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ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

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5. Cap 5


Fic: NC-16 VINGANÇA - Dramione by LandaMS cap 9 e 10 on


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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                                                                                    CINCO



 


Jogou as chaves do carro em cima da mesinha perto da porta, tirou o casaco e os sapatos e foi para a cozinha do seu apartamento. Olhou a porta da geladeira. A diarista havia grudado um bilhete dizendo que faltava alguns produtos de limpeza e produtos na dispensa. Pegou a caixa de leite e bebeu direto na caixa, jogando a caixa vazia direto no lixo. Voltou pela sala e subiu as escadas direto para o quarto. Os pensamentos continuavam em Hermione. E por algum motivo que não soube explicar a si mesmo, tinha vontade de dar meia volta e ir ao encontro dela novamente.


Isso já está ficando incontrolável – pensou.


Olhou o relógio. O letreiro digital indicava 5:48 da manhã. Ele sorriu. Nunca passara tanto tempo em companhia de uma cliente. Ele sempre ficava no máximo uma hora e meia. Era tempo suficiente para deixar a mulher saciada e no dia seguinte partir para outra contratante de seus serviços de companhia.


Mas com ela estava sendo diferente. Cada noite que se encontravam ele acabava descobrindo mais coisas a respeito dela que o tornava cada vez mais íntimo. Como essa noite que tiraram um tempo para conversarem entre um ato de amor e outro. Ele nunca ficava sabendo da vida pessoal de suas clientes. Mas com ela estava sendo incomparável. Passou alguns trechos dos diálogos que tiveram na cabeça: quando contara de quando era criança e ganhara um cachorrinho do vizinho que dizia estar interessado em namorá-la. Mas o pai dela não permitiu e ela ficou aborrecida por dias com ele. Ou até mesmo quando se formara na faculdade como melhor aluna da classe. Ou quando viajara para o Camboja em uma missão filantropa para ajudar refugiados de guerra. Falou de “suas crianças” no abrigo. Dos idosos ao qual também compartilhava um pouco do seu tempo e dinheiro, do filho que era um doce de criança... E – nessa hora ele sentiu a boca amarga – do marido.


Aquele, que a seu ver, não merecia que ela desperdiçasse sua preciosa saliva.


Deitado na cama ele franziu a testa em descontentamento. Porque deixara ela falar do marido?


Ele parecia ser uma pessoa legal vendo-o pela TV nos jogos de futebol, mas agora pensando melhor: ele não parecia ser tão bom assim.


Que espécie de homem negligenciaria a mulher, só porque ela engravidou e deixou de ficar atraente por alguns meses?


Será que o imbecil não via que depois da maternidade, Hermione se tornara ainda mais atraente do que antes? Pelo menos ele achava depois de ter visto uma ou duas fotos dela de quando ainda não era mãe.


Se ela fosse sua esposa, ele jamais a deixaria sozinha, principalmente depois que ela tivesse lhe dado um herdeiro.


Virando-se na cama ele continuou pensando em Hermione e em todas as possibilidades que a faria feliz se ela viesse a ser sua...


Suspirou entristecido. Mais dois dias freqüentando a casa dela e talvez a não a visse mais. Bufou. Aquela semana havia passado muito rápido.


Adormeceu e teve sonhos... todos com Hermione Granger.


 


(***)


 


Ela abriu os olhos e sua visão focou imediatamente o relógio no criado mudo. Sorriu.


Daqui a três horas o avião estaria aterrissando em Londres.


Ela estaria esperando por ele. Levá-lo-ia diretamente para casa.


Fora fácil convencê-lo a ajudá-la. Homens realmente pensam com a cabeça que reside entre as pernas. Pensou maligna.


De hoje não passava.


Ou ela dava um basta no que estava acontecendo entre Hermione Weasley e Draco Malfoy, ou ela não se chamava Pansy Parkinson.


 


(***)


 


No escritório de Samanta Dodge, uma fila de rapazes aguardava sua vez de serem entrevistados. Ela já começava a procurar uma pessoa que pudesse se igualar ao seu modelo numero 1. 


_Esse é o nono, Samanta – informou a secretária adentrando sua sala com uma pasta na mão.


_Quantos ainda faltam Lia?


 A secretária olhou pela pequena fresta através da persiana.


_Ainda temos doze na espera.


Samanta suspirou e depois arrumou o robe de cetim preso por uma fita da mesma cor e mesmo material. Pegou mais alguns preservativos na gaveta e os depositou sobre o tampo da mesa de seu escritório.


_Tem certeza que quer continuar fazendo isso. Não precisa transar com todos esses caras.


 _Eu sei, Lia. Mas sabe que se eu perder Draco Malfoy para aquela socialite terei que ter uma mercadoria melhor ainda para oferecer.


Lia não conhecera muito bem Draco Malfoy, mas a primeira vez que o viu, foi como estar vendo um deus grego de tanto que o homem era bonito. Ele chegou a sorrir e piscar para ela e esta acabou entendendo porque tantas mulheres ligavam na agência atrás dele.


_Bom se é assim. Vou mandar entrar o próximo.


_Faça isso querida.


Lia se virou tendo a certeza de apenas uma coisa: Draco Malfoy seria insubstituível.


_Próximo...
Samanta sorriu e afrouxou o laço do robe deixando-o cair a seus pés. Não seria a primeira vez que fazia aquilo. Mesmo antes de ser quem era, Samanta fora a mercadoria. Enganada por pessoas que se diziam empresários de uma grande agência de modelos a mulher aos quatorze anos fora vendida para o exterior e obrigada a vender o corpo se quisesse continuar viva. Desligou-se completamente da mãe e da avó que soubera alguns anos depois que morrera de câncer no pulmão. E a mãe fora parar num hospital para doentes mentais quando soubera que a filha havia sido seqüestrada e morta por bandidos cruéis. Pagava as despesas da mãe no hospital psiquiátrico e a visitava como uma amiga às vezes. Nunca dissera quem era realmente por alerta do médico que cuidava dela. O pai a abandonara quando era um bebê, e por isso não o conhecia.


_Não seja tímido, querido. – Falou incentivando o homem ruivo a sua frente


O rapaz sorriu e se aproximou.


Minutos mais tarde os outros se entreolhavam divertidos, enquanto o rapaz saia do escritório arrumando a roupa.


 (***)


 


_Não quero ir para minha casa agora.


_Mas eles devem estar juntos. – Argumentou a outra irritada.


_Sei disso. Mas acho que devemos flagrá-los durante a noite.


_Não posso e não quero esperar nenhum minuto a mais. – Vociferou a mulher.


Ele parou a alguns metros do carro e se virou para ela.


_Cuidado com seu tom senhora Parkinson, ou posso desistir de ajudá-la.


Ela piscou dando um passo para trás. Não poderia perder a ajuda daquele homem de jeito nenhum.


_Me desculpe. – Se fez doce e gentil. – Mas acredito que o quanto antes tirarmos Draco Malfoy do caminho de sua esposa, mas rápido ele será meu.


_Certo. Agora vamos.


 _Sim. É claro.


Entraram no carro e partiram.


A limusine era privativa e com um divisor que dava total privacidade para os passageiros.


Olhando para ele sentado no banco de forma a tentar relaxar ela se lembrou da noite que passou com ele em Paris três dias atrás. Ele tinha uma pegada boa e quem sabe se voltassem a repetir a dose ele mudaria de idéia sobre ir para casa agora.


_Você me parece um pouco cansado. – Falou pondo a mão na coxa dele e esfregando maliciosamente.


Ele abriu os olhos e olhou-a.


_Estou um pouco estressado, só isso.


A derrota do time, mas a notícia de que Hermione estava com outro cara em sua casa, fora forte. Mas não era isso que o estava deixando preocupado. Era o fato de que quando encontrasse com ela ele não saberia o que dizer.


Sem deixar que ele continuasse a pensar ela ergue a barra do vestido e se sentou no colo dele de modo atrevido.


_Quem sabe eu não consiga fazer com que... relaxe.


A última palavra ela disse sussurrando enquanto a mão dela pousava atrevidamente sobre o órgão sexual dele.


Ele soltou um suspiro pesado contra o rosto dela. Ela mordeu o lábio.


O telefone tocou e Ronald atendeu.


_Sim? – disse com certa tranqüilidade. Mesmo sabendo que ela já havia mudado de posição e descia perigosamente a boca por sua barriga bem malhada.


_Estamos chegando ao The Hall senhor Weasley.


_Mude a rota Will. – Disse ao motorista. – Quero me hospedar no Place Five.


Rony sequer ouviu o “sim, senhor” do motorista, pois colocara o fone no gancho no mesmo momento em que ela colocava sua “espada” na boca de forma gulosa.


O caminho até o Place Five era mais longo e com certeza ele estaria menos estressado até chegar lá.


 



 


Passou no escritório de Samanta só para cumprir o contrato que dizia que ele tinha que visitá-la pelo menos uma hora a cada dia.


Deparou-se com a anti-sala lotada de rapazes.


_Ola, Lia. – Piscou para a moça.


_Senhor Malfoy? – Assustou-se com a presença dele. – Boa tarde.


 _ Muito boa. – Ela não soube interpretar direito o tom de voz dele. Mas pelo modo como ele a olhava ela teve a impressão de que ele não falava do dia favorável. – Posso saber o que se passa? – Mudou o foco da conversa.


Ela pigarreou e se recompôs.


_A srta. Samanta está elaborando um novo casting.


_Sério? Não fui informado disto.


 _Ela achou que não devia incomodá-lo com isto senhor.


 _Sei.


E sem dizer mais nenhuma palavra ele se encaminhou para a sala sem esperar ser anunciado. Quando Lia pensou em ir atrás dele para impedi-lo, ele já havia entrado na sala. Sorte dela é que Samanta estava sozinha.


No sofá vários candidatos começaram a cochichar a respeito do cara que iriam substituir.


_Viram só pra ele, nem precisou ser anunciado.


_Aquele sapato custa mais de mil dólares.


_A jaqueta é da Calvin Clain?


Lia escutou os comentários, mas não disse nada, apenas voltou a sentar-se atrás de sua mesa.


 (***)


 
_Um momento Lia. Já estou indo.


Draco ficou quieto. Apenas fechou a porta e se encostou na mesa da chefa cruzando os braços.


Quando Samanta saiu do banheiro ao qual tinha acabado de se limpar para “entrevistar” o próximo candidato a vaga de Malfoy, ela dera de cara com o próprio.


_Draco? – espantou-se. – O que faz aqui?


_Vim fazer o casting também.


_Não... Você não...


Ela ficou gaguejando e ele sorriu divertido com isso.


_Brincadeira chefinha. Por mais que você seja uma delicia e eu deseje te provar, jamais seria canalha a esse ponto.


Ela pareceu se ofender. No passado quando ele viera pedir o emprego de “modelo acompanhante” ela não tivera o prazer de ouvi-lo gemer perante o seu corpo esbelto, pois ele fora bem categórico que só iria fazer isso por dinheiro e como ela ainda não tinha lhe oferecido nenhum ainda, ele se recusava a deixar que lhe tocassem. Ela bem que tentou, mas foi em vão. Ao longo da convivência Samanta Dodge descobriu que Draco Malfoy era uma jóia raríssima e se aproveitou disso. Trocavam um ou outro carinho, mas não passava de provocações, sendo que a maioria eram começadas por ela.


_Por que? Você já me beijou antes. – Acusou-o.


_É verdade. Não nego isso. Mas foi apenas alguns beijos inocentes. Uma forma de agradecimento. Não seria correto eu fazer sexo com você só para manter minha posição aqui dentro.


_Não seria nada difícil subir você de cargo, se quer saber.


Seria sempre assim com qualquer mulher e Samanta Dodge não seria imune aos seus encantos. Mas era uma pena para ela que ele havia descoberto outra pessoa.


Ele deu aquele sorriso de lado enquanto via-a se aproximar apenas coberta com um fino robe de cetim. Os bicos dos seios enrijecidos salientando-se por baixo do tecido.


Ele fixou o olhar sobre o colo dela e sua boca encheu de água.


Ela passou a mão pela gola da roupa revelando ainda mais o contorno dos seios.


_Sabe que são seus se você os quiser, não sabe?


O ato seguinte dele foi inesperado até para ela. Quando percebeu ela já estava sentada em cima da mesa com Draco entre as suas pernas.


A mão dele desceu pelo seu pescoço, apertou um dos seios, alisou a barriga e foi trabalhar entre as pernas dela, onde já encontrou úmida feminilidade. Ela suspirou pesadamente enquanto ele molhava o dedo indicador.


_Você está tão quente que com um único toque é capaz de gozar, não é?


Ela rebolou o quadril como se respondesse a pergunta.


Ele puxou o lábio de novo. Aquele sorriso  canalha que fazia qualquer mulher enlouquecer: ou de tesão, ou de ódio.


Tirou o dedo do sexo dela e o levou aos lábios entreabertos.


Samanta sugou o dedo dele fitando-o diretamente nos olhos.


Draco desceu a ponta do dedo pelo rosto, pescoço, colo até levar junto uma parte do robe revelando o seio esquerdo dela ao qual seus dedos se fecharam por cima.


_Você sabe que é muito bonita, não sabe?


Ela não respondeu. Apenas gemeu quando o viu envolver com a boca o bico intumescido. A língua dele passeou por todo o contorno da auréola até se fechar sobre o montículo.


Samanta gemeu e jogou a cabeça para trás se oferecendo ainda mais.


Deixando o seio de lado ele subiu pelo colo, pescoço, mandíbula até encontrar a boca ao qual ele deu um selinho apenas.


_Boa sorte com seu novo casting, Samanta. Foi um prazer te conhecer. Espero que ainda possamos ser amigos.


Ele se afastou e ela sentiu seu semblante se refazer em uma cara de tristeza.


Sem dizer nada ela o viu se afastar. Não daria o gostinho a ele de saber que havia gozado apenas com aquilo.


Draco virou para ela quando estava na porta e piscou atrevidamente para a ex-chefa.


Samanta queria dizer tchau, ou mesmo dizer que ele não podia ir embora, pois tinha um contrato e que pagaria multa se ele fosse embora, mas não conseguiu. Sabia que Draco era muito mais que um simples modelo que lhe deixou milionária, ele era a alma daquela agência e agora ele estava indo embora para nunca mais voltar. Hermione Granger realmente conseguira o que nenhuma outra conseguira.


Ela o deslumbrou por mais um segundo antes de o elevador fechar as portas e enxugou uma lágrima antes de apertar o botão do interfone e pedir a Lia que mandasse o próximo candidato.


                                                                                                                                        


(***)


 


No quarto do Place Five, Ronald dava uma última investida no corpo da mulher de quatro na cama. Ambos caíram exaustos depois de quatro horas enroscados um nos braços do outro. Desde que desceram da limusine e entraram no quarto, não saíram mais da cama.


_Se importa se nós comermos primeiro, antes de irmos até a minha casa?


_De modo algum. Estou faminta. – respondeu Pansy recuperando o fôlego.


_Ok.
Rony pediu pelo telefone o serviço de quarto.


Depois de quase duas horas, com o estomago devidamente preenchido ambos se arrumavam para desmoralizar Hermione diante do mundo. Enquanto via Pansy Parkinson se vestir ele se perguntou se ela merecia mesmo tudo que estava por vir. Será que ela merecia mesmo ser descoberta e que sua reputação fosse jogada na lama por causa de uma mulher que se dizia dama da sociedade como Pansy Parkinson? Ela merecia ter seu nome manchado só porque resolvera buscar uma forma de amor? Um amor que ele não lhe dispunha mais? E mesmo que bem lá no fundo ficara magoado por saber que Hermione se deitara com outro e ele não podia julgá-la. Afinal ele fora infiel primeiro que ela. E dentro da própria casa, no quarto que um dia fora dos dois. Fechou os olhos lembrando daquele descuido e fatídico dia. Será que ela realmente merecia o que estava por vir?


Enquanto se perguntava isso ele também se perguntava se seu filho merecia ser apelidado na escola por ter uma mãe adúltera? Se ela merecia ter o desprezo do filho dos dois enquanto ela só lhe dispunha amor e dedicação durante esse tempo todo. No fundo ele sabia: quem o filho deveria desprezar era ele por ter lhe faltado todo esse tempo enquanto Hermione fazia papel de mãe e de pai.


Ele não estava confortável com isso.


Fechou a porta do armário com força. Pansy Parkinson estava tão apaixonada por esse modelo de aluguel que fora capaz de seduzi-lo para que a ajudasse separar sua esposa dele? Ou era mero capricho de uma mulher que nunca conheceu limites? E se Hermione se apaixonasse por esse homem? Ele teria o direito de exigir que ela não o amasse? Afinal no passado Hermione era apaixonada por ele, mas fizera por merecer este amor? Ele achava que não. De alguma forma teriam que resolver esse isso.


Colocou o casaco por cima da camisa e caminhou para perto da janela. A noite começava a dar o ar de sua graça e uma tempestade começava a se formar. Uma leve brisa anunciava que logo, logo a água cairia do céu para lavar o solo.


_Acho que devemos ir. Ou não chegaremos a tempo de pegá-los em flagrante. A imprensa especializada em fofocas desse tipo já foi chamada.


Ele ficou quieto enquanto a escutava.


Meia hora mais tarde, ambos desciam pela escadaria de entrada do prédio. O trânsito estava um caos, mas Pansy tinha esperanças de conseguir chegar a tempo no triplex de Ronald.    


 


(***)



 


As rosas vermelhas adornaram o centro da mesa de jantar e pareciam terem sido produzidas para aquele lugar, aquele ambiente e aquele clima de romance que Draco havia criado assim que chegou ali. Como das outras vezes, Hermione o tinha recebido na porta, e ficara encantada com o gesto romantico. Adorava rosas e quando perguntou a ele como ele sabia ele desconversara dizendo que fora um palpite de sorte. Ela sorriu e Draco achou que a cada dia que passava ela ficava cada vez mais bonita.


Ele estava na sala esperando que ela trouxesse o último prato que havia preparado na cozinha. Confessara a ele certa vez que era uma exímia cozinheira e ele a desafiara a provar o que dizia. Talvez agora ele tivesse que morder a língua para pagar por não ter acreditado nela. Os pratos dispostos sobre a mesa não eram muitos, mas tinham uma cara muito apetitosa e o cheiro era maravilho. Poucas pessoas sabiam disso, mas ele adorava uma comida bem caseira.


Lembrava da infância e de quando morou no sítio dos avôs – assassinados por fazendeiros da região por causa de terras. – A avó sempre lhe dava biscoitos de polvilho e sua mãe sempre o deixava pescar no riacho desde que tomasse muito cuidado.


Quando fizera nove anos – logo depois da morte dos avôs – seus pais resolveram mudar para cidade grande, e foi aí que sua vida deu uma guinada de trezentos e sessenta graus.


Na primeira semana morando em Londres, o pai de Draco resolvera visitar uma casa que ficava a poucos quilômetros do lugar onde ele pretendia trabalhar. Seu pai, apesar de ter vindo de um lugar humilde, tivera a chance de se formar em uma faculdade de agronomia e conseguira um emprego que envolvia todo o seu conhecimento. Naquele dia o clima estava como agora: chuvoso e frio.


E os três iam de carro até o local. Mas nunca chegaram até o prédio.


Draco piscou para tentar esquecer o acidente. Era um pouco difícil...


Um caminhão de refrigerantes perdeu o controle e avançou o sinal vermelho indo direto para cima do carro do pai dele.


Ele lembra-se apenas de acordar no hospital público e de algumas pessoas vestidas de branco – enfermeiras – mexerem nos aparelhos que estavam ligados em seu corpo.


Semanas mais tarde, já quase recuperado, um médico foi visitá-lo e ele descobriu que estava sozinho no mundo e que iria ser mandado para morar com várias outras crianças até que alguma outra família quisesse sua companhia.


Draco não gostou da idéia e fugiu na primeira oportunidade que a família adotiva lhe deu.


E foi assim durante muitos anos. Com quinze anos arrumou um emprego de engraxate, mas seu superior não lhe dava o suficiente para que tivesse o conforto necessário. Então largou aquele emprego e fugiu para a outra parte da cidade. Dormiu em becos escuros e debaixo de pontes. Com dezesseis, virou auxiliar de cozinha, mas jamais se atreveu a desafiar o chef , pois sabia que era um desastre.


Aprendeu o básico para sobreviver.


Enquanto crescia percebeu que tinha sonhos e um deles era que um dia não passaria mais por necessidade nenhuma. Luiz – um dos garçons – lhe ensinara a pilotar motos e a dirigir carros. Embora fosse garçom, Luiz era o único funcionário que possuía esses dois veículos, por ter economizado durante toda a vida para ter esses objetos. Ainda com dezesseis tirou sua carteira de motorista. Teve dificuldades no início, mas com ajuda Luiz conseguiu. Draco trabalhava durante o dia todo e estudava a noite. Fazia supletivo, num prédio de três andares a seis quadras do restaurante.


Enquanto trabalhava no restaurante ele começou a perceber que as mulheres que trabalhavam no mesmo lugar, juntavam as cabeças para cochichar quando ele passava por elas. No refeitório enquanto almoçava com os outros funcionários masculinos, ele começou a perceber que muitos olhares se dirigiam para ele enquanto ele almoçava. Certo dia a filha mais velha do dono do restaurante lhe deixou bem claro que o achava muito atraente e lhe tentara roubar um beijo, mas fora impedida pelo pai que aparecera de repente no local onde estavam. No cursinho percebera que algumas alunas olhavam para ele da mesma forma que as funcionárias do restaurante.


A partir desse dia ele começou a prestar mais atenção nas mulheres e em si mesmo.  Procurava estar sempre por perto de aglomerações femininas. E notava que chamava a atenção. À medida que envelhecia ele se tornava cada vez mais bonito aos olhos do sexo oposto e tinha consciência disso. As vésperas de completar dezoito anos – ele trabalhou no restaurante por dois anos e dois meses –, ele conheceu uma cliente chamada Suzan.  Quatro anos mais velha que ele.


Os dois começaram a conversar no bar do restaurante – onde agora ele era o barman – e quando ele deu por si, estavam no apartamento dela enquanto ela lhe tirava as roupas.


Fora sua primeira experiência sexual com uma mulher casada – na verdade em processo de divórcio. – Mas ele gostara do que vivera com ela naquele dia. Também fora a primeira vez que estivera com uma mulher daquela maneira.


Depois disso não houve outros encontros, pois a mulher sumira da cidade e ele continuou seu trabalho no restaurante. Continuava a chamar a atenção das clientes com sua beleza e com o tempo descobriu que muitas só vinham até ali para ficar olhando para ele.


Certo dia: quando estava com uma das mulheres que conheceu no bar do restaurante, ele se viu surpreendido por uma nota de cem libras. Estavam em um quarto alugado.


Perguntou a mulher o que significava aquilo e ela lhe respondeu:


_Veja como um presente, querido.


Draco viu a mulher colocar o dinheiro em seu bolso, levantar-se, se vestir e sair.


Quando desceu para a recepção, havia descoberto que a mulher já havia pagado o quarto e ele sequer precisou desembolsar as quarenta libras de aluguel. Quando chegou ao restaurante para dormir naquele sábado – O dono do restaurante havia deixado ele dormir no quartinho dos fundos ao lado da dispensa por todo aquele tempo desde que o contratara e ele lhe explicara a situação – Ele tirou as cem libras do bolso da calça e olhou para a nota. Suspirou pesadamente e deu de ombros. Sabia que havia sido pago pelo que acontecera.


Mas decidiu que se fosse ficar preocupado com isso jamais se deitaria com outra mulher na vida. Guardou o dinheiro dentro de um pote de açúcar vazio e o escondeu embaixo das poucas roupas que possuía.


Com o tempo aprendeu que algumas mulheres eram cruéis, isso fez com que pensasse de outra maneira.


Quando se apaixonara pela primeira vez descobriu que a moça só queria se divertir e isso o impulsionou a cobrá-la num momento de raiva.


A jovem se sentiu ofendida e enfiando a mão na bolsa dispusera de lá uma nota de cinqüenta libras e jogara no peito dele enquanto discutiam feio no quarto do apartamento dela.


Depois daquele dia não a procuraria mais.


Agora havia cento e cinqüenta libras no pote de açúcar.


Certo dia vindo do cursinho, ele vira colado em um poste, um panfleto de uma agência de acompanhantes. Ficara intrigado com aquilo e arrancara o folheto guardando-o dentro do livro de matemática.


Quando chegou ao restaurante jogou os livros em cima da cama dura ao qual dormia e pegou o livro de matemática. Leu cada linha escrita no panfleto e admirou a foto do rapaz sem camisa deitado em uma espreguiçadeira de modo despojado. Ele parecia tranqüilo e sossegado. Problemas financeiros pareciam não fazer parte de sua vida. Olhou mais um pouco para o panfleto até soltar um bocejo.


Dobrou-o mais até ter em mãos um pequeno pedaço de papel quadrado. Guardou-o na lata de açúcar junto aos cento e cinqüenta libras.


Tirou a calça e guardou o material de estudo em cima de um banquinho e se enfiou debaixo das cobertas. Tinha apenas sete horas para descansar. Teria que acordar às cinco da manhã para ajudar Luiz a descascar os legumes para o almoço e depois ir para o bar. Mas adormeceu pensando em como poderia ser o rapaz daquela foto e não ter preocupações.


Na manhã seguinte, seus planos eram apenas fazer o seu trabalho e seguir seus estudos, mas como o destino é traçado por um ser superior e nenhum ser humano tem o total controle de sua vida não seria diferente com ele.


Às duas horas da tarde o restaurante ainda permanecia lotado e o bar era o que mais parecia ter gente.


 
 


 


Draco notou que a maioria da clientela ali era feminina e ele tinha consciência de que sua presença atrás do balcão era o motivo daquela aglomeração. Uma jovem aparentemente muito rica pedira uma Marguerite e ele tinha certeza que aquele era o terceiro drink da moça. Ela lhe parecia um pouco alta. Mas mesmo assim ele lhe dera a bebida.


Ela parecia flertar com ele a cada segundo e aquilo estava deixando-o desconfortável diante dos outros clientes.


Em certo momento, ele se viu puxado pela moça e beijado na frente de todos. Mas no momento seguinte seu olhou lacrimejava e uma dor latejante se apossava de seu rosto, enquanto algo quente lhe escorria pela bochecha.


Ele sentiu o corpo ir de encontro a algumas bebidas dispostas na parte de baixo do balcão e discernia pouco das vozes ao seu redor.


Levou a mão a testa e descobriu que seu supercílio estava aberto com um pequeno corte que com certeza levaria uns quarto pontos enquanto uma voz masculina o xingava e o ameaçava de todas formas. Através do olho bom ele conseguiu ver Luiz e Alfred – seu chefe – tentando segurar o homem que o xingava. Alfred tentava acalmar o homem e a moça parecia tentar fazer o mesmo com o namorado. Quando ele sentiu que estava em condições de se levantar, sentiu uma mão ajudá-lo a ficar de pé.


Ele conseguiu responder ao “tudo bem com você?“ de Luiz e quando já estava em condições de se defender, foi o que fez. Sem que o homem esperasse Draco revidou o soco que levara, o homem se desequilibrou, mas não foi ao chão e quando uma briga se desenrolaria ali dentro do restaurante vários seguranças afastaram os dois homens um do outro. O homem gritava impropérios, enquanto Draco tentava argumentar. Mas o segurança do restaurante era maior que ele e ele não conseguiu escapar. Draco se viu arrastado para a gerência enquanto o homem era levado para o outro canto do balcão.


Através da janela de vidro Draco viu Alfred falar com o homem que lhe agredira e tentara acalmá-lo. Pela reação dele, parecia que estava conseguindo.


Draco andava pelo escritório como uma fera enjaulada, mas sabia que o segurança na porta não deixaria que ele passasse. O Sangue em rosto continuava a escorrer lentamente.


Segundos de angustia mais tarde, Draco viu Alfred vir em sua direção com um semblante furioso.


Quando Alfred entrou na sala Draco foi logo tentando se explicar.


_Alfred? Sr, Não beijei aquela moça...
_Está despedido!


Draco se calou na hora. Estava absorvendo aquela informação nova.


_Mas senhor eu...


_Desculpe, Malfoy. Mas sabe quem é aquela moça?


_Não senhor.


 _É a filha do desembargador do estado e aquele é o noivo dela.


_Mas eu não a beijei senhor.


_Sinto muito, mas ela alega o contrário. Se não despedi-lo agora mesmo serei processado e acho que terei que fechar as portas do meu restaurante.


Draco não achou palavras para aquele argumento. Abaixou a cabeça e tentou processar tudo o que havia ouvido.


_Arrume suas coisas. Já que não trabalha mais para mim, terei que pedir que desocupe o quarto em que dorme.


Draco prendeu a respiração.


Saindo dali ele não teria para onde ir. Saiu da sala cabisbaixo, pois não conseguia argumentar o ocorrido. No caminho cruzou com Luiz e este lhe deu um pequeno tapa no ombro. Como se lhe desse forças.


No quarto, ele puxou uma pequena mochila, tirou uma muda de roupa, retirou o uniforme e vestiu suas roupas. Jogou o uniforme em cima da cama dura, pegou uma toalha velha pendurada atrás da porta, sua escova de dentes, escova de cabelo, chinelos – pois os sapatos do restaurante ele teria que deixar – os livros do cursinho e o pote de açúcar atrás das poucas roupas que possuía. Guardou as roupas na mochila e abriu o pote tirando de lá a panfleto e as cento e cinqüenta libras. Guardou o dinheiro no bolso da mochila e olhou mais uma vez o panfleto. Calçou os chinelos de borracha e saiu pela porta dos fundos do restaurante. Deixou a chave debaixo do batente da porta.


Antes de alcançar a rua ouviu Luiz lhe chamando.


 
 


 


Virou-se. O sangue em sua testa estava começando a secar.


_Draco? Para onde vai?


Draco não respondeu.


Luiz respeitou o silêncio dele.


_Bom, aqui. – Luiz lhe estendeu um cheque.


Draco viu que estava assinado pelo senhor Alfred e que podia ser descontado a qualquer momento do dia.


Era uma quantia até generosa pelo seu tempo de serviços prestados ali, mas que não durariam para sempre.


_Se cuida garoto.


E como um pai que abraça seu filho quando sente saudades, Luiz abraçou Draco que continuava calado. Quando o garoto loiro se afastou, Luiz voltou para o restaurante triste por ter visto o rapaz partir.


Draco caminhou pelas ruas até uma das pensões vagabundas que Já dormira com uma das clientes do restaurante. O dono do lugar o olhou com cara de poucos amigos. Ao pegar a chave do quarto e pagar adiantado pela noite, ele decidiu que precisava erguer a cabeça e não se deixar abater.


Ao jogar a mochila na cama, não percebera que um dos zíperes estavam abertos e o panfleto de acompanhantes pulou para fora como um peixe avisando que o cardume estava todo concentrado ali. (n.a: esse pedacinho eu me baseei na paixão do ator Tom Felton por pescaria).


Lentamente ele sentou na cama e pegou o panfleto. Analisou-o por minutos intermináveis. Seu cérebro estava a ponto de ter um colapso quando por fim ele se decidiu o que faria.


Na manhã seguinte ele pegou o cheque. Passou em um banco descontou-o e foi até a farmácia fazer um curativo no rosto. Pensou em costurar, mas sabia que se o fizesse uma cicatriz iria ficar ali para sempre. Decidiu ficar só com o curativo. Depois de sair da farmácia foi para uma rua muito tradicional de Londres e que vendia roupas baratas.


Comprou três camisas, três calças e uma bermuda, um par de chinelos novos, entrou numa promoção de cuecas” leve 8 pague 7”, comprou um par de tênis novos e um sapato para combinar com a calça social, dois pares de meias e por último um perfume que não parecesse de catálogo quando aplicasse no corpo.


Voltou para a pensão guardou as sacolas, pegou a toalha e seu material para higiene corporal e foi para o final do corredor. Esperou na fila durante meia hora até que um casal desocupasse o banheiro. Na saída a mulher o encarou de maneira maliciosa, sem que o marido notasse que ela o estava olhando. Ele entrou no banheiro e começou a tomar banho. Quinze minutos mais tarde ele terminava de aplicar o perfume que havia comprado mais cedo. Saiu dez minutos mais tarde, atrás do endereço do panfleto.


Com as moedas do troco, ele pegou um ônibus até a parte sul do centro da cidade. Caminhou mais três quarteirões até parar em frente a um prédio alto na esquina da décima quinta avenida.


Foi até o saguão do prédio e se informou.


Andou até o elevador e apertou o vigésimo quinto andar. No meio do caminho algumas mulheres e homens lhe fizeram companhia, mas apenas as mulheres pareciam lhe dar alguma atenção com olhares e sorrisos discretos. Uma até corou as bochechas quando ele lhe lançou um sorriso e ele tentou imaginar o que ela estava pensando. Quando o elevador parou, ele se viu em um amplo espaço e no final uma mesa com uma moça muito bonita estava sentada atrás de um computador. Ele a cumprimentou e avisou que estava ali para a seleção de casting de acompanhantes. Imediatamente percebeu que a secretária o olhou de forma diferente.


Enquanto esperava ser chamado ele preencheu sua ficha de inscrição. Ele viu que alguns outros rapazes também aguardavam na sala. A cada meia hora, quarenta minutos... um dos homens ali no hall entrava em uma sala e ele percebia quando saiam de lá bastante exaustos e sorridentes, não só por terem passado, mas por algo mais.


Quando chegou sua vez, ele sentiu um frio enorme na barriga, mas ao entrar na sala ele se deparou com um desafio ainda maior do que a decisão que tomara na noite anterior.


_Bom dia. – cumprimentou uma mulher seminua do outro lado da mesa. – Você deve ser Draco Malfoy.


Era muito mais uma afirmação do que uma pergunta.


Ele limpou a garganta para recuperar a voz.


_Sim, senhora.


_Samanta.


_Desculpe... Samanta.


Ela saiu detrás da mesa e se aproximou de onde ele estava. Apenas um robe e uma calcinha de renda cobriam seu corpo bonito.


_Você me parece muito jovem para...


_tenho dezoito, pode ver a carteira de motorista se quiser.


_Não vai ser necessário. Tenho os seus dados bem aqui.


Ela passou a mão na ficha dele.


_Então? Onde quer fazer?


Draco franziu o cenho.


_Perdão?


_Ah, me desculpe. Mas minha secretária não passou essa informação aos modelos por ordem minha.


Draco ficou calado enquanto ainda ficava sem saber do que ela falava.


_Quero saber onde quer transar? No sofá? Aqui na mesa? Ou contra a parede?


_Achei que aqui fosse uma agência de acompanhantes.


 _E nós somos, meu querido. – Agora ela estava bem perto dele a ponto de lhe tocar o ombro e os braços. – Uma agência de acompanhantes sexuais para mulheres ricas e casadas que estão de saco cheio do arroz com feijão que têm casa. Nós somos o tempero que faltava na relação delas.


Draco deu um passo para trás se distanciando.


Samanta sorriu atrevida.


_Com medo de mim?


_Não tenho medo de nada. – Afirmou seguro do que dizia.


_Então esta com medo de fazer o teste?


_Não. Mas se é uma agência de acompanhantes sexuais, acredito que valho algo.


Samanta olhou para ele estupefata. Aquele rapaz não era um cara comum. Qualquer outro já teria tirado as calças e arrancado sua calçinha.


_Está me cobrando para transar?


Samanta estava boquiaberta agora.


_Se quer minha companhia, terá que pagar, não é assim que você trabalha?


Amanda sorriu. Sabia reconhecer de longe quando uma pessoa tinha visão de futuro. Fechou o robe vermelho que sustentava no corpo e voltou a se sentar na cadeira atrás da escrivaninha.


_Sente-se senhor Malfoy. Vamos conversar.


Draco o fez e a partir daí sua vida mudou.


Samanta Dodge o treinou pessoalmente. Aulas de sedução, uma hora por dia. Etiqueta pessoal, etiqueta profissional. Explicou como a mente de uma mulher funcionava e de como ela gostava que os homens a tratassem na cama e fora dela.


Educou-o para ser um socialite anônimo e assim Draco adquiriu experiência e conhecimento.





 


Terminou o cursinho, aprendeu línguas, fez vestibular e passou em três universidades do país. Samanta bancou todas as despesas dele. Mas Draco não quis fazer nenhum curso superior. O tempo passou e ele continuou se aprimorando, aprendendo e estudando, acima de tudo, estudando as mulheres, até que quando completou vinte e cinco anos Draco teve sua primeira cliente. Samanta fez de tudo para que ela não o escolhesse, mas como o rio que tinha que correr para o mar ela teve que “vendê-lo”.


Não que Draco tenha achado ruim, mas foi com gosto que ele recebeu a notícia de que sua primeira e até agora mais importante cliente era filha do desembargador do estado que já estava casada com  advogadozinho de merda que lhe socara o rosto alguns anos atrás.


Ela pagara bem pela companhia e ele resolveu descontar nela a humilhação que sofreu naquele dia no restaurante. Quando terminou, a mulher já estava para pedir arrego. E antes que ela quisesse uma segunda rodada, ele se vestiu e foi embora levando o pagamento junto. Dois dias depois Samanta recebia uma ligação da filha do desembargador do estado solicitando os serviços de Draco Malfoy novamente. Obviamente ele disse não.


E aos poucos Samanta Dodge, viu a relíquia que tinha nas mãos.


Quando não conseguia agenciar os outros modelos para alguma cliente mais exigente, ela oferecia Draco Malfoy pelo dobro do peço e as madames pagavam.


Com o tempo Draco tinha mais dinheiro do que podia gastar e então ele se tornou o modelo numero #1 da agência de Samanta Dodge tendo todas as regalias e acima de tudo a amizade da chefa.


 


(***)




 


_Acho essa música tão romântica. – Anunciou Hermione colocando duas taças na mesa. Havia acabado de compor o jantar. Faltava apenas o frango com batatas sotê no forno


Draco saiu de seu devaneio.  Seu dedo tocava uma foto dela com o filho no suporte da lareira.


No microsistem Elton Jhon cantava The One.


 


I saw you dancin' out the ocean
Running fast along the sand
A spirit born of earth and water
Fire flying from your hands

In the instant that you love someone
In the second that the hammer hits
Reality runs up your spine
And the pieces finally fit

And all I ever needed was the one
Like freedom fields where wild horses run
When stars collide like you and I
No shadows block the sun
You're all I've ever needed
Babe, you're the one

There are caravans we follow
Drunken nights in dark hotels
When chances breathe between the silence
Where sex and love no longer gel

For each man in his time is Cain
Until he walks along the beach
And sees his future in the water
A long lost heart within his reach

And all I ever needed was the one
Like freedom fields where wild horses run
When stars collide like you and I
No shadows block the sun
You're all I've ever needed
Ooh babe, you're the one


Draco sorriu e caminhou para perto dela. Hermione posicionava um talher de maneira correta sobre o forro da mesa quando sentiu Draco pegar sua mão.


Ela girou a cabeça na direção dele.


_Dança comigo?


Hermione levantou as sobrancelhas em espanto. Ronald nunca a convidou para dançar em momento algum. Ao invés disso, ela tinha que se contentar em dançar com aqueles senhores velhos e barrigudos que a cortejavam de maneira despudorada nas festas que freqüentava. E observar de longe as mulheres darem em cima do seu marido e depois fazerem comentários maldosos a respeito de se casamento com ele.


Em estado de plenitude, Hermione se deixou guiar até um espaço livre da sala. 


De frente para ele, ela sentiu sua outra mão deslizar por sua cintura juntando seus corpos.


Sentindo a música Draco começou a balançar o corpo levando o dela junto.


Hermione sentia-se embevecida com o gesto. Sentia-se nas nuvens.


Era muito mais do que ela esperava.


Seus olhos não conseguiam desgrudar do rosto bonito. Sem perceber seus dedos começaram a brincar com os cabelos da nuca dele.


Para Draco era um toque carinhoso. Algo que as outras clientes sequer, jamais pensaram em fazer. Ele se auto-surpreendeu. Nunca convidara nenhuma delas para dançar antes. Apenas chegava em suas residências – ou qualquer outro lugar que ela marcassem –, era automaticamente levado até o quarto, despido com urgência e incumbido daquilo que fora pago para fazer... Dar-lhes prazer.


Mas agora, o prazer que ele sentia era outro. Um maior do que a auto-satisfação sexual. Um prazer fora do normal. Algo que ele nunca havia experimentado antes. Um prazer que ultrapassava os limites do céu e da terra. Algo Diferente que fazia seu coração bater mais rápido. Suas mãos suarem e ficarem frias e quentes ao mesmo tempo. Sentir como se um milhão de borboletas batessem as asas dentro de seu estomago. E sentir-se ofegante apenas com um simples e singelo sorriso. Foram poucos dias – quatro apenas – mas ele sabia que haviam sido o bastante para chegar aquela conclusão.


_Me sinto estranho. – Balbuciou aquela frase e imaginou que ela fosse perguntar por que. Mas ao invés disso...


_Eu também me sinto estranha.


Ele franziu o semblante.


Eles não conseguiam parar de se encarar.


Haviam parado de dançar


A música no microsistem havia mudado. Agora Bon Jovi com o single Always era a trilha sonora daquele momento...


 


This Romeo is bleeding
But you can't see his blood
It's nothing but some feelings
That this old dog kicked up

It's been raining since you left me
Now I'm drowning in the flood
You see I've always been a fighter
But without you I give up

Now I can't sing a love song
Like the way it's meant to be
Well I guess I'm not that good anymore
But baby that's just me

And I will love you baby always
And I'll be there forever and a day always
I'll be there till the stars don't shine
Till the heavens burst and the words don't rhyme
And I know when I die you'll be on my mind
And I'll love you always

Now your pictures that you left behind
Are just memories of a different life
Some that made us laugh
Some that made us cry
One that made you have to say good bye

What I'd give to run my fingers through your hair
To touch your lips to hold you near
When you say your prayers try to understand
I've made mistakes I'm just a man

When he holds you close
When he pulls you near
When he says the words
You've been needing to hear
I'll wish I was him cause these words are mine
To say to you till the end of time

And I will love you baby always
And I'll be there forever and a day always
If you told me to cry for you I could
If you told me to die for you I would
Take a look at my face
There's no price I won't pay
To say these words to you

Well there ain't no luck in this loaded dice
But baby if you give me just one more try
We can pack up our old dreams and our old lives
We'll find a place where the sun still shines

And I will love you baby always
And I'll be there forever and a day always
I'll be there till the stars don't shine
Till the heavens burst and the words don't rhyme
And I know when I die you'll be on my mind
And I'll love you always


 


 O cd que tocava era uma coletânea romântica de músicas antigas.


_Me sinto como se estivesse me...


_Apaixonando por você.


A música do cantor pareceu aumentar em seus ouvidos. Era o único barulho que ambos escutavam.


Ele arregalou os olhos quando ela completou a frase dele.


O espanto era visível até para um cego. Draco estava com a boca semi-aberta e os olhos vidrados no rosto dela.


Hermione piscou compreendendo o que acabara de dizer e se afastou completamente constrangida.


Virou-se de costas para ele e colocou a mão sobre o peito como se pudesse de alguma forma controlar os batimentos descontrolados do seu coração. Sentiu seu rosto esquentar de uma forma absurda.


Ruborizou.


_Vou olhar o forno. Acho que o frango está pronto.


Não sabia o que dizer, por isso deixou a primeira frase que veio a sua boca lhe socorrer.


Caminhou para a cozinha sem olhar para ele.


Draco ficou parado na sala absorvendo todas as novas informações.


Ele estava enganado, ou ouvira direito? Hermione acabara de dizer que estava apaixonada por ele?


Ele piscou, voltando a realidade do momento. Quando começara a sua declaração ilógica ele jamais imaginou que ela deixaria de ser ilógica para se tornar lógica. Ele talvez já estivesse apaixonado há muito tempo, talvez desde que vira a foto dela na revista, mas não passara de um vislumbre momentâneo. Talvez seu profissionalismo não o deixara enxergar o que seu coração já havia visto.


Ele estava realmente apaixonado por ela. Nunca acreditou em amor a primeira vista, mas agora, tinha que dar o braço a torcer.


Enquanto via ela desaparecer no corredor que levava a cozinha, ele teve mais certeza do que antes que estava irrevogavelmente apaixonado por ela. Aquela que o contratara para se vingar de seu marido traidor.


Quando fora mais cedo ao escritório de Samanta, sentia que aquelas palavras de despedida eram mais do que palavras de adeus. Fora um adeus a sua vida passada.


Ele iria e queria começar uma vida nova. Uma vida com Hermione Granger ao seu lado, mas só agora se dava conta disso.


Em estado de choque, seus pés começaram a levá-lo em direção a cozinha.


 


(***)


 


 


Na esquina do condomínio onde morava, Ronald lutava em pensamento sobre o certo e o errado.


Hermione, a mãe de seu filho, merecia ou não ser exposta daquela maneira?


Ao longe ele já podia ver os paparazzi se aglomerando do outro lado da calçada, chamando a atenção de alguns vizinhos.


Ao seu lado Pansy Parkinson sorria maldosamente em expectativa pelo que ia acontecer.


_Vamos, senhor-famoso-do-futebol. Vamos desmascarar sua esposa adúltera.


Disse, o sorriso se ampliando no rosto.


Ronald pisou no acelerador, saindo com o carro do lugar.


Ele tinha duas opções: ir até sua casa bater no cara que estava com sua esposa e depois arrastar Hermione pelos cabelos até a rua e gritar aos quatro ventos o que ela fazia enquanto ele estava fora trabalhando, ou simplesmente descer do carro e dizer aos “jornalistas marrons” que havia um engano; que não tinha história nenhuma para ser contada em seus sites de fofocas e tablóides baratos e que todos deveriam ir buscar a notícia em qualquer outro lugar.


Ele tinha que ser rápido, pois já estava parando em frente à calçada que levava ao jardim da frente de sua casa. O muro era baixo, da altura de uma cerca de madeira do tipo que os americanos cercam suas casas.


Enquanto puxava o freio de mão e via os paparazzi se aproximarem de seu carro ele tomou sua decisão...


 


Continua...

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Comentários: 5

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Enviado por Diênifer Santos Granger em 09/12/2013

Rony! Olha o que você vai fazer! 

Nota: 5

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Enviado por Aylane Cristina Macedo em 12/08/2013

Oh Merlim!!!!!! *Se recuperando do mini ataque cardíaco por ter percebido que o capítulo acabou bem no momento decisivo e ainda não tem continuação*

Ok, ok... sua fic está perfeita!!!! Por favor, continue. Bjsss 

Nota: 5

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:: Página [1] ::

Enviado por Landa MS em 03/08/2013

Quem tem o poder é vc RiemiSam. Vc tem o poder de me insentivar a escrever toda vez que deixa um comentário. Obrigada. acho que eu também não me importaria, não MRC. Obrigada por seu comentário querida.

Nota: 1

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Enviado por M R C em 03/08/2013

eu acho que o rony não vai ter coragem de fazer isso com ela.
pelo menos, nesse capítulo ele nao mostrou firmeza nao.

de qualquer forma, quem se importaria com um escândalo se teve uma noite com draco??
eu nao me importaria
hahahahah

capitulo maravilhosooo
ameiii
beijos       

Nota: 5

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Enviado por RiemiSam em 03/08/2013

Rony  f.d.p. nao vejo a hora da Herms aprontar com ele. Sua Fic tah linda, vc eh poderosa! Leitora viciada em suas historias. Aacho que pessoas como o Ronye a Pansy so aprender a valorizar as pessoas qdo perdem algo que o dinheiro nao compra a SAUDE ! Eh uma boa oportunidade para avaliar condutas. Bj e abraço garota. 

Nota: 5

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