CAPITULO QUATRO
O casal que estava na torre de astronomia se beijavam vagarosamente, a muito tempo não tinham tempos daquele jeito, é claro que sempre tinham relações sexuais todo o resto, mas a muito tempo não faziam algo tão perigoso, como fazer tais coisas em uma escola banhada a adolescentes e crianças.
Draco já podia sentir a pele macia da cintura da morena, suas mãos a muito tempo já tinham atravessado a barreira que era a blusa da morena, e ela estava do mesmo jeito, só que com Astória era diferente, ela não queria apenas estar com as mãos nas costas ou no peito do loiro, queria muito mais, queria sentir sua pele contra a dele, sentir seus suores se misturarem, Astória levou suas mãos para o peito dele, abrindo os botões um por um da camisa branca que ele usava.
— Achei que não iríamos fazer nada. — Sussurrou Draco sentindo sua camisa ser tirada logo em seguida.
— E não vamos fazer nada, mas gosto de ficar com você assim. — Falou Astória.
— Minha camisa vai ficar imunda. — Falou Draco olhando de lado para a camisa que estava no chão sujo.
— Podemos usar apenas um feitiço para limpa-la, e afinal, quem lava a roupa sou eu. — Falou Astória dando de ombros.
A morena saiu de cima do colo dele, se afastou alguns centímetros e o puxou de onde ele estava, o afastando da parede que estava atrás dele, ela o puxou pela camisa e depois voltou a ficar em seu colo, o empurrando vagarosamente até que ele estivesse deitado completamente no chão.
— Asty, vamos para outro lugar. — Pediu Draco.
— Agora não, Draco Malfoy, depois nós vamos. — Falou Astória deslizando suas mãos por toda a extensão do peito do loiro — Estávamos falando a alguns minutos atrás da primeira vez que você me mostrou essas cicatrizes, eu fiquei impressionada. — Falou Astória passando as pontas dos dedos por cada cicatriz, Draco sentiu sua pele se arrepiar apenas pelo leve toque e pela cara que Astória fazia ao ver aquilo, ela parecia fascinada, tão fascinada quanto descobrir a cura de uma doença que muitos não sabiam o que era.
— Eu não costumava conquistar mulheres com essas cicatrizes, pelo ao contrario, eu preferia nem mostrar. — Falou Draco fechando os olhos com a caricia.
— Eu te considerei uma pessoa tão especial quanto Harry Potter, os dois tinham cicatrizes impressionantes e mesmo assim sobreviventes. — Falou Astória.
Draco abriu os olhos espantado.
— Você considera Harry Potter alguém especial? Que história é essa Astória? — Perguntou Draco ainda espantado, ele viu que ela tentaria voltar a fazer a caricia, mas antes que ela pudesse fazer isso ele girou seus corpos, Astória suspirou surpresa ao sentir as mãos serem presas contra o chão.
— Você não me entendeu, as pessoas acham Harry Potter interessante, já eu preferi o achar interessante, imagine que tem duas opções para as pessoas escolherem, eu lhe escolhi. — Falou Astória calmamente.
— Você é muito estranha Asty, se impressionar por um garoto que tem varias cicatrizes no peito? Isso não é normal. — Falou Draco passando seu nariz pelo pescoço da morena.
— Um homem ficar dois anos sem fazer amor também não. — Falou Astória sorrindo, ela sentiu suas mãos serem soltas e assim ela colocou suas mãos nos ombros do loiro.
Ele mais uma vez infiltrou suas mãos por baixo da blusa dela, a erguendo logo em seguida, cada vez mais até que o sutiã preto e simples dela aparecesse, a curva dos seios ficarem amostra, ele curvou seu corpo por cima do dela e mordeu a curva destampada dos seios, uma de cada vez, Astória gemeu ao sentir a mordida.
— Você gosta tanto de cicatrizes, mas no final você não tem nenhuma. — Falou Draco passando os dedos pela região avermelhada que ficou nos seios da morena, o loiro a sentou e rapidamente ela já não usava mais a blusa.
— Nem pense nisso. — Sussurrou Astória.
— Ué, eu não estou entendendo, você tinha minha camisa, mas eu não posso tirar seu sutiã? — Perguntou Draco confuso.
— Mas se alguém aparecer aqui vai ver meus seios. — Falou Astória.
— Se alguém entrar aqui vai ver minhas cicatrizes. — Constatou Draco.
— Mas são seios, os meus, só você pode ver eles. — Falou Astória fazendo com que Draco sorrisse, ela estava parecendo apenas uma adolescente.
— Minhas cicatrizes eu quero que apenas você veja. — Falou Draco.
— Você esta de brincadeira comigo, só pode, agora vamos logo para aquela porcaria de sala precisa. — Falou Astória o empurrando e indo até onde estava sua blusa, o viu sorrir convencido.
— Vamos. — Falou Draco vestindo a camisa, fechando os botões, no momento em que Astória foi na frente ele a abraçou por trás, andaram por um bom tempo até que em meio a um corredor Draco a prensou na parede, ficando entre suas pernas, a morena olhou confusa para ele — Você não queria algo perigoso?
— Mas aqui? — Perguntou Astória confusa.
— Não vou fazer nada demais. — Falou Draco começando um beijo urgente e intenso em Astória, ela logo correspondeu passando seus braços em volta do pescoço dele e o puxando para mais perto de si, ela sentiu ele a segurar pela cintura e a levantar a segurando contra a parede com o peso de seu corpo, ela gemeu ao sentir seus seios serem espremidos contra o peito do marido, Draco parecia roubar seu fôlego com uma incrível facilidade, Astória apertou os ombros dele com suas mãos ao sentir seus lábios serem sugados com força, o homem já estava sustentando uma das pernas dela com as mãos, a forçando se enrolar em sua cintura, no mesmo momento em que Astória gemeu os dois ouviram alguém espirrar ao lado deles.
Draco se afastou com tanta brusquidão que Astória até mesmo caiu no chão, os dois olharam ao mesmo tempo para o lado e se depararam com Draco (adolescente) olhando apavorado para os dois.
— Não era para você estar na aula garoto? — Perguntou Draco (adulto) para o garoto que ao se recompor ficou com as bochechas vermelhas de vergonha.
— Era, mas por causa da... Deixa para lá, eu só estou atrasado. — Falou Draco (adolescente) dando de ombros — Só por curiosidade, não tem lugar melhor para fazer esse tipo de coisa?
— É claro que tem, na verdade estávamos indo para lá. — Falou Draco (adulto) apontando para onde estavam indo.
— Eu imagino que para irem você tem que estar em pé. — Falou o adolescente olhando para Astória que logo percebeu que estava no chão, ela bufou enquanto se levantava.
— Desculpa ai, é que eu ainda estava meia bamba. — Falou Astória.
— Garoto, vai embora logo. — Falou Draco (adulto) para o adolescente que seguiu o próprio caminho, Draco olhou para a esposa que estava com as bochechas rosadas — Esta vendo, a culpa foi sua.
— Minha? Foi você que me agarrou. — Falou Astória indignada.
— Não precisa ficar assim Asty, eles vão fazer tudo o que a gente já fez. — Falou Draco sorrindo para a esposa, ele a segurou pela mão e assim os dois seguiram caminho, não demorou muito e já estavam na sala precisa e em seguida em seus próprios quartos — Vamos tomar um banho.
— Te encontro lá. — Falou Astória sorrindo maliciosa para ele enquanto se despia e trancava a porta.
James e Lily estavam na cozinha da sala precisa conversando sobre Harry, queriam conhecer seus filhos, no caso o adolescente e o adulto, queriam saber como era a vida dele no futuro, o que ele havia passado para ser feliz, a ruiva estava disposta a conversar com Harry (adulto) ou Gina (adulta) para saber sobre isso.
— Você não acha isso muito exagerado? Não acha que estamos nos intrometendo demais na vida deles? — Perguntou James um pouco receoso, ele costumava ser curioso quanto a mistérios e enigmas, mas quando se falava sobre pessoas, tudo o que valia era a privacidade da própria pessoa.
— Bom, podemos alegar que o futuro vai mudar, isso podemos ter certeza que vai acontecer, pode acontecer de que ele teve momentos felizes que Harry, o nosso filho adolescente não vai ter. — Falou Lily se levantando e indo de um lado para o outro — O que nós menos teremos é tempo com nossos netos, quer dizer, futuro netos.
— É estranho ver você falando de netos, Lily. — Falou James se levantando e indo até ela — Poxa, não envelhecemos desde quando morremos, ainda estamos na flor da idade.
— Mas vamos envelhecer daqui para frente, só não sei se mais rápido ou normalmente. — Falou Lily, ela também estava preocupada com isso, afinal se ela fosse envelhecer mais rápido, seu filho poderia a perder mais uma vez.
— Eu acho que normalmente, Lúcifer pode até ser brincalhão e gostar de fazer coisas que apenas para ele tem graça, mas não fazia coisa tão ruim assim, se ele não quisesse que vivêssemos novamente, não teria nos deixado aqui. — Falou James.
— É você tem razão, mas quanto a brincadeiras sem graça, você não tem que falar nada né, afinal você já foi assim. — Falou Lily com os olhos estreitos para o marido que revirou os olhos.
— Poxa vida, você parece Severo Snape, não esquece das coisas nunca, mas mudando de assunto, o que Snape falou para você? Quando você foi conversar com ele. — Perguntou James curioso.
— Nada de interessante, a mesma coisa de sempre, mas falou que Harry puxou o defeito de ser muito curioso como eu. — Falou Lily dando de ombros — Eu dei alguns conselhos a ele, mudar um pouco, ir a procura da felicidade.
— Quando você diz a procura da felicidade, esta se referindo a uma mulher. — Falou James que entendia o modo como a esposa falava, ela assentiu como resposta.
— Sim, mas agora vamos deixar isso de lado, precisamos ir a um lugar. — Falou Lily indo até a porta e saindo pela mesma, James franziu as sobrancelhas e foi atrás dela, teve que aumentar seus passos para poder alcançá-la.
— Onde vamos? — Perguntou James.
— A rua dos Alfeneiro, meu filho não fica mais naquela casa nem por um minuto, vou pegar as coisas dele, depois temos que passar em Godric’s Hollow. — Falou Lily segurando o marido pela mão e aumentando os passos.
— O que vamos fazer lá? Lily, se algum bruxo nos ver, ainda mais que não foi dito que voltamos, vão ficar loucos, ou melhor, vão achar que morreram e que estão nos vendo. — Falou James seguindo pelos grandes corredores de Hogwarts.
— Ninguém vai nos ver, agora temos que ir logo, mais tarde eu ainda quero conversar com o Harry. — Falou Lily quase correndo pelos corredores.
Dumbledore estava em seu escritório quando a porta abriu bruscamente, primeiramente ele achou que fosse Fudge indignado com mais alguma coisa, mas ao ver quem era ele arregalou os olhos, tudo bem que pessoas tinham voltado a vida, mas aquilo já era loucura, em sua frente estavam Frank e Alice Longbottom.
— Merlin. — Falou Dumbledore impressionado, eles não se pareciam em nada com o casal que havia visto meses atrás, pelo contrario, pareciam estar conscientes do que estavam fazendo.
— Por favor Alvo, chame meu filho. — Falou Alice como sempre determinada no que iria fazer, o diretor apenas pode assentir e com um aceno de varinha sua fênix dourada apareceu e sumiu ao atravessar a parede.
— Eu tinha certeza que havia visto certo. — Falou Harry (adulto) entrando no escritório — Mas como isso é possível? — Perguntou ele olhando para Frank e Alice.
— Eu também não sei. — Falou Dumbledore.
Logo em seguida entrou no escritório Dorcas, ela olhou impressionada para o casal Longbottom, mas também estava feliz, Dorcas se jogou em Alice a abraçando fortemente.
— Eu tenho certeza que isso foi coisa do Lúcifer. — Falou Dorcas.
— Acha mesmo? — Perguntou Harry (adulto).
— Seria melhor chamarmos todos aqui. — Falou Dumbledore.
— Todos quem? — Perguntou Frank.
— Chame os adultos do futuro, todos que voltaram a vida, sem contar Luna Lovegood, já que Neville eu já chamei. — Falou Dumbledore olhando para Harry (adulto) que assentiu, ele iria fazer um aceno de varinha quando parou a mão no ar.
— Eu acho que não caberá todos aqui no escritório, tenho uma idéia melhor, posso pedir para que todos vá para lá, e os encontramos lá. — Falou Harry (adulto) para o diretor que assentiu.
— Sim, será bem melhor, eu também chamarei Fudge, já esta na hora de todos poderem seguir suas vidas, não podem ficar aqui em Hogwarts para sempre, sabe onde esta seus pais? — Perguntou Dumbledore sem pensar.
Harry (adulto) notou que aquela fora a primeira vez que alguém perguntara algo do tipo, afinal ninguém gostava muito de falar sobre seus pais, já que eles estavam mortos, se sentiu estranhos já que passou a vida inteira sem eles e agora poderia tirar todas suas duvidas que tinham quanto a ele, mas o que adiantava ter os pais de volta sendo que logo logo ele teria que ir embora.
— Eu os vi sair, pareciam apressados. — Respondeu Harry (adulto).
— Esses dois vão acabar se metendo em confusão. — Falou Dorcas.
— Bom, vamos os deixar para lá, sei que sabem se proteger, avise a todos para irem a sala precisa. — Falou Dumbledore se levantando e saindo do escritório, sendo seguido por todos, já Harry (adulto) preferiu ir atrás, ele conjurou seus três patronos que sumiram logo em seguida ao atravessar as paredes.
Lily e James haviam acabado de aparatar perto da rua dos Alfeneiros, a ruiva olhou em volta, se lembrando da ultima vez que esteve ali, ela havia ido pedir desculpas a irmã, mesmo que não tivesse tido feito nada de ruim para Petunia, nunca quis ficar de mau com ela.
Já James olhava para todos os lados curiosos, nunca havia estado ali, ao menos não vivo, o problema dos mortos que perambulavam pelo mundo não sentiam a sensação de estar conhecendo um novo lugar, quando ele ia para o quarto do filho a curiosidade de onde ele pudesse estar nem mesmo existia, para um morto a única coisa que importava era se a pessoa mais importante de sua vida estava viva.
— As coisas aqui parecem tudo muito monótona. — Falou James olhando para o quintal de algumas casas, acontecia a mesma coisa, os pais em uma mesa no jardim tomando café.
— E são mesma, se um dia alguém quiser morar aqui, terá que fazer as mesmas coisas que seus vizinhos, se a pessoa não aceitar, a vizinhança também não os aceita. — Falou Lily saindo de onde estavam e indo para a rua que levava a varias e varias casas idênticas, James a seguiu, ela olhava para a numeração das casas até que ao olhar com atenção para uma das casas ela seguiu para a mesma — É aqui.
— Vamos logo então. — Falou James abrindo o pequeno portão da casa, Lily olhou em volta ao perceber que eram observados com atenção, ela não ficou impressionada ao ver que era os vizinhos que os olhava, esperando que algo acontecesse, algo que os fariam fofocar ainda mais.
Eles seguiram juntos e ao estarem em frente a porta Lily tratou logo de apertar a campainha, se ouviu um grito de dentro da casa e logo em seguida a porta foi aberta, no momento em que Petúnia olhou quem era arregalou os olhos de espanto e sua pele ficou ligeiramente pálida, Lily pensou que a qualquer momento ela desmaiaria, ouviram um chamado de dentro da casa e depois Valter apareceu por trás da esposa e sua reação foi a mesma que a de Petúnia.
— Tudo bem? — Perguntou James sorrindo um tanto quanto forçado para o casal assustado, eles arregalaram ao ouvir a voz de James e no mesmo instante caíram duros no chão.
— Eu acho melhor entrarmos e os tirarmos do chão. — Falou Lily para o marido que no mesmo instante fez uma careta.
— Você esta vendo o tamanho desse homem? Terei que tira-lo daí para conseguir fechar a porta e depois fechar a porta. — Reclamou James, ao ver que Lily não deu a mínima ele bufou de raiva e foi até o homem, sua esposa já havia conseguido tirar Petúnia de perto da porta, com muito esforço James conseguiu arrastar Valter por meio metro e assim fechar a porta.
Sabendo que nenhum trouxa os veria, James usou um feitiço para fazer o homem gordo flutuar, o deixou em uma grande poltrona que tinha na sala, enquanto Petúnia era colocada no sofá, observou a esposa a usar um feitiço silencioso, ela provavelmente imaginou que sua irmã começaria a gritar, dizendo que estaria vendo fantasma, como uma louca.
James foi até uma mesa que continha varias garrafas de bebida, abriu uma que parecia ser whisky e o cheirou para verificar se era muito forte, ao constatar que era mesmo a levou até Valter e colocou a boca da garrafa bem perto de seu nariz, o homem respirou três vezes até acordar assustado olhando em volta, ele começou a gritar ao ver James fazer o mesmo com sua esposa.
Em poucos minutos o casal estava gritando, Petúnia gritava por socorro.
— Já chega os dois, ninguém vai ouvir vocês, Petunia você sabe muito bem o que a magia pode fazer, pare de gritar desse jeito, você pode até não gostar de mim, mas sabe que eu nunca faria mal a você, então fique quieta. — Falou Lily sendo autoritária, no mesmo instante Petúnia e Valter ficaram em silencio, olhando para Lily.
— Você não é real, não pode ser. — Falou Petúnia balançando a cabeça de um lado para o outro.
— Pare de dizer essas coisas, você sabe que a magia faz tudo, mas eu não quero falar sobre isso, eu quero saber quem você pensa que é para cuidar do meu filho daquela maneira? Você por acaso esta pensando que ele é um simples escravo para você fazê-lo ficar limpando a sua casa? O deixando dormir debaixo da escada? — Perguntou Lily olhando fulminantemente para a irmã que não deu a mínima.
— Eu criei aquele moleque da minha maneira, da maneira que eu achei que ele merecesse, ninguém mandou você morrer, foi por sua culpa que ele viveu aqui. — Falou Petúnia se levantando e ficando de frente para Lily.
James a analisou atentamente, Petúnia era mais alta que Lily, mas seu corpo era praticamente reto comparado ao de Lily que tinha as curvas necessárias para James, o maroto olhou para Valter e percebeu que ele tinha as curvas que quem deveria ter era a esposa.
Antes que o moreno de cabelos bagunçados pudesse fazer alguma coisa Lily deu um forte tapa no rosto da irmã que cambaleou, se apoiando no sofá para não cair completamente no chão.
— Você não tem o direito de dizer isso, eu morri tentando salvar meu filho, se algo do tipo tivesse acontecido com você eu mesma teria cuidado do seu filho com todo o amor, eu não o deixaria ir para a casa daquela tal de Guida, pra que ele iria ficar lá? Pra ser tratado como um cachorro? Porque para aquela mulher a única espécie que importa nesse mundo é cachorro e eu até imagino que ela educaria seu filho pior do que você educou, o fazendo um garoto mimado, que fica dependendo dos pais, fica batendo em crianças, mentindo para os pais dizendo que esta na casa dos amigos dizendo beber chá, mas na verdade esta batendo em crianças indefesas, é isso o que você queria para o seu filho? Um garoto que mente até mesmo para os pais? — As palavras da ruiva pareciam ser cuspidas na cara de Petúnia que estava espantada.
— Você não tem o direito de falar do modo como cuidamos do nosso filho e muito menos da minha irmã. — Falou Valter se levantando e indo para cima de Lily, mas antes que ele pudesse chegar a ruiva James se colocou na frente.
— Fica longe. — Falou James colocando a mão na frente de Valter que parou no mesmo momento.
— E quem vai me impedir de ficar em qualquer lugar da minha própria casa? — Perguntou Valter olhando ameaçadoramente para James que não abaixou a mão, pelo contrario, em um momento rápido James já estava com a varinha em punho.
— Você ainda vai querer ficar em qualquer lugar da casa? — Perguntou James já sabendo qual seria a resposta do homem a sua frente já que a pele do mesmo estava pálida ao olhar para a varinha, ele olhou de esgoela para Petúnia voltou a se sentar na poltrona.
— Quem são esses? — Perguntou uma voz masculina vinda da entrada para a sala, ao olharem se depararam com Duda, os pais ao olharem para ele arregalaram os olhos estupefatos.
— Você não devia estar doente? — Perguntou James impressionado, ele sabia muito bem que a pouco tempo o menino fora atacado por Dementadores junto de seu filho, normalmente quando isso acontecia com trouxas demorava para eles voltarem ao normal.
Petúnia e Valter foram correndo para perto do filho, os abraçando fortemente.
— Quem são vocês? — Perguntou Duda novamente — Você se parece com o Harry.
— Hã, bom é que eu sou o pai dele. — Explicou James.
— E onde ele esta? — Perguntou Duda novamente.
— Esta preocupado com o Harry? — Perguntou Lily não acreditando no que estava ouvindo, a algum tempo atrás Duda só sabia destratar Harry e agora parecia se importar com ele.
— Sim, ele esta na escola dele? — Perguntou Duda.
— Sim, ele esta na escola dele com os amigos dele. — Respondeu James.
— Quando eu poderei ver ele? — Perguntou Duda novamente.
Lily e James se olharam como se perguntassem um ao outro a resposta, em seguida a ruiva olhou para Petúnia, esperando o que ela iria dizer.
— Não meu querido, você não pode ir ver aquele garoto. — Falou Petúnia.
— Porque? Eu quero poder ver ele. — Falou Duda.
— Eu trago o Harry aqui para você poder ver ele. — Falou Lily para Duda que assentiu como agradecimento.
— Obrigado. — Falou Duda.
— Eu vou ir pegar as coisas do meu filho. — Falou Lily saindo das vistas do marido, subindo as escadas e indo para o quarto que ela sabia ser do seu filho, ela pegou uma mochila velha que ele tinha e com um aceno de varinha todas as coisas que ele ainda usavam foram para a mochila dele.
Minutos depois já estava na sala novamente, foi até James que estava mais afastado, ela segurou a mão dele.
— Vamos embora James, você pode ficar tranqüilo Valter, meu filho não vai voltar mais. — Falou Lily para Valter que não disse nada, apenas esboçou alegria, junto do marido, Lily saiu da casa e juntos voltaram para o lugar onde tinham aparatado e em segundos eles não estavam mais lá.
Lily havia os levado para uma pequena praça coberta de neve, James olhou para aquele lugar sentindo algo nostálgico passar por seu corpo, era Godric’s Hollow.
— Não devíamos ter aparatado no meio da praça. — Falou James.
— Esse lugar parece o mesmo, cheio de neve como sempre. — Falou Lily olhando em volta.
— Aqui tem neve por quase todo o ano. — Falou James.
— Sim, vamos logo. — Falou Lily segurando a mão do marido, juntos eles seguiram para a antiga casa deles, não demorou muito e já estavam de frente a ela, Lily sentiu seu coração se apertar ao ver a situação de sua casinha, havia lutado tanto para conseguir completá-la com os moveis, James sempre oferecera o dinheiro de seus pais, mas Lily queria que eles começassem a vida com seu próprio esforço — Olha a situação da nossa casa, James. — Falou Lily sentindo as lagrimas escorrerem por seu rosto.
— Não vamos poder voltar para cá. — Falou James.
— Será que não? — Perguntou Lily chegando perto do portãozinho que estava quase destruído, ela passou a mão pela madeira do portão e ao olhar para a casa foi como vê-la em pé novamente, mas no momento em que seus dedos se afastaram a casa voltou a ficar desmoronada — É, você tem razão, não vamos poder morar aqui.
— Vamos para a mansão dos meus pais, em. — Falou James a abraçando por trás, Lily se sentiu bem melhor abraçada pelo moreno, estava frio e sua tristeza não a ajudava em nada, ela pensou na mansão dos Potter’s, aquele lugar enorme.
— Mas lá é tão grande, porque temos que ir para lá? — Perguntou Lily encostando sua cabeça no peito dele.
— Olha de quem Harry foi se tornar amigos, dos Weasley, uma família enorme, não estou dizendo que isso é ruim, mas a casa é bem grande para nós, para o Harry e para os amigos dele, estamos pensando em Harry também, o quanto ele ficará feliz quando poder chamar os amigos para lá, sem contar que o lugar esta completo, mobílias e todo o resto. — Falou James a abraçando fortemente.
— Mas a casa não deve estar em boas condições, você não acha? — Perguntou Lily.
— Lily, não seja tolinha, estou me sentindo um Severo Snape em lhe ensinar tudo, você sabe que as famílias bruxas tem elfos, a minha família não era diferente, meus pais podem ter morrido, mas isso não significa que os elfos também, é bem provável que tenha algum por lá cuidando da casa. — Falou James beijando levemente o rosto dela.
— Tudo bem, podemos ir para lá. — Falou Lily se virando para ficar de frente para ele, até agora o moreno a abraçava por trás e assim os dois observavam sua antiga casa em ruínas.
— Ótimo, mas pelo que eu me lembre, as únicas roupas que temos é a do corpo, precisamos ir fazer compras. — Falou James — E eu adoro ir ao shopping com você.
— Homens normalmente não gostam. — Falou Lily o abraçando pelo pescoço, ela sentiu ele fazer o mesmo com sua cintura, a ruiva sentiu um arrepio em seu pescoço ao senti-lo suspirar em sua pele.
— Talvez sejam porque as mulheres não os deixam entrar no trocador, diferente de você que até mesmo me deixa te ver vestir as roupas de camarote. — Sussurrou James para a ruiva que suspirou e sorriu.
— Temos que ir, pode estar acontecendo algo no castelo, terminamos isso depois. — Falou Lily sorrindo enquanto ainda estava abraçado a ele, ela olhou em volta a procura de algum sinal de vida, de algum vizinho os olhando, nem mesmo Batilda Bagshot havia dado sinal de vida.
— Tudo bem, mas ao menos vamos para um lugar mais seguro antes de aparatar, você vai acabar se metendo em confusão com o Ministério da Magia. — Falou James andando pelas ruas gélidas do lugar.
— Eu havia me esquecido desse frio daqui. — Falou Lily se abraçando, James riu e a abraçou logo em seguida, enquanto seguiam para uma pequena ruela entre duas casas que eles sabiam que poucas pessoas usavam o lugar, e muito menos passavam por lá, no instante em que aparataram apareceram segundos depois na frente dos portões de Hogwarts — Faz tanto tempo que não vamos a Hogsmeade.
— A ultima vez que fomos lá foi pouco tempo antes de entrarmos na Ordem. — Falou James atravessando os portões do castelo com a mulher ao seu lado.
— Poderíamos dar uma volta por lá. — Falou Lily parando no meio do caminho, antes que James pudesse concordar um tigre dourado apareceu em frente a eles, em poucos segundos ele começou a falar.
— Vão para a sala precisa, estamos lhe esperando lá. — Falou o tigre com a voz de Harry (adulto), em segundos o animal sumiu.
— Esse garoto as vezes parece saber que iremos fazer algo bom e por isso vem atrás de nós, acabar com a nossa alegria. — Falou James enquanto seguia para o castelo.
— Não fale assim. — Falou Lily enquanto o seguia — Deve ter acontecido algo, apenas isso.
— Tudo bem, mas agora vamos logo. — Falou James pegando a mochila que Lily carregava, ele colocou ela em suas costas e em seguida começou a correr com a ruiva para o castelo, vários minutos depois eles estavam de frente para a porta da sala precisa, Lily pensou por alguns minutos e logo em seguida a porta estava aberta.
— De onde saiu essas pessoas? — Perguntou Lily impressionada.
— São as mesmas pessoas que voltaram a vida, só que tem alguns diferentes, tipo aqueles adolescentes. — Falou James.
— Acho que não falta ninguém. — Falou Harry (adulto) aparecendo ao lado deles na companhia da esposa.
— O que esta acontecendo? — Perguntou Lily.
— Bom, acho que Dumbledore irá pedir para Fudge divulgar a noticia de que algumas pessoas voltaram a vida, sem contar que algumas pessoas que estavam em tratamento indeterminados parecem ter voltado ao normal. — Respondeu Harry (adulto).
— Que tipo de tratamento? — Perguntou James.
— Pessoas que estavam se recuperando de ataques torturantes, sabe, como as pessoas que foram torturadas pela maldição cruciatus. — Falou Gina (adulta).
— Então, acabamos de saber que seu primo voltou ao normal. — Falou Lily.
— Que primo? — Perguntou Harry (adulto) confuso.
— O Duda, acho que é esse o nome dele. — Falou James.
— Estavam na casa da minha tia? — Perguntou Harry (adulto) indignado.
— Qual o problema? — Perguntou Lily.
— O problema talvez seja que eles pensassem que vocês estavam mortos, eu até imagino como eles ficaram ao saber que vocês estão vivos. — Falou Harry (adulto).
— Eu tinha que dar uma lição na Petúnia, o que ela fez ao meu filho não tem perdão, sem contar que eu tinha que pegar as coisa do meu filho. — Falou Lily.
— Mas o que você quis dizer quanto a Duda ter voltado ao normal? — Perguntou Gina (adulta) confusa e um tanto quanto divertida, o modo como Lily falava de seu filho parecia ela mesma, Gina a algum tempo havia arrumado briga com uma mulher que disse que sua filha era mau educada, que era apenas uma garotinha mimada.
— Ele para estar muito bem, quer dizer, nós sabíamos que ele estava parecendo um louco por ter sido atacado por Dementadores, mas agora parece ter se curado do nado, só que esta com uma personalidade diferente. — Falou James.
— Que tipo de personalidade? — Perguntou Harry (adulto).
— Ele está tão diferente a ponto de se preocupar com você. — Falou Lily para o moreno que primeiramente ficou confuso — Quero dizer, com o adolescente, o que esta na aula.
— Há ta, entendi. — Falou Harry (adulto).
— Já que o Harry esqueceu de falar, eu falo, Frank e Alice Longbottom voltaram ao normal, se lembraram de seus filhos e tudo. — Falou Gina (adulta) podendo ver os olhos esmeraldas de Lily brilharem ao ouvir a noticia, ela sentiu uma pequena inveja dos lindos olhos da ruiva.
— Sério? E onde eles estão? — Perguntou Lily muito animada.
— Esta em algum lugar entre essas pessoas, eu acho que eles ainda não encontraram o Neville. — Respondeu Gina (adulta), ela e o marido ficaram no mesmo lugar, enquanto James e Lily iam a procura de Alice e Frank.
Passou-se alguns minutos em que todos conversavam com as pessoas em volta, até que Dumbledore se dirigiu a frente de todos e com um aceno de barulho executou um feitiço que fez todos se calarem e os olharem, ao lado dele estava Fudge.
— Eu sei que podem não entender o que esta acontecendo, apenas teremos o comunicado do ministro da magia, dizendo o que irá acontecer com vocês daqui para a frente. — Falou Dumbledore dando o lugar a Fudge, para o mesmo começar a falar.
— Bom, para que não aconteça nenhuma confusão com vocês, eu arranjarei uma forma de divulgar os seus nomes, comunicando a todos que vocês voltaram a vida, eu apenas peço que fiquem aqui no castelo até amanhã de manhã, depois vocês podem voltar as suas vidas normais. — Falou Fudge.
— Porque nos chamou exatamente? — Perguntou Luna.
— Eu não chamei vocês dois. — Falou Fudge.
— Eu preciso que os dois fiquem aqui, depois eu posso explicar tudo a vocês dois, só esperem um minuto. — Falou Dumbledore para os dois adolescentes que se olharam e assentiram.
— Vocês precisam me dar os nomes e dados de vocês, para eu poder cancelar a confirmação de óbito de vocês. — Falou Fudge olhando para todos — Estão dispensados.
Pouco a pouco as pessoas foram saindo da sala, ficando apenas alguns poucos que foram até Dumbledore ao mesmo tempo.
— Dumbledore, onde ele está? — Perguntou Alice.
— Mãe? O que faz aqui? — Perguntou Neville que estava atrás de Alice, a mulher que perguntava pelo filho se virou e rapidamente correu até o mesmo abraçando-o com força, o menino de cabelos escuros ficou confuso com aquilo — Vai me matar sufocado desse jeito. — Falou Neville sentindo ser apertado com força.
— Eu ainda não acredito que fiquei tão longe assim de você. — Falou Alice com lagrimas nos olhos.
— Como assim? Nos vimos a dois meses atrás. — Falou Neville.
— Eu estou melhor, já melhorei, vamos poder ir para casa. — Falou Alice.
— Mãe, você não devia estar no St. Mungus? — Perguntou Neville.
— Sr. Longbottom, parece que seus pais melhoraram da mesma forma que os pais do Sr. Potter voltaram a vida, eu imagino, quer dizer, eu tenho certeza que seus pais estão em plena consciência. — Falou Dumbledore se aproximando de Neville e Alice.
— Então, eles não vão precisa voltar ao St. Mungus? — Perguntou Neville esperançoso.
— Não querido, não vamos. — Falou Alice o acariciando pelos cabelos — Dumbledore, eu poderia usar sua lareira para chegar até a casa de minha mãe, eu imagino que daqui a pouco tempo ela saberá que não estamos no hospital.
— Vamos então. — Falou Frank chegando perto dos dois.
— Você esta diferente, mais...
— Lúcido? — Perguntou Frank sorrindo.
— Eu não me lembro de você assim, sempre de bom humor. — Falou Neville.
— Vai se acostumando, seu pai esta sempre de bom humor, é até difícil acabar com essa felicidade diária dele. — Falou James sorrindo enquanto ouvia a conversa.
— Você esta dispensando, por três dias, darei um jeito de mandar a matéria escolar para você não ficar atrasado na aula. — Falou Dumbledore para o menino que agradeceu e sorriu e saiu na companhia dos pais, o diretor olhou para Luna que estava com um olhar triste, ao olhar para um pouco atrás dela viu Clarissa se aproximando aos poucos.
— Filha. — Chamou Clarissa colocando a mão no ombro da menina que ao se virar ficou paralisada, olhando atentamente para sua mãe, ela estava do mesmo jeito que se lembrava, seus cabelos loiros e ondulados, Luna sentiu um sorriso brotar em seu rosto e logo em seguida ele se alargar mais e mais até não poder mais.
— Mãe? Você esta...
— Você nem mesma pode me ver ontem, estava tão triste. — Falou Clarissa acariciando o rosto da loira, limpou uma pequena lagrima que desceu pelo rosto branco da loira.
— Eu não sabia que você... porque não foi falar comigo? — Perguntou Luna abraçando a mãe com uma força descomunal, Clarissa pode ver o pequeno sorriso de Dumbledore aparecer ao ver a cena.
— Eu esperava falar com seu pai primeiro, mas essa reunião aconteceu. — Sussurrou Clarissa para a filha, enquanto a abraçava fortemente — Levarei minha filha para casa, a trago daqui três dias. — Falou Clarissa para Dumbledore que assentiu, ela havia aproveitado o que o diretor havia dito para Neville.
— É parece que tudo esta bem. — Falou Neville (adulto) que observava a cena a alguns metros de distancia, ao seu lado estavam seus amigos da Armada de Dumbledore, o casal Malfoy também estava com eles.
— Ela não o reconheceu? — Perguntou Astória para Neville (adulto).
— Ela me viu, parece ter ficado confusa, mas deixou isso de lado. — Falou Neville (adulto) dando de ombros.
— Vamos dar uma volta? — Perguntou Ana para o marido que assentiu, juntos eles saíram da sala precisa sendo observados por todos que estavam com ele.
— Eu preciso falar com você. — Falou Lily para Harry (adulto) que instantaneamente franziu as sobrancelhas.
— Tudo bem, pode falar. — Falou Harry (adulto).
— Ela quer saber mais sobre você. — Falou James encolhendo os ombros e indo até Harry (adulto) que estava encostado em uma parede, ele fez o mesmo.
— Não entendi. — Falou Harry (adulto).
— Ela vai te encher de perguntas, ela quer saber de seus filhos, dos seus momentos ruins e bons, da sua infância, da adolescência, de quando você se tornou adulto e até mesmo da sua velhice. — Falou James para o moreno que arregalou os olhos de indignação ao ouvir a ultima palavra dita por ele.
— Velhice? Acho que estão me confundindo com outro filho de vocês, talvez eu tenha um irmão mais velho, quem sabe, assim vocês podem saber da velhice dele. — Falou Harry (adulto).
Gina (adulta) riu ao ouvir James chamar seu marido de velho.
— Mas você não esta nada novo. — Falou James.
— Mas também não estou velho, você diz que eu sou velho, mas quem esta com pés de galinhas no rosto é você. — Falou Harry (adulto) rindo ao ver a cara de indignado de James.
— Parem com isso os dois, vai ou não falar de você para mim? — Perguntou Lily como um ultimato.
— Eu vou fazer melhor, ao invés de você me ouvir falar das coisas que já aconteceu na minha vida, você vai poder ver. — Falou Harry (adulto) dando as costas a Lily que ficou confuso, todos observaram o moreno sair da sala precisa, Gina (adulta) ficou ali observando.
— Porque ele é assim? — Perguntou Lily.
— Assim como? — Perguntou Gina (adulta).
— Assim, o jeito que ele falou foi como se eu fosse me arrepender por ter pedido tal coisa. — Explicou Lily.
— O problema não é você, é o passado, a questão é que Harry nunca quis ser famoso, ele queria ter uma vida normal, mas do mesmo jeito que a fama veio a tristeza começou a ocorrer com freqüência na vida dele. — Tentou explicar Gina (adulta) da forma mais fácil possível.
— Mas ele poderia simplesmente contar sobre a vida dele depois de casado. — Falou Lily.
— Perdas e tristeza acontecem até hoje, Harry é o tipo que prefere viver o presente, a alegria momentânea ou seja lá o que for, não gosta muito de falar do passado, nem mesmo comigo, só sobre James, Alvo e Lily mesmo. — Falou Gina (adulta) dando de ombros.
— O que acha que ele esta tramando? — Perguntou Tonks que ouvia tudo ao lado de Remo.
— Bom, não foi fácil para ele contar ao James por tudo o que ele passou, digo, do primeiro até o sétimo ano escolar, mas a verdade é que ele nunca disse a James com suas próprias palavras, ele fez o mesmo que fará com vocês, preferiu que James visse tudo, no final o James viu mesmo, na penseira dele. — Respondeu Gina (adulta).
— A algum tempo atrás o Harry nos contou o que aconteceu com vocês, ele não parecia muito confortável ao falar daquilo. — Falou Vic, ela e o marido apenas escutavam a conversa.
— O que aconteceu? — Perguntou Lily.
— Nada que faça tanta diferença hoje em dia, mas é que varias e varias vezes eu já quase fui atacada para tentar prejudicar ele, o que ele contou foi apenas uma das vezes que isso aconteceu, mas essa vez foi mais critica, não tinha apenas eu para machucarem, mas também James e Alvo, naquela noite mesmo eu soube que estava grávida da Lily, poderia ter perdido o neném. — Falou Gina (adulta).
— A mesma coisa do Teddy. — Falou Carlinhos (adulto) que estava em meio ao grupo escutando a conversa — Naquela época em que ele estava tendo as transformações dele.
— O que tem eu? — Perguntou Teddy.
— As suas primeiras transformações aconteceram quando você estava dormindo e na época você estava na escola, ou seja, não sabíamos o que acontecia com você, durante a noite você sumia, não sabíamos o que você fazia, apenas sabíamos que você estava na floresta porque você sempre dizia vir de lá, tão confuso quanto nós, até ai não teve problema algum, você ia direto para a floresta, como se não tivesse colega de quarto algum, ou seja, você não machucava ninguém, mas poderia se machucar — Falou Gina (adulta) se lembrando de como o marido havia tido problemas quanto as transformações de Teddy — Mas ai o Ministério começou a se infiltrar no assunto, não, não era a mando do Ministro, afinal ele te conhecia desde criança, mas ai as pessoas que trabalhavam no departamento de criaturas mágicas começaram a saber de você, sim Hermione trabalha nessa área, mas apenas como defesa, eles começaram a achar que você fosse uma ameaça, que a qualquer momento poderia ter uma crise e assim machucar pessoas, seu padrinho arrumou briga com todo mundo para mandarem não se meterem.
— Foi por isso que de uma hora para a outra eu sai do castelo, fui para a casa de vocês. — Falou Teddy vendo a ruiva assentiu em concordância.
— Você sempre teve problemas com a lua cheia, desde bebê, nessas noites não conseguia dormir sozinho, se sentia perturbado, então o levamos para casa, ficamos varias e varias noites te observando dormir, era como se de uma hora para a outra você tivesse sido atingido por um feitiço, se transformava em segundos, sem barulhos nem nada, tinha noites em que você ficava normal, um lobo deitado em uma cama dormindo, mas em outras noites ficava perturbado demais, com raiva, mas nunca atacou ninguém. — Falou Gina (adulta).
— Eu não me lembro disso. — Falou Teddy.
— É bem difícil se lembrar das primeiras transformações como animago, é difícil vincular sua vida como animal e depois como humano. — Falou Sirius.
— Em uma de suas transformações seu padrinho invadiu sua mente enquanto você dormia, e descobriu que você estava tendo pesadelos, sonhos ruins com o seu pai. — Falou Gina (adulta) podendo ver Remo se assustar.
— O que? — Perguntou Remo.
— Do mesmo jeito que Harry nunca contou o que aconteceu com ele no terceiro ano, ele também nunca contou ao Teddy o modo como ele conheceu você tanto, ele nunca disse a Teddy que sabia quem havia lhe mordido e muito menos de quantos anos você tinha, mas sendo muito curioso o Teddy foi invadir a penseira dele e viu tudo, ouviu sua história e também viu sua transformação, quando ele tinha sonhos com aquela memória ele acordava com raiva, não por você ser um lobisomem, mas porque ele soube quem lhe mordeu, que foi Greyback, então entendemos que quando ele saia igual a um louco pela floresta em forma de lobo era porque estava indo atrás de Greyback, como se quisesse vingança. — Falou Gina (adulta).
— Como você consegue se controlar? Quero dizer, como conseguiu aprender a se controlar? — Perguntou James para Teddy que não soube responder.
— O Harry prometeu ao Ministério que se responsabilizaria por Teddy, já que se o conselho colocasse as mãos em Teddy provavelmente o julgariam como um simples animal, disse que prometeria ensiná-lo a se controlar, e ele conseguiu, ele saia para dar voltinhas com o Teddy durante as luas cheias, mas ai as coisas foi se complicando, do mesmo jeito que ele evoluía nas suas transformações e no seu controle a licantropia dele foi piorando cada vez mais, ele já não se transformava apenas na lua cheia, mas quase todas as noites, as vezes até mesmo durante o dia quando caia no sono no sofá, nós o deixávamos sozinho na sala e quando voltávamos ele já não estava mais na sua própria forma humana, então a sua habilidade de metamorfo foi se misturando com a licantropia e ele mudava de cor varias e varias vezes enquanto dormia. — Falou Gina (adulta).
— Com a Vic foi a mesma coisa, a mesma falta de controle, a raiva, os pesadelos, a desconfiança do Ministério, só que ela tinha um pouco mais de consciência nas suas transformações e nos seus momentos enquanto ainda era loba durante a noite. — Falou Gui (adulto).
— Porque? — Perguntou Remo confuso.
— Porque eu tenho mais porcentagem de licantropia em mim do que a Vic tem nela, Gui é apenas meio lobisomem, já você é um lobisomem completo, imagine que eu tenha 50% da sua licantropia, eu tenho a mesma quantidade que Gui, e como o filho de um lobisomem apenas contrai metade da licantropia a Vic tem apenas 25%. — Explicou Teddy.
— Mas porque você é metade lobisomem? — Perguntou James.
— Porque eu não fui mordido em uma lua cheia. — Respondeu Gui (adulto).
— Mas e Louis e Dominique? Eles são filhos do Gui, mas até hoje não ocorreu nenhuma transformação com eles. — Falou Helena (adulta).
— Foi feito pesquisas com o sangue do Teddy, acontece que Teddy e Vic tem três espécies em seu sangue, Louis e Dominique também, os filhos do Gui tem a espécie Veela, licantropa e bruxa, saibam que a de bruxa também conta, mas a espécie não terá alguma reação, quanto a Veela e Licantropa, alguma delas terá uma reação mais forte do que a outra, no caso do Teddy e da Vic foi a licantropa, eu imagino que no caso de Dominique e Louis foi a Veela, já que da pra perceber que eles usam muito esse talento. — Falou Gina (adulta).
— Mas o talento metamorfo de Teddy funciona muito bem. — Falou Tonks.
— Sim, porque esse talento dele esta bem igualado ao de bruxo, mas eu imagino que o de Dominique seja assim, 50% de bruxa e os outros 50% esta bem dividido entre a licantropia e a Veela, por isso que eles não reagem tanto, já o de Louis é diferente, ele usa demais o talento dele como Veela, pode ser que ele tenha 80% dividido entre Veela e Bruxo e o resto é licantropia. — Falou Hermione (adulta).
— Mas isso pode mudar. — Falou Rony (adulto) — Pode chegar um momento em que a licantropia pode reagir bem mais que a Veela, imagine que seu filho seja um animago um dia, ele vai se transformar provavelmente em um lobo e começara a ter agilidades adquiridas pela licantropia.
— Sim, é por isso que muitas pessoas tem medo da nossa família. — Falou Jorge (adulto).
— Como poderiam ter medo dos Weasley? — Perguntou Lily.
— É, nunca fizemos mal a ninguém. — Falou Molly.
— A família é grande demais, e dizem que a qualquer momento iremos nos vingar com o nosso exercito. — Falou Angelina rindo ao lado do marido — Dizem que a gente tem aliados demais, os Potter’s, Lupin e todos os outros, que também tem os Lovegood e Longbottom.
— Sem contar que o conselho ainda tem medo do Teddy. — Falou Gina (adulta) rindo.
— Nossa, até parece que eu sou um monstro. — Falou Teddy.
— Não é isso, mas é que a sua licantropia evolui cada vez mais, você corre depressa demais, seus machucados as vezes parecem se curar rápido demais, se tivesse vários animagos e você junto, vários cairiam cansados enquanto você teria a energia para atravessar a floresta proibida, a sua licantropia se transforma em um escudo em volta de você contra tudo, as pessoas podem imaginar que passar isso para você foi a forma que seu pai achou para lhe matar, mas não foi, quantas vezes você caiu e logo em seguida se levantou por causa da ajuda disso, você tem o mesmo tipo de determinação que seu padrinho, que seu pai, faria tudo para salvar as pessoas que ama, para a salvação dessas pessoas não existe nada que o faça parar, você não teme nada, você só tem medo de uma coisa. — Falou Gina (adulta) fazendo com que todos a olhassem atentos para escutar o que ela fosse dizer — Você teme que as pessoas que você ama lhe esqueçam, você sempre quis que alguém lhe notasse quando estava triste, sempre quis ter as pessoas que você ama ao seu lado nos momentos em que você estava bravo e assim eles lhe acalmariam, você quando pequeno nas noites de lua cheia ia para a minha cama dormir comigo, nunca dizia que estava com medo, você foi o primeiro bebê que eu amei, depois da guerra a primeira crise que você teve, que foi quando você fez um escândalo, um bebê que preocupou a Andromeda e por isso ela chamou minha mãe e eu fui junto, você só dormiu depois de eu ficar horas cantando para você, e não adiantava te colocar no berço que você não ficava, precisava ter alguém ao seu lado, ainda precisa, não estou falando que você depende de alguém, mas é que ninguém vive sozinho, eu não consigo lhe tratar como um adulto, só consigo ver aquele mesmo bebê, pedindo para mexer nos meus estranhos cabelos ruivos. — Falou Gina (adulta) com os olhos cheios de lagrimas, depois de ter parado de falar ela respirou fundo e limpou os olhos que ainda estava molhados — Bom, eu acho que me empolguei demais, tenho que ir atrás do Harry, ou melhor, vou ter que fazer mágica para achá-lo nesse castelo. — Falou Gina (adulta) dando as costas a todos, sendo observadas pelos mesmos.
— Nossa, até mesmo eu me emocionei com o jeito que ela falou. — Falou Sirius olhando para todos que estavam igual a ele.
— Deu pra perceber que ela é um tanto quanto...
— Super protetora. — Falou Teddy olhando para Dumbledore que havia se interrompido, pensando em quais palavras usar — Vocês escolheram as pessoas certas para cuidar de mim. — Falou Teddy olhando para os pais, Tonks estava com lagrimas nos olhos.
— A Gina sempre foi muito chegada a você, antes de eu aparecer ela era uma das poucas com quem você ficava bastante, sabe, a quem você considerava uma segunda mãe, eu perguntei a ela do porque de ela não ser a madrinha, mas ela disse não, falou que já se considerava mãe, porque ser madrinha então? — Perguntou Helena (adulta).
— Por curiosidade, quantos anos a Gina tinha? — Perguntou Arthur.
— Ela não tinha nem 17 ainda. — Respondeu Helena (adulta).
— E já se considerava mãe? Não podia se considerar uma irmã mais velha ou sei lá? — Perguntou Arthur fazendo o tipo ciumento, todos riram da cara dele.
Logo em seguida todos já estavam fora da sala precisa, andavam conversando sem rumo entre os vários e vários corredores.
Gente, por favor comentem