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7. Cap 7


Fic: NC-16 VINGANÇA - Dramione by LandaMS cap 9 e 10 on


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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                                                                 SETE


 


Ele já sabia que ela iria procurá-lo caso ele não fosse e não foi nenhuma surpresa quando a recepção do hotel ligou avisando que ela estava lá embaixo esperando para subir.


Mais cedo ou mais tarde teria que falar com ela e esclarecer as coisas. Sabia que não demoraria a arrancar de Todd seu paradeiro.


Seu agente era mesmo muito fraco em relação a mulher bonita, mesmo sendo casada. – Pensou.


Deu ordens que a deixassem subir.


Estava se preparando há quase dois dias para isso, e mesmo achando que ainda não estava pronto resolveu deixar essa água correr por baixo da ponte do destino.


(***)


 


No elevador, Hermione deu um sorriso amarelo para um casal de idosos que entrara junto com ela no mesmo.


A mulher a olhou como se a tivesse reconhecido e Hermione imaginou que talvez tivesse mesmo. Pois não havia uma revista a cerca de um quilometro de distância que seu rosto não estivesse estampado junto com uma foto de Ronald anunciando o rompimento de dez anos do casal.


Aquilo era só especulações até o momento para o público, mas Hermione sabia que aquilo vazaria assim que se tornasse oficial. Afinal de contas Ronald era um jogador famoso.


Hermione ouviu o casal cochichando:


_É ela Alfredo. Olhe só esta revista, ela aparece bem aqui.


Hermione olhou disfarçadamente por cima do ombro da velha senhora e descobriu que a mesma folheava uma daquelas revistas multifuncionais para donas de casa.


Viu sua foto juntamente com a de Ronald estampada na capa ao lado de notas de culinária, bordado, novela, e jardinagem. Entretanto nada disso era destaque. Hermione observou melhor a foto.


O desing editorial havia caprichado: Ela franziu o cenho.


Era uma foto antiga dos dois em uma das muitas festas beneficentes que haviam comparecido e Ronald estava com o rosto bem próximo ao dela como se a estivesse seduzindo para lhe roubar um beijo... Hermione lembrava daquela foto, pois havia sido em um momento de paixão que um sentia pelo outro, mas agora a foto retratava outra realidade pois a edição fizera com que na imagem tivesse um desenho de rasgado bem centralizado separando os rostos um do outro.


Hermione olhou mais para baixo. As letras em amarelo gritavam fortemente:


O CONTO DE FADAS ACABOU.


O subtítulo foi o que mais a revoltou: Mulheres do mundo todo se preparam para caçar.



 


Aquela revista realmente não sabia o que escrevia. Embora estivessem certos a respeito da separação, eles descreveram de uma forma distorcida o que estava acontecendo. Ou o que iria acontecer.


Se eles soubessem que ela estava separada do marido a mais tempo do que desconfiavam, teriam inventado mais histórias absurdas a seu respeito.


Deu graças aos céus quando o elevador parou e ela pode sair, pois no meio do caminho mais duas mulheres se juntaram ao grupo, e Hermione pode sentir o olhar das duas mulheres sobre ela. Era como se a julgassem.


Agora, sozinha no corredor ela visualizou a numeração da porta que Ronald estava. 200.


Insegura, ela olhou para o outro extremo do corredor e se viu completamente sozinha.


Voltou a encarar o numero 200 e muniu-se de coragem para caminhar até lá e bater.


_O que ele poderá fazer depois do que aconteceu? – Pensou em voz alta no momento em que colocou os pés em cima do capacho.


Sua mão se ergueu no momento em que iria tocar a porta, mas está se abriu como se fosse magia.


Mas não era magia e nem tecnologia de uma porta eletrônica, era Ronald e parecia que ele sabia exatamente que ela estava ali parada, pronta para exigir explicações.


Eles se encararam por alguns segundos e Ronald foi o primeiro a falar:


_Entre, Temos que conversar.


Hermione dera passos inseguros para dentro do quarto enquanto Ronald abria-lhe a porta e se afastava.
Ela se virou quase ao mesmo tempo em que ele e ambos não conseguiram dizer nada. Ficaram ali, apenas se encarando por vários minutos.


Ronald queria poder entrar na mente dela e descobrir o que ela pensava, mas ao visualizar seu olhar, ele descobriu uma determinação que ela não tinha minutos atrás.


Ele pigarreou tentando encontrar a voz antes de começar a falar:


_Acho que agora que está aqui – ele pigarreou de novo. – Bom, agora que está aqui, temos que discutir alguns assuntos...


_Antes que você diga qualquer coisa, vou lhe avisando que não tirará meu filho, entendeu?
Você poderá vê-lo o quando quiser, mas não deixarei que o tire de mim...


_Não Hermione. Não pretendo tirar nosso filho de você.


Hermione engoliu o insulto que pronunciaria a seguir ao ouvir aquelas palavras.


_Aliás, prefiro que ele fique com você. Sei que ficara muito melhor com você do que comigo. Te recebi aqui, porque quero pedir o divórcio.


Hermione demorou para processar as palavras e seus olhos se arregalaram. Ele só podia estar mentindo, ele sempre mentiu, ou poderia estar de brincadeira, tentando caçoar dela.


_Se for mais uma de suas brincadeiras Ronald, eu não estou ouvindo...


Ela não conseguia acreditar naquelas palavras. Não conseguia acreditar nele.


_Não é nenhuma brincadeira. O que eu disse é sério. Quero o divórcio.


Hermione ficou calada olhando para ele, e Ronald percebeu que ela teria que ter provas do que ele estava falando era verdade. Avançou até uma mesinha da suíte e pegou um envelope amarelo.


_Aqui. Só preciso que assine.


Hermione pegou o envelope desconfiada e quando tirou seu conteúdo eram papeis datilografados por um escrivão. A logomarca do cartório translúcida aparecia por debaixo das palavras.


Hermione olhou a última página. A assinatura de Ronald já estava escrita no lugar que lhe cabia.


_Preciso consultar meu advogado.


_Não se preocupe. Tomei a liberdade de chamá-lo até aqui. Ele está na anti-sala. Pode falar com ele se quiser, mas ele me garantiu que tudo está de acordo com o que você queria três anos atrás.


_Mesmo assim quero falar com ele.


_Tome o tempo que precisar.


Encarando-o mais uma vez ele deu a direção da anti-sala. Hermione dirigiu-se para lá.


Ronald a seguiu com o olhar e sua mente pôs-se a trabalhar fervorosamente. Passou cada instante maravilhoso que teve com ela. Cada briga e cada vez que saiu de casa atrás de diversão. Sabia que a magoara demais e se arrependia disso. Mas não fora feito para casar. Desde a puberdade tivera várias namoradas, mas quando encontrara Hermione e se vira apaixonado, quietara o facho. Mas depois de um tempo aquele vício de ter várias mulheres voltara. Principalmente quando tivera a certeza de que não sentia mais o amor que sentiu por ela, a Hermione.


 


Hoje fazendo um balanço da sua vida, sempre soube que não fora feito para ter apenas uma única mulher, crescera assim, e iria morrer assim. Se morresse enquanto estivesse enterrado entre as pernas de uma mulher morreria feliz. Quanto a Hermione tinha certeza que a amou um dia, que ainda a amava, mas não da mesma maneira como amou no passado...


Quinze minutos depois, ela voltou para onde ele tinha ficado e entregou-lhe os documentos assinados.


_Aqui está.


_Este é seu. – devolveu um dos grampeados a ela.


Hermione estava tão transtornada que nem vira que entregara o que tinha que ficar em seu poder.


_Bom senhores, agora que está tudo resolvido entre vocês, preciso ir. Tenho uma audiência em quinze minutos. – Pronunciou-se o advogado.


_Obrigada dr. Hayley.


_As suas ordens, senhora. Senhor Weasley.


Ronald apenas meneou a cabeça em cumprimento.


O advogado dela saiu do quarto deixando-os sozinhos.


_Espero que não se importe em eu ter aumentado um dia a mais para poder ficar Lucas. Quero que ele viaje comigo quando os jogos forem aqui perto de Londres.


_Tudo bem. Mas cuidado para não decepcioná-lo, ele é apenas uma criança que ama o pai e não quero que seja testemunha de certas coisas...


_Não se preocupe. Enquanto ele estiver comigo, me comportarei como se deve. – Ronald sabia do que ela falava por isso não a deixou continuar. – Espero que você tenha feito o mesmo. Não gostaria de saber que a mãe dele recebe visitas enquanto dorme no quarto ao lado.


_Não fale do que não sabe Ronald.


_Falo sim. Sei muito bem o que tem feito esses dias que estive fora Hermione.


Hermione não soube muito bem como a conversa deles viera a chegar nesse outro lado, mas também não foi ingênua de achar que não sairia dali sem falar sobre tal.


_Não pode me acusar Ronald. Afinal de contas estávamos separados há três anos.


_Supostamente separados. Até ontem você era minha mulher.


_Você não pensou nisso quando levou aquela vagabunda para sujar os meus lençóis. Os lençóis que a mãe do seu filho se deitava toda noite sozinha esperando o marido dela voltar e implorar um pouco de carinho. Um carinho que você terminantemente negava.


A imagem dela encontrando ele com outra mulher no quarto de ambos completamente nus em cima da cama veio em sua mente com força. Naquele dia ele estava bêbado e conhecera aquela mulher no bar em que seu time comemorava um campeonato conquistado. A mulher o seduziu e ele se envolveu. A levou para casa, mas na verdade era sua casa e não a dela e no desenrolar dos fatos quando percebera Hermione estava ali, olhando a mulher subir e descer em seu quadril feito uma descontrolada enquanto ambos gemiam feito malucos.


_Admito. Sou um fraco. Mas você não pode me acusar de não ter te dado tudo do bom e do melhor.


_O que eu mais precisava você não me deu.


Ele se calou, não tinha como argumentar quanto àquilo. Mesmo porque, quando a conhecera, Hermione já era muito rica, por ser filha de um importante diplomata francês.


Agora que o silêncio tomara conta do lugar, Hermione notara que seus olhos e seu rosto estavam molhados pelas lágrimas.


Ela as secou. Soltou um suspiro meio misturado com uma risada e olhou pela janela do quarto voltando imediatamente os olhos para ele.


_Não acredito que estou dando satisfações da minha vida para você.


Ronald pensou a respeito do que ela disse e por um lado achou que ela estava certa.


_Ok. Desculpe-me. – Pediu ele passando as mãos nos cabelos ruivos.


_Quer saber Ronald? Eu estou feliz. Feliz por não ser mais sua esposa. Feliz por ter minha liberdade de volta. Feliz por saber que eu dei um rumo para minha vida e feliz por ter...


Nessa hora ela se calou. Iria dizer que estava feliz por ter se apaixonado de novo, mas isso estava muito confuso em sua cabeça, então achou melhor não dizer nada.


Teria que avaliar melhor o que sentia por Draco Malfoy. Ele era um “garoto de programa” e não sabia se isso era certo. Se era certo se apaixonar por alguém assim como ele...


_Quer saber? Deixa pra lá. – Desviou do assunto.


_Não importa o que ia dizer.  Na verdade não me interessa.


_Também acho. – Ela concordou.


Hermione ajeitou a bolsa no ombro e se encaminhou para a porta com os documentos do divórcio nas mãos.


Ronald a seguiu apenas com os olhos. Ela se virou para encará-lo.


_Adeus Ronald.


Ele não respondeu, apenas viu-a girar a maçaneta da porta e sair. Quando a porta se fechou ele soltou um suspiro forte e olhou pela janela. Agora teria outros problemas para se preocupar: Pansy Parkinson era o maior deles.


 
(***)



Lucas brincava no jardim dos fundos. A pipa que o garoto soltava estava pairando sobre algumas árvores. O Ypê que Ronald e ela plantaram estava quase sem flores. Uma ou outra ainda resistia nos galhos da árvore. Estavam outra vez dando lugar as folhas.


Hermione olhava o filho brincando enquanto pensava de que maneira faria com que o pequeno entendesse que ela e seu pai não ficariam mais juntos. Teria que explicar a ele de alguma forma e não poderia passar de hoje, porque dentro de dois dias começaria o revezamento imposto pelas condições do divórcio onde Lucas passaria os finais de semana com o pai assim como os feriados.


_Lucas... Filho você pode vir aqui, querido? Por favor?


_Ah, mãe! Estou brincando.


_Eu sei meu bem, mas precisamos conversar.


Ele olhou de relance para a mãe e depois para seu brinquedo no ar. Com um suspiro descontente, ele aos poucos foi enrolando a linha no carretel até baixar a pipa ao alcance das mãos.


 



 


Quando chegou perto da mãe colocou a pipa nos pés do banco e se sentou.


_Vai demorar? Quero voltar a brincar.


Lucas era uma criança exigente, apesar da pouca idade – nove anos –, o garoto sabia o que queria da vida.


Hermione estava apreensiva. Seria uma conversa difícil.


_Como tem sido os dias que dormiu na casa da sua avó? – Fez a pergunta esperando encontrar um caminho para chegar ao assunto principal.


_A vovó é muito legal. Tem me deixado jogar vídeo game todos os dias depois do almoço. Ela sempre me dá sorvete de sobremesa e a gente conversa bastante também.


_Conversam, é?


_Sim. Nós dois conversamos bastante.


Intrigada com o que o menino disse, ela resolveu continuar:


_E o que vocês tanto conversam?


_Nós falamos de quase tudo, mas ultimamente temos conversado sobre você e o papai.


_Sobre mim e sobre seu pai? E o que vocês falam sobre nós dois?


Agora sim a curiosidade de Hermione estava à flor da pele. O que será que sua mãe disse ao seu filho?


Ficou mais intrigada ainda quando viu o rosto do garoto ficar mais sério do que de costume.


_Não sei o que sua avó lhe disse filho, mas...


_Vocês vão se separar? Todas as revistas da banca no quarteirão da casa da vovó estão dizendo que sim.


A pergunta do garoto pegou Hermione completamente de surpresa. Encarou o filho com a boca ligeiramente aberta enquanto o garoto pedia com os olhos uma explicação.


_Então mãe, vocês vão se separar, ou não?


_ Eu... – Hermione limpou a garganta para clarear a voz. – É sobre isso que eu queria conversar com você.


Eles se encararam por alguns segundos e Hermione resolveu abrir o jogo. Era melhor que ele soubesse a verdade por sua boca do que lesse qualquer bobagem nessas revistas sensacionalistas que existiam por ai.


_Olha filho... Eu e seu pai tivemos alguns problemas e achamos melhor que ficássemos afastados por algum tempo...


 _Quanto tempo? – Ele perguntou interrompendo.


_Tempo suficiente.


Ela não foi precisa no que disse, mas sabia que seu filho entenderia que seria eternamente.


O garoto olhou para frente por algum tempo e Hermione sentiu que ele pensava a respeito.


_Vocês vão se separar de mim também? Vão deixar de me amar?


Outra pergunta que a deixou surpresa.


Ela o olhou com cuidado antes de responder:


_Isso nunca meu amor. – Pegou as mãos do garoto e as apertou carinhosamente. – Tanto o seu pai quanto eu queremos que você saiba que jamais deixaremos de amá-lo.  Nós o amaremos para sempre, ouviu? Para sempre.


Hermione o abraçou já com os olhos marejados de lágrimas. Tão pequeno e já sofrendo pelos erros dos adultos.


Sabia que teria que explicar mais coisas ao filho e fazer com que ele entendesse tudo.


Mas como era uma mãe zelosa, não esconderia nada e diria com cautela sobre sua “amizade” com Draco Malfoy.


 


(***)


 



 


Numa cafeteria qualquer do outro lado da cidade, Draco comia um lanche em vez de procurar um restaurante para jantar, enquanto esperava ansioso que o seu celular tocasse. Passou a quinta-feira toda na rua para distrair os pensamentos que sempre insistiam em voltar para a mulher de olhos e cabelos castanhos. A estante de revistas perto do freezer de sorvetes mostrava o rosto dela em várias expressões e aquilo só fez com que sua tentativa de não pensar nela fosse por água abaixo.


Mesmo trocando de lado na mesa seu olhar sempre se voltava para lá de vez em quando.


Engoliu o último pedaço de torta de limão – seu doce favorito – e tentou ler o jornal na página policial. Sabia que estava tarde para ler o jornal – sendo que já era seis e meia -, mas precisava de algo para se distrair, ou seu cérebro entraria em colapso caso não parasse de pensar nela.


Leu a primeira linha e sentiu o telefone tocar no bolso da jaqueta que usava.


Procurou-o rapidamente na esperança que fosse ela a estar lhe ligando.


Nem parou para olhar o nome no visor.


_Alô?


_Alô. Boa tarde. Meu nome é Marcus e eu estou falando da sua operadora de telefonia porque temos uma promoção incrível para nossos clientes esse mês...


Quando escutou a voz do outro lado, sua decepção foi enorme, tirou o telefone do ouvido e olhou para o visor.


 



 


Ao longe ouvia a voz do outro da linha continuar a falar.


Apertou o botão “end” e guardou o aparelho no bolso de novo. Sabia que tinha sido grosseiro fazendo aquilo, mas odiava quando ligavam em seu telefone para esse tipo de anuncio. (n/a: Eu também detesto. Só ligam para que de alguma forma tirem ainda maisdinheiro do seu bolso).


Seu olhar voltou-se para as revistas no canto perto do freezer de sorvetes.


Sabia que estava ficando paranóico, mas pensar nela havia se tornado um vicio. Assim como estar perto dela, beijar a boca dela, tocar a pele dela, brincar com os cachos do seu cabelo, escutar seus sussurros, sua risada, encarar seus olhos castanhos, sentir o seu perfume floral/cítrico, conversar com ela... Deus! Não estar perto dela estava sendo uma tortura.


Precisava vê-la imediatamente.


Tirou a carteira do bolso e procurou uma nota que pagasse tudo que havia pedido juntamente com a gorjeta da garçonete.


Foi para a rua e entrou no carro, ligou o motor e acelerou entrando na avenida movimentada, se pegasse um atalho chegaria em trinta minutos.


 


(***)


 


Hermione havia acabado de chegar em casa. Depois de deixar Lucas na casa da mãe, passou em uma farmácia para comprar alguns cosméticos de que gostava e que já estavam faltando em seu banheiro. Subiu com as sacolas e guardou tudo nos armários deixando alguns sais de banho e um vidro do sabonete líquido de pêssego na borda da banheira.


Ligou a torneira para que o recipiente enchesse aos poucos, e olhou-se no espelho relembrando a conversa difícil que tivera com o filho sobre seu ex-marido e sobre Draco Malfoy.


Sabia que um dia eles seriam grandes amigos, mas tudo teria que acontecer aos poucos como Lucas mesmo dissera. Não estava renegando a amizade de sua mãe, mas sabia que o garoto sabia que não era só amizade. Ele era esperto demais e isso ela tinha que se orgulhar. Puxara isso dela.


_Contanto que ele te faça feliz mamãe. Mas não peça que eu o aceite assim tão rápido. – Dissera o garoto finalizando a conversa e voltando a tentar empinar sua pipa, coisa que Hermione duvidou que fosse acontecer, pois o vento diminuíra consideravelmente.


Agora relembrando toda a conversa com o filho, o foco dos seus pensamentos se direcionaram para ele. O motivo de seu coração bater mais rápido.


Como era possível que uma pessoa fizesse tanta falta em menos de vinte e quatro horas, meu Deus?


Até mesmo quando conhecera Ronald, ele teve que correr atrás dela para conseguir ganhar o primeiro beijo... E como é possível que em apenas três dias ela houvesse se apaixonado? E pior ainda, por alguém que nem sabia se sentia o mesmo por ela.


Deus! Aquilo não podia estar acontecendo. Foi como ter o seu feitiço voltado contra ela mesma. Tentou se vingar do marido contratando um garoto de programa e por ironia do destino se apaixonara por ele.


O que não podia ter acontecido nunca, aconteceu. E agora ela não sabia o que fazer. Enquanto sua mente explodia em pensamentos interligados suas mãos trabalhava para tirar a maquiagem do dia. Jogou o algodão no sexto de lixo e guardou o frasco de demaquilante no armário.


Saiu do banheiro e entrou no quarto. Seu olhar passeou por alguns objetos até se deter no criado mudo. O telefone dele estava ali. Dentro de uma das gavetas. Deu um passo incerto na direção do móvel.


Hesitou.


Piscou.


Fez uma pequena careta e se decidiu. Andou com passos firmes até lá.


Tirou o papel da gaveta e o fone do gancho...


 


DIMM DOMMM...


 



 


A campanhia tocou fazendo-a olhar para a porta do quarto.


Devolveu o fone ao aparelho e deixou o papel de volta na gaveta. Não esperava que ninguém atendesse a porta, pois era folga da governanta e os outros funcionários já haviam ido para suas casas preparem o jantar para suas famílias. Ela estava completamente sozinha.


Enquanto descia a escada a campainhia tocou de novo. O barulho do seu salto quase sumiu diante do barulho, mas em seguida voltou a ser predominante no assoalho da casa silenciosa.


Hermione olhou pelo olho mágico da porta e seu coração quase saiu pela boca. Colocou a mão no peito e imaginou que este fosse sair pulando dali feito um sapo fujão.


Não pensou duas vezes antes de girar a maçaneta e abrir a porta.


 


 


Continua...

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Comentários: 5

Páginas:[1]
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Enviado por Diênifer Santos Granger em 09/12/2013

Lála´la´la´la´

Amaaaaaaaaaando/1 

Nota: 5

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Enviado por Landa MS em 27/08/2013

Obrigada florzinha. Já estou escrevendo cap.

Nota: 1

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:: Página [1] ::

Enviado por Aylane Cristina Macedo em 25/08/2013

To surpresa e feliz pela reação do Rony e super ansiosa por este tão esperado encontro! *--*

Parabéns pela fic, bjss 

Nota: 5

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:: Página [1] ::

Enviado por Landa MS em 22/08/2013

tava querendo colocar uma cena assim em uma fic. Mesmo ela sendo rica foi na farmacia em vez do shopping comprar. O Draco da nossa imaginação é mesmo irresistível. Pena que não exiata de verdade.

Nota: 1

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por M R C em 21/08/2013

uauu me identifiquei na parte em que Hermione comprou cosméticos, chegou em casa, guardou tudo e retirou a make com o demaquilante. hahahhahaha rotina da minha vida.
só falta mesmo o Draco no meu dia dia pra tudo ficar melhor...hahhahahaha...se bem que meu namorado é meu Draco
(gordinho e moreno mas é...hahahhahaha)!!

adorei que finalmente ela e livrou de Ronald...ele nao serve pra nada...
e já to prevendo o que esse encontro ai do final vai gerar....eeeeê consolo bom esse!!

beeeijos Landinha       

Nota: 5

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