— Se tivesse levantado a mão eu teria lhe batido mais. — Falou Helena (adulta) em voz baixa enquanto virava seu rosto para o lado e seus olhos se encontraram com os azuis do ruivo, mesmo que eles estivessem tão perto, a milímetros de distancia Helena virou seu rosto, ela não era muito fã de ficar beijando Carlinhos em publico, ainda mais com ela daquela idade.
Eles ficaram em silencio por um bom tempo, até Carlinhos se levantar e seguir para fora do quarto com Al nos braços, Harry o seguiu e encontrou o cunhado entregando o sobrinho para a irmã que sorriu para ele.
— Há, antes que eu me esqueça, vou passar um tempo morando aqui na Toca, até conseguir outro lugar para morar, outra hora eu te explico mãe. — Falou Carlinhos para Molly que ao escutar as palavras do filho já iria retrucar querendo saber o motivo da mudança repentina dele.
— Até imagino a felicidade que a Molly vai ter em saber que o filho vai voltar a morar na Toca. — Falou Arthur.
— Vamos pra casa? — Perguntou Harry para a esposa que assentiu.
OoOooOoOoOoOo
— Ele finalmente dormiu. — Falou Gina sorrindo e se jogando em cima de uma grande cama de casal, Harry estava deitado sorrindo, usava apenas uma calça de moletom.
— Achei que o Al não desse muito trabalho. — Falou Lily (avó).
— E ele não dava, ele não era de fazer muita bagunça, chamar atenção dos pais chegando a gritar, mas ele costumava ficar acordado com os olhos abertos durante um bom tempo, ele não fazia bagunça, mas também não dormia tão fácil assim. — Falou Hermione (adulta).
— Cansada? — Perguntou Harry para a ruiva que assentiu, com gentileza ele acariciou os cabelos da ruiva, depois de minutos em silencio ouviram a campainha e no mesmo instante se olharam.
— Quem será que deve ser a essa hora? — Perguntou Gina levantando brevemente o rosto apenas para olhar pro marido que deu de ombros e se levantou.
— Eu vou ver. — Falou Harry saindo do quarto, ele desceu uma pequena escada e foi direto para a porta principal da casa, assim que abriu se surpreendeu ao ver quem era — Helena? O que faz aqui?
— Eu adoraria que ela estivesse em casa dormindo, mas ela me ameaçou, disse que se eu não dirigisse para ela, ela tentaria aparatar. — Falou Diego aparecendo ao lado da amiga que foi logo entrando na casa.
— Esta vendo, mais uma de suas irresponsabilidades. — Falou Carlinhos (mais velho) provocando a esposa.
— Harry, por favor, me diga que a Gina ainda tem aquele travesseiro maldito. — Falou Helena subindo as escadas, assim que Diego entrou, Harry fechou a porta e seguiu a morena que continuou a subir as escadas sem cerimônia alguma.
— Não, eu coloquei fogo naquela coisa, você não tinha um? — Perguntou Harry confuso ao encontrar Helena em seu quarto, revirando seu guarda roupa, sua esposa nem mesmo se importou em se levantar, apenas ficou observando a amiga revirar o guarda roupa.
— O desgraçado do Carlinhos o jogou fora e agora eu não consigo mais dormir. — Falou Helena se jogando na cama do casal logo em seguida, ao lado de Gina.
— Você não é a única pessoa aqui que não consegue dormir, eu não durmo direito há dias. — Falou Diego se encostando na parede, ao verem ele fechar os olhos imaginaram que a qualquer momento ele cairia no sono ali mesmo.
— Coitado dele, não tinha esposa e muito menos filho, mas já sofria como o marido de uma gestante. — Falou Gui (mais velho) lamentando pelo amigo de Helena.
— Se eu não durmo, ninguém dorme. — Falou Helena se levantando e saindo do quarto as pressas.
— Eu só não pergunto como o Carlinhos agüentou porque eu já sei a resposta. — Falou Diego a seguindo, quando chegou na porta ele parou — Só espera um minuto Harry que eu já levo ela pra casa.
O casal estava deitado de olhos fechados quase caindo no sono quando ouviram uma musica começar a ser tocada, no começo era apenas uma melodia produzida no piano, mas depois puderam ouvir uma linda voz, a ruiva se sentiu estar flutuando ao ouvir aquela voz.
— Eu não acredito em uma coisa dessas. — Falou Helena (adolescente) abaixando a cabeça e colocando sua mão formando uma aba em sua testa impossibilitando que as pessoas a olhassem, principalmente Carlinhos (mais novo) ao seu lado e é claro Fred.
— Harry, porque ligou o radio? — Perguntou Gina.
— Eu não liguei. — Falou Harry fazendo com que a ruiva abrisse os olhos surpreso e o olhasse, os dois pensaram na mesma coisa — Desde quando temos piano?
— A minha medica perguntou se eu poderia guardar o piano da sogra dela por alguns dias, e nenhum de nós dois toca, eu não achei que alguém fosse notar ele e muito menos tocar. — Falou Gina — Fica quietinho que eu quero ouvir.
— Mandou o piano para a casa do Potter? — Perguntou Draco para a esposa que sorriu amarelo ao escutar sua pergunta, por estarem perto do resto do pessoal do futuro seus filhos puderam ouvi-lo.
— Que piano? — Perguntou Cath.
— O da sua avó Narcisa. — Respondeu Draco.
— Mas porque estava na casa dos Potter? — Perguntou Cath confusa.
— Porque sua mãe cismou que a gente tinha que comprar um novo para a minha mãe, sem ela saber é claro e tivemos que fazer uma troca, o novo colocamos na mansão Malfoy e o outro tínhamos que esconder em algum lugar até eu achar alguém que o quisesse, já que sua mãe cismou com isso eu deixei que ela arrumasse um esconderijo para o piano, só não sabia que tinha sido lá. — Explicou Draco.
— Mas porque resolveu dar outro piano para a vovó? — Perguntou Scorpius confuso.
— Porque sim ué. — Falou Astória soltando um longo suspiro por ver que seus filhos deixaram a história do piano de lado, ela olhou para o marido como se o quisesse mata-lo — Você por acaso se lembra o que fizemos em cima do piano? Você se lembra com o que você o sujou?
— Sim, mas eu limpei ele depois ué. — Falou Draco dando de ombros.
— Eu não conseguiria viver com a idéia de sua mãe tocar um piano onde eu gozei, tinha que dar outro para ela e ainda bem que você o limpou porque pela que podemos ver a Helena tocou nele. — Falou Astória.
— Não seja tão exagerada, imagine se comprássemos uma cama só porque você teve um orgasmo em cima dela, estaríamos falido, mesmo que a gente não seja tão ricos assim e pelo que eu me lembre você não me parou quando eu te agarrei em cima do piano. — Falou Draco pondo um ponto final na conversa.
WHEN I WAS YOUR MAN/ QUANDO EU ERA SEU HOMEM
Same bed, but it feels Just a little bit bit bigger now
A mesma cama, mas parece um pouco maior agora
Our song on the radio
Nossa canção no radio
But it don’t sound the same
Mas ela não soa como antes
When our friends talk about you
Quando nossos amigos falam de você
All that it does is Just tear me down
Tudo que isso faz é me colocar pra baixo
Cause my heart breaks a little
Porque meu coração se parte um pouco
When I hear your name
Quando ouço seu nome
And all Just sounds like ooh, ooh, ooh, ooh, ooh
E tudo soa como ooh, ooh, ooh, ooh, ooh
Too young, too dumb to realize
Jovem demais, tolo demais para perceber
That I should’ve bought you flowers
Que eu deveria ter lhe comprado flores
And held your hand
E segurado sua mão
Should’ve gave you all my hours
Deveria ter te dado as minhas horas
When I had the chance
Quando tive chance
Take you to every party
Ter levado você a todas as festas
Cause all you wanted to do was dance
Porque tudo o que você queria era dançar
Now my baby is dancing, but she’s dancing
Agora minha garota esta dançando, mas esta dançando
With another man
Com outro homem
My pride, my ego
Meu orgulho, meu ego
My needs and my selfish ways
Minhas necessidades e meu jeito egoísta
Cause the good strong woman like you
Fizeram uma mulher boa e forte como você
To walk out my life
Sair da minha vida
Now I never, never get to clean up
Agora nunca, nunca conseguirei arrumar
The mess I made
A bagunça que eu fiz
And it haunts me every time I close my eyes
E isso me assombra sempre que fecho meus olhos
It all Just sounds like ooh, ooh, ooh, ooh, ooh
Tudo isso soa como ooh, ooh, ooh, ooh, ooh
Too Young, too dumb to realize
Jovem demais, tolo demais para perceber
That I should’ve bought you flowers
Que eu deveria ter lhe comprado flores
And held your hand
E segurado sua mão
Should’ve gave you all my hours
Deveria ter te dado as minhas horas
When I had the chance
Quanto tive chance
Take you to every party
Ter levado você a todas as festas
Cause all you wanted to do was dance
Porque tudo o que você queria era dançar
Now my baby is dancing, but she’s dancing
Agora minha garota esta dançando, mas esta dançando
With another man
Com outro homem
Although it hurts
Apesar de doer
I’II be the first to say that I was wrong
Serei o primeiro a dizer que eu estava errado
Oh I know I’m probably much too late
Oh, sei que provavelmente estou muito atrasado
To try and apologize for my mistakes
Para tentar me desculpar pelos meus erros
But I Just want you to know
Mas eu só quero que você saiba
I hope He buys you flowers
Espero que ele lhe compre flores
I hope he holds your hand
Que ele segure sua mão
Give you all his hours
Que lhe dê todas suas horas
When he hás the chance
Quando tiver a chance
Take you to every party
Que leve você a todas as festas
Cause I remember
Porque eu me lembro
How much you loved to dance
De quanto você amava dançar
Do all the things I should have done
Que faça todas as coisas que eu deveria ter feito
When I was your man
Quando eu era o seu homem
Do all the things I should’ve done
Que faça todas as coisas que eu deveria ter feito
When I was your man
Quando eu era o seu homem
BRUNO MARS
(Autora aqui: Gente, eu sei que para aquela época essa musica não existia, mas eu não sei porque, mas quando estava escrevendo essa parte estava meia que obcecada por ela, sério mesmo, e até que faz um pouco de sentido para a Helena e o Carlinhos, a única coisa que não ficou legal é que na letra é obvio que quem canta é um homem, já na fic quem canta é a Helena, no caso ficou ao contrario)
— Muito bonita a musica. — Falou Carlinhos (mais novo) olhando para Helena (adolescente) que ainda tinha a mão direita em frente a testa e com a cabeça baixa.
— Eu não conheço essa musica. — Falou Helena (adolescente).
— Mas vai conhecer, quando você disse que cantava eu não achei que fosse tanto assim, tem talento. — Falou Carlinhos (mais novo) para a mais nova que apenas encolheu os ombros, ele entendeu que ela não queria ouvir elogios.
— Acho que o Carlinhos gostaria de escutar sua voz, só que não cantando. — Falou Fred fazendo com que Helena risse — Esta vendo como se faz uma mulher rir e não ficar envergonhada.
— Você não vai parar né? — Perguntou Helena (adolescente) tirando sua mão de onde estava e olhando para Fred.
— É claro que não, eu não sou de desistir tão fácil. — Falou Fred.
— Você vai desistir dessas suas gracinhas quando eu lhe der um soco. — Falou Carlinhos (mais novo) ameaçando o irmão que não deu a mínima importancia para suas palavras.
— Deixa ele, eu não me importo com essas coisas. — Falou Helena (adolescente) sorrindo para o gêmeo.
— Se não se importa porque esta vermelha? — Perguntou Carlinhos (mais novo) como se dissesse que ela estava mentindo quanto a não se importar.
— Não se pode mais ficar vermelha? Olha o seu cabelo, ele é vermelho e eu não fico implicando com isso, afinal o que você tem contra essa cor? — Perguntou Helena (adolescente) fazendo com que os dois ruivos rissem.
— Já esta exagerando. — Falou Fred.
— Eu sei, só fiz isso pra encher o saco mesmo. — Falou Helena (adolescente).
Poucos segundos depois a melodia do piano foi diminuindo, até não poder ser mais ouvido de lugar algum, Harry e Gina ficaram se olhando e os dois pensavam na mesma coisa, em como Helena estava sofrendo, pelo jeito ela gostava mesmo de Carlinhos, entendiam que ela achava que o melhor a fazer é se distanciar dele, achando que não é correspondida.
— Eu vou indo embora, boa noite. — Falou Helena aparecendo na porta do quarto dos dois, ela ficou olhando para os dois por alguns poucos minutos até virar as costas e sair.
— Sem o travesseiro? — Perguntou Fernando.
— Naquela hora o travesseiro já não importava mais. — Falou Helena (adulta) sussurrando para si mesma.
Harry se sentou e estava pronto para sair do quarto para ir atrás de Helena quando Diego passou pelo corredor, quando o mesmo foi dar o primeiro passo para sair da vista de Harry, ele escorregou e bateu a cabeça com força na parede.
— Que água é essa? — Perguntou Diego passando a mão no chão, a face estampada em seu rosto mostrava a dor que ele sentia por ter batido a cabeça no chão por causa da queda, Harry não se surpreenderia se visse a cabeça de Diego sangrando já que ele bateu a cabeça na parede e logo em seguida no chão.
— Isso não é bom. — Falou Arthur que sabia que água era aquela.
— Pra você ver né, ela escolheu um momento inoportuno para nascer, bem na hora que eu estava na casa do Harry. — Falou Helena (adulta) olhando para Elliz que sorriu amarelo.
— Água? — Perguntou Gina se sentando surpresa.
— Relaxa, foi apenas a bolsa da Helena que estourou, ela ainda não deve ter percebido já que não deve estar sentindo as contrações... — Falou Harry calmo, no momento em que sua ultima palavra foi dita houve um grito quase ensurdecedor, puderam reconhecer sendo de Helena — Bom, agora sim precisa se preocupar, eu vou chamar o Carlinhos e os outros Weasley, posso ter dois filhos, mas não sei ajudar em um parto.
— Esta vendo como é as coisas, a Helena vai ter um filho e tem que chamar o Carlinhos, daqui a pouco eu vou ter que pedir permissão pra mim poder ir no banheiro. — Falou Helena (adulta).
— Deixa de ser exagerada. — Falou Carlinhos (mais velho) pra esposa.
— A medica da Helena é a mesma que a minha, vou chamá-la, vocês dois a ajudam e tragam ela para a cama, ela não vai poder aparatar e não temos tempo suficiente para levar ela ao St.Mungus. — Falou Gina se levantando.
— Você nasceu na cama do Harry, esta vendo que luxo. — Falou Jorge (adulto) para Elliz que ficou vermelha e olhou para o namorado que sorria.
OoOooOoOoOoOo
— Carlinhos, você precisa levar a Helena pro St. Mungus. — Falou Astória aparecendo na bem decorada sala da casa dos Potter, ela parecia bem cansada.
— A ultima vez que cheguei perto dela ganhei um soco de presente. — Falou Carlinhos encostando-se em uma parede, toda sua família estava na sala, esperando noticias do filho de Helena, no momento em que Astória foi dizer algo se ouviu um choro estridente de neném e o mesmo pensamento passou pela cabeça de todos ali.
— Tem que parar de ser tão agressiva. — Falou Carlinhos (mais novo) olhando para Helena (adolescente) que sorriu irônica.
— E quem vai me fazer parar? Você? Você não é tudo isso Carlinhos, na verdade não teria chance comigo. — Falou Helena (adolescente).
— Em que eu não teria chance? — Perguntou Carlinhos (mais novo) sussurrando para Helena (adolescente) que entendeu o que ele queria dizer, ela abriu a boca varias vezes como se fosse dar uma resposta para ele, mas a palavra certa não veio e por isso ela se virou para a cena que continuava, enquanto isso o ruivo ria ao seu lado.
“Ela nasceu.”
— Como será que ela deve ser? — Perguntou Molly indo em direção do quarto em que Helena estava, todos a seguiram, principalmente Carlinhos que queria ver a recente mamãe.
Enquanto todos foram para o quarto com decorações infantis Carlinhos parou na porta do quarto de Harry e Gina, primeiramente viu um corpo em cima da cama, respirando calmamente e parecia ter um pouco de dificuldade para fazer tal coisa, segundos depois Helena olhou para a porta e seus olhos se encontraram.
— Estava preocupado comigo? — Perguntou Helena (adulta) em voz baixa para o marido que a abraçou com um pouco mais de força.
— Durante toda sua gravidez a Elliz era saudável, então eu já pensava que ela estava bem e achei que você precisava mais da minha atenção. — Respondeu Carlinhos (adulto) se lembrando de cada detalhe daquela noite, de como um sorriso apareceu em seu rosto quando recebeu o aviso de Harry dizendo que Helena entrara em trabalho de parto, de como começou a se lembrar dos momentos que conversava com Helena sobre como a menina seria enquanto se vestia pronto para ir a casa do cunhado, se lembrou que enquanto estava encostado na parede ele se perguntava se Elliz teria os mesmos cabelos e olhos de Helena.
— Precisa levar ela agora. — Falou Astória ao lado de Carlinhos — Se você não levar, um dos seus irmãos terão que fazer isso. — Falou a morena para o Weasley que ficou em silencio por alguns minutos.
— Alguém se oferece? — Perguntou Carlinhos em voz alta para que todos ouvissem, mas estavam ocupados paparicando a menininha — E quanto a menina?
— Nossa Carlinhos como você é ruim. — Falou Tonks para o amigo que bufou.
— Acha mesmo que é fácil se aproximar de uma pessoa que antes de você conseguir falar um “A” te da um soco e eu já conhecia a Helena o suficiente para saber que ela é cabeça quente e não existe hora para bater em alguém. — Falou Carlinhos (mais velho).
— Eu tinha acabado de parir uma criança e achou que eu conseguiria bater em você? — Perguntou Helena (adulta) olhando brevemente para o ruivo.
— Você já tentou coisas do tipo em momentos mais inoportunos. — Falou Carlinhos (mais velho) — E que palavra é essa? Parir? Que coisa feia Helena.
— Não fale como se tivesse uma criança aqui que não pode ouvir coisas assim por achar que pode falar essas palavras, todo mundo aqui entende o que significa parir. — Falou Helena (adulta).
— Ela vai ficar bem, a prioridade agora é a Helena. — Falou Astória.
— E você Harry, porque não a leva? Cadê o Diego? — Perguntou Carlinhos.
— O mais engraçado é que o melhor amigo some nesses momentos. — Falou Carlinhos (mais velho).
— Você fala como se fosse a pior coisa do mundo me pegar no colo, e só por alguns poucos em minutos apenas para aparatar e me colocar em uma cama de hospital. — Falou Helena (adulta).
— Fala sério, eu te peguei no colo quando estava de oito meses, porque não conseguiria pegar depois que a Elliz nasceu? — Perguntou Carlinhos (mais velho) sussurrando para Helena (adulta) que apenas deu de ombros diante da sua pergunta.
— O Diego desmaiou depois do terceiro grito da Helena e eu tenho filhos e esposa para cuidar, e por acaso existe alguém mais intimo da Helena aqui se não você? — Perguntou Harry como se fosse obvio.
— Isso é verdade, então já estão íntimos para Carlinhos já ir se preparando para quando você ficar grávida? — Perguntou Fred olhando para Carlinhos (mais novo) e Helena (adolescente), o ruivo suspirou forte enquanto a morena apenas sorriu e mexeu com a cabeça de um lado para o outro.
— Acho que você se daria bem no Brasil. — Falou Helena (adolescente) para Fred que sorriu largamente.
— Isso é um convite? — Perguntou Fred.
— Depende, se eu for e sua mãe deixar você ir, nós até que podemos ir, lhe apresento o Mar, ele até que é um cara legal. — Falou Helena (adolescente).
— Assim, por curiosidade apenas, você nada com que no mar? Ou melhor, usando o que? — Perguntou Fred nem se importando se estava sendo cara de pau.
— Porque a curiosidade? — Perguntou Helena (adolescente).
— Porque diferente do meu irmão quando eu quero saber de alguma coisa eu já chego perguntando, não preciso esperar que alguém descubra. — Falou Fred fazendo com que Carlinhos (mais novo) o olhasse com os olhos arregalados.
— Quais dos seus irmãos? — Perguntou Helena (adolescente) olhando brevemente para Carlinhos (mais novo) apenas para poder ter o prazer de ver o susto que ele estava tendo com as palavras do irmão.
— O Carlinhos, quem mais seria? A diferença entre mim e ele é que eu não me importo com idade. — Falou Fred dando de ombros — Mas a minha pergunta não quer dizer nada quanto a mim e você.
— Eu sei, mas apenas para responder a sua pergunta eu posso usar qualquer coisa na praia, biquíni, maiô ou até mesmo uma blusinha e um short, mas nada que chame muita atenção. — Falou Helena (adolescente) para o ruivo mais novo entre os dois ao seu lado.
— Já pode começar a imaginar. — Falou Fred sussurrando para Carlinhos (mais novo) que nem mesmo se limitou a olhá-lo.
Carlinhos ia dizer alguma coisa quando foi puxado bruscamente para dentro do quarto, as duas pessoas que conversavam com o ruivo olharam para dentro do quarto e puderam ver que quem puxara ele fora Helena com a ajuda de uma varinha.
— Olha só, mulher com iniciativa, parabéns Helena, uma verdadeira mulher. — Falou Fred olhando brevemente para a morena que estava ao lado de seu irmão e depois dando todo seus olhos em Carlinhos, como se para ele saber que estava passando um recado para ele.
— Pelo que eu entendia, ela já era mesmo uma mulher naquela época, tinha o que uns 24 a 26 anos? Diferente da pessoa que esta aqui do meu lado. — Falou Carlinhos (mais novo) nem mesmo se importando com o fato da morena ao seu lado estar escutando.
— Na minha opinião elas são as mesmas pessoas, independente das idades que tem. — Falou Fred como se estivesse dizendo para Carlinhos que ele estava errado quanto a Helena (adolescente).
— Para de ficar enrolando e me tira logo daqui. — Falou Helena puxando Carlinhos pela camisa com um pouco de força, fazendo com que seus rostos se aproximassem.
— Ótimo, quando chegar diga que ela é minha paciente, avise que ela acabou de ter um filho e que precisa de cuidados rapidamente. — Falou Astória olhando para o ruivo que estava na beirada da cama — Levarei a Elliz para lá, chegarei em poucos minutos lá com sua menina. — Falou Astória enquanto observava Carlinhos pegar Helena com cuidado.
— Sua menina. — Falou Fred sorrindo para o irmão.
— Fred, você já esta passando dos limites, sabe que eu tenho pavio curto. — Falou Carlinhos (mais novo) para Fred que riu como se estivesse o desafiando.
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Harry acabara de estacionar seu carro na garagem de sua casa, estranhou o lugar estar em silencio quando entrou e decidiu ir direto para o segundo andar, passou pelo seu próprio quarto e pelo quarto de James, quando chegou no quarto do segundo filho não pode segurar o sorriso, Gina segurava o mais novo com cuidado com o auxilio de uma das mãos, já com a outra mão banhava as mãozinhas no bebê em um recipiente de tinta e carimbava a parede.
— Ta ficando lindinho! — Falou Gina sorrindo para o menino no colo que a olhava penetrante com os olhos verdes.
— Vendo isso eu acho que já esta na hora de eu decorar meu quarto. — Falou Lily (neta).
— Já não basta você ter aquele seu esconderijo? — Perguntou Al para a irmão que balançou a cabeça de um lado para o outro.
— Todo mundo já sabe sobre ele então não é mais esconderijo. — Respondeu Lily (neta) dando de ombros.
— Mas ninguém vai lá te incomodar quando você fica naquele lugar, então continua sendo seu lugar de lazer e paz. — Falou Miguel que conhecia muito bem a prima e melhor amiga.
— Miguel, não enche o saco. — Falou Lily (neta) para o primo que apenas balançou a cabeça sabendo que ela odiava quando alguém criticava algo que ela queria fazer.
— Papai! — Falou James ao ver o pai no batente da porta, Gina ao escutar a palavra do filho olhou para a entrada do cômodo e se deparou com o sorriso do marido.
— Não acha que ele é pequeno demais para ficar decorando o próprio quarto? — Perguntou Harry sorrindo e entrando no quarto, se sentando ao lado da esposa e colocando James sentado em seu colo.
— Não, ele é bem grandão, não é? — Perguntou Gina levantando o bebê que sorriu — Esta vendo, ele concorda comigo, como esta a Helena? — Perguntou Gina voltando a fazer as marcas da mãozinha no menino na parede.
— Eu fiquei no hospital por alguns dias. — Falou Helena (adulta).
— Porque? — Perguntou Marlene confusa.
— Algum tempo antes da gravidez eu não estava muito bem e ai a Astória percebeu que eu não estava me alimentando direito e acabei ficando um pouco fraca demais, foi por isso que eu tive que ser levada direto para o hospital e com urgência, precisava de soro e nesses dias a Molly sempre ia visitar a Elliz para mim, era ela que pegava minha filha pra mim poder ver ela, a levava no meu quarto. — Falou Helena (adulta) se lembrando dos primeiros dias de vida de Elliz e que esses dias foram os piores de sua vida, foi os dias em que não teve sua filha ao seu lado, não podia escutá-la chorar, não viu o primeiro abrir de olhos do bebê e também provavelmente não viu o primeiro mexer de dedos dela — A única coisa de ruim é que Molly não podia ficar lá o dia inteiro, então o Diego ficava comigo, e digamos que ele tinha medo de pegar a Elliz no colo por ela ser muito molinha e eu respeitei o medo dele, então só a via quando a Molly aparecia.
— O Diego pelo jeito nunca te contou não é? — Perguntou Carlinhos (mais velho) sussurrando no ouvido da esposa que ficou confusa e balançou a cabeça — Eu estava sempre no hospital quando a minha mãe tinha que voltar, você não me aceitava porque não queria ficar perto de mim, mas eu ia visitar a Elliz sempre, eu a vi sorrir algumas vezes em meio ao sono.
— Ela sempre foi de fazer isso, esboçar seu sonhos por gestos, já a vi apertar o lençol ou o travesseiro quando esta tendo um sonho ruim, do mesmo jeito que já a vi sorrir entre o sonho significando que estava sendo bom. — Falou Helena (adulta) sorrindo para o marido e depois olhando para Elliz que prestava atenção na memória que continuava na tela, a menina estava abraçada ao namorado e por ver aquilo Helena percebeu o quanto ela tinha crescido — Consegue ver a mesma coisa que eu?
— Consigo, ela cresceu bastante e um dia vai ser como a mãe, talvez ela não seja tão agressiva, mas será como você. — Falou Carlinhos (mais velho) fazendo com que um sorriso aparecesse no rosto da esposa.
— Ela esta bem, disse para irmos a Toca amanhã para um almoço, para nos despedirmos. — Falou Harry ficando sério enquanto reparava o olhar do filho mais velho em direção da tinta, o moreno pegou um pequeno recipiente de tinta e segurou na frente do corpo da criança, com cuidado pegou uma das mãos dele e colocou na tinta, passando na parede logo em seguida, depois de fazer uma vez, o menino começou a fazer sozinho as marcas na parede.
— Ela vai embora mesmo? — Perguntou Gina.
— Que lindinho. — Falou Lysa fazendo cara de fofa para James que suspirou, mais uma vez estava passando vergonha ao lado da menina que estava interessado.
— Há Lysa como eu gostaria de lhe mostrar o lindinho. — Falou James fazendo com que o sorriso no rosto da loira desaparecesse.
— Chato. — Falou Lysa fazendo com que o moreno risse.
— Sim. — Respondeu Harry — Vamos tomar banho? Já esta fedido em. — Falou Harry fazendo uma careta ao colocar James de pé, o casal acabou por rir quando James passou a mão suja de tinta no rosto do pai, até mesmo por cima dos óculos — Acho que também vou precisar de um banho.
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— Vou sentir sua falta, Molly. — Falou Helena abraçando a pequena mulher com carinho, ela foi correspondida da mesma força e recebeu um rápido carinho no rosto, a morena apenas sorriu, como um pedido de obrigado.
— Fala ai Carlinhos, alguma de suas namoradas conseguiu conquistar a mamãe? — Perguntou Fred para o ruivo ao seu lado que franziu as sobrancelhas.
— Eu nunca tive namorada. — Falou Carlinhos (mais novo).
— Mas sua mãe já conheceu algumas de suas mulheres da Romênia? — Perguntou Helena (adolescente).
— E porque eu apresentaria alguma delas para minha mãe? — Perguntou Carlinhos (mais novo) como se fosse obvio. Fred e Helena se olharam e puderam perceber que pensavam a mesma coisa, Carlinhos não era de namorar e muito menos com garotas que Molly gostaria.
— Eu também vou sentir sua falta, nos mande noticias, eu quero receber fotos de cada momento da Elliz, entendeu? — Perguntou Molly sorrindo para ela que fez o mesmo.
Helena estava com Elliz no colo que dormia tranquilamente, tinha acabado de parar perto da escada quando sentiu alguém a segurar pela cintura e com um pouco de força a impulsionar a subir as escadas, sabia que era Carlinhos, e na verdade ela teria mesmo que se despedir dele, só não queria fazer isso estando entre quatro paredes com ele.
— Como você é gentil. — Falou Marlene ironicamente para Carlinhos (mais velho) que apenas sorriu.
— E você por acaso iria se eu pedisse? — Perguntou Carlinhos (mais velho) olhando para Helena (adulta) que sorriu e negou com a cabeça, não iria mentir, mas se fosse por vontade dela, ela não iria.
A família Weasley estava espalhada pela sala tentando similar o que acabara de acontecer, Helena tinha chegado a vários minutos para se despedir de todos quando viram Carlinhos a levar escada acima praticamente a força, provavelmente para seu quarto.
— Eu não sei de nada. — Falou Harry ao ver o olhar da esposa sobre si. Por sorte alguém adentrou a sala, era Gabrielle, irmã de Fleur.
— Tinha que ser. — Falou Teddy revirando os olhos, ele nem mesmo se importou com o olhar de Fleur sobre si, mesmo ela conhecendo a irmã que tem continuava a protege-la.
— Boa tarde, aconteceu alguma coisa? — Perguntou Gabrielle estranhando o silencio de todos.
— Não querida, Fleur não avisou que você viria. — Falou Molly sorrindo e indo até a loira, abraçando-a carinhosamente.
— Até parece que a mamãe esquece as coisas tão fácil assim. — Falou Carlinhos (mais novo) olhando para cada um de seus irmãos que concordaram com ele.
— É que eu não tinha avisado ela, não esta faltando um dos Weasley? — Perguntou Gabrielle sorrindo, todos sabiam que a única coisa que ela queria era um Weasley ou Harry, mas como todos estavam casados e comprometidos só sobrara o segundo ruivo mais velho da família.
— O Carlinhos esta lá em cima. — Falou Molly que não entendia as intenções da mulher a sua frente quanto a seu filho.
— Molly, na ultima vez que eu dormi aqui, acabei esquecendo algo, eu posso subir para procurar? — Perguntou Gabrielle sorrindo gentilmente.
— É claro, a desculpa de ter esquecido algo, eu já usei essa desculpas muitas vezes. — Falou Helena (adulta) que no momento em que viu Gabrielle pela primeira vez já soubera como ela era e suas táticas para conseguir homem.
No momento em que Gina abriu a boca para protestar a subida da garota, sua mãe assentiu para a visita que em segundos já subira vários degraus.
— Mãe, ficou maluca? — Perguntou Gina indignada — Porque a deixou subir?
— Qual o problema Gina? — Perguntou Molly.
— Acha mesmo que ela vai subir atrás de alguma coisa dela? Ela foi atrás do Carlinhos, pode tirando o cavalinho da chuva achando que o Carlinhos e a Helena vão descer de mãos dadas, ainda mais com a Gabrielle lá em cima. — Falou Gina.
— Nem se ela não tivesse subido lá, eu teria arranjado um jeito de descer e não seria junto com ele. — Falou Helena (adulta) dando de ombros.
— É tão difícil assim fugir do Carlinhos? — Perguntou Tonks confusa.
— Se tiver uma chance é fácil, o difícil é arrumar essa chance. — Falou Helena (adulta) sussurrando a ultima parte, depois de perceber que todos tinham suas atenções na cena, ela começou a pensar nas poucas vezes que conseguira fugir de Carlinhos e na maioria das vezes ela só conseguira por alguém interromper os dois. Na maioria das vezes sempre era Felipe ou Fernando.
— Não fale como se minha irmã fosse a vilã da história, ela não é do tipo que corre atrás de homem. — Falou Fleur como sempre protegendo a irmã.
— Imagine se fosse. — Falou Helena (adulta) e Carlinhos (mais velho) juntos.
— Ela não corre atrás de homem, corre atrás de Weasley, e se você acha que não, apenas observe a forma que meu irmão e a Helena vão descer daquele quarto. — Falou Gina não se importando com as próprias palavras.
A sala ficou em completo silencio, passaram-se vários minutos até que ouviram passos vindos da escada, logo em seguida viram Helena descer com passos pesados e segurando a filha com cuidado nos braços, dava para ver pela sua face que ela estava brava.
— Cheque-mate. — Falou Helena (adulta) para Fleur, a morena tinha um olhar e um sorriso vitorioso no rosto.
— Molly, eu vou indo, irei viajar amanhã de manhã, qualquer coisa apareça lá em casa na hora do jantar, estou com um pouco de dor de cabeça e vou aproveitar que a Elliz esta dormindo para fazer o mesmo. — Falou Helena colocando a filha no carrinho que estava perto da porta e saindo da sala rapidamente, sem nem mesmo olhar para as outras pessoas em volta.
— Ela tem o jeito da Lene. — Falou Dorcas para o namorado que assistia a cena abraçado a ela.
— Que jeito? — Perguntou Regulo.
— Ela tem pavio curto, foram poucas as vezes que Lene aceitou o Sirius, a verdade era que eles ficaram por um tempo na adolescência, a mesma coisa que aconteceu com Helena, em ser interrompida por alguma outra pessoa que gosta do mesmo cara que ela, já aconteceu com a Lene e digamos que eu acho que elas são fracas quanto a ser agarradas por pessoas que mesmo ela não querendo o faça, claro que pessoas conhecidas e não um desconhecido, a Helena só agüentou que essa garota a interrompesse quanto a Carlinhos porque a filha dela estava junta. — Falou Dorcas tentando explicar as coisas da melhor maneira possível.
— Eu já vi o Sirius e a Dorcas juntos, se pegando dentro de uma sala em Hogwarts e quando ela percebeu que eu os via foi embora, acho que ela ficou aliviada. — Falou Regulo.
— Já eu penso que ela também queria continuar, nós mulheres podemos até não gostar de um homem, mas se temos atração por ele um simples passar de mão deles podem nos deixar mole, só pensamos em parar quando paramos mesmo, ou seja quando somos interrompidos, acho que se você não tivesse aparecido nesse dia ela teria continuado até chegar aos finalmentes. — Falou Dorcas.
Harry viu o olhar que a esposa lançou para Fleur e percebeu que alguma coisa naquele dia não daria certo.
No momento em que ouviram o som de carro se distanciando Carlinhos desceu as escadas acompanhado de Gabrielle, seu rosto mostrava a evidente raiva que ele sentia.
— Como eu odeio pessoas que entram no meu quarto sem pediu ou se não que me interrompa de propósito. — Falou Carlinhos (mais velho).
— Que te interrompa em que? — Perguntou Fernando sorrindo para o pai que ao lhe entender revirou os olhos.
— Não nisso garoto, em qualquer coisa. — Falou Carlinhos (mais velho).
— Quem deu permissão para essa garota subir? Ainda mais entrar no meu quarto? — Perguntou Carlinhos com tanta raiva que mais parecia que ele estava rosnando de fúria — A Helena devia ter afogado você aquela noite.
— A Helena não é nada. — Falou Gabrielle venenosa — Você acha certo ficar se agarrando com ela embaixo do teto de seus pais? — Perguntou Gabrielle recuperando sua compostura de certinha, fingindo ser o que era, uma mulher que sempre tinha inveja das pessoas.
— Nossa que respeito é esse comigo, eu estava junto sabiam? — Perguntou Elliz fingindo estar ofendida.
— Você se lembra de alguma coisa por acaso? — Perguntou Carlinhos (mais velho) para a filha que negou com a cabeça.
— Então como pode reclamar de uma coisa que nunca viu. — Falou Helena (adulta) sorrindo para a filha que fez o mesmo e balançou a cabeça de um lado para o outro.
— Meus pais podem mandar em qualquer lugar dessa casa, menos mo meu quarto e o que eu faço lá dentro ou deixo de fazer não é da sua conta. — Falou Carlinhos não se importando com as palavras duras que usava.
— Olha só, o grande Carlinhos Weasley abusando de uma mulher indefesa que praticamente acabou de ter uma filha. — Falou Gabrielle.
— Oh é, eu a recém mamãe sendo abusada, sinceramente eu posso até ser santa de vez em quando, mas nem tanto assim né. — Falou Helena (adulta) rindo pelo titulo que acabara de ganhar de Gabrielle, ouvir a meia Veela chamá-la de indefesa a fazia rir.
— Diferente de você a Helena não se faz de coitadinha e eu nunca vou tratar você como trato ela, muito menos terei algo com você semelhante ao que estava tendo com ela. — Falou Carlinhos como se ninguém estivesse ali, o ouvindo dizer aquelas palavras — Você é uma criança!
— Não precisa falar com a minha irmã assim. — Falou Fleur se levantando.
— Nem minha filha precisa de proteção e Gabrielle parece ser uma criança. — Falou Helena (adulta) que muitas vezes ficava brava com Fleur por isso, por sempre estar protegendo os parentes como se fossem crianças que não faziam nada de errado.
— Helena, acho melhor ficar em silencio antes que a Fleur venha até aqui criar barraco. — Falou Carlinhos (mais velho) em voz baixa no ouvido da esposa que bufou de raiva.
— Até o ano passado você chamava a Helena de criança também, e minutos atrás você não a tratava mais como uma simples criança. — Falou Gabrielle.
— Eu não acredito que o Harry deixou que essa cena fosse mostrada assim para todos. — Falou Fleur apenas como um sussurro.
— Já aconteceu coisas piores e devíamos agradecer por não ter sido mostrado. — Falou Gui (mais velho) para a esposa que olhou para ele indignado.
— Esta contra mim? — Perguntou Fleur.
— Estou do lado certo, Fleur, você tem que parar de ficar protegendo a sua irmã porque muitas vezes ela não ficou do nosso lado, quando te pedi em casamento ela ficou tão relutante quanto seus pais. — Falou Gui (mais velho) para a esposa que logo retrucou.
— Mas é diferente, ela era uma criança naquela época. — Falou Fleur.
— Se ela era uma criança naquela época, já era grandinha demais para saber se proteger quando já adulta, e nesse dia ela já era bem grandinha, o fato é que sua irmã é tão desesperada atrás de homem que nem vê a infelicidade das pessoas a volta dela, a única coisa que importa é ela conseguir o que quer, nem se importando se vai deixar a pessoa em breve. — Falou Gui (mais velho).
— É a minha irmã, Gui. — Falou Fleur.
— Tem que deixar ela seguir com as próprias pernas, até que de uns tempos para cá ela tem seguido nos trilhos, mas eu sempre a vejo pedir ajuda a você quando tem algum problema no casamento. — Falou Gui.
— Mas é claro, se ela tem problemas é quase obrigada a pedir ajuda a mim. — Falou Fleur.
— Não é assim, sempre resolvemos os nossos problemas sozinhos e por isso nos damos bem, mas ela não, Fleur uma pessoa não deve se meter no casamento de um casal, não estou falando que você deve deixar sua irmã de lado, apenas deixar ela seguir os próprios passos, deixe que ela pense um pouco no que é melhor e não você pensar por ela. — Falou Gui (mais velho) pondo um fim na conversa.
— Não proteja a sua irmã como se ela fosse santa, faz meses que ela esta me perturbando e para você, se continuar assim, sendo fútil e idiota sempre será uma criança, e não só para mim, as pessoas irão querer distancia de uma pessoa que só pensa na própria felicidade e não esta nem ai com a dos outros. — Falou Carlinhos para cada uma das Delacour — Só mais uma coisa mãe, pare de ser tão ingênua e você esta me devendo um favor e vou cobrar. — Falou Carlinhos para a mãe e depois para Harry que franziu as sobrancelhas, o ruivo virou as costas e voltou para seu quarto, deixando todos na sala perplexos, antes que Gabrielle pudesse se explicar o ruivo voltou a descer as escadas e ainda com raiva apontou o dedo para Gabrielle — Se fazer isso de novo ou entrar no meu quarto eu lhe afogo numa privada. — Falou Carlinhos para a jovem Delacour, depois de deixar seu recado o ruivo voltou a subir as escadas e dessa vez definitivamente.
— Sinceramente em, afogar alguém até vai, mas em uma privada? Que nojento. — Falou Fred II para Carlinhos (mais velho) que deu de ombros.
— Eu avisei. — Falou Gina.
— Não começa. — Falou Harry para a esposa que pareceu nem mesmo ouvi-lo, o moreno sabia que se a esposa se metesse em confusão ele acabaria tendo que reagir.
— Fica na sua Weasley. — Falou Gabrielle.
— Você que devia ficar na sua, esta sempre se achando melhor que os outros, desde que conheceu a Helena, você parece querer usar sua influencia de Veela em todos os homens que a cerca, até mesmo no melhor amigo dela. — Falou Gina se levantando e colocando seu filho na poltrona que estava sentada, a ruiva se colocou de frente para Gabrielle, como se assim a desafiasse a dizer alguma coisa.
— Sua irmã tem sorte, Diego é um homem exigente e não é como o Carlinhos que apenas ameaça, meu amigo não gosta de mulher que fica correndo atrás e é capaz de usar palavras piores que o Carlinhos, palavras essas que poderia fazer a Gabrielle pensar um pouco mais antes de fazer as coisas. — Falou Helena (adulta) olhando brevemente para Fleur.
— Diego é um homem educado, mas tudo tem limite. — Falou Carlinhos (mais velho).
Harry soltou um longo suspiro e olhou para Al que estava no carrinho, como sempre dormindo, se existia uma coisa que ele fazia muito bem era dormir durante a tarde e depois perturbar durante a madrugada inteira.
Foi tudo tão rápido que só puderam similar o que tinha acontecido quando o braço que Gabrielle tinha levantado foi parado com brusquidão por algo que deu a volta em seu pulso e apertou com força, o parando a centímetros do rosto de Gina, a loira havia tentado dar um tapa na cara de Gina quando Harry parou a mão da mesma com o uso de magia, no momento em que todos olharam para o pulso da garota perceberam que nada segurava, era como se fosse um cabo invisível.
— Abaixe o braço. — Falou Harry para a loira que logo fez o que ele havia pedido.
— Porque não podem se resolver apenas usando palavras? Tem sempre que ter um tapa ou um soco? — Perguntou Molly (avó) indignada, ela olhava para todas as mulheres de seus filhos e principalmente para Helena.
— Eu fui criada assim. — Falou Helena (adulta).
— Batendo nas pessoas? — Perguntou Sirius para a morena.
— Me defendendo, a verdade era que Matheus, o pai da Adriana já viu pessoas que para ele eram queridas serem feridas a base da pancada, ele temia que algo acontecesse comigo, qualquer coisa, no Brasil infelizmente ainda acontece de um homem bater em uma mulher por motivo nenhum, eu apenas aprendi a me defender. — Respondeu Helena (adulta) dando de ombros.
— Na verdade eu acho que você sabe se defender até demais. — Falou Carlinhos (mais velho).
— Eu concordo. — Falou Rony (adulto).
— Hein? — Perguntou Hugo confuso olhando para o pai, como ele poderia saber sobre isso quanto a Helena.
— Eu trabalho com ela e em algumas vezes que eu vi a Helena se defendendo, bruxos costumam ficar sem forma de se defender quando estão sem a varinha, mas ela não, ela pode estar sem varinha e do mesmo jeito conseguiu se dar bem até hoje. — Falou Rony (adulto).
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PEÇO DESCULPAS NOVAMENTE GENTE E ESPERO TAMBÉM COMENTÁRIOS QUANTO AOS MOMENTOS, CONFESSO MAIS UMA VEZ QUE NÃO ESTA SENDO FACIL ESCREVER, MAS NÃO IREI DESISTIR...